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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

BRASIL - O PAÍS DOS IMPOSTOS



Que o Brasil é o país dos impostos, disso todos sabemos. Mas quais são exatamente estes impostos? Os impostos que são cobrados no Brasil são vários, mas ficaremos com os principais. E estes impostos que o governo cobra dos cidadãos brasileiros incidem em três esferas, que são os impostos federais, os impostos estaduais e os impostos municipais. 


Impostos Federais

II - Imposto de Importação

É um tributo que, de acordo com o artigo 153 da Constituição Federal, é de responsabilidade da União. 

Este tipo de imposto, como o seu nome próprio, já nos dá a entender, incide sobre os produtos comprados em território estrangeiro. Sendo assim, toda vez que compras são feitas no exterior, a entrega dos produtos no Brasil só é autorizado mediante o pagamento do Imposto de Importação. O contribuinte, neste caso, é a pessoa física ou jurídica. 

Este tipo de imposto conta com dois tipos de arrecadação, que são o Regime de Tributação Simplificada, que são feitos para bens adquiridos no valor até 100 dólares, e o outro é o Regime de Tributação Especial, para bens adquiridos com valores acima de 100 dólares e abaixo de 3 mil dólares. 


IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados

Também é um tributo de competência da União. Basicamente, os contribuintes do IPI são os importadores, comerciantes ou arrematadores. Ele é destinado exclusivamente aos donos de indústrias. 

Esse tipo de tributação recai tanto no valor do produto importado, como do produto industrializado nacional. Além disso, no caso de produtos levados a leilão, o imposto também é cobrado. 


IOF - Imposto sobre Operações Financeiras

É um dos principais impostos pagos pelo cidadão ao longo de sua vida. Basicamente, tal tributação recai sobre operações de câmbio, operações de créditos ou operações de seguro. 

Além disso, ele também é cobrado em operações mobiliárias ou relacionadas a títulos. O contribuinte pode ser tanto pessoa física como jurídica. Tudo vai depender de quem realizar a operação.

De acordo com o Código Tributário Nacional do artigo 63, a cobrança do IOF pode estar relacionada a operações de crédito, operações de câmbio, seja na troca de moeda estrangeira ou nacional, operações de seguro, como no recebimento de prêmios ou gerações de apólices e na emissão, pagamento, transmissão ou resgate de valores mobiliários a títulos. 


IRPJ - Imposto de Renda Pessoa Jurídica. 

É a tributação que incide sobre a renda bruta de empresas, de donos ou portes e segmentos do mercado nacional.

As alíquotas são as seguintes, 6% quando sobre o lucro acumulado inflacionário ou de 15% quando sobre o lucro real. Empresas de todas as áreas do mercado estão sujeitas ao pagamento do IRPJ, assim como negócios essencialmente rurais, empresas estatais, empresas registradas ou não, empresas de sociedade mista e até mesmo estabelecimentos que estão em estados críticos que podem levar a falência. Declaração deste tipo de imposto pode ser tanto trimestral como anual. 

Quando trimestral, o tributo deve ser pago no último dia dos seguintes meses, março, junho, setembro e dezembro. Quando em relação ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, devemos destacar que existem quatro diferentes modelos de tributação para as empresas que são lucro arbitrário, lucro simples, lucro presumido e lucro real. O lucro real é obrigatório para empresas com faturamento maior que 48 milhões de reais anuais e também para empresas que exercem determinadas atividades como instituições financeiras e factoring. 


IRPF - Imposto de Renda Pessoa Física

Esse tipo de tributação incide na renda do trabalhador brasileiro. Esse tipo de imposto não é cobrado para uma grande parcela da população, uma vez que é necessário ter obtido os ganhos acima de um valor específico para contribuir no IRPF. 

A alíquota do Imposto de Renda de Pessoa Física varia bastante e é proporcional à renda de tributação. 


ITR - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural

É o imposto federal cobrado todos os anos exclusivamente nas propriedades rurais.

Basicamente, ele deve ser pago pelos donos de imóveis rurais ou usufrutuários portadores de títulos, sendo estes pessoas físicas ou jurídicas. Quando não há pagamento da tributação, a cobrança é de 1% de juros ao mês. 


COFINS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. 

É um tributo cobrado de empresas brasileiras de todos os portes e segmentos do mercado, com exceção às micro e pequenas empresas, desde que registradas no regime do Simples Nacional, que diminui as tributações para essas empresas com objetivo de legalizá-las. Basicamente, as empresas devem pagar este imposto para auxiliarem o Governo Federal no financiamento de programas de Seguridade Social, tais como Previdência Social, Assistência Social e Saúde Pública. Essa contribuição é baseada nos rendimentos brutos anuais da empresa. 

Para as empresas com regime de lucros no sistema acumulativo, a alíquota é de 7,6%. Já as empresas que optarem pela incidência do tipo comutativa, a alíquota é menor que 3%. 


CID O CID - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. 

É a tributação que incide sobre o gás natural, o petróleo e seus derivados. Isso inclui o álcool e o combustível. Os contribuintes do CID são os produtores, importadores e formuladores de combustíveis em âmbito nacional. 

Estão isentos do pagamento desta tributação produtos que serão vendidos para exportadores e nafta petroquímica, que tem como destino final a produção de petroquímicos. 


CLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. 

É uma tributação federal brasileira com incidência na renda líquida de pessoas jurídicas. 

A alíquota da CCLL é de 9 a 20%, o que irá depender dos lucros líquidos do período de base antes mesmo da provisão do imposto de renda. 


INSS - Instituto Nacional do Seguro Social

O INSS é um dos impostos mais populares em âmbito nacional. Basicamente, essa tributação é destinada ao Instituto Nacional do Seguro Social, que pertence ao Ministério da Previdência Social. 

O INSS foi criado no ano de 1988 e é dotado de inúmeras funções, sendo a mais popular entre elas a responsabilidade pela aposentadoria social. O imposto é recolhido tanto das empresas, que são pessoas jurídicas, como dos trabalhadores, que são pessoas físicas. Entre os pagamentos realizados pelo INSS destacam-se a aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio acidente e demais benefícios também previstos em O INSS é um tributo descontado em folha de pagamento e alíquota. 

Varia de 8% a 11%. Basicamente, quanto maior é o salário, maior também é o desconto no holerite. 


FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. 

É um tributo que incide sobre a renda do trabalhador brasileiro com carteira assinada. Esse valor, por sua vez, deve ser depositado pela própria empresa. Essa tributação é no valor fixo de 8% do salário.

O empregador é o responsável por realizar este pagamento no nome do empregado. E isso tem que ser feito mensalmente em uma conta da Caixa Econômica Federal. Resumindo, o FGTS reflete na junção de todos estes depósitos mensais.

O valor pertence ao empregado. 


PIS e PASEP

PIS - Programa de Integração Social

PASEP - Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público 

O PIS ou o PASEP são nada mais do que contribuições sociais.

O principal objetivo do PIS e do PASEP é de financiamento para o pagamento de abonos, seguro-desemprego e participação na receita bruta de entidades ou órgãos. Não à toa, o PIS ou o PASEP funcionam como uma segurança para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Tanto o número do PIS como o do PASEP devem estar cadastrados no número do CNPJ da empresa. 

Melhorar a distribuição de renda em âmbito nacional é o principal objetivo pelo qual o PIS-PASEP foi implementado. Na Reforma da Constituição de 1988, o PIS pode ser sacado todos os anos, especialmente em casos de morte, aposentadoria ou graves doenças. O contribuinte desse tipo de imposto é o empregador.


Impostos Estaduais

ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços

É o imposto instituído em todo o Brasil. Cada Estado, por sua vez, pode alterar a tabela de valores a serem tributados por conta própria. O ICMS é um tributo que incide sobre os mais variados tipos de serviços prestados em âmbito nacional, como serviços de importação, telecomunicações, transportes interestaduais ou intermunicipais, prestação de serviços e assim por diante. 

Ele também incide na circulação de alimentos, eletrodomésticos, roupas, veículos e etc. Os contribuintes do ICMS são pessoas jurídicas, ou seja, empresas cadastradas na Secretaria de Estado da Fazenda. A inscrição do estabelecimento é obrigatória antes mesmo do início de suas atividades. 

Basicamente, qualquer empresa que atue na transferência, vendas, transporte ou qualquer outra operação comercial de circulação de mercadorias deve contribuir para o ICMS. 


ITCMD - Imposto sobre Transmissão, Causa Mortes e Doação

É um imposto de competência do Distrito Federal, como também dos Estados Brasileiros. 

