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terça-feira, 31 de março de 2026

A FARSA DAS QUATRO ESTAÇÕES

 


As Quatro Estações do Ano são tão verdadeiras, quanto o cair da neve nos trópicos. Acontece que o número 4 é uma convenção baseada na astronomia, que não reflete necessariamente a temperatura e os fenômenos ambientais, e não é adotada de forma igual em todo o mundo. Tradicionalmente, os indianos consideravam que o ano tem 6 diferentes estações, enquanto os chineses o dividem em 24, e os aborígenes australianos, em 5. Mesmo em lugares onde o número de estações é 4, o dia em que começam não é consenso. Na Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, o verão começa no dia 1º de dezembro, em vez do dia 21 ou 22, como no Brasil.

No Brasil, assim como na maioria dos países, as estações são marcadas pela diferença na duração de dia e noite, ou solstícios e equinócios, que são 4 ao longo do ano. Os solstícios, que caem em 21 ou 22 de dezembro, e 20 ou 21 de junho, são os dias com maior diferença.

O dia mais longo do ano é o solstício de verão, e a noite mais longa, o solstício de inverno. 

Em regiões próximas à linha do equador, como a maior parte do Brasil, as variações de luz solar e temperatura não são drásticas o suficiente para criar quatro estações bem definidas. 

Equinócios, caindo em março e setembro, são quando noite e dia têm exatamente a mesma duração. Esses dias marcam o começo das estações, para os países que seguem a regra da  Organização Meteorológica Mundial.

Solstícios e equinócios são indicadores confiáveis da incidência de luz solar, mas não do clima. 

As estações são marcadas por solstícios e equinócios (astronomia), o que não significa que o tempo vai mudar no dia 21. Se dependesse apenas da insolação, o solstício deveria ser o meio e não o começo de verão e inverno – mas há um atraso de semanas por causa do aquecimento e resfriamento dos oceanos.

Muitos consideram que só existem duas estações — verão (temperaturas altas) e inverno (temperaturas baixas) — e que o outono e a primavera são apenas transições.

A divisão pode não ser perfeita em lugar nenhum, mas é muito menos  no Brasil. Na maioria do país, ela não serve para nada: entre os trópicos e o Equador, faz calor o ano inteiro e a diferença na duração de dia e noite é irrisível. Tanto que não existe horário de verão nos estados do Norte e Nordeste, já que não há diferença no comprimento do dia. Há duas estações práticas nos trópicos: de chuva ou seca. 

Claudio Furukawa, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, explica que primavera e outono, na maioria do Brasil, são só importações da Europa. Tão fútil quanto neve no Natal. “O fato de que colocamos efeitos que simulam neve na árvore de Natal é um dos indícios de que festejamos a data de maneira que não pertence ao nosso clima”.

As quatro estações são muito bem marcadas em países de latitudes mais altas, onde há mudanças drásticas de temperatura e fenômenos naturais (neve, floração).

As estações do ano ocorrem devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol durante o seu movimento de translação, que é de 23,5º. Se a Terra não tivesse essa inclinação, as estações não existiriam.


ERROS DE PROFECIAS DA BÍBLIA


As profecias não cumpridas demonstram que os profetas bíblicos eram seres humanos refletindo sobre a sua própria realidade histórica, e não apenas prevendo o futuro de forma linear.

A análise crítica e teológica da Bíblia aponta que, embora o livro seja central para a fé cristã e judaica, existem passagens identificadas como profecias que não se cumpriram historicamente ou que foram interpretadas de formas diferentes ao longo do tempo. Ou seja, houve erros de profecias no chamado Livro Sagrado.


Desculpas Esfarrapadas

Os religiosos fanáticos fundamentalistas querem se defender, dizendo que as profecias se cumpriram, mas de forma espiritual ou simbólica, ou que o cumprimento foi adiado devido à desobediência do povo. Alguns continuacionistas, por exemplo, argumentam que até previsões no Novo Testamento (como a de Ágabo) foram cumpridas de maneira diferente do esperado, sem que isso significasse um erro.

E inda tem o velho falso e bom argumento de que; se a profecia se cumpriu, foi a vontade de Deus se cumprindo. E se a profecia não se cumpriu, foi a vontade de Deus se cumprindo. Pode isso Produção?


Papo Reto

O que acontece na verdade é a chamada "profecia historicizada", onde textos produzidos em um determinado contexto são reinterpretados posteriormente como previsões de eventos futuros, o que pode criar a percepção de uma profecia falha, quando na verdade o texto original tinha outro propósito. É a tal coisa de apelação teológica braba.


Profecias Passadas

A Destruição de Tiro - Ezequiel 26

Ezequiel profetizou que Nabucodonosor destruiria a cidade de Tiro e que ela jamais seria reconstruída. Historicamente, Nabucodonosor sitiou a cidade por 13 anos mas não a conquistou totalmente; a cidade foi reconstruída e existe até hoje no Líbano.


A Desolação do Egito - Ezequiel 29

Foi profetizado que o Egito ficaria desabitado por 40 anos e que o rio Nilo secaria. Não há evidência histórica de um período de 40 anos em que o Egito tenha sido um deserto vazio de humanos e animais.


Retorno Imediato de Jesus - Mateus 24:34

No Novo Testamento, há diversas passagens onde Jesus (ou os apóstolos) sugere que sua volta e o fim dos tempos ocorreriam ainda durante a vida daquela geração (ex: Mateus 16:28, Mateus 24:34, 1 Tessalonicenses 4:15-17). Dois milênios se passaram, o que leva a interpretações teológicas diversas sobre a natureza desse "erro" ou a interpretação do tempo profético.


O Pacto da Circuncisão - Gênesis 17:11-14

A descrição da aliança da circuncisão como um pacto perpétuo para todas as gerações é vista como uma norma cultural e religiosa, mas que foi descontextualizada ao longo da história bíblica.


A "Profecia" de Daniel - Daniel 11-12

Analistas críticos apontam que as previsões detalhadas sobre os reinos gregos no livro de Daniel são precisas até Antíoco IV Epifânio, mas as profecias sobre a sua morte final não se cumpriram da forma descrita, sugerindo que o autor estava escrevendo durante o tempo de Antíoco e previu erroneamente o seu fim.


Profecias Futuras

O Arrebatamento

O evento em que os crentes seriam "arrebatados" para encontrar Cristo nos ares (1 Tessalonicenses 4:16-17).


A Reconstrução do Terceiro Templo

Algumas interpretações sugerem que um novo templo judeu será construído em Jerusalém antes dos eventos finais.


O Reino Milenar

Um período de 1.000 anos de paz na Terra sob o governo direto de Cristo.


Paz Mundial Universal

A profecia de que as nações "converterão suas espadas em relhas de arado" (Isaías 2:4) e que o conhecimento de Deus cobrirá a terra como as águas cobrem o mar.


A Batalha do Armagedom

O conflito final e dramático envolvendo as potências globais pouco antes da vitória final de Cristo.


A Grande Tribulação

Um período profetizado de grave angústia global, julgamento e ascensão do Anticristo ou "Homem da Iniquidade".


A Conversão de Israel

Um futuro evento profético no qual se espera que muitos em Israel reconheçam e aceitem o Messias, conforme discutido em Romanos 11.


Os Novos Céus e a Nova Terra

Isaías e Apocalipse descrevem um futuro onde Deus cria um novo céu e uma nova terra, uma morada perfeita para o Seu povo (Isaías 65:17, Apocalipse 21). Isso inclui uma "Nova Jerusalém" (Isaías 60:19-20).


Muitos estudiosos argumentam que algumas profecias eram condicionais (ex: Jonas e Nínive). Se o povo se arrependesse ou as circunstâncias mudassem, Deus poderia alterar o resultado anunciado.


Interpretação Espiritual? 

