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quinta-feira, 9 de abril de 2026

MARCOS 16:9-20 É UM ACRÉSCIMO

 


A maioria dos estudiosos de crítica textual concorda que os versículos 9 a 20 de Marcos 16, conhecidos como o "final longo", provavelmente não faziam parte do manuscrito original, terminando abruptamente no versículo 8. Os manuscritos mais antigos e confiáveis, como o Codex Sinaiticus e Vaticanus encerram no v. 8, sendo os versículos finais considerados uma adição posterior.

Os manuscritos mais antigos (século IV) terminam em Marcos 16:8. O "final longo" (9-20) só aparece em cópias posteriores e em grande parte da tradição bizantina.

O versículo 8 termina com as mulheres com medo e em silêncio após ouvirem sobre a ressurreição. Acredita-se que o final longo foi adicionado para harmonizar o Evangelho de Marcos com os relatos de ressurreição em Mateus, Lucas e João.

Embora considerado um acréscimo, esse trecho é antigo e aceito pela tradição cristã, presente na Vulgata e na versão King James.

Muitas traduções modernas colocam os versículos 9-20 entre colchetes ou com notas de rodapé, indicando sua ausência nos manuscritos mais antigos.

É conhecido que Marcos tenha terminado abruptamente ou que o final original tenha sido perdido. O final longo (9-20) é uma adição, considerada por muitos como um "final secundário" incluído para completar a narrativa. 


A IGREJA E A ESCRAVIDÃO

 



A Igreja Católica teve uma relação complexa e contraditória com a escravidão, marcada pela conivência institucional e posse de escravizados, especialmente no Brasil colônia. Embora bulas papais pontuais tenham condenado o tráfico de indígenas e africanos, a hierarquia e ordens religiosas frequentemente utilizaram mão de obra escrava.
No Brasil colonial, a Igreja e o Estado atuaram juntos. A catequização buscava "dominar o corpo para libertar a alma", ensinando aos negros escravizados paciência e resignação, enquanto a instituição sacralizava a estrutura do engenho. Embora tenha havido vozes isoladas contra a escravidão, como o Padre Bartolomeu de las Casas, a estrutura institucional utilizou a religião para justificar o trabalho escravo forçado. 
Por um longo período, que durou mais de 300 anos, mosteiros e conventos possuíam escravizados, conhecidos como "escravos da religião", e a Igreja sustentou-se com essa mão de obra.
 Bulas papais como Dum Diversas (1452) e Romanus Pontifex (1454) autorizaram reis portugueses a submeter pagãos (negros) à escravidão, criando um arcabouço jurídico para o tráfico.
A expressão Dum Diversas provém do latim e é o incipit (as primeiras palavras) da bula papal emitida pelo Papa Nicolau V em 18 de junho de 1452, traduzida como "enquanto diferentes" ou "enquanto diversas [considerações/ações]".
Dum: Significa "enquanto", "enquanto que" ou "quando".
Diversas: Vem de diversus, indicando "diferentes", "diversos", ou no contexto, "diversas ações" ou "diferentes considerações". 
A expressão Romanus Pontifex vem do latim e significa literalmente "Pontífice Romano". O termo é usado para se referir ao Papa como o Bispo de Roma.
Por meio da Ordem de Cristo, da qual o Papa era o soberano, a Igreja financiou expedições de captura de africanos.
A escravidão era frequentemente apresentada como um "mal necessário" para a evangelização ou como uma forma de castigo pelos pecados (como a maldição de Cam).
Havia padres que atuavam diretamente no comércio de pessoas ou que puniam escravizados que tentavam fugir, chegando a negar a eucaristia a quem facilitava fugas.
A Igreja lutou mais cedo e com mais vigor contra a escravização de povos indígenas (nativos), defendendo que eram "livres por natureza", o que paradoxalmente incentivou o aumento do tráfico de africanos.
Iniciativas contra a escravidão foram tardias, focando mais na evangelização e "humanização" do trato do que na abolição.


A BÍBLIA E A ESCRAVIDÃO


A Bíblia não condena explicitamente a escravidão, mas a regula, estabelecendo regras de tratamento, muitas vezes diferenciadas para hebreus e estrangeiros (Êxodo 21, Levítico 25). É importante notar que a escravidão nos tempos bíblicos diferia da escravidão colonial das Américas; era um status social polissêmico, muitas vezes motivado por dívidas, pobreza extrema ou guerras, e não exclusivamente por raça.


Antigo Testamento

•Regulação e Tratamento: A Lei Mosaica continha normas para o tratamento de escravos. Escravos hebreus deveriam ser libertados após seis anos, enquanto escravos estrangeiros poderiam servir por toda a vida.

•Diferença da Escravidão Moderna: A Bíblia condena o "roubo de homens" (sequestro para escravizar). A escravidão baseada em raça não é defendida.

•Limites de Castigo: Se um senhor ferisse um escravo e este morresse na hora, o senhor seria punido. No entanto, se o escravo sobrevivesse um ou dois dias, o senhor não recebia punição adicional, pois o escravo era considerado "seu dinheiro".


Versículos Bíblicos

Êxodo 21:2: "Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça."

Deuteronômio 15:12-14: Determina a libertação após seis anos e ordena que o servo não saia de "mãos vazias", recebendo presentes do rebanho e da eira.

→Êxodo 21:5-6: Se o escravo decidir não sair, a lei ordena furar sua orelha com uma sovela contra a porta, tornando-o escravo para sempre.

→Levítico 25:44-46: Permite a compra de escravos e escravas das nações vizinhas, tornando-os propriedade herdada por toda a vida.

→Levítico 25:47: Autoriza a compra de estrangeiros residentes.

→Êxodo 21:20-21: Estabelece que se um dono ferir seu escravo e ele morrer imediatamente, o dono será punido, mas se sobreviver um ou dois dias, não será punido, pois "é seu dinheiro".

→Êxodo 21:7-11: Regula a venda de filhas como servas, com regras específicas de casamento e sustento.

→Deuteronômio 21:10-14: Permite tomar mulheres prisioneiras de guerra como esposas, com restrições à sua venda posterior.

→Êxodo 20:10: Inclui os escravos na obrigação de descansar no sábado.


Novo Testamento

Embora não abole a escravidão, o Novo Testamento, em cartas como a de Filemon, incentiva os senhores a tratarem seus escravos como "irmãos no Senhor", focando na igualdade espiritual, sem, no entanto, abolir a instituição social da época.

•Visões Críticas: Alguns analistas argumentam que as passagens bíblicas sobre a escravidão refletem uma cultura arcaica e cruel, onde escravos eram tratados como propriedade, especialmente quando comparados com os direitos dos homens livres.

•Visão Teológica/Apologética: Defensores da Bíblia sustentam que as leis da época serviam para humanizar uma prática já existente, limitando abusos e garantindo direitos mínimos, dentro do contexto histórico do antigo Oriente Médio. 

A interpretação dessas passagens varia, com alguns focando nas leis de proteção (humanização) e outros na aceitação da propriedade humana.


Versículos Bíblicos

→Efésios 6:5-9: Orienta os escravos a obedecerem aos senhores terrenos "com temor e tremor" e "como a Cristo", enquanto os senhores devem tratar os escravos com respeito, sem ameaças, lembrando que ambos têm o mesmo Senhor nos céus.

