Para os fundamentalistas fanáticos religiosos, o mito do dilúvio bíblico é real, não sabem eles que essa estória é somente uma ficção, uma fábula, uma parábola alegórica, que conta o fictício início da história e origem do povo Hebreu. Contos que existem em todos os países ou nações, para contarem suas origens culturais como um povo. Não existiu um dilúvio universal como acreditam tais religiosos dogmáticos sistematizados do sistema religioso.
Não existe evidências de um dilúvio global, universal e simultâneo, como é relatado no mito bíblico.
Dilúvio Entre Diversos Povos
Todos os povos da Terra contam uma história sobre um Dilúvio que ocorreu em suas regiões.
E o mais interessante, é que o mito do dilúvio, ocorreu no início dessas civilizações.
Não é somente no Oriente Médio onde ficou persistente um dilúvio que assolou a terra.
Relatos de grandes inundações aparecem em diversas culturas antigas, tais como: Sumérios, Gregos, Hindus, Chineses, Japoneses, Vietnamitas, Astecas, Maias, Incas, Índios Brasileiros e de todo Continente Americano, Aborígenes Australianos, Povos da América do Norte, como Canadá e EUA, povos Maias, Astecas e Incas, povos Turcos, Otomanos, Persas, Egípcios, Sírios, etc. Todos os povos dizem conhecer histórias que envolvam experiências de inundações próximas a rios e mares, isso é muito comum, criando narrativas locais e orais.
Dilúvio Sumeriano
O dilúvio descrito na Bíblia é uma cópia de contos antigos da Suméria que são datados com mais de 4 mil anos, antes do conto alegórico e fictício do livro dos Gênesis da Bíblia, como por exemplo a história também fictícia e alegórica da Epopeia de Gilgamesh Rei de Uruk, no conto, o herói Utnapishtim (o Noé original) sobrevive a um dilúvio enviado pelos deuses em uma arca.
Tem também o conto de Atrahasis Rei de Shuruppak, que é um mito Sumério anterior ou mais antigo ainda, que também narra a construção de um barco para salvar a humanidade e animais de uma inundação divina. E tem outro conto mais antigo ainda, que é o conto de Ziusudra Rei de Eridu, que é outra versão suméria do dilúvio universal.
O Epopeia de Gilgamesh, o conto de Utnapishtim e o conto de Ziusudra, são todos contos Sumérios antigos que contam a história do dilúvio em versões variadas, assim como é o conto do dilúvio bíblico. Mas estes contos Sumérios, são todos muito mais antigos do que a Bíblia, a versão do conto mais novo destes três, é o conto de Ziusudra, que é somente 1800 anos mais velho do que o conto bíblico do dilúvio.
Etimologia dos Personagens do Dilúvio
Gilgamesh Rei de Uruk
Originalmente, na língua suméria, o nome era Bilgames e não Gilgamesh.
Bil: Frequentemente associado a "velho" ou "antepassado".
Games: Interpretado como "jovem" ou "herói".
Com o tempo e a hegemonia da cultura acádia na região, o nome sofreu uma alteração fonética de Bilgames para Gilgamesh.
Na escrita cuneiforme acádia, o nome é geralmente transliterado como GIŠ.GAL.MEŠ:
GIŠ: Utilizado foneticamente para representar o som "Gil".
GAL: "ga" Homem
MEŠ: "mesh" lei, ordem
Seu nome quer dizer "o muito sábio", "extremamente sábio" ou "o que tem extremo entendimento"
Frequentemente, o nome era precedido pelo determinativo divino DINGIR (𒀭), indicando que Gilgamesh era considerado uma figura divinizada ou um semideus (filho da deusa Ninsun e do rei Lugalbanda).
Atrahasis ou Atra-Hasis Rei de Shuruppak
Atra: Significa "além de", "muito" ou "extremo".
Hasis: Deriva de Hassu, que significa "sábio", "inteligente" ou relacionado à compreensão/mente.
