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segunda-feira, 8 de junho de 2026

O EVANGELHO DE PAULO

 


Paulo de Tasso é o autor de 13 dos 27 livros do Novo Testamento. Quase metade da tua Bíblia foi escrita por ele, mas atenção a este detalhe que muda tudo. Paulo nunca conheceu Jesus em vida, nunca esteve com Ele, nunca ouviu uma parábola dEle, nunca ouviu fazer um milagre.

Tudo o que Paulo sabia, alegadamente, foi uma visão na estrada de Damasco, anos depois da crucificação. E ainda assim, hoje, a maior parte do cristianismo mundial não segue os ensinamentos de Jesus, segue a interpretação que Paulo fez deles. Esta diferença, que os teólogos acadêmicos chamam de problema de Paulo, foi documentada por dezenas de eruditos modernos, Bart Ehrman, James Tabor, James Dunn, Géza Vermes.

Paulo, em poucas décadas, transformou um movimento judaico apocalíptico liderado pelos irmãos de Jesus numa religião gentílica radicalmente diferente. As provas estão na própria Bíblia que tens em casa, só precisas de saber onde olhar. Vamos começar pela cronologia, porque a ordem dos eventos muda tudo.

Jesus foi crucificado por volta do ano 30, depois de Cristo. Os doze apóstolos originais, liderados por Pedro, João e Tiago, irmão de Jesus, ficaram em Jerusalém, formaram a primeira comunidade cristã totalmente judaica, continuavam a frequentar o templo, observavam a Torá, faziam circuncisão, mantinham a Kashrut, as leis alimentares judaicas. Eles não viam o cristianismo como uma religião nova, viam como uma seita judaica messiânica.

Entretanto, em algum momento entre 33 e 35 d.C., um judeu fariseu chamado Saulo de Tarso, agente do Sinédrio que perseguia ativamente os primeiros cristãos. Teve uma experiência na estrada de Damasco. Ele descreve isto nas suas próprias cartas, em Gálatas 1, versículo 12 e em Coríntios.

Diz que Jesus apareceu-lhe em visão. Saulo passou a chamar-se Paulo. E aqui vem o detalhe espantoso.

Em Gálatas 1, versículo 17 e 18, Paulo escreve textualmente, Depois disso, não consultei carne nem sangue, nem subi a Jerusalém para falar com os apóstolos que estavam lá antes de mim. Em vez disso, fui para a Arábia. Três anos depois, finalmente subiu a Jerusalém e ficou apenas quinze dias com Pedro.

Não procurou os outros apóstolos, não foi aprendiz de ninguém. Tirou tudo alegadamente de visões pessoais. E agora, presta atenção a esta ordem cirúrgica.

As cartas de Paulo foram escritas entre 50 e 60 d.C. Os quatro evangelhos canônicos, Marcos, Mateus, Lucas e João, foram escritos entre 70 e 100 d.C. Isto significa que Paulo escreveu primeiro. Os evangelhos vieram depois. E os autores dos evangelhos, especialmente Lucas, eram seguidores da teologia de Paulo.

Lucas é literalmente companheiro de viagem de Paulo. Mencionado em Colossenses 4, versículo 14. Atos dos apóstolos, também escrito por Lucas, é essencialmente a história de Paulo, não dos doze apóstolos.

Dos vinte e oito capítulos do livro de Atos, mais de metade são sobre Paulo. Pedro desaparece. Tiago aparece pouco.

João quase nada. Isto cria uma situação extraordinária. A versão de Jesus que tu conheces hoje foi filtrada através da teologia de Paulo, escrita uma geração antes dos próprios evangelhos.

Para os autores dos evangelhos, a forma como interpretaram a vida de Jesus já estava marcada pelo enquadramento paulino. Os teólogos acadêmicos chamam a isto a colonização paulina dos evangelhos.

Agora vamos ao conflito direto entre Paulo e os apóstolos originais. Em Gálatas 2, versículos 11 a 14, Paulo descreve um confronto público em Antioquia. Pedro tinha vindo visitar a comunidade.

Inicialmente comia com os cristãos gentios. Mas quando chegou um grupo enviado por Tiago, irmão de Jesus, Pedro retirou-se e parou de comer com os gentios. Por quê? Porque Tiago e a comunidade de Jerusalém ainda observavam as leis alimentares judaicas.

Para eles, cristãos gentios ainda eram impuros. Paulo ficou furioso. Em público, em frente a toda a comunidade, repreendeu Pedro.

Disse, e estou a citar a tradução portuguesa, Resistile na cara, porque era de censurar. Paulo, um homem que nunca conheceu Jesus, a repreender publicamente o discípulo mais íntimo de Jesus em frente de todos. Imagina o nível de tensão.

Esta cena revela duas versões completamente diferentes do cristianismo. Pedro, Tiago e os apóstolos originais viam a fé em Jesus como uma extensão do judaísmo. Os gentios podiam aderir, mas tinham de cumprir as leis judaicas básicas.

Paulo dizia o contrário. Para Paulo, a fé em Cristo abolia a Torá. Os gentios não precisavam de se circuncidar, não precisavam de observar leis alimentares, não precisavam do sábado judaico.

Ato 5, contra a Torá. Estas eram posições incompatíveis e levaram ao chamado Conselho de Jerusalém em Atos 15, por volta de 49 d.C. O Conselho de Jerusalém é um momento crucial e poucos cristãos modernos sabem o que realmente aconteceu. Os apóstolos originais, presididos por Tiago, irmão de Jesus, reuniram-se para decidir uma única questão.

Os cristãos gentios devem ser circuncidados e observar a Torá. A resposta de Tiago, registada em Atos 15, versículo 19, foi um compromisso. Os gentios não têm de ser circuncidados, mas devem observar quatro coisas.

Abster-se de carne sacrificada a ídolos, de sangue, de carne de animais sufocados e de imoralidade sexual. Pequenas regras, kosher light. Paulo aceitou publicamente, mas, nas suas cartas, ignorou.

Em Coríntios 8, escreve que comer carne sacrificada a ídolos não tem problema, contraria explicitamente o que Tiago decidiu. E aqui está a outra pista decisiva. Lê todas as cartas autênticas de Paulo, as sete que os acadêmicos aceitam como genuínas.

1ª Tessalonicenses, Gálatas, 1ª e 2ª Coríntios, Romanos, Filipenses. Filemon, lê com atenção. Quase nada do que Jesus ensinou aparece nestas cartas.

Paulo nunca cita o sermão da montanha, nunca menciona o Pai Nosso, nunca refere uma parábola de Jesus, nem o filho pródigo, nem o bom samaritano, nem o semeador. Nunca fala dos milagres de Jesus, não menciona a multiplicação dos pães, não menciona a ressurreição de Lázaro, nem o caminhar sobre as águas. Para Paulo, o que importa é uma coisa só, que Cristo morreu pelos teus pecados e ressuscitou.

Compara isto com o cristianismo de Tiago. A carta de Tiago, no Novo Testamento, é talvez o texto que mais se aproxima do que o irmão de Jesus realmente ensinava, e é radicalmente diferente de Paulo. Tiago 2, versículo 14, que aproveita meus irmãos, se alguém diz ter fé e não tiver as obras, pode a fé salvá-lo? Pausa! Isto é uma contradição direta da teologia paulina de salvação só pela fé.

Tiago continua, versículo 24, Vê, diz então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé. Pega-se nesta frase, isolada, e parece o oposto exato de Romanos 3, versículo 28, onde Paulo escreve, O homem é justificado pela fé, sem as obras da lei. Estas duas frases não podem ser ambas verdadeiras no mesmo sistema teológico.

Martinho Lutero, no século XVI, notou esta contradição, chamou a carta de Tiago uma carta de palha, quis removê-la do cânone protestante. Lutero estava a defender Paulo contra o próprio irmão de Jesus, e isto, dois mil anos depois, ainda é o problema central do cristianismo moderno. Mas há mais, vai ao ano 144 d.C. Um teólogo chamado Marcião de Sinope, chega a Roma.

Marcião era rico, inteligente, e tinha uma tese, acreditava que Paulo era o único verdadeiro apóstolo de Jesus. Os outros apóstolos, segundo Marcião, tinham corrompido a mensagem com judaísmo residual. Marcião criou o primeiro cânone do novo testamento da história, continha apenas 10 cartas de Paulo e uma versão editada do Evangelho de Lucas.

Removia o antigo testamento inteiro. Para Marcião, o Deus de Israel era diferente do Pai de Jesus. A igreja romana excomungou Marcião e declarou-o herético.

Mas a reação a Marcião levou diretamente à criação do cânone do novo testamento, como conhecemos. A igreja teve de mostrar que Paulo não estava sozinho, por isso adicionou os quatro evangelhos, Atos, as Cartas Católicas e o Apocalipse. Mas o ponto continua.

No século II, já existiam cristãos sérios e influentes que acreditavam que Paulo tinha inventado uma versão diferente do cristianismo. Não era uma teoria moderna, era um debate antigo. Há outro grupo que merece atenção, os Ebionitas.

Eram uma seita cristã judaica que viveu na Palestina e na Síria desde o primeiro até o quarto século. Os padres da igreja, como Ireneu e Hipólito, escreveram sobre eles. Os Ebionitas tinham três características marcantes.

Primeira, viam Jesus como profeta humano, filho biológico de José e Maria. Não acreditavam na divindade de Jesus nem no nascimento virginal. Segunda, observavam a Torá completa.

Faziam circuncisão, observavam o sábado, comiam kosher. Terceira e mais espantosa, rejeitavam Paulo como apóstata e falso apóstolo. Os Ebionitas tinham um evangelho próprio, o Evangelho dos Ebionitas, que foi destruído.