→Colossenses 3:22 - 4:1: Instrução semelhante, pedindo que os escravos trabalhem de coração, não apenas quando vigiados, e que senhores deem o que é justo e equitativo.

→1 Timóteo 6:1-2: Aconselha escravos a honrarem seus senhores para evitar que o nome de Deus seja blasfemado, especialmente se o dono for cristão.

→Gálatas 3:28: "Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus" (indica igualdade espiritual, não social).

→1 Coríntios 7:21-23: Paulo sugere que, se possível, o escravo busque a liberdade, mas o mais importante é viver para Deus, pois "quem foi chamado pelo Senhor sendo escravo, é liberto do Senhor".

→Filemon 1:15-17: Paulo apela a Filemon para receber o escravo fugitivo Onésimo não mais como escravo, mas como um irmão amado em Cristo.


A Bíblia usada na Escravidão Colonial

A Bíblia foi historicamente utilizada no período colonial nos séculos XV a XIX como uma das principais ferramentas ideológicas para justificar e sustentar a escravidão de africanos e indígenas nas Américas. Esse processo envolveu a interpretação seletiva, a manipulação de textos bíblicos e a catequização dos escravizados para promover obediência e submissão.

•O Mito da Maldição de Cam (Gênesis 9): Frequentemente usado para justificar o racismo e a escravização de negros. A interpretação distorcida de que os descendentes de Cam (filho de Noé) estariam amaldiçoados à servidão foi aplicada aos africanos.

•A "Bíblia dos Escravos" (1807): Produzida por missionários britânicos, esta versão editada era usada nas colônias britânicas para evangelizar africanos escravizados. Ela removia passagens sobre liberdade, a fuga do Egito (Êxodo) e igualdade, focando apenas em textos que pregavam a submissão aos senhores.

•Seleção de Textos de Obediência: Sacerdos e senhores brancos enfatizavam passagens do Novo Testamento, como "Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com temor e tremor" (Efésios 6:5).

•Utilização do Antigo Testamento: Trechos que descreviam a escravidão como uma instituição aceita na antiguidade hebraica foram usados para legitimar o sistema colonial, ignorando as diferenças de contexto jurídico e social.


quarta-feira, 8 de abril de 2026

A FICÇÃO DAS CURAS DE DOENÇAS NA BÍBLIA


 

A Bíblia relata diversas curas realizadas por Jesus e profetas, incluindo lepra, paralisia, cegueira, febre e doenças crônicas, simbolizando o poder divino sobre enfermidades físicas. 


▲Promessas de Curas na Bíblia

Deus como Curador: "Eu sou o Senhor, que te sara" (Êxodo 15:26).

Restauração no Leito: "O Senhor o sustenta no leito de enfermidade; na doença, tu o restauras" (Salmos 41:3).

Cura Completa: "É ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças" (Salmos 103:2-3).

Cura através de Jesus: "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças" (Isaías 53:4).

Oração e Cura: "A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará" (Tiago 5:15).

Saúde e Alegria: "O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido seca os ossos" (Provérbios 17:22).


▲Curas no Antigo Testamento

Naamã (2 Reis 5): O general sírio foi curado de lepra após banhar-se sete vezes no rio Jordão, seguindo a instrução do profeta Eliseu.

Ezequias (2 Reis 20; Isaías 38): O rei orou ao Senhor após receber o diagnóstico de morte do profeta Isaías; Deus atendeu sua oração e acrescentou 15 anos à sua vida.

Ressurreição do Filho da Viúva (1 Reis 17): O profeta Elias clama a Deus e ressuscita o filho da viúva de Sarepta.

Esterilidade de Ana (1 Samuel 1): Ana, que era estéril, teve sua saúde e fertilidade restauradas após oração fervorosa no tabernáculo.

Jó (Livro de Jó): Após sofrer com uma chaga maligna que cobriu todo o corpo, Jó foi curado e restaurado por Deus ao final de suas provações.

Águas Amargas (2 Reis 2): Eliseu cura as águas de Jericó com sal, tornando-as potáveis. 


▲Principais Doenças Curadas por Jesus

Lepra: Jesus curou leprosos, uma doença incurável na época (Mateus 8:1-4, Lucas 17:11-19).

Paralisia: O paralítico de Cafarnaum (Marcos 2:1-12) e o homem na piscina de Betesda (João 5:1-9).

Cegueira: A cura do cego de nascença (João 9:1-7) e o cego Bartimeu (Marcos 10:46-52).

Febre: A sogra de Pedro foi curada de febre alta (Marcos 1:29-31).

Fluxo de Sangue: A mulher que tocou nas vestes de Jesus (Lucas 8:43-48).

Mão Ressequida: Cura da mão atrofiada (Mateus 12:9-13).

Possessão Demoníaca: Libertação de espíritos que causavam males físicos e mentais (Mateus 8:28-34, Marcos 5:1-20).

Enfermidades diversas: O servo do centurião foi curado à distância apenas pela autoridade da palavra de Jesus. 


♦Versículos Bíblicos de Cura e Esperança

Salmos 103:2-3: "Bendiga o Senhor a minha alma... é ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças".

Tiago 5:14-15: "A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará".

Isaías 41:10: "Não temas, pois estou com você... eu o fortaleço e o ajudo".

Salmos 41:3: "O Senhor o sustenta no leito da enfermidade; da doença, tu o restaurarás".

Salmo 107:20: "Ele enviou a sua palavra e os curou; livrou-os da sepultura".

Mateus 4:23: "Jesus percorria toda a Galileia... curando toda sorte de enfermidade e doença entre o povo". 


▲Curas Realizadas por Pedro

Cochos e Paralíticos: O primeiro milagre público após o Pentecostes foi a cura de um homem coxo de nascença que pedia esmolas na porta do Templo (Atos 3:1-10). Mais tarde, Pedro curou Enéias, um homem paralítico que estava acamado há oito anos (Atos 9:33-34).

Enfermidades Gerais: A influência de Pedro era tamanha que as pessoas colocavam enfermos em macas nas ruas para que, ao menos, a sombra de Pedro passasse sobre eles e fossem curados (Atos 5:15-16).

Ressurreição: Pedro ressuscitou Dorcas (Tabita), que havia morrido após uma enfermidade não especificada (Atos 9:36-42).


▲Curas Realizadas por Paulo

Deficiências Físicas: Em Listra, Paulo curou um homem impotente dos pés, coxo desde o ventre materno, que nunca havia andado (Atos 14:8-10).

Doenças Infecciosas e Crônicas: Na ilha de Malta, Paulo curou o pai de Públio, que sofria de febre e disenteria. Após esse evento, todos os outros enfermos da ilha foram até ele e foram curados (Atos 28:8-9).

Curas por Objetos: Deus operava milagres extraordinários por meio de Paulo, de modo que lenços e aventais que tocavam seu corpo eram levados aos enfermos, e as doenças os deixavam (Atos 19:11-12).

Ressurreição: Paulo ressuscitou o jovem Êutico, que morreu após cair de uma janela durante uma pregação prolongada (Atos 20:9-12).


▲Filipe em Samaria

O evangelista Filipe também realizou curas notáveis, incluindo muitos paralíticos e coxos (Atos 8:7).