Grupos religiosos que enfrentaram datas falhadas (como os Milleritas em 1844) muitas vezes reinterpretam o evento como tendo ocorrido de forma "espiritual" ou invisível.


Conclusão

Ao interpretar profecias, deve-se considerar se elas são condicionais (dependem da resposta humana, como no caso de Nínive em Jonas) ou incondicionais. Além disso, algumas profecias são interpretadas de forma apocalíptica ou simbólica, e não de forma literal ou cronológica.

Natã, por exemplo, deu uma profecia precipitada a Davi sobre a construção do Templo, que foi posteriormente corrigida por Deus, mostrando que até profetas reconhecidos podiam falar por conta própria (2 Samuel 7). 

A PROVA DEFINITIVA SOBRE O TESTE DE QI

 


A ciência descobriu falha sistêmica que invalida os testes de inteligência atuais. 

Novas evidências em neurociência e psicometria em 2026 mostram que a avaliação tradicional de inteligência falha ao medir a flexibilidade cognitiva e a capacidade de síntese criativa.

A ciência acaba de confirmar o que muitos especialistas já suspeitavam: o Quociente de Inteligência (QI), como o conhecemos, não é mais uma métrica confiável para o sucesso humano no século XXI. Pesquisadores de instituições líderes em Neurociência identificaram uma falha sistêmica nos testes atuais, que priorizam a velocidade de processamento lógico em detrimento da neuroplasticidade e da inteligência adaptativa. Esta descoberta marca o fim de uma era onde um único número definia o destino acadêmico e profissional de milhões de pessoas.

Para quem já se sentiu injustiçado por uma avaliação padronizada ou acredita que sua capacidade vai muito além de resolver matrizes lógicas, este novo paradigma científico é um alívio. Estamos migrando de uma visão estática de “inteligência nata” para um modelo dinâmico, onde a forma como o cérebro se reorganiza diante de novos problemas o chamado Quociente de Adaptabilidade (QA) é o que realmente define a excelência humana em 2026.


Por Que o Modelo de QI Ruiu?

O erro central dos testes de QI tradicionais, segundo os novos estudos publicados na Nature Human Behaviour "Natureza Comportamento Humano", é que eles operam sob a lógica de “circuitos fechados”. Eles medem quão bem você resolve problemas com regras já estabelecidas, mas falham miseravelmente em medir como você cria novas regras em ambientes de incerteza.

A ciência descobriu que o cérebro humano não possui uma “central de inteligência” única. Em vez disso, a inteligência é o resultado da eficiência de conexão entre diferentes redes neurais. Os testes antigos ignoram a inteligência contextual — a habilidade de aplicar conhecimento de forma ética e prática em situações do mundo real —, focando apenas em uma memória de trabalho hiper estimulada.


As Novas Métricas que o Mercado Exige

Com a invalidação técnica dos testes de QI para prever performance, grandes empresas e universidades estão adotando sistemas baseados sobre três pilares principais:

Flexibilidade Cognitiva: A facilidade de desaprender conceitos obsoletos e absorver novas dinâmicas.

Síntese de Dados: A capacidade de conectar informações de áreas distintas (transversalidade).

Inteligência Socioemocional: A habilidade de navegar em complexidades humanas que algoritmos e testes lógicos não conseguem captar.

Esta mudança é impulsionada pela percepção de que, em um mundo dominado pela Inteligência Artificial, o diferencial humano não é mais o processamento rápido, já que as máquinas já fazem melhor, mas sim a intuição informada e a empatia cognitiva.


O Novo Paradigma Científico

Se o QI não serve mais, como você pode avaliar seu próprio desenvolvimento? Especialistas recomendam focar na evolução constante em vez de uma pontuação fixa. Considere os seguintes pontos:

Capacidade de Aprendizado: Com que velocidade você domina uma nova ferramenta ou conceito do zero?

Resiliência Cognitiva: Como sua mente reage sob pressão extrema e falta de dados?

Pensamento Sistêmico: Você consegue enxergar as consequências de longo prazo de uma ação simples?

A ciência de 2026 é clara: você é muito mais do que um teste de 40 minutos pode mensurar. O fim do QI tradicional não é o fim da inteligência, mas sim o nascimento de uma visão mais humana, justa e profunda sobre o que significa ser brilhante.


O Impacto prático na Educação e no Recrutamento

Escolas de elite e gigantes da tecnologia já estão abolindo o uso de testes de raciocínio lógico puro em seus processos de seleção. Em 2026, o portfólio de projetos e a resolução de estudos de caso reais substituíram os gabaritos de múltipla escolha.

A “ditadura do QI” criava um viés de confirmação onde apenas um tipo de mente era valorizado, gerando ambientes corporativos homogêneos e pouco inovadores. A ciência agora prova que a diversidade cognitiva, ter diferentes tipos de processamento mental em uma equipe, é o motor mais potente para a resolução de problemas complexos na economia atual.


segunda-feira, 30 de março de 2026

NAMTI 𒋾 VIDA EM SUMÉRIO



Existem algumas palavras para falar ou descrever "Vida" em Sumério. 

Uma destas palavras é a palavra Nam-Ti 𒋾. Nam é um prefixo que indica um estado de ser, e Til significa "viver" ou "estar vivo". Juntos, formam "vida".

Nam: O prefixo Nam é uma partícula gramatical fundamental no sumério usada para transformar conceitos concretos em substantivos abstratos ou coletivos. 

Ele atua de forma semelhante aos sufixos "-dade" ou "-eza" em português.

Exemplos comparativos:

Lugal (rei) → Nam-lugal (realeza).

Arad (escravo) → Nam-arad (escravidão).

Mah (grande/alto) → Nam-mah (grandeza/elevação).


Ti 𒋾: Em sumério, o sinal é lido como ti ou til₃ e significa "vida", "viver" ou "reviver".

O sinal cuneiforme para ti era originalmente o desenho de uma seta. Isso ocorria porque as palavras para "seta" e "vida" tinham sons idênticos ou muito parecidos em sumério, levando os escribas a usar o símbolo de um objeto concreto (seta) para representar o conceito abstrato (vida). Essa raiz também é famosa pelo trocadilho com a palavra "costela" (ti). No mito de Enki e Ninhursag, a deusa Ninti é criada para curar a costela de Enki; seu nome pode ser traduzido tanto como "Senhora da Costela" quanto como "Senhora que faz viver".

Com o determinante UZU 𒍜 "carne", UZU TI, significa "costela". Essa homofonia é explorada no mito de Ninti (𒊩𒌆𒋾 NIN .TI "senhora da vida" ou "senhora da costela"), criada por Ninhursag para curar o doente Enki . Como Eva é chamada de "mãe da vida" em Gênesis , e tendo sido tirada da costela de Adão (צלע tsela` ), a história de Adão e Eva às vezes é considerada derivada da história de Ninti .

Portanto, nam-ti pode ser entendido literalmente como "o estado ou a essência de viver". Enquanto ti sozinho pode ser usado como verbo (viver), nam-ti define o conceito de "vida" como uma qualidade ou um destino.


Mito de Enki e Ninhursag

No início, Dilmun carecia de água doce. A pedido de Ninhursag, Enki ordena que o deus sol, Utu, traga água das profundezas da terra, transformando o local em um jardim luxuriante. 

Enki e Ninhursag se unem e geram Ninsar (deusa da vegetação). Em uma sucessão de eventos, Enki acaba se relacionando com suas próprias descendentes Ninsar e depois Ninkurra, resultando no nascimento de novas divindades que representam diferentes aspectos do mundo natural.

Enki consome oito plantas sagradas criadas por Ninhursag. Furiosa, a deusa o amaldiçoa, fazendo com que oito partes de seu corpo adoeçam gravemente, levando-o à beira da morte. Com a mediação de uma raposa, Ninhursag concorda em curar Enki. Para cada órgão doente, ela gera uma divindade específica. É aqui que surge Ninti, criada para curar a costela de Enki. 