Seu objetivo é incidir sobre o recebimento de herança, isto quando é causa mortes, ou doações, no caso de relações com intervivos. Este imposto passa a ser cobrado após a transmissão de bens, como créditos, imóveis e direitos em geral, ou títulos de um indivíduo para outro, seja após a morte ou como doação. A alíquota varia de caso para caso e a função desse tipo de imposto é essencialmente fiscal.


IPVA - Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores 

É certamente o imposto estadual mais conhecido pela população. Basicamente, este tributo estadual é instituído na Constituição Federal e incide sobre a propriedade de veículos automotores, o que inclui carros, motos, ônibus, caminhões e etc. 

Após arrecadado, 50% do valor é de domínio do Estado e outros 50% da cidade onde o veículo foi registrado. A alíquota do IPVA varia de Estado para Estado e incide sobre o valor do veículo na tabela FIP. O IPVA foi criado no ano de 1985 em substituição ao TRU, que era a Taxa Rodoviária Única.

Ele não tem nenhum tipo de relação com a situação das ruas ou estradas do Estado, sendo seu objetivo exclusivamente fiscal. O imposto deve ser pago anualmente em parcela única ou em até 3 mensalidades. Agora vamos aos impostos municipais.


Impostos Municipais

ITBI - Imposto sobre Transmissão de Bens Intervivos

É um tributo municipal de competência do Distrito Federal e dos municípios.

Em algumas cidades, ele também pode ser conhecido pela sigla CISA. Esse tipo de imposto incide sobre a transferência da propriedade de casas, prédios e imóveis de molde geral. Sendo assim, o processo de compra e venda de uma residência, por exemplo, só é oficializado após o pagamento deste tributo.

Na grande maioria dos casos, o ITBI é pago pelo próprio comprador do imóvel, porém tudo vai depender do tipo de negociação. A lei quanto a do ITBI varia de cidade para cidade, porém é de, em média, 2% sobre o valor de mercado do imóvel. 


ISS - Imposto sobre Serviços

É um tributo que incide sobre empresas de todos os portos e segmentos instalados na cidade em questão. O ISS foi criado em substituição do ISS-QN, que era o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza. Basicamente, o ISS é um tributo de competência do Distrito Federal, como também dos municípios, regido pela Lei Complementar de número 116, implementada em agosto de 2003.

De acordo com a Constituição Federal, a alíquota mínima da cobrança é de 2% com base nos rendimentos brutos da empresa. Não só empresas de todos os portos prestadores de serviços devem pagar este imposto, como também profissionais autônomos deste segmento. Geralmente, a alíquota é de 5% em cima do valor da nota fiscal de cada serviço prestado. Em alguns municípios brasileiros, a alíquota é de apenas 2%. 


IPTU - Imposto Predial e Territorial Urbano

é um imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana. É um imposto que incide sobre a propriedade de qualquer tipo de imóvel, que inclui residências, galpões industriais, prédios comerciais ou residenciais, chácaras, terrenos e qualquer outro espaço. 

A base de cálculo deste imposto depende do valor venal do imóvel, ou seja, o valor de mercado pelo qual ele deve ser comercializado. Para o cálculo do valor venal do imóvel, por sua vez, levam-se em consideração os seguintes fatores, tamanho do terreno, total de área construída e não construída, localização do terreno na planta da cidade e qualificação, o que irá depender do acabamento da obra. Após calculado o valor venal do imóvel, multiplica-se este valor pela alíquota de seu município. 

Geralmente, a alíquota é de 1% para casas e comércios ou de até 3% para prédios e terrenos. 

Estes são alguns dos impostos que o contribuinte paga para os nossos governantes.

AS BRUXAS DE SALÉM

 


No dia 19 de agosto de 1692, em uma pequena cidade rural do estado de Massachusetts, aconteceu o famoso julgamento das bruxas de Salem, onde cerca de 200 mulheres foram presas, torturadas e acusadas de bruxaria e 20 delas foram infelizmente condenadas a morte, sendo que 5 delas foram executadas naquele mesmo dia. Tudo isso aconteceu por causa da religião, e a religião, nós sabemos, comanda toda a vida do ser humano. Neste caso em questão é a religião chamada de Ciência Cristã.


Ciência Cristã

A Ciência Cristã foi fundada por uma falsa profetisa chamada Mary Baker Eddy no ano de 1866. Mary Baker Eddy pertencia à Igreja Congregacional Trinitária, e os adeptos desta religião acreditavam que o mundo material é uma ilusão e que as doenças são erros mentais e não distúrbios físicos, e por isso os doentes deviam ser curados por meio de orações e hipnoses. A hipnose é um conceito do Espiritismo que é claro, não é de Deus.

Hoje em dia a hipnose recebe outro nome pelos religiosos, e este nome é entrar em mistério. A religião Ciência Cristã é um espiritismo camuflado, é um cambalacho religioso, que hoje é chamado de Teologia da Libertação, e nós vemos essa enganação nos cultos evangélicos que são hoje conhecidos como sessão de descarrego, cultos de cura e libertação, cultos de milagres e etc. Mas, qual é a verdadeira história por trás das chamadas Bruxas de Salém? 


A História

A história começa no mês de fevereiro do ano de 1692, quando Elisabeth Paris, filha de nove anos do reverendo de Salém Samuel Paris, como também sua sobrinha Abigail, começam a apresentar comportamentos estranhos e acabam ficando doente, se contorcendo de dor.

Algumas pessoas alegavam que elas diziam que foram picadas por insetos. Não dá para saber ao certo o que aconteceu, pois as histórias ganham muitas versões quando se relata as doenças das meninas. Mas é fato que, entre gritos tenebrosos e sons esquisitos, é chamado um médico metafísico adepto desta religião ciência cristã.

O nome desse falso médico era Daniel Spoford. É sabido que, na verdade, ele não era médico, mas é fato que Daniel Spoford era um espírita evangélico da pior qualidade. E ele faz uma visita às meninas e ele alega absolutamente que elas estariam amaldiçoadas, ou seja, endemoniadas.

O caso cresceu quando outra menina do mesmo vilarejo, de nome Anne Putnam, começou a exibir os mesmos sintomas preocupantes. Essas doenças deveriam, claro, ser tratadas pela medicina convencional, com médicos sérios e profissionais. Mas estamos falando de religião, e sabemos que o sistema religioso é disso aí para pior.

E uma vez se tratando de um caso típico de controle religioso mental, obviamente que a religião e não a ciência séria iria tomar conta dos eventos. Os casos, infelizmente, foram tratados como fenômenos paranormais diabólicos, e não como uma doença de quadro clínico. Então, este fenômeno sinistro, fraudulento e mentiroso foi atribuído às obras do diabo.

Só para variar. Sendo assim, o que ocorreu com as meninas foi atribuído a três mulheres. E estas mulheres acusadas eram Tibuta, que era uma escrava indígena, em seguida foi acusada Sarah Gold, uma mendiga, e por último Sarah Osborn, uma idosa pobre.

Estas mulheres eram vistas como servas do diabo. É óbvio que elas não tinham nada a ver com essas doenças, e elas não eram bruxas. E também não tinha nada que comprovasse que essas mulheres eram do demônio.

Mas, na boca de quem não presta, ninguém tem valor. E o negócio no sistema religioso é o mesmo, que é sempre julgar as pessoas pela aparência. Isso é típico dos religiosos e da sociedade hipócrita, que é dita de bem.


E outra coisa, essas três mulheres acusadas, todas eram pobres. E o pobre, claro, sempre serviu e sempre servirá de bode expiatório e também de boite piranha nas mãos de políticos e dos religiosos. E o caso da indígena Tibuta merece aqui uma nota, porque ela foi envolvida na história sem ter nada a ver com o peixe.

É claro que Sarah Gold e Sarah Osborn também não tinham nada a ver com isso. 


Tibuta

Mas no caso da indígena Tibuta, ela foi obrigada a se envolver, infelizmente neste caso. Sendo uma indígena oriunda da América do Sul, Tibuta foi levada para a Salém como escrava e ela foi convocada, ou seja, intimada a fazer o que chamavam de bolo de bruxa.

Este bolo, em tese, curaria as meninas que estavam sofrendo destes sintomas demoníacos. E entre os ingredientes deste bolo, teria a urina das meninas e centeio para sua confecção. E este bolo seria dado aos cachorros delas, com a promessa de que uma vez que os cachorros comessem o tal bolo de bruxa, esta maldição que pairava sobre as meninas seria quebrada.