Sabemos da sua existência apenas pelas citações que os padres da igreja preservaram nas suas refutações. Imagina, uma comunidade cristã que descende diretamente da igreja de Jerusalém liderada por Tiago, a que considerava Paulo um traidor da mensagem original de Jesus. Estes não eram pagãos, eram cristãos que rejeitavam o cristianismo paulino, e a sua memória foi quase apagada da história.

Em 325 d.C., Constantino convoca o concílio de Nicéia. Os Ebionitas já tinham sido marginalizados há gerações. O cristianismo que se torna oficial do Império Romano é o paulino.

A teologia que ganhou foi a de um homem que nunca conheceu Jesus em vida, contra a teologia dos irmãos e discípulos mais íntimos do próprio Jesus. E há ainda outro detalhe que poucos cristãos notam. A experiência de Damasco, a base de toda a autoridade de Paulo, está descrita três vezes no livro de Atos, capítulo 9, capítulo 22 e capítulo 26.

Leia as três versões em paralelo, vão te chocar. Na primeira versão, os companheiros de Paulo ouvem a voz, mas não veem ninguém. Na segunda versão, veem a luz, mas não ouvem a voz.

Na terceira versão, todos caem por terra juntos. As três versões contradizem-se. O mesmo autor, Lucas, conta três histórias incompatíveis do mesmo evento.

Os teólogos acadêmicos, como Bart Ehrman, apontam isto como prova de que a experiência de Damasco foi reinterpretada e expandida ao longo do tempo. Pode ter sido uma experiência visionária genuína. Pode ter sido um episódio psicológico.

Mas seja o que for, não é uma testemunha presencial fiável. E sobre essa base instável foi construída metade do Novo Testamento. Os ebionitas não foram a única comunidade cristã judaica suprimida.

Havia também os nazarenos, mencionados por Epifânio de Salames no século IV. Havia os euscesaitas, que sobreviveram até o século VII na Mesopotâmia. Todos partilhavam três traços comuns.

Veneravam Tiago como verdadeiro líder. Observavam alguma forma de Torá. Rejeitavam ou suspeitavam profundamente de Paulo.

Estas comunidades preservavam memórias diretas do círculo familiar de Jesus. E foram todas, sem exceção, declaradas hereges e apagadas pela Igreja Imperial. Vamos arrumar a evidência.

Bart Ehrman, professor de estudos religiosos na Universidade da Carolina do Norte no livro Triunfo do Cristianismo, mostra como Paulo é o verdadeiro criador da religião que conhecemos hoje. James Tabor, no livro Paulo e Jesus, publicado em 2012, defende a tese explicitamente. Paulo criou uma religião nova, distinta da fé original de Jesus.

James Dunn, teólogo britânico premiado no seu livro A Teologia de Paulo, reconhece que existem tensões profundas, irreconciliáveis em alguns pontos, entre Jesus e Paulo. Geza Vermez, professor de estudos judaicos em Oxford, considerado o maior especialista vivo em Jesus histórico, escreveu no livro Jesus Judaico, que o cristianismo paulino é uma religião sobre Jesus, não a religião de Jesus. Então a pergunta original, Paulo inventou o cristianismo? A resposta acadêmica é precisa.

Paulo não inventou Jesus, mas inventou o cristianismo. Inventou a religião que conhecemos hoje, tirou a mensagem judaica apocalíptica de Jesus, traduziu-a em categorias gregas, removeu a Torá, adicionou a teologia da substituição expiatória, abriu aos gentios sem restrições, e construiu uma estrutura institucional que sobreviveu dois mil anos. Foi um gênio teológico, mas Jesus, o judeu da galiléia, provavelmente não reconheceria a religião que existe hoje em nome dele.

O cristianismo original, o cristianismo de Tiago, Pedro e dos irmãos de Jesus, era uma seita judaica messiânica que esperava o regresso iminente do Messias. Não tinha trindade, não tinha encarnação, não tinha pecado original, tinha um Jesus humano, profeta, mestre e mártir. Esse cristianismo morreu com a queda do templo em 70 depois de Cristo.

O que sobreviveu foi a versão de Paulo, simplificada, universalizada, perfeitamente adaptada ao mundo greco-romano. Tu agora podes escolher o que fazer com este conhecimento. Podes continuar a praticar o cristianismo paulino e perceber que estás a fazer uma escolha consciente.

Podes investigar as comunidades judaico-cristãs originais e tentar perceber o que Jesus realmente ensinava. Podes ler a carta de Tiago com olhos novos. Podes estudar o Evangelho de Tomé, descoberto em Nag Hammadi, que muitos acadêmicos consideram preservar palavras autênticas do Jesus histórico.


A FARSA DA EVOLUÇÃO DO HOMEM



Todo mundo sabe como se deu a evolução do homem, na escola, na faculdade, nos documentários, nas revistas, na internet e etc. É ensinado, dito e crido que a evolução do homem se deu por um processo longo e lento através de um antepassado incomum e desde então a ciência sempre procura divulgar em seus tratados que o homem teve uma evolução através de um hominídeo. A isto eles dizem ter feito grandes descobertas através de ossos antigos, mas provando-o à luz do experimento de um método científico e sério, todos estes achados provaram ser uma fraude.

Mesmo assim, ainda hoje estes ensinos falsos são lecionados em escolas e faculdades, como também é dito nos documentários, reportagens e etc. É igual ao sistema religioso, uma mentira contada várias vezes faz com que as pessoas a aceitem por verdade, mas continua sendo mentira. Eu vou mostrar a vocês os vários erros e farsas de grandes cientistas evolucionistas de renome e vocês perceberão que o elo perdido continua perdido.


♦Homem de Neandertal 1856

A história começa na Alemanha, no Vale de Neandertal, onde operários escavando calcário descobrem ossos de hominídeo de Neandertal. Fulch, um cientista alemão, deu o nome ao hominídeo de Neandertal.

Este achado data de 40 mil anos. Segundo a ciência, era a época da Era Glacial. Com o achado, os cientistas pensaram que tinham finalmente conseguido achar a evidência que faltava para confirmar o estágio intermediário entre o homem e o macaco.

Os livros didáticos ainda hoje fielmente ilustram desenhos do hominídeo, provando tal tese. Mas havia um pequeno problema com esta ousada. A caixa craniana média era mais de 13% superior à do homem moderno.

Mesmo assim, os esqueletos de Neandertal continuaram a ser considerados como perfeita ilustração de um importante passo na presumível sequência evolutiva do homem. Famosos evolucionistas provaram a tese do homem de Neandertal, e compelidos publicados em 1973 ainda refletem seus pontos de vista. Um estudioso no assunto, chamado Hegel, supôs resolver todos os problemas do mundo de uma vez por todas, porque, enfim, agora a ciência tem o tal homem de Neandertal, e desde então tudo ia bem no mundo científico, porque todos acreditavam que esse crânio de Neandertal era uma evidência comprobatória de ter existido uma criatura inferior semi-humana que era o elo intermediário entre o homem e o macaco.

Mas este castelo de areia começou a ruir quando a revista Time, do dia 17 de maio de 1971, declara que o homem primitivo de Neandertal não era garantido. E a confirmação disso se deu no ano de 1972, quando Virchow, que na época era o maior biologista da época, sustentava a tese de que as peculiaridades do homem de Neandertal não eram especiais. O homem de Neandertal não era um hominídeo, porque esta alçada pertencia à linhagem humana, e esse osso achado era um grave caso de raquitismo.

E aí vários pesquisadores do campo científico começaram a estudar este achado do homem de Neandertal, e chegaram à mesma conclusão de Virchow, de que esta alçada era uma alçada humana que sofria de raquitismo. Muitas autoridades do meio declararam na revista Nature, ainda no ano de 1970, de que o crânio do tal hominídeo de Neandertal mostrava sinais compatíveis com o profundo caso de raquitismo. E o último prego no caixão desta farsante teoria é que muitas autoridades médicas, estudando o crânio do tal Neandertal, declararam que esta alçada era uma alçada humana, e que era uma alçada que sofria com problemas de raquitismo e péssimo.

Esta alçada é uma alçada de crânios do homem normal, e esta alçada pode ser achada em qualquer escola de medicina. O que eu quero dizer é que o homem de Neandertal é na verdade um homem comum, é apenas um ser humano que sofreu raquitismo, portanto o homem de Neandertal era uma fraude. Mas infelizmente este conceito errado ainda é pregado em muitos lugares, mas este conceito é uma heresia científica.


♦O Homem de Java - Pitecantropos Erectus 1889 a 1891

No mês de outubro, na ilha de Sumatra, na Indonésia, um pesquisador chamado Eugênio de Boá está na Indonésia no período das monções. Ele está procurando o Era Perdido do Homem, tudo sem sucesso, tanto é que ele briga com seu engenheiro e ainda pega a malária.

Mas Eugênio de Boá não desiste de sua empreitada, agora na ilha de Java, ainda na Indonésia, Eugênio de Boá descobre o seu achado, e ele chama este achado de Homo Erectus, e ele dá um outro nome para seu achado, ele chama este achado de Pitecantropos Erectus. Pitecantropos Erectus quer dizer Homem Macaco Erecto, segundo consta os estudiosos, o Homem de Java ou Homo Erectus ou Pitecantropo Erectus, que dá no mesmo, descobre o fogo há um milhão e meio de anos. A alçada em questão que foi achada era uma alçada de uma fêmea fossilizada, estudando esta alçada fossilizada, os cientistas concluem que o tal primitivo Homem de Java era na realidade a junção de um fêmur com uma caixa craniana e três dentes molares, e o mais interessante de tudo é que estes itens não foram encontrados no mesmo local e ao mesmo tempo.

