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terça-feira, 25 de agosto de 2026

LISTA DE PESSOAS MORTAS PELA IGREJA RELIGIOSA

 



385 Prisciliano de Ávila, Bispo da Galiza, considerado o primeiro herético executado formalmente na história cristã, decapitado por acusação de gnosticismo. 


415 Hipátia de Alexandria foi uma filósofa pagã da Alexandria do final do século IV. Ao que tudo indica, ela foi professora de pensamento platônico, cientista e autora de diversos tratados matemáticos. Foi morta por uma multidão cristã no ano de 415.


1244 Os Cátaros Século XIII: Movimento cristão dissidente no sul da França. Milhares foram queimados em massa após a Cruzada Albigense, como no cerco de Montségur.


1292 Roger Bacon foi um filósofo inglês e frade franciscano, além de talentoso cientista natural. Ele é considerado um dos pioneiros do método científico e destacou-se pelo uso da observação empírica. Sua obra mais importante foi o  Opus Major , que contém tratados sobre matemática, óptica, alquimia e astronomia, incluindo teorias sobre as posições e dimensões dos corpos celestes. Bacon pode ter sido preso pelas autoridades eclesiásticas em 1279, e há uma tradição que afirma que ele morreu em cativeiro.


1300 Gerard Segarelli fundador dos Irmãos Apostólicos, queimado em Parma por recusar-se a dissolver sua ordem considerada herética.


1307 Fra Dolcino líder de um movimento espiritual radical na Itália (os Irmãos Apostólicos) que pregava a pobreza absoluta. Foi torturado e queimado vivo junto com sua companheira Margherita.


1314 Os Templários Cavaleiros da ordem militar extinta pelo Papa Clemente V. O Grão-Mestre Jacques de Molay foi queimado vivo em Paris após um julgamento contestado.


1314 Jacques de Molay  O último Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários. Foi queimado vivo em Paris após a dissolução da ordem militar por heresia, sob forte pressão do rei Filipe IV da França e de Bertrand de Got, o Papa Clemente V , foi queimado vivo em Paris após um julgamento contestado.


1316 Pietro d' Abano  foi um filósofo, astrólogo e professor de medicina italiano. Foi um autor renomado, cuja obra mais famosa foi  Conciliator Differentiarum, quæ inter Philosophos et Medicos Versantur , uma exploração da relação entre as teorias médicas contemporâneas e a filosofia natural aristotélica. Foi preso pela Inquisição e morreu na prisão por volta de 1316. Foi condenado postumamente e seus ossos foram queimados.


1327 Cecco d'Ascoli foi um enciclopedista, médico e erudito italiano especializado em matemática e astronomia. Foi professor de astronomia na Universidade de Bolonha e um astrônomo tão renomado que existe uma cratera na Lua com seu nome. É famoso por sua rivalidade com o poeta Dante. Acabou sendo julgado por heresia e queimado na fogueira em Florença, o primeiro professor universitário a ser condenado à morte pela Inquisição.


1353 Miguel Serveto geralmente conhecido simplesmente como Serveto, foi um médico, teólogo, cartógrafo e humanista espanhol. Sua especialização abrangia muitas áreas; ele escreveu tratados sobre matemática, astronomia, meteorologia, geografia, anatomia humana, medicina e farmacologia, bem como jurisprudência e poesia. Em 1553, foi julgado e condenado à morte em Viena pela Inquisição, embora tenham sido os calvinistas que o executaram em Genebra, ainda naquele ano.


1415 Jan Hus Reformador religioso tcheco, queimado vivo no Concílio de Constança por criticar a corrupção eclesiástica.


1416 Jerônimo de Praga Teólogo e reformador tcheco. Foi queimado na fogueira no Concílio de Constança por apoiar as ideias de Jan Hus.


1431 Joana d'Arc Heroína francesa, queimada viva após um julgamento político religioso conduzido por clérigos pró Inglaterra. Foi canonizada séculos depois.


1498 Girolamo Savonarola Frade dominicano que governou Florença, enforcado e queimado após desafiar abertamente a autoridade do Papa Alexandre VI.


1536 William Tyndale Erudito inglês que traduziu a Bíblia para o inglês. Foi estrangulado e queimado na fogueira na Bélgica por heresia e por contrariar os decretos da Igreja que proibiam traduções não autorizadas.


1576 Girolamo Cardano foi um polímata renascentista cujos talentos abrangiam desde a matemática à medicina, biologia, física, química, astronomia, filosofia e linguística. Ele foi um dos matemáticos mais influentes do Renascimento e uma das figuras-chave na fundação da probabilidade, além de ter sido o primeiro a utilizar os coeficientes binomiais e o teorema binomial no Ocidente. Escreveu mais de 200 tratados científicos. Cardano foi preso e condenado pela Inquisição, passando vários anos na prisão, embora tenha sido eventualmente libertado e reabilitado pelo Papa Gregório XIII. Ele é famoso por suas contribuições à álgebra e por ter feito o primeiro uso sistemático dos números negativos.  


1600 Giordano Bruno ele está entre os cientistas mais famosos que já se envolveram com a Inquisição. Ele é mais lembrado por suas teorias cosmológicas. Após sete anos de julgamentos em Roma, foi condenado e queimado na fogueira em 1600.


1616 Lucílio Vanini foi um  filósofo e médico carmelita e notável erudito do final do Renascimento. Libertino, opositor político dos papas, era conhecido como um dos primeiros defensores de alguma forma de evolução a partir dos primatas. Chegou a abandonar a Igreja para se converter ao anglicanismo, mas depois retornou à fé. Passou por um período de peregrinação, sempre se metendo em problemas com as autoridades. Acabou adotando uma identidade falsa e morreu em circunstâncias ainda incertas em 1619, executado por blasfêmia e heresia pelas autoridades de Toulouse. Foi estrangulado, teve a língua arrancada e o corpo queimado.


1639 Tommaso Campanella foi um astrólogo, filósofo e poeta italiano. No início de sua carreira, desencantou-se com o pensamento aristotélico e tornou-se defensor do novo empirismo. Foi brevemente preso pela Inquisição por se envolver em especulações astrológicas desenfreadas. Foi libertado, mas capturado na Calábria, torturado e passou vinte e seis anos na prisão. Mais tarde, foi libertado para fazer parte da corte do Papa Urbano VIII e teve algum envolvimento remoto no caso Galileu. Apesar de sua idade, voltou a se envolver em problemas e teve que exilar-se na corte de Luís XIII da França, onde morreu em 1639.


1689 Kazimierz Lyszczynsk caso de Kazimierz Lyszczynsk é singular, pois ele não tinha reputação de cientista. Era um soldado e nobre polonês, mas também um erudito amador e filósofo. Lyszczynsk foi educado pelos jesuítas, mas posteriormente tornou-se opositor da Companhia de Jesus, à qual se opôs como juiz em diversos casos contra os jesuítas relacionados à propriedade de terras. Foi preso e acusado de ateísmo e blasfêmia com base em um suposto manuscrito ateísta de sua autoria intitulado " Sobre a Não Existência de Deus" . Foi condenado e decapitado em 1689, após ter a língua arrancada e as mãos queimadas.


1826: Cayetano Ripoll Professor espanhol. Foi acusado de deísmo e de não levar seus alunos à missa. Ele foi enforcado em Valência, tornando-se a última pessoa executada pelas Juntas de Fé (sucessoras da Inquisição Espanhola).


Veja mais a seguir no link do Wikipédia

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pessoas_executadas_por_heresia



A IGREJA CONTRA A CIÊNCIA

 


É comum no meio religioso os dizeres "A Igreja tem feito muitas contribuições à humanidade" , "Não fosse a Igreja, nós estaríamos sem cultura", "Só a Igreja promoveu a arte e o conhecimento científico na Idade Média" "Sem a Igreja, nós estaríamos órfãos de conhecimento". Estas frases são as mais famosas, mas na verdade, a Igreja, bem como todo Sistema Religioso tem promovido mais o atraso do que o avanço para sociedade como um todo, vou mostrar-lhes ponto a ponto por que estes comentários são historicamente falsos e mentirosos, intelectualmente desonestos, as provas mostrarão por si só que esta mentira é moralmente indefensável e irrefutável. A maioria destas supostas contribuições não foram atos de generosidade ou uma vocação para civilizar ou contribuir para o desenvolvimento do mundo e das pessoas, mas consequências inevitáveis de absoluto controle e monopólio educacional que a Igreja exerceu e ainda exerce sobre a sociedade por mais de mil e setecentos de anos.


