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segunda-feira, 20 de julho de 2026

AS FALSAS PROFECIAS DE EZEQUIEL

 


Críticas acadêmicas e seculares às profecias de Ezequiel são exemplos de profecias bíblicas que historicamente não se cumpriram, portanto, fraudes. 


A Destruição Total de Tiro - Ezequiel 26

Ezequiel previu que Nabucodonosor II da Babilônia conquistaria, saquearia e destruiria completamente a cidade-estado fenícia de Tiro. O texto afirma que Tiro seria reduzida a uma rocha nua, suas pedras lançadas ao mar, e que "nunca mais seria reconstruída".

Nabucodonosor sitiou Tiro por 13 anos, mas acabou não conseguindo romper a fortaleza da ilha, resultando em um tratado de compromisso em vez de um saque total. Séculos depois, Alexandre, o Grande, lançou as ruínas ao mar para construir um quebra-mar e conquistar a ilha, mas a cidade foi reconstruída. Hoje, Tiro continua sendo uma cidade portuária populosa e movimentada no Líbano.


A Desolação do Egito - Ezequiel 29-30

Ezequiel previu que Deus entregaria o Egito a Nabucodonosor como um "prêmio de consolação" ou "pagamento" pelo seu exército, por não terem conseguido enriquecer-se em Tiro. Ele afirmou que o Egito se tornaria um deserto completo, que nenhum ser humano ou animal conseguiria atravessar a terra, e que permaneceria totalmente desabitado por 40 anos.

Embora a Babilônia tenha lançado uma tentativa de invasão contra o Egito durante o reinado do faraó Amásis, jamais conquistou ou saqueou completamente o território. A história do antigo Oriente Próximo não registra nenhum período de 40 anos em que o Egito tenha ficado completamente desabitado ou totalmente desolado.



COMO OS ESCRITORES BÍBLICOS SOUBERAM O QUE ACONTECEU NO PRINCÍPIO



Bom, eles não sabiam. 

O livro bíblico de Gênesis contém dois relatos contraditórios da criação, escritos por autores diferentes que usaram nomes diferentes para Deus, e ambos os relatos da criação estão completa e indiscutivelmente errados em todos os aspectos.

Todos os aspectos dos dois relatos da criação dos contos de fadas foram refutados pela ciência e também pelo senso comum.

Os relatos bíblicos da criação estão comicamente errados:

Uma Terra escura e aquosa não preexistia ao resto do universo.

Árvores e outras plantas não cresciam na Terra antes da existência do Sol.

A ordem da criação da Bíblia está completamente errada: (1) terra; (2) árvores e plantas; (3) depois o sol, a lua e as estrelas juntos; (4) depois a vida marinha e os pássaros; (5) depois os animais terrestres; (6) e finalmente os seres humanos.

A ordem correta da criação é: (1) primeiro as estrelas mais antigas; (2) nosso sol bilhões de anos depois; (3) depois a Terra; (4) depois a Lua; (5) depois, eventualmente, as primeiras formas simples de vida no mar, mas não peixes e certamente não baleias e pássaros; (6) muito mais tarde, as primeiras plantas e animais terrestres; (7) eventualmente pássaros que evoluíram de dinossauros e baleias que evoluíram de animais terrestres; (8) finalmente, seres humanos.

Não existe um "firmamento" no céu, uma cúpula sólida e transparente como um globo de neve. Esse era um mito comum no antigo Oriente Médio.

O sol, a lua e as estrelas não são pequenas luzes fixadas no "firmamento" como as luzes de um lustre.

A Bíblia diz em vários lugares que as estrelas são minúsculos pontos de luz que podem "cair" na Terra sem destruí-la.

Os autores da Bíblia obviamente confundiram meteoros com estrelas cadentes.

O Sol e as estrelas não orbitam a Terra.

A Terra não é plana, nem está apoiada em pilares como um tabernáculo ou uma mesa.

As mulheres não foram criadas como uma ideia posterior porque Adão não conseguiu encontrar uma "companheira" adequada entre os animais.

Que tipo de deus idiota não saberia dessa incompatibilidade de antemão?

As cobras não têm cordas vocais e não conseguem falar.

As cobras não perderam as pernas porque Deus estava zangado com elas.

Etc.

