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domingo, 28 de junho de 2026

EVANGELHO DE MARCOS E A FARSA DO TEXTO FINAL 16:9-20

 


O chamado "Final Longo" do Evangelho de Marcos (Marcos 16:9-20) é amplamente reconhecido pelos cientistas bíblicos, historiadores e teólogos textuais como uma adição posterior e não parte do manuscrito original.

Os versículos 9-20 contêm cerca de 17 a 18 palavras que nunca foram usadas em nenhum outro lugar em todo o Evangelho de Marcos.

O versículo 9 reinicia a narrativa de forma estranha, reintroduzindo Maria Madalena como se ela não tivesse sido mencionada nos versículos imediatamente anteriores (Marcos 16:1).

O foco em sinais miraculosos específicos (como pegar em serpentes e beber veneno no versículo 18) difere do tom geral do resto do evangelho.


Códices Antigos

Os dois manuscritos gregos mais antigos e confiáveis do Novo Testamento, o Códice Sinaítico e o Códice Vaticano (ambos do século IV), terminam o evangelho abruptamente no versículo 16:8, com a frase "porque temiam".


Códice Sinaitico

O Códice Sinaítico ou Codex Sinaiticus foi escrito em meados do século IV d.C., datado historicamente entre os anos 325 e 360 d.C.

Este manuscrito é mundialmente famoso por ser uma das cópias mais antigas conhecidas da Bíblia cristã, contendo o texto completo mais antigo do Novo Testamento grego.


Códice Vaticanus

O Códice Vaticano, também conhecido como Codex Vaticanus foi escrito no século IV, mais precisamente entre os anos 300 e 350 d.C.. Trata-se de um dos manuscritos mais antigos e confiáveis da Bíblia grega que existem atualmente.

O manuscrito é dividido em três colunas por página, é composto por folhas de velino e originalmente continha toda a Bíblia. Ele está guardado na Biblioteca do Vaticano pelo menos desde o século XV.


Manuscritos Posteriores

Centenas de manuscritos gregos posteriores incluem os versículos 9-20, mas muitos trazem marcas críticas, asteriscos ou notas dos escribas indicando que o trecho era duvidoso ou não constava nas cópias mais antigas.


Outros Finais

Existem outros finais conhecidos, como o "Final Curto" (uma adição de duas frases após o versículo 8) e o "Estilo Freer" (que insere um diálogo extra entre os versículos 14 e 15), provando que os escribas tentaram "corrigir" o fim abrupto.


Eusébio de Cesareia

O historiador da igreja do século IV escreveu explicitamente que quase todas as cópias gregas de Marcos que ele conhecia terminavam no versículo VIII.


Jerônimo

O tradutor da Vulgata Latina no século IV confirmou que o trecho estava ausente na maioria dos manuscritos gregos de seu tempo.


DEUSES ANTIGOS E O DIA 25 DE DEZEMBRO



Diversas divindades antigas ligadas ao sol e ao renascimento da luz no inverno já eram comemoradas em datas próximas ao solstício de inverno.
A escolha do dia 25 de dezembro está fortemente ligada a tradições cosmológicas e festivais que celebravam o Sol. Isso ocorre porque a data marca o momento em que os dias começam a ficar mais longos no Hemisfério Norte.
Historicamente, o dia 25 de dezembro ganhou relevância por marcar o solstício de inverno no hemisfério norte. Culturas antigas celebravam o "renascimento" do Sol a partir dessa data, pois os dias começavam a ficar mais longos.

Atenção! 
Nenhuma dessas divindades, incluindo Jesus, possui registros históricos precisos da data exata de nascimento. A escolha do dia 25 de dezembro está fortemente ligada a tradições cosmológicas e festivais pagãos pré-existentes que celebravam o Sol.
O único deus historicamente registrado com uma celebração oficial de nascimento no dia 25 de dezembro é o deus romano Sol Invictus (e sua posterior associação com o deus persa Mitra). A lista de outras divindades (como Hórus, Dionísio e Krishna) frequentemente associadas a essa data na internet provém de mitos modernos e imprecisões históricas.

♦Mitra: O deus indopersa da luz e do sol, cujo nascimento era celebrado no Império Romano em 25 de dezembro como o Natalis Solis Invicti (O Nascimento do Sol Invicto)

♦Sol Invicto - Romano: Comemorado em 25 de dezembro, celebrava o "Nascimento do Sol Inconquistável", marcando o momento em que os dias começam a alongar.

♦Saturno - Romano: Homenageado durante a Saturnália, uma festa que invertia a ordem social e celebrava a abundância. Durante a Saturnália, os romanos celebravam o deus da agricultura e do tempo entre 17 e 23 de dezembro, uma festividade que deu origem a muitas tradições natalinas.

♦Frigga e Freya - Nórdicas: Na antiga celebração de Yule, a noite inicial era a "Noite da Mãe", dedicada a Frigga e às deusas da fertilidade e do destino.

♦Alcíone e Poseidon - Gregos: A mitologia grega realizava ritos para Poseidon e celebrava o período em que a deusa Alcíone acalmava os mares no inverno.

♦Dionísio: O deus grego do vinho e da festa, que em algumas tradições sincréticas também compartilha a narrativa de nascimento de uma virgem e morte/ressurreição celebrada em dezembro.

♦Hórus: Na mitologia egípcia, o deus Hórus (filho de Ísis) era frequentemente associado ao sol e à luz, e celebrações de seu nascimento e ressurreição são ligadas por alguns historiadores a essa época do ano.

♦Osíris: O deus egípcio dos mortos e do submundo também tem ciclos de renovação e morte associados a esse período astronômico.

♦Jesus Cristo: No Cristianismo, a data foi oficialmente adotada pela Igreja no século IV para celebrar o nascimento de Cristo.

♦Krishna: Na mitologia hindu, há correntes que equiparam o nascimento desta divindade à data de 25 de dezembro.

♦Buda e Tamuz: Outras figuras do oriente e do Oriente Médio, como Buda Sakia Muni e Tamuz da Síria, são por vezes incluídos nessa associação solar.

DEUSES DO SOLSTÍCIO DE INVERNO

 


O solstício de inverno marca o renascimento do sol e o triunfo da luz. Nas antigas tradições, essa data celebrava divindades solares.

As celebrações do solstício de inverno marcam o retorno gradual da luz e o renascimento. Dependendo do hemisfério, o fenômeno ocorre em dezembro (no Norte) ou em junho (no Sul). No Hemisfério Sul, ele ocorre por volta do dia 21 de junho. Culturas ao redor do mundo celebram a data através de festivais focados em renovação, fartura e união familiar.

Historicamente, o dia 25 de dezembro ganhou relevância por marcar o solstício de inverno no hemisfério norte. Culturas antigas celebravam o "renascimento" do Sol a partir dessa data, pois os dias começavam a ficar mais longos.


Zagmuk ou Akitu - Suméria

As principais comemorações de inverno na antiga Mesopotâmia giravam em torno do solstício. O maior destaque era o festival Zagmuk (às vezes chamado de Akitu no inverno, embora este também ocorresse na primavera). O festival durava 12 dias e celebrava a vitória da ordem sobre o caos.