O fêmur, por exemplo, foi encontrado a 15 metros da caixa craniana, e um dos dentes que foi encontrado, foi achado a 3 quilômetros de onde o fêmur e o crânio estavam. E para completar o quadro de manipulação, o Dr. Dubois, que descobriu o material, se esqueceu de mencionar em seu relatório que também encontrou restos mortais humanos na mesma camada de escavação. Ele se lembrou deste detalhe depois de ter passado os 30 anos, sem contar que o tal Dr. Dubois escondeu os crânios debaixo do assoalho de seu quarto por 26 anos.

É claro que ele foi pressionado, teve muita cobrança e sob forte pressão da comunidade científica e da mídia, Eugênio Dubois confessou que ele não tinha encontrado o tal elo perdido. No entanto, ele assumiu em público que o seu Pithecanthropus Erectus era uma fraude e que o fêmur, a caixa craniana e os dentes molares que ele achou eram ossos de um gibão. O homem de Java não é homem de Java, é um gibão, e ele misturou estes ossos do gibão com ossos humanos para formar o seu imaginário Pithecanthropus Erectus. O homem de Java é uma fraude. 


♦Homem de Piltdown 1912

Em Londres é descoberto o Homem de Piltdown por Charles Dawson.

Três anos antes disso, operários escavando o local descobrem as ossadas, e estas ossadas é levada ao Sr. Dawson. O Sr. Dawson estuda estas ossadas e ele pede ajuda ao seu amigo Sir Arthur Smith Woodward. E no ano de 1953 é descoberto que o Homem de Piltdown é uma fraude, e é então retirada esta evidência do Homem de Piltdown.

Como é que descobriram que é uma fraude? Descobriram que é uma fraude porque o Sr. Dawson e o Sr. Arthur Smith Woodward juntaram a mandíbula de um orangotango ao resto de crânio humano. O Homem de Piltdown foi uma fraude forjada a partir de um fragmento de um maxilar, dois dentes e um fragmento de crânio, no caso, crânio humano. Esta farsa foi descoberta 40 anos mais tarde, e infelizmente o Homem de Piltdown não passa de uma outra fraude.


♦Homem de Pequim 1912 e 1937

O Homem de Pequim foi encontrado entre 1912 e 1937. O felizardo descobridor deste Homem de Pequim foi o Sr. David Bullock. Ele estava em Pequim, na China.

O descobrimento consistia em 30 caveiras e 147 dentes. É uma prova mais que plausível, não é? Então, pois bem, acontece que esta farsa foi descoberta no ano de 1941, quando os ossos estavam sendo transportados de Pequim por um destacamento do exército dos Estados Unidos. Como os japoneses estavam prestes a invadir a China, este destacamento americano, autorizado pelo governo de Pequim, tirou estas ossadas para preservá-las.

Nesse interim, é descoberto que estes ossos eram simplesmente os restos de alguns macacos que os trabalhadores de uma pedreira haviam matado para comer. O Homem de Pequim é uma fraude.


♦Homem de Nebraska - Hesperopithecus Haroldcookii 1922

Aí é encontrado o tal Homem de Nebraska. Bom, não foi bem assim, porque, na verdade, o que se achou mesmo foi um dente fossilizado.

Acharam um fóssil de um dente e deu-se a esse dente um nome latino, bem bonitinho, chamado de Hesperopithecus Haroldcookii. Aí desse dente fossilizado, lembrando que não era nem um dente, era um fóssil de um dente. E desse fóssil fizeram desenhos do Homem de Nebraska e etc.

Aí, estudando mais a fundo este fóssil dentário, é descoberto que era um dente de um porco selvagem. Ou seja, era um dente de um javali, um simples javali. Agora não me pergunte como eles fizeram as imagens, os desenhos do Homem de Nebraska a partir de um dente fossilizado, porque eu também não sei.

E estimaram este Homem de Nebraska com a idade de 1 milhão de anos. Depois de 4 anos, na verdade foram exatos 4 anos e meio, descobre-se que aquele dente, lembrando que não era um dente, era um fóssil de um dente, na verdade pertencia a um saudoso e original javali. O Homem de Nebraska é uma fraude.


♦Australopithecus Africanos 1924

O personagem da nossa história é um médico de 31 anos chamado Raymond D'Arc. Raymond D'Arc era colecionador de fósseis.

Sendo assim um colecionador, ele recebe uma encomenda. E essa encomenda era um crânio fossilizado com o cérebro fossilizado de uma criança hominídea. E esse crânio tinha riscos de unhas ou garras em forma de V, e pasma em casca de ovos quebrados.

Raymond D'Arc trabalha por 7 semanas talhando a pedra fóssil e dá o nome a esta pedra fóssil de Australopithecus africanos. Este achado deste fóssil infantil foi encontrado na região de Tang, na África do Sul. Este achado foi datado com a idade de 2 milhões de anos.

E para variar, foram feitos estudos, teorias, desenhos sobre este fóssil. Falaram até que nesta época de 2 milhões de anos, o Australopithecus usava instrumentos de pedra. É claro que este fóssil teve que ir para o laboratório e para os estudiosos pesquisarem.

E examinando este Australopithecus de Raymond D'Arc, descobre-se que o achado em questão era mais uma fraude, porque a alçada era somente a alçada de um chimpanzé, um chimpanzé normal. Mas muitos defendiam a tese de que a alçada era o Australopithecus e que este ser poderia ser um animal que andava eredo. Discussões à parte, foram chamados dois anatomistas famosos na época, que eram o Dr. Solis Huckerman e o Dr. Charles Oxnard.

Eles examinaram o fóssil meses a fim. Depois de examinarem, chegaram a uma conclusão e disseram que realmente não era um Australopithecus. O Australopithecus africano na verdade era um chimpanzé e este osso não poderia ser de um animal que andava ereto, porque a alçada não era nem de longe a alçada de um hominídeo, era apenas um chimpanzé.

Sendo assim, o Australopithecus africano era mais uma fraude confirmada. 


♦Homo Habilis 1959 a 1960

O personagem da vez agora é o Sr. Louis Leake.

Ele estava na Tanzânia procurando os ossos de hominídeo. Achado os ossos deste hominídeo, ele batiza o seu achado de Zygantropo Louisiane. Ele dá este nome em homenagem ao seu patrocinador.

Porém, a comunidade científica conhece este achado como Homo habilis. A idade estimada para este osso é de 1 milhão de anos. Sendo levado este achado para pesquisa, é descoberto, claro, que o tal Homo habilis ou Zygantropo Louisiane era na verdade um homem comum.

O achado do hominídeo era apenas ossos humanos normais. Sem contar que os fatos desta suposta descoberta são altamente controvertidas. O Sr. Louis Leake contava uma história aqui, contava outra história ali.

Quando era interrogado, ele contava uma outra história, mentia, as histórias não batiam. É complicado. Provado que o Sr. Louis Leake era mais um farsante, a comunidade científica retira de seu compêndio, em 1960, essa teoria esdrúxula do Homo habilis ou Zygantropo Louisiane.

Porque foi provado que este achado, que esta ossada se tratava de ossos de um ser humano normal. É descoberto então, Ramapitecos, fazendo pesquisas apuradas neste achado, é descoberto que esta ossada era uma ossada de Orangotango. 


♦Australopithecus Afarensis 1974

Agora nós temos dois personagens nesta história. O primeiro é o Sr. Donald Johansson e o Sr. Tom Gray. Eles estavam em Dakar, na Etiópia.

Escavando, pesquisando, soldando as terras lá em Dakar, na Etiópia, eles descobrem, por fim, uma ossada. E segundo eles, era a ossada mais antiga do planeta. E eles deram o nome a esta ossada.

Eles chamam este achado de Lucy. Eles deram esse nome por causa da música dos Beatles. E o nome da música é Lucy in the Sky With Diamonds.

Porém, o nome científico do achado é Australopithecus Afarensis. A descoberta do esqueleto do Australopithecus Afarensis, que foi feita em 1974, é comemorada pela comunidade. E é, enfim, comprovado que, pelo menos, esta ossada é verdadeira.

E aí fazem livros, desenhos, estudos, montam até uma história para esta tal de Lucy, etc. Só que aí vem o balde de água fria. E este balde de água fria começa pelos próprios ossos do Australopithecus Afarensis, ou Lucy.

Porque eles apresentam uma mistura de ossos humanos e de macacos. Os senhores Donald Johansson e Tom Gray fizeram pilantragem. Eles apenas misturaram ossos de macacos e ossos humanos e deram nome.

E ficaram com a glória. E mais da metade desses ossos não passam de ossos de animais. Não eram ossos humanos.

Fizeram uma contraprova e deu o mesmo resultado. Meses se passaram, fizeram uma outra contraprova e deu o mesmo resultado. Mentira, fake news, montagem, manipulação.

E o pior de tudo é que feitos várias pesquisas, vários exames, conclui que havia outros ossos neste achado. E estes emaranhados de ossos eram na verdade partes dispersas de vários animais que foram juntados. E alguns ossos humanos.

E a confirmação desta fraude foram feitas por todos os examinadores. Com isso, a argumentação do achado do Australopithecus Afarensis ou Lucy caiu por terra. No ano de 1994, quando foi a última vez que pesquisou a fundo este achado.

De novo, deu-se a conclusão de que é uma fraude. Aí então, a comunidade científica séria retira o anúncio da descoberta deste fósforo. Porque é mais que comprovado, durante 20 anos de pesquisa, estudo e etc.

Que de fato, os ossos de Luce ou Australopithecus Afarensis eram mesmo ossos de animais. Contendo um pouco de ossos humanos. Mas infelizmente, como estamos aqui no planeta terra.

E aqui a mentira, a manipulação, a fake news e a pilantragem florescem. É achado, infelizmente, em enciclopédias, livros, documentários e etc. De que o Australopithecus Afarensis é o achado comprobatório.


Conclusão

Entenda, a teoria da evolução continua sendo uma teoria. O elo perdido continua perdido.

Porque além de não conseguir provar a evolução do ser humano como estes farsantes pregam. E também de não ter um elo intermediário para comprovar suas fraudes. Eles apelam para o que? Para mentira.