ACREDITAR EM DEUS É ACREDITAR EM PSEUDOCIÊNCIA



Antes de verificar se a crença em Deus ou Jesus é de fato Pseudociência, vou explicar o que é de fato Pseudociência e você verá que toda religião ou crença em Deus ou Jesus, cai direitinho nessa breve explicação.


O Que é Pseudociência?

Pseudociência é toda crença, teoria ou prática que se apresenta como científica, mas que não utiliza o método científico para sua validação. Ela carece de evidências empíricas, testes controlados e capacidade de ser refutada.

Diferente da ciência genuína, que se baseia em testes constantes e na busca por erros, as pseudociências apresentam padrões fixos que são:

01. Mantém suas "verdades" inalteradas mesmo quando surgem evidências comprovadas e irrefutáveis que a contradizem.

02. Busca apenas dados que confirmem a teoria inicial, em vez de tentar testar e refutar a hipótese para garantir sua veracidade

03. Utiliza termos pomposos ou científicos, como "energia quântica", "frequência vibracional" "mundo espiritual" fora de seus contextos originais para soar legítima.

04. Muitas vezes baseia-se em relatos isolados e anedóticos (testemunhos de "que funcionou") em vez de dados estatísticos, o que é chamando de Efeito Placebo.

05. As afirmações são estruturadas de forma que nunca podem ser provadas erradas. Se um teste falha, os defensores inventam uma desculpa em vez de mudar a teoria.

06. Utiliza linguagem científica sem qualquer evidência que a sustente.

07. Forte dependência da experiência pessoal e de relatos de testemunhas oculares.

08. Evasão de testes (arriscados) ou realização apenas de testes muito fracos. Os resultados dos testes frequentemente não são reproduzíveis.

09. Recorrer ao reino do “sobrenatural” (mundo espiritual) quando as alegações se provarem falsas.

10. Mantra do holismo (o todo não pode ser dividido em partes). A igreja de Cristo é uma (quando na verdade é desunida).

11. Tolerância a inconsistências

12. Poucos ou nenhum dado além de "dizem que sim" ou confirmação de Deus. 

13. Alegações grandiosas, porém não cumpridas (ou não comprovadas). Como as falsas profecias.

14. A “ciência” está notavelmente estagnada, o que muitas vezes é aclamado como uma virtude.

15. A religião alega conhecer fatos científicos, utiliza alguma linguagem científica, mas possui poucas evidências que sustentem suas afirmações.

16. Isso é óbvio. Não existem pares, ou, se considerarmos outras religiões como tal, dificilmente elas fariam revisões céticas por pares.

17. A religião baseia-se apenas em experiências pessoais e relatos de testemunhas oculares. Não há qualquer evidência de outros tipos para apoiar as afirmações feitas.

18. Não tenho conhecimento de nenhum teste realizado para comprovar afirmações religiosas. Corrijam-me se eu estiver errado.

19. Toda religião nada mais faz do que um refúgio no sobrenatural: "Deus age de maneiras misteriosas" e "o homem não conhece os caminhos de Deus"

20. Não tenho conhecimento de nenhuma parte que seja considerada fora do contexto da religião como um todo.

21. Os livros sagrados estão literalmente cheios de inconsistências. Isso aparentemente não invalida a mensagem de forma alguma.

22. Não há dados disponíveis. Pois o que revelado ao homem, foi Deus quem revelou e o que não é revelado para o homem, é segredo de Deus Dt 29:29.

23. Existem inúmeras alegações sobre milagres, maravilhas e eventos, e cada uma é mais grandiosa que a anterior; nenhuma, porém, foi comprovada.

24. O cristianismo passou por alguma evolução, com mudanças importantes no século IV e, claro, posteriormente, durante a Reforma Protestante. Outras religiões também sofreram mudanças, mas, no geral, os ensinamentos religiosos são notavelmente estagnados, estáveis ​​e imutáveis.



A CIÊNCIA NÃO COMPROVA A BÍBLIA


 

A ciência ainda não está prestes a comprovar a veracidade dos mitos absurdos da Bíblia.