Deus Não Cura Doenças

Nos dias atuais, não vemos amputados, cegos, diabéticos, aidéticos, pessoas com câncer, coxos e deficientes físicos afins sendo curados. A desculpa é que Deus cura o interior, a cura na verdade é cura espiritual (sem contar como é isso na vida real). Doentes continuam doentes, o que vemos na vida real são médicos, enfermeiros e profissionais da saúde, aplicando medicamentos para tais doentes.

Igreja que diz que cura caroço, dor de cabeça e outras doenças irrelevantes, é fácil, quero ver os amputados, cegos, diabéticos, aidéticos, pessoas com câncer, coxos e deficientes físicos afins sendo curados.

Do ponto de vista científico e prático, são as vacinas, os antibióticos e os tratamentos médicos que combatem biologicamente os patógenos e curam enfermidades e não Deus, Jesus ou as Religiões.

A Ciência e Medicina focam nas causas físicas, nos mecanismos biológicos e nos resultados mensuráveis. As vacinas, por exemplo, erradicaram doenças como a varíola, algo que só foi possível através do método científico.

Mesmo para quem possui crenças religiosas, o consenso ético e médico é que a fé não substitui o tratamento médico. Negar vacinas ou remédios em nome de uma crença é considerado um risco grave à saúde pública e individual.

Todas as doenças que o ser humano procura combater, curar ou dar algum tratamento para o adoentado melhore, não vemos a ação de Deus, Jesus, corando de fato. Sacerdotes de diversas religiões fazem rezas, orações, meditações, benzedeiras, passes e etc., fazem tais rituais de curas, mas não curam os  amputados, cegos, diabéticos, aidéticos, pessoas com câncer, coxos e deficientes físicos afins sendo curados, estes tem que enfrentar o martírio do SUS.


DOENÇAS CONTROLADAS OU ERRADICADAS GRAÇAS ÀS VACINAS E NÃO DEUS

 


A vacinação é essencial na prevenção de doenças

Atualmente, existe um grande número de microrganismos capazes de infectar o corpo humano e causar danos severos. Felizmente, as vacinas e não Deus são uma medida ideal para aumentar as defesas e permitir que o corpo humano combata essas doenças.

Por vários anos, uma longa lista de doenças foi quase eliminada pelas vacinas, e até algumas outras foram completamente erradicadas. Por isso, é fundamental manter o calendário de vacinação em dia e não hesitar em imunizar as crianças. Os benefícios de saúde a longo prazo são realmente surpreendentes.


Deus Não Cura Doenças

Do ponto de vista científico e prático, são as vacinas, os antibióticos e os tratamentos médicos que combatem biologicamente os patógenos e curam enfermidades e não Deus, Jesus ou as Religiões.

A Ciência e Medicina focam nas causas físicas, nos mecanismos biológicos e nos resultados mensuráveis. As vacinas, por exemplo, erradicaram doenças como a varíola, algo que só foi possível através do método científico.

Mesmo para quem possui crenças religiosas, o consenso ético e médico é que a fé não substitui o tratamento médico. Negar vacinas ou remédios em nome de uma crença é considerado um risco grave à saúde pública e individual.

Todas as doenças que o ser humano procura combater, curar ou dar algum tratamento para o adoentado melhore, não vemos a ação de Deus, Jesus, corando de fato. Sacerdotes de diversas religiões fazem rezas, orações, meditações, benzederias, passes e etc, fazem tais rituais de curas, mas não curam os  amputados, cegos, diabéticos, aidéticos, pessoas com câncer, coxos e deficientes físicos afins sendo curados, estes tem que enfrentar o martírio do SUS.


Edward Jenner - Variola

A palavra Vacina vem do latim Vaccinus, que quer dizer Vaca. Originalmente, fazia parte da expressão Variolae Vaccinae, usada para descrever a "Varíola das Vacas".

A escolha do nome deve-se ao médico inglês Edward Jenner, que em 1769 desenvolveu a técnica de imunização.

Jenner observou que pessoas que ordenhavam vacas e contraíam a varíola bovina (Cowpox), uma versão muito mais leve da doença, tornavam-se imunes à terrível varíola humana.

Cowpox vem do inglês que quer dizer  e significa literalmente "peste das vacas" ou "varíola bovina".

Cow: Vaca.

Pox: Um termo arcaico usado para descrever doenças que causam pústulas, erupções ou feridas na pele (como a smallpox, que é a varíola humana).

Em 1881, o cientista Louis Pasteur propôs que o termo fosse estendido a outras formas de imunização em homenagem ao trabalho pioneiro de Jenner com as vacas.

Em 1980, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a varíola oficialmente erradicada. Foi uma das doenças mais letais da história e a primeira a ser eliminada graças a uma vacina.


Alexander Fleming - Pelicelina

A penicilina foi descoberta pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming em 1928, no St. Mary's Hospital, em Londres, quase por acaso. Após retornar de férias, ele notou que um fungo Penicillium Notatum contaminou uma placa de cultura de bactérias e impediu o seu crescimento. Fleming identificou que o fungo Penicillium Notatum produzia uma substância que matava bactérias, a qual chamou de "penicilina".


Howard Florey e Ernst Boris Chain

Em 1939, na Universidade de Oxford, Howard Florey e Ernst Boris Chain lideraram uma equipe que conseguiu isolar e concentrar a penicilina, tornando-a estável e utilizável. Eles iniciaram os primeiros testes clínicos, mas a produção era mínima, feita em laboratórios improvisados.

Em 1941 Florey viajou aos Estados Unidos para buscar apoio. Lá, cientistas e indústrias farmacêuticas se uniram ao esforço. Ainda em 1941, o grupo de Oxford demonstrou com sucesso o uso da penicilina injetável em humanos, salvando vidas com infecções graves.

A parceria entre a visão de Florey e a expertise bioquímica de Chain foi essencial para a aplicação clínica da penicilina.

O trabalho deles permitiu a produção em massa do primeiro antibiótico, salvando inúmeras vidas durante a Segunda Guerra Mundial e revolucionando a medicina.


Prêmio Nobel

Fleming, Florey e Chain receberam o Prêmio Nobel de Medicina em 1945 pela descoberta e desenvolvimento do antibiótico.

O três receberam conjuntamente o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1945. Eles foram premiados pela descoberta da penicilina (por Fleming em 1928) e pelo desenvolvimento de métodos para isolar, purificar e produzir o antibiótico em escala, permitindo seu uso terapêutico contra doenças infecciosas.


Pólio

É uma doença viral aguda causada pelos poliovírus tipos 1, 2 e 3. Pode causar meningite, paralisia e até morte por asfixia. Esta infecção é transmitida por contato direto e pode ocorrer em qualquer idade. No entanto, estudos estimam que mais de 50% dos casos ocorram em crianças menores de 3 anos.

As vacinas contra a poliomielite erradicaram a poliomielite nos Estados Unidos, na Europa e na maior parte do Pacífico Ocidental e do Oriente Médio. No entanto, essa condição ainda persiste em mais de 30 países da África e da Ásia.

A poliomielite não tem tratamento específico e a vacinação é a única ferramenta para controlar os surtos. O esquema da vacina injetável (VIP) inclui 2 doses administradas aos 2 e 4 meses de idade, com reforço entre 15 e 18 meses, além de um segundo reforço entre 4 e 5 anos de idade.