Simbolismo

Metaphoricamente, a história representa a interação entre a água Enki e a terra Ninhursag para gerar a vida vegetal. A doença de Enki após comer as plantas simboliza o desequilíbrio quando o ciclo natural é violado, e sua cura pelas mãos da Deusa Mãe reforça o papel restaurador da natureza.


SIG 演技 VIVER E SAG 演技 BOM EM SUMÉRIO



A Palavra Sig 演技  é usada para "viver" no sentido de habitar ou residir em algum lugar. Também é usada para a palavra Bom. 

As palavras Sig ou Sangar演技 dependendo do contexto, são usadas para descrever, o que é belo, bom e agradável. No sumério, Sig ou Se-ig carrega o sentido de "viver" no aspecto de habitar, residir ou estabelecer-se em um lugar.

O termo SIG na língua suméria é um logograma cuneiforme com múltiplos significados relacionados a aspectos visuais e qualitativos. É um sinal bastante versátil e, dependendo do contexto e da leitura, pode significar:

Baixo/Inferior: Originalmente, o sinal remete à ideia de algo que está "abaixo" ou "no chão" (como o alicerce de uma casa).

Silêncio/Calma: Também pode descrever um estado de quietude ou repouso, o que combina com a ideia de estar em casa.

Significados Principais: A palavra sig (ou SIG₅) é comumente traduzida como "bom", "agradável", "belo", "saudável" ou "amarelo/verde".

Valor Ideográfico: Em contextos lexicais, o sinal cuneiforme representa a ideia de qualidade positiva. Pode ser lido como sig (bom/amarelo) ou SIG₅ (bom/melhorar).

Uso Escribal: O sinal era utilizado para descrever materiais de alta qualidade ou estados de bem-estar.

Diferenciação: É importante notar que em sumério, sinais diferentes com som similar (como sig "lã/cabelo" ou sig "baixo/pequeno") têm raízes etimológicas distintas, apesar da transliteração similar. 


Outros Verbos de "Morar"

Embora sig seja usado, o sumério tem outros verbos comuns para a ideia de habitar:

Tuš: O verbo mais frequente para "sentar-se" ou "residir/morar".

Duru₅: Usado para "viver" ou "permanecer" em um local específico.

Basicamente, se você quer dizer que alguém está vivo, usa ti. Se quer dizer que alguém mora em algum lugar, usa sig ou tuš.


Em resumo, Sig é uma palavra suméria focada em conotações positivas de beleza, saúde e qualidade (bom) ou descrições de cores (amarelo/verde). 


Sag

Em sumério, a palavra mais comum para "bom" é sag (também transliterada como šag₆ ou sa). Dependendo do contexto, outras palavras também podem ser usadas: 

Sag₉ ou šag: A forma básica para "bom", "belo" ou "ser bom".

Dùg: Usado frequentemente para "bom" no sentido de "doce", "agradável" ou "fresco" (como em a-dùg, "água doce/fresca").

Silim: Significa "bom" no contexto de bem-estar, saúde ou paz. É a raiz de saudações como silim-ma hé-me-en ("que você esteja bem/com saúde"). 

Sag-hul: Uma expressão composta que significa "tanto o bem quanto o mal" (literalmente "bom" + "mau").

Dug-ga: Pode ser traduzido como "coisa boa" ou "algo bom" em contextos literários e provérbios.


Zi 𒍣 - A VIDA EM SUMÉRIO


 Zi 𒍣 também significa "vida", mas com uma nuance diferente de Nam-Ti. Enquanto nam-ti pende para a ideia de "estar vivo" (existência biológica ou saúde), zi carrega um sentido mais espiritual e dinâmico.

O Zi era o espírito ou aquilo que manifestava a vida, sendo o movimento a prova de sua existência.

O sumeriograma zi é parte do nome de Ziusudra 𒍣𒌓𒋤𒁺, o herói do mito do dilúvio sumério, que significa algo como "aquele que viu a vida/dias prolongados".

O nome Ziusudra do sumério Zi-u-sud-rá quer dizer "Vida de Longos Dias".

Zi 𒍣: Significa "vida".

U ou Ud: Significa "dia" ou "tempo".

Sud-rá ou Sudr: Significa "distante", "longo" ou "prolongado".

É o que anima o corpo. Se o Zi sai, o ser morre. É uma energia que vem dos deuses.


Zi 𒍣 como Garganta

Zi é a própria  "vida", "respiração" ou "garganta".

Além de vida e respiração, zi também pode se referir à "garganta", pois a palavra Zi 𒍣 quer dizer garganta.

Existem outras palavras para se descrever a região da garganta na antiga Suméria.

Meli ou Ngeli: Um termo mais específico para a garganta como órgão físico ou traqueia.

Gú ou Gú: Embora frequentemente traduzido como "pescoço" ou "nuca", em alguns contextos pode se referir à região da garganta ou voz.

Napištum: Esta é a tradução correspondente em acadiano (a língua semítica que coexistiu com o sumério), que também carrega o duplo sentido de "garganta" e "vida". 

Um exemplo curioso aparece na mitologia: a divindade Nazi foi criada especificamente para curar a dor de garganta (zi) do deus Enki.


Em Acádio

No acadiano, a palavra relacionada a Zi é Napištum, que também significa vida, respiração ou garganta. O termo também está associado a frases compostas, como ZI.AN.NA, que significa "Verdadeiro Pastor de Anu". 


Uso em Juramentos

O uso mais famoso de zi na literatura suméria é em fórmulas de juramento.

Zi-an-na: "Pela vida do Céu" (pelo espírito do deus Anu).

Zi-ki-a: "Pela vida da Terra" (pelo espírito da deusa Ki).

Dizer isso era como dar a própria vida como garantia da palavra empenhada.


ESPÍRITO EM SUMÉRIO PARTE II

 


Na mitologia e cosmologia suméria, o conceito de "Espírito Santo", conforme entendido no cristianismo (como a terceira pessoa da Trindade), não existe. No entanto, o pensamento sumério era rico em conceitos de espiritualidade, ventos, "sopros" divinos e forças da natureza que animavam o mundo.


Como Sopro de Vida

Na mitologia suméria, o "sopro de vida" ou energia vital estava frequentemente ligado a deuses como Enlil, deus do ar/vento e Enki, que ajudou a dar vida ao homem com argila.

Enlil (O Senhor do Ar/Vento) Enlil era uma das divindades mais importantes, considerado o senhor do ar, do vento e das tempestades. Ele era visto como a força ativa, o "sopro" divino que separou o céu da terra, organizou o cosmos e deu o fôlego de vida aos homens.

O deus Enki é retratado nos mitos como o criador astuto e benevolente que deu forma física e fôlego aos homens. Após modelar o barro, Enki e a deusa da fertilidade, Ninhursag (ou Ninmah), dotaram essas criaturas com o fôlego de vida, o deus principal associado à criação da humanidade e à concessão do "primeiro fôlego de vida" (ou sopro de vida) é Enki.


Ruach Ruha Ruuh

Ruach No Antigo Testamento a palavra hebraica Ruach é traduzida como vento,  respiração, vento, espírito ou fôlego dos humanos, é o mesmo que o dos animais Ec 3:19 quando morre o indivíduo seu espírito volta para Deus que o criou Jó 34:14,15  Ec 12:7.

No Novo Testamento a palavra grega Pneuma é igualmente traduzida como fôlego, respiração, vento.

O Espírito também é estado de espírito, atitude Rm 8:15,16  1Co 4:21 2Tm 1:7.

Ruha do Siríaco e Ruuh do Árabe (Espíritos do Ar) Ruha é uma palavra semítica para "espírito", e não uma palavra Suméria, embora os conceitos de vento e sopro vital fossem centrais para ambos os povos.