Diversos ramos da ciência comprovaram que muitas das histórias bíblicas são antigas bobagens. Esses ramos da ciência incluem:


Genética

De acordo com as genealogias bíblicas que traçam a ancestralidade de Jesus até Adão e Eva, os "pecadores originais" viveram há cerca de 5.500 anos. Mais tarde, devido ao Grande Dilúvio de Noé, a raça humana foi reduzida a apenas oito pessoas, todas aparentadas com Noé e sua esposa, e que viviam em uma estreita faixa de terra no Oriente Médio há cerca de 4.400 anos. Mas a ciência da genética nos diz que a raça humana é muito, muito mais antiga do que isso, e que o Homo sapiens surgiu originalmente na África há centenas de milhares de anos, não no Oriente Médio. Segundo a genética, todos nós somos aparentados com seres humanos que viveram centenas de milhares de anos antes de Noé e sua esposa . Além disso, há ampla evidência de que seres humanos residiram ininterruptamente na China, Egito, Índia e muitos outros países por mais de 4.400 anos. Veja também Geologia e Arqueologia, neste documento.


Cosmologia

Uma Terra aquosa não existia antes das estrelas mais antigas e do nosso Sol. A Lua não foi criada ao mesmo tempo que as estrelas, mas é muito mais jovem. A ordem correta da criação é: primeiro as estrelas mais antigas, depois o nosso Sol, depois a Terra e, finalmente, a Lua .

Além disso, não existe um "firmamento" retendo a água da chuva de um mar acima do céu visível, como afirma incorretamente o relato da criação em Gênesis. Os homens primitivos que escreveram a Bíblia não compreendiam a evaporação.

As estrelas também não são minúsculos pontos de luz fixados nesse "firmamento" sólido que podem cair na Terra. Os homens primitivos que escreveram a Bíblia evidentemente confundiram "estrelas cadentes" (meteoros) com pequenas estrelas caindo de seu lugar no "firmamento".


Botânica

Árvores e outras plantas não cresciam na Terra antes da criação do Sol, da Lua e das estrelas, como afirma incorretamente o relato da criação em Gênesis.

Além disso, Jesus estava errado quando disse que a semente de mostarda é a menor semente. Por exemplo, as sementes de orquídeas são menores.


Anatomia Humana

A primeira mulher não foi criada a partir da costela de Adão. O registro fóssil demonstra claramente que os seres humanos de ambos os sexos evoluíram juntos ao longo de milhões de anos. O registro fóssil também comprova que trilhões de animais sofreram e morreram antes da existência dos seres humanos, o que significa que não houve um Jardim do Éden perfeito, nenhum "pecado original" e nenhuma "queda". Se alguém é responsável pelo sofrimento e pela morte, esse alguém é o Criador, se é que tal ser existe .


Arqueologia Desmente a Bíblia

A arqueologia desmente o Grande Dilúvio, que, segundo as genealogias bíblicas, ocorreu há cerca de 4.400 anos. Mas existem muitas cidades muito mais antigas do que 4.400 anos, incluindo cidades com mais de 10.000 anos, como Jericó e Biblos.

E como observou Daniel Poissant nos comentários:

“A arqueologia também não corrobora a história do Êxodo. Não há vestígios de uma presença hebraica significativa no Egito. Seriam cerca de 1,5 milhão de pessoas, incluindo mulheres e crianças. E a sua partida teria causado uma enorme crise econômica.”

“Não há vestígios daquele enorme número de pessoas vagando pelo deserto.”

“E tudo indica que os hebreus são um ramo da civilização cananeia.”

Gostaria de acrescentar que não houve menção a Moisés fora da Bíblia por quase mil anos. Se Moisés tivesse liderado um grupo heterogêneo de escravos desarmados a uma vitória impressionante sobre o poderoso Egito, ele teria sido o assunto do mundo antigo, e os muitos inimigos do Egito teriam zombado do faraó em questão, regozijando-se, e nós saberíamos o seu nome. Mas, é claro, o Êxodo nunca aconteceu.

A geologia também comprova que não houve o Grande Dilúvio de Noé que cobriu as montanhas mais altas.


sábado, 18 de julho de 2026

DEUSA PUTTA

 


Na origem da palavra, em latim, putta é “menina”. E, por mais paradoxal que seja, de sinônimo de ingênua e pura passou a ter a conotação atual ao longo do tempo, sem uma explicação muito clara.

"A palavra putta em italiano antigo significa ‘menina’ também e é preservada em dialetos.. No português europeu, puto é um menino pequeno, usado sobretudo no diminutivo putinho”, afirmou o linguista e tradutor brasileiro Mário Eduardo Viaro.