Tétano

O tétano é uma condição aguda causada por toxinas produzidas pela bactéria Clostridium tetani. Causa rigidez dolorosa dos músculos do corpo e do rosto e pode levar rapidamente à morte. A infecção ocorre a partir de feridas causadas por objetos contaminados.

A vacina contra o toxóide tetânico (TT) geralmente faz parte da vacina combinada DTPa que também protege contra difteria e coqueluche.

Os profissionais recomendam o uso de 4-5 doses de DTPa para maior proteção contra o tétano.


Difteria

A difteria é uma doença infecciosa causada por algumas cepas tóxicas da bactéria Corynebacterium diphtheriae. Afeta o trato respiratório superior causando febre, tosse, dor e placas acinzentadas na garganta. É disseminado por contato direto com partículas transportadas pelo ar expelidas pela tosse e espirros.

Em épocas anteriores, esta doença causou um grande número de mortes em todo o mundo. No entanto, a vacinação reduziu drasticamente a taxa de infecções por difteria na maioria dos países. Por outro lado, a negação da vacinação infantil e a baixa cobertura levaram ao surgimento de novos surtos.


Gripe

A gripe é uma doença viral comum causada pelos vírus influenza A e B. É transmitida de pessoa para pessoa através do contato com secreções contaminadas. Pesquisas sugerem que as crianças são as mais suscetíveis a esta doença, afirmando que 2 em cada 10 crianças contraem a gripe a cada ano.

A vacinação continua sendo a opção mais segura e eficaz para prevenir a gripe.

Na maioria das regiões, as vacinas inativadas e atenuadas são utilizadas para combater a doença.


Hepatite A

É uma condição viral causada pelo vírus da hepatite A (HAV), comum em crianças. O curso da doença é geralmente autolimitado e pode se manifestar com febre, mal-estar e vômitos. A transmissão é fecal-oral e ocorre através do contato com alimentos e água contaminados.

A vacinação universal é considerada a melhor medida de controle da hepatite A na comunidade. No entanto, nos últimos anos a incidência tem aumentado em todo o mundo devido à falta de vacinação e más condições de higiene em muitos países. Portanto, a imunização é vital de acordo com os programas de cada região.

As vacinas monovalentes contra a hepatite A são geralmente aplicadas a partir do primeiro ano de vida.


Hepatite B

É uma doença infecciosa causada pelo vírus da hepatite B. É transmitido principalmente por contato sexual e pelo sangue. Essa condição causa uma doença hepática aguda com duração de várias semanas que se manifesta com icterícia, urina escura, fadiga, náusea, vômito e dor abdominal.

Da mesma forma, também pode causar infecção crônica que pode levar à cirrose e câncer de fígado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2019 a hepatite B causou mais de 820 mil mortes em todo o mundo. No entanto, as vacinas ainda são uma opção segura para prevenir essa infecção.

O esquema de vacinação recomendado inclui 3 doses da vacina HBV para aumentar a imunidade.


Rubéola

A rubéola é uma doença exantemática comum em crianças e é causada por um Togavirus do gênero Rubivirus. A transmissão ocorre através do contato com as secreções respiratórias das pessoas afetadas, pela tosse ou espirro. Isso geralmente causa uma erupção cutânea generalizada na pele, febre e mal-estar geral.

Por outro lado, essa doença é de alto risco para gestantes não vacinadas, pois pode causar anormalidades no feto e induzir abortos. Felizmente, esta é uma das doenças que foi quase eliminada pelo uso de vacinas.

A vacinação contra a rubéola é dada como uma preparação combinada, conhecida como tripla viral (SRP), que também protege contra caxumba e sarampo.


Sarampo

Esta é uma doença viral altamente contagiosa causada pelo vírus do sarampo do gênero morbillivirus. Na maioria dos casos, esta condição apresenta febre, tosse, conjuntivite, secreção nasal e pequenas manchas por todo o corpo.

A AEP afirma que, graças aos programas de vacinação infantil, até 95% dos casos foram reduzidos na maioria dos países. No entanto, em 2011, o sarampo apresentou um ressurgimento crítico na Europa que ainda tem focos importantes na França e na Bulgária.


Catapora ou Varicela

É uma doença exantemática infantil causada pelo vírus varicela-zoster (VZV). É contraída através do contato com vesículas contaminadas ou secreções respiratórias de uma pessoa com a doença. A maioria dos casos de varicela ocorre em crianças de 1 a 9 anos, especialmente em climas tropicais.

A catapora é altamente contagiosa e pode levar a complicações graves em 10% das pessoas afetadas. Além disso, esse vírus é capaz de permanecer adormecido dentro dos nervos, para depois ressurgir e produzir herpes zoster. No entanto, a vacinação mostra uma eficácia superior a 95% de acordo com a AEP.


Caxumba

Caxumba é uma doença viral comum em crianças de 5 a 14 anos de idade. Essa condição é transmitida por secreções respiratórias e é caracterizada pela presença de inchaço e dor na glândula parótida, no nível maxilar. Além disso, febre, dor de cabeça e fadiga são comuns.

Esta doença não tem um tratamento específico e geralmente remite após vários dias. A vacina contra caxumba é composta por uma cepa atenuada do vírus, combinada com outros componentes do sarampo e da rubéola.


Infecção por Haemophilus influenzae tipo B (Hib)

A bactéria Haempophilus influenzae tibo B (Hib) é um patógeno capaz de produzir pneumonia, meningite, epiglotite, celulite infecciosa e infecção articular. Tem alta incidência e mortalidade em crianças não vacinadas menores de 5 anos.

Nos tempos antigos, mais de 200.000 crianças eram infectadas a cada ano, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Felizmente, esta é uma das doenças que foi quase eliminada graças às vacinas.

A vacina Hib é geralmente uma preparação combinada conhecida como vacina pentavalente.


Coqueluche ou Tosse Ferina

A coqueluche é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis. Tem uma incidência especial em crianças de 3 a 4 meses e em adolescentes. Isso geralmente começa com um quadro catarral, semelhante à gripe, e depois segue para uma tosse intensa que pode durar de 4 a 6 semanas.

Recém-nascidos e bebês não vacinados correm alto risco de complicações. Por isso, é recomendado que as mães se vacinem durante a gravidez, para oferecer alguma proteção ao bebê.

A vacina pertussis contém cepas inativadas e faz parte da vacina combinada DTPa.


Doença Pneumocócica

As infecções causadas pela bactéria Streptococcus Pneumoniae têm alta prevalência em todo o mundo. Esse patógeno é capaz de produzir otite, sinusite, pneumonia, meningite e até sepse e bacteremia. Portanto, é de alto risco em crianças pequenas não vacinadas.

Os avanços na vacinação reduziram muito a incidência desse tipo de infecção e melhoraram a qualidade de vida.

Existem dois tipos de preparações pneumocócicas: a vacina polissacarídica e a vacina conjugada.


Rotavírus

A infecção por rotavírus é outra das doenças quase eliminadas graças às vacinas. No entanto, ainda tem uma alta incidência como causa de diarreia aquosa e vômitos em crianças pequenas. Além disso, esse vírus é capaz de causar desidratação grave e é responsável por um elevado número de internações.