Mas estudos arqueológicos e linguísticos, como na "Epopeia de Gilgamesh", mencionam ventos poderosos e entidades aéreas que agiam como espíritos do ar. Esses ventos eram vistos como mensageiros ou forças que se compadeciam ou atacavam, semelhantes a espíritos atuantes.


Anunáqui (Deuses que vieram do céu) Os deuses sumérios eram chamados Anunáqui, o que pode ser traduzido como "aqueles que do céu vieram", representando seres espirituais/divinos de alta hierarquia que intervinham no mundo material.

Ninlil (Deusa do Vento) Esposa de Enlil, ela é associada aos campos e aos ventos suaves, purificando a atmosfera.

Exorcismo e Espiritismo: Os sumérios acreditavam em múltiplos espíritos, bons e maus, e recorriam a divindades como Nammu (a deusa mãe primordial) para exorcizar espíritos malignos. 

Em resumo, o "espírito" na Suméria estava intrinsecamente ligado aos elementos da natureza especialmente o vento e o sopro (Enlil) e à energia divina (Anunáqui) que animava o universo, agindo como forças cósmicas ativas, e não como uma entidade teológica cristã.


ESPÍRITO EM SUMÉRIO PARTE I

 


A palavra suméria para "espírito", particularmente o dos mortos, é Gidim, que se refere às sombras dos mortos que habitam o submundo. Se o espírito era malévolo, podia ser classificado como um demônio, um Asag, que era um demônio monstruoso. 

Gidim: A palavra Gidim em sumério era usada para os espíritos dos mortos. Acreditava-se que estes espíritos eram criados na morte, assumindo a personalidade dos mortos.

Submundo (Irkalla): Os gidim viajavam para o submundo, conhecido como Irkalla, onde recebiam uma posição e levavam uma existência comparável à dos vivos.

Relação com os Vivos: Esperava-se que os parentes fizessem oferendas de comida e bebida aos mortos para aliviar as suas condições, e a falta dessas oferendas poderia levar os espíritos a trazerem infortúnios aos vivos.

Etem: O sopro vital, a vida, a essência da pessoa.

Tulpu: A sombra ou o corpo que permanecia após a morte do indivíduo.

Kur: O mundo subterrâneo, um lugar sombrio e desolado para onde as almas dos mortos iam após a morte.

Kishpu: Uma prática de magia ou feitiçaria que os sumérios usavam, talvez na tentativa de se comunicar com o mundo dos mortos ou para afetar a vida.

Asag ou Asague: Um tipo de demônio sumeriano com um espírito malévolo e monstruoso. 

Utucu: Em contraste, quando um espírito era benévolo, podia ser classificado como Utucu. Estes também podiam ser um tipo de entidade associada a demónios, mas sem a conotação negativa da doença e da morte que os Gidim possuíam. 


sábado, 28 de março de 2026

FANTASMAS DA ANTIGA SUMÉRIA


Existem muitas referências a fantasmas na antiga religião mesopotâmica – as religiões da Suméria, Babilônia, Assíria e outros estados antigos da Mesopotâmia. Vestígios dessas crenças sobrevivem nas religiões abraâmicas posteriores que vieram a dominar a região.

O conceito de fantasmas ou espíritos na Mesopotâmia é comparável às sombras dos falecidos no submundo da mitologia da antiguidade clássica. As sombras ou espíritos dos falecidos eram conhecidos como gidim (gidim 𒄇) em sumério, termo que foi emprestado como eṭemmu em acádio. A palavra suméria é analisada como um composto de gig "estar doente" e dim "um demônio", ou gi "preto" dim 4 "aproximar-se".

Acreditava-se que os Gidim eram criados no momento da morte, assumindo a memória e a personalidade da pessoa falecida. Eles viajavam para o submundo, Irkalla, onde lhes era atribuída uma posição e levavam uma existência semelhante, em alguns aspectos, à dos vivos. Esperava-se que os parentes dos mortos fizessem oferendas de comida e bebida para aliviar seu sofrimento. Caso contrário, os fantasmas poderiam infligir infortúnio e doenças aos vivos. As práticas tradicionais de cura atribuíam diversas doenças à ação dos fantasmas, enquanto outras eram causadas por deuses ou demônios. Algumas fontes dizem que o espírito era "herdado do deus morto cujo corpo foi usado na criação do homem".

Na religião mesopotâmica, Irkalla, o submundo, é governado pela deusa Ereshkigal e seu consorte Nergal ou Ninazu. Os fantasmas passavam algum tempo viajando para o submundo, muitas vezes tendo que superar obstáculos ao longo do caminho. Os Anunnaki, a corte do submundo, recebiam cada fantasma e suas oferendas. A corte explicava as regras e atribuía ao fantasma seu destino ou lugar.

Outro tribunal era presidido pelo deus sol Utu, que visitava os submundos em sua ronda diária. Shamash podia punir fantasmas que atormentavam os vivos e podia conceder uma parte das oferendas funerárias a fantasmas esquecidos.

O submundo babilônico era povoado por uma variedade de monstros e demônios. No entanto, dentro do submundo, os fantasmas existiam de maneira semelhante aos vivos. Eles tinham casas e podiam se encontrar com familiares e associados falecidos.

A Epopeia de Gilgamesh gira em torno de um relacionamento entre o herói-rei Gilgamesh e seu companheiro íntimo, Enkidu . Pode referir-se vagamente a um rei real do século XXVII a.C. Parte da história relata a morte de Enkidu, as aventuras de seu fantasma no submundo e o eventual retorno ao mundo quando Gilgamesh abre um buraco na terra.

Os babilônios acreditavam que a vida no submundo poderia ser tornada mais tolerável se os parentes sobreviventes fizessem regularmente oferendas de comida e bebida. Os fantasmas das pessoas sem filhos para fazer essas oferendas sofreriam mais, enquanto as pessoas que morressem no fogo ou cujos corpos jazessem no deserto não teriam fantasma algum. Se os parentes deixassem de fazer oferendas, o fantasma poderia ficar inquieto e infligir doenças e infortúnios sobre eles.

Os males físicos resultantes de ouvir ou ver um fantasma incluíam dores de cabeça, problemas de visão e audição, várias dores intestinais, falta de ar e tonturas, febre e distúrbios neurológicos e mentais. As curas envolviam rituais com o uso de oferendas, libações, estatuetas, enterro e sepultamento ritual, cerco, amuletos, fumegantes, bandagens, pomadas, poções, lavagens e supositórios. Outras doenças mesopotâmicas eram atribuídas a deuses ou fantasmas, cada um causando uma doença específica.


A FARSA DA DOUTRINA DO ANTICRISTO

 


Tudo que nos ensinaram sobre a Doutrina do Anticristo é uma farsa, uma mentira, não existe.

O próprio conceito deste dogma falacioso, provém de interpretações alarmistas, futuristas e políticas que se afastam do texto bíblico original.

A mentira, a farsa não está na Bíblia, mas no "espetáculo" criado em torno do tema, ou seja, erros de interpretações incentivadas por um domínio filosófico, teológico e intelectual.


Variação Teológica

A doutrina do Anticristo é uma construção teológica que varia bastante conforme a tradição religiosa. No cristianismo, por exemplo, há interpretações diferentes: alguns enxergam o Anticristo como uma figura literal que surgirá no fim dos tempos, outros entendem como um símbolo do mal ou da oposição a Cristo presente em qualquer época. Já em outras correntes, essa ideia é vista como uma metáfora ou até mesmo como uma leitura equivocada de textos bíblicos.