A palavra existe em português, espanhol, francês e italiano. Uma versão sobre a origem da palavra, popular, sobretudo na Espanha, fala da deusa Puta, uma das divindades agrícolas romanas, responsável pela poda (puta, em latim).

No dia em que podavam as árvores, as sacerdotisas exerceriam a prostituição sagrada em honra à deusa. Com o passar do tempo, o nome da deusa Puta virou sinônimo de prostituta.


Mito Urbano Linguístico de Internet?

O professor Viaro tem o pé atrás. “Outras origens para a palavra possivelmente são fantasiosas”, ressaltou ele.

Histórias na internet frequentemente afirmam que as sacerdotisas da deusa Puta praticavam "prostituição sagrada" ou bacanais durante os festivais de poda. No entanto, etimologistas e linguistas descartam essa relação. Na realidade, o termo ofensivo moderno deriva do latim clássico puttus ou putta, que significava simplesmente "menino" ou "menina" (origem que ainda se mantém viva em Portugal, onde "puto" significa garoto) e que, com o passar dos séculos, sofreu uma degradação semântica pejorativa.


Arnóbio de Sica 255-327 

Um Apologético Católico que viveu durante o reinado do imperador Diocleciano 284 - 305, menciona a Deusa em sua obra "Adversus Nationes"  "Contra as Nações" ou "Contra os Povos/Gentios" onde ele ironizava a enorme quantidade de divindades menores que os romanos criavam para funções extremamente específicas. 



quinta-feira, 16 de julho de 2026

FILON DE ALEXANDRIA NÃO ESCREVEU NADA SOBRE JESUS


 

Primeiro temos que desmitificar uma coisa, a de que Fílon de Alexandria era historiador, ele não era historiador, ele era filósofo. Uma vez compreendido isto, podemos prosseguir.

Ao contrário de historiadores como Flávio Josefo, a imensa maioria dos escritos de Filon focava na interpretação filosófica e alegórica das escrituras judaicas (a Torá). Ele procurava unir a teologia judaica com a filosofia grega (como o platonismo e o estoicismo). Ele não tinha o objetivo de registrar notícias diárias ou movimentos locais da Judeia.


Nenhum Escrito Sobre Jesus

Filon de Alexandria nunca mencionou Jesus Cristo ou qualquer evento do Novo Testamento em suas obras. Embora ele tenha vivido exatamente na mesma época (cerca de 20 a.C. a 50 d.C.), existem razões históricas claros para esse silêncio, isso é bastante curioso, pois se Jesus fosse tão famoso como dizem os Evangelhos e a cultura religiosa cristã, Fílon deveria no mínimo ter escrito uma nota de rodapé em um guardanapo de pão velho, mas nem isso existe.


Separação Geográfica e Cultural

Os apologetas de Cristo, podem dizer que Filon não escrever nada sobre Jesus, porque Filon nasceu, viveu e trabalhou em Alexandria, no Egito. Embora fizesse parte da elite judaica e tenha visitado Jerusalém poucas vezes para fins religiosos, ele estava totalmente focado nos problemas políticos e intelectuais de sua própria comunidade local. Os eventos em torno de Jesus ocorreram nas distantes províncias da Galileia e da Judeia.

Mas isso não impediria um escritor tão sábio (filósofo) de ter conhecimento sobre Jesus e seus Apóstolos e Discípulos. Mas não temos nada escrito por Filon sobre nenhum deles, nem uma nota de rodapé de papel de botequim.


Pilatos

O filósofo judeu (e não historiador) Filon de Alexandria fez duras críticas e descrições negativas sobre o governador romano Pôncio Pilatos. Enquanto os textos dos Evangelhos bíblicos costumam retratar Pilatos como um líder hesitante ou que tentou ser justo, os escritos históricos de Fílon revelam uma realidade muito diferente. Em sua obra A Embaixada a Gaio "Legatio ad Gaium", Fílon cita uma carta enviada pelo rei Herodes Agripa I ao imperador Calígula. Nesse texto, ele relata detalhadamente o comportamento de Pilatos na Judeia.

De acordo com os relatos sobreviventes de Fílon de Alexandria, Pilatos era caracterizado por: 

•Prática frequente de execuções violentas sem qualquer julgamento ou processo legal prévio.

