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quarta-feira, 3 de junho de 2026

GRUPOS GUERRILHEIROS DA AMÉRICA LATINA

 


Colômbia

♦FARC-EP: Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. ): A maior guerrilha comunista do continente. Desmobilizou-se após o acordo de paz de 2016, mas facções dissidentes (Dissidências das FARC) continuam em combate armadas.

♦ELN: Exército de Libertação Nacional. Guerrilha de inspiração castrista e ligada à Teologia da Libertação. Permanece ativa e como a última grande organização guerrilheira do continente.

♦EPL: Exército Popular de Libertação. Movimento de tendência maoísta. A maior parte entregou as armas em 1991, restando pequenas dissidências ligadas ao narcotráfico.

♦M-19: Movimento 19 de Abril (desmobilizado). Grupo de guerrilha urbana nacionalista e social-democrata. Desmobilizou-se em 1990, convertendo-se em partido político.


Brasil

Durante a ditadura militar, destacaram-se movimentos de guerrilha urbana e rural.

♦ALN: Ação Libertadora Nacional. Liderada por Carlos Marighella, foi o maior grupo de guerrilha urbana contra a ditadura militar brasileira.

♦VPR: Vanguarda Popular Revolucionária. Liderada pelo ex-capitão Carlos Lamarca, focou em ações urbanas e tentativas de foco rural.

♦VAR-Palmares: Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares. Fusão da VPR com o COLINA (Comando de Libertação Nacional).

♦Guerrilha do Araguaia: Movimento rural organizado pelo PCdoB (Partido Comunista do Brasil) na região amazônica entre o fim dos anos 60 e início dos 70.

♦PCdoB (Guerrilha do Araguaia): Partido Comunista do Brasil.

♦MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro): Grupo de guerrilha urbana célebre pela participação no sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick em 1969.


Argentina

♦Montoneros: Organização de guerrilha urbana peronista. Organização guerrilheira que misturava a ideologia da esquerda com o peronismo, fortemente ativa na década de 1970.

♦ERP: Exército Revolucionário do Povo. Ala militar do Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT), de orientação trotskista e foco rural/urbano


Peru

♦Sendero Luminoso: Partido Comunista do Peru. Organização extremista de forte inspiração maoísta. Protagonizou um conflito interno extremamente sangrento nos anos 80 e 90. Restam pequenos remanescentes remotos no vale do VRAEM

♦MRTA: Movimento Revolucionário Túpac Amaru. Grupo marxista-leninista de guerrilha urbana, famoso pela invasão à embaixada japonesa em Lima (1996). Foi totalmente desarticulado.


Nicarágua

♦FSLN: Frente Sandinista de Libertação Nacional (Nicarágua).


Guatelama

♦URNG: União Nacional Revolucionária Guatemalteca. Frente que unificou as quatro principais guerrilhas marxistas do país (EGP, ORPA, FAR e PGT) durante a longa guerra civil guatemalteca. Firmou acordos de paz em 1996


El Salvador

♦FMLN: Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional. Coalizão de cinco organizações guerrilheiras de esquerda que travou uma intensa guerra civil nos anos 80. Assinou a paz em 1992 e converteu-se em partido político de destaque.


México

♦EZLN: Exército Zapatista de Libertação Nacional. Levantou-se em armas em 1994 no estado de Chiapas focado nos direitos indígenas e anticapitalismo. Rapidamente abandonou as táticas ofensivas militares, atuando hoje como um movimento de resistência política e social autônoma.

♦EPR (Exército Popular Revolucionário): Guerrilha marxista clandestina de foco camponês surgida nos anos 1990.


Uruguai

Tupamaros: Movimento de Libertação Nacional. Movimento de guerrilha urbana célebre por suas táticas operacionais nos anos 60 e 70. Com a redemocratização, integraram-se à vida política legal do país


Chile

♦MIR (Movimiento de Izquierda Revolucionaria): Atuou intensamente na resistência armada contra a ditadura militar do General Augusto Pinochet.