Versículos que Falam Sobre o Anticristo na Bíblia

2 Tessalonicenses 2:

¹ Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, pedimos

² que vocês não se deixem demover facilmente de seu modo de pensar, nem fiquem perturbados, quer por espírito, quer por palavra, quer por carta, como se procedesse de nós, dando a entender que o Dia do Senhor já chegou.

³ Ninguém, de modo nenhum, os engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição,

⁴ o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, apresentando-se como se fosse o próprio Deus.

⁵ Vocês não lembram que eu costumava lhes dizer estas coisas, quando ainda estava com vocês?

⁶ E, agora, vocês sabem o que o detém, para que ele seja revelado a seu tempo.

⁷ Porque o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém.

⁸ Então será revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda.

⁹ Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a ação de Satanás, com todo poder, sinais e prodígios da mentira,

¹⁰ e com todo engano de injustiça aos que estão perecendo, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

¹¹ É por este motivo que Deus lhes envia a operação do erro, para darem crédito à mentira,

¹² a fim de serem condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça 

1 João 2:18: "Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora."

1 João 2:22: "Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho."

1 João 4:3: "E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo..."

Apocalipse 13:16-18: Descreve a "besta" que força todos a receberem uma marca na mão ou na testa para comprar ou vender, mencionando o número 666.


Os Pais da Igreja Falavam Sobre o Anticristo

Vários Padres da Igreja (Patrística) escreveram sobre o Anticristo, geralmente interpretando-o como uma figura escatológica de perseguição e engano do fim do mundo. 

Irineu de Lyon (c. 120-202): Em sua obra Adversus Haereses (Contra as Heresias), dedica parte do livro V para falar sobre o Anticristo, identificando-o com a besta do Apocalipse e argumentando que ele seria da tribo de Dã.

Hipólito de Roma (c. 170-235): Escreveu o tratado "Sobre Cristo e o Anticristo", um dos estudos mais detalhados da antiguidade, onde analisa Daniel e Apocalipse para descrever o Anticristo como um imitador tirânico de Cristo.

Tertuliano (c. 160-225): Em seus escritos, associa o Anticristo com o "homem do pecado" descrito por Paulo em 2 Tessalonicenses.

•Cirilo de Jerusalém (c. 313-386): Em suas Catequeses, detalha o Anticristo como um governante romano que surgirá após a divisão do império, enganando os judeus e cristãos.

João Crisóstomo (c. 347-407): Em suas homilias, discute o Anticristo como o iníquo que se opõe a Deus e busca adoração, destacando sua perseguição à Igreja. Comentou sobre a "manifestação do iníquo" em suas homilias sobre as cartas de Paulo.

Agostinho de Hipona (354-430): Em A Cidade de Deus, aborda o anticristo, frequentemente focando no espírito da iniquidade e na apostasia final.

Jerônimo (c. 347–420 d.C.): Em seus comentários sobre o profeta Daniel, ele refutou a ideia de que as profecias se referiam apenas a Antíoco Epifânio, defendendo que elas apontavam para um Anticristo futuro que surgiria do fim do Império Romano.

Policarpo de Esmirna (69–155 d.C.): Em sua Carta aos Filipenses, ele adverte que "todo aquele que não confessa que Jesus Cristo veio em carne é um anticristo", ecoando as definições das epístolas de João.

Martinho de Tours (c. 316–397 d.C.) já falava do Anticristo como alguém que "já teria nascido" e alcançaria o poder na maturidade, evidenciando que o dogma estava consolidado na compreensão patrística por volta do ano 300-400 d.C.


Problema com a Visão Teológica dos Pais da Igreja

O problema das visões teológicas dos Pais da Igreja é que todos eles eram Católicos. Já se tinha uma visão teológica catolicista nos desenvolvimentos teológicos destes doutrinadores. De uma perspectiva histórica e teológica, os Pais da Igreja são os fundamentos da Igreja Católica.

Inspirados em crenças e mitologias religiosas de povos antigos, eles estabeleceram as bases do que o catolicismo crê hoje, como a Santíssima Trindade, a presença real de Cristo na Eucaristia, a veneração a Maria, Demonologia, Cristologia, a Autoridade dos Bispos (sucessão apostólica), Arrebatamento, Escatologia e a Doutrina do Anticristo, etc.. Naquela época (especialmente antes do Grande Cisma de 1054), não havia a divisão entre Católica e Ortodoxa como conhecemos hoje. Eles pertenciam à "Igreja Indivisa".

A Igreja Católica Romana e as Igrejas Ortodoxas Orientais os veneram como os guardiões da fé. Muitos autores protestantes (evangélicos) também os estudam, embora nem sempre concordem com todas as suas conclusões teológicas. Os escritos desses homens não são apenas história, mas parte da Sagrada Tradição que interpreta a Bíblia.


Origem Histórica

A ideia do Anticristo surgiu como uma construção teológica e simbólica dentro do cristianismo primitivo, mas ao longo da história foi reinterpretada em diferentes contextos culturais, políticos e religiosos. Originalmente mencionada nas cartas de João, ela evoluiu para representar tanto uma figura escatológica quanto um símbolo do mal absoluto.

Vê-se o surgimento também no Livro de Daniel (167 a.C.), que descreve um perseguidor final que “proferirá palavras contra o Altíssimo” e oprimirá os santos (Dn 7:25).


Personagens que já foram o Anticristo

Outro problema da doutrina do Anticristo é que muitos personagens já foram escolhidos como sendo o Anticristo, o grande engano nessa identificação é que os próprios personagens vão mudando conforme a época, conceito, acontecimento e outras variáveis que ninguém sabe dizer o porquê.

A lista de personagens que já foram o anticristo é vasta, vou listar somente algumas. O primeiro na lista a ser o próprio Anticristo Encarnado foi o Imperador Nero, além dele, tivemos o Rei Antíoco Epifânio, Imperador Décio, Imperador Diocleciano, Imperador Cômodo, Imperador Calígula, Imperador Heliogábalo, Imperador Caracala, Imperador Domiciano, Átila o Huno, Gengiskan, Sultão Maomé II, Adolf Hitler, Mussolini, Josef Stalin, Saddam Hussein, Napoleão, etc.. 

E tivemos até Papas que foram considerados Anticristos, tais como: 

Estêvão VI (896–897): Famoso por realizar o "Sínodo do Cadáver" (ou Concílio Cadavérico), onde exumou o corpo de seu antecessor, o Papa Formoso, vestiu-o com roupas papais e o submeteu a um julgamento eclesiástico.

João XII (955–964): Eleito quando ainda era adolescente, seu pontificado é descrito como um dos mais imorais. Relatos da época (como os de Liutprando de Cremona) o acusam de transformar o Palácio de Latrão em um bordel, cometer perjúrio, assassinato e invocar deuses pagãos.

Bento IX (1032–1044, 1045, 1047–1048): Conhecido por ter sido papa três vezes, vendeu o papado por dinheiro e, segundo relatos, cometeu atos de grande violência e imoralidade. São Pedro Damião o descreveu como um "demônio do inferno disfarçado de padre".

Alexandre VI (1492–1503): Nascido Rodrigo Borgia, é o exemplo clássico de corrupção renascentista. Ele usou o papado para aumentar o poder de sua família, teve vários filhos reconhecidos (como César e Lucrécia Borgia) com amantes e manteve um estilo de vida extravagante e imoral.

Bonifácio VIII (1294–1303): Conhecido por sua arrogância e disputas políticas severas, foi retratado por Dante Alighieri no "Inferno" da Divina Comédia como um papa simoníaco (que vendia cargos eclesiásticos).

Urbano VI (1378–1389): Conhecido por sua extrema crueldade e temperamento violento. Sua eleição conturbada levou ao Grande Cisma do Ocidente, quando a Igreja teve dois papas simultâneos. Ele era conhecido por torturar cardeais que conspiravam contra ele.