•Envolvimento constante em subornos, roubos e saques contra os cidadãos locais.

•Descrito como um homem inflexível, agressivo e obstinado, que se recusava a ceder.

•Atitudes intencionais para provocar e ofender as sensibilidades e leis religiosas do povo judeu.

Um dos episódios mais emblemáticos narrados por Fílon foi quando Pilatos mandou instalar escudos dourados com inscrições pagãs dentro do palácio de Herodes, em Jerusalém, o que gerou uma enorme crise diplomática e revolta popular na região devido ao desrespeito às leis sagradas locais.

Mas mesmo assim, não temos nada escrito sobre Jesus, os Apóstolos ou algum discípulo.


segunda-feira, 13 de julho de 2026

MACONHA USADA NA BÍBLIA


 

Não é surpresa que a Maconha e suas aplicações já fossem conhecidas pelos povos da Ásia e Oriente Médio há mais de 3 mil anos, e os israelitas bíblicos não são exceção, uma vez que estavam cercados por culturas que usavam a planta. Curiosamente, há evidências de que o cânhamo, uma variedade da planta Cannabis sativa, foi mencionado em textos antigos da Bíblia, fornecendo uma visão intrigante sobre o uso histórico dessa planta fascinante.


O cânhamo é uma planta da família das cannabaceae, que possui uma longa história de utilização por várias culturas em diferentes partes do mundo, sendo utilizado na produção de papel, tecidos, cordas, alimentos, cosméticos e até mesmo na construção civil. E há mais de um século, historiadores documentam referências ao cânhamo nas escrituras hebraicas originais (Antigo Testamento), onde existem evidências de que era utilizada tanto como incenso, integrando a celebração religiosa, quanto como antioxidante, dentre outras aplicações medicinais.

Em 1936, Sula Benet, uma etimóloga polonesa do Instituto de Ciências Antropológicas de Varsóvia, estabeleceu uma evidência profunda do uso de maconha na linguagem hebraica. Em seu estudo etimológico comparativo, Benet documentou que nas Escrituras Hebraicas e sua tradução em aramaico, o Targum Onculos, o cânhamo é referido como q’neh bosm, também traduzido como kaneh bosem, keneh bosem, kaniebosm, e em hebraico tradicional como kannabos ou kannabus. A raiz “kan” nesta construção significa “cana” ou “cânhamo”, enquanto “bosm” significa “aromático”. Essa palavra aparece em Êxodo 30:23, Cântico dos Cânticos 4:14, Isaías 43:24, Jeremias 6:20 e Ezequiel 27:19. A pesquisa etimológica de Benet mostrou a semelhança entre a pronúncia cognitiva de cannabis e qeneh bosem, e comparou o termo com os nomes usados para a cannabis em reinos contemporâneos, como o termo assírio e babilônico, qunubu.


De fato, o termo q’neh bosem é a tradução hebraica de um termo Indo-Europeu anterior para a planta, canna, o que indica que o uso ritual da cannabis chegou aos hebreus de fontes estrangeiras como um item comercial, mantendo os aspectos centrais de seu nome original. Isso mostra que a evidência do uso de maconha na linguagem hebraica remonta a tempos antigos, com raízes linguísticas profundas.


Inicialmente, a maconha era considerada favorável e fazia parte de um óleo sagrado de unção usado para consagrar indivíduos escolhidos, tornando-os “ungidos” (Messias ou Cristo). A crisma, que envolve derramar o óleo da unção sobre a cabeça, era usada para purificar e conferir poder ou majestade, sendo comum na coroação de reis, sacerdotes e profetas. A cannabis, identificada como “Cannabis sativa” ou “kaneh bosm” no Antigo Testamento, era combinada com especiarias perfumadas como canela, cássia e mirra. Essas especiarias também tinham propriedades estimulantes e medicinais.

No entanto, ao longo do tempo, a referência à cannabis foi substituída pela tradução “calamus” na Septuaginta e em outros textos bíblicos, o que levou ao desaparecimento da maconha das Escrituras Hebraicas. Passagens como Isaías 43:24 e Jeremias 6:20 condenam os hebreus por não oferecerem cannabis a Yahweh, indicando associações pagãs e estrangeiras com a planta.