Covid 19

Foi com a vacina que o Covid 19 foi controlado, fazendo com que o mundo acabasse de vez com o lockdown ou medidas de fechamento total.


terça-feira, 7 de abril de 2026

BIBLIOTECA DE NAG HAMMADI


 

Os manuscritos de Nag Hammadi, também conhecidos como a Biblioteca de Nag Hammadi, são uma coleção de 13 códices de papiro encadernados em couro que revolucionaram nossa compreensão do cristianismo primitivo e do Gnosticismo.

Foram encontrados em dezembro de 1945 por um camponês egípcio chamado Mohammed Ali Samman, róximo à cidade de Nag Hammadi, no Alto Egito, dentro de uma jarra de barro selada e enterrada ao pé de uma falésia.

Estima-se que os manuscritos físicos foram produzidos em meados do século IV d.C. (aprox. 350 d.C.), embora os textos originais que eles traduzem possam datar dos séculos II ou III.

Estão escritos em copta (o estágio final da língua egípcia, usando o alfabeto grego), sendo provavelmente traduções de originais em grego.

A coleção compreende 52 textos em sua maioria gnósticos, incluindo escritos que antes eram conhecidos apenas por menções de seus detratores (os "caçadores de heresias" da Igreja primitiva). 

Textos famosos como o Evangelho de Tomé (que contém 114 ditos atribuídos a Jesus), o Evangelho de Filipe e o Evangelho da Verdade.

Incluem diálogos filosóficos, apocalipses e até uma tradução/adaptação parcial de A República de Platão.

Contém três trabalhos pertencentes ao Corpus Hermeticum. 

Acredita-se (mas não há certeza) que os manuscritos foram enterrados por monges do mosteiro de São Pacômio por volta do ano 367 d.C.. Isso provavelmente ocorreu após o bispo Atanásio de Alexandria emitir uma carta pascal definindo o cânone estrito do Novo Testamento e ordenando a destruição de livros considerados "heréticos" ou "apócrifos".

Diferente dos Manuscritos do Mar Morto (que focam no judaísmo do Segundo Templo), a Biblioteca de Nag Hammadi fornece acesso direto às vozes do cristianismo gnóstico, permitindo aos historiadores reavaliar a diversidade de crenças nos primeiros séculos da era cristã.


Por que Estes Textos foram Excluídos?

Datação Tardia: Muitos foram escritos no século II d.C. ou depois, muito tempo após a morte dos apóstolos, tornando sua autenticidade duvidosa.

Conteúdo Gnóstico: A maioria apresentava ensinamentos gnósticos, que enfatizavam um conhecimento secreto e a salvação pela compreensão interior, em contraste com a fé baseada na morte e ressurreição de Cristo.

Contradições Teológicas: Relatos sobre a vida e a natureza de Jesus frequentemente contradiziam os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.

Falta de Aceitação Geral: Não eram considerados inspirados por Deus pela maioria das comunidades cristãs primitivas. 

Quando o imperador romano Constantino se converteu ao Cristianismo no ano 312, ele quis usar este ato como uma forma de unificar seus fragmentados domínios territoriais.

Por isso, buscou-se padronizar as doutrinas cristãs e criar um cânone a partir das escrituras do Novo Testamento. Assim, as escrituras apócrifas foram separadas e até mesmo suprimidas. A grande maioria simplesmente deixou de ser reproduzida.

Ao fim do século 4, os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João foram aceitos amplamente como parte integral dos 27 textos que constituem o Novo Testamento, que, junto com o Velho Testamento, formam o cânone das escrituras cristãs sagradas.

O evangelho de Mateus enfatiza a descendência nobre de Jesus e a remonta até Abraão. Acredita-se que o primeiro evangelho tenha sido o de Marcos, escrito entre os anos 65 e 75 D.C.

Os evangelhos de Lucas e Mateus se basearam neste texto. O evangelho de Lucas foi escrito para convertidos não judeus e rastreia a genealogia de Jesus até Adão, fazendo dele uma figura universal.


EVANGELHOS EXCLUÍDOS DA BÍBLIA

 


Em 1945, um grupo que escavava o deserto egípcio em busca de fertilizante fez uma descoberta que mudou completamente nosso entendimento sobre o início do Cristianismo.

Tratava-se de vários textos primitivos cristãos, incluindo os evangelhos de Tomé, Filipe e Marcião, alguns dos muitos livros alternativos sobre Jesus que não foram incluídos na Bíblia.

Por retratarem um Jesus Cristo radicalmente diferente daquele presente nos evangelhos do Novo Testamento — Mateus, Marcos, Lucas e João — estes relatos acabaram sendo excluídos pela Igreja de seu texto sagrado quando se chegou a uma versão oficial do cristianismo.


Evangelho de Felipe

Escrito originalmente em grego entre os anos 180 e 250 d.C., embora a versão encontrada em Nag Hammadi esteja traduzida para a língua copta, o evangelho de Filipe,  foi redescoberto em 1945 na Biblioteca de Nag Hammadi, no Egito. Embora leve o nome do apóstolo Filipe, o texto é considerado anônimo. Ele recebeu esse título porque Filipe é o único apóstolo nominalmente mencionado em uma de suas passagens.

O texto mostra, um estreito vínculo entre Jesus e Maria Madalena, é um texto cristão gnóstico que é totalmente diferente dos evangelhos canônicos da Bíblia, ele foca em ensinamentos esotéricos e na autoridade espiritual feminina.

O texto apresenta diálogos entre os discípulos e o Salvador ressuscitado sobre a natureza da matéria e a ascensão da alma.

Maria Madalena é retratada como a discípula que recebeu revelações especiais de Jesus, o que gera tensões e disputas de autoridade com outros apóstolos, especialmente Pedro.

 O texto chegou até nós de forma fragmentada através de manuscritos em grego e copta, sendo o mais famoso o Códice Akhmim.

 

Evangelho de Tomé

O Evangelho de Tomé é um dos textos apócrifos mais importantes do cristianismo primitivo, redescoberto em 1945 na coleção de manuscritos de Nag Hammadi, no Egito. Embora atribuído ao apóstolo Tomé, a maioria dos historiadores data a obra entre os anos 140 e 180 d.C., sendo escrita originalmente em grego e preservada em copta. 

Diferente dos evangelhos canônicos da Bíblia, ele não narra a vida de Jesus, mas consiste em uma lista de 114 ditos (logia) atribuídos a ele.

O texto não apresenta milagres, morte ou ressurreição; foca inteiramente nas palavras e ensinamentos "secretos" que Jesus teria confiado a Tomé, o Dídimo.

Muitos estudiosos associam o conteúdo ao gnosticismo, sugerindo que a salvação vem através do autoconhecimento e da descoberta da centelha divina interior, em vez da fé institucionalizada.

Enquanto os evangelhos tradicionais tratam o Reino de Deus como algo futuro ou externo, o de Tomé enfatiza que o "Reino está dentro de vós e ao vosso redor".

O texto foi excluído do cânone bíblico por ser considerado herético pela Igreja primitiva. Os motivos principais incluem: 

Divergência Teológica: Seus ensinamentos contradizem a mensagem central de redenção através do sacrifício de Cristo.

Data de Escrita: Foi escrito muito tempo após a morte dos apóstolos, o que tirou sua credibilidade como relato direto.