George Lemaître 1894-1966

Vou usar o exemplo clássico de George Lemaître padre, astrônomo e físico belga o brilhante fisicista que propôs o que se tornaria a teoria do Big Bang. Inspirado nos trabalhos de Vesto Melvin Slipher 1875-1969, que estudou os períodos de rotação dos planetas e as composições atmosféricas dos planetas. Ele também estudou as linhas espectrais de uma galáxia, como também as galáxias em espiral. George Lemaître estuda e formula a lei proporcional entre as distâncias e a velocidade de afastamento das galáxias. Ou seja, Lemaître propõe, nesse trabalho, o estudo do átomo primitivo, ou primordial, que mais tarde é reconhecido como a teoria do Big Bang.

Esse nome foi dado com deboche pelo pesquisador Fred Rowling. Ele era um opositor ferrenho da teoria do Big Bang. Fred Rowling era defensor da teoria do universo estacionário. 

Voltando ao assunto do Sistema Religioso ser contra o pensamento livre. Depois que o padre e físico belga formulou a "hipótese do átomo primordial", hoje conhecida mundialmente como a Teoria do Big Bang, graças a Fred Rowling, todo mundo dizia que agora a igreja e a ciência agora andam de mãos dadas, a igreja e a ciência andam juntas, isso é mentira! Embora a igreja deu suporte financeiro, acadêmico e institucional para o avanço dos estudos de Lemaître ao longo de toda a sua vida, a Igreja não suportou a sua ciência, ela o tolerou, porque no século XX, já era tarde demais de simplesmente quebrar outro cientista no chão, como fizeram com Giordano Bruno, Galileu Galilei e tantos outros. O ponto central que é eles, convenientemente, esquecem de mencionar é o contexto.

Porque por séculos, a única forma de acessar educação formal, livros e um ambiente de aprendizado foi através de ser ligado à Igreja. Ser um padre, monge ou ter alguma conexão com a instituição não era uma escolha de fé, era o preço a ser pago não ser um analfabeto iletrado. É assim que o regime religioso funcionou e em muitos casos, ainda funciona.

George Lemaître nunca, mas nunca, em qualquer circunstância, poderia ser um cético, um ateísta, um agnóstico ou talvez até mesmo um materialista naquela época. Nem ele, nem ninguém trabalhando para o Estado Religioso dentro de uma universidade poderia ser. E nos dias atuais, a pressão permanece. Você não poderia dizer que você não teve ou não acreditou em uma religião, muito menos dizer que você pertenceu a outra religião.


A História do Controle Religioso

Mas mesmo com isso, eu acho que o teólogo mas chulé do Brasil pode concordar se ele ler meia milha de livros, mas dizer que a Igreja contribuiu para ciência por causa de George Lemaître é como dizer que o feudalismo contribuiu para agricultura porque permitiu que algumas casas plantarem sem comer. É uma absurdidade lógica. A Igreja não criou a ciência. Ela monopolizou o único lugar onde se permitia estudar, e até então, sob uma segurança rígida. Isso nos leva diretamente à maior meia verdade da história, que a Igreja criou escolas e universidades, porque a Igreja considerou o Estado Laico, que quer dizer, leigo ignorante do que eles consideraram verdadeiro. Nenhuma outra estrutura similar existia no sistema de Estado da época.

Após a queda do Império Romano no Ocidente, a Europa se fragmentou em Reinos Bárbaros e, mais tarde, em um sistema feudal.

Não existia um poder político único, e o que existia era muito difuso e localizado. A única instituição que mantinha uma estrutura burocrática, uma rede de comunicação latina, e a capacidade de preservar e transmitir conhecimento, era a Igreja Católica. E a Igreja cresceu naquela época precisamente porque padre era a única categoria que tinha acesso à educação, no vácuo de poder.

Desde muito cedo, a Igreja percebeu que precisava de teólogos para desenvolver a doutrina e administrar a Igreja, e também administradores para gerenciar suas propriedades, especialmente sendo que a Igreja era o maior proprietário de terra na Europa. Em outras palavras, nesse contexto, não existia um Estado secular ou qualquer entidade secular com a capacidade logística, financeira ou intelectual para criar e sustentar escolas em grande escala. Foi a ausência de uma estrutura competente em um Estado desmantelado que entregou esse monopólio à Igreja em uma bandeja de ouro.

E então, se o Estado quisesse oficiais letrados para fazer e executar as leis, taxas ou diplomacia, tinha de se contratar os padres, que eram os proprietários da verdade e do conhecimento naquela época. A Igreja controlava a interpretação do conhecimento, especialmente teologia e filosofia. A chamada Licença Docente, que é a licença para ensinar, foi lançado somente por autoridades eclesiásticas, os bispos ou o papas, e a Igreja considerou o Estado laico, que quer dizer, leigo ou ignorante, ou seja, ilegítimo, no sentido de ser inconsciente de revelar a verdade, refletindo a hierarquia do conhecimento da época.

Em outras palavras, o conhecimento secular era só válido se não contrariasse a fé, a doutrina da igreja (lembrando que isso ainda acontece nos dias atuais). Todo o desenvolvimento científico da época aconteceu apenas dentro dessa estrutura religiosa e não e nunca fora dela. 


Criação de Universidades

Mas por que e para quem a Igreja criou as universidades? Essa é uma pergunta que eu nunca vi ninguém responder. Bem, durante a Idade Média, a Igreja proibiu ativamente qualquer forma de educação que não estava sob controle absoluto.

Em outras palavras, criar as primeiras universidades não era um ato de iluminar as pessoas através da cultura e do conhecimento, era uma estratégia de congelamento mental, feito para controlar o pensamento da elite. Era para garantir que os futuros médicos, advogados e administradores do Reino pensassem dentro da caixa teológica da Igreja. A Universidade Medieval não era um espaço livre de ciência como sabemos hoje.

Era um centro para a formação de doutrina religiosa. A teologia era a matéria obrigatória e soberana. A filosofia foi permitida desde que provasse a existência de Deus e não poderia contrariar à Bíblia.


A Ciência

A ciência como conhecemos hoje apenas começou a avançar centenas de séculos depois, quando a Universidade começou a lutar para se libertar do controle da Igreja. A famosa separação de Igreja e Estado nunca aconteceu. É uma ironia histórica gigantesca.

As pessoas dizem que a Igreja criou as universidades, mas esquecem que ela também criou os incêndios que queimaram professores e alunos que tentaram pensar fora da doutrina ensinada lá. Inclusive as escolas monásticas e em seguida, as universidades como a de Universidade de Bolonha (Itália), para o ensino de Direito, e a Universidade de Paris, para o ensino de Teologia, surgiram principalmente para suprir as necessidades de recursos humanos da própria Igreja. Sua função não era educar a população de camponeses ou fornecer pesquisas científicas puras para a contribuição científica social.

A educação servia para os propósitos funcionais religiosos e ideológicos da Igreja. Ela nem estava aberta para o público. Você não podia fazer um vestibular de entrada para poder frequentar à universidade. A Igreja nunca permitiu isso. Isso aconteceu muito mais tarde. 


Controle e Manipulação Religiosa Social

Por mais de mil anos, você podia ser apenas um professor, médico, pesquisador, artista, e qualquer coisa que envolvesse o intelecto, se você se declarasse cristão. Não era uma escolha, era uma obrigação social. Sem se declarar cristão ou sem se submeter ao controle da igreja, você não tinha licença de fazer absolutamente nada.