O termo “Cristo” é uma tradução grega do Messias hebraico, que significa “ungido”, referindo-se ao uso de óleo de unção descrito em Êxodo 30:23. Nas Escrituras Cristãs, Jesus não batiza seus próprios discípulos, mas, conforme o evangelho sinóptico mais antigo, ele envia seus seguidores para curar com óleo de unção: “Eles expulsaram muitos demônios e ungiram com óleo muitos doentes e curados” (Marcos 6:13). Após a morte de Jesus, Tiago também menciona o uso de óleo de unção para cura: “Algum de vocês está doente? Ele deveria chamar os anciãos da igreja para orar sobre ele e ungi-lo com óleo em nome do Senhor” (Tiago 5:14).

Naquele tempo, doenças como a epilepsia eram frequentemente atribuídas a possessão demoníaca, e alguém se curar dela era considerado um milagre. Curiosamente, a cannabis tem se mostrado cada vez mais eficaz no tratamento não apenas da epilepsia, mas de muitas outras doenças que Jesus e seus discípulos curaram, como as doenças de pele (Mateus 8:1-4, 10:8, 11:5; Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-14, 7:22, 17:11-19), problemas oculares (João 9:6-15) ou menstruais (Lucas 8:43-48).


O livro apócrifo (não incluído no cânon oficial da Bíblia) de Tomás se refere aos efeitos enteógenos de uma pomada específica, mencionando que o óleo sagrado é dado para santificação, revelando mistérios ocultos e desdobrando partes escondidas. A pomada é comparada à planta da bondade, que humilha as ações teimosas e revela tesouros escondidos, e seu poder é invocado por meio da unção.

Lembrando que cristãos, ou aqueles que foram untados ou ungidos com o óleo sagrado, receberam o nome de “cristãos” em referência à prática da crisma com óleo de unção (João I 2:20).


Alguns textos apócrifos sugerem que Jesus Cristo poderia ter sido membro da Ordem dos Essênios, uma seita judaica antiga que compartilhava crenças em comum, como a pureza ritual, a importância da comunidade e a busca pela sabedoria espiritual. Eles eram conhecedores das propriedades medicinais das plantas e adeptos do uso de remédios à base de ervas para tratar doenças e promover a saúde. No entanto, a associação direta de Jesus com os Essênios ainda é objeto de debate entre os estudiosos. Faz pensar, né?


Descobertas arqueológicas reforçam o uso do cânhamo em rituais bíblicos

Pesquisas conduzidas por arqueólogos israelenses reforçam a presença do cânhamo na Bíblia e em contextos religiosos do Oriente Médio antigo. Em 2020, um estudo publicado no Journal of the Institute of Archaeology of Tel Aviv University revelou vestígios de compostos de cânhamo queimado em um santuário do século VIII a.C. localizado em Tel Arad, no deserto de Negev, Israel. Segundo os cientistas, a resina analisada continha traços claros de tetraidrocanabinol (THC), canabidiol (CBD) e canabinol (CBN), compostos encontrados na planta Cannabis sativa. O achado indica que a planta era usada como parte dos rituais religiosos israelitas, possivelmente para provocar estados de êxtase espiritual durante cerimônias de adoração.


O estudo, citado pela Reuters e pela Science News, foi conduzido por Eran Arie, curador de arqueologia da Idade do Ferro no Museu de Israel, e confirma que o cânhamo fazia parte de rituais em locais considerados sagrados. As análises químicas apontam que a substância foi misturada com esterco animal para facilitar a queima, gerando uma fumaça aromática e densa — prática que se alinha com descrições de “incensos aromáticos” encontrados em livros bíblicos, como Êxodo e Levítico, o que pode indicar o uso de cânhamo no Velho Testamento.


O cânhamo como elemento de conexão espiritual

A descoberta em Tel Arad abre espaço para novas interpretações sobre o papel do cânhamo na Bíblia e nas práticas religiosas do Antigo Israel. A planta, muitas vezes referida como “cana aromática” em traduções antigas, aparece em passagens como Êxodo 30:23, onde é citada como um dos ingredientes do óleo sagrado de unção. Essa “cana aromática” (ou kaneh bosem em hebraico) possuía propriedades aromáticas e medicinais, o que sugere que sua função transcendia o aspecto ritualístico, atuando também como um agente de purificação e cura. A utilização desse óleo nos rituais de consagração de reis e sacerdotes reforça a ideia de que o cânhamo tinha valor simbólico e espiritual, representando uma ponte entre o homem e o divino.