Falta de Narrativa: A ausência da Paixão e Ressurreição desqualificava o texto para as necessidades litúrgicas da época.


Evangelho da Infância de Tomé ou Pseudo-Tomé

Foi escrito originalmente no século II d.C., provavelmente em meados desse século, por volta do ano 150 d.C. a 185 d.C..

É um texto cristão apócrifo que narra a vida de Jesus dos 5 aos 12 anos de idade [18, 4], ele preenche a lacuna deixada pelos evangelhos canônicos sobre o crescimento do "Menino Jesus" 

O texto apresenta um Jesus jovem com poderes sobrenaturais que ele nem sempre controla de forma benevolente, alternando entre milagres de compaixão e atos de punição [4.6, 4.5]: 

Os Pardais de Barro: Jesus molda doze pardais de barro em um sábado. Quando repreendido por trabalhar no dia de descanso, ele bate as mãos e ordena que os pássaros voem, e eles ganham vida [4.1].

Ressurreições: Relata Jesus ressuscitando crianças que morreram em acidentes, como um menino que caiu de um telhado (Zenon) [4.6].

Maldições: Em passagens controversas, Jesus amaldiçoa outras crianças ou adultos que o irritam, fazendo-os definhar ou cair mortos, embora muitas dessas ações sejam revertidas posteriormente [4.6].

Educação e Sabedoria: Descreve Jesus na escola, onde ele confunde seus professores com uma sabedoria que supera o entendimento humano, explicando o significado profundo das letras do alfabeto [4.6, 4.12]

Atribuído a "Tomé, o israelita filósofo", mas não é o apóstolo Tomé que escreveu o famoso Evangelho de Tomé (o "Evangelho dos Ditos") [4.2].

Originalmente escrito em grego, o texto foi amplamente traduzido e expandido ao longo dos séculos, dando origem a versões em latim, siríaco, georgiano e até influenciando o Evangelho Árabe da Infância [4.2, 4.8].

Em 2024, pesquisadores identificaram em Hamburgo o manuscrito mais antigo conhecido deste evangelho, um fragmento de papiro grego datado do século IV ou V [4.11, 4.15].

Este livro foi rejeitado pela Igreja primitiva e excluído do cânone bíblico (tornando-se apócrifo) por vários motivos: 

Datação tardia: Escrito muito depois da morte dos apóstolos [4.21].

Doutrina e Estilo: O comportamento vingativo do menino Jesus em certas passagens contradiz a imagem de Jesus apresentada nos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João [4.3, 4.21].

Fins Pedagógicos: Muitos estudiosos acreditam que as histórias funcionavam como "contos populares" ou parábolas para satisfazer a curiosidade dos fiéis sobre os anos ocultos de Jesus [4.5, 4.10]. 


Evangelho de Pedro

Não confunda este evangelho apócrifo com as Epístolas de Pedro (1 e 2 Pedro) da Bíblia, que foram escritas bem antes, por volta dos anos 60 d.C. a 100 d.C.

O Evangelho de Pedro foi escrito, muito provavelmente, entre os anos 100 d.C. e 150 d.C. O texto parece utilizar elementos dos quatro evangelhos da Bíblia (Mateus, Marcos, Lucas e João), o que indica que foi composto após a circulação desses escritos. 

O texto já era conhecido e circulava por volta do ano 190 d.C., quando o bispo Serapião de Antioquia mencionou e proibiu seu uso em igrejas devido ao conteúdo considerado herético. O manuscrito físico mais famoso deste evangelho, encontrado no Egito em 1886, é uma cópia muito mais tardia, datada entre os séculos VIII e IX. A narrativa apresenta um tom mais lendário e antijudaico, características comuns em apócrifos produzidos no século I.


Evangelho da Verdade

Escrito provavelmente entre 140 d.C. e 180 d.C. O Evangelho da Verdade é um dos textos mais importantes da biblioteca de Nag Hammadi, descoberta no Egito em 1945. Diferente de outros apócrifos que narram milagres, este é um sermão teológico e poético sobre a natureza do conhecimento divino.

Muitos estudiosos atribuem a autoria a Valentim, um famoso mestre cristão de Roma que fundou a escola do Valentinianismo. Santo Ireneu de Lyon menciona o título desta obra ao criticar os valentinianos por volta de 180 d.C.

O texto usa metáforas belíssimas sobre luz, perfume e o "Livro dos Viventes". Ele descreve a alegria de retornar ao Pai e a paz de encontrar a verdadeira identidade. Uma seção famosa discute o "Nome do Pai", explorando a relação mística entre Deus e seu Filho

Foi rejeitado pela Igreja primitiva porque sua teologia sugeria que o mundo físico era uma ilusão ou um erro, em vez de uma criação boa de Deus. Além disso, o foco exclusivo na salvação pelo conhecimento (Gnose) afastava-se da doutrina da salvação pelo sacrifício vicário e pela fé, comum nos evangelhos canônicos.

O texto não foca na vida de Jesus, mas em como a humanidade se perdeu de Deus: 

O Erro (Plane): O mundo material e o sofrimento são vistos como frutos do "Erro", que se personifica como uma névoa que cega os seres humanos.

A Ignorância: O pecado não é visto como uma desobediência moral, mas como esquecimento ou falta de conhecimento (Gnosis) de onde viemos.

Jesus como Revelador: Jesus é enviado pelo Pai para trazer a "Palavra" que dissipa a ignorância, funcionando como um despertador para as almas que "estão dormindo" e tendo pesadelos no mundo material.


Evangelho de Judas

Não confunda o Evangelho de Judas (texto apócrifo focado em Judas Iscariotes) com a Epístola de Judas (carta presente no Novo Testamento da Bíblia, atribuída a Judas Tadeu, que adverte contra falsos mestres).Acredita-se que o texto original foi escrito em grego por volta do ano 150 d.C. O manuscrito encontrado é uma cópia em copta (antiga língua egípcia) datada do século III ou IV. Já no ano 180 d.C., o bispo Irineu de Lyon mencionou e condenou este texto em sua obra Contra as Heresias, classificando-o como uma história fictícia inventada por grupos gnósticos.

O Evangelho de Judas é um texto apócrifo de origem gnóstica que apresenta uma perspectiva radicalmente diferente sobre Judas Iscariotes, retratando-o não como o traidor de Jesus, mas como seu discípulo mais fiel e o único que compreendeu sua verdadeira missão divina.

O texto afirma que Jesus pediu pessoalmente a Judas que o entregasse às autoridades. O objetivo seria sacrificar o "corpo físico" de Jesus para que sua essência divina pudesse ser libertada e retornasse ao reino espiritual.

Diferente dos evangelhos canônicos, este manuscrito reflete crenças gnósticas do século II, onde o mundo material é visto como uma criação de um deus inferior e imperfeito, enquanto a salvação vem através do conhecimento secreto (gnosis).

 No relato, Jesus zomba da ignorância dos outros discípulos e revela apenas a Judas os "mistérios do reino", chamando-o de "décimo terceiro espírito" que governaria sobre as outras gerações.