E mesmo sem fazer exercer absolutamente nada, você não poderia ter nenhuma função ou posição de importância, se você se declarasse contra a religião, ou ficar sem religião, ou mesmo que fosse um crente de outra religião, você seria punido, com a morte, pela própria Igreja. E não podemos continuar fingindo que não sabemos disso.


Os Primeiros Cientistas Cristãos da Europa

Então, é muito óbvio que os primeiros cientistas na Europa cristã eram cristãos. Cientistas não cristãs foram proibidos. Qualquer um que desejasse pesquisar a natureza fora do dogma foi religioso, era considerado um herético, um bruxo ou um charlatão, isso quando não era assassinado pela igreja.

E a consequência lógica é que a História foi escrita pelos vencedores que, nesse caso, foram aqueles que controlavam o sistema religioso. E a prova definitiva de que o Cristianismo não promovia o progresso, mas, sim o regresso é só olhar para fora da bolha europeia. A erosão violenta que a o Cristianismo promoveu nos faz esquecer que outras culturas já estavam séculos, se não milênios, na frente dos europeus no quesito ciência, saber e conhecimento, e pasmem, sem precisar de nenhuma Bíblia.


Conhecimento Sem a Religião Cristã 

Os antigos egípcios, muito antes de Cristo, já tinham engenharia monumental capaz de construir pirâmides, matemática avançada e astronomia absurdamente precisa. 

Os chineses, uma civilização milenar muito mais sofisticada, nos deram o papel compassado, a bússola, pólvora, e a primeira prensa. Eles foram os primeiros a criar livros e coisas que completamente mudaram o curso do mundo.

Enquanto a Europa viveu a Idade das Trevas pelo regime ditatorial religioso cristão, o mundo islâmico experimentou sua época dourada desenvolvendo a álgebra, medicina moderna, criando hospitais, avançando em óptica e, ironicamente, preservando os textos de filósofos gregos que a igreja cristã ela mesma procurou queimar e proibir, como ela fez com o Serapeu ou Serapeum em Alexandria no ano 391, que foi destruído por ordem do patriarca cristão Teófilo I.

Os antigos gregos, antes de serem apagados pelo Cristianismo, nos deram filosofia, geometria, democracia e a ciência nascente. 


A Pergunta Óbvia

A pergunta que ninguém faz é, como é possível que tantas culturas, sem qualquer contato com o cristianismo ou com a Bíblia, foram não apenas avançadas, mas, em muitos casos, muito mais sofisticadas e evoluídas do que a Europa?

E a resposta é muito simples, porque a ciência e o progresso floresceram onde a religião cristã não controlava. O cristianismo sempre destruiu o conhecimento humano. O único livro que eles queriam que a humanidade tivesse acesso a era a mitologia bíblica.


A Religião Contra o Saber e o Conhecimento

Em 1499, a igreja queimou aproximadamente 5.000 manuscritos árabes em praça pública na cidade de Granada (Espanha), que eles consideraram obras heréticas e escrituras demoníacas. Durante a colonização espanhola, em 1562, a igreja ordenou que queimacem de milhares de códices e documentos Maias, considerando-os obras do diabo e cheias de superstições. Isso resultou em uma perda cultural incalculável.

Em 1559, a igreja católica instituiu o Index Librorum Proibitorum, o índice de livros proibidos de ler e estudar, pois para os religiosos, tais livros eram publicações literárias consideradas heréticas ou perigosas de procedências malígnas e diabólicas. Essa política resultou na queima ampla de livros individuais e coleções privadas ao longo dos séculos. Isso sem nem mencionar as centenas de histórias, conhecimentos e tradições de povos que nunca vamos conhecer ou ler uma linha, porque foram completamente apagados da história pela igreja.

Essa é a verdadeira e documentada contribuição da igreja à humanidade. O cristianismo não só não contribuiu, mas ativamente impediu a humanidade de progredir. E isso é imensurável e lamentável.


Idade das Trevas

Tivemos um período de mais de mil anos de atraso científico na Europa, esse momento ficou conhecido como as Idade das Trevas, onde tivemos estagnação e atraso científico e filosófico em toda sociedade da Europa. 

Em um tempo em que o conhecimento era proibido, vidas eram controladas do berço ao túmulo pela igreja cristã. E o foco da existência humana era o que eles chamavam de salvação da alma, não o melhoria da vida aqui na Terra.

Os casos mais emblemáticos, conhecidos a todos, são de Galileu, que foi condenado à morte por dizer que a Terra revoltou ao redor do Sol, ao contrário do que as mitologias bíblicas disseram e Nicolau Copérnico, que apenas publicou seu trabalho em seu leito de morte por medo da Inquisição. 

Mulheres que praticavam medicina folclórica e possuíam conhecimento de ervas foram perseguidas e queimadas vivas como bruxas.

A lendária Biblioteca de Alexandria, um dos maiores tesouros do conhecimento antigo, que já estava em declínio, foi sistematicamente destruído por fanáticos religiosos. 


Mil anos de Atrasos

E a verdade mais pura é que se a cristandade simplesmente ficasse fora do caminho, se não tivesse imposto seu monopólio de poder e pensado na Europa, nós provavelmente estaríamos mais de dois mil anos a frente, no mínimo, estaríamos mil anos a frente no desenvolvimento científico, tecnológico e social. Isto não é uma figura de linguagem.


O Marketing Históricos Religioso

Então, de onde vem esta narrativa das contribuições da Igreja? Isto surge do marketing histórico dominado pela Igreja. Quando a ciência finalmente explodiu nos períodos do Renascentismo e do Iluminismo, a Igreja começou a perder algumas de suas capacidades de controle e moral para incendiar pessoas em praças públicas. A Revolução Científica não aconteceu por causa da Igreja.

A Revolução Científica aconteceu para barrar o domínio monopólico da Igreja. E como a instituição não podia mais incendiar cientistas, ela mudou sua estratégia, começando a tentar reclamar os crédito pelos avanços que apenas surgiram quando foi puxado fora do centro de poder científico e intelectual. É a tática mais antiga do manual dos opressores.

É como um assaltante que, após a polícia entrar no esconderijo, diz que ele salvou a vítima porque, no final, ele não matou ela. É uma insulta à inteligência humana e deve ser uma insulta aos sectores médicos, científicos e tecnológicos. Na minha opinião, deveria ser uma nota de repudio ao juramento médico e científico por este histórico nefasto e esse atraso de mil anos causado somente e diretamente pela religião e pela Igreja.


Pesando na Balança

Vamos pesar na balança as supostas contribuições de um lado, Universidades que ensinaram teologia obrigatória, caridades usadas como ferramentas de conversão e proteção contra a ineficiência do Estado, e um monte de cientistas que só poderiam estudar porque eles usavam um uma batina de padre. E eu não vou nem entrar nas falácias de que a religião oferece um sentido de comunidade e de propósito, porque qualquer campo de futebol aberto ao público promove a mesma coisa muito mais eficientemente, não a mencionar as alternativas sem poder e fora da religião que existem para o mesmo propósito, como AA por exemplo.


O Verdadeiro Estrago

Com esse histórico maléfico da religião e da igreja cristã, temos o verdadeiro estrago real, 2 mil anos de violência institucionalizada, 1500 anos de poder político absoluto, 800 anos de cruzadas e inquisição, 300 anos de escravidão legitimada pela Bíblia, perseguição e assassinato de qualquer um considerados dissidentes, judeus, pagãos, mulheres, gays, cientistas, pessoas pretas. O saldo moral do cristianismo é inegavelmente negativo e sanguinolento. A religião cristã não civilizou o Ocidente, a religião cristã monopolizou o Ocidente, e essa monopólio destruiu muito mais do que nunca construiu.

Mesmo se tudo o que eles afirmaram ter feito fosse verdade, e não é, ainda seria infinitamente, absurdamente pequeno comparado com o oceano de sangue, os milênios de escuridão que causaram o ar. E, de novo, esse debate não é sobre atacar a confiança pessoal de qualquer um. Eu sei, essas são verdades que a maioria de cristãos nunca ouviu falar e jamais querem ouvir.