Diferenças entre o cânhamo e outras plantas bíblicas

Muitos estudiosos afirmam que o termo “calamus”, utilizado em versões posteriores da Bíblia, foi erroneamente interpretado em substituição ao cânhamo. Esse equívoco tradutório teria ocorrido durante a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento. O cânhamo, ao contrário de ervas aromáticas como a canela e a mirra, possuía uma função mais complexa e multifuncional. Ele era valorizado não apenas pelo aroma, mas também por suas propriedades terapêuticas e pela capacidade de gerar estados alterados de consciência — algo relevante para os rituais espirituais e experiências místicas de povos antigos.


Funções simbólicas e práticas do cânhamo na tradição hebraica

Purificação espiritual e ritualística através da fumaça aromática;

Uso medicinal em unguentos e óleos de unção com propriedades curativas;

Simbolismo de renovação e elevação espiritual em práticas religiosas antigas;

Elemento essencial na mistura de incensos usados em altares e templos sagrados;

Possível função de mediação entre o homem e o divino nas cerimônias do Antigo Israel.


Interpretações modernas sobre o cânhamo na Bíblia

Pesquisadores contemporâneos vêm revisitando as escrituras e textos antigos com o auxílio de análises linguísticas e arqueológicas. O termo hebraico qaneh bosem, que deu origem à expressão “cana aromática”, é novamente reconhecido como uma referência direta ao cânhamo. Essa reinterpretação não apenas restaura o contexto original de passagens bíblicas, como também reforça a importância dessa planta na história espiritual do Oriente Médio. Em vez de ser apenas uma erva comum, o cânhamo representava o elo entre o mundo físico e o espiritual, utilizado em cerimônias de adoração e consagração desde os tempos mais antigos.


Além do aspecto simbólico, a redescoberta do uso ritual do cânhamo também tem impacto no entendimento da cultura bíblica. O reconhecimento de sua presença nos templos antigos contribui para a reconstrução histórica das práticas religiosas, demonstrando como o uso de plantas aromáticas desempenhava papel central na expressão da fé e na busca por experiências transcendentes. A pesquisa arqueológica de Tel Arad é, até hoje, uma das evidências mais concretas desse elo entre espiritualidade e natureza.



A RESSURREIÇÃO DE JESUS EM TRÊS DIAS É IMITAÇÃO DA DEUSA INANNA



Muito antes dos Evangelhos, antes de Paulo falar em Corinto, antes de qualquer comunidade cristã existir, já circulava uma história antiga: a de uma divindade que desce ao submundo, morre e regressa ao fim de três dias.

Essa história não nasceu na Judeia. Vem de muito mais longe, foi composta em argila na Suméria, lamentada na Babilónia e celebrada nos ritos da primavera na Grécia e em Roma.

A ressurreição não é uma invenção cristã. É o capítulo mais recente de uma tradição com quatro milénios.


O Limiar dos Três Dias

Antes de chegarmos a Inanna, vale a pena perceber porque é que “três dias” não é um número arbitrário.

No antigo Médio Oriente, três dias eram um limiar: o ponto em que um acontecimento deixava de ser reversível.


A documentação é clara:

•Código de Hamurábi c. 1754 a.C. - três dias para validar transacções importantes. Depois disso, o acordo ficava fechado.

•As Doze Tábuas 450 a.C. - sentenças confirmadas após três dias de mercado consecutivos.

•Crença médico‑mística antiga - o espírito pairava junto ao corpo até ao terceiro dia; ao quarto, a decomposição selava a morte.


E este padrão aparece também na tradição hebraica. Oseias 6:2 - “Ao fim de dois dias nos dará vida; ao terceiro dia nos ressuscitará”, interpretado pela tradição judaica posterior como fórmula de restauração divina - segue exatamente o mesmo esquema cultural.

É por isso que o “sinal de Jonas” (Mateus 12:40) se torna o molde bíblico da ressurreição. Não é poesia. É verificação.

Uma ressurreição “ao terceiro dia” significa que a morte foi real, e que o retorno é um acto de poder divino.

E Inanna já o fazia (em tábuas sumérias) dois mil anos antes de Jesus.


Inanna - O Primeiro