♦FPMR (Frente Patriótica Manuel Rodríguez): Grupo paramilitar e guerrilheiro marxista-leninista, autor do atentado frustrado contra Pinochet em 1986.


Nicarágua

♦FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional): Único movimento da região além de Cuba que triunfou militarmente por meio de uma revolução (1979). Hoje atua como o partido político que governa o país de forma autocrática.

♦Contras: Milícias paramilitares e contra-revolucionárias financiadas pelos EUA na década de 1980 para combater o governo sandinista.


Bolívia

♦ELN (Exército de Libertação Nacional da Bolívia): Guerrilha fundada e liderada por Ernesto "Che" Guevara na selva boliviana (conhecida como Guerrilha de Ñancahuazú), desmantelada com a sua morte em 1967.

♦EGTK (Exército Guerrilheiro Tupac Katari): Grupo indigenista de esquerda que atuou no início da década de 1990.


Paraguai

♦EPP (Exército do Povo Paraguaio): Pequena guerrilha marxista-leninista surgida na década de 2000, focada em sequestros e ataques no norte do país, mantendo-se ativa.

♦ACA (Associação de Camponeses do Exército): Dissidência armada do EPP, ativa na fronteira camponesa.


Equador

♦Alfaro Vive ¡Carajo!: Grupo de guerrilha urbana marxista de forte atuação nos anos 80, entregando as armas em 1991.


Venezuela

♦FALN (Forças Armadas de Libertação Nacional): Coalizão guerrilheira ativa na década de 1960 contra o sistema democrático bipartidário venezuelano.


FIM DA DITARURA NA AMÉRICA LATINA


 

O fim das ditaduras na América Latina ocorreu através de um processo de transição democrática que se estendeu de 1979 a 1990, variando conforme a crise política, as mobilizações populares e as eleições em cada país.

♦1978 República Dominicana: Após forte pressão internacional e do governo dos EUA (gestão Jimmy Carter), Balaguer permitiu eleições livres, sendo derrotado por Antonio Guzmán, o que marcou a transição democrática.

♦1979 Nicarágua: A ditadura da família Somoza foi deposta pela Revolução Sandinista liderada pela FSLN.

♦1979 Equador:  Os próprios militares organizaram um plano de retorno à legalidade. Em 1979, foram realizadas eleições presidenciais livres, vencidas por Jaime Roldós Aguilera.

♦1980 Peru: Após uma década no poder, os militares devolveram o governo aos civis com a eleição de Fernando Belaúnde Terry.

♦1982 Bolívia: Diante de intensas greves, crises e pressões externas, os militares encerraram o ciclo de golpes e reconheceram o resultado das eleições que elegeram Hernán Siles Zuazo.

♦1983 Argentina: O regime militar ruiu após o desastre na Guerra das Malvinas e a ascensão de fortes protestos civis, culminando na eleição democrática de Raúl Alfonsín.

♦1985 Brasil: Após uma longa e gradual abertura política iniciada em 1974, o Colégio Eleitoral encerrou o ciclo militar e elegeu Tancredo Neves, marcando a transição que levou José Sarney à presidência.

♦1985 Uruguai: Pressionados por mobilizações de massa, os militares assinaram o Naval Club em 1984 e permitiram eleições presidenciais, que foram vencidas por Julio María Sanguinetti.

♦1989 Paraguai: O general Alfredo Stroessner, que comandava uma das ditaduras mais longas do continente, foi deposto em um golpe militar liderado pelo general Andrés Rodríguez, que abriu caminho para eleições.

♦1990 (Chile): O ditador Augusto Pinochet deixou o poder após ser derrotado no plebiscito de 1988, o que resultou na eleição e posse do presidente civil Patricio Aylwin.