A corte real reencenava a épica batalha onde o deus patrono Marduk derrotava o caos, com o rei representando a divindade. Servia como celebração do Ano Novo, onde acreditava-se que o mundo era purificado e o sol retornava para garantir colheitas futuras. O rei renovava seus votos e legitimidade. Em algumas versões, rituais como o hieros gamos (casamento sagrado) eram realizados.


Yule - Celtas e Nórdicos

O Yule é uma antiga festividade pagã que celebra o Solstício de Inverno (marcando a noite mais longa do ano) e o retorno gradual da luz solar. No Hemisfério Sul, ele ocorre por volta do dia 21 de junho.

Celebração que marca a noite mais longa do ano e o nascimento do Sol. É a base de muitas tradições natalinas modernas, como o pinheiro e a queima do tronco de Yule.


Dongzhi - China

Festival focado no equilíbrio do yin e yang, onde as famílias se reúnem para comer tangyuan (bolinhos de arroz glutinoso) para celebrar o aumento da luz.


Noite de Yalda - Irã

Uma antiga celebração persa onde amigos e familiares se reúnem para ler poesias, comer frutas (como romãs) e nozes, celebrando a vitória da luz sobre a escuridão.


Inti Raymi - Cusco no Peru

Ocorre no solstício de inverno do Hemisfério Sul. É a tradicional festa inca que honra o deus Sol (Inti) e celebra o início do novo ciclo agrícola.


Tōji - Japão

Focado na purificação e saúde, onde as pessoas tomam banhos quentes com a fruta yuzu e consomem abóbora kabocha para afastar doenças durante o inverno.


DEUS DI INDIGETES



A expressão em latim Di Indigetes deriva do latim Indigĕtes e refere-se aos deuses nativos ou deuses locais da antiga religião romana. O termo distingue as divindades originais de Roma dos Di Novensides (deuses introduzidos posteriormente).

Os Di Indigetes (termo em latim que significa "deuses nativos") são os deuses e espíritos originais da antiga religião romana. Diferentemente dos deuses trazidos de fora (os Di Novensides), eles representam as divindades tutelares, heróis deificados e forças protetoras da região do Lácio.

Foram invocados pelos primeiros sacerdotes, e seus nomes eram fixados no antigo calendário romano de festivais.


Exemplos de Di Indigetes

♦Enéias: O lendário herói troiano, considerado um dos principais antepassados de Roma, elevado à divindade local (frequentemente chamado de Iuppiter Indiges).

♦Fauno: Antigo deus das florestas e da profecia, considerado um protetor dos campos e pastores.

♦Jano: O deus dos começos, transições, portões e portas.

♦Quirino: Uma deidade romana primitiva que representava a divinização do povo romano, muitas vezes associada a Rômulo.

♦Sol Indiges e Numicus: O antigo deus do sol e a divindade associada ao rio Numicus.


DEUS MITRA



Muitos pensam que o culto ao Deus El Gabal se transformou diretamente no culto ao Deus Indopersa Mitra. Mas a coisa não foi bem assim, a chocante tentativa de impor o culto de El Gabal em Roma acelerou a criação de um sincretismo promovido pelo Estado, fundindo divindades solares ao conceito de Sol Invictus.

Mitra é uma divindade solar e guardiã dos contratos, com origens na antiga Índia Védica e grande importância na Pérsia.

No Império Romano, tornou-se o centro de uma religião secreta e iniciática restrita a homens. O mito romano conta que ele nasceu de uma rocha (petra generatrix) e, sob ordens do Sol, sacrificou um touro cósmico cujo sangue gerou a vida na Terra.

Muitas narrativas sobre sua origem e ritos são comparadas por historiadores aos primórdios do Cristianismo, especialmente pela celebração de seu nascimento próximo ao solstício de inverno (25 de dezembro) e seu símbolo de triunfo da luz sobre as trevas.


Imperador Marco Aurélio Antonino ou Heliogábalo

O Imperador romano Marco Aurélio Antonino ou Heliogábalo, que havia sido sumo sacerdote do deus, tentou fazer de El Gabal a divindade suprema de Roma. Os romanos rejeitaram suas práticas exóticas e rituais extremos, levando ao assassinato do imperador em 222 d.C. aos 18 anos de idade.


Imperador Aureliano

Para unificar o império após as tensões religiosas anteriores, o Imperador Aureliano oficializou o culto ao Sol Invictus O Sol Invicto em 274 d.C. Esta oficialização absorveu características da divindade síria e serviu de base para assimilar o deus Mitra. O culto a Mitra, outrora focado nos mistérios de origem persa, passou a ser extensivamente associado ao Sol Invictus. Em vários monumentos e altares, Mitra e o Sol começaram a ser celebrados em conjunto sob o título de Sol Invictus Mithras. 


DEUS EL GABAL



El-Gabal ou Elagábalo foi inicialmente venerado em Emesa, atual Homs na Síria, onde a dinastia árabe de Emesa atuava como seus sacerdotes. O nome é a forma latinizada do árabe Ilah al-Jabal, que quer dizer 'Deus da Montanha'.

O culto da divindade espalhou-se para outras partes do Império Romano no século II, onde ele seria reverenciado como Elagábalos pelos gregos e Elagabalus pelos romanos, uma dedicação foi encontrada tão longe quanto Woerden, na atual Holanda.


Representação

A divindade não era representada por uma estátua com forma humana, mas sim por um betilo, uma grande pedra negra cônica de origem meteorítica que os devotos acreditavam ter caído do céu.


Chegada a Roma

O Imperador Romano Marco Aurélio Antonino, mais conhecido por seus apelidos póstumos de Heliogábalo ou Heliogábalo. O culto ganhou projeção mundial no século III d.C., quando o jovem imperador romano, que era o sumo sacerdote hereditário da divindade, tentou impô-lo como a principal divindade de todo o Império Romano.

Quando o imperador assumiu o trono em 218 d.C., ele transportou a imensa rocha sagrada da Síria para a capital romana em uma carruagem luxuosa. Ele construiu um templo grandioso no monte Palatino, chamado Elagabalium, para abrigar o artefato.

A elite de Roma e a Guarda Pretoriana rejeitaram fortemente a religião por considerarem seus rituais exóticos e extravagantes. O imperador realizava danças ritualísticas públicas e chegou a forçar um "casamento sagrado" simbólico entre El-Gabal e a deusa romana Minerva (e depois com a deusa Vesta). Após o assassinato do imperador em 222 d.C., a pedra foi devolvida para Emesa e o culto foi banido de Roma.


A FARSA DO NASCIMENTO DE JESUS

 


São muitos mitos, imprecisões históricas e anacronismos que cercam as narrativas tradicionais do Natal, e não à inexistência da figura histórica de Jesus, cuja existência é um consenso entre historiadores modernos. Mas o Jesus da Bíblia, esse realmente nunca existiu de fato.