A Verdadeira Mentira da Religião

Parece uma mentira, um ataque, mas não é. É história, está nos livros. O desafio é que você tem que olhar fora da Bíblia, fora da igreja, porque os religiosos nunca vão te dizer isso, a verdadeira história da igreja é sobre entender como a crença da crença funciona de verdade, essa ideia de que a crença é sempre boa, formou nossa mentalidade e nossa história. A falsa narrativa da contribuição da igreja é um poderoso instrumento para apagar os danos reais que ela criou, e isso previne uma reparação histórica e para manter a instituição religiosa como uma vaca sagrada, inatingível, intocável e isenta de críticas.


domingo, 23 de agosto de 2026

MISTICISMO QUÂNTICO

 


Misticismo quântico é um conjunto de crenças metafísicas pseudocientíficas e práticas charlatãs associadas. Essas crenças tentam relacionar consciência, inteligência e visões de mundo místicas e religiosas com os princípios da mecânica quântica e suas interpretações. O misticismo quântico é um exemplo de mau uso dos conceitos científicos por fazer interpretações distorcidas e equivocadas da mecânica quântica, por isso que é considerado por cientistas, filósofos e uma parte da sociedade como uma pseudociência.

O desenvolvimento da mecânica quântica ao longo do século XX fomentou muitos debates relacionados às diversas interpretações dos seus princípios, como o da dualidade onda-corpúsculo e o efeito do observador. No meio acadêmico, interpretações vão das mais tradicionais, como a de Copenhagen, até aquelas que propõem múltiplos universos. Entretanto, surgiram paralelas ao meio interpretações de teor altamente esotérico, as quais tentavam unir campos como o da física o da espiritualidade através da mecânica quântica, que seriam posteriormente classificadas como "misticismo quântico". Apesar de utilizarem de teorias do Albert Einstein para apoiar o misticismo quântico, o próprio cientista criticou essa atitute, especialmente por parte de físicos, dizendo que “Nenhum físico acredita nisso. Do contrario não é um físico”.

Em 1961, o físico Eugene Wigner propôs em seu artigo Remarks on the mind-body question ("Observações na questão mente-corpo") uma relação entre o observador consciente e fenômenos da mecânica quântica, que se tornaria parte da Interpretação de von Neumann-Wigner. Tal interpretação surgiu na tentativa de entender quando o colapso da função de onda aconteceria ao realizar uma medição. A teoria de Wigner era que o colapso apenas aconteceria quando um observador consciente interagisse com um objeto em superposição, como descrito pelo experimento mental do Amigo de Wigner. Embora fossem posteriormente servir de inspiração para outras mais esotéricas, as ideias de Wigner eram de caráter primordialmente filosófico, não sendo consideradas como "no mesmo espírito" que o misticismo daquelas que inspiraria. Ao final da década de 1970, Wigner já havia reconsiderado sua posição, e rejeitava o papel da consciência na mecânica quântica.


Movimento New Age - Nova Era

Na década de 1970, a cultura New age ("Nova Era") começou a incorporar ideias da mecânica quântica, uma tendência que se iniciou com livros como os de Arthur Koestler, Lawrence LeShan, entre outros que propunham que a área poderia explicar fenômenos da parapsicologia. Na mesma década, o Fundamental Fysiks Group ("Grupo de 'Fysika' Fundamental") emergiu como uma associação de físicos adeptos ao misticismo quântico e praticantes da parapsicologia, meditação transcendental e outras práticas místicas orientais. Inspirado em parte pela interpretação de Wigner, Fritjof Capra, um dos membros do grupo, escreveu, em 1975, o livro O Tao da Física, que popularizaria as místicas visões da Nova Era com relação à física quântica entre o público não-científico. O Fundamental Fysiks Group é visto como um dos agentes responsáveis pela "enorme quantidade de balela pseudocientífica" envolvendo a mecânica quântica.


Misticismo Quântico e a Auto Ajuda

O misticismo quântico foi trazido à tona mais uma vez na atualidade através de obras literárias de autoajuda. O Tao da física é considerado o primeiro livro de misticismo quântico e se tornou um sucesso mundial, traduzido para mais de 23 idiomas e com mais de um milhão de exemplares vendidos. Outro exemplo conhecido internacionalmente é o livro O Segredo, escrito por Rhonda Byrne, um best-seller mundial cuja principal ideia é baseada na Lei da Atração, segundo a qual nossos pensamentos se manifestam na realidade: pensar positivo trará coisas positivas a nossa vida e vice-versa. A autora alude à física quântica[20] como um fundamento científico à Lei da Atração, mas não há, na realidade, quaisquer evidências científicas que apoiem a ideia e, consequentemente, pela sua comum mas falsa associação com conceitos científicos, a Lei da Atração é considerada uma pseudociência.

Outros famosos autores de livros de autoajuda que apelam ao misticismo quântico para dar crédito a suas ideias são o Amit Goswami e o Deepak Chopra. O primeiro viria a criar cursos de "ativismo quântico" nos quais propaga o misticismo relacionado à área. Já o segundo, em suas obras, propõe a "cura quântica", a qual ele afirma (erroneamente) ser baseada nos mesmos conceitos que a mecânica quântica e que pode curar qualquer coisa doença, inclusive o câncer, e até mesmo o envelhecimento. Afirmações como essas, não incomuns na perigosa interseção entre as áreas do misticismo quântico e da saúde, geram críticas por parte de membros da comunidade científica, sobretudo médicos e físicos, mas também de céticos preocupados, a autores como eles.

No Brasil, essas críticas se estendem ao recente fenômeno do "coaching quântico", um dos principais meios pelo qual o misticismo quântico se alastra hoje no país. Livros brasileiros de autoajuda como o DNA Milionário, escrito pela "coach quântica" Elainne Ourives, aluna de um dos cursos de Goswami, prometem ensinar como "reprogramar sua mente e código genético, e 'cocriar' sua realidade" através dos alegados ensinamentos da mecânica quântica. A autora e os outros "coaches quânticos" são criticados não apenas por charlatanismo, mas porque, assim como os de Deepak Chopra, seus "ensinamentos" relacionados à saúde podem ser considerados perigosos e até criminosos. A atuação indevida de profissionais do coaching em outras áreas fora das suas competências, como psicologia, causou uma repercussão nacional tamanha que a proposta de criminalizar a prática no país se tornou oficialmente uma sugestão legislativa após conseguir mais de 20 mil assinaturas no site e-cidadania.


Frequências Vibracionais

Um dos conceitos mais conhecidos atualmente baseados no misticismo quântico é o das "frequências vibracionais", inventado por David. R Hawkins, que relacionou sentimentos, comportamentos e "visões de vida" a "frequências" em seu livro Poder Vs. Força, as quais mediu através de uma técnica pseudocientífica chamada cinesiologia aplicada. Sentimentos positivos eram atribuídos por ele "frequências" e "níveis de consciência" mais altos e vice-versa. Embora Rhonda Byrne em O Segredo e entusiastas da Lei da Atração associem as vagas "frequências vibracionais" de Hawkins e sua relação com os nossos sentimentos àquelas de partículas subatômicas para dar uma base científica às ideias, não há qualquer ligação entre os dois conceitos.


O Misticismo Quântico e a SARS Covid-19

O misticismo quântico deu base a medicamentos e tratamentos ineficazes contra o vírus, justificou descaso com relação às medidas de segurança e menosprezou a gravidade dele durante a pandemia. Em 2020, duas mulheres estadunidenses afirmaram "não terem a frequência vibracional para contrair o vírus" e que, por isso, não precisavam de máscaras. No Brasil, circularam textos em sites afirmando que o vírus "tem uma vibração de 5,5 Hz e morre acima de 25,5 Hz" e que "para seres humanos com vibrações mais altas, o vírus é uma gripe simples", o que não é verdade, não havendo qualquer relação entre as inexistentes "frequências vibracionais" e o vírus. Terapeutas da "Saúde Quântica" também dizem, erroneamente e sem qualquer embasamento científico, que as doenças pulmonares não são causadas pelo vírus SARS-CoV e sim pela tristeza e o medo causados pelo distanciamento social.



sábado, 22 de agosto de 2026

ERROS DO LIVRO DE DANIEL

 


Os erros no Livro de Daniel são tantos, que nem é preciso debater sobre. Não tem como fazer uma apologética a respeito, pois o próprio Daniel nunca existiu, que dirá o seu suposto livro.