♦1991 Suriname: Após pressões internacionais e suspensão de ajuda financeira externa, os militares permitiram eleições livres em 1987. No entanto, um novo golpe ocorreu em 1990. A democracia foi restabelecida de forma definitiva em 1991 com a eleição de Ronald Venetiaan.


PRESIDENTES DE DIREITA NA AMÉRICA LATINA



Anos 1990: Era Neoliberal e Reformas Econômicas

Carlos Menem (Argentina, 1989–1999): Implementou privatizações em massa e a paridade do peso com o dólar.

Alberto Fujimori (Peru, 1990–2000): Conduziu reformas de livre mercado chocantes e um "autogolpe" em 1992.

Luis Alberto Lacalle (Uruguai, 1990–1995): Promoveu a abertura comercial e a fundação do Mercosul.

Eduardo Frei Ruiz-Tagle (Chile, 1994–2000): Centro-direita que aprofundou a abertura econômica e tratados comerciais.


📈 Anos 2000: Resistência e a "Onda Azul"

Vicente Fox (México, 2000–2006): Rompeu 71 anos de hegemonia do PRI com uma agenda pró-mercado.

Alvaro Uribe (Colômbia, 2002–2010): Focado na segurança nacional contra as FARC e forte aliado dos EUA.

Felipe Calderón (México, 2006–2012): Continuou a linha conservadora e iniciou a guerra militarizada ao narcotráfico.

Ricardo Martinelli (Panamá, 2009–2014): Empresário focado em grandes obras de infraestrutura e crescimento privado.

Sebastian Piñera (Chile, 2010–2014 / 2018–2022): Primeiro presidente de direita eleito democraticamente no Chile pós-Pinochet.


🔄 Anos 2010: O Retorno da Direita (Guinada Conservadora)

Horacio Cartes (Paraguai, 2013–2018): Empresário do Partido Colorado com foco em atração de capital estrangeiro.

Juan Orlando Hernández (Honduras, 2014–2022): Conservador focado em segurança, posteriormente extraditado aos EUA.

Mauricio Macri (Argentina, 2015–2019): Encerrou o ciclo kirchnerista com foco em austeridade e abertura financeira.

Pedro Pablo Kuczynski (Peru, 2016–2018): Economista liberal e ex-banqueiro focado em reformas pró-mercado.

Michel Temer (Brasil, 2016–2018): Assumiu após o impeachment, aprovando o teto de gastos e a reforma trabalhista.

Iván Duque (Colômbia, 2018–2022): Aliado de Uribe, manteve a linha econômica liberal e oposição ao regime venezuelano.

Mario Abdo Benítez (Paraguai, 2018–2023): Representante da ala tradicional e conservadora do Partido Colorado.

Jair Bolsonaro (Brasil, 2019–2022): Alinhamento de direita nacionalista e conservadora nos costumes, com pauta econômica liberal.

Alejandro Giammattei (Guatemala, 2020–2024): Alinhamento rigidamente conservador e focado em segurança interna.


⚡ Anos 2020: Nova Direita e Libertadorismo

Luis Lacalle Pou (Uruguai, 2020–2025): Centro-direita, liderou reformas fiscais e flexibilização do Mercosul.

Guillermo Lasso (Equador, 2021–2023): Ex-banqueiro liberal que buscou reduzir o deficit fiscal antes de dissolver o Congresso.

Rodrigo Chaves (Costa Rica, 2022–presente): Populista de direita focado em reformas econômicas e cortes de gastos públicos.

Santiago Peña (Paraguai, 2023–presente): Jovem economista de direita mantendo a hegemonia do Partido Colorado.

Daniel Noboa (Equador, 2023–presente): Jovem empresário focado no combate à crise de segurança e atração de investimentos.

Javier Milei (Argentina, 2023–presente): Primeiro presidente de tendência libertária/anarcocapitalista, promovendo forte choque fiscal e desregulamentação.


PRESIDENTES DE ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA



1959: Fidel Castro - Cuba (Governou até 2008).