Ele era um mortal, muitas vezes identificado como rei de Shuruppak, conhecido por sua estreita relação com o deus da sabedoria, Enki, que o instruiu a construir uma arca para salvar a humanidade.
Utnapishtim ou Uta-napishtim Rei de Shuruppak
Deriva do Acádio, onde u(t) pode significar "dia" ou "vida", e Napishtim significa "vida", "fôlego" ou "alma", que quer dizer "ele encontrou a vida" ou "aquele que encontrou a vida"
Utnapishtim foi incumbido pelo deus Enki ou Ea de construir um navio para salvar sua família e os animais, sendo o oitavo rei antediluviano na tradição suméria.
Na Epopeia de Gilgamesh, ele é o herói imortal do dilúvio, que obteve a imortalidade após sobreviver à destruição enviada pelos deuses. Ele recebeu esse nome após ser o único humano a sobreviver ao grande dilúvio e, consequentemente, encontrar a vida eterna.
Ziusudra Rei de Shuruppak
Ziusudra do Sumério: Zi-u-sud-rá é uma figura lendária da mitologia suméria, famoso como o herói do dilúvio na Eridu Genesis (Gênesis de Eridu)
Zi: Vida, alento, espírito.
U ou Ud: Dia, tempo.
Sud: Distante, longo, prolongado.
Rá ou Ra: Significando "ele" ou como um particípio.
"Aquele que prolongou a vida", "Vida de dias distantes" ou "Ele vê a vida por dias longos".
Ziusudra era o rei justo de Shuruppak, a quem o deus Enki avisou sobre o dilúvio iminente para salvar a humanidade e as criaturas vivas. Na mitologia acádia/babilônica, este mesmo personagem é conhecido como Utnapishtim ou Atrahasis.
Todos São Noé
Atrahasis, Utnapishtim e Ziusudra, inspiraram a figura do Noé da Bíblia. Antes de existir o Noé bíblico, estes personagens já existiam a milênios, o mito do Noé hebreu é totalmente influenciado por estes personagens míticos da mitologia Suméria.
Animais Que Não Entraram na Arca
O problema de acreditar no Dilúvio Bíblico não para de crescer, temos ainda o grande problema dos tipos de animais que não entraram na fictícia Arca de Noé, tais como:
Animais Australianos: Canguru, Diabo-da-Tasmânia, Ornitorrinco, Equidna, Dingo.
Animais da Antártida: Pinguins, Focas, Albatroz.
Animais Japoneses: Salamandra Gigante.
Animais do Brasil: Tamanduá Bandeira, Capivara
Animais do Inuites (Alasca, Canadá, Groenlândia e Sibéria): Urso Polar, Morsa, Husky.
Animais Extintos Que não Entraram na Arca
Isso, sem falar dos animais extintos pelos Europeus, como por exemplo, do Império Romano, tais como: Urso-do-Atlas, o Leão-do-Atlas e o Hipopótamo-Pigmeu-do-Mediterrâneo, Elefante-do-Norte-da-África.
Não nos esqueçamos dos Europeus do Capitalismo Europeu que extinguiu o Pássaro Dodô em 1681 pelos Holandeses quando invadiram as Ilhas Maurício, localizadas no Oceano Índico, próximo a Madagascar. O Pássaro Dodô não entrou na Arca de Noé.
Estes animais também não entraram na tal Arca de Noé da Bíblia.
Tem mais animais extintos que não entraram na Arca de Noé, tais como, nas Ilhas Maurício, localizadas no Oceano Índico, próximo a Madagascar, Quaga (uma espécie de Zebra).
Não Houve Dilúvio Bíblico
A história mais antiga conhecida sobre Dilúvio é da Suméria, anterior à narrativa bíblica. Especialistas sugerem que grandes cheias na região do Tigre e Eufrates geraram esses relatos de um "mundo" submerso, que era, na verdade, o mundo conhecido daquela civilização.
