O ser humano sempre procurou especular, examinar e investigar as suas origens. Este conceito é mais que natural, porque, se nós existimos, certamente viemos de algum lugar. E, se nós viemos de algum lugar, as coisas que nos cercam, as coisas que existem, também vieram de algum lugar. Tudo tem uma origem, tudo tem um começo, isso. A questão é saber qual é a origem das coisas. E uma das teorias mais abordadas e mais aceitas é a teoria do Big Bang.
Segundo o conceito da teoria do Big Bang, uma explosão de luz e matéria teve o resultado de uma grande expansão contínua e universal, que continua até os dias de hoje. E essa tal explosão ocorreu aproximadamente há 13,7 bilhões de anos. Essa explosão aconteceu em função da grande concentração de massa e energia. Os fundamentos dessa teoria são baseados nos resultados de observações feitas por físicos e astrônomos, que demonstram que o universo encontra-se em constante expansão. E essa questão do universo estar em constante expansão é uma verdade. Isso foi provado no ano de 1929, por um físico e astrônomo norte-americano, Edwin Powell Hubble. Ele provou que as galáxias afastavam-se umas das outras. E, se as galáxias se afastam umas das outras, é porque deve ter havido uma grande explosão, que, em inglês, se fala Big Bang.
Mas, muito antes de Edwin Hubble, pesquisadores observando o universo já falavam que ele estava em expansão. Temos como exemplo o astrônomo Vesto Melvin Slipher, que estudou os períodos de rotação dos planetas e as composições atmosféricas dos planetas. Ele também estudou as linhas espectrais de uma galáxia, como também as galáxias em espiral. Outro estudioso foi George Lemaître. Ele foi um padre, astrônomo e físico belga. Inspirado nos trabalhos de Vesto Melvin, George Lemaître estuda e formula a lei proporcional entre as distâncias e a velocidade de afastamento das galáxias. Ou seja, Lemaître propõe, nesse trabalho, o estudo do átomo primitivo, ou primordial, que mais tarde é reconhecido como a teoria do Big Bang.
Esse nome foi dado com deboche pelo pesquisador Fred Rowling. Ele era um opositor ferrenho da teoria do Big Bang. Ele era defensor da teoria do universo estacionário. Fred Rowling acerta em se opor à teoria do Big Bang, mas ele erra em defender a teoria de um universo estacionário. Todas as coisas estão caminhando para algum lugar. Nada fica parado.
E, finalmente, Edwin Powell Hubble, estudando os relatos de George Lemaître e também de Vesto Melvin e outros, ele descobre as então chamadas nebulosas, que depois descobriu-se que, na verdade, essas nebulosas eram galáxias. E essas galáxias se afastavam umas das outras. E esse afastamento se dá a uma velocidade considerada proporcional à distância que as separava. Com esses dados, Edwin Powell Hubble dizia que o universo estava em constante expansão. Que o universo está em expansão, disso não há dúvidas.
O problema mesmo é a teoria do Big Bang, porque o cambalacho que os cientistas falam é que a teoria do Big Bang não diz que o universo se originou de uma explosão propriamente dita. Porque a ocorrência de uma explosão pressupõe a existência de alguma coisa anterior que explodiu. E aí fica aquele impasse, tá? A teoria diz que o universo se originou de uma grande explosão ou não? Aí é que está. Os cientistas, nessa parte, vão falar igual falam os políticos e os religiosos, falsos profetas. Eles vão dizer uma coisa, dizer outra coisa, vão fugir pela tangente e vão ficar dando voltas, tudo para falar que, se colocar na ponta do lápis
Não existe o Big Bang. E como explica, então, a expansão do universo? Porque o universo está em expansão, então a conta não fecha. Não é errado dizer que não sabe; é simples eles falarem: o universo está em expansão, disso não há dúvidas, mas não sabemos como e por que o universo está em expansão. O que eles podem dizer? Eles podem dizer assim: é bem provável, é bem possível, mas não há como provar que o universo, que está em expansão, se iniciou em um ponto em comum, sabe-se lá onde e como no universo. E, de lá para cá, o universo está em expansão. Pode ser que tenha havido uma grande explosão. Pode ser, mas não tem como provar. Eles falando desta forma, ok, é honesto, é uma ciência crível, é uma ciência que podemos acreditar. Agora, da forma que eles fazem, passando essa mentira em documentários, nas revistas, nos jornais, na internet etc., aí não tem como.