E uma vez obrigada a fazer este bolo, porque Tibuta era uma escrava, infelizmente este bolo levou Tibuta a também ser acusada de bruxaria e por conta disso ela foi condenada a fogueira. Isto porque o tal bolo de bruxa que os cachorros comeram não aliviou o sofrimento das meninas e ela foi acusada de confeccionar este bolo que ao invés de ser uma benção para as meninas, na verdade se tornou uma maldição. E sob fortíssimos interrogatórios a base de torturas, Tibuta foi obrigada a confessar seu crime e ela foi acusada de ter feito pacto com o demônio.

E nesta acusação ela foi obrigada a confessar que realmente tinha feito pacto com o demônio e que o tal bolo de bruxa era na verdade para continuar a maldição sobre as meninas. Ela também foi obrigada a afirmar nessas sessões de interrogatórios barra torturas que ela assinou um livro com o diabo e neste livro que ela assinou ela garantiu que mais bruxas estavam espalhadas pelo vilarejo com o objetivo de acabar com a religião que tomava conta do lugar. É fato que a religião causa histeria, paranoia e fanatismo e isso aconteceu no caso das bruxas em Salem.


Marta Corey

Uma destas personagens foi Marta Corey, ela foi uma das acusadas de bruxaria que causou grande escândalo sobre o vilarejo. Marta Corey era mulher devolta da igreja no caso desta religião e ela era dedicada frequentemente às questões religiosas. Essa confirmação em particular deixou a comunidade em pânico, porque se até uma mulher ligada a igreja poderia ser feiticeira ou bruxa, então ninguém conseguiria ser temente a Deus o suficiente para ser apanhado pelo diabo.


Dorothy

Outro caso chocante foi o caso de Dorothy, a filha de 4 anos de Sarah Gould, que após horas de interrogatório, as autoridades acabaram acusando a menina Dorothy de 4 anos de bruxaria. Por conta disso, a histeria, a paranoia e o fanatismo religioso só aumentou, porque Marta Corey, que era uma devota religiosa assídua, foi acusada de bruxaria e uma menina de 4 anos também foi acusada de bruxaria, então realmente ninguém estava seguro. Muitos fugiram deste vilarejo, mas os fujões que foram pegos foram executados sem julgamento.


Um Basta na Histeria

O ministro Cotton Mater e seu filho Ingris Mater, que na época presidia a universidade de Harvard, sabendo da grande histeria que se passava sobre Salem, pediram ao governo da cidade para que parassem de considerar sonhos e visões como evidências reais de testemunhos que estavam levando à morte pessoas inocentes. Os pedidos claramente foram ignorados e começaram somente a ser considerados pelo governador William Phipps, quando sua própria esposa foi acusada pela comunidade religiosa de também estar praticando bruxaria. Com isso, o governador William Phipps deu um basta nesta paranoia coletiva que havia se instaurado no vilarejo e com o passar do tempo as condenações diminuíram.

O governador William Phipps atendeu a um pedido do presidente da universidade de Harvard que denunciou o uso de evidências especulativas contra pessoas inocentes. E é claro que estas evidências especulativas eram sonhos e visões. E nós sabemos que visões e revelações são muito fortes na religião evangélica.

O presidente da universidade de Harvard escreve ao governador Phipps a seguinte carta. Abre aspas. É melhor que 10 bruxas suspeitas escapem do que uma pessoa inocente ser condenada.

Fecha aspas. 


Fim do Julgamento

O fim do julgamento foi dado no dia 29 de outubro daquele mesmo ano. Após o fim do julgamento, muitas pessoas admitiram o erro do que havia acontecido.

As mulheres que ainda estavam presas e vivas acabaram sendo libertadas em maio de 1693. Com o fim das acusações, dos julgamentos, das prisões e das sentenças de morte, a comunidade acabou pedindo perdão publicamente pelos casos que foram julgados. No dia 14 de janeiro de 1697, o tribunal geral de Salem promoveu um dia de jejum em respeito às almas das mulheres assassinadas.

No ano de 1702, os julgamentos foram considerados ilegais. E nove anos depois, a colônia de Salem determinou que os nomes dos condenados fossem limpos. Houve também outras retratações.

No ano de 1711, por exemplo, os parentes das vítimas receberam 600 libras como forma de indenização pelos abusos e pelas mortes, ou seja, assassinatos de seus familiares. No entanto, Massachusetts, onde fica o vilarejo de Salem, só se desculpou formalmente pelas barbaridades no ano de 1957, depois de ter passado os longos 250 anos após os julgamentos e assassinatos. Hoje em dia, Salem é um vilarejo turístico exatamente por conta destes casos e sendo o Museu das Bruxas de Salem como o ponto mais visitado da cidade.


terça-feira, 1 de setembro de 2026

A VERDADEIRA ORIGEM DA ASSEMBLEIA DE DEUS



Existe uma romantização da origem da Assembleia de Deus. Quando se pergunta para algum assembleiano como foi a origem da Assembleia de Deus, eles vão contar de uma forma pueril, de uma forma romantizada, como surgiu o seu segmento religioso. E é muito bonito.

Fizeram até um filme, escreveram livros sobre os dois missionários suecos que vieram aqui no Brasil e de uma forma desbravadora fundaram a Assembleia de Deus. E é fato, Gunnar Wingren e Daniel Berg realmente fundaram aqui no Brasil a Assembleia de Deus. Mas o processo não foi da forma como eles falam.

Não foi uma coisa pueril, romântica, honrada, como contam os adeptos da Assembleia de Deus. A origem real da Assembleia de Deus é cheia de entraves, traições, mentiras, enganações, divisões, facções e etc. E isso é muito comum entre as igrejas evangélicas, porque quase todas as igrejas evangélicas, sejam elas pentecostais ou neopentecostais, nasceram de uma divisão.

Nasceram com brigas, discussões, dedo no olho, arranca-rabo, voadora e etc. É muito comum. E no caso da Assembleia de Deus, não foi diferente.

A divisão, que é óbvio, foi um tanto desonesta, é apenas mais um caso dos muitos casos das origens dessas igrejas evangélicas. A origem da Assembleia de Deus é cheia de erros. E os fundadores Gunnar Wingren e Daniel Berg tinham mais intenção de pregar aos batistas do que aos incrédulos.

Ou seja, o que eles fizeram é o velho truque conhecido que é pescar no aquário alheio. O rastro de divisões e mágoas dentro da Assembleia de Deus foi feita por onde passava. Antes de mais nada, eu sei que muitos assembleianos ou simpatizantes da Assembleia de Deus vão comentar, xingar, falar que isso não é verdade, que é uma invenção, que eu tenho que me converter, que eu estou com o diabo no corpo e etc.

Eu vou citar aqui as fontes. A primeira fonte é a origem da Assembleia de Deus no Brasil, autor Gilberto Stefano. E a segunda fonte é de Francisco José Barbosa, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

E a última fonte é a do historiador Antônio de Almeida. Ele registra essa história na Igreja Batista do Belém. Então, é verdade.

Eis a história real da fundação da Assembleia de Deus aqui no Brasil. Tudo começa no dia 19 de novembro de 1910, quando desembarcam no Brasil dois pastores, no caso pastores batistas, que eram Gunnar Wingren e Daniel Berg. Esses dois congregavam na Igreja Batista dos Estados Unidos.

Mas devido ao fato de se unirem ao movimento pretecostal realizado na Rua Zusa 312, em Los Angeles, eles foram excluídos das igrejas batistas. Ou seja, ocorreu lá o evento da Rua Zusa. Tem um vídeo que eu fiz sobre isso, o link está aí para vocês.

Foi uma sessão espírita, não foi nada de Deus, não foi movimento religioso, cristão como se pensa. Ocorrido este evento na Rua Zusa, com o tempo este evento ficou muito conhecido nos Estados Unidos, não só lá como em outros países.

Gunnar Wingren e Daniel Berg, ambos batistas, souberam, óbvio, do evento ocorrido na Rua Zusa e eles começaram a aderir ao movimento pretecostal. Por conta disso, eles foram expulsos da Igreja Batista. Isso mesmo, eles foram excluídos, expurgados, expulsos, porque eles desobedeceram aos seus superiores.

A Igreja Batista era pretecostal, mas essa Igreja Batista que os suecos Gunnar Wingren e Daniel Berg eram membros, ainda aguardava algumas doutrinas anglicanas. E Gunnar Wingren e Daniel Berg, depois de expulsos da Batista, foram então acolhidos pelo pastor maçom Charles Fox Farton. Charles Fox Farton, claro, vocês sabem, ele era maçom, um dos líderes da Kuklux Klan, maçom convicto e homossexual.