A defesa para sustentar o livro de Daniel é nula, cada vez que surgem novas descobertas arqueológicas.


Rei Belsazar

O capítulo 5 apresenta Belsazar como o último rei da Babilônia e filho de Nabucodonosor. Historicamente, o último rei foi Nabonido, e Belsazar era seu filho, não de Nabucodonosor.

Embora o Cilindro de Nabonido confirma que Nabonido passou anos isolado no deserto e deixou Belsazar governando como co-rei na Babilônia, explica por que Belsazar ofereceu a Daniel o posto de "terceiro no reino" (já que ele próprio era o segundo). O termo "filho" era comumente usado na época para significar "sucessor no trono".

Mas Belsazar não era o primeiro e único rei como retrata a Bíblia.


Rei Dário - O Medo

O texto afirma que Dario, o Medo, conquistou a Babilônia aos 62 anos, Daniel 5:31. Contudo, os registros históricos indicam que o conquistador da Babilônia foi Ciro, o Grande, do Império Persa, e não há registros externos de um governante chamado "Dario, o Medo" nesse período exato.


Migué Religioso

Teólogos Religiosos propõem que "Dario" pode ser um título régio (como Faraó ou César) aplicado a uma figura histórica conhecida por outro nome. As duas teorias principais são de que Dario era Gubaru (o general de Ciro que governou a Babilônia logo após a queda) ou Ciaxares II (um rei medo mencionado pelo historiador Xenofonte).


O Fato Real

A realidade é que o nome Dário não é um título honorífico. Ele é um nome próprio pessoal de origem persa antiga (derivado de Dārayavahush) que significa "aquele que mantém o bem" ou "possuidor de bens e riquezas". 


Cerco de Jerusalém

Daniel 1:1 afirma que Nabucodonosor sitiou Jerusalém no terceiro ano do reinado de Jeoaquim (cerca de 606/605 a.C.). No entanto, Jeremias 46:2 sugere que o exército babilônico só derrotou o Egito na batalha de Carquemis no quarto ano de Jeoaquim, tornando o cerco anterior cronologicamente difícil.


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

TRADUÇÃO DO CILINDRO DE CIRO


O Cilindro de Ciro data de 539 a.C., criado no século VI a.C. logo após o rei persa Ciro, o Grande, conquistar a cidade de Babel. Ciro derrotou Belsazar em 539 a.C. durante a queda de Babilônia.

Belsazar estava no comando da cidade da Babilônia quando o exército persa entrou na noite de 12 de outubro de 539. O exército de Ciro, liderado pelo general Ugbaru, tomou o palácio e Belsazar foi morto durante a invasão.

O Cilindro de argila com escrita cuneiforme acádia.

O Cilindro foi descoberto em 1879 nas ruínas da antiga cidade de Babel. O famoso objeto está hoje no Museu Britânico, na cidade de Londres.



A Tirania de Nabonido

[1]  [Quando...] ...

[2]  ... dos quatro quadrantes

[3]  [xxx] /xx\ Uma nota de pessoa incompetente  foi instalada para exercer senhorio sobre seu país.

[4]  /e ? \ [...] ele os impôs.

[5]  Uma falsificação de Esagila ele fez, e...]... para Ur e o resto dos centros de culto,

[6]  um ritual que lhes era impróprio, uma [profana] [exibição] oferenda xxx sem] temor que ele recitava diariamente. Irreverentemente,

[7]  ele pôs fim às oferendas regulares (e) interferiu nos centros de culto; xxx ele estabeleceu nos centros sagrados. Por seu próprio plano, ele acabou com o culto a Marduk, o rei dos deuses,

[8]  ele continuamente fez mal contra a cidade de Marduk. Diariamente, [...] sem interrupção, ele impôs a corveia aos seus habitantes implacavelmente, arruinando-os a todos.

A Ira de Marduk

[9]  Ao ouvir seus gritos, o senhor dos deuses ficou furioso e [xxx] suas fronteiras; os deuses que viviam entre eles abandonaram suas moradas,

[10]  irado por ele os  ter trazido à Babilônia . Marduk, o exaltado [senhor dos deuses], voltou-se para todas as habitações abandonadas e

Marduk Encontra um Novo Rei

[11]  todo o povo da Suméria e da Acádia , que se tornaram cadáveres. Ele se reconciliou e teve misericórdia deles. Ele examinou e verificou toda a totalidade das terras, todas elas,

[12]  ele procurou por toda parte e então tomou pela mão um rei justo, seu favorito, e chamou seu nome: Ciro , rei de  Anšan ; e proclamou seu nome como rei em todo o mundo.

[13]  Ele fez com que a terra de Gutium e todo o Umman-manda se curvassem em submissão aos seus pés. E ele, Ciro, pastoreou com justiça e retidão todo o povo de cabelos negros,

[14]  sobre quem ele notou que lhe havia dado a vitória. Marduk, o grande senhor, guardião de seu povo, olhou com alegria para suas boas ações e coração reto.

Ciro Conquista a Babilônia

[15]  Ele ordenou que ele fosse para sua cidade, Babilônia. Ele o colocou no caminho para Babilônia e, como um companheiro e um amigo, foi ao seu lado.

[16]  Seu vasto exército, cujo número, como a água do rio, não pode ser conhecido, marchou ao seu lado totalmente armado.

[17]  Ele o fez entrar em sua cidade, Babilônia, sem luta nem batalha; ele salvou Babilônia das dificuldades. Ele entregou Nabonido, o rei que não o reverenciava, em suas mãos.

[18]  Todo o povo da Babilônia, toda a terra da Suméria e da Acádia, príncipes e governadores, curvaram-se diante dele e beijaram seus pés. Eles se alegraram com seu reinado e seus rostos brilharam.

[19]  Senhor, por cuja ajuda os mortos foram revividos e que todos foram redimidos das dificuldades e sofrimentos, eles o saudaram com alegria e louvaram o seu nome.

Títulos de Ciro

[20]  Eu sou Ciro, rei do mundo, grande rei, rei poderoso, rei da Babilônia, rei da Suméria e da Acádia, rei dos quatro cantos,

[21]  o filho de Cambises , grande rei, rei de Anšan, neto de Ciro , grande rei, rei de Anšan, descendente de Teispes, grande rei, rei de Anšan,

[22]  de uma linhagem real eterna, cujo reinado Bel e Nabu amam, cujo reinado desejam para o prazer de seus corações. Quando entrei na Babilônia de maneira pacífica,

O Príncipe da Paz

[23]  Estabeleci minha morada senhorial no palácio real em meio a regozijo e felicidade. Marduk, o grande senhor, /estabeleceu como seu destino ( šimtu )\ para mim um coração magnânimo de alguém que ama a Babilônia, e eu diariamente me dedicava ao seu culto.

[24]  Meu vasto exército marchou para a Babilônia em paz; não permiti que ninguém assustasse o povo de [Sumer] /e\ Akkad.

[25]  Busquei o bem-estar da cidade da Babilônia e de todos os seus centros sagrados. Quanto aos cidadãos da Babilônia, [xxx] sobre os quais a nota  impôs uma corveia que não era a vontade dos deuses e não lhes era adequada,

[26]  Aliviei o seu cansaço e libertei-os do seu serviço. Marduk, o grande senhor, alegrou-se com [as minhas boas] ações.