Ano de Nascimento

A maioria dos historiadores concorda que Jesus nasceu antes do ano 1 d.C., provavelmente entre 6 a.C. e 4 a.C.. Isso porque as escrituras relatam que o nascimento ocorreu durante o reinado do Rei Herodes, que faleceu em 4 a.C.


Ano Errado

Jesus não nasceu no ano 1 d.C. ou no "ano zero". O monge Dionísio, o Exíguo, errou os cálculos no século VI ao formular o calendário Católico.


A Questão do Inverno

O Evangelho de Lucas menciona pastores dormindo nos campos com seus rebanhos na noite do nascimento. No inverno da Judeia (dezembro), as temperaturas são muito baixas e chuvosas, o que indica que o nascimento provavelmente ocorreu na primavera ou no outono.


25 de Dezembro

O dia 25 de dezembro não foi estabelecido pela Bíblia, mas adotado pela Igreja Primitiva no ano 336. Uma estratégia para ressignificar a festa do "Natalis Solis Invicti" Nascimento do Sol Invicto, uma grande festividade romana e mitraica que celebrava o solstício de inverno no hemisfério norte.

No século IV, a Igreja Católica enfrentava debates sobre a divindade de Jesus. Instituir uma festa para a sua "apresentação ao mundo" reforçou a doutrina da encarnação do Verbo.

No ano 380 o Natal tornou-se uma celebração oficial do Império Romano.


O Mito da Estrela de Belém

Eventos descritos, como uma estrela que para sobre um local específico ou a visita de magos do oriente, são vistos por muitos críticos não como fatos literais, mas como recursos literários e teológicos usados pelos evangelistas para proclamar a grandeza de Jesus.


O Mito dos Reis Magos

O texto bíblico não diz que eram "três" reis, tampouco cita seus nomes (Melchior, Baltasar e Gaspar); menciona apenas "magos" (sábios ou astrólogos) vindos do Oriente. 

A palavra original em grego é Magoi, termo usado na época para designar astrônomos, astrólogos, sábios ou conselheiros da corte, provavelmente vindos da região da Pérsia do Império Arsácida 247 a.C.-224 d.C.

•Melquior ou Belchior: Representado como um homem velho de cabelos brancos, vindo da Europa ou da Pérsia.

•Gaspar: Retratado como um jovem imberbe, vindo da Ásia ou da Índia.

•Baltasar: Representado a partir do final da Idade Média como um homem negro, representando a África ou a Arábia.


Genealogia

As linhagens apresentadas nos evangelhos de Mateus e Lucas possuem diferenças significativas, o que leva céticos a questionarem a veracidade histórica da linhagem de Jesus.


O Censo de Quirino

Historiadores apontam que o recenseamento romano exigindo que José viajasse a Belém ocorreu anos após a morte de Herodes, criando um conflito de datas nos relatos.


O Mito da Manjedoura

A imagem de uma estalagem comercial que rejeitou o casal, forçando-os a ir para uma cabana isolada na floresta, decorre de traduções imprecisas da palavra grega kataluma, que significa "quarto de hóspedes" ou "sala de cima", e não um hotel.

O mais provável é que José e Maria tenham se hospedado na casa de parentes em Belém. Como a sala de hóspedes estava cheia devido ao recenseamento, eles ficaram na parte inferior da casa, onde os animais eram guardados à noite para proteção e aquecimento, justificando a presença da manjedoura (o cocho dos animais) no ambiente familiar.


sábado, 27 de junho de 2026

JESUS HISTÓRICO - PARTE II

 


Antes de mais nada, devemos separar o Jeus Bíblico que nunca existiu do Jesus Histórico, não é provado exatamente que este Jesus Histórico existiu, mas há indícios, vislumbre ou conjectura de sua existência. 

Esse negócio de negar a existência de Jesus começou no Iluminismo que nasceu entre os anos de 1700 e 1715 na França. Os filósofos iluministas Vonet e De Pui, foram um dos primeiros a contestar a existência de Jesus Cristo.

Para se ter uma ideia do quanto a existência de Cristo é rica nas suas fontes, foram analisadas analogamente as biografias de Alexandre, o Grande e as de Jesus Cristo. As duas biografias mais antigas sobre a vida de Alexandre foram escritas por Adriano e Plutarco depois de mais de 400 anos da morte de Alexandre, ocorrida em 323 AC e mesmo assim os historiadores consideram-nas muito confiáveis. Para a maioria dos historiadores, nos primeiros 500 anos, a história de Alexandre ficou quase intacta. Portanto, comparativamente, é insignificante saber que os evangelhos foram escritos 60 ou 30 anos (isso no máximo) depois da morte de Jesus e esse tempo seria insuficiente para se mitificar uma pessoa.


Iluminismo

Antes do Iluminismo não temos relatos registrados de alguém negando a existência física de Jesus.

Após sua morte, seus próprios inimigos odiavam sua mensagem e seus discípulos, estes eram perseguidos sem dó, pena ou misericórdia, diziam que seus pregadores eram mentirosos, inventores de uma nova religião, seita e superstição, mas não diziam que Jesus nunca existiu.

Bruno Bauer filósofo alemão que viveu de 1809-1882, portanto, 72 anos. Ele era da escola Racionalista, que é uma corrente do Iluminismo, também defendia a "não existência de Jesus Cristo".

E olha que interessante, Bruno Bauer foi professor de Karl Marx! 

De 1839 a 1841, Bauer foi professor, mentor e amigo próximo de Karl Marx , mas em 1841 eles romperam. Marx, com Friedrich Engels , formulou um programa socialista e comunista que Bauer rejeitou firmemente. Marx e Engels, por sua vez, expressaram sua ruptura com Bauer em dois livros: A Sagrada Família 1845 e A Ideologia Alemã 1846.

E quem defendia a não existência de Jesus Cristo em seus discursos comunistas? Isso mesmo, Karl Marx. E da mesma proporção que crescia a pregação da não existência de Jesus Cristo, aumentava também o comunismo. Olha que interessante!

Não estou defendendo ou condenando um Estado Ateu, nem a existência ou inexistência do Sistema Religioso, pois Jesus Cristo não tem nada a ver com o sistema religioso.

Mas é fato que, esse negócio de Jesus Cristo não existir, vem do século XVIII com o advento do Iluminismo surgido na Europa, e com o nascimento do Iluminismo, temos de lambuja o Comunismo, que é a continuação do Iluminismo só que às avessas.

Eu concordo que o Iluminismo lutava contra a Igreja Católica e contra as Igrejas Evangélicas que eram advindas da Reforma Religiosa. Mas não tem como misturar uma pessoas com um segmento sistemático religioso, pois Jesus e o Sistema Religioso são por si próprios, antagônicos.


Judeus

Os próprios Judeus que odeiam a Cristo, nunca disseram que ele nunca tenha existido, a própria Religião Judaica não nega a existência de Jesus, como o próprio Talmud, Jesus é xingado, desvalorizado pela religião Judaica, mas nunca negado sua existência.