Depois eles se desentendem com Charles Fox Farton e vão ter outro pastor como líder. É assim o sistema religioso evangélico. Não tem uma lealdade, fidelidade, é muito comum.

Pois bem, ao chegarem ao Brasil, Gunnar Wingren e Daniel Berg foram apresentados ao pastor Eurico Nelson. Eurico Nelson era o pastor da Igreja Batista do Belém do Pará. Eles foram apresentados para o pastor Eurico Nelson porque eles eram batistas e Eurico Nelson era da Igreja Batista, então tudo em casa.

E foi feito então o pedido que os religiosos fazem quando você muda de igreja, que é a tal da carta, no caso uma carta de transferência, que tem que ser assinado por um pastor, toda aquela burocracia. E o pastor Eurico Nelson pediu a Gunnar Wingren e Daniel Berg a tal carta de transferência e eles não tinham. Por que eles não tinham? Eles não tinham esta carta de transferência porque eles foram expulsos da Igreja Batista de lá dos Estados Unidos.

Qual foi a estratégia de Gunnar Wingren e Daniel Berg? Mentir. Eles mentiram para Eurico Nelson que eles não eram membros excluídos da Igreja Batista americana. O erro já começa aí, já começa com mentiras.

Mentiras aceitas, infelizmente, eles foram morar então no porão dessa Igreja Batista cujo pastor era Eurico Nelson. E eles ficaram no porão até conseguirem se estabelecer e depois arrumarem dinheiro, emprego, até conseguirem alugar uma casa. Nesse inteirinho o tempo passa e o então pastor Eurico Nelson precisa viajar para o sudeste do país porque haveria uma convenção batista e foi neste tempo que os dois pastores suecos agiram.

Sem a presença do pastor titular e ajudado por um moderador da Igreja chamado José Plácido da Costa, Gunnar Wingren e Daniel Berg conseguiram a filiação na Igreja Batista, mesmo sem as cartas de transferência. Já é o segundo erro ou segundo pecado. O primeiro pecado foi a mentira e o segundo é a manipulação e agir pelas costas e isso é chamado de conluio.

Gunnar Wingren e Daniel Berg começam então a induzir alguns membros da Igreja Batista a ficarem depois do culto para assistir as suas reuniões. No caso seria as sessões espíritas que os evangélicos chamam de cultos pentecostais. É claro que essas reuniões depois do culto eram feitas sem o conhecimento da Igreja e eram feitas, claro, no porão onde eles estavam instalados.

Com o tempo, o grupo de pessoas que ficavam depois do culto começou a aumentar. Em esses cultos pentecostais, que na verdade eram sessões espíritas, havia muito barulho, as pessoas entravam em êxtases, que eram o tal de entrarem em mistério, falavam em línguas estranhas, que são as línguas hinokianas e alguns começaram a dizer que tinham recebido dos dois pastores o que eles chamavam de batismo com fogo, que é o tal do pentecostes. E esse culto escondido, feito nas escuras, pelas costas, um dia teve que ser descoberto porque toda mentira que se preze, não importa o tempo, um dia ela vem à tona.

Aconteceu que um irmão da igreja, o evangelista Raimundo Nobre, descobriu o caso e logo ele comunicou a toda a igreja. Depois disso foi feita uma reunião para apurar o caso e nessa reunião os dois pastores, a saber Gurnar Vingar e Daniel Berg e mais 11 membros da igreja, foram excluídos e isso com o pastor titular fora do estado, porque ele estava no sul em uma conferência batista. Esse caso aconteceu no ano de 1910.

Gurnar Vingar e Daniel Berg continuaram a realizar o seu trabalho de proselitismo entre os membros da igreja e ficou aquela rinha porque com a chegada de Gurnar Vingar e Daniel Berg, a divisão na igreja batista de Belém do Pará foi muito forte. Eles causaram o que é chamado de facção. O próprio Gurnar Vingar afirma em seu diário que eles faziam isso, abre aspas, por onde íamos buscávamos nas igrejas e nas casas dos batistas infundirem o novo batismo, fecha aspas.

Esse tal novo batismo que Gurnar Vingar fala em seu diário, é o tal do batismo com fogo, era o novo culto pentecostal como se conhece hoje, que sabemos que é espiritismo gospel e esses cultos pentecostais, vocês sabem, eram a tal das vigílias avivadas, campanhas nos lares, cultos matinais que é a tal da consagração, orar no monte e etc. E nesses cultos sempre se aprendia a falar as tais línguas estranhas, pular, rodar, correr, gritar e etc. Nesses cultos também foram introduzidos a heresia pentecostal do Chequinar, aí então é fundada a Assembleia de Deus do Belém do Pará.

Passa-se o tempo e vem outra divisão, outra rachadura na Assembleia de Deus. Devido a divergências teológicas, brigas, doutrinárias, desentendimentos, discórdias e etc. surge a Assembleia de Deus de Madureira.

Paulo Leivas Macalão funda o Ministério Madureira. Tudo bem que Paulo Leivas Macalão foi o maior compositor de hinos da harpa cristã no Brasil. Mas não nos esqueçamos, Paulo Leivas Macalão era um maçom importante na comunidade evangélica brasileira.

Paulo Leivas Macalão foi consagrado a pastor pelas mãos do próprio Gunnar Wingren e pelo também sueco Levi Petrus. Essa consagração aconteceu no dia 17 de agosto de 1930. Agora eu lhes faço uma pergunta, é de Deus o surgimento de uma instituição que nasça por meio de divisão, brigas, separação, segmentação e outra coisa? É de Deus facções religiosas? É de Deus ter brigas, desentendimentos e todo tipo de desagregação? Segundo consta nos evangelhos, qualquer coisa que nasça com brigas, discussões, confusões, litígios, disputas, querelas, discórdias etc. 

não pode ser de Deus. Em segundo livro de Atos não vemos nenhum surgimento de religião, não vemos nenhuma doutrina ou usos e costumes. O próprio Cristo não fundou nenhum segmento religioso.

Ainda mais o segmento religioso que nós sabemos são surgidos através de discussões, brigas, confusões, litígios, disputas, querelas, discordâncias, discórdias, choques, desavenças, rixas, atritos e etc. E a Assembleia de Deus aqui no Brasil foi a primeira das muitas que surgiram desta forma.


A ORIGEM DO POVO CANANEU



Os povos cananeus são vários povos que se fundiram com a complexa multiculturalidade de múltiplas etnias que se juntaram, misturaram, formando, com o tempo claro, uma nação diversa, heterogênea e complicada.

Era uma colcha de retalhos culturais multinacionais que se ajudavam e que também guerreavam entre si, formando diversos clãs que mudavam de lado conforme a precisão e ocasião. Foram ondas migratórias de vários povos que ocuparam a mesma região. Ora brigavam entre si, ora se ajudavam, o que é normal quando se tem muita gente morando no mesmo lugar.

Embora as culturas fossem diversas, com o tempo foi se formando uma cultura una, singular e similar. Com o passar do tempo, estes povos heterogêneos formaram uma base cultural onde todos, por assim dizer, se entendiam, obtendo uma base religiosa, linguística e comercial para se protegerem, se atacarem, se ajudarem e, por fim, guerrearem entre si. Dentre estes povos multifacetados, temos os Sim, os israelitas ou os hebreus eram cananeus.

Não tem para onde fugir. São todos povos cananeus, incluindo os hebreus, israelitas e tem povos que eu esqueci de colocar aqui, neste mosaico cultural. Para este vídeo, eu estou usando os seguintes livros como referência, que são O primeiro livro, Histórias da Antiga Canaã, dos autores Michael J. Kogan e Mark S. Smith.

Livro lançado em 2012, de 192 páginas. E também o livro, Os Antigos Cananeus, a história das civilizações que vieram em Canaã antes dos israelitas. O livro tem 102 páginas, foi publicado em 2019.

Este livro é pertencente a uma série de livros com vários autores. E também o livro, Mitologia Cananeia, deuses e religião da Antiga Canaã. O livro tem 74 páginas e o autor é Sebastian Berg.

A ocupação na região não se deu ao mesmo tempo. Há povos que são muito antigos, como os jebuseus, jegarzeus e heveus, por exemplo. E outros que chegaram depois, lá pelo século XII, como os filisteus.

Estamos falando de uma região complicada de se entender e tem uma história complexa, difícil e confusa. Assim como atualmente, a confusão na região continua atual. E os aspectos que eram homogêneos, por assim dizer, que eram divididos pelos povos da região, eram vários.