Cuba é liderada pelo Partido Comunista desde a Revolução de 1959, com Fidel Castro, Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel, operando sob uma dinâmica de regime de partido único, diferente dos processos eleitorais rotativos

1970: Salvador Allende - Chile (Governou até 1973).

1979: Daniel Ortega - Nicarágua (Governou de 1979 a 1990, retornando ao poder em 2007).

1999: Hugo Chávez - Venezuela (Governou até sua morte em 2013). Iniciou o ciclo com a chamada Revolução Bolivariana.

2000 - 2006: 2000: Ricardo Lagos (Chile)


A "Maré Rosa" (Anos 2000) e Pós

2003: Luiz Inácio Lula da Silva - Brasil (Primeiro mandato até 2010).

2003 - 2007:  Néstor Kirchner (Argentina)  vertente peronista de esquerda

2005: Tabaré Vázquez - Uruguai (Primeiro mandato de esquerda no país, até 2010).

2006: Michelle Bachelet - Chile (Primeiro mandato até 2010).

2006: Evo Morales - Bolívia (Governou até 2019).

2007: Rafael Correa - Equador (Governou até 2017). Promoveu a chamada "Revolução Cidadã" com foco em infraestrutura.

2007 - Presente: Daniel Ortega - Nicarágua. Promoveu a chamada "Revolução Cidadã" com foco em infraestrutura.

2007 - 20015 -  Cristina Kirchner - Argentina. Sucedeu o marido, aprofundando políticas de subsídios e direitos civis.

2008: Fernando Lugo - Paraguai (Governou até 2012). Ex-bispo católico, interrompeu décadas de hegemonia do Partido Colorado

2009: Mauricio Funes - El Salvador (Governou até 2014). Eleito pela antiga guerrilha da FMLN

2010: José Mujica - Uruguai (Governou até 2015). Ex-guerrilheiro conhecido mundialmente por seu estilo de vida austero.

2011–2016: Dilma Rousseff (Brasil). Primeira mulher presidente do Brasil, destituída por um impeachment.

2011-2016: Ollanta Humala (Peru)

2013: Nicolás Maduro (Venezuela). Assumiu após a morte de Chávez, governando sob intensa crise e isolamento.

2014-2018: Luis Guillermo Solís (Costa Rica)

2014-2019: Salvador Sánchez Cerén (El Salvador). Ex-comandante guerrilheiro, manteve a linha da FMLN.


Segunda Onda Rosa - 2018–Presente

Onda impulsionada pela insatisfação com crises econômicas, desigualdade social e os efeitos da pandemia

2018: Andrés Manuel López Obrador - AMLO (México)

Mandato: 2018–2024.

Fato: Quebrou o tradicional revezamento bipartidário no México com a "Quarta Transformação".


2019: Alberto Fernández (Argentina)

Mandato: 2019–2023.

Fato: Marcou o retorno do peronismo ao poder após o governo de Mauricio Macri.


2020: Luis Arce (Bolívia)

Mandato: 2020–presente.

Fato: Ex-ministro da Economia de Evo Morales, devolveu o poder ao partido MAS.


2021: Pedro Castillo (Peru)

Mandato: 2021–2022.

Fato: Professor rural eleito por partido marxista, destituído após tentar fechar o Congresso.


2022: Xiomara Castro (Honduras)

Mandato: 2022–presente.

Fato: Primeira mulher presidente de Honduras, esposa do ex-presidente deposto Manuel Zelaya.


2022: Gabriel Boric (Chile)

Mandato: 2022–2026.

Fato: Ex-líder estudantil, comandou uma coalizão de esquerda jovem e ambientalista.


2022: Gustavo Petro (Colômbia)

Mandato: 2022–presente.

Fato: Primeiro presidente de esquerda na história da Colômbia.


2023: Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil)

Mandato: 2023–presente.