A própria história do Judaísmo, é visto que Jesus é ridicularizado, mas nunca negado sua existência, vemos isso no próprio livro de Atos dos Apóstolos, onde os religiosos judaicos perseguem os discípulos, detestam as mensagens de Cristo, rebaixam o movimento a uma mera seita de idólatras e de pessoas mal caráter, mas não negam a existência de Jesus Cristo.


Epístolas Autênticas de Paulo

Primeira aos Tessalonicenses, Filipenses, Primeira aos Coríntios, Segunda aos Coríntios, Gálatas e Romanos. Menos a carta a Filemon.

Além de termos os evangelhos apócrifos, por exemplo, o evangelho de Tomé que fala sobre Jesus.

A primeira escritura do Novo Testamento é a Epístola de Paulo aos irmãos que moravam na cidade de Tessalônica, como é conhecida, é a Carta aos Tessalonicenses, não foram os Evangelhos a serem escritos primeiro. A carta aos Tessalonicenses foi provavelmente escrita por volta de 50-51 d.C., durante a segunda viagem missionária de Paulo, enquanto este se encontrava em Corinto. A segunda carta aos Tessalonicenses foi escrita pouco tempo depois, possivelmente em 51 d.C., também em Corinto.

O próprio Paulo deve ter nascido por volta dos anos 5 a 10 d.C., em Tarso, na Cilícia (atual Turquia), ele próprio era um contemporâneo de Cristo. É fato que primeiramente ele era um árduo e temido perseguidor dos seguidores de Cristo, nem ele, quando perseguidor temível e terrível, ousou em negar a existência de Jesus Cristo.

Em sua primeira carta aos moradores de Tessalônica ou I Tessalonicenses, ele escreve que os Judeus são inimigos dos discípulos de Cristo, o seguidores da religião judaica fazem inúmeras acusações contra os Cristãos, mas não é mencionada na carta que os Judeus negaram a existência de Jesus Cristo.


Flávio Josefo

Historiador judeu 37-95, escreveu: "Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fiéis não renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia ele lhes apareceu ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos" (Antiguidades Judaicas, XVIII, 63a).

Flávio Josefo também relata: "(O sumo sacerdote) Hanan reúne o Sinedrim em conselho judiciário e faz comparecer perante ele o irmão de Jesus cognominado Cristo (Tiago era o nome dele) com alguns outros" (Flavio Josefo, Antiguidades Judaicas, XX, p.1, apud Suma Católica contra os sem Deus, dirigida por Ivan Kologrivof. Ed José Olympio, Rio de Janeiro 1939, p. 254). E mais adiante, no mesmo livro, escreveu Flávio Josefo: "Foi naquele tempo (por ocasião da sublevação contra Pilatos que queria servir-se do tesouro do Templo para aduzir a Jerusalém a água de um manancial longínquo), que apareceu Jesus, homem sábio, se é que, falando dele, podemos usar este termo -- homem. Pois ele fez coisas maravilhosas, e, para os que aceitam a verdade com prazer, foi um mestre. Atraiu a si muitos judeus, e também muitos gregos. Foi ele o Messias esperado; e quando Pilatos, por denúncia dos notáveis de nossa nação, o condenou a ser crucificado, os que antes o haviam amado durante a vida persistiram nesse amor, pois Ele lhes apareceu vivo de novo no terceiro dia, tal como haviam predito os divinos profetas, que tinham predito também outras coisas maravilhosas a respeito dele; e a espécie de gente que tira dele o nome de cristãos subsiste ainda em nossos dias". (Flávio Josefo, História dos Hebreus, Antiguidades Judaicas, XVIII, III, 3 , ed. cit. p. 254). (1, pg. 311 e 3).


Talmud

O próprio Talmud não fala que Jesus Cristo não existiu, os 63 tratados em hebraico e aramaico que compõe o Talmud, tem-se algumas passagens sobre um tal Yeshu, que muitos interpretam como sendo Jesus, e esse Yeshu é muito mal falado no Talmud, mas não vemos os 63 tratados do Talmud negando a existência de Yeshu.

O que os escritores rabínicos do Talmud fazem é escrever argumentações blasfêmias, ofensas e todo xingamento contra Yeshu (Jesus), mas estas argumentações são escárnios e menções pejorativas contra Cristo, mas não contra sua existência, ou seja, o Talmud não nega a existência de Cristo, ele afirma a existência de Cristo, ele escarneia Jesus, mas não rejeita sua existência.


Manuscritos do Mar Morto

Os MM são uma grande quantidade de documentos encontrados em várias cavernas próximas ao Mar Morto, na Palestina. Foi provavelmente em 1947 que surgiram os primeiros deles numa caverna em Wadi Qumran, situada nas escarpas ocidentais do norte desse mar. Depois disso, foram achados outros tantos fragmentos de rolos de papiro e até livros inteiros, como o de Isaías. Paul Frischauer escreveu o seguinte em seu livro Está Escrito – Documentos que Assinalaram Épocas (p. 105) sobre o Rolo de Isaías: “O texto mais antigo em língua hebraica, o Rolo de Isaías, encontrado em 1947 em Ain Fekskha, no Mar Morto, provém de uma época ao redor do ano 100 antes da nossa era. Seu conteúdo confere, palavra por palavra, com os trechos textuais correspondentes do Códex Petropolitanus, escrito no ano 916 da nossa era e que, antes do achado de Isaías, era tido como o mais antigo original em língua hebraica do Velho Testamento.”

A esse acervo de documentos deu-se o nome de Manuscritos do Mar Morto. E “os Manuscritos do Mar Morto são, talvez, o acontecimento arqueológico mais sensacional do nosso tempo!”[1] Os estudos demonstraram que esses manuscritos foram escritos no período que vai do século 2 a.C. até o século 2 d.C., portanto, cerca de duzentos anos antes do tempo de Jesus Cristo, e cerca de 1000 anos antes da cópia mais antiga até então.

Esse fato é, também, confirmado pelo pesquisador Hugh J. Schonfield, no livro A Bíblia Estava Certa – Novas Luzes Sobre o Novo Testamento. Ali, na página 39, o autor diz: “Quando os pergaminhos do Mar Morto foram desencavados de uma gruta em Khirbet Qumran, lá pelas margens do noroeste daquele mar, o primeiro de todos a ser desenrolado e examinado em Jerusalém, em 1948... era precisamente um dos livros, ou rolos, do profeta Isaías. Perpassou por todo o orbe um calafrio ao fazer-se saber que esse manuscrito datava de cerca de 100 anos antes de Cristo. Era um milênio mais antigo do que qualquer cópia conhecida.” O manuscrito mais antigo, no entanto, é um fragmento do livro de Samuel, do ano 225 a.C., achado na caverna número 4.

A datação do edifício principal de Khirbet Qumran foi facilitada pelo fato de que muitas moedas foram ali achadas. Como de Vaux observou, “as datas são confirmadas [também] pela cerâmica em diferentes partes do edifício” (Citado por S. J. Schwantes, em Arqueologia, p. 135).