Eles falavam mais ou menos o idioma equivalente para todos se comunicarem. Embora alguns tivessem suas próprias formas de diálogo ou próprios idiomas, eles tinham uma forma geral de fazer comércio entre si e, por conseguinte, tinham mais ou menos a mesma religião. Lembrando, com o tempo, cada um foi se isolando, tendo sua própria cultura, sua própria religião, idioma, forma de comércio.

Foram formando pequenos reinos, pequenos polos de reinados. Como o reino dos cananeus, o reino dos israelitas, o reino dos jebuseus. Foram se formando e um atacava o outro ou um ajudava o outro.

Aí depende do que era preciso na época. No caráter religioso, as religiões basicamente eram inspiradas, influenciadas na religião sumeriana. Pois os deuses eram sumerianos.

Se puxando a etimologia, o passado, a história. O famoso Puxar a capivara de vários deuses. Você pega lá o CPF e o RG dos deuses, vai dar Suméria.

Fatalmente. O idioma também era inspirado na Suméria. Ou eles falavam sumeriano, ou acadiano, ou aramaico.

Mas não fugia disso. O aramaico e o acadiano vem da Suméria. Não tem como ser diferente.

Estas nações, micro reinos, se inspiravam, claro, nas culturas sumérias. E no aspecto religioso, como eu disse, os cananeus adotaram, claro, a região dos sumérios. E temos aqui, que eu vou mostrar para vocês, alguns deuses para termos uma noção do que eu estou falando.

Os deuses cananeus eram divindades, a grosso modo, sumerianos. Que com o tempo vai se moldando conforme a particularidade de cada povo. Eu vou começar com o deus mais poderoso, mais forte, mais adorado, reverenciado.

E que vai ser o molde para os outros deuses a seguir. Que é o deus El, ou Enlil. O deus El, ou Enlil, é um deus sumério.

E isso, o deus El dos israelitas, de Israel, Miguel, é sumério. Não tem para onde correr. Sumério.

Ele é o deus do vento, ele é o deus da tempestade, deus da chuva, deus da agricultura, deus da colheita, deus dos grãos, deus dos raios, deus do furacão, deus do tempo. O deus El não é hebraico, é sumério. Nem é de Ugarit, como dizem aí, de Ebla, não é. O deus El não é da Síria, o deus El é sumério.

Ele também é entendido como Enlil. Ou você fala Enlil, ou El, tanto faz. Este deus era adorado pelos israelitas, acadianos, gútils, cacetas, hititas, elamitas, assírios, caldeus, amoritas, fenícios e etc.

Ele foi adorado em Ebla, em Ugarit, em toda a Síria, na Caldeia, jebuseus, digarzeus, eteus, eveus, arqueus, arvadeus, zemareus, amateus, etc. Todos eles adoravam o deus El, ou Enlil, tanto faz. E vou provar isto porque o deus El vai ganhar também o nome de Baal.

Baal não é demônio, não é diabo. Baal é uma outra forma, um outro nome do deus El, o deus Enlil. O deus Baal é o deus da tempestade, deus do vento, deus da chuva, agricultura, colheita, grãos, raio, furacão, deus da guerra, deus do tempo, o deus Baal.

O deus Baal era adorado pelos fenícios, israelitas, acádia, gútils, cacetas, hititas, elamitas, caldeus, amoritas, etc. Que também, mais pra frente, este deus El, que também criou-se o nome de Baal, vai ser o deus Moloch, ou Milcon, o deus adorado pelos amoritas, israelitas, fenícios, ebla e etc. E também ele é o deus El, são todos deuses El, que será o deus Kamos, quer dizer, o deus Moloch, que aqui é o Moloch ainda, é o deus do tempo, da chuva, do vento, agricultura, colheita, raio, furacão, etc.

E também vai ser o deus Kamos, ou Kamos, ou Kamesh. O deus El também vai ser o deus Kamos, Kamos, Kamesh, que vai ser adorado pelos moabitas, ugarit, ebla, israelitas, etc. Depois temos o deus Dagon.

A mesma coisa, gente, o deus El, conforme o povo, conforme a nação, lembrando que são todos cananilos, com o tempo cada um vai criar sua religião, seu idioma, etc. E o deus El vai criando novos, eles, aliás, vão criando novos aspectos, nomes, nomenclaturas para o deus El, que virou Baal, que virou Moloch, ou Milcon, Kamos, Kamos ou Kamesh, e agora Dagon. E o Dagon é o deus da tempestade, do vento, da chuva, agricultura, colheita, grãos, raio, furacão, deus da guerra, deus do tempo, Dagon, que também é adorado pelos filisteus, sírios, ebla, ugarit, fenícia.

Os urritas chamavam o deus Baal, El, Il, De, Kumarbi, que vai ser a mesma coisa, deus do tempo, tempestade, chuva, agricultura, colheita, raio, furacão, guerra, que é o deus Kumarbi. Os hebreus vão chamar este deus de Yavé. O YHWH, ou Jeová, é o deus El, e Jeová era o deus da tempestade, vento, chuva, agricultura, colheita, grãos, raio, furacão, do tempo e da guerra.

E também temos o deus Hadak, que vai ser o Iskur, Sumério, uma corpitela do deus El, que vai ser adorado pelos israelitas, fenícios, acadianos, gútios, cacetas e titas, elamitas, assírios, caldeus, amoritas, etc, o deus Hadad, que é o deus do tempestade, vento, chuva, agricultura, colheita, grãos, raio, furacão, do tempo, da guerra. Temos também o deus Zedek. Eu tenho Adonai Zedek da bíblia.

Zedek também é um deus que vai ter a corpitela do deus El, ou Enlil, que vai ser adorado pelos jebuseus, gigaseus, eteus, eveus, arqueus, simeus, arvadeus, zemareus, amateus e outros povos da região. E o deus Zedek é o deus, isso mesmo, deus da tempestade, vento, chuva, agricultura, colheita, grãos, raio, furacão, do tempo e da guerra. E o tal do Bel, o deus Bel.

Eu falei rapidinho sobre ele, o deus Bel. Esse deus também é o deus El, é o deus Enlil. O deus Bel, que é o deus El, ou Enlil, é tão importante que vai ganhar nome de cidade, a cidade de Bel, que chamam de Babilônia, ou Babilônia.

Não existe Babilônia, não existe a palavra Babilônia, é uma invenção posterior, não é errado. Só dê nome aos bois, só coloquem os pingos nos is, deem os créditos para os inventores, só isso que eu peço. Do demais, o deus El, ou Elil, ou Enlil, é o deus Bel, que vai ser a cidade de Bel, ou Babel.

É isso, deus Bel, que vai ser o deus da tempestade, vento, chuva, agricultura, colheita, grãos, raio, furacão, do tempo e da guerra. Então, nós vimos aqui que a religião suméria foi importante, e ainda é, para os árabes e hebreus, para o povo daquela época. Falando em árabe, o deus da religião árabe é o deus El-Lá, que é o deus Enlil, o deus El, e o deus dos hebreus até hoje é o deus Jehová, El-Yá.

Então, deus Bel, deus Enlil, deus El. E tinha outros deuses menores, que era o Yam-Mot, que em Eblá, em Elgareth, Yam era o deus do oceano, e Mot, em Eblá, em Elgareth, era o deus da morte, o deus do submundo. O deus El terá várias esposas, por quê? Porque ele vai ter várias formas de ser adorado, reverenciado, e chamado por vários povos, como eu já disse aqui.

Entre essas esposas, uma das principais é a deusa Astarte, Azerá, Esther, Esther da bíblia é a deusa Astarte, a deusa Azerá, que é a deusa Inanna. Ela vai ser esposa de Bel, ou El, ou Enlil, ou El-Leu, que vai ter o nome de Baal, Moloque, Milkom, Kemos, Kamos, Kamesh, Dagon, Kumarbe, Yavé, Jehová, Hadad, Zedek, enfim. Então, o povo cananeu é um povo multifacetado que tem como base o quê? A religião dos sumérios, e também como base toda a cultura dos sumérios.

Todo aquele povo daquela região tinha como base a cultura sumeriana. Eblá, os persas, em Elgareth, não importa, os elamitas, cacitas, o ritas, não importa, se é daquela região, vai ter cultura sumeriana no meio. 


A ORIGEM DO NOME ORIENTE MÉDIO



Onde hoje é o Oriente Médio, é novo. Foi criado depois de 1869.