O documento foi encontrado no Egito na década de 1970, mas sua existência só se tornou amplamente conhecida em 2006, após ser autenticado e publicado pela National Geographic.




domingo, 5 de abril de 2026

A VERDADE SOBRE A PÁSCOA


 

Pessach do hebraico, quer dizer "passar por cima", "saltar" ou "passagem". O termo refere-se ao momento bíblico em que Deus "passou sobre" as casas dos hebreus no Egito, poupando-as da última praga (morte dos primogênitos), simbolizando a libertação da escravidão para a liberdade.

Isso é o que é vendido no sistema religioso, pois na realidade, nada disso aconteceu na vida real.

O Pessach comemora a libertação descrita no livro de Êxodo e é celebrado com um jantar ritual chamado Seder.


»Deus influencia Faraó a não deixar o povo sair

A Bíblia relata em várias passagens que Deus "endureceu o coração" de Faraó para que ele não deixasse o povo sair

Êxodo 4:21: "...Mas eu vou endurecer o coração de Faraó, para que não deixe o povo ir".

Êxodo 7:3: "Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas."

Êxodo 9:12: "Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, e ele não os ouviu...".

Êxodo 10:1: "...endureci o seu coração e o coração dos seus servos, para que eu faça estes meus sinais no meio deles".

Êxodo 10:20: "O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.

Êxodo 10:27: "Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, e ele não quis deixá-los ir".

Êxodo 11:10: "Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir os filhos de Israel da sua terra."

Êxodo 14:4: "Endurecerei o coração de Faraó... e sabendo os egípcios que eu sou o Senhor".

Romanos 9:17-18: "Porque diz a Escritura a Faraó: 'Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra'. Logo, pois, tem ele misericórdia de quem quer, e endurece a quem quer."


»O Castigo do Faraó

Faraó paga por uma decisão que vem do próprio Deus de não deixar o povo de Israel sair do Egito. Deus faz com que o povo de Israel não saia do Egito, influenciando a decisão, ou decisões de Faraó, então, Deus pune o Faraó de não deixar o povo de Israel sair do Egito, por este ser influenciado ou manipulado pelo próprio Deus. Assim, Deus faria os milagres que ele já queria fazer, para o povo de Israel adorá-lo e por conseguinte temê-lo e depois, acreditar no seu poder. Isso tudo, faz sentido para você?


»Anjo da Morte

Outro problema aqui é o tal de Anjo da Morte, ninguém sabe quem é, tudo que temos é um nome genérico. 

Em Êxodo 12:23, o texto diz que o Senhor passará para ferir os egípcios e não permitirá que o Destruidor entre nas casas dos israelitas.

Segundo a tradição religiosa foi o próprio Deus quem executou o juízo, sem intermediários, baseando-se em Êxodo 12:12: "Eu passarei pela terra do Egito... e eu ferirei todos os primogênitos". Embora o nome não apareça no livro de Êxodo, a Bíblia não dá um nome próprio a esse executor no texto de Êxodo, mas tradições teológicas e folclóricas posteriores sugerem alguns nomes:

Destruidor: do hebraico Ha-Mashchit ou Mašḥît que quer dizer:  "corrupção", "ruína" "extermínio" "exterminador".

Olethreuon: do grego "O Exterminador, usado na tradução de Hebreus 11:28 ao referir-se a este evento.

Azrael: é reconhecido nas tradições islâmica e judaica como o Anjo da Morte, responsável por separar a alma do corpo no momento final e guiá-la para o post-mortem. Conhecido como "aquele a quem Deus ajuda", ele atua como um mensageiro divino benevolente, não cruel, sendo o quarto arcanjo no Islã. 

Samael: no judaísmo é o responsável por retirar a alma dos seres humanos. Em algumas tradições, é considerado o chefe dos demônios e o marido de Lilith.

Anjo do Senhor: algumas tradições cristãs sugerem que "o Destruidor" poderia ser o Anjo do Senhor, uma figura que muitos estudiosos identificam como uma aparição pré-encarnada de Jesus Cristo.


»Sangue nos Umbrais

A prática de passar sangue nos umbrais, batentes e vergas das portas era um ritual conhecido no antigo Oriente Médio, com significados apotropaicos, ou seja, de proteção contra maus espíritos, demônios ou o "anjo exterminador". Na antiguidade, o sangue era visto como portador da vida e possuía um caráter sagrado e de selamento de alianças. O uso de sangue (e outros elementos) nas entradas das casas servia para marcar um espaço sagrado e protegido.

Toda Mesopotâmia e Egito, tinham o costume de passar sangue no batente (umbrais) das portas, para protegerem-se dos maus espíritos, que traziam, pobreza, miséria, doenças e morte. Neste período destas localidades, portas eram vistas como pontos de transição entre o mundo profano e o sagrado, sendo comum o uso de inscrições, óleo ou sangue para pedir proteção divina.

Para estes povos, o sangue ou óleo em batentes selava "alianças de limiar", também conhecida como aliança de hospitalidade, refere-se a um conceito cultural oriental profundo, que simboliza a proteção e o acolhimento oferecidos por um anfitrião a um hóspede. 

O "limiar" ou soleira da porta é o ponto que separa o mundo exterior do ambiente familiar e seguro da casa, significando hospitalidade divina ou a consagração do lar a uma divindade. Este era um ritual real de purificação e proteção. Um dos procedimentos envolvia o āšipu (exorcista) esfregar o sangue de um animal no limiar, na verga e nos umbrais das portas do palácio.

Essa prática Suméria influenciou a da Páscoa Judaica ou Pessach, onde o sangue do cordeiro nos batentes servia como um sinal de proteção contra o "destruidor".


»Ritual de Bīt Rimki

Embora essa prática seja mais famosa pelo relato bíblico do Êxodo no Egito, rituais semelhantes existiam em culturas Suméria, Acádia, Assíria, Caldéia, Gútia, Amorita e por todo povo da Mesopotâmia.

Era um ritual real de purificação e proteção, onde um dos procedimentos envolvia o āšipu (exorcista) que esfregava o sangue de um animal no limiar, na verga ou batente ou umbrais das portas do palácio.

Na Suméria e toda Mesopotâmia, o sangue era visto como um símbolo potente de vida e uma forma de apaziguar divindades ou afastar entidades negativas.

O Ritual de Bīt Rimki era um rito religioso praticado por todo povo da Suméria e por toda Mesopotâmia. Bīt Rimki quer dizer “Casa de Ablução” ou “Casa de Banho, o ritual  destinado a limpar o rei e seus familiares de males, feitiçarias ou presságios ruins, como eclipses lunares. A cerimônia envolvia banhos rituais, encantamentos e, frequentemente, o uso de um "rei substituto" para assumir o infortúnio.

O ritual era central no "ritual do rei substituto", onde um plebeu era coroado temporariamente para assumir o perigo, permitindo ao rei verdadeiro passar pela purificação sem risco de morte. O Bīt Rimki focava no uso do espaço, com a "Casa de Banho" agindo como um local seguro para a transformação e proteção da realeza. 

Reis assírios, como Esarhaddon, submeteram-se a essa cerimônia várias vezes. Frequentemente, o ritual fazia parte da prática do "rei substituto", quando o rei se disfarçava de "agricultor" para evitar um mau agouro. 