Já foram encontrados fragmentos de todos os livros da Bíblia, exceto Ester. E o fato de que há somente variações mínimas entre o texto dos manuscritos de Qumran e o texto tradicional do Antigo Testamento, testemunha do cuidado extremo com que o texto hebraico foi transmitido de geração em geração. “As variações têm que ver em geral com ortografia, divisão de palavras e substituição de uma palavra por um sinônimo, etc., mas não afetam o sentido fundamental do texto” (Ibidem, p. 136).

Durante alguns anos, a tradução dos manuscritos permaneceu restrita a um reduzido número de especialistas, o que trouxe algumas suspeitas. Felizmente, em novembro de 1991 a biblioteca Huntington, da Califórnia, acabou com as especulações, tornando públicas fotocópias de todos os fragmentos. Com isso, a exclusividade sobre o material trancafiado em Jerusalém perdeu o sentido. Venceu a transparência.

No livro Para Compreender os Manuscritos do Mar Morto (Ed. Imago, 1993), à página 150, Frank Moore Cross afirma que “Willian Foxwell Albright, o mais notável arqueólogo especializado em Oriente Próximo e epigrafista hebraico da sua geração, imediatamente saudou o achado como a maior descoberta de manuscritos dos tempos modernos”.

E esses manuscritos, “longe de apontar contradições oriundas de copistas descuidados ou erros que empanassem a verdade do Livro de Deus, confirmaram tudo o que se encontra na nossa Bíblia hoje”. “Graças aos rolos do Mar Morto, reaprendemos a ler o Antigo e o Novo Testamentos. O próprio Jesus, com Suas reações frente a temas tão diversos quanto a pureza, a monogamia, o divórcio, torna-Se mais compreensível. Porque os textos evangélicos reencontraram um pano de fundo histórico, um país, um território.”[3] “Os famosos Manuscritos do Mar Morto trouxeram tantas evidências em favor da exatidão das cópias da Bíblia que possuíamos, que as críticas feitas às Escrituras Sagradas perderam completamente sua razão de ser e algumas delas caíram até no ridículo.


Didaquê 

Também conhecido como Instrução dos Doze Apóstolos ou Doutrina dos Doze Apóstolos.

É um manual de instrução cristã primitiva que contém algumas citações e referências sobre Jesus. Ela não é uma coleção de citações diretas de Jesus, mas sim um texto que se baseia nos ensinamentos e exemplo de Jesus para guiar a vida dos cristãos.  É um dos textos mais antigos da literatura cristã não canônica. 

São escritos anteriores a destruição do templo de Jerusalém, entre os anos 60 e 70 d.C. Outros estimam que foi escrito entre os anos 70 e 90, contudo são coesos quanto a origem sendo na Judeia ou Síria. 

A Didaquê foi descoberta em 1873 pelo grego Filoteu Bryennios, em um manuscrito do século XI. Desde então, tem sido objeto de estudo e debate entre os estudiosos da Bíblia e da história do cristianismo.


Documentos de Escritores Romanos 110-120

Tácito: Por volta do ano 116, falando do incêndio de Roma que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta: "Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma" (Anais XV,44).


Plínio o Jovem: Governador romano da Bitínia (Asia Menor), escreveu ao imperador Trajano, em 112: "...os cristãos estavam habituados a se reunir em dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus" (Epístolas, I.X 96).


Suetônio: No ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio (41-54), afirma que este "expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Chrestós (forma grega equivalente a Christós), se haviam tornado causa frequente de tumultos" (Vita Claudii, XXV). Esta informação coincide com o relato de Atos 18,2 ("Cláudio decretou que todos os judeus saíssem de Roma"); esta expulsão ocorre por volta do ano 49/50. Suetônio, mal informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as desordens.


Tertuliano 155-220 d.C.

Escritor latino. Seus escritos constituem importantes documentos para a compreensão dos primeiros séculos do cristianismo. Ele escreveu: "Portanto, naqueles dias em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo...".


Personagem Estudado

Nenhum personagem fora tanto escrutinado como o homem de Nazaré; cientistas, arqueólogos, paleontólogos, antropólogos, historiadores, sociólogos, psicólogos, teólogos, ateus, agnóstico... Enfim, todos querem comentar sobre esse personagem chamado Jesus! Uns para abordar sua importância sociológica e o teor de suas mensagens, outros para absorver sua teologia e ensinamentos. Entretanto, os que mais chamam atenção e batem recordes de vendas de livros e revistas, são aqueles que querem desmistificar o homem Jesus ou aqueles que arvoram a não existência do Cristo. A mídia atual sabe que, apesar da morte de Deus ter sido anunciada pelos iluministas, o mundo está cada vez mais voltado à religiosidade e ao espiritualismo, por isso as abordagens sobre o tema se tornam cada vez mais acirradas e controvertidas.

Um desses autores que tem batido recordes de vendas é a escritora K. Armstrong, ela afirma o seguinte sobre a existência de Jesus:

"Sabemos muito pouco sobre Jesus. O primeiro relato mais abrangente sobre sua vida aparece no evangelho segundo Marcos, que só foi escrito por volta do ano 70, cerca de 40 anos depois de sua morte. Aquela altura, os fatos históricos achavam-se misturados a elementos míticos... É esse significado, basicamente, que o evangelista nos apresenta, e não uma descrição direta e confiável".

E tem mais, embora os Gathas de Zoroastro, que datam de 1000 a.C., sejam consideradas autênticas, a maior parte das escrituras do zoroastrismo só foram postas por escrito no século III d.C. A biografia Persa mais popular de Zoroastro foi escrita em 1278 d.C. Os escritos de Buda, que viveu no século VI a.C., só foram registrados depois da era cristã. A primeira biografia de Buda foi escrita no século I d.C. Embora as palavras de Maomé (570-632 d.C.) estejam registradas no Alcorão, sua biografia só foi escrita em 767 d.C., mais de um século depois de sua morte. Portanto, o caso de Jesus não tem paralelo, e é impressionante o quanto podemos aprender sobre ele fora do Novo Testamento... Ainda que não tivéssemos nenhum dos escritos do Novo Testamento e nenhum outro livro cristão, poderíamos ter um prisma nítido do homem que viveu na Judéia no século I. Saberíamos, em primeiro lugar, que Jesus era um professor judeu; segundo, muitas pessoas acreditavam que ele curava e fazia exorcismos; terceiro, algumas acreditavam que ele era o Messias; quarto, ele foi rejeitado pelos líderes judeus; quinto, foi crucificado por ordem de Pöncio Pilatos durante o reinado de Tibério; sexto, apesar de sua morte infame, seus seguidores, que ainda acreditavam que ele estivesse vivo, deixaram a Palestina e se espalharam, assim é que havia muitos deles em Roma por volta de 64 d.C.; sétimo, todo tipo de gente, da cidade e do campo, homens e mulheres, escravos e livres, o adoravam como se ele fosse Deus. Sem dúvida a quantidade de provas corroborativas extrabíblicas é muito grande. Com elas, podemos não somente reconstruir a vida de Jesus sem termos de recorrer à Bíblia como também ter acesso à informação sobre Cristo por meio de um material mais antigo do que os próprios evangelhos. (Adaptado de 7 pg. 113 e 114).