Fato: Venceu as eleições após o governo de Jair Bolsonaro, assumindo o terceiro mandato.


2024: Bernardo Arévalo (Guatemala)

Mandato: 2024–presente.

Fato: Eleito com plataforma anticorrupção e de centro-esquerda reformista.


2024: Claudia Sheinbaum (México)

Mandato: 2024–presente.

Fato: Primeira mulher eleita presidente do México, dando continuidade ao partido de AMLO.


2025: Yamandú Orsi (Uruguai)

Mandato: 2025–presente.

Fato: Trouxe a coalizão de esquerda Frente Ampla de volta ao poder após vencer as eleições do fim de 2024.


COMUNISMO NA AMÉRICA LATINA



O comunismo na América Latina foi impulsionado pela Revolução Russa e pelo anticolonialismo. A partir da década de 1920, partidos foram criados, enfrentaram ditaduras na Guerra Fria, protagonizaram a Revolução Cubana e ascenderam ao poder no século XXI por meio de governos de esquerda

O impacto soviético com a vitória bolchevique de 1917 impulsionou a criação de legendas alinhadas à Internacional Comunista (Comintern).


Cronologia

1918: Surge o Partido Comunista Argentino, o primeiro na esteira da Revolução Soviética.

1919-1943: O Comintern (Internacional Comunista) atua no continente, lançando as bases do marxismo latino-americano com foco em pautas anti-imperialistas e agrárias.

1920: Fundação do Partido Comunista Uruguaio.

1922: Fundação do Partido Comunista do Chile e do Partido Comunista Brasileiro - PCB.

1925: Fundação do Partido Comunista de Cuba.

1929: Realiza-se a I Conferência dos Partidos Comunistas da América Latina, em Buenos Aires, unificando a diretriz de que a revolução na região deveria ser anti-imperialista, agrária e democrática.

1935: Ocorre no Brasil a Intentona Comunista, liderada por Luiz Carlos Prestes, que resulta em fracasso e perseguição política durante o Estado Novo.

1947-1948: No contexto do início da Guerra Fria e sob forte pressão capitalista, os Partidos Comunistas do Brasil e do Chile são colocados na ilegalidade.

1961: Após tomar o poder em 1959, Fidel Castro declara o caráter socialista e alinha Cuba à União Soviética, tornando-se um polo de difusão de guerrilhas revolucionárias.

1960s-1970s: Formação de ditaduras militares em diversos países (Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Bolívia), com apoio dos EUA, para conter o avanço comunista.

1970: Salvador Allende vence as eleições e torna-se o primeiro presidente marxista eleito democraticamente na América Latina (no Chile).

1973: O governo de Allende no Chile é derrubado por um golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet.

1990: O Fim da Guerra Fria e as redemocratizações levam à renovação da esquerda. Formações progressistas passam a se organizar em redes regionais, como o Foro de São Paulo.

2000 a 2015: Ocorre a "onda rosa" ou guinada à esquerda. Partidos com origens socialistas e marxistas chegam ao poder de forma democrática em vários países, como Brasil, Bolívia, Equador e Uruguai.

2026: Diversas nações sul-americanas mantêm governos de esquerda e centro-esquerda (como Brasil, Chile e Uruguai), oscilando em um ambiente político plural. Além disso, Cuba segue como um Estado de partido único com economia planificada. 


Histórico Cronológico

♦Primeiros partidos: A Argentina fundou seu partido em 1918. Chile e Brasil criaram as suas seções em 1922, seguidos por Cuba em 1925.

♦Base operária: O movimento ganhou relevância onde conseguiu se infiltrar em setores industriais e de mineração.

♦A Intentona: No Brasil, o movimento liderado por Luís Carlos Prestes tentou um levante armado em 1935. A ação fracassou e gerou forte perseguição estatal.

♦Revolução Cubana (1959): O triunfo de Fidel Castro e Che Guevara transformou Cuba no primeiro e único Estado formalmente socialista da região. O evento serviu de inspiração para várias guerrilhas latino-americanas.