»Morte do Cordeiro ou Ritual de Pūḫu

O ritual Bīt Rimki ou "Casa de Ablução" era uma cerimônia profilática e de purificação de alto nível na antiga Suméria e toda Mesopotâmia, para se limparem de presságios malignos, como eclipses lunares ou feitiçaria. Dentro desse contexto, o cordeiro desempenhava um papel fundamental como substituto ritual Pūḫu. Pūḫu é um termo sumério e acádio que significa "substituto", "troca" ou "equivalente".

O Pūḫu era amplamente usado na Suméria, referia-se a substitutos vivos (pessoas ou animais) ou figuras (barro/madeira) em rituais expiatórios para transferir doenças, maldições ou a morte.

Pūḫu era o "bode expiatório" ou representante que assumia o mal, a doença ou a morte em nome de alguém, muitas vezes descrito como dinānu (sinônimo).

A porta era considerada um ponto de transição vulnerável entre o mundo exterior e o ambiente seguro da casa, exigindo rituais específicos de proteção.

Em tempos de crise, um "substituto" (pūḫu) assumia o trono enquanto o rei real se ocultava, sendo o substituto sacrificado após o fim do perigo (como um eclipse).

O sacrifício do cordeiro e outros rituais apotropaicos tinham como objetivo cancelar presságios negativos e garantir a longevidade do rei. Em alguns textos, o animal é referido como Mašḫultuppû (um tipo de bode ou cordeiro) que agia como bode expiatório.

Pode significar também um equivalente, substituto ou compensação, particularmente em trocas comerciais ou empréstimos. Pūḫu é o conceito Sumério para a troca de um substituto (pessoa, animal ou objeto) em rituais de proteção ou substituição comercial.


»Não Existia Povo de Israel e Não Existiu o Êxodo

A arqueologia indica é que o próprio povo de Israel era uma dissidência dos cananeus – gente que teria se previsto em novas vilas nas montanhas por razões que ainda não foram totalmente esclarecidas. Os arqueólogos não acharam nem sinal deles na área durante uma época – por volta de 1300 a. C.. 

Não houve um povo israelita vivendo escravo no Egito, nunca existiu a escravidão do povo de Israel no Egito.

A nação de Israel surgiu a partir de tribos que sempre haviam morado em Canaã mesmo, ou seja, os Hebreus eram Cananeus e não um grupo isolado.

Nunca, jamais, moraram no Egito. Muitos cananeus proto-israelitas (cujos netos e bisnetos formariam o povo de Israel lá na frente) certamente foram escravos de egípcios – inclusive dentro de Canaã, já que esse era o destino de vários habitantes de regiões dominadas. Daí teria surgido a história de que toda a comunidade israelita formou-se como nação enquanto era escrava.


»Moisés Nunca Existiu

Descobertas de historiadores e arqueólogos têm lentamente desmontado a saga de Moisés. O libertador dos israelitas talvez seja uma figura quase tão mitológica quanto Daenerys Targaryen, a heroína de Guerra dos Tronos. É verdade que um líder tribal chamado Moisés, ou algo parecido, pode até ter existido há 3 mil anos, mas basicamente nenhum feito atribuído a ele passa pela peneira do escrutínio histórico.

Por outro lado, a saga que está na Bíblia não surgiu do nada. Ela é fruto de um longo processo histórico, que culminou na criação do monoteísmo. Essa saga, embora não contenha milagres e talvez seja complexa demais para virar novela, é tão fascinante quanto a narrada pelo Livro Sagrado.


»ONISCIÊNCIA DE DEUS

A Onisciência de Deus é o atributo divino de possuir conhecimento pleno, perfeito e ilimitado de todas as coisas — passado, presente e futuro. Significa que Ele conhece pensamentos, intenções, ações e toda a criação sem restrições. Esse conhecimento total, muitas vezes ligado à Sua soberania, traz segurança, pois implica que Deus compreende profundamente o ser humano.

Mas a tal Onisciência de Deus não funciona quando passa o tal do Anjo da Morte, que tipo de divindade que tem o poder da onisciência para tudo, mas não tem o poder de saber qual portal, umbral ou batente é do seu povo ou não. Tanto é que o povo de deus tem que marcar as portas com sangue, porque o tal deus onisciente não consegue distinguir quem é seu povo ou não, se não tem um sinal. E este sinal, tem que ser feito com sangue.

A Onisciência de Deus não funcionou neste caso! Pois se ele precisa de um marcador visual com sangue para não errar o endereço e assim não matar o primogênito de seu próprio povo por engano, então, não existe a tal Onisciência.


»Discordância dos Evangelhos

•Em Mateus Marcos e Lucas  Jesus come a refeição da Páscoa aos moldes da religião Judaica e morre logo após. Jesus seguiu os ritos tradicionais, como o pão sem fermento "Matzá", o vinho e os salmos de louvor "Hallel".

Mateus 26:17-30, Marcos 14:12-26 e Lucas 22:7-23 descrevem que, no primeiro dia da festa dos pães sem fermento (quando se sacrificava o cordeiro pascal), Jesus e seus discípulos preparam e comem a refeição da Páscoa. Após a ceia (quinta-feira à noite), Jesus é traído, preso e, no dia seguinte (sexta-feira, ainda durante o período pascal), é crucificado, morrendo como o "Cordeiro de Deus" no mesmo período em que os cordeiros pascais eram sacrificados.


•No livro de João capítulo 19 Jesus morre antes do Cordeiro ser Degolado

Em João 19, Jesus é condenado e crucificado no dia da "Preparação da Páscoa", por volta da hora sexta (meio-dia) [João 19:14-16]. Ele entrega o espírito antes do pôr do sol [João 19:30-31], momento em que os cordeiros pascais eram sacrificados no Templo.

O ritual da Páscoa exigia que os cordeiros fossem mortos na tarde de sexta-feira, dia 14 de Nisã. João 19:36 destaca que "nenhum dos seus ossos será quebrado", uma referência direta à lei do cordeiro pascal (Êxodo 12:46).

Esta cronologia difere sutilmente dos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos, Lucas), que retratam a Última Ceia como a refeição pascal. 


»A Ressurreição de Jesus

A Páscoa é a principal comemoração do Cristianismo. Embora o Natal seja amplamente popular, a Páscoa é considerada a festa mais importante porque celebra a ressurreição de Jesus Cristo após sua morte na crucificação, o que é o fundamento central da fé cristã, pois celebra a vitória de Jesus sobre a morte e a promessa de salvação.

A Páscoa é o ápice da Semana Santa, que inclui a Sexta-Feira Santa (crucificação) e o Domingo de Páscoa (ressurreição).

Após o Ritual de Bīt Rimki e o Ritual de Pūḫu, o rei, assim como seu reinado, eram renovados, reanimados, revividos, renascidos, refortalecidos, ressuscitados. 

O Jesus ressuscitado, seria portanto o reino dos reis Sumérios, Acádios, Gútios, Amoritas, Cassitas, Elamitas, Assírios, Caldeus, etc, serem também renovados ou ressuscitados, pois os Rituais Bīt Rimki e Pūḫu, davam esse avalia de sobrevida aos reinos destes monarcas.

Com Jesus, sendo o Pūḫu o Cordeiro, ele é agora, no cristianismo o ressurreto e renovado, depois de passar pelo Bīt Rimki Sumério ou Pessach. 

A Páscoa é mais um evento de cunho religioso que tem origens na Suméria, não é uma festa original do povo hebreu ou israelita.