O comunismo na América Latina foi impulsionado pela Revolução Russa e pelo anticolonialismo. A partir da década de 1920, partidos foram criados, enfrentaram ditaduras na Guerra Fria, protagonizaram a Revolução Cubana e ascenderam ao poder no século XXI por meio de governos de esquerda
O impacto soviético com a vitória bolchevique de 1917 impulsionou a criação de legendas alinhadas à Internacional Comunista (Comintern).
Cronologia
1918: Surge o Partido Comunista Argentino, o primeiro na esteira da Revolução Soviética.
1919-1943: O Comintern (Internacional Comunista) atua no continente, lançando as bases do marxismo latino-americano com foco em pautas anti-imperialistas e agrárias.
1920: Fundação do Partido Comunista Uruguaio.
1922: Fundação do Partido Comunista do Chile e do Partido Comunista Brasileiro - PCB.
1925: Fundação do Partido Comunista de Cuba.
1929: Realiza-se a I Conferência dos Partidos Comunistas da América Latina, em Buenos Aires, unificando a diretriz de que a revolução na região deveria ser anti-imperialista, agrária e democrática.
1935: Ocorre no Brasil a Intentona Comunista, liderada por Luiz Carlos Prestes, que resulta em fracasso e perseguição política durante o Estado Novo.
1947-1948: No contexto do início da Guerra Fria e sob forte pressão capitalista, os Partidos Comunistas do Brasil e do Chile são colocados na ilegalidade.
1961: Após tomar o poder em 1959, Fidel Castro declara o caráter socialista e alinha Cuba à União Soviética, tornando-se um polo de difusão de guerrilhas revolucionárias.
1960s-1970s: Formação de ditaduras militares em diversos países (Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Bolívia), com apoio dos EUA, para conter o avanço comunista.
1970: Salvador Allende vence as eleições e torna-se o primeiro presidente marxista eleito democraticamente na América Latina (no Chile).
1973: O governo de Allende no Chile é derrubado por um golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet.
1990: O Fim da Guerra Fria e as redemocratizações levam à renovação da esquerda. Formações progressistas passam a se organizar em redes regionais, como o Foro de São Paulo.
2000 a 2015: Ocorre a "onda rosa" ou guinada à esquerda. Partidos com origens socialistas e marxistas chegam ao poder de forma democrática em vários países, como Brasil, Bolívia, Equador e Uruguai.
2026: Diversas nações sul-americanas mantêm governos de esquerda e centro-esquerda (como Brasil, Chile e Uruguai), oscilando em um ambiente político plural. Além disso, Cuba segue como um Estado de partido único com economia planificada.
Histórico Cronológico
♦Primeiros partidos: A Argentina fundou seu partido em 1918. Chile e Brasil criaram as suas seções em 1922, seguidos por Cuba em 1925.
♦Base operária: O movimento ganhou relevância onde conseguiu se infiltrar em setores industriais e de mineração.
♦A Intentona: No Brasil, o movimento liderado por Luís Carlos Prestes tentou um levante armado em 1935. A ação fracassou e gerou forte perseguição estatal.
♦Revolução Cubana (1959): O triunfo de Fidel Castro e Che Guevara transformou Cuba no primeiro e único Estado formalmente socialista da região. O evento serviu de inspiração para várias guerrilhas latino-americanas.
♦A Via Chilena: Em 1970, Salvador Allende foi eleito democraticamente no Chile sob uma plataforma marxista. Ele acabou deposto em 1973 por um golpe militar apoiado pela CIA
♦Ditaduras militares: O medo da expansão comunista serviu de pretexto para golpes de Estado e regimes autoritários de direita. Países como Brasil, Argentina, Chile e Uruguai implementaram forte repressão aos partidos de esquerda.
Com a queda do Muro de Berlim em 1989 e a dissolução da URSS, os partidos comunistas tradicionais perderam o suporte financeiro e ideológico externo. O foco da esquerda regional mudou significativamente
♦O Foro de São Paulo: Organização criada nos anos 1990 para debater alternativas ao neoliberalismo, congregando partidos que vão da centro-esquerda ao comunismo
♦A Onda Rosa (Pink Tide): Nos anos 2000 e 2020, o continente vivenciou ciclos de governos de esquerda eleitos pelo voto. No entanto, a grande maioria dessas gestões — como no Brasil, Uruguai e Chile — adotou o modelo da social-democracia ou do progressismo, mantendo a economia de mercado
♦Regimes Autoritários: Países como Venezuela e Nicarágua adotaram discursos radicalizados de esquerda e forte controle estatal. Apesar disso, cientistas políticos diferenciam tais modelos de um regime comunista clássico. Cuba permanece como a única nação de partido único sob a doutrina marxista-leninista no continente.
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