Sua Divindade e Milagres

A questão da divindade de Jesus e sobre dos atos milagrosos que supostamente ele tenha feito, nem pode ser objeto de estudos, pois nenhuma destas coisas aconteceram. Os milagres de Jesus nunca aconteceram e ele não ressussitou ao terceiro dia, e nem é deus. 

Mas não é possível negar que não tenha existido um homem chamado Jesus que pregou uma forma diferente e especial sua mensagem. 

Não posso provar o Jesus Deus, nem provar o Jesus Milagreiro, mas posso concluir com a absoluta razão que o Jesus com tais feitos de prédica e eloquência e sabedoria, realmente existiu.

Como também não dá para provar que Pitágoras existiu, Sócrates é outro personagem histórico que não se tem prova de sua existência, Homero, Aleijadinho, Shakespeare, Papisa Joana, Confúcio, Guilherme Tell, etc.


JESUS HISTÓRICO - PARTE I



A história nega que o deus Jesus, já a questão do dito Jesus histórico não é um consenso de que ele tenha existido, no máximo, o que se tem, são suposições e algumas evidências. Mas o que é concreto é que o personagem bíblico e religioso Jesus é apenas mais um deus inventado como todos os outros.

A personagem Jesus Cristo, não é citado nunca por qualquer historiador, pensador ou narrador durante os séculos I e II, ou por quem quer que seja em todo o mundo daquela era.

Autores daquela época como Sêneca, nascido 4 anos antes da era comum e falecido 65 anos depois da era comum, Plínio, o Velho (23 - 79), Quintiliano (39–96), Epitectus (55–135), Marcial (38–103), Juvenal (55–127), Plutarco (46–119), Plínio, o Jovem (61–113), Suetónio (69–122), Tácito (56-120), Philo-Jadaeus conhecido como Fílon de Alexandria (15 aec 50 ec), Flavius Josephus, (37–103), Justus de Tiberíades (35-100), nenhum deles cita um Jesus Cristo em seus textos. 

As breves referências sobre ele supostamente feitas por F. Josefo, Suetónio e Tácito, ou Plínio o jovem, foram consideradas criminosas adulterações levadas a cabo pelos criminosos do Vaticano com interpolações tardias, posteriores feitas pelo tenebroso bispo Eusébio de Cesareia e logo não são referências autênticas.

Todos os relatos existentes dos séculos I e II sobre a História Romana e Judaica ou outra qualquer de qualquer parte do mundo, não mencionam J. Cristo nenhum. 

O nome de Jesus Cristo, só aparece nas narrativas do Império romano, a partir da adoção do Cristianismo no ano 325, data do Concilio de Niceia que criou a divindade Jesus, Concilio esse feito pelo Imperador Constantino e pelo bispo Eusébio de Cesareia e seus capangas cristãos do Vaticano. 

Segundo os relatos cristãos, Jesus teria enfrentado e convulsionado o Império Romano já nos primeiros séculos, mas a História Romana, Judaica ou outra qualquer daquela era, não menciona os fatos alegados pelos farsantes do cristianismo, o Vaticano e seus acólitos mafiosos. 

Como poderia, por exemplo, Jesus, ser oriundo de Nazaré e ser conhecido como o nazareno, se a aldeia de Nazaré só veio a surgir no século III-IV?

De entre os escritores daquela era mais conhecidos, só Filon de Alexandria foi contemporâneo da dita vida do dito Jesus Cristo e este poderia ser testemunha da dita existência de Jesus, porém nem nunca tal nome ele o menciona. 

Suetónio, Plinio, Tácito e até o grande Flávio Josefo, todos eles nasceram depois do ano 33, mas os farsantes, os falsificadores e os ingênuos crentes, acham que eles pode ter mencionado o nome de Jesus, o que não é verdade, pois se provou que os escritos desses autores foram adulterados por vigaristas cristãos na vã tentativa de fazerem crer que Jesus existiu, criando falsas provas. 

Ora esses autores nunca poderiam ter mencionado o nome de J. Cristo, pelo simples fato de que antes deles, ninguém o ter mencionado em parte alguma, não só em Roma, Egito, Síria, Palestina, etc, mas em todo o mundo e de portanto, não existirem fontes anteriores.

Logo se não há, se não havia fontes anteriores a esses escritores, como poderiam tais autores responsáveis e sérios, mencionarem um nome de uma personagem, se não tinham fontes anteriores a eles para se basearem? 

É evidente que é uma falsa prova e uma burla, com adulteração de escritos desses escritores.

Já sobre aquele que poderia ser a verdadeira testemunha da existência do inventado do J. Cristo, Fílon de Alexandria nada de nada em seus escritos Filon refere tal vida e morte de tal dita personagem e claro, que os tolos que se acham historiadores e os crentes religiosos e a própria ICAR e suas filiais da cristandade, a isto se omitem e nada de nada o comentam, pois não lhes convêm.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

O REAL SIGNIFICADO DO NOME MOISÉS



Vamos lembrar que o profeta mais famoso da Bíblia Hebraica nunca existiu. Isso mesmo, Moisés nunca existiu, é um personagem fictício. 

Tendo isso em mente, vamos analisar o real significado de seu nome. Moisés que nasceu no Egito, teria, claro, nome egípcio. Seu nome não poderia ser hebraico. 

Na língua egípcia, a raiz msy (frequentemente traduzida para o inglês como mose , mosis ou mses ) significa "nascido de" ou "criança". Essa raiz era usada quase exclusivamente como um sufixo anexado ao nome de uma divindade específica para criar o que os historiadores chamam de nome teofórico. Por exemplo, o nome Ramsés significa "nascido de Rá" (o deus sol), Tutmés significa "nascido de Thoth" (o deus da sabedoria) e Ptahmés significa "nascido de Ptah" (o deus criador).

Estudiosos acreditam que o Moisés bíblico originalmente tinha um nome egípcio padrão que incluía um prefixo divino. Com o tempo, esse prefixo foi omitido. Isso provavelmente ocorreu por meio de um encurtamento linguístico natural ou porque os israelitas posteriores removeram intencionalmente o nome de um deus estrangeiro do título de seu patriarca fundador. Quando o prefixo é removido, o nome simplesmente se torna "Criança" ou "Aquele que Nasceu".

Essa realidade linguística se conecta diretamente a figuras históricas do Novo Império Egípcio, principalmente Amenmesse. Amenmesse ("nascido de Amon") foi um faraó do final da 19ª Dinastia que governou brevemente por volta de 1202–1199 a.C. Ele foi um usurpador que tomou o trono do legítimo herdeiro, Seti II. Após um breve conflito civil, a facção de Amenmesse foi derrotada, seus monumentos foram destruídos e ele desapareceu dos registros históricos.

Como Amenmesse era uma figura real rebelde com um nome que começa com "Moisés" e que entrou em conflito com a corte estabelecida durante o período associado ao Êxodo, alguns historiadores e egiptólogos propuseram teorias que o ligam ao Moisés bíblico. O egiptólogo alemão Rolf Krauss, por exemplo, argumentou que a história de Moisés fugindo do Egito poderia ser uma memória cultural do príncipe Amenmesse fugindo após sua tentativa fracassada de usurpação.