Medidas Religiosas

[28]  E em paz, diante dele, andávamos em amizade. [Pela sua] palavra exaltada, todos os reis que se assentam em tronos

[29]  em todo o mundo, desde o Mar Superior até o Mar Inferior, que vivem nos distritos distantes, os reis do Ocidente, que habitam em tendas, todos eles,

[30]  trouxeram seu pesado tributo perante mim e na Babilônia beijaram meus pés. De [Babilônia] a Assur e (de) Susa ,

[31]  Agade, Ešnunna, Zamban, Me-Turnu, Der, até a região de Gutium , os centros sagrados do outro lado do Tigre , cujos santuários haviam sido abandonados há muito tempo,

[32]  Devolvi as imagens dos deuses, que ali residiam, aos seus lugares e deixei-os habitar em moradas eternas. Reuni todos os seus habitantes e devolvi-lhes as suas moradas.

[33]  Além disso, por ordem de Marduk, o grande senhor, instalei em suas habitações, em moradas agradáveis, os deuses da Suméria e da Acádia, que Nabonido, para a ira do senhor dos deuses, havia trazido para a Babilônia.

Oração de Ciro

[34]  Que todos os deuses que estabeleci em seus centros sagrados peçam diariamente

[35]  de Bêl e Nâbu, que meus dias sejam longos e que eles intercedam por meu bem-estar. Que eles digam a Marduk, meu senhor: "Quanto a Ciro, o rei que te reverencia, e Cambises, seu filho,

Tradução do Fragmento B

[36]  [fim da oração ].
O povo da Babilônia abençoou meu reinado, e eu estabeleci todas as terras em moradas pacíficas.

Atividades de construção

[37]  Eu [aumentei diariamente o número de oferendas a N] gansos, dois patos e dez rolas-turcas acima das oferendas anteriores de gansos, patos e rolas-turcas.

[38]  [...] Dur-Imgur-Enlil, a grande muralha da Babilônia, sua defesa, eu procurei fortalecer

[39]  [...] O muro do cais de tijolos, que um antigo rei havia construído, mas não havia concluído sua construção,

[40]  [...que não haviam cercado a cidade] por fora, que nenhum rei anterior havia feito, (que) um contingente de trabalhadores [ou: soldados] havia levado para dentro da Babilônia,

[41]  [... com betume] e tijolos, reconstruí [e completei] o [trabalho] deles.

[42]  [... magníficos portões de cedro ] com revestimento de bronze, soleiras e batentes [fundidos em cobre, eu fixei em todos] suas [entradas].

[43]  [xxx] Uma inscrição com o nome de Aššurbanipal , um rei que me precedeu, eu vi [no meio dela].

[44]  [...]

[45]  [...] pela eternidade.

 


terça-feira, 18 de agosto de 2026

A FARSA DA PROFECIA DE CIRO O GRANDE



Ciro, o Grande, é uma das figuras do mundo antigo cuja existência e atividade política estão muito bem documentadas.

 

A primeira mentira da bíblia

O deus de Ciro é Marduque e não Yahweh, o deus bíblico. Os escritores da bíblia roubaram a narrativa de Ciro e trocou Marduque por Yahweh

Cilindro de Ciro — c. 539 a.C. é uma das evidências mais importantes. O cilindro foi encontrado em Babilônia e está escrito em acadiano cuneiforme. Ele descreve a conquista de Babilônia por Ciro e sua apresentação como governante escolhido por Marduque (NÃO É O DEUS DA BÍBLIA), principal deus babilônico.

O texto apresenta Ciro como, rei de Anshan, conquistador da Babilônia, restaurador de cultos e templos, restaurador de imagens divinas que haviam sido deslocadas e governante legitimado por Marduque.


AONDE ESTÁ OUTROS ERROS NA BÍBLIA QUE MENTIU TODOS ESSES ANOS?

O Cilindro de Ciro não menciona Jerusalém, Judá, judeus, Yahweh ou o Templo de Jerusalém.

Portanto, ele não é uma prova direta do decreto bíblico de Esdras 1.


AONDE A BÍBLIA CONTINUA MENTINDO? 

Isaías 44:28

Ciro é chamado de alguém que realizará a reconstrução de Jerusalém e do templo, reconstruiria Jerusalém e lançaria os fundamentos do templo.

O Cilindro de Ciro não menciona Jerusalém, Judá, judeus, Yahweh ou o Templo de Jerusalém)

 Isaías 45:1

Ciro é chamado de “ungido” (mashiach) de Yahweh.

O Cilindro de Ciro não menciona Jerusalém, Judá, judeus, Yahweh ou o Templo de Jerusalém

 2 Crônicas 36:22–23

Ciro teria proclamado que Yahweh lhe ordenara reconstruir o templo em Jerusalém. (O Cilindro de Ciro não menciona Jerusalém, Judá, judeus, Yahweh ou o Templo de Jerusalém)

Esdras 1:1–4

Ciro teria emitido um decreto permitindo que os judeus retornassem e reconstruíssem o templo. (O Cilindro de Ciro não menciona Jerusalém, Judá, judeus, Yahweh ou o Templo de Jerusalém)

Esdras 6:3–5

É apresentado um decreto relacionado à reconstrução do templo e à devolução dos objetos retirados por Nabucodonosor. (O Cilindro de Ciro não menciona Jerusalém, Judá, judeus, Yahweh ou o Templo de Jerusalém)


Pra entender melhor as mentiras da bíblia 

 Não possuímos o decreto original de Ciro encontrado em Jerusalém ou na Pérsia contendo o texto de Esdras 1. Por que é invenção teológica e não fato histórico. E o próprio Cilindro de Ciro não contém esse decreto judaico.

Ciro permitiu o retorno específico dos judeus na bíblia. Não tem absolutamente nada que comprove. Os documentos sobre Ciro, O Cilindro de Ciro não menciona Jerusalém, Judá, judeus, Yahweh ou o Templo de Jerusalém.

Ciro ordenou reconstruir o Templo de Jerusalém na bíblia. Outra mentira da bíblia. O Cilindro de Ciro não menciona Jerusalém, Judá, judeus, Yahweh ou o Templo de Jerusalém.

 Ciro declarou que Yahweh lhe deu todos os reinos na bíblia. Outra mentira da bíblia. O deus de Ciro é Marduque. O Cilindro de Ciro não menciona Jerusalém, Judá, judeus, Yahweh ou o Templo de Jerusalém.

 Ciro leu Isaías e decidiu cumprir a profecia na bíblia. Outra mentira bíblica. O Cilindro de Ciro não menciona Jerusalém, Judá, judeus, Yahweh ou o Templo de Jerusalém.


PROFECIAS MENTIROSAS DE ISAÍAS

Isaías não passa de vaticinium ex eventu é uma expressão em latim que significa "profecia durante e após o evento". Trata-se de um termo usado na história e na religião para descrever um texto escrito como se fosse uma previsão do futuro, mas que na verdade foi criado durante e depois que o fato já havia acontecido.


domingo, 16 de agosto de 2026

A MAÇONARIA É UMA RELIGIÃO

 


Para muitas pessoas, a maçonaria não é uma religião. Para alguns maçons, a maçonaria não é religião. É sim um conceito filosófico, é uma organização, menos religião.

Mas a maçonaria é sim uma religião. Na verdade, a maçonaria é a religião das religiões. A maçonaria é uma organização religiosa que concentra todas as religiões da Terra.

Todas as organizações religiosas do planeta aderem à maçonaria. O próprio Albert Pike relata que a maçonaria é uma religião. E olha que Albert Pike é um dos ícones da maçonaria.

Se ele diz que a maçonaria é uma religião, então ela é uma religião. Tanto é verdade que no livro Morals e Dogma, escrito por Albert Pike, é tido que a maçonaria é uma religião. Então, vocês têm que encarar a maçonaria como uma religião.

Na página 102 do livro Morals e Dogma, de Albert Pike, nós lemos, Satanás, para os iniciados, não é uma pessoa, mas uma força criada para o bem, mas que pode servir para o mal. Neste mesmo livro, na página 321, está escrito, Em um concílio maçom, ou seja, em uma reunião maçônica de nível elevado, Albert Pike diz, abre aspas, Se Lúcifer não fosse Deus, será que Adonai, Sim, Lúcifer é Deus, e infelizmente, Adonai também é Deus. As trevas são necessárias como moldura para a luz, assim como o pedestal é necessário para o que une, é necessário para o que é imponente.