Leão X (1513–1521): Da família Médici, seu pontificado foi marcado pelo desperdício da fortuna do Vaticano e pela intensificação da venda de indulgências (o perdão dos pecados em troca de dinheiro), o que foi um fator direto para o início da Reforma Protestante de Martinho Lutero.

Muitos destes foram tão vis, que por causa de suas vilanias, estourou na Europa a Guerra Religiosa, chamada também de Reforma Religiosa.


Padre Francisco Ribera e a Contra Reforma

A guerra religiosa estava insuportável na Europa renascentista, tudo por conta das heresias, vilanias e pecados vindos dos próprios sacerdotes, padres, bispos e papas, por causa disso, faz-se em 1545 na cidade de Trento, o Concílio de Trento, que ficou mais conhecida como; A Contra Reforma. 

E foi justamente na Contra Reforma que entra em cena o Padre Francisco Ribera 1537–1591. Ele escreveu um comentário de 500 páginas sobre o Apocalipse para refutar a ideia protestante de que o Papa era o Anticristo. Ele argumentou que o Anticristo seria uma única pessoa que surgiria apenas no futuro distante, governando por 3,5 anos literais pouco antes da segunda vinda de Cristo.

Certamente ele não inventou a doutrina do Anticristo, mas certamente catapultou e muito as doutrinas escatológicas que são ensinadas nas igrejas evangélicas. 


Ausência de Consenso

Não existe uma única e unânime "doutrina do Anticristo" aceita por todas as vertentes cristãs. As diferentes interpretações e a falta de clareza nas próprias escrituras sobre a identidade e o papel do Anticristo podem levar alguns a considerar qualquer doutrina específica e dogmática sobre ele como uma "mentira", pois ela se basearia mais em especulação do que em revelação clara.

A mentira da doutrina do Anticristo está, para muitos, na forma como ela é interpretada, ensinada e utilizada, podendo desviar do propósito original da fé, gerar enganos históricos, manipular pessoas ou simplificar excessivamente a natureza do mal.


Interpretações Literalistas Problemáticas

A Bíblia usa linguagem simbólica e apocalíptica ao falar de figuras como o Anticristo. A "mentira" pode surgir quando essa linguagem é interpretada de forma puramente literal, levando a previsões falhas e identificações errôneas de pessoas ou eventos como o Anticristo. A história está cheia de exemplos de líderes que foram rotulados como o Anticristo, e essas profecias nunca se concretizaram, revelando-se "mentiras".

Às vezes, a doutrina do Anticristo pode ser usada para instigar medo nas pessoas, controlá-las ou até mesmo para justificar perseguições a grupos diferentes. Quando usada como uma ferramenta de intimidação ou divisão, a doutrina se torna uma "mentira" em seu propósito e impacto, pois a fé deveria trazer esperança e união, não pânico ou exclusão.

A ideia de que um único indivíduo "o Anticristo" será a personificação de todo o mal pode é uma "mentira" porque simplifica demais a complexidade do mal no mundo. O mal reside na escolha humana e nas estruturas pecaminosas da sociedade, não apenas em uma única figura futura. Atribuir tudo a um Anticristo pode desviar a responsabilidade individual e coletiva de combater o mal no presente.

Focar em uma figura política futura pode ser uma distração ("farsa") para ignorar os problemas éticos e espirituais do presente, como a intolerância e a falta de compaixão. A farsa está no sensacionalismo e nas interpretações que transformam um conceito espiritual de oposição a Deus em um roteiro de conspiração política.

O falso dogma do Anticristo desvia a atenção da mensagem central de Jesus Cristo. Em vez de focar na melhoria do ser humano em humildade, ética e honra, a doutrina, quando levada ao extremo, pode gerar medo, especulação e uma busca incessante por sinais de um inimigo, o que, para muitos, é o oposto do que a fé cristã deveria ser.


terça-feira, 24 de março de 2026

O MUNDO DOS MORTOS DA ANTIGA SUMÉRIA


 

O mundo dos mortos da mitologia sumeriana é uma mitologia rica, vasta e complexa. 

A estrutura religiosa pós morte existe desde a pré-história, remontando a idade da pedra lascada. A Pré-História durou mais ou menos entre 4 a 5 milhões de anos (datas aproximadas). 

Registrado, o contos e mitos sumérios do submundo, são os primeiros relatos escritos que temos sobre o além túmulo.

Acreditava-se que estivesse localizado muito longe, abaixo do "Grande Abismo" ou da estepe. Era uma "Terra Sem Retorno", cercada por sete muralhas com sete portões, protegida por um guardião chamado Neti.


Muitos Nomes

O submundo ou inferno sumeriano tinha muitos adjetivos, tais como: Yaru - Kur - Alari - Arallû - Irkalla - Kigal - Kuku - Erṣetu. Conhecido também como Kurnugia ou Kur Nu Gi A "A Terra Sem Retorno", Kur (terra/montanha) e nu-gi-a (não retorno).

Era a parte mais profunda do cosmos do antigo Oriente Próximo, aproximadamente paralelo à região conhecida como Tártaro na cosmologia grega antiga.

Ficava abaixo das "Montanhas do Pôr do Sol" (a oeste) ou profundamente na terra.


Kur como Dragão

Kur também é um Dragão Sumério primordial, o monstro do caos, considerado o primeiro dragão da mitologia escrita, embora sua crença vem desde os tempos pré-históricos.

Ele é ao mesmo tempo, o submundo (a "Terra Sem Retorno") e o vazio cósmico, Kur era um adversário serpentino que vivia entre as montanhas e o mar primordial, famoso por ter roubado a deusa Ereshkigal.

Kur personificava as águas subterrâneas caóticas e o próprio submundo. O termo "Kur" originalmente significava montanha ou terra estrangeira, antes de ser associado ao monstro e ao mundo inferior. 

Nos mitos, Kur raptou a deusa Ereshkigal, o que levou a uma batalha onde o deus Enki tentou resgatá-la, lutando contra as águas primordiais de Kur. A destruição de Kur foi um mito crucial, por vezes atribuído a heróis ou deuses, que permitiu o surgimento da civilização, mas que frequentemente resultava em inundações perigosas, pois as águas que Kur represava eram liberadas.

Como uma entidade primordial semelhante a um dragão que precisa ser conquistada pelos deuses, Kur é considerado um precursor de monstros mesopotâmicos posteriores, como Tiamat, bem como do Leviatã hebraico.

Kur emergiu das profundezas da mitologia suméria como um lugar e um ser. Um vasto dragão que personificava o poder do próprio submundo. Dizia-se que habitava sob a terra, onde a crosta encontrava o mar primordial. Textos antigos descreviam sua forma como uma serpente monstruosa, uma criatura cuja força podia abalar os alicerces da criação. Quando Kur se agitava, tempestades se seguiam e o equilíbrio entre o céu, a terra e as profundezas era posto à prova. Seu rugido ecoava pelos mitos como um lembrete do caos e das forças indomáveis ​​que os deuses temiam enfrentar.

Nas histórias antigas, Kur representava mais do que uma besta. Simbolizava a fronteira entre a vida e a morte, a ordem e o abismo. O submundo tomou forma quando raptou Ereshkigal e a arrastou para a escuridão. Quando Enki e Ninurta lutaram e o derrotaram, o mundo tremeu sob a ameaça do dilúvio que seu corpo outrora contera.

Para os sumérios, Kur não era maligno, mas essencial, uma força que definia a criação ao se opor a ela. Sua lenda falava de uma luta divina e da eterna necessidade de conter as águas do caos que jazem logo abaixo da superfície do mundo.


Ereskigal

O nome Ereskigal quer dizer "Senhora da Grande Terra" ou "Rainha do Grande Lugar".

Eresh ou Erech: Significa "senhora", "rainha" ou "dona".

Ki: Significa "terra", "chão" ou "mundo".

Gal: Significa "grande".