Foi feito pelos ingleses após a construção do canal de Suez. Antes, o nome da região era África Oriental. O termo Oriente Médio, que foi dado pelos ingleses, vem de sua visão, onde eles dividiram o Oriente em três partes.

E estas partes são Oriente Próximo, Oriente Médio e Oriente Extremo. O Oriente Próximo, que eles chamam de Near East, referia-se à região dos Balcãs, onde estão Sérvia, Montenegro, Bulgária, Albânia, Grécia, Anatólia, que é a atual Turquia. Eles colocaram também neste bojo as regiões da Síria, Palestina e Egito.

O Oriente Médio, que eles chamam de Middle East, referia-se à região da Arábia e toda a Mesopotâmia. E o Golfo Pérsico. A Mesopotâmia são onde estão o atual Iraque e o Irã.

E, por fim, o Oriente Extremo, que eles chamam de Far East, que referia-se à região da China, Japão, as Coreias, Bangladesh, Singapura, Filipinas, Malásia, Índia, Nepal, Vietnã, Tailândia, Camboja, Taiwan e etc. Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos substituíram os ingleses e os franceses na região do Oriente Médio. E eles ampliaram a definição do termo Oriente Médio para incluir os países ocupados por ambos países europeus, além do Norte da África.

No Norte da África, nós sabemos que estão os locais onde hoje é o Egito, Tunísia, Argélia, Líbia e Marrocos. Para falarmos da modificação do nome da região, é precisamente importante entender a história do canal de Suez, pois o canal foi uma das causas que o nome da África Oriental foi modificado para Oriente Médio. Desde sua antiguidade, são frequentes os projetos que visam ou visavam criar novas rotas comerciais, ou seja, novas rotas de navegação na região.

E um destes projetos foi posto em prática na gestão do faraó da 12ª Dinastia, Sesóstris III. Ele construiu um canal no sentido oeste-leste, escavando através do Wadi Tumilat, unindo o Rio Nilo ao Mar Vermelho, para fazer o comércio direto com o reino de Punti. O reino de Punti pode ter sido ao que é hoje a Somália, parte da Etiópia, Sul da Núbia ou até mesmo Oman.

No reinado do faraó Ramsés II, o canal já era bastante utilizado. Por conta de guerras e outros fatores, a região fica desocupada, abandonada e desabitada. Isso até o ano 660 a.C., quando o Farao Neco, filho do faraó Psamédico II, voltou a escavar o canal.

Porém, não conseguiu completar seu projeto, por conta de guerras e outros fatores. No ano 500 a.C., o rei Dário empreende o projeto no canal. Isso porque a região voltou a ficar deserta, desocupada, etc.

E o rei Dário consegue concluir sua construção e o mesmo comemora seu feito com inúmeras estelas de granito, que ele ergueu às margens do Nilo, incluindo um próximo a Cabreira, a 130 km de Suiz. Após isso, o canal volta novamente a ficar desocupado, abandonado e deserto. E no ano 250 a.C., o canal novamente é restaurado pelo rei Pitolomeu II, Filadelfo.

Nos mil anos seguintes, o canal é sucessivamente modificado, sendo novamente destruído e abandonado. Isto foi acontecendo ao longo do tempo e, por vezes, o canal foi sendo destruído e reconstruído, até ter sido totalmente abandonado no século VIII, pelo Califa Abássida Almassor. No ano de 1859, entra em cena a Companhia de Suez, de Ferdinand de Lepers.

Esta empresa era de propriedade de Ferdinand Marie, que era, claro, mais conhecido como Ferdinand de Lepers, ou Visconde de Lepers, já que Ferdinand era um visconde. Além de ser visconde, Ferdinand de Marie foi também um grande diplomata, maçom e empresário muito influente. Ferdinand era um francês patriota e ele encarou o desafio de finalmente reconstruir por completo o canal de Suez.

E no ano de 1859, o Visconde de Lepers, ou Ferdinand de Lepers, começa a construir o canal de Suez. Terminando dez anos depois, no ano de 1869, fazendo um projeto que na época era arrojado e muito importante. Esta grande obra fez de Ferdinand um homem muito notável em sua época.

E ele era considerado uma personalidade muito à frente de seu tempo. Ele foi considerado como um dos melhores empreendedores de sua época. Embora o mesmo se deu muito mal ao construir o canal do Panamá.

Depois da construção do canal de Suez, o poderoso Império Britânico muda o nome da região para Oriente Médio. Antes da mudança do nome, a região era chamada de África Oriental. Devemos saber que o termo África como uma região continental é nova.

Pois o termo África para região já era usado pelos antigos para denotar a temperatura alta da região. Onde hoje chamamos Oriente Médio, os antigos chamavam de África Oriental. O termo África quer dizer quente.

Pois África em grego se diz Afrique, que significa sem frio. E em latim se diz Áprica, que significa ensolarado. Já no final da Idade Média, ou seja, mais precisamente no ano de 1400, os europeus estenderam o nome para outras partes do continente.

Ou seja, os próprios europeus medievais já chamavam toda aquela região, onde hoje chamamos de Oriente Médio, de África Oriental. O escritor, historiador, poeta e filósofo Homero, chamava a região de Aitióps, ou Etiópia, como conhecemos hoje, que quer dizer queimado pelo sol. Portanto, a região onde é hoje chamada de Oriente Médio, se chama assim por causa dos ingleses, após os franceses construírem o canal de Suez.

Porque antes o nome da região era África Oriental. O nome de África sabemos que é um lugar quente. Todo aquele périplo é quentíssimo e oriental, porque fica ao oriente, fica a leste, fica à direita do nosso planeta.

Pois é onde nasce o sol. Inclusive, o nome Oriente quer dizer nascer, nascente. É uma palavra latina, de onde Oriri, que vem daí o nome Oriente, quer dizer nascer, nascido, surgir, surgido.

No caso, nascido do sol, surgido do sol. Contudo, o nome Oriente Médio não está assim tão errado de dizer. Isto porque o Oriente Médio fica realmente no centro da Eurásia.

Ou seja, o Oriente Médio fica entre a África, Europa e Ásia. O que é errado é não dar o entendimento racional para o seu nome antigo. E por que isto não é feito? Isto não é feito por causa de vários fatores.

O movimento sionista, eugenia e etc. A própria geopolítica não deixa. Se isso acontecer, vamos ter que dar mão a palmatória de que realmente as nações que estão onde é o Oriente Médio são negras, pretas, escuras.

Os povos antigos que moravam onde hoje é Oriente Médio são pretos, negros, escuros. Devemos lembrar que a região é quente por si só. O nome África quer dizer quente.

E Oriente é onde nasce o sol, onde surge o sol. E é uma região quentíssima. Lembremo-nos que é uma região saariana, uma região árida.

Portanto, não é crível que antigamente o povo lá seria branco. Como aparece nos filmes, desenhos, novelas, na internet, nos livros de geografia, história, filosofia e etc. E este ensinamento é feito nas faculdades da vida, nas escolas, nos cursos e etc.

Como, por exemplo, o povo de Israel bíblico, segundo a eugenia europeia, é branco. O pessoal do Egito é branco. E sabemos que este pessoal não pode ser branco porque estão situados no Oriente Médio ou África Oriental.

Infelizmente, esta falsa geografia e esta falsa história será contada, recontada e pregada a mundo afora. Isso quer dizer que temos também um problema racial. Lembre-se que eu falei da eugenia.

E a eugenia é um sistema de ciência que abrange todas as áreas do conhecimento de uma forma totalmente racial, separatista e para dar legitimidade aos conceitos religiosos dos personagens bíblicos brancos. Jesus, branco. Os povos da Bíblia, brancos.

Por quê? Porque assim tem que ser. Porque antes eles sempre foram pretos, negros, escuros. E também usar o nome Oriente Médio não vai obrigar a nós pensarmos em uma região onde viviam os pretos, os negros, os escuros.


A ORIGEM DA FALA



Cada povo, cada tribo, cada raça, cada clã, vai contar uma história sobre a origem das línguas de seu país, de sua região. Cada um, conforme a sua cultura, tem um mito próprio falando da origem das línguas, ou seja, dos idiomas. As lendas são várias, porém, vou contar apenas algumas para termos uma pequena noção do quão vasto é a história das origens das línguas.


O povo da América Central dizia que, depois de um grande dilúvio, um casal sobreviveu flutuando em uma casca de árvore, em algumas versões, em um galho grande ou um tronco de árvore. A história conta que, quando em terra seca, este casal teve vários filhos que eram incapazes de falar. Eles só aprenderam a falar quando uma pomba veio e deu-lhes línguas, ou seja, deu um idioma diferente para cada criança.