A egiptologia tradicional considera amplamente a identificação direta de Amenmesse como Moisés como especulativa. No entanto, a conexão linguística permanece indiscutível. O nome Moisés é autenticamente egípcio, encaixando-se perfeitamente nas convenções de nomenclatura aristocrática da era em que o Êxodo é tradicionalmente situado.


POR QUE NÃO EXITEM RELATOS DE TESTEMUNHAS OCULARES DE JESUS



Parece estranho que ninguém, além de Paulo, tenha escrito sobre Jesus até pelo menos quarenta anos após sua morte. Mesmo Paulo nos diz que apenas transmitiu o que lhe fora contado. O Evangelho de Tomé, que alguns acreditam ser o primeiro evangelho escrito, contém apenas ditos atribuídos a Jesus, mas nada que confirme a existência de um Jesus histórico. No Evangelho de Marcos, o primeiro evangelho narrativo a ser escrito, muitos dos eventos são tão claramente baseados em histórias do Antigo Testamento ou no folclore grego que é improvável que sejam verdadeiros. Portanto, devemos a nós mesmos investigar se de fato existiu um Jesus histórico e, em caso afirmativo, se ele realizou algum dos milagres ou disse alguma das coisas que lhe são atribuídas. Possíveis respostas para essa pergunta incluem:

Jesus foi originalmente adorado como um Filho celestial de Deus que nunca esteve na Terra, mas foi eufemizado como um grande líder religioso;

Jesus era um pregador itinerante, provavelmente um dos vários que viveram na Galileia no início do primeiro século, cuja vida teria sido esquecida se o autor do evangelho não tivesse optado por embelezar a narrativa com ditos, milagres e exorcismos que atraíam os crédulos;

Houve testemunhas oculares de alguns dos eventos atribuídos a Jesus, mas, devido ao baixíssimo índice de alfabetização na Galileia, nenhuma dessas testemunhas conseguiu registrar o que viu: elas podem ter transmitido suas experiências a evangelistas que escreveram os evangelhos, possivelmente de forma exagerada ou distorcida.


sábado, 20 de junho de 2026

JESUS NÃO DEIXOU MARCA NA HISTÓRIA



Acredito que existam duas explicações para Jesus ser completamente desconhecido da história…

Ou Jesus era inteiramente mítico e nunca existiu de fato, ou Jesus era um rabino judeu irremediavelmente obscuro sobre quem ninguém escreveu uma palavra durante sua vida, e que se tornou um mito após sua morte, graças à propaganda do culto cristão.

Em ambos os casos, o resultado final é o mesmo: os "milagres" eram um disparate inventado, os evangelhos e o livro de Atos são ficções de fãs, as profecias de que Jesus "retornaria" enquanto seus discípulos, acusadores e executores ainda estivessem vivos falharam, e Jesus agora é um mito.


Exemplos de absurdos  nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos

A história absurda do "nascimento virginal" faz com que os autores de Mateus e Lucas se contradigam a cada passo com absurdos incompreensíveis e irreconciliáveis. Enquanto isso, o apóstolo Paulo, os autores dos evangelhos de Marcos e João e os primeiros pais da igreja nada sabiam sobre um "nascimento virginal". Como isso é possível, a menos que o "nascimento virginal" tenha sido inventado muito tempo depois? (Se é que de fato existiu.)


A Estrela de Belém

A estrela mágica de Belém era conhecida apenas pelo mentiroso descarado que escreveu o Evangelho de Mateus.

E como é que uma “estrela” muda de curso de Jerusalém para Belém e depois aponta para uma casa específica?

Por que Deus não enviou os Magos diretamente para Belém, em vez de guiá-los para Jerusalém para que Herodes pudesse instigar o " massacre dos inocentes ", desconhecido por todos os outros escritores da Bíblia e por todos os historiadores judeus?

Por que o anjo não avisou TODOS os pais dos bebês em perigo, salvando suas vidas, em vez de avisar apenas o menino Jesus?

Por que José não avisou seus vizinhos antes de fugir com sua família?

Será que Deus ressuscitou Herodes, que morreu em 4 a.C., para que ele pudesse massacrar bebês durante o censo de Quirino uma década depois?

Será que Deus, os anjos e José ajudaram e instigaram o "massacre dos inocentes", ou será que o autor de Mateus inventou essa maldade absurda em sua tentativa de retratar Jesus como um Moisés novo e melhorado?

Você provavelmente já imagina qual é a minha opinião.


Zumbis Bíblicos

No entanto, minha parte favorita das bobagens bíblicas é o ridículo Apolápio Zumbi. Segundo o fabuloso mentiroso que escreveu Mateus, “muitos” cadáveres reanimados apareceram para “muitas” pessoas em Jerusalém, mas ninguém mais se deu ao trabalho de mencionar esse evento surpreendente, fora da Bíblia, ou mesmo dentro dela.

“Ah, que chato. Lá vai Jesus, ressuscitando mortos aos montes e provando que ele é o Messias pelo qual todos temos orado. Não vamos contar para ninguém. Ah, que chato.”

Além disso, Jesus teria sido as últimas frutas, e não as primícias da ressurreição, se essa bobagem fosse verdade, já que a Bíblia diz que Jesus ressuscitou três dias depois .

Ouso afirmar que nenhum outro escritor bíblico se atreveria a abordar o Apolápio Zumbi nem com uma vara de dez metros?


Eclipse Mundial 

E não são só os zumbis. Mateus afirma que houve um eclipse mundial de três horas enquanto Jesus supostamente estava sendo crucificado. Como o eclipse mais longo já registrado durou pouco mais de sete minutos, um eclipse de três horas teria aterrorizado metade do planeta. Mas ninguém, em lugar nenhum, mencionou o fim do mundo.

Por quê? Porque isso nunca aconteceu.


Terremoto

Mateus também afirma que houve um terremoto que partiu rochas e abriu sepulturas quando Jesus supostamente morreu. Mas as rochas têm mais integridade estrutural do que as casas do primeiro século, então um terremoto desse tipo teria arrasado Jerusalém, e sabemos que isso não aconteceu.


A Sombra de Pedro

Outra bobagem bíblica favorita é a do apóstolo Pedro curando todos os doentes em Jerusalém e cidades vizinhas, aparentemente com a sua sombra!

Se essa história fosse verdade, Pedro seria a pessoa mais famosa da Judeia e de toda a Palestina, mas ninguém mencionava o seu nome ou a sua igreja milagrosa em Jerusalém, exceto na propaganda da seita cristã.

Eu poderia continuar falando sem parar, mas você entendeu a ideia.


Erros dos Historiadores Clássicos

Quanto a Flávio Josefo, impressionantes 92,4% dos estudiosos que expressaram opiniões sobre o texto de Josefo chamado Testimonium Flavianum consideraram-no uma falsificação cristã, seja em grande parte ou totalmente. De fato, alguns especialistas acreditam conhecer o falsificador: o notório falsificador cristão Eusébio. Em todo caso, não há uma única testemunha confiável da historicidade de Jesus no primeiro século d.C. , fora do altamente duvidoso culto cristão.