A governante do submundo era a deusa Ereshkigal, que vivia no palácio Ganzir, nome por vezes usado para designar o próprio submundo.

Ela era casada com Gugalanna que foi seu primeiro consorte. É a morte dele que motiva a famosa descida de sua irmã, Inanna, ao submundo.

Enlil, Deus do ar, das tempestades, dos raios e dos trovões é identificado como seu segundo marido em certas tradições, com quem ela teria tido o filho Namtar, o deus das pragas e mensageiro do submundo.

Ninazu, Deus do Submundo, da cura e da agricultura

Rei das cobras aparece como seu marido também, mas isso vai depender das variantes mitológicas do terceiro milênio antes de Cristo, pois em algumas versões mitológicas, Ninazu é seu filho.

Nergal, Deus da guerra, da matança e do submundo é eu consorte mais famoso e definitivo, o deus da guerra e das doenças que se tornou o rei do submundo ao lado dela após um confronto inicial.


Gugalanna

O nome Gugalanna quer dizer "Inspetor de Canal de An" ou "Grande Boi do Céu".

GU₄ / GU₂: Boi ou touro.

GAL: Grande.

AN: Céu (ou o deus An).

NA: Partícula de ligação ou possessiva.

Gugalanna é o primeiro marido de Ereskigal, ele é frequentemente identificado como o "Touro do Céu" enviado pelos deuses na Epopeia de Gilgamesh. Seu nome reflete seu papel tanto como um touro celestial quanto um agente com controle sobre águas ou canais divinos. Gilgamesh e Enkidu mataram Gugalanna, enfurecendo Inanna. Inanna é a irmã mais nova de Ereskigal.


Ganzir - Kigallu - Gingal

É o palácio de Ereskigal, funciona como um local de julgamento e guarda a fronteira entre a vida e a morte, vigiado por sete portões, frequentemente descrito como um vasto zigurate de cinco níveis, dominando a paisagem do submundo.

Situado sob as "Montanhas do Pôr do Sol", no oeste, o submundo era um reino de escuridão total, onde as almas residiam como sombras. Neti, o servo fiel e mestre dos portões, guarda a entrada de Ganzir. Cada portão exige que as almas despidam-se de suas posses e orgulho, igualando todos na morte.

Ereshkigal governava Ganzir com autoridade inabalável. Seu palácio era o coração do submundo, onde reinavam o silêncio e o julgamento. Ela mantinha sua corte além dos sete portões, entronizada em sua câmara de lápis-lazúli, personificando a inevitabilidade da morte.

Sob suas ordens, Neti guardava a entrada. Ele trancava e destrancava os sete portões, um de cada vez. Seu dever era absoluto, pois ninguém podia passar sem entregar a coroa, o manto e o orgulho. O papel de Neti vinculava os vivos e os divinos às leis da descendência.

Outros cruzaram esse limiar, cada um ligado ao mito e ao destino. Inanna desceu ousadamente, pressionando a porta de Ganzir para encarar o reino de sua irmã. Ningishzida viajou para perto, advertida a não se aproximar da casa de Ereshkigal. Gilgamesh e Enkidu falaram de Ganzir como o “olho” do submundo, reconhecendo-o como a fronteira sombria onde todas as coisas terminavam.


Neti

Também conhecido como Bitu - Bidu - Idungallu. 

Embora Neti seja o nome padrão para o guardião dos portões na literatura suméria antiga, o termo Bitu (ou Idungallu, "grande guardião dos portões") às vezes é usado em encantamentos mesopotâmicos posteriores para exercer poder sobre demônios e fantasmas. O nome Bitu deriva ou está associado à frase suméria Ì-DU₈ (ou idu ), que significa "porteiro" ou "guardião da porta", e que foi posteriormente transcrita para o acádio como idugallu (Grande Porteiro).

Bitu é uma divindade menor na mitologia suméria, funcionando principalmente como guardião do submundo. Ele era conhecido como o "grande guardião do portão" ou idugallu em acádio, frequentemente associado ao deus Namtar, e ocasionalmente substituindo-o, como o responsável pelos portões do submundo. Ele era frequentemente invocado em antigos encantamentos mágicos especializados, concebidos para forçar fantasmas e demônios a retornarem ao reino dos mortos.

O papel de Bitu está ligado a outras divindades do submundo na teologia mesopotâmica, aparecendo ocasionalmente ao lado de Ningishzida ou do lendário rei Etana.

Ele é o servo leal da rainha do submundo, Ereshkigal, mais conhecido por guardar os sete portões e guiar Inanna durante sua descida, sendo o principal porteiro ou guardião do submundo. Ele raramente é retratado na arte, mas está fundamentalmente ligado à arquitetura do submundo, servindo à rainha.Ereshkigale o vizir Namtar.


Gidim - Etemmu os Fantasmas da Antiga Suméria

Na mitologia mesopotâmica, gidim (sumério) ou eṭemmu (acadiano) são fantasmas inquietos dos falecidos, criados na morte para viajar ao submundo (Irkalla). Eles são frequentemente "espíritos da morte" causados ​​pela falta de sepultamento, ritos funerários inadequados ou morte violenta. Os Gidim podem assombrar os vivos, causando doenças, infortúnios ou pesadelos.

A principal causa de um gidim vingativo é a falta de um enterro adequado ou de ofertas regulares de comida/bebida (libações) por parte dos parentes sobreviventes. Normalmente, um gidim viaja para o mundo inferior, um lugar escuro, miserável e empoeirado governado por Ereshkigal e Nergal.

Os gidim inquietos podem retornar ao mundo mortal, frequentemente causando doenças, como dores de cabeça ou transtornos mentais. Eles podem possuir alguém, entrando, como é sabido, pelo ouvido.

Os mesopotâmios utilizavam magia, incluindo talismãs, incenso, rituais de oferendas e exorcismos, para apaziguar ou banir esses espíritos.

O gidim mais famoso é o de Enkidu, invocado do submundo por Gilgamesh na Epopeia de Gilgamesh.


domingo, 22 de março de 2026

A FASRA DA GRANDE TRIBULAÇÃO

 



Muitos cristãos acreditam (assim como eu acreditava) que a igreja passará pela tribulação antes do retorno de Jesus, diferentemente da teoria de que ela será poupada.

Essa doutrina tribulacionista é uma farsa, é uma fraude. A ideia de um arrebatamento secreto que precede a tribulação é atribuída a uma visão no século XIX, ano 1830 com John Nelson Darby, popularizada apenas recentemente em comparação com a história cristã.

A Grande Tribulação é, de fato, descrita na Bíblia como um período de sofrimento sem precedentes (vide Apocalipse -  Mateus 24 e outros textos), mas a interpretação sobre como e quando os crentes enfrentarão esse tempo varia, sendo o "arrebatamento secreto" uma das visões mais contestadas, considerada como sendo uma falácia.

Até a cronologia exata é tema de debate teológico, mas a posição pré-tribulacionista defende que o arrebatamento da Igreja ocorre antes da Grande Tribulação. Nessa visão, Jesus retira os fiéis antes de sete anos de juízo divino. Outras correntes, no entanto, defendem que o arrebatamento ocorre no meio ou após a tribulação.

♦Visão Pré-tribulacionista (Mais Comum): O arrebatamento é secreto e ocorre primeiro, livrando a Igreja do juízo da tribulação.

♦Visão Pós-tribulacionista: Defende que a Igreja passa pela tribulação e o arrebatamento ocorre junto com a segunda vinda visível de Jesus, após esse período.

♦A Grande Tribulação: Período de 7 anos de juízo, conhecido como a "semana" final descrita no livro de Daniel e parte de Mateus 24.

♦Preterismo: Sugere que a Grande Tribulação já ocorreu no passado, especificamente durante a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C..