♦A Via Chilena: Em 1970, Salvador Allende foi eleito democraticamente no Chile sob uma plataforma marxista. Ele acabou deposto em 1973 por um golpe militar apoiado pela CIA

♦Ditaduras militares: O medo da expansão comunista serviu de pretexto para golpes de Estado e regimes autoritários de direita. Países como Brasil, Argentina, Chile e Uruguai implementaram forte repressão aos partidos de esquerda.


Com a queda do Muro de Berlim em 1989 e a dissolução da URSS, os partidos comunistas tradicionais perderam o suporte financeiro e ideológico externo. O foco da esquerda regional mudou significativamente

♦O Foro de São Paulo: Organização criada nos anos 1990 para debater alternativas ao neoliberalismo, congregando partidos que vão da centro-esquerda ao comunismo

♦A Onda Rosa (Pink Tide): Nos anos 2000 e 2020, o continente vivenciou ciclos de governos de esquerda eleitos pelo voto. No entanto, a grande maioria dessas gestões — como no Brasil, Uruguai e Chile — adotou o modelo da social-democracia ou do progressismo, mantendo a economia de mercado

♦Regimes Autoritários: Países como Venezuela e Nicarágua adotaram discursos radicalizados de esquerda e forte controle estatal. Apesar disso, cientistas políticos diferenciam tais modelos de um regime comunista clássico. Cuba permanece como a única nação de partido único sob a doutrina marxista-leninista no continente.


NASCIMENTO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS NA AMÉRICA LATINA



1557 (Março): Ocorre o primeiro culto protestante na América do Sul, realizado na Baía de Guanabara (RJ), pelos missionários calvinistas huguenotes enviados por João Calvino à França Antártica.

1822: Inauguração da primeira capela anglicana no Brasil, focada em estrangeiros.

1824: Chegada dos primeiros imigrantes luteranos ao Brasil, estabelecendo a base da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) em Nova Friburgo (RJ).

1858 (Julho): Fundação da Igreja Evangélica Fluminense pelo escocês Robert Kalley, marco do nascimento da Igreja Congregacional no Brasil.

1862 (Janeiro): O missionário Ashbel Green Simonton organiza a primeira Igreja Presbiteriana em solo brasileiro.

1870-1880: O protestantismo de missão expande-se para outros países latino-americanos, com a chegada de metodistas e batistas em nações como México, Argentina e Chile.

1903 (Julho): Formação da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI).

1910 (Abril): Fundação da Congregação Cristã no Brasil (CCB) em São Paulo, um dos maiores marcos do pentecostalismo latino-americano.

1911 (Novembro): Fundação da Igreja Evangélica Assembleia de Deus (IEAD) em Belém (PA) pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren. Hoje, é a maior denominação pentecostal do mundo

1950: O movimento pentecostal clássico consolida forte presença na América Central (especialmente na Guatemala) e nos países andinos.

Anos 50 e 60: Surgem no Brasil novas denominações pentecostais, como a Igreja do Evangelho Quadrangular e a Igreja Pentecostal Deus é Amor.

Anos 1970: O movimento de "Missão Integral" ganha força na América Latina, enquanto iniciam as primeiras expressões do neopentecostalismo.

1977: Fundação da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) no Rio de Janeiro, abrindo uma nova era de expansão neopentecostal rápida por toda a América Latina.


DITADURA NA AMÉRICA LATINA



A instituição das ditaduras na América Latina ocorreu majoritariamente entre as décadas de 1950 e 1970, impulsionada pelo contexto da Guerra Fria e pela Doutrina de Segurança Nacional. Esses regimes caracterizaram-se pela supressão das liberdades civis, censura, perseguição política e forte alinhamento com os Estados Unidos.