Camadas de sedimentos na região do Iraque sugerem inundações catastróficas locais há milênios, mas não um evento de nível global.
Não há evidências científicas de um dilúvio global que tenha coberto toda a Terra, mas há fortes provas de inundações regionais catastróficas que inspiraram esses relatos.
Para a geologia moderna, não existe água suficiente no planeta para cobrir as montanhas mais altas, como o Everest. Além disso, não há no registro geológico uma camada única de sedimentos que aponte para uma inundação mundial simultânea.
Os mitos surgiram de eventos reais, mas locais. Um exemplo famoso é a inundação da bacia do Mar Negro há cerca de 7.500 anos, ou transbordamentos maciços de rios como o Tigre e o Eufrates na Mesopotâmia.
A história bíblica de Noé guarda semelhanças impressionantes com textos muito mais antigos, como a Epopéia de Gilgamesh da Suméria e o Mito de Atrahasis, escritos muito mais de dois mil anos antes do Gênesis da Bíblia.
Dilúvio Provado pela Ciência
Tanto o Dilúvio Bíblico, quanto o Dilúvio Sumério, são ambos, ficções, historietas, alegorias mitológicas que nunca existiram na vida real. Mas existiu sim, realmente um Dilúvio Universal verdadeiro, real e verídico, este dilúvio não é religioso, mitológico ou fictício. Este Dilúvio é o Dilúvio Pluvial do Período Carniano, foi a primeira idade da época Triássica Superior.
O Episódio Pluvial do Carniano (EPC) foi uma mudança climática global ocorrida há cerca de 232 a 234 milhões de anos, durante o período Triássico. O evento é popularmente conhecido como o período em que "choveu por 2 milhões de anos", transformando o clima árido do supercontinente Pangeia em um ambiente extremamente úmido.
O gatilho foi uma série de erupções vulcânicas gigantes na Província Ígnea Grande de Wrangellia, que liberaram enormes quantidades de dióxido de carbono Co2 e provocaram um forte aquecimento global intenso de cerca de 3º a 10ºC.
Essa mudança climática desencadeou monções intensas sobre a Pangeia, o supercontinente da época. As chuvas torrenciais e a chuva ácida alteraram drasticamente os ecossistemas, causando extinções em massa que afetaram especialmente plantas e herbívoros.
Com esses grupos dizimados, os dinossauros aproveitaram a oportunidade para se expandir rapidamente e dominar a Terra, iniciando sua era de ouro. Também surgiram os ancestrais de muitos animais modernos, como crocodilos, tartarugas e mamíferos.
O Evento Pluvial Carniano foi muito mais do que uma chuva sem fim, transformou o clima, redesenhou a vida e mudou o rumo da evolução, fazendo da chuva o catalisador de uma das maiores revoluções biológicas da história.
O aquecimento e as mudanças climáticas do Carniano causaram uma pequena extinção em massa, o que paradoxalmente permitiu que os dinossauros se diversificassem e se tornassem dominantes, espalhando-se pelo planeta.
Houve uma substituição significativa de espécies, com o surgimento de novos grupos de plantas e animais, incluindo os primeiros mamíferos e diversos répteis marinhos.
Este é o único Dilúvio que podemos acreditar com exatidão. Cientificamente, foi o episódio de maior chuva na história da Terra, sendo portanto, o único Dilúvio verdadeiro, que devemos levar em conta. O Evento Pluvial Carniano é um fenômeno geológico real que mudou a face do planeta, mas não está relacionado historicamente ao relato bíblico da Arca de Noé da Bíblia, pois é uma fantasia totalmente irreal.
O termo "dilúvio" no sentido de catástrofe global única e repentina de 40 dias descrito na Biblia é considerado uma narração mitológica do gênero de fantasia ou narrativa simbólica, nunca e jamais aconteceu.