Já basta isso no sistema religioso e no sistema político. Não na ciência. A ciência tem que conduzir o ser humano para o intelecto superior a respeito das evidências.

E não a respeito das fraudes, manipulações, politicagens e mentiras. Não estou dizendo que não teve uma evolução. Eu estou dizendo que teve uma evolução no conceito de que o homem vai melhorando suas condições perante a natureza.

Mas não houve uma evolução de uma espécie para outra. Não teve esse negócio do macaco virar humano ou do réptil virar pássaro ou virar mamífero. Isso nunca existiu.

A teoria da evolução é uma mentira. A teoria da evolução continua ainda sendo uma teoria. Seja um apoiador do canal.

Assim você ajudará o canal a crescer e a espalhar o conhecimento. 


COMO O ARREBATAMENTO ERA VISTO NA ERA APOSTÓLICA E PELA PATRÍSTICA



A palavra arrebatamento não existe na Bíblia original, nem em hebraico, nem em grego, nem em nenhum dos quatro evangelhos. Foi inventada em 1830 por um homem que tu nunca ouviste nomear, John Nelson Darby, o texto que te diz em ser o arrebatamento. 1 Tessalonicenses capítulo 4, versículo 17, usa uma única palavra grega, arpazo, que significa apenas apanhar.
Foi traduzida para latim como rapere, daí raptur, em inglês, arrebatamento, em português. Os pais da igreja primitiva, Ireneu, Justino, Tertuliano, leram este versículo como um único evento no fim dos tempos, nunca como rapto secreto pré-tribulação. Essa ideia tem 200 anos, não 2.000. E por que é que ninguém te ensinou isto? Porque em 1830, numa pequena seita irlandesa chamada Plymouth Brethren, Darby criou uma doutrina nova chamada dispensacionalismo.
Foi popularizada pela Bíblia de Schofield em 1909. Darby explodiu nos anos 70 com Hal Lindsey e tornou-se cultura pop nos anos 90 com a série Left Behind. Hoje vai ver as quatro camadas que ninguém te explica.
Primeira, como Darby inventou. Segunda, o que o texto grego realmente diz. Terceira, como os primeiros cristãos liam.
E quarta, o que místicos como Paulo experienciavam quando eram arrebatados. Cada camada mais reveladora que a anterior. Começamos pela primeira, 1830.
Plymouth, Inglaterra. Uma pequena seita protestante chamada Plymouth Brethren acabava de se formar. Um dos seus líderes era John Nelson Darby, ex-padre anglicano, brilhante, obcecado com profecias bíblicas.
Darby leu 1 Tessalonicenses 4. E leu Daniel 9. E leu Apocalipse. E uniu os três num esquema que nunca tinha existido antes na história do cristianismo. O dispensacionalismo.
A ideia central era esta. A história divide-se em sete eras. Antes do fim, Jesus voltaria duas vezes.
Primeiro em segredo, para arrebatar os fiéis para o céu. E outra vez, sete anos depois, em público para julgar o mundo. No meio das duas, haveria a grande tribulação sob o anticristo.
Esta ideia era completamente nova. Nem o Antigo Testamento, nem os Evangelhos, nem os padres da igreja, nem 1.800 anos de tradição cristã, alguma vez tinham ensinado isto. E há uma história ainda mais inquietante.
Em 1830, mesmo ano, uma jovem escocesa de 15 anos, chamada Margaret MacDonald, teve uma visão durante um surto religioso. Descreveu uma vinda secreta antes da tribulação. Darby foi visitá-la.
Pouco depois, começou a pregar a mesma doutrina. Os críticos dizem que ele copiou. Os defensores dizem que foi convergência.
A verdade é que ninguém antes deles tinha lido a Bíblia assim. Em 1909, um pastor americano chamado Cyrus Schofield publicou a Bíblia de Schofield. Era uma Bíblia comum, mas com notas de Schofield ao lado de cada versículo.
As notas ensinavam o dispensacionalismo de Darby. Esta Bíblia tornou-se a mais vendida nos Estados Unidos nos 50 anos seguintes. Milhões cresceram a ler as notas de Schofield ao lado dos versículos e a tomar as notas como palavra de Deus.
Em 1970, Hal Lindsey publicou o livro The Late Great Planet Earth, 28 milhões de cópias vendidas na década. Em 1995, Tim LaRey lançou a série Left Behind, 65 milhões de cópias. Filmes. 
Cultura pop apocalíptica completa. Foi assim que uma doutrina inventada em 1830 por um irlandês obscuro se tornou, em 200 anos, a interpretação dominante do fim dos tempos nos evangélicos modernos. Não na igreja católica, não na igreja ortodoxa, não nas reformadas tradicionais, apenas em cerca de 20% do cristianismo evangélico mundial.
Um fenômeno do século XIX. Voltemos ao texto. 1ª Thessalonicenses, capítulo 4, versículos 16 e 17.
Carta de Paulo, escrita por volta do ano 50. Versículo 16. Porque o próprio Senhor descerá do céu com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
Versículo 17. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens a encontrar o Senhor nos ares. A palavra chave é arrebatados.
No grego original, arpagesometa, do verbo arpazo, significa literalmente apanhar com força, agarrar, levantar de surpresa. Os tradutores latinos da Vulgata, no século IV, traduziram arpazo como rapiemur, mesma raiz que rapere, daí veio rapture em inglês, arrebatamento em português. Mas atenção, repara no que o texto diz e no que não diz.
O texto diz que haverá uma trombeta, uma voz de arcanjo. Os mortos vão ressuscitar primeiro. Os vivos serão apanhados depois.
Todos juntos encontram-se com o Senhor nos ares. O texto não diz que isto será em segredo. Não diz que será sete anos antes do fim.
Não diz que haverá uma segunda vinda depois. Não diz que os arrebatados desaparecem da terra deixando as roupas para trás. Tudo isso são camadas que Darby adicionou em 1830. Não estão no texto. 
E repara no que Paulo está mesmo a dizer. Ele está a consolar os tessalonicenses.
Eles tinham medo de que os seus mortos não vissem o regresso de Jesus. Paulo responde, não tenham medo, os mortos vão ressuscitar primeiro. Depois vocês serão apanhados juntamente com eles.
Um único evento, público, para todos. E há um detalhe técnico que destrói a ideia de rapto secreto. O texto fala de uma trombeta.
Trombetas não são silenciosas. Fala de uma voz de arcanjo. Vozes de arcanjos não passam despercebidas.
O oposto exato do que Darby ensinou. Como é que os primeiros cristãos liam estes versos? Temos textos. Temos os pais da igreja.
Temos comentários escritos entre o ano 100 e o ano 400. E todos concordam. Ireneu de Leon, no segundo século, no livro V do Contra as Heresias, escreveu sobre um único regresso de Cristo.
Em glória, visível, sem rapto secreto, sem sete anos no meio. Justino Mártir, no segundo século, no diálogo com Trifão, descreveu o regresso como um único evento no qual os justos seriam reunidos. Tertuliano, no terceiro século.
Cipriano. Agostinho. Todos os grandes comentadores antes do século XVI.
Único regresso. Único evento. A igreja católica, durante 1.500 anos, ensinou esta visão.
A igreja ortodoxa do Oriente ainda hoje a ensina. As reformadas tradicionais, calvinistas, presbiterianas, luteranas, todas a ensinam assim. O dispensacionalismo é a exceção histórica, não a regra.
Por que o sucesso nos Estados Unidos? Porque o dispensacionalismo encaixou numa cultura específica, o evangelicalismo americano do século XX, otimista, individualista, focada em ser salvo individualmente, com sistemas simples para entender a Bíblia, calendários, dispensações e um final claro. A doutrina serviu, tornou-se best-seller, mas é uma leitura de 200 anos, um documento de 2.000, uma fração da história cristã, mas há outra camada, e esta é a mais importante. A palavra arpazo aparece outras vezes no Novo Testamento, em particular, num lugar que poucos cristãos leem com atenção.
2 Coríntios, capítulo 12, versículos 2 a 4. Paulo está a falar de si próprio, em terceira pessoa, diz, abre aspas, conheço um homem em Cristo que há 14 anos foi arrebatado até o terceiro céu, e ouviu palavras inefáveis que ao homem não é lícito falar, fecha aspas. A palavra usada é exatamente a mesma, arpazo, mas Paulo não desapareceu, não foi levado fisicamente, está a descrever uma experiência mística que aconteceu enquanto continuava no corpo. Os místicos judaicos chamavam a esta experiência o Mazé Merkavá, a obra do carro celestial.
Era a tradição mística baseada em Ezequiel 1, na qual o praticante entrava em êxtase e era levado em consciência através dos sete céus até a presença divina. Paulo conhecia esta prática, era fariseu treinado, conhecia a tradição Merkavá, e quando descreve o seu arrebatamento, usa a linguagem desta tradição. E aqui está o ponto, os místicos cristãos primitivos, gnósticos, padres do deserto, exicastas ortodoxos, místicos medievais, concordam todos.
O verdadeiro arrebatamento não é um evento futuro coletivo, é uma experiência interior, possível agora, a qual entras quando entras no silêncio profundo. Não é desaparecer da terra, é ser levado em consciência, atravessar os céus interiores, ver o que Paulo viu, e voltar transformado. O verdadeiro arrebatamento é interior, não cosmológico, não no futuro, aqui, agora, dentro de ti.
Resumo do que vimos, o arrebatamento como hoje é ensinado, rapto secreto, sete anos, dois regressos, não existe na Bíblia original, foi inventado em 1830 por John Nelson Darby, popularizado pela Bíblia de Schofield, e tornou-se cultura pop com Hal Lindsey e Left Behind. O texto grego, 1 Tessalonicenses 4, 17, fala de harpazo, um único evento público no fim dos tempos, não em segredo, não em duas fases. Os pais da igreja, durante 1.800 anos, leram o texto como um único regresso, católicos, ortodoxos e reformados tradicionais, ainda o leem assim hoje, e os místicos cristãos, incluindo Paulo em 2 Coríntios 12, usaram a mesma palavra, harpazo, para descrever uma experiência interior, mística, acessível, agora.
Na Era Apostólica, o conceito que hoje chamamos de "arrebatamento" era visto não como um evento secreto ou isolado, mas como um momento integral e culminante da Segunda Vinda de Jesus e da ressurreição final.
Com base nos textos-chave do Novo Testamento, como 1 Tessalonicenses 4:17 e 1 Coríntios 15:51-54, os primeiros cristãos aguardavam:
Uma Reunião Visível e Audível: Eles não esperavam um desaparecimento misterioso. A descrição bíblica envolve o "calar da trombeta de Deus," "uma voz de arcanjo" e o próprio Senhor "descendo do céu" com alarido. O arrebatamento seria a reunião física e visível de todos os crentes — os que já haviam morrido e ressuscitado primeiro, e os que estivessem vivos — "nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares".
Uma Transformação Instantânea: Aqueles que estivessem vivos no momento do retorno de Cristo não experimentariam a morte, mas seriam "arrebatados" (capturados, levados à força) ao mesmo tempo que os mortos ressuscitados, e seus corpos seriam instantaneamente transformados de mortais para imortais.
Um Evento de Consolação e Esperança: A mensagem apostólica sobre esse evento tinha como objetivo principal consolar os crentes que sofriam perseguição ou que lamentavam a morte de seus entes queridos, assegurando-lhes que "assim estaremos sempre com o Senhor." Não era uma mensagem de medo ou de fuga secreta de uma tribulação estendida, como se popularizou em algumas teologias modernas.