Porque, se existe uma explosão, é óbvio que alguma coisa anterior a essa explosão fez com que essas coisas explodissem. Aí vão falar: “Ah, mas eram nuvens de gás e poeira, eram massa e energia”. Ok, então de onde vieram a massa e a energia? De onde vieram a nuvem e a poeira? E a poeira é o resultado de um objeto que era sólido. Não existe poeira por um acaso. Se existe poeira, é porque existiu antes um objeto sólido. Tudo o que existe surgiu de um ponto inicial. É impossível acreditar que alguma coisa surgiu do nada. Nada surge do nada e nada desaparece. Tudo vai para algum lugar. E, até hoje, ninguém conseguiu uma explicação honesta, plausível, comensurável, comprobatória e racional da teoria do Big Bang.
O que ocorreu antes do Big Bang? Não é errado dizer que não sabemos. É só dizer: não sabemos. As leis da física moderna não são capazes de explicar o que ocorre em um ponto onde a temperatura e a densidade são possivelmente infinitas em um volume igual a zero. Por que igual a zero? Porque é do ponto zero que surge alguma coisa. E a teoria do Big Bang é o pontapé inicial de tudo. E o que estava antes desse pontapé inicial? E é por isso que temperatura e densidade, porque estamos falando de uma explosão, são infinitas, só que o volume é igual a zero, porque é o início.
Muitos cientistas, em documentários, usam a teoria da relatividade de Albert Einstein. Isso é apelar. Quando o desespero bate à porta, a tendência é apelar para o que der, e a tábua de salvação é a teoria geral da relatividade de Albert Einstein. Só que não tem como explicar, nem a teoria de Albert Einstein ajuda. Usar a teoria de Einstein para ser uma das bases para a formulação da teoria do Big Bang é um tiro no pé, porque essa teoria não consegue explicar a existência de alguma coisa antes mesmo de haver o tempo.
E outra coisa: tudo o que existe é composto por átomos. Agora, num vazio, antes do Big Bang, não existem átomos. É o vazio. Então, se há um vazio, essa explosão do Big Bang nunca aconteceu. Sem dizer que isso iria contra as próprias leis da física, como, por exemplo, a lei da conservação da massa, de Antoine Laurent de Lavoisier. Segundo a lei de conservação da massa, de Antoine Laurent de Lavoisier, na natureza, nada se cria, nada se perde e tudo se transforma. Esse conceito é verdadeiro, é válido e é crível. Nada se cria automaticamente, como também nada se perde; tudo se transforma. Então, se no ponto zero, se antes da explosão, se no vazio, nada se cria, nada surge daí e também nada se perde, sendo assim, a teoria do Big Bang não explica como tudo se transforma e o universo, ao mesmo tempo, está em constante expansão.
Para ter havido o Big Bang, é obrigatoriamente haver um aumento na quantidade de matéria. Se pegar a lei da conservação da massa de Lavoisier, essa afirmação será desmentida. Isso sem contar com outras leis da física. E, para não ficar somente na lei de Lavoisier, eu tenho que falar de uma das muitas leis de Newton. Neste caso, eu vou usar a primeira lei de Newton, que é a lei da inércia. Segundo a lei da inércia de Isaac Newton, se um corpo está em repouso, ele tende a ficar em repouso. Agora, se um corpo está em movimento, ele tende a ficar em movimento. Agora, segundo esta primeira lei de Newton, que é a lei da inércia, o que gerou o nada, o vazio, o zero, a causar uma explosão? E tem um problema aqui, porque, para alguma coisa ficar em repouso, em movimento, tem que ser um corpo. Esse corpo pode ser sólido, líquido ou gasoso. Qual era o tipo de corpo?