Tácito escreveu um século depois do ocorrido (ou da ficção) e errou o título do cargo de Pilatos, dizendo-nos que ele estava repetindo boatos cristãos, e não consultando os arquivos romanos, onde Jesus permanece desconhecido até hoje.

Boatos não são provas, especialmente quando se originam de uma seita conhecida por suas inúmeras mentiras e falsificações. Especialistas consideram metade das epístolas de Paulo como falsificações, assim como todas as epístolas de Pedro, Tiago e João.

Em conclusão, a Bíblia é uma coleção de contos de fadas antigos. E são contos de fadas tão mal contados que fazem o deus bíblico parecer um idiota maligno e incompetente.

Deus precisava de editores melhores.


Jesus é Falso ou Verdadeiro?

Se Jesus realmente existiu ou não, no fim das contas, não faz diferença. Quer ele tenha começado como um mito ou se tornado um mito, Jesus agora é uma mistura mítica de "salvadores" muito mais antigos, como Osíris, Hórus, Dionísio, Rômulo, Krishna, Mitra, Átis e outros.

A Bíblia foi escrita com base no princípio: "Tudo o que o seu 'deus' pode fazer, o nosso 'deus' pode fazer melhor!"

Independentemente do que outros "deuses" fizeram, os autores da Bíblia disseram que Jesus também fez. E assim, Jesus transformou água em vinho como Dionísio, andou sobre a água e controlou as ondas como Poseidon, ressuscitou os mortos como Asclépio e Inana, e encontrou amigos em uma estrada após sua "ressurreição" para explicar sua divindade a eles, como Rômulo, etc.


O JESUS REAL



Se Jesus fosse uma completa invenção, criado do nada, então não haveria necessidade da história totalmente ridícula do nascimento de Jesus.

Não há registro histórico de um censo realizado pelos romanos naquela época. O problema é que Herodes, o Grande, faleceu comprovadamente no ano 4 a.C.. No entanto, o famoso Censo de Quirino na Judeia foi registrado pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no ano 6 d.C., cerca de dez anos após a morte de Herodes, o que não bate com o relato bíblico.

O censo real, aconteceu mesmo no ano 6 d.C.. Este recenseamento é amplamente documentado fora da Bíblia. Ele ocorreu quando o Império Romano destituiu Herodes Arquelau (filho de Herodes, o Grande) e transformou a Judeia diretamente em uma província romana, mas não foi antes de Cristo, e sim depois de Cristo, no ano 6, mas Jesus nasceu antes, então, temos um probleminha ai.

Além disso, que tipo de censo exigiria que alguém viajasse por semanas até suas terras ancestrais? E mesmo que José pertencesse a uma tribo com direito a voto (pesquise), por que ele simplesmente não diria isso ao recenseador em sua casa?

Quer dizer, qual o sentido de fazê-lo viajar até Belém para ser "inscrito num recenseamento"? Que utilidade teria esse recenseamento? José não tinha literalmente nada em Belém. Nem mesmo um lugar para urinar.

Além disso, por que diabos ele precisaria colocar sua esposa grávida de nove meses em um jumento e levá-la consigo? E eu disse esposa? Quis dizer mulher com quem ele ainda não era casado. Naquela época e lugar, as mulheres tinham um status que ficava entre o de animais de criação e o de objetos de decoração. Então, por que ele precisaria levá-la consigo?

É tão incrivelmente estúpido que, quanto mais você pensa nisso, mais estúpido fica.

Então, por que essa história ridícula? Bem, a antiga profecia judaica sobre o Messias dizia que Ele nasceria em Belém. E lembremos que Jesus de Nazaré, muitas vezes chamado de "O Nazareno", era um residente de... Isso mesmo, Nazaré.

Se ele fosse inteiramente fictício, seria apenas Jesus de Belém. Em vez disso, é provável que Jesus fosse de fato uma pessoa real que viveu no Levante na época correta e que provavelmente era um pregador itinerante, como tantos outros que infestam a região desde tempos imemoriais.

Muito provavelmente, ele foi preso pelos romanos numa operação contra os "encrenqueiros" locais e executado. Provavelmente, ele nunca teve a chance de falar com Pilatos ou com qualquer outra pessoa. Provavelmente, simplesmente o agarraram e o colocaram na cruz algumas horas depois ou no dia seguinte.

Ele não era o filho de Deus e provavelmente era apenas um cara qualquer que foi crucificado por dizer como seria ótimo se fôssemos todos gentis uns com os outros e não julgássemos uns aos outros. E tem mais, ele continua mortinho da silva, não ressuscitou. 


REGISTROS DO JULGAMENTO DE JESUS



O Império Romano da época de Cristo mantinha registros meticulosos. Por que, então, não há registro do julgamento de Jesus?
É literalmente impossível conceber o quão pouco sobreviveu dos registros mundanos do império.
Considere, por exemplo, que o exército imperial romano manteve entre 250.000 e 450.000 homens em serviço ativo continuamente desde a época de Augusto até pelo menos o século IV. Isso representaria entre 4 e 6 milhões de baixas ao longo dos três primeiros séculos do império.
Só temos essas placas porque eram de bronze: um veterano precisaria delas para reivindicar sua pensão e comprovar sua cidadania, por isso foram feitas para serem duráveis.
Não temos nenhuma cópia do governo. Nenhuma.
No mundo romano, as tábuas de madeira com revestimento de cera eram o equivalente aos cadernos modernos. Existem cerca de 500 exemplares sobreviventes : aproximadamente um para cada ano do Império Romano do Ocidente… representando praticamente todas as transações cotidianas em todo o império .
Imagine tentar reconstruir a história cotidiana dos Estados Unidos, desde sua fundação até os dias atuais, com apenas cerca de 400 folhas de papel. A maioria dos estudantes produz mais do que isso a cada semestre.
Apesar dessas perdas incríveis, temos vislumbres da vida burocrática do império — acidentes climáticos (particularmente no Egito, onde o clima é muito favorável ao papiro ) nos deixaram todo tipo de fragmentos fascinantes: mas são apenas fragmentos.
Assuntos que os romanos consideravam muito mais importantes do que o destino de um provinciano insignificante em um território remoto estão completamente ausentes dos registros que sobreviveram: não temos um censo romano completo nem os registros oficiais de impostos de um único ano (temos apenas estimativas aproximadas para um período vagamente definido no primeiro século). Não temos os poemas de Júlio César , as canções que Nero cantou nos Jogos Olímpicos , os escritos históricos do imperador Cláudio , nem mesmo um relato contemporâneo do mais poderoso conquistador de Roma , Trajano. A trágica verdade da história antiga é que as perdas são inimaginavelmente vastas.
As chances de qualquer registro individual sobreviver são minúsculas: muito piores do que as chances de 5000 para 1 de uma placa de bronze de dispensa médica. Supondo que os registros tenham sido escritos, sua sobrevivência seria nada menos que, digamos, "milagrosa".