domingo, 7 de junho de 2026

O BIG BANG NÃO GEROU O UNIVERSO


 

A física não afirma que o Big Bang criou o universo a partir do nada. O Big Bang não foi o início absoluto de tudo e nem criou o universo do nada. Em vez disso, o Big Bang é descrito como uma violenta expansão de algo que já existia: o espaço-tempo e a energia, E=MC².

Na verdade, o Big Bang descreve apenas o momento em que o universo passou a se expandir e esfriar a partir de um estado extremamente denso.


As principais evidências e razões pelas quais os cientistas acreditam que ele não foi o início absoluto incluem:

♦Limites da Matemática: A teoria da relatividade geral de Einstein indica que, no momento do Big Bang, a matéria e a energia estavam comprimidas em um ponto de densidade infinita, chamado de singularidade. Para a física, infinitos apontam as limitações das nossas teorias, o que sugere que havia leis ou um estado físico anterior que ainda não compreendemos totalmente.

♦A Falha da Singularidade nas Leis da Física: A ideia popular de que o universo surgiu de um ponto de tamanho zero e densidade infinita (uma "singularidade") é, na verdade, uma falha matemática. Quando as equações da Relatividade Geral de Einstein chegam ao momento do Big Bang, os resultados dão "infinito". Para os físicos, isso não prova uma criação do nada, mas sim que a teoria de Einstein falha ali e precisa ser substituída pela gravidade quântica.

♦Flutuações Quânticas: Na mecânica quântica, o "nada" não é um vazio absoluto, mas um "vácuo quântico" repleto de energia. Físicos estudam a possibilidade de que o universo tenha surgido de uma flutuação ou instabilidade nessa energia pré-existente. O espaço-tempo sempre existiu na forma de um vácuo quântico eterno, e o Big Bang foi apenas uma perturbação local que gerou a nossa bolha de universo.

♦Modelos de Universos Cíclicos ou Rebatimento: Diversos físicos teóricos propõem que o Big Bang não foi o começo de tudo, mas sim a transição de um universo anterior que se contraiu e depois se expandiu novamente, em um processo de "quique" (bounce). O universo passa por eternos períodos de contração e expansão, sendo o Big Bang apenas o início do ciclo atual.

Inflação Cósmica: A maior prova de que o Big Bang não iniciou o universo é o período conhecido como Inflação Cósmica. Antes do "Big Bang Quente", o espaço passou por uma expansão exponencial e ultrarrápida guiada pela energia do próprio tecido espacial. O Big Bang foi apenas o resultado final dessa inflação, quando essa energia se converteu em matéria e radiação.

O Problema do Horizonte - Uniformidade do Cosmos: A radiação cósmica de fundo (o eco do Big Bang) mostra que o universo tem exatamente a mesma temperatura em todas as direções. Se o universo tivesse surgido diretamente de uma explosão ou ponto inicial do Big Bang, regiões opostas do cosmos nunca teriam tido tempo de interagir para equilibrar suas temperaturas. Isso prova que existia um estado anterior (a inflação) que homogeneizou o universo antes do Big Bang.

Buracos Negros Mais Velhos que o Esperado: A descoberta de buracos negros supermassivos extremamente antigos (como o UHZ1, detectado pelo telescópio James Webb) que já existiam apenas 470 milhões de anos após o Big Bang desafia o modelo padrão. Eles são grandes demais para terem se formado no tempo disponível, sugerindo que certas estruturas ou sementes cosmológicas podem ter existido antes ou se comportado de forma diferente do previsto pelo Big Bang tradicional. Ou seja, o nosso universo pode ser o interior de um buraco negro que colapsou em um "multiverso" muito maior.


A FARSA DO BIG BANG



O ser humano sempre procurou especular, examinar e investigar as suas origens. Este conceito é mais que natural, porque, se nós existimos, certamente viemos de algum lugar. E, se nós viemos de algum lugar, as coisas que nos cercam, as coisas que existem, também vieram de algum lugar. Tudo tem uma origem, tudo tem um começo, isso. A questão é saber qual é a origem das coisas. E uma das teorias mais abordadas e mais aceitas é a teoria do Big Bang. 

Segundo o conceito da teoria do Big Bang, uma explosão de luz e matéria teve o resultado de uma grande expansão contínua e universal, que continua até os dias de hoje. E essa tal explosão ocorreu aproximadamente há 13,7 bilhões de anos. Essa explosão aconteceu em função da grande concentração de massa e energia. Os fundamentos dessa teoria são baseados nos resultados de observações feitas por físicos e astrônomos, que demonstram que o universo encontra-se em constante expansão. E essa questão do universo estar em constante expansão é uma verdade. Isso foi provado no ano de 1929, por um físico e astrônomo norte-americano, Edwin Powell Hubble. Ele provou que as galáxias afastavam-se umas das outras. E, se as galáxias se afastam umas das outras, é porque deve ter havido uma grande explosão, que, em inglês, se fala Big Bang.

Mas, muito antes de Edwin Hubble, pesquisadores observando o universo já falavam que ele estava em expansão. Temos como exemplo o astrônomo Vesto Melvin Slipher, que estudou os períodos de rotação dos planetas e as composições atmosféricas dos planetas. Ele também estudou as linhas espectrais de uma galáxia, como também as galáxias em espiral. Outro estudioso foi George Lemaître. Ele foi um padre, astrônomo e físico belga. Inspirado nos trabalhos de Vesto Melvin, George Lemaître estuda e formula a lei proporcional entre as distâncias e a velocidade de afastamento das galáxias. Ou seja, Lemaître propõe, nesse trabalho, o estudo do átomo primitivo, ou primordial, que mais tarde é reconhecido como a teoria do Big Bang.

Esse nome foi dado com deboche pelo pesquisador Fred Rowling. Ele era um opositor ferrenho da teoria do Big Bang. Ele era defensor da teoria do universo estacionário. Fred Rowling acerta em se opor à teoria do Big Bang, mas ele erra em defender a teoria de um universo estacionário. Todas as coisas estão caminhando para algum lugar. Nada fica parado.

E, finalmente, Edwin Powell Hubble, estudando os relatos de George Lemaître e também de Vesto Melvin e outros, ele descobre as então chamadas nebulosas, que depois descobriu-se que, na verdade, essas nebulosas eram galáxias. E essas galáxias se afastavam umas das outras. E esse afastamento se dá a uma velocidade considerada proporcional à distância que as separava. Com esses dados, Edwin Powell Hubble dizia que o universo estava em constante expansão. Que o universo está em expansão, disso não há dúvidas.

O problema mesmo é a teoria do Big Bang, porque o cambalacho que os cientistas falam é que a teoria do Big Bang não diz que o universo se originou de uma explosão propriamente dita. Porque a ocorrência de uma explosão pressupõe a existência de alguma coisa anterior que explodiu. E aí fica aquele impasse, tá? A teoria diz que o universo se originou de uma grande explosão ou não? Aí é que está. Os cientistas, nessa parte, vão falar igual falam os políticos e os religiosos, falsos profetas. Eles vão dizer uma coisa, dizer outra coisa, vão fugir pela tangente e vão ficar dando voltas, tudo para falar que, se colocar na ponta do lápis

Não existe o Big Bang. E como explica, então, a expansão do universo? Porque o universo está em expansão, então a conta não fecha. Não é errado dizer que não sabe; é simples eles falarem: o universo está em expansão, disso não há dúvidas, mas não sabemos como e por que o universo está em expansão. O que eles podem dizer? Eles podem dizer assim: é bem provável, é bem possível, mas não há como provar que o universo, que está em expansão, se iniciou em um ponto em comum, sabe-se lá onde e como no universo. E, de lá para cá, o universo está em expansão. Pode ser que tenha havido uma grande explosão. Pode ser, mas não tem como provar. Eles falando desta forma, ok, é honesto, é uma ciência crível, é uma ciência que podemos acreditar. Agora, da forma que eles fazem, passando essa mentira em documentários, nas revistas, nos jornais, na internet etc., aí não tem como.