Objeto ou sei lá o quê que estava no vetor zero do início das coisas para gerar esta explosão. Não foi gás, poeira, nem foi massa e nem energia, porque estamos no ponto zero, no vazio. E, se está em repouso, obrigatoriamente ele estará em repouso.
Aí muitos vão dizer: “É, mas o universo está em expansão, o universo está em movimento, alguma coisa gerou o movimento.” Sim, a segunda lei de Newton comprova a sua explicação. Tudo está em movimento, o universo está em movimento, mas isso não explica a origem do Big Bang. Explica o resultado, não a origem. Todas as leis da física explicam o resultado das coisas, não explicam o ponto zero antes do Big Bang.
Por que não explica? Porque não existe. A física só pode estudar as coisas que existem. A física não consegue estudar, especular, explicar as coisas que não existem. Antes do ponto zero, antes do Big Bang, antes da explosão, o que havia? Não sabemos. A questão é que, antes da formação do universo, só existia um único ponto em repouso e sem nenhuma força a atuar sobre ele. Agora a pergunta: como é que ele explodiu?
É como eu disse, nem vamos usar mais leis físicas, senão vamos implodir a teoria da explosão. Em uma grande explosão, os objetos obrigatoriamente, não tem jeito, têm que se afastar e continuar se afastando. E todos esses objetos, em uma explosão, irão se afastar de uma forma distribuída e concentrada em grupos, porque estamos falando de uma explosão. A dificuldade da teoria do Big Bang é somente esta.
Podem observar o universo à sua volta, mesmo sem binóculo. Vamos verificar que no universo tem uma coisinha chamada movimento angular. Porque, se houve uma grande explosão, então os objetos ter-se-iam movimentado em linha reta, porque é uma explosão.
Olha outro problema aqui: nada, mas absolutamente nada no universo se movimenta em linha reta. Podem reparar: Sol, Lua, planetas, asteroides, cometas etc. Nada se movimenta em linha reta. Todos os movimentos dos objetos do universo têm movimentos elípticos. O movimento elíptico é um movimento circular, só que não é um círculo perfeito, é um círculo oval. Isso é chamado de movimento elíptico. Tudo no universo circula meio que arredondadamente elíptico; nada em linha reta, absolutamente nada. Mesmo os que acreditam que a Terra é plana — sabemos que isso é um besterol —, esses vão observar que os movimentos planetários são elípticos, são circulares, são arredondados.
E uma explosão terá o resultado desses objetos fazendo uma trajetória em linha reta, se não, não é explosão. Qualquer explosão: pegue aí uma bombinha, um rojão, um morteiro, qualquer coisa. Explodiu, os objetos resultantes desta explosão se movimentarão, rápidos, claro, porque é uma explosão, mas em linha reta, e não em linhas circulares, arredondadas ou elípticas. E o universo se movimenta elipticamente.
Segundo a teoria do Big Bang, esta grande explosão é a maior força gerada que aconteceu no universo, e, até hoje, o universo sente o seu efeito. Ok, cadê o efeito da movimentação dos objetos que estão no universo em linha reta? Não existe.
E tem um outro agravante: esses objetos não giram no mesmo ângulo. Não é estranho isso? A galáxia de Andrômeda, por exemplo, gira da esquerda para a direita; a galáxia NGC 4622 gira da direita para a esquerda; as luas de Saturno giram, ao contrário umas das outras; e este fenômeno também acontece com as luas de Júpiter. Então, cadê essa grande explosão?
É difícil acreditar nessas coisas quando começamos a pensar, pesquisar e estudar.

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