♦Amilenismo: Interpreta os eventos do Apocalipse de forma mais simbólica, vendo a tribulação como uma realidade constante da Igreja ao longo da história, e não apenas um evento futuro isolado.

Todas estas visões estão erradas, pois o próprio conceito de uma Grande Tribulação está errado. 

O problema de acreditar que a igreja será "removida" gera uma postura de superioridade religiosa, em vez de preparar as pessoas para provações.

Essa doutrina é uma ferramenta de manipulação baseada no medo ou uma forma de orgulho espiritual, onde um grupo se considera "escolhido" para escapar do sofrimento mundial.

Embora o Apocalipse, Mateus 24 e textos de Daniel atestam que o mundo experimentará uma grande tribulação são lidos e ensinados nos centros religiosos, a própria história atesta que por vezes, o planeta viu e experimentou vários eventos insólitos e inimagináveis, ninguém fala que ocorreu uma Grande Tribulação, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio. Vamos a Lista:

Queda do Império Romano do Ocidente 476 O colapso abalou as estruturas do mundo europeu que nesse período já era Cristão (Católico). Muitos pensavam que era o fim, Jesus de fato voltaria, e olha a surpresa, não houve a tal Grande Tribulação, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio.

Queda do Império Romano do Oriente 1453 Se há 477 anos Roma caiu e abalou as estruturas do mundo da época, imagine a Roma Oriental, que era mais rica e poderosa, com a queda de Constantinopla, tudo mudou, houve uma ruptura de costume no planeta por assim dizer. Os cristãos católicos realmente esperavam o fim do mundo vir, mas olha que engraçado, ninguém falou que ocorreu uma Grande Tribulação, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio.

As Cruzadas 1096 a 1204 Cristão Católicos apanharam feio dos Muçulmanos em 196 anos de guerra, os europeus Católicos derrotados, pensavam que Jesus iria voltar, tamanha era a desgraça, pobreza e baixa estima dos europeus, principalmente dos pobres camponeses, do baixo clero e da baixa nobreza. Com tudo isso, ninguém fala que ocorreu uma Grande Tribulação, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio.

►Invasões Mogóis 1219-1287 Eles criaram o maior império contíguo da história, estendendo-se da Ásia à Europa Oriental. Liderados por figuras como Gengis Khan e seus sucessores, os exércitos nômades devastaram a Pérsia, Rússia (Rus de Kiev), China e Coreia, sendo considerados um dos episódios mais mortais e destrutivos da história, alterando profundamente a demografia e política da Eurásia. Com tudo isso, ninguém fala que ocorreu uma Grande Tribulação, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio.

A Grande Fome na Europa 1315-1317 A Europa de joelhos, milhões morreram de frio e fome, os católicos pensavam que era fim do mundo e que Cristo viria de fato. Só que, adivinhem: ninguém fala que ocorreu uma Grande Tribulação, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio.

A Peste Negra 1346-1353 Se os frio e fome foi uma lástima sem tamanho na Europa, a Peste Negra foi uma hecatombe apocalíptica sem precedentes para época, e a Grande Tribulação não veio, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio.

A Guerra dos Cem Anos 1337-1453 Se com o terror e fiasco das Cruzadas Jesus não veio e não teve a tão esperada Grande Tribulação, um dos maiores e mais significativos conflitos da Baixa Idade Média, estendendo-se por 116 anos de disputas territoriais e sucessórias entre França e Inglaterra, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio.

Primeira Guerra Mundial 1914-1918 Chamada de A Grande Guerra, foi a maior guerra já feita na história da humanidade, nunca se matou tanto em tão pouco tempo, ainda sim, ninguém fala que ocorreu uma Grande Tribulação, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio.

Segunda Guerra Mundial 1939-1945 Foi mais mortífera, sanguinária, pior e maior que A Grande Guerra, a escala de morticínio e carnificina foi piorada em escala sem precedentes, e pasmem, ninguém fala que ocorreu uma Grande Tribulação, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio.

Bombardeios de Hiroshima e Nagasaki 1945 Considerado um dos maiores atentados terroristas da história, o ataque dos EUA ao Japão teve como objetivo aterrorizar a população e forçar o fim da Segunda Guerra Mundial. Mesmo assim, ninguém fala que ocorreu uma Grande Tribulação, o mundo não acabou, nenhum crente foi arrebatado e Cristo não veio.


Doenças

Sem contar que tivemos grandes epidemias na história da humanidade, tais como;

►Peste Antonina 165-180 Foi uma devastadora pandemia que assolou o Império Romano durante o reinado de Marco Aurélio, provavelmente causada por varíola ou sarampo trazidos por soldados do Oriente. Com taxa de mortalidade de até 25%, estima-se que tenha matado de 5 a 10 milhões de pessoas, enfraquecendo severamente o exército e a economia romana.

►Praga de Justiniano 541-542 Um surto precoce da peste bubônica que afetou o Império Romano do Oriente e áreas vizinhas, resultando em milhões de mortes.

►Peste Negra 1347-1351 Causada pela bactéria Yersinia pestis, dizimou uma grande parte da população europeia, com estimativas de 75 a 200 milhões de mortes.

►Gripe Espanhola 1918-1920  Considerada uma das mais mortais da história moderna, infectou cerca de um terço da população mundial na época, com estimativas de mortes variando de 17 a 100 milhões.

►Gripe Asiática de 1957 Uma pandemia global causada pelo vírus Influenza A, do subtipo H2N2. Ela é considerada a segunda maior pandemia de gripe do século XX, situada entre a Gripe Espanhola (1918) e a Gripe de Hong Kong (1968). 

►Gripe de Hong Kong 1968 e 1970 A terceira pandemia de gripe do século XX. Causada pelo vírus Influenza A (subtipo H3N2), ela surgiu como uma evolução direta (recombinação genética) do vírus da Gripe Asiática de 1957.

►Pandemia de HIV/AIDS 1981 Presente

Continua a ser um desafio de saúde global significativo, com dezenas de milhões de mortes acumuladas desde o início do surto.

►Pandemia Covid 19 A pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, teve seu surto inicial identificado em Wuhan, China, em dezembro de 2019. Em 2020, o vírus espalhou-se globalmente, levando a OMS a declarar emergência internacional em 30 de janeiro e, posteriormente, a caracterizar como pandemia em 11 de março de 2020. 


O Verdadeiro Fim do Mundo 

Daqui a cerca de 5 bilhões de anos, o Sol esgotará seu combustível de hidrogênio, expandindo-se como uma "gigante vermelha" que provavelmente engolirá os planetas internos, incluindo a Terra. 

Nessa fase, o Sol crescerá até 200 vezes seu tamanho atual, engolindo Mercúrio e Vênus, e atingindo a órbita da Terra e possivelmente engolindo-a, ele expelirá suas camadas externas, deixando apenas um núcleo denso e quente conhecido como anã branca, que arrefecerá lentamente por trilhões de anos.

O que restará será apenas o núcleo, uma estrela anã branca, extremamente quente, mas com tamanho comparável ao da Terra.

Com o tempo, a anã branca perderá todo o seu calor e energia, transformando-se em uma anã negra, um objeto inerte e frio. 

O fim do nosso Sol é um evento astronômico inevitável que ocorrerá em etapas ao longo de bilhões de anos. Atualmente, o Sol está no meio de sua vida (fase de sequência principal), convertendo hidrogênio em hélio.

Embora o fim do Sol esteja distante, o Planeta Terra se tornará inabitável muito antes. Em cerca de 1 a 2 bilhões de anos, o aumento da luminosidade do Sol evaporará os oceanos da Terra e tornará o planeta inabitável, muito antes de ser engolido. Nesse ponto, as temperaturas na Terra serão tão altas que os oceanos evaporarão, tornando o planeta inabitável para a vida complexa muito antes do Sol "morrer" de fato.