O lendário Monte Mashu, famoso na Epopeia de Gilgamesh como uma montanha de picos gêmeos que guardava o nascer e o pôr do sol, é o atual Monte Ararat. Embora seja o principal símbolo nacional armênio, ele fica fisicamente localizado no extremo leste da Turquia, na fronteira com a Armênia.
O nome "Monte Mashu" refere-se a uma montanha mitológica da antiga Mesopotâmia, mas sua conexão histórica e geográfica real está diretamente ligada ao Monte Ararat, o maior símbolo cultural da Armênia. Na Epopeia de Gilgamesh, o Monte Mashu é descrito como uma montanha gêmea de onde o sol nasce e se põe. Na tradição e nos estudos acadêmicos da região, esse conceito de montanha dupla corresponde perfeitamente ao Maciço do Ararat, conhecido tradicionalmente pelos armênios como Masis, que é formado por dois cones vulcânicos: o Grande e o Pequeno Ararat.
A montanha hoje chamada Ararat era originalmente chamada Mashu pelos Sumérios; aliás, por ser uma montanha dupla, era chamada de Masu-Mashu. O nome deriva diretamente do termo Sumério e depois Acádio que significa "Gêmeos". O nome descreve perfeitamente o perfil da montanha, que possui picos duplos, simbolizando a barreira entre o mundo mortal e o divino.
Ela aparece tanto nas histórias sumérias de Gilgamesh quanto na do Noé original, Utnapishtim. Os armênios chamavam as montanhas gêmeas de Sis-Masis e os gregos de Masios-Masion. A terra onde elas estavam situadas era chamada de Uratatu, a terra dos armênios. Essas montanhas nunca foram chamadas de Ararat até a Idade Média, provavelmente para fomentar o turismo de peregrinação. Portanto, não, a suposta arca (na verdade, uma formação geológica) não estava no lugar certo.
Reino de Urartu
O Reino de Urartu, também conhecido como Reino de Van ou Biainili foi uma poderosa civilização da Idade do Bronze e do Ferro que floresceu na região do planalto armênio entre os séculos IX a.C. e VI a.C.. Seu território abrangia o que hoje corresponde ao leste da Turquia, à Armênia e ao noroeste do Irã, centralizado ao redor do Lago Van. Os urartianos destacaram-se como rivais formidáveis do Império Assírio e são considerados um dos principais componentes da etnogênese do povo armênio.
Os termos Ararat e Urartu estão profundamente conectados na história, na geografia e na linguística, descrevendo a mesma região no Planalto Armênio, leste da atual Turquia e Armênia.
O termo "Urartu" deriva de uma palavra assíria que significa "lugar alto", uma alusão direta à topografia montanhosa da região. A palavra também compartilha raízes linguísticas e históricas com o bíblico Monte Ararat.
O Nome Ararate
O nome Ararat não tem uma data exata de nascimento, pois deriva do antigo reino de Urartu e da língua hebraica. O termo ganhou o registro que conhecemos quando foi mencionado pela primeira vez na Bíblia (no Livro de Gênesis), escrito no século VII a.C.
Naquela época, referia-se a uma vasta região geográfica e a um antigo reino na Armênia, e não a uma montanha específica.
Foi durante o período medieval e a Antiguidade Tardia que a tradição religiosa fundiu as descrições bíblicas da região de Ararat com a montanha física atual. A partir desse momento, os europeus e, posteriormente, a cultura global passaram a designar o pico de Monte Ararat.
Historicamente, o povo nativo armênio sempre chamou o monte por outro nome tradicional, Masis ou Massis.
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