Desta forma, a doutrina do satanismo é uma heresia. A religião filosófica pura e verdadeira é a crença em Lúcifer, o equivalente de Adonai. Mas Lúcifer, Deus da luz e Deus do bem, está trabalhando pela humanidade contra Adonai, o Deus das trevas e do mal.

Esta declaração está registrada em E também está documentada em E também está registrada em um documento intitulado Em uma carta citada de Albert Pike a este Supremo Conselho Mundial, no dia 14 de setembro de 1889. É tido que na maçonaria é feita a adoração ao Deus Sol, e essa adoração é feita por vários nomes, porque ao longo da história da humanidade, segundo as mitologias humanas, o Sol ganha vários nomes. E essa idolatria ao Sol está registrada no livro 644 e 672 A maçonaria sobre Jesus Cristo ensina que Jesus não é o único.

Há outros Deuses adorados e mais importantes que Jesus. Isso está registrado no livro E também está registrado no estudo de 26º grau. Na maçonaria, assim como nas testemunhas de Jeová, a divindade de Jesus Cristo é negada.

Esta negação da divindade de Cristo é feita quando o membro da maçonaria atinge o grau 26. E isso está registrado no livro Moral e Dogma de Albert Pike na página 525. A maçonaria reverencia todos os grandes reformadores filosóficos e religiosos.

E a maçonaria vê nas pessoas de Moisés, Confúcio, Zoroastro, Maomé, Jesus e Buda como grandes instrutores de moralidade e reformadores eminentes ou mais ainda, profetas que prefiguram a sabedoria do homem. Para os maçons, Jesus Cristo não é um Deus, mas a sua personalidade é redefinida, tendo igual importância a Moisés, Confúcio, Zoroastro, Maomé, Aristóteles, Buda e etc. Com isso, esta divindade de Cristo seria redefinida.

Tem uma aura, mas não uma aura divina como a de um Deus. Um dos autores desta heresia é Rizzardo da Camino. Rizzardo da Camino era um maçom muito importante e ele reafirma esta suposta divinização de Jesus.

Ele ensina que divino mesmo seria o ser humano. E esta divinização do homem é muito definida. E Jesus Cristo é definido como um estado de alma que se encontra na parte espiritual do ser humano.

E Jesus atingiu este grau de divinização somente na cruz. Daí por diante, o ser humano pode alcançar esta divinização. Mas para isso o ser humano tem que meditar, fazer boas práticas e buscar o conhecimento que foram ensinadas por estes homens a saber.

Jesus, Moisés, Pitágoras, Confúcio, Maomé e etc. Este ensino do Sr. Rizzardo da Camino está registrado em Maçonaria e fé cristã de John Scott Horrell na página 80 Embora as reuniões maçônicas incluam a oração, é absolutamente proibido orar no nome de Jesus. Maçonaria e fé cristã John Scott Horrell, página 79 James Shaw, ex-maçom do grau 33, quando era orador da cerimônia do Cavaleiro Rosa Cruz, no grau 18, praticada na quinta-feira santa com todos os vestidos de mantos pretos e encapuzados, depois de negar a divindade de Jesus Cristo, ele declara, abre aspas, Ele está morto, lamentai, pranteai e chorai, pois ele se foi, fecha aspas, e logo a seguir é apagado a última vela e a profana reunião termina em completa escuridão.

Maçonaria e fé cristã John Scott Horrell, páginas 81 e 82 Os Rosa Cruzes, antiga e mística, em seu livro A Ordem Rosa Cruz em Perguntas e Respostas, nas páginas 3, 34, 52 e 187, afirmam ser uma sociedade secreta. Eles dizem que não são uma religião propriamente dita, mas que adoram gadu, além de dizerem que Jesus não é Deus e nem filho de Deus, e ainda de não acreditarem no inferno e nem no diabo. Há mais de 135 anos, Albert Pike ensina que a maçonaria é uma religião.

Cada loja maçônica é um templo da religião. Esses ensinos são instruções religiosas. Essa declaração está registrada em Morals e Dogma de Albert Pike, p. 213, 13º grau.

E tendo definida a maçonaria como religião, o próprio Albert McKee declara em termos enfáticos, abre aspas, a religião da maçonaria não é o cristianismo, fecha aspas, Revisão, Enciclopédia McKee, 3ª edição, capítulo 2, artigo 618. Ele também está registrado na Maçonaria e fé cristã, p. 59. Em quase todos os seus escritos, a maçonaria sempre se apresenta como a essência de todas as religiões, e isto é dito por Albert McKee. 

E também está registrado no Dicionário dos Maçons Livres, p. 324. E também está registrado em Maçonaria e fé cristã, p. 59. A maçonaria é a religião de um mundo unificado, que abraça todas as religiões, como também abraça qualquer tipo de mistérios antigos.


Isto está registrado no livro Moral e Dogma de Albert Pike, p. 524 e 541, 26°. E também está registrado no livro para 26° da maçonaria, p. 624. A maçonaria é a religião do anticristo, e está presente em todas as denominações onde não é permitido falar sobre ela, pois já exerce a apostasia da fé.

O deus da maçonaria é Gadu, como também é Jabulon e Baphomet. No livro para 14° da maçonaria, p. 226, nós lemos, abre aspas, a maçonaria em volta de cujos altares o cristão, o judeu, o muçulmano, o hindu e os seguidores de Confúcio e Zoroastro se reúnem. No grau do real arco do rito de York, quando o maçom supostamente encontra a suposta arca da aliança perdida nas ruínas do templo de Salomão, descobre o verdadeiro nome de deus como sendo Jabulon.

E Jabulon não é nome de um deus, é nome de um demônio. O nome Jabulon é a junção dos nomes Javé, Baal e Osíris, que separando este nome, vamos ter o nome já de Javé ou Iavé, Bu, de Baal ou Bel, que é deus dos canamitas, e Om, que é o nome de Osíris, deus egípcio. E esta heresia está registrada na enciclopédia maçônica, p. 516, e também no livro Maçonaria e fé cristã de John Scott Horrell, p. 73.

A palavra sagrada do grau 17 do Conselho de Cavaleiros do Oriente e Ocidente é Abaddon. E Abaddon, sabemos, é um nome amaldiçoado por Deus. Não é um nome que faz elogio a Deus ou a Jesus.

Enciclopédia maçônica, p. 516, e também Maçonaria e fé cristã, John Scott Horrell, p. 73. A maçonaria, junto com as ordens dos Illuminati, e também junto com as ordens dos Rosas Cruzes, são entidades satânicas. Eles são racistas e promovem o caos na política, na economia e nas religiões de todo o mundo. 

A maçonaria é uma religião que tem muitos símbolos e também muitos significados. Esta religião é envolta de inúmeros mistérios e rituais. A maçonaria passa desapercebida por pessoas comuns que mal sabem o que comeram no café da manhã, e mal sabem estas que sua influência e envolvimento na sociedade é total.

A maçonaria é a maior entidade ocultista do planeta e concentra em seu bojo todas as religiões da terra. E a maçonaria foi formada por várias religiões. Dentre essas religiões, as principais que formaram a maçonaria são a religião católica, a religião evangélica, a religião da cabala e o espiritismo.


O PROBLEMA DE PROVAR QUE JESUS EXISTIU

 


 Luciano de Samósata já via os cristãos como tolos naquela época no ano de 165 a 170 DEC (Depois da Era Comum).

“Essas criaturas infelizes convenceram-se de que são imortais e viverão para sempre. Por isso desprezam a morte e muitos se entregam voluntariamente a ela. Além disso, o seu primeiro legislador os convenceu de que são todos irmãos… Depois de renunciarem aos deuses gregos, adoram aquele sofista crucificado e vivem segundo suas leis.”