♦1954 (Guatemala): O presidente democraticamente eleito Jacobo Árbenz é deposto por um golpe militar arquitetado pela CIA, inaugurando um longo período de instabilidade e juntas militares.

♦1954 (Paraguai): O General Alfredo Stroessner tomou o poder por meio de um golpe de Estado, estabelecendo uma das ditaduras mais longas da América Latina (1954-1989).

♦1962 (Argentina): Os militares depõem o presidente Arturo Frondizi. O país viveu uma alternância de intervenções e breves governos civis tutelados antes do golpe definitivo de 1976.

♦1964 (Brasil): Um golpe cívico-militar derrubou o presidente João Goulart em 31 de março. A ditadura durou até 1985.

♦1964 (Bolívia): O General René Barrientos assumiu o poder após derrubar o presidente Víctor Paz Estenssoro, iniciando um longo ciclo de instabilidade e governos militares bolivianos.

♦1966 (Argentina): O General Juan Carlos Onganía liderou a "Revolução Argentina" e depôs o presidente Arturo Illia. O regime militar estendeu-se até 1973 e retornou ao poder em 1976.

♦1968 (Peru): Uma Junta Militar liderada pelo General Juan Velasco Alvarado deu um golpe de Estado e implementou reformas nacionalistas até 1975, quando foi substituído pelo General Francisco Morales Bermúdez.

♦1973 (Uruguai): Com o apoio dos militares, o presidente Juan María Bordaberry dissolveu o parlamento e instaurou uma ditadura cívico-militar (1973-1985).

♦1973 (Chile): O General Augusto Pinochet liderou um violento golpe de Estado em 11 de setembro, bombardeando o Palácio de La Moneda e derrubando o presidente Salvador Allende. O regime perdurou até 1990.

♦1975 (Operação Condor): É formalizada uma aliança político-militar clandestina entre as ditaduras do Cone Sul (Chile, Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia) com apoio da inteligência norte-americana. O objetivo era coordenar a troca de informações, a perseguição, o sequestro e o assassinato transfronteiriço de opositores políticos.

♦1976 (Argentina): Uma nova e brutal Junta Militar liderada pelo General Jorge Rafael Videla derrubou a presidente Isabelita Perón, instaurando o período mais sangrento do regime no país, que terminou em 1983.


LIBERTAÇÃO DOS NEGROS NA AMÉRICA LATINA



1793 (Santo Domingo / Haiti): Revolta popular destrói o sistema colonial francês.

1811: O Chile decreta a "Liberdade de Ventres", e em 1823 torna-se o primeiro país latino-americano a abolir totalmente a escravidão.

1813 (Argentina): Decretada a "Liberdade de Ventres" nas Províncias Unidas.

1814 (Colômbia): Lei de Ventre Livre é ditada na região de Antioquia.

1821: A Colômbia aprova a liberdade para filhos de escravizados e estabelece planos de emancipação, abolindo o sistema definitivamente em 1851.

1823 (Chile): Abolição total e definitiva do regime escravista.

1824 (América Central): Fim da escravidão na federação (Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica).

1825 (Bolívia): Primeira proibição constitucional da escravidão.

1829/30 (México): Abolição total decretada pelo presidente Vicente Guerrero.

1824: A América Central (que incluía Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica) abole a escravidão logo após a independência da região.

1830 (Uruguai): Nova constituição proíbe o tráfico e inicia o fim do regime.

1831 (Bolívia): Libertação total sob o governo de Andrés de Santa Cruz.

1842 (Paraguai): Promulgação da lei de Ventre Livre local.

1842 (Uruguai): Abolição total para soldados negros na guerra civil.

1851 (Colômbia): Lei definitiva liberta todos os escravizados restantes.

1851 (Equador): Decreto do presidente Urbina encerra a escravidão.

1853: A Argentina proíbe a escravidão em sua nova Constituição, consolidando a abolição em todo o território.

1854: O Peru decreta o fim da escravidão sob o governo do presidente Ramón Castilla.