Não podendo se entender, quando crescidos, cada um foi morar em terras diferentes e distantes. Na América do Norte, a tribo dos iroquenses que viviam onde é hoje a cidade de Nova York, dizia que o Deus da Porta do Céu guiou sua tribo para que eles vivessem em diferentes lugares. Por conta disso, cada tribo falava uma língua diferente da outra.


E é perceptível que nós vemos aqui uma semelhança desse Deus Porta do Céu da tribo iroquense com o Deus da Torre de Babel. De onde a palavra Bab quer dizer Porta e El quer dizer Deus. Os gregos também têm o seu conto da origem de seu idioma.


Para os gregos, o Deus Hermes é o Deus da Palavra e também o Deus da Eloquência. O Deus Hermes levou para os gregos diferentes línguas. O historiador grego Heródoto relata em seus documentos que viu na antiga Mesopotâmia uma torre escalonada.


Ou seja, Heródoto viu um zigurate, que seria uma torre em degraus. E esse zigurate, ou torre escalonada que Heródoto viu, tinha oito níveis. E esta torre tinha por volta de 200 metros de altura.


E no topo tinha nessa torre um santuário sagrado dedicado a Bel. A palavra Bel quer dizer Deus, que vem do termo El. E ambas as palavras querem dizer Senhor, que para os gregos vai ser Zeus.


Na África Ocidental, a tribo Akawaki queria estar perto do Deus Nayankubum. Para isso, eles construíram uma torre ou templo que eles chamavam de Masayami. Mas a torre ou templo desabou e eles tiveram que fugir por conta disso.


E fugindo por causa do desabamento dessa torre ou templo, eles se espalharam e viveram cada um em uma localidade diferente, dando origem assim a várias línguas ou idiomas desde então. Ainda na África, a tribo Asani conta que havia somente um idioma. Mas, infelizmente, por conta de uma fome terrível, os homens tiveram que se espalhar para procurar alimento.


Vagando em várias direções, eles se assentaram onde cada um estava, fazendo surgir com isto novos idiomas. Na Polinésia, o povo das ilhas Rao conta que Deus com raiva puniu os construtores de uma torre ou templo. Destruindo esta construção, este Deus mudou o idioma dos homens, fazendo cada um falar uma língua diferente.


Nas ilhas Andaman, que fica na Baía de Bengala, na África do Sul, conta a lenda que o Deus Tuluga criou o primeiro casal, e ele modificou as línguas dos homens. Ele fez isso quando os muitos filhos deste casal tiveram que deixar sua casa por causa da grande quantidade de pessoas. Lendas chinesas contam que a divisão da língua fez com que o universo se desviasse pelo caminho, porque antes disso havia apenas uma língua original.


Na mitologia persa, o Deus Arimã, que seria uma entidade do mal, pulverizou a linguagem dos homens em 30 idiomas. Um dos contos sagrados do povo maia, em um livro chamado Popovú, está escrito que as línguas da tribo mudaram, a fala ficou diferente. Conta esta lenda que antes a língua era uma quando eles partiram da região de Tulan.


E no conto bíblico está escrito que Deus destrói a torre-templo de Babel e ainda confunde a língua dos homens. Não é estranho todos estes povos terem uma raiz histórica em comum, e são todos povos distantes, e eles contam basicamente o mesmo pano de fundo. É claro que os detalhes são muito diferentes, mas o pano de fundo é isso aí mesmo.


Quando se trata de origem da fala, sempre vai ser algum Deus que vai fazer com que os seres humanos, que antes falavam um único idioma, começam a falar vários idiomas. Não existem coincidências nos campos da história, arqueologia e etc. Como também não existem acasos.


Todas as histórias, lendas e mitos são dados por um processo lento e gradual, que são aprendidos e contados ao longo do tempo. Não se sabe ao certo quando surgiu a fala. Isso porque na época não existia a escrita.


Sendo assim, não era possível registrar o nascimento da comunicação oral. Por outro lado, isso indica que a nossa busca pela raiz histórica da linguagem sempre terá um ponto inicial em comum. Ao que parece, todos os relatos convergem da mesma raiz.


Este relato é o seguinte. Um Deus, seja lá qual for o nome deste Deus, fez os homens. Este Deus fez os homens falar línguas diferentes.


Uma coisa é certa de que a fala não é genética. A fala não é passada de uma geração para outra geração automaticamente. Ninguém nasce falando, ninguém aprende a falar sozinho.


A fala é uma habilidade adquirida e aprendida ao longo do tempo. É certo que há palavras que são comuns em grande parte dos idiomas falado por nós. Não são comuns em todos os idiomas.


Mas, na maioria dos idiomas, algumas palavras são entendidas de várias formas. E temos dois exemplos destas palavras, como a palavra não e a palavra mãe. Em quase todos os idiomas, estas palavras têm a mesma raiz fonética.

Indicando assim, que nos primórdios da humanidade, o ser humano falava um único idioma. O ser humano tinha somente um idioma em comum.


A HISTÓRIA DO CIGARRO



A história do tabaco, ou do cigarro, começa com os povos originários das Américas. Segundo pesquisadores, o consumo do tabaco no continente americano é feito desde 6.000 a.C., tornando-se uma planta sagrada dos povos originários do continente americano. O tabaco fazia parte do dia-a-dia dos rituais religiosos, onde os sacerdotes faziam uso da planta em seus rituais religiosos.

Em geral, eram plantas psicoativas que eram fumadas para que eles se aproximassem dos deuses, ou que os deuses se aproximassem deles. Tanto faz. Os europeus tiveram contato com a planta pela primeira vez no ano de 1492, quando Cristóvão Colombo chegou às Américas.

Segundo historiadores, em novembro daquele ano, os europeus conheceram o hábito dos indígenas de fumar. No entanto, foram necessários quatro décadas para que a planta chegasse à Europa. No ano de 1530, o tabaco passou a ser cultivado pela família real portuguesa, inicialmente com finalidades medicinais.

E foi desta forma que a planta chegou à França, no ano de 1560, onde o então embaixador francês em Portugal, chamado Jean Nicot, enviou o tabaco à rainha Catarina de Médici para tratamento de sua enxaqueca. E ela teria dado início ao hábito de fumar, que foi rapidamente difundido entre a nobreza da França e, posteriormente, entre os demais países da Europa. Neste mesmo período, os colonos portugueses iniciaram o cultivo do tabaco em lavouras no Brasil, para o consumo próprio.

E o excedente começou a ser comercializado com a Europa. Inicialmente, a produção se concentrava no recôncavo baiano, de Salvador e também em Recife. Durante o século XVII, o tabaco passou a ser um dos principais produtos de exportação do Império Português.

As lavouras, no entanto, se expandiram rapidamente, somente depois da famosa Proclamação da República. Abrindo aqui um parênteses, a Proclamação da República, que é falada nos jornais, revistas, etc., não é uma proclamação. Na verdade, é uma implantação da ditadura militar aqui no Brasil, mas isso é assunto para outro vídeo.

Inicialmente, entre os europeus, o tabaco era usado como uso medicinal. E tudo começa quando o médico e diplomata Jean Nicot envia as primeiras sementes à rainha da França, a Catarina de Médici. E em sua homenagem, a planta foi batizada como Nicotiana Tabaco.

E em pouco tempo, o tabaco virou remédio para todos os tipos de doença na Europa. O tabaco virou uma panaceia e esta planta foi indicada para crianças que comem muita carne e também para combater pedras no rim e até para tratar mordidas de tigre. Em 50 anos, o tabaco conquistou o mundo.

No ano de 1542, já havia samurais fumando tabaco. As tribos africanas costeiras adotaram a planta e levaram as aldeias interioranas séculos antes de os primeiros brancos chegarem lá. Nem o islamismo impediu a sua circulação e a planta foi admitida nos países árabes onde o álcool era proibido.

A indústria do marketing, como as revistas, o cinema, a televisão e toda a indústria do audiovisual, vê no cigarro um meio de propagar o produto. Já nos anos 20, o objetivo surgiu como um elemento de transmitir o glamour e a rebeldia e muitas vezes servia como metáfora para a relação sexual. A exemplo disso nós temos o filme Carne e o Diabo de 1926 com Greta Garbo.