“Se um impostor habilidoso, capaz de explorar as circunstâncias, chega entre eles, rapidamente enriquece, zombando dessas pessoas ingênuas.”

Luciano de Samósata escreveu uma sátira chamada A Morte de Peregrino (c. 165–170 d.C.) 


Vamos falar de história e arqueologia, não de fé

O Jesus bíblico nunca existiu, tanto a história como a arqueologia nega um homem que nasceu de uma virgem, que andou sobre as águas, que transformou água em vinho e muito menos ressuscitou como um zumbi.

Aprenda separar o Jesus bíblico e o Jesus histórico.

Vamos aos fatos do que temos hoje para tentar provar ou não, a existência de um homem normal chamado Jesus. 


1. Flávio Josefo

No livro As Antiguidades Judaica" escrito por volta de 93 a 94 DEC (Depois da Era Comum).

Josefo nem era nascido na suposta época em que Jesus estaria vivo. Logo, nunca esteve cara a cara com Jesus.

Como podemos ver o livro tbm foi escrito décadas depois do suposto Jesus.


2. Tácito

Nasceu em 55 e 58. Nasceu depois da suposta época de jesus. Nunca esteve cara a cara com jesus e muito menos na suposta crucificação de Jesus.

Ele comenta sobre Jesus em Anais no ano de 116 DEC.

Tácito dependeu de fontes cristãs, sem acesso direto a fontes judaicas ou palestinas. Acadêmicos como Gerd Theissen e Annette Merz notam que ele não demonstra conhecimento independente da Palestina ou do judaísmo, sugerindo segunda mão, o que compromete a originalidade.

Ausência de Detalhes

Tácito omite datas exatas, cargos de Pilatos (chamado apenas "procurador", termo posterior) e contexto da execução, limitando-se a "Pôncio Pilatos". Isso indica imprecisão, já que historiadores romanos como Suetônio oferecem paralelos vagos, sem prova de pesquisa autônoma.


3. Plínio, o Jovem

Por volta de 112 d.C., escreveu que os cristãos cantavam hinos a Cristo “como a um deus”.

Isso demonstra a existência de comunidades cristãs, mas não constitui evidência direta da existência de Jesus.

Também nunca esteve cara a cara com jesus.


4. Suetônio

Menciona um “Chrestus” relacionado a distúrbios entre judeus em Roma.

Há debate sobre se “Chrestus” realmente se refere a Cristo ou cristãos também.

Suetônio, em sua obra Vida dos Doze Césares (escrita por volta de 121 d.C.), faz uma única referência clara a Jesus (ou "Chrestus") no capítulo sobre Cláudio (25.4): "Os judeus, instigados por Chrestus, causavam tumultos constantes em Roma, de modo que Cláudio os expulsou da cidade".

Para a academia de história, essa citação apresenta falhas metodológicas e interpretativas significativas. Ambiguidade de "Chrestus"O nome "Chrestus" (uma variante comum de "Chrestos", significando "bom" em grego) não é explicitamente ligado a Jesus de Nazaré.

Historiadores como Robert E. Van Voorst argumentam que pode se referir a um agitador judeu contemporâneo em Roma, não ao Cristo cristão, já que o texto não menciona execução ou messianismo.

A confusão entre "Chrestus" e "Christus" era recorrente, mas Suetônio não esclarece, diferentemente de Tácito (Anais 15.44), que distingue "Christus" executado sob Tibério.


Erro Cronológico

A expulsão dos judeus por Cláudio ocorreu por volta de 49 d.C., conforme Atos 18:2 e evidências epigráficas (edito de Cláudio). Jesus morreu em 30-33 d.C., tornando impossível que ele "instigasse" distúrbios pessoalmente duas décadas após sua morte. Acadêmicos como E. Mary Smallwood veem isso como evidência de que Suetônio confunde Jesus com debates entre judeus e cristãos primitivos em Roma, possivelmente influenciado por rumores cristãos.


5. As cartas autênticas de Paulo de Tarso

Datadas entre aproximadamente 50 e 60 d.C.

São os documentos cristãos mais antigos preservados, mas Paulo nunca esteve cara a cara com Jesus e não acreditava que Jesus nasceu de uma virgem.

Paulo afirma que Jesus foi crucificado e tinha irmãos, mencionando Tiago, irmão de Jesus.

Contudo, Paulo fornece poucos detalhes biográficos sobre a vida de Jesus ficando apenas na crendice do que em fatos históricos que pudesse comprovar que Jesus realmente existiu.

Das 13 cartas de Paulo, somente 7 são autênticas por enquanto. 6 cartas já foram tiradas de sua autoria.


6. Os Evangelhos

São as principais narrativas sobre Jesus.

Geralmente são datados entre cerca de 70 e 100 d.C. Nenhum livro foi escrito na suposta época de jesus.

São considerados fontes religiosas, escritas décadas após os acontecimentos, por autores anônimos e só foram ganhar autorias somente no segundo século depois da era comum pela igreja. Por isso, historiadores acadêmicos os utilizam com cautela.

Limitações dessas evidências

Nenhuma dessas fontes oferece:

* Uma inscrição contemporânea mencionando Jesus

* Documentos oficiais romanos sobre seu julgamento

* Moedas com sua imagem

* Cartas escritas por Jesus

* Relatos de testemunhas oculares preservados

Por isso, não existe uma “prova” arqueológica ou documental direta da existência de Jesus comparável às disponíveis para algumas outras figuras da Antiguidade.


Também temos algumas fontes mais tardia

O principal texto é o Toledot Yeshu. Trata-se de uma narrativa satírica e polêmica, composta e ampliada entre a Antiguidade Tardia e a Idade Média (com diferentes versões), não de um registro histórico contemporâneo aos acontecimentos.

Nessas versões, geralmente se afirma que:

* Maria teria sido seduzida por um homem chamado Pantera (ou Pandera), e Maria teria cometido adultério com ele.

* Jesus seria filho desse homem, e não de uma concepção milagrosa.

* Os milagres de Jesus seriam explicados como magia aprendida no Egito. E para não ser apedrejada por adultério, teria inventado o nascimento virginal de Jesus.


Grafite de Alexamenos Jesus com cabeça de jumento

O Grafite de Alexamenos é um antigo desenho riscado em uma parede de Roma, geralmente datado entre os séculos II e III d.C. É considerado uma das mais antigas representações conhecidas da crucificação de Jesus e um dos primeiros exemplos de sátira dirigida aos cristãos, tornando-se uma peça importante para o estudo da religião e da sociedade no Império Romano.

O grafite retrata uma figura crucificada com cabeça de jumento, enquanto outra pessoa, identificada pela inscrição como Alexamenos, aparece em atitude de adoração. A inscrição em grego costuma ser traduzida como “Alexamenos adora seu deus”, indicando que o desenho provavelmente pretendia ridicularizar um cristão chamado Alexamenos e sua fé.


Contexto histórico

Na época em que foi produzido, o cristianismo ainda era uma religião minoritária dentro do Império Romano. Cristãos frequentemente eram alvo de incompreensão, rumores e zombarias. A associação de sua divindade a uma cabeça de jumento reflete uma acusação falsa que circulava em alguns ambientes da Antiguidade, usada como forma de desprezo contra determinados grupos religiosos.

Importância arqueológica

Embora seja uma caricatura, o grafite é uma fonte histórica valiosa. Ele demonstra que:

* A crucificação já era reconhecida como elemento central da identidade cristã.

* Cristãos eram conhecidos o suficiente em Roma para se tornarem alvo de sátiras.

* A obra oferece um raro testemunho direto das atitudes populares em relação ao cristianismo antes de sua legalização e posterior expansão pelo Império.

Descoberta e preservação

O grafite foi descoberto no século XIX durante escavações no Monte Palatino, em Roma, em um edifício que fazia parte do complexo imperial. Atualmente, é preservado no Antiquarium do Palatino, onde permanece como um dos artefatos mais estudados sobre as primeiras percepções do cristianismo na Antiguidade.