1854: A Venezuela declara a abolição total da escravidão durante o governo de José Gregorio Monagas.

1856 (Bolívia): Nova ratificação constitucional elimina resquícios legais.

1869 (Paraguai): Abolição total decretada durante a Guerra do Paraguai.

1861: O Equador abole oficialmente a escravidão por meio de sua Constituição.

1871 (Brasil): Promulgação da Lei do Ventre Livre (Lei Rio Branco).

1871: O Paraguai decreta a "Liberdade de Ventres". A abolição total veio logo após a Guerra do Paraguai.

1873 (Porto Rico): Abolição da escravidão na ilha (sob domínio espanhol).

1888: O Brasil torna-se o último país do continente a abolir a escravidão com a sanção da Lei Áurea em 13 de maio.

1893: Porto Rico (então sob domínio espanhol) implementa a abolição total.

1886 a 1898: Cuba inicia a abolição gradual com a Lei Moret em 1870, extinguindo a escravidão de vez em 1886. A abolição completa e irrestrita foi oficializada após a independência, em 1898.


INDEPENDÊNCIA DOS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA



A independência da América Latina ocorreu principalmente, impulsionada pelas Guerras Napoleônicas na Europa e pelo descontentamento das elites locais com o domínio colonial. Os processos variaram de revoltas populares a guerras lideradas por figuras como Simón Bolívar e José de San Martín.


Em Ordem de Datas Cronológicas

1804 (1 de janeiro): Haiti - Declarou independência da França.

1811 (14 de maio): Paraguai - Declarou independência da Espanha.

1811 (5 de julho): Venezuela - Declarou independência da Espanha.

1816 (9 de julho): Argentina - Declarou independência da Espanha.

1818 (12 de fevereiro): Chile - Declarou independência da Espanha.

1819 (7 de agosto): Colômbia - Consolidação da independência da Espanha (Batalha de Boyacá).

1821 (20 de agosto): Equador - Declarou independência da Espanha.

1821 (15 de setembro): América Central (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua) - Declaração conjunta da independência da Espanha.

1821 (28 de setembro): México - Declarou independência da Espanha.

1822 (7 de setembro): Brasil - Declarou independência de Portugal.

1824 (9 de dezembro): Peru - Consolidou sua independência após a Batalha de Ayacucho.

1825 (6 de agosto): Bolívia - Declarou independência da Espanha.

1828 (25 de agosto): Uruguai - Reconhecido como nação independente pelo Tratado do Rio de Janeiro.

1844 (27 de fevereiro): República Dominicana - Declarou independência do Haiti.

1898 (10 de dezembro): Cuba - Declarou independência da Espanha.

1903 (3 de novembro): Panamá - Declarou independência da Colômbia.


Em Ordem Alfabética do Nome dos Países

América do Norte

México: 16 de setembro de 1810


América Central e Caribe

Costa Rica: 15 de setembro de 1821

Cuba: 10 de outubro de 1868 (Guerra dos Dez Anos), com emancipação definitiva em 20 de maio de 1902

El Salvador: 15 de setembro de 1821

Guatemala: 15 de setembro de 1821

Haiti: 1º de janeiro de 1804 (foi o 1º país latino-americano a se tornar independente)

Honduras: 15 de setembro de 1821

Nicarágua: 15 de setembro de 1821

Panamá: 3 de novembro de 1903 (separou-se da Colômbia)

República Dominicana: 27 de fevereiro de 1844


América do Sul

Argentina: 9 de julho de 1816

Bolívia: 6 de agosto de 1825

Brasil: 7 de setembro de 1822

Chile: 12 de fevereiro de 1818

Colômbia: 20 de julho de 1810

Equador: 24 de maio de 1822

Paraguai: 15 de maio de 1811

Peru: 28 de julho de 1821Uruguai: 25 de agosto de 1825

Venezuela: 5 de julho de 1811