E na era de ouro de Hollywood, especialmente no final dos anos 30 ao início dos anos 60, o impacto do cigarro foi potencializado em grande escala e o fumo teve a função quase que de fazer a propaganda da sétima arte. Artistas como Bette Davis, Audrey Hepburn, Humphrey Bogart, James Dean e todos os grandes nomes do cinema americano e etc, sempre foram vistos consumindo cigarros e eles consumiam cigarros atrás de cigarros e é claro, em frente às telas. Havia uma clara glamourização do fumo, contribuindo assim para a construção do comportamento e o aumento exponencial do número de fumantes adultos e jovens no planeta.

Estima-se que entre os anos 70 e os anos 90, a indústria do cigarro teria investido mais de 1 bilhão de dólares apenas para inserir o cigarro nos filmes, inclusive escolhendo quais atores apareceriam fumando e até intervindo nos roteiros. Ao mesmo tempo na TV, campanhas celebravam o fumo como algo aventureiro e prazeroso. Um exemplo bem claro disso é a lendária série de propagandas do Cowboy da Marlboro, que anos depois acabou se voltando contra a companhia, diante do fato de que alguns dos cowboys vieram a falecer de câncer pulmonar ou problemas respiratórios causados pelo cigarro.

No Brasil, o papel midiático de propagar o hábito do fumo foram as novelas da Globo. Fumar era sinônimo de charme e de liberdade. A indústria da moda e empresas de marketing, revistas, jornais e etc, utilizavam seus veículos para fazer propaganda do uso do cigarro.

Isto era feito porque toda uma indústria tinha que ser alimentada, só que nem todos eram a favor da disseminação do tabaco. O rei inglês James I, do século XVII, dizia a seguinte frase, abre aspas, Fumar é um costume repulsivo para os olhos, detestável para o olfato, danoso para o cérebro e perigoso para os pulmões. Fecha aspas.

É claro que infelizmente ele foi ignorado. O imperador otomano Murad IV proibiu o fumo em seu reino e para fiscalizar, para ver se havia alguém fumando em seu reinado, ele se vestia de mendigo e implorava por umas baforadas. Quem dava o tabaco a ele era decapitado.

Estima-se que 25 mil pessoas foram mortas em 14 anos no reinado do imperador otomano Murad IV. A partir dos anos 40 e 50, as primeiras pesquisas científicas sobre os malefícios do cigarro começaram a ganhar força. E no final da década de 60, a comunidade científica no mundo todo já admitia existir os prejuízos à saúde causados pelo consumo do tabaco.

Em geral, são três os componentes básicos da composição do cigarro, que são a nicotina, alcatrão e monóxido de carbono. O alcatrão é na realidade uma mistura imprevisível que pode conter vários compostos com diferentes toxinas. Por isso sua quantidade total não serve como medida de controle.

Alguns produtos conhecidos que compõem o cigarro são acetona, ácido cianídrico, amoníaco, butano, DDT, formal, matanol, mercúrio, naftalina, polônio e etc. O cigarro é danoso à saúde e sabendo que é um veneno para os seres humanos, infelizmente não há nada que proíba o seu comércio. 

A FORMAÇÃO DA TERRA



Muitos vão se lembrar dos experimentos de Miller e Urey, e lembrando destes experimentos, vão se lembrar, obviamente, que Miller e Urey fizeram em 1953, seus famosos experimentos para mostrar como era o clima do planeta na Terra Primitiva. Stanley Lloyd Miller e Harold Clayton Urey, no ano de 1953, construíram em laboratório um sistema que simulava as condições da atmosfera quando nosso planeta era primitivo. Acreditando que a Terra Primitiva era composta de amônia, metano, nitrogênio e vapor d'água, eles queriam colocar em prática a tão famosa hipótese dos cientistas Oparin e Haldane, que defendiam esta teoria ainda nos anos de 1920.

A hipótese da atmosfera da Terra quando era primitiva, é uma hipótese explicativa da origem da vida aqui na Terra, que foi desenvolvida pelos biólogos Alexander Ivanovitch Oparin e John Burdon Sanderson Haldane. Eles afirmavam que a origem dos organismos vivos encontra-se no comportamento físico-químico da matéria inanimada, ou seja, através da matéria inanimada que geraram comportamentos químicos e físicos, geraram os primeiros organismos vivos. Isso quer dizer que a vida, segundo estes cientistas, se originou de material sem vida, e sabemos que em biologia, a vida gera vida, e materiais que não têm vida, não podem gerar vida.

Mas o cientista Alexander Ivanovitch Oparin propôs sua teoria em 1924, mas seu trabalho não chegou ao ocidente, e isso até nos anos de 1930, quando John Burdon Sanderson Haldane, um bioquímico, propôs de forma independente uma teoria semelhante em 1929, e Miller e Urey colocaram a teoria destes cientistas em prática, e segundo o experimento de Miller e Urey, as condições na Terra Primitiva favoreciam a ocorrência de reações químicas que formavam compostos inorgânicos em compostos orgânicos, percursores da vida, ou seja, eles colocaram em laboratório as condições da, entre aspas, Terra Primitiva, e estes compostos sem vida, ou seja, inorgânicos, com reações químicas, fizeram ocorrer os compostos orgânicos, ou seja, geraram vida, material ou materiais sem vida, geraram material ou materiais com vida, a não vida gerou vida, e isto em biologia é meio que impossível, porque a vida, o organismo só pode vir da vida ou do organismo, mas Miller e Urey colocaram as teorias de Hopper e Haldane em prática, e então em 1953, Stanley e Urey realizaram esta experiência, e esta experiência tornou-se um clássico sobre a origem da vida, o experimento era formado por tubos e balões de vidro interligados, onde foram adicionados compostos existentes na atmosfera primitiva, segundo Hopperin, a terra primitiva era composta de amônia, metano, nitrogênio e vapor d'água, o sistema foi aquecido e recebeu descargas elétricas, simulando a temperatura elevada da época, e as tempestades que ocorriam, no condensador a mistura dos gases era resfriada simulando o resfriamento da terra, pois as gotículas de água acumuladas escorriam, simulando as chuvas, o aquecimento provocava o ciclo desse processo, Miller manteve esse sistema por uma semana, após esse tempo a água do reservatório ou armadilha, foi analisada através de vários experimentos e mostrou a presença de aminoácidos e outras substâncias químicas mais simples, mas não tinham vida, ou seja, não obtiveram seres vivos, mesmo que uma molécula de ser orgânico, tudo o que eles obtiveram nessa experiência foram elementos inorgânicos, onde sabemos que os gases presentes na atmosfera eram bem diferentes das teorias propostas por Hopperin e Haldane, que foram utilizadas por Miller e Urey, experimentos recentes demonstraram que a atmosfera primitiva era formada por gás carbônico, metano, monóxido de carbono e gás nitrogênio, mesmo que Miller e Urey tivessem usados esses elementos aquecitados agora, seus experimentos iam dar os mesmos resultados, porque mesmo se eles tivessem usados esses elementos, eles ainda assim não conseguiriam gerar uma molécula orgânica, porque somente esses elementos já listados ou usados por eles, não são suficientes para fazerem que os aminoácidos produzidos fossem capazes de produzir uma proteína de uma molécula viva, é provado que nosso planeta passou por muitos processos químicos e climáticos complexos e que nessas complexidades climáticas, teríamos o vento como fator resultante destas forças variáveis, em ambos os casos, no caso da bíblia e no caso da ciência, a água já existia no nosso planeta, porque mesmo que a ciência diga que existia vapor d'água no nosso planeta, vapor d'água é água na forma de vapor, então existia a água no nosso planeta, e neste quesito a ciência irá concordar com a bíblia na questão da existência da água, e na questão relatado na bíblia, que o espírito de Deus se movia sobre a face das águas, em Gênesis 1 versículo 2, irá concordar com a ciência que o vento ou o ar em movimento se movia sobre a face do planeta, e na questão da terra ser sem forma e vazia, é exatamente isto que é relatado na ciência, porque haviam processos químicos e climáticos complexos no nosso planeta, mas não sabemos explicar como estes processos químicos e climáticos complicados fizeram a vida, a ciência até hoje não consegue explicar como surgiu a vida aqui na terra, além dos cientistas Opari e Haldane, Emile e Uri, outros cientistas tentaram fazer experimentos para provar que de fato a vida se originou segundo conta a ciência, mas infelizmente sem sucesso, isto porque até hoje não foi possível fazer a vida orgânica nascer, crescer e viver, sendo gerada de uma substância que não tem a vida, porque segundo a biologia, a vida só pode vir de algo vivo, é alguma coisa que tem vida que gera outra vida, é fato que a bíblia e a ciência nos explicam que a vida começou nos oceanos, a vida começou na água, o problema é explicar o como a vida se originou.