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terça-feira, 9 de junho de 2026

A BÍBLIA NÃO FALA DA TRINDADE



A Bíblia fala da trindade? Não! Esta pergunta é válida porque, como é muito pregado a questão da trindade, muitas pessoas acreditam que a Bíblia fala da trindade. Mas será que isto é verdade ou não? Então, a Bíblia não faz nenhuma menção sobre a trindade. Verificando os textos bíblicos, nós vamos ver que não existe a palavra trindade ou alguma coisa que o valha escrito na Bíblia.

Nem no Antigo Testamento, nem no Novo Testamento, vamos ler alguma palavra fazendo menção à trindade. Para a Bíblia, não se trata de três deuses sendo um só. Não é uma consubstanciação que seria o nome técnico para isto.

Então, o que seria a trindade exatamente? Para começar, coloque em sua mente que a Bíblia não diz nada sobre trindade na forma como conhecemos. Não existe a palavra trindade na Bíblia, em nenhum aspecto, de nenhum método, de nenhum jeito. O que chamam de trindade, como é ensinado na religião, vamos verificar nos textos bíblicos, que se trata de uma única pessoa, ou seja, é um Deus.

Não três deuses em um, três deidades em um, três divindades em um. Não é o três em um, é somente um, é somente uma pessoa. O que para os religiosos é uma consubstanciação, ou seja, trindade, na verdade, a unidade.


Textos Bíblicos

2 Coríntios 3,13: A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo, seja com todos vós. Amém. 

1 João 5,6-8: Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo. Não só por água, mas por água e por sangue.

E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. Porque três são os que testificam no céu, o Pai, a Palavra e o Espírito. E estes estão em acordo.

E três são os que testificam na terra, o Espírito, a água e o sangue. E estes concordam entre si. 

Mateus 3,16-17: E sendo Jesus batizado, saiu da água. E eis que lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como a pomba, e vindo sobre ele. 

Eis que uma voz do céu dizia, Este é meu Filho amado, em quem me comprazo.  

João 14,26: Este vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

Judas 20,21: Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo. Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.

1 Pedro 1,2: Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia. Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.

Hebreus 9,14: Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo, imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servir-lhes. Ao Deus vivo.


Reparem aqui, que nenhum destes textos dão a entender que existam três deidades, três divindades, três deuses. Não existe uma trindade.


Invenção da Patrística

A palavra "Trindade" (do latim Trinitas) e a definição sistemática do dogma só foram consolidadas séculos depois. Isso ocorreu nos Concílios de Niceia (325 d.C.) e Constantinopla (381 d.C.), quando líderes da igreja primitiva (os Padres da Igreja) precisaram combater heresias e explicar racionalmente como Deus pode ser um em essência e três em pessoas.

A Trindade é uma formulação da teologia patrística e não um termo explicitamente textual da Bíblia. A palavra Trindade cunhada por Teófilo de Antioquia por volta do ano 180 d.C. e popularizada por Tertuliano no século III.

Os Pais da Igreja precisaram criar conceitos formais (como substância, essência e pessoa) para combater outras correntes religiosos cristãos da época, como o modalismo (Deus agindo em três "máscaras" diferentes) e o arianismo (a crença de que Jesus era um ser criado). A definição dogmática formal de que Deus é "um Deus em três pessoas co-eternas e consubstanciais" foi fechada no Concílio de Niceia (325 d.C.) e no Concílio de Constantinopla (381 d.C.).

A patrística não inventou a Trindade do nada; ela traduziu a adoração a Deuses que existia desde antiguidade e formulou um dogma cristão e henoteísta, para se adequar a crença politeísta. O que eles fizeram, foram juntar a crença em vários Deuses com os relatos bíblicos do Pai, do Filho e do Espírito Santo em um dogma formal para proteger o monoteísmo cristão, que na verdade não é um monoteísmo, e sim um henoteísmo cristão. 


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