Porque, se existe uma explosão, é óbvio que alguma coisa anterior a essa explosão fez com que essas coisas explodissem. Aí vão falar: “Ah, mas eram nuvens de gás e poeira, eram massa e energia”. Ok, então de onde vieram a massa e a energia? De onde vieram a nuvem e a poeira? E a poeira é o resultado de um objeto que era sólido. Não existe poeira por um acaso. Se existe poeira, é porque existiu antes um objeto sólido. Tudo o que existe surgiu de um ponto inicial. É impossível acreditar que alguma coisa surgiu do nada. Nada surge do nada e nada desaparece. Tudo vai para algum lugar. E, até hoje, ninguém conseguiu uma explicação honesta, plausível, comensurável, comprobatória e racional da teoria do Big Bang.

O que ocorreu antes do Big Bang? Não é errado dizer que não sabemos. É só dizer: não sabemos. As leis da física moderna não são capazes de explicar o que ocorre em um ponto onde a temperatura e a densidade são possivelmente infinitas em um volume igual a zero. Por que igual a zero? Porque é do ponto zero que surge alguma coisa. E a teoria do Big Bang é o pontapé inicial de tudo. E o que estava antes desse pontapé inicial? E é por isso que temperatura e densidade, porque estamos falando de uma explosão, são infinitas, só que o volume é igual a zero, porque é o início.

Muitos cientistas, em documentários, usam a teoria da relatividade de Albert Einstein. Isso é apelar. Quando o desespero bate à porta, a tendência é apelar para o que der, e a tábua de salvação é a teoria geral da relatividade de Albert Einstein. Só que não tem como explicar, nem a teoria de Albert Einstein ajuda. Usar a teoria de Einstein para ser uma das bases para a formulação da teoria do Big Bang é um tiro no pé, porque essa teoria não consegue explicar a existência de alguma coisa antes mesmo de haver o tempo.

E outra coisa: tudo o que existe é composto por átomos. Agora, num vazio, antes do Big Bang, não existem átomos. É o vazio. Então, se há um vazio, essa explosão do Big Bang nunca aconteceu. Sem dizer que isso iria contra as próprias leis da física, como, por exemplo, a lei da conservação da massa, de Antoine Laurent de Lavoisier. Segundo a lei de conservação da massa, de Antoine Laurent de Lavoisier, na natureza, nada se cria, nada se perde e tudo se transforma. Esse conceito é verdadeiro, é válido e é crível. Nada se cria automaticamente, como também nada se perde; tudo se transforma. Então, se no ponto zero, se antes da explosão, se no vazio, nada se cria, nada surge daí e também nada se perde, sendo assim, a teoria do Big Bang não explica como tudo se transforma e o universo, ao mesmo tempo, está em constante expansão.

Para ter havido o Big Bang, é obrigatoriamente haver um aumento na quantidade de matéria. Se pegar a lei da conservação da massa de Lavoisier, essa afirmação será desmentida. Isso sem contar com outras leis da física. E, para não ficar somente na lei de Lavoisier, eu tenho que falar de uma das muitas leis de Newton. Neste caso, eu vou usar a primeira lei de Newton, que é a lei da inércia. Segundo a lei da inércia de Isaac Newton, se um corpo está em repouso, ele tende a ficar em repouso. Agora, se um corpo está em movimento, ele tende a ficar em movimento. Agora, segundo esta primeira lei de Newton, que é a lei da inércia, o que gerou o nada, o vazio, o zero, a causar uma explosão? E tem um problema aqui, porque, para alguma coisa ficar em repouso, em movimento, tem que ser um corpo. Esse corpo pode ser sólido, líquido ou gasoso. Qual era o tipo de corpo?

Objeto ou sei lá o quê que estava no vetor zero do início das coisas para gerar esta explosão. Não foi gás, poeira, nem foi massa e nem energia, porque estamos no ponto zero, no vazio. E, se está em repouso, obrigatoriamente ele estará em repouso.

Aí muitos vão dizer: “É, mas o universo está em expansão, o universo está em movimento, alguma coisa gerou o movimento.” Sim, a segunda lei de Newton comprova a sua explicação. Tudo está em movimento, o universo está em movimento, mas isso não explica a origem do Big Bang. Explica o resultado, não a origem. Todas as leis da física explicam o resultado das coisas, não explicam o ponto zero antes do Big Bang.

Por que não explica? Porque não existe. A física só pode estudar as coisas que existem. A física não consegue estudar, especular, explicar as coisas que não existem. Antes do ponto zero, antes do Big Bang, antes da explosão, o que havia? Não sabemos. A questão é que, antes da formação do universo, só existia um único ponto em repouso e sem nenhuma força a atuar sobre ele. Agora a pergunta: como é que ele explodiu?

É como eu disse, nem vamos usar mais leis físicas, senão vamos implodir a teoria da explosão. Em uma grande explosão, os objetos obrigatoriamente, não tem jeito, têm que se afastar e continuar se afastando. E todos esses objetos, em uma explosão, irão se afastar de uma forma distribuída e concentrada em grupos, porque estamos falando de uma explosão. A dificuldade da teoria do Big Bang é somente esta.

Podem observar o universo à sua volta, mesmo sem binóculo. Vamos verificar que no universo tem uma coisinha chamada movimento angular. Porque, se houve uma grande explosão, então os objetos ter-se-iam movimentado em linha reta, porque é uma explosão.

Olha outro problema aqui: nada, mas absolutamente nada no universo se movimenta em linha reta. Podem reparar: Sol, Lua, planetas, asteroides, cometas etc. Nada se movimenta em linha reta. Todos os movimentos dos objetos do universo têm movimentos elípticos. O movimento elíptico é um movimento circular, só que não é um círculo perfeito, é um círculo oval. Isso é chamado de movimento elíptico. Tudo no universo circula meio que arredondadamente elíptico; nada em linha reta, absolutamente nada. Mesmo os que acreditam que a Terra é plana — sabemos que isso é um besterol —, esses vão observar que os movimentos planetários são elípticos, são circulares, são arredondados.

E uma explosão terá o resultado desses objetos fazendo uma trajetória em linha reta, se não, não é explosão. Qualquer explosão: pegue aí uma bombinha, um rojão, um morteiro, qualquer coisa. Explodiu, os objetos resultantes desta explosão se movimentarão, rápidos, claro, porque é uma explosão, mas em linha reta, e não em linhas circulares, arredondadas ou elípticas. E o universo se movimenta elipticamente.

Segundo a teoria do Big Bang, esta grande explosão é a maior força gerada que aconteceu no universo, e, até hoje, o universo sente o seu efeito. Ok, cadê o efeito da movimentação dos objetos que estão no universo em linha reta? Não existe.

E tem um outro agravante: esses objetos não giram no mesmo ângulo. Não é estranho isso? A galáxia de Andrômeda, por exemplo, gira da esquerda para a direita; a galáxia NGC 4622 gira da direita para a esquerda; as luas de Saturno giram, ao contrário umas das outras; e este fenômeno também acontece com as luas de Júpiter. Então, cadê essa grande explosão?

É difícil acreditar nessas coisas quando começamos a pensar, pesquisar e estudar.

A FARSA DAS DEZ PRAGAS DO EGITO



De uma perspectiva estritamente histórica e arqueológica, não há evidências diretas nos registros do antigo Egito que comprovem que as pragas ocorreram exatamente como descritas no livro bíblico do Êxodo. A narrativa é comprovadamente uma epopeia teológica fictícia e literária, e não um relato histórico real. 
Essas imprecações operavam pelo reconhecimento social da palavra dita com autoridade divina.

A Perspectiva Histórica e Arqueológica
A arqueologia convencional questiona fortemente a veracidade literal da narrativa bíblica.
♦Ausência de Inscrições Egípcias: Os antigos egípcios eram meticulosos em seus registros, documentando suas derrotas e desastres. No entanto, nenhum hieróglifo ou papiro egípcio sobrevivente do período do Novo Império menciona um colapso total do Estado, mortes em massa de primogênitos ou uma libertação repentina de milhões de escravos.
♦A Controvérsia do Papiro de Ipuwer: Alguns historiadores alternativos e defensores religiosos apontam para um documento antigo chamado Papiro de Ipuwer, que descreve um Egito em ruínas onde "o rio é sangue". No entanto, os egiptólogos tradicionais datam este texto do período do Médio Império, centenas de anos antes da cronologia tradicional de Moisés e do Êxodo. Eles o consideram um poema sobre anarquia política, e não sobre pragas literais.
♦Paralelismo literário: estudiosos observam que muitos elementos das pragas espelham "fórmulas de maldição" comuns entre os povos semitas ocidentais, usadas em antigos tratados do Oriente Próximo. As histórias podem ter sido escritas ou ampliadas séculos depois para servir como um testemunho simbólico do poder de Javé sobre os deuses do Egito.

Fórmulas de Maldições do Crescente Fértil
As maldições eram fórmulas rituais poderosas que invocavam divindades ou demônios para trazer o caos, a doença ou o exílio sobre os inimigos. Eram aplicadas por sacerdotes exorcistas especialistas conhecidos como āšipu.
♦Fórmulas de Proteção de Monumentos e Leis: Em estelas como o Código de Hamurabi e em pedras de demarcação de terras (kudurru), os reis selavam seus decretos invocando os grandes deuses (como Anu, Enlil e Ea) para destruir quem violasse a lei. 
♦Tabuletas de Exorcismo e Vinculação Maqlû: Em rituais contra a feitiçaria, o āšipu recitava encantamentos para devolver o mal ao feiticeiro ou invocar o deus do fogo para queimar a bruxaria, neutralizando a pessoa mal intencionada.
♦Fórmulas em Tigelas de Encantamento: Muitas vezes inscritas em recipientes de cerâmica para aprisionar demônios e fantasmas de mortos que traziam doenças, elas traziam fórmulas de isolamento e destruição.

No entanto, vamos fingir que tudo isso seja verdade, então vamos dar explicações esdrúxulas e ou naturais e quem sabe científicas convincentes que poderiam ter inspirado essas estorietas imaginárias.
♦1 - Água para Sangue: Provavelmente causada por uma proliferação de algas ou bactérias tóxicas (como a alga sanguínea Borgonha ) que deixaram o Rio Nilo vermelho, esgotando o oxigênio e matando os peixes.

♦2 a 4 - Rãs, Piolhos e Moscas: Com a morte dos peixes, os predadores naturais das rãs desapareceram, fazendo com que elas invadissem a terra em enxames. Quando as rãs morreram, suas carcaças forneceram um ambiente ideal para a reprodução de enxames de insetos, piolhos e moscas.

♦5 e 6 - Pestilência e Furúnculos: Os insetos picadores atuavam como vetores, disseminando doenças para o gado e causando furúnculos dolorosos em humanos e animais.

♦7 a 9 - Granizo, Gafanhotos e Escuridão: Esses eventos são frequentemente atribuídos a mudanças climáticas extremas ou erupções vulcânicas, como a antiga erupção massiva do vulcão Thera, no Mediterrâneo. Nuvens de cinzas teriam bloqueado o sol (a praga da escuridão) e causado anomalias climáticas, atraindo enxames de gafanhotos para a região.

♦10 - Morte dos Primogênitos: Uma teoria sugere que grãos armazenados, contaminados por mofo tóxico devido à umidade extrema causada por tempestades e insetos anteriores, envenenaram a população. Como os primogênitos tradicionalmente comiam primeiro e recebiam porções maiores, eles teriam sido os mais afetados.

Textos do Antigo Egito
♦Existem alguns escritos do antigo Egito que mencionam condições caóticas e catastróficas que lembram as descritas na Bíblia , embora ainda haja muito debate sobre se elas se referem exatamente às pragas do Êxodo.
♦As Admoestações de Ipu-Wer: Um papiro do Império Médio que descreve um período de grande convulsão social onde "o rio é sangue" e as pessoas sofrem com a falta de água potável.
♦A Profecia de Nefer-Rohu: Este antigo texto egípcio fala de um tempo em que o disco solar estará coberto e a terra estará em completa escuridão, sem sombras projetadas.


A VIDA APÓS A MORTE NA SUMÉRIA

 


Ao contrário do vasto conjunto de textos funerários do antigo Egito, não existem "guias" mesopotâmicos que detalhem a vida após a morte e o destino da alma depois dela. Em vez disso, as concepções mesopotâmicas antigas sobre a vida após a morte precisam ser reconstruídas a partir de diversas fontes de diferentes gêneros.

Muitos textos literários, sendo o mais famoso a Epopeia de Gilgamesh, contemplam o significado da morte, narram o destino dos mortos no submundo e descrevem ritos fúnebres. Outros textos provavelmente foram compostos para serem recitados durante ritos religiosos envolvendo fantasmas ou deuses moribundos. Dentre esses textos rituais, os mais notáveis ​​são Gilgamesh, Enkidu e o Submundo; A Descida de Ishtar ao Submundo; e Nergal e Ereshkigal. Outras fontes para as crenças mesopotâmicas sobre a vida após a morte incluem sepultamentos, inscrições em túmulos, textos econômicos que registram despesas com funerais ou cultos aos mortos, referências à morte em inscrições e editos reais, crônicas, cartas reais e privadas, textos lexicais, comentários de culto, textos mágico-médicos, presságios e fórmulas de maldição.

Além de pertencerem a diferentes gêneros, as fontes das crenças mesopotâmicas sobre a vida após a morte provêm de distintos períodos da história mesopotâmica e abrangem as culturas suméria, acádia, babilônica e assíria. Portanto, devemos ter cuidado para não considerar as crenças mesopotâmicas sobre a vida após a morte como estáticas ou uniformes. Como todos os sistemas culturais, as ideias mesopotâmicas sobre a vida após a morte se transformaram ao longo do tempo. Crenças e práticas relacionadas à vida após a morte também variavam de acordo com o status socioeconômico e diferiam dentro dos paradigmas religiosos oficiais e populares. Com isso em mente, no entanto, a continuidade cultural entre a civilização suméria e seus sucessores permite uma síntese de diversas fontes, a fim de fornecer uma introdução funcional aos conceitos mesopotâmicos da vida após a morte.


O Mundo Inferior

Os antigos mesopotâmios concebiam o submundo como o oposto cósmico dos céus e como uma versão sombria da vida na Terra. Metafisicamente, acreditava-se que ele se situava a uma grande distância do reino dos vivos. Fisicamente, porém, ficava subterrâneo e é poeticamente descrito como estando localizado a uma curta distância da superfície da Terra.

Os relatos literários sobre o submundo são geralmente sombrios. É descrito como uma “terra sem retorno” escura e a “casa da qual ninguém sai ao entrar”, com poeira em sua porta e trinco (Dalley 155). No entanto, outros relatos atenuam esse quadro desolador. Por exemplo, uma obra suméria conhecida como a Morte de Urnamma descreve os espíritos dos mortos se regozijando e festejando com a chegada da governante Urnamma ao submundo. Shamash, o deus sol da justiça, também visitava o submundo todas as noites em seu circuito diário pelo cosmos. Da mesma forma, a estudiosa Caitlín Barrett propôs que a iconografia funerária – especificamente o simbolismo relacionado à deusa Inanna /Ishtar, que descia e retornava do submundo – indica uma crença em uma existência após a morte mais desejável do que a descrita em muitos textos literários. Embora os humanos não pudessem esperar retornar à vida em exata imitação de Inanna/Ishtar, argumenta Barrett, ao utilizarem a iconografia funerária que representa Ishtar, eles poderiam tentar evitar os aspectos desagradáveis ​​do submundo do qual a própria Inanna/Ishtar havia escapado. O submundo mesopotâmico, portanto, é melhor compreendido não como um lugar de grande miséria nem de grande alegria, mas como uma versão atenuada da vida na Terra.

Uma das representações mais vívidas do submundo descreve uma "grande cidade " subterrânea (em sumério, "iri.gal") protegida por sete muralhas e portões, onde habitam os espíritos dos mortos. Na narrativa acádia " A Descida de Ishtar ao Submundo", Ishtar atravessa esses sete portões em sua jornada para o submundo. Em cada portão, ela é despojada de suas vestes e joias até entrar nua na cidade dos mortos. Diante de tais descrições, é notável que os ritos funerários mesopotâmicos para a elite pudessem durar até sete dias.

A comunidade de espíritos que habitava a “grande cidade” era por vezes chamada de Arallu em acádio ou Ganzer em sumério, termos de significado incerto. O sumério Ganzer também é um nome para o submundo e uma entrada para o submundo. Paralelamente à ideia mesopotâmica de autoridade divina no céu e na terra, o reino dos mortos era governado por divindades específicas, hierarquizadas e com um chefe supremo à sua frente. Em textos mais antigos, a deusa Ereshkigal (“Senhora da Grande Terra”) era a rainha do submundo. Mais tarde, ela foi substituída pelo deus guerreiro Nergal (“Chefe da Grande Cidade”). Um mito acádio, datado, no máximo, de meados do segundo milênio a.C., tenta resolver as tradições conflitantes, fazendo de Ereshkigal a esposa de Nergal. Assim como as divindades celestiais se reuniam regularmente em um conselho divino para proferir julgamentos para o universo, os governantes divinos do submundo eram auxiliados em suas decisões por um grupo de elite de divindades chamado Anunnaki.

É importante ressaltar que o submundo mesopotâmico não era um "inferno". Embora fosse entendido como o oposto geográfico dos céus, e embora seu ambiente fosse em grande parte uma inversão dos reinos celestiais (por exemplo, era caracterizado pela escuridão em vez da luz), ele não se opunha ao céu como uma possível morada para espíritos de mortos com base em seu comportamento durante a vida. O submundo mesopotâmico não era um lugar de punição nem de recompensa. Em vez disso, era o único destino no além para espíritos de mortos cujos corpos, túmulos ou estátuas de culto tivessem recebido os devidos cuidados rituais.


A natureza humana e o destino após a morte

Na epopeia babilônica antiga de Atrahasis, os deuses criaram os humanos misturando argila com o sangue de uma divindade rebelde chamada We-ilu, que foi especialmente sacrificada para a ocasião. Os humanos, portanto, continham um componente terreno e um divino. Contudo, o elemento divino não significava que os humanos eram imortais. Os mesopotâmios não tinham o conceito de ressurreição física ou metempsicose. Em vez disso, Enki (Ea, em acádio), a divindade suméria da sabedoria e da magia, decretou a morte para os humanos desde a sua origem. A mortalidade definia a condição humana fundamental e é até mesmo descrita como o destino (šimtu, em acádio) da humanidade. O eufemismo mais comum para morrer nos textos mesopotâmicos é "ir ao encontro do próprio destino" (Cooper 21). A busca pela imortalidade física, sugere a Epopeia de Gilgamesh, era, consequentemente, fútil. O melhor que os humanos podiam almejar era a fama duradoura por meio de seus feitos e realizações na Terra. A imortalidade, na medida em que era metaforicamente possível, se concretizou na memória das gerações futuras.

Os seres humanos eram considerados vivos enquanto tivessem sangue nas veias e fôlego nas narinas. No momento em que o sangue se esgotava ou o corpo exalava seu último suspiro, era considerado um cadáver vazio. A condição desse cadáver vazio é comparada ao sono profundo e, após o sepultamento, o corpo moldado em barro “retornava ao barro” (Bottéro, “Religião” 107). O eufemismo bíblico para a morte como sono (Nova Versão Padrão Revisada, 1 Reis 2:10; 2 Reis 10:35; 15:38; 24:6; 2 Crônicas 9:31) e a afirmação: “Tu és pó, e ao pó voltarás” (Gênesis 3:19; cf. Eclesiastes 3:20), apontam para o contexto cultural comum subjacente aos paradigmas da antiga Mesopotâmia e de Israel.

Os mesopotâmios não consideravam a morte física como o fim definitivo da vida. Os mortos continuavam uma existência animada na forma de um espírito, designado pelo termo sumério gidim e seu equivalente acádio, eṭemmu. O eṭemmu é melhor compreendido como um fantasma. Sua etiologia é descrita no épico babilônico antigo Atrahasis I 206-230, que narra a criação dos humanos a partir do sangue do deus morto We-ilu. O texto usa um jogo de palavras para conectar o eṭemmu a uma qualidade divina: We-ilu é caracterizado como alguém que possui ṭemu, “entendimento” ou “inteligência”. Assim, acreditava-se que os humanos eram compostos de um corpo corpóreo e algum tipo de percepção divina.

É importante ressaltar que as noções mesopotâmicas do corpo físico e do eṭemmu não representam um dualismo estrito corpo/alma. Ao contrário do conceito de psique no pensamento grego clássico, o eṭemmu estava intimamente associado ao cadáver físico. Alguns textos chegam a falar do eṭemmu como se fosse idêntico ao corpo. Por exemplo, o eṭemmu é às vezes descrito como "dormindo" na sepultura (Scurlock, "Morte", 1892) – uma descrição que ecoa relatos do cadáver ou pagaru. Além disso, o eṭemmu mantinha necessidades corpóreas como fome e sede, uma característica que será discutida com mais detalhes adiante. Também não está claro se o eṭemmu existia dentro do corpo vivo antes da morte (e, portanto, era uma entidade que se separava do corpo), ou se só passou a existir no momento da morte física (e, portanto, era uma entidade criada pela transformação de alguma força vital física). Em ambos os casos, após a morte física, o status do falecido mudava de awilu para eṭemmu. A morte era, portanto, um estágio de transição durante o qual os humanos se transformavam de um estado de existência para outro.

O eṭemmu não era imediatamente transportado para o submundo após a morte corporal, mas tinha que passar por uma jornada árdua para alcançá-lo. O sepultamento e o luto adequados do cadáver eram essenciais para a transição do eṭemmu para o outro mundo. Desde que os ritos funerários necessários fossem realizados, o fantasma precisava atravessar uma estepe infestada de demônios, cruzar o rio Khuber com a ajuda de um indivíduo chamado Silushi/Silulim ou Khumut-tabal (este último significando “Rápido, leve-me para lá!”), e ser admitido através dos sete portões da cidade do submundo com a permissão do guardião dos portões, Bidu (“Abra!”).

Ao chegar ao submundo, o eṭemmu era "julgado" pela corte dos Anunnaki e recebia um lugar em sua nova comunidade subterrânea. Esse julgamento e essa alocação não tinham natureza ética e nada estavam relacionados aos méritos do falecido durante sua vida. Em vez disso, tinham uma função clerical e confirmavam, de acordo com as regras do submundo, a entrada do eṭemmu em seu novo lar.

Contudo, o julgamento e a colocação do eṭemmu no submundo não eram inteiramente arbitrários ou neutros. Assim como existiam hierarquias sociais dentro das comunidades vivas, também existia uma hierarquia entre os fantasmas na “grande cidade” dos mortos. O status de um eṭemmu no submundo era determinado por dois fatores: o status social do falecido em vida e os cuidados póstumos que seu corpo e túmulo ou estátua de culto recebiam dos vivos na Terra. Reis como Urnamma e Gilgamesh permaneciam governantes e juízes dos mortos no submundo, e os sacerdotes permaneciam sacerdotes. Nesse aspecto, a ordem social subterrânea imitava a da superfície. Alguns textos, como Gilgamesh e Enkidu e o Submundo, indicam que o destino do falecido no submundo dependia do número de filhos que ele tinha. Quanto mais descendentes, mais privilegiada era a existência do eṭemmu no submundo, pois havia mais parentes para garantir a realização dos rituais póstumos necessários.

No submundo, o eṭemmu podia se reunir com parentes que o precederam na morte. Deve-se notar, contudo, que embora o eṭemmu fosse capaz de reconhecer e ser reconhecido pelos fantasmas de pessoas que o falecido conhecera em vida, esses fantasmas não parecem ter retido as características únicas da personalidade do falecido no mundo dos mortos.

Além do eṭemmu, acreditava-se também que os seres vivos eram compostos por uma emanação semelhante ao vento, chamada em acádio de zaqiqu (ou ziqiqu). Esse espírito era assexuado, provavelmente semelhante a um pássaro, e estava associado aos sonhos, pois podia deixar o corpo enquanto o indivíduo dormia. Tanto o eṭemmu quanto o zaqiqu desciam ao submundo após a morte física. Contudo, além das descrições de sonhos, o eṭemmu é mencionado com muito mais destaque do que o zaqiqu na literatura mesopotâmica. Isso pode ser devido ao fato de que, diferentemente do eṭemmu, o zaqiqu era considerado relativamente inofensivo e incapaz de interferir, positiva ou negativamente, nos assuntos dos vivos. Era, portanto, natural que um número maior de textos mesopotâmicos se concentrasse nos rituais apropriados para o eṭemmu, já que esses ritos visavam apaziguar o espírito do morto para que ele não assombrasse os vivos.


A relação entre os mortos e os vivos

Como indicado acima, o destino do eṭemmu após a morte corpórea dependia da realização dos rituais pós-morte adequados pelos vivos. Primeiro, os ritos funerários — especificamente o sepultamento do cadáver e o luto ritual — no momento da morte eram necessários para a jornada bem-sucedida do eṭemmu até o submundo e sua integração nele. Segundo, oferendas cultuais contínuas no túmulo do falecido ou (pelo menos no período pré-sargônico) na estátua de culto eram necessárias para garantir a existência confortável do eṭemmu no submundo. Vimos que o eṭemmu mantinha as necessidades de um ser vivo. Principalmente, necessitava de sustento. Contudo, o submundo era desprovido de qualquer alimento palatável. Como articula a Morte de Urnamma, “A comida do submundo é amarga e a água é salobra” (Cohen 103). O fantasma, portanto, dependia dos vivos para sua subsistência, que era providenciada por meio de oferendas de comida e bebida. A ausência de oferendas reduzia o eṭemmu à condição de mendigo no submundo. A principal responsabilidade pela realização dessas oferendas recaía sobre o filho mais velho do falecido. Scurlock relaciona os deveres póstumos com as leis de propriedade mesopotâmicas, postulando que “presumivelmente é por isso que [o filho mais velho] também recebia, costumeiramente, uma parte extra da herança” (“Morte”, 1888).

Tanto as classes não-elitistas quanto as elites necessitavam de tais rituais, mas a necessidade de cultos fúnebres para a elite era particularmente enfatizada. A principal diferença entre os cultos fúnebres para as classes não-elitistas e para a elite parece ter sido que, para as pessoas comuns, apenas os falecidos pessoalmente conhecidos por seus descendentes — como os familiares mais próximos — exigiam cultos eṭemmu individuais. Parentes distantes parecem ter se “fundido em uma espécie de ancestralidade coletiva” (Scurlock, “Death” 1889). Em contraste, as oferendas de culto real eram feitas individualmente a todos os ancestrais do rei reinante.

Enquanto as oferendas fossem feitas regularmente, o eṭemmu permanecia em paz no submundo. Fantasmas pacificados eram amigáveis ​​e podiam ser induzidos a ajudar os vivos, ou pelo menos impedidos de lhes causar dano. Uma pessoa que não recebesse os ritos funerários adequados ou as oferendas de culto, no entanto, tornava-se um fantasma inquieto ou um demônio cruel. Alguns casos em que isso podia ocorrer incluíam pessoas que não eram sepultadas, sofriam uma morte violenta ou outro fim não natural, ou morriam solteiras. Fantasmas cruéis perseguiam, agarravam, amarravam ou até mesmo abusavam fisicamente de suas vítimas, e também podiam possuí-las entrando em seus corpos através dos ouvidos. Eles também podiam assombrar os sonhos dos vivos. Doenças, tanto físicas quanto psicológicas, e infortúnios eram frequentemente atribuídos à ira de um eṭemmu inquieto. Por exemplo, o servo sofredor do poema babilônico Ludlul bēl nēmeqi lamenta seu destino:

"Uma doença debilitante se abateu sobre mim:

um vento maligno soprou do horizonte,

uma dor de cabeça brotou da superfície do submundo…

O irresistível [Fantasma] deixou Ekur"

[O demônio Lamastu desceu] da montanha. (Linhas 50-55, Poema do Justo Sofredor)


Os mesopotâmios desenvolveram muitos meios mágicos para lidar com fantasmas vingativos. Alguns métodos incluíam a confecção de nós mágicos, a fabricação de amuletos, a aplicação de unguentos mágicos, a ingestão de poções mágicas, o enterro de uma estatueta representando o fantasma e a oferta de libações enquanto se recitavam encantamentos.


Conclusões

Nas concepções mesopotâmicas da vida após a morte, a vida não terminava com a morte física, mas continuava na forma de um eṭemmu, um espírito ou fantasma que habitava o submundo. Além disso, a morte física não rompia a relação entre vivos e mortos, mas reforçava o vínculo entre eles por meio de um novo conjunto de obrigações mútuas. Assim como o bem-estar do fantasma no submundo dependia das oferendas dos vivos, o bem-estar dos vivos também dependia da propiciação e do favor adequados aos mortos. Em grande medida, essas crenças sobre a vida após a morte refletiam e reforçavam a estrutura social dos laços de parentesco nas comunidades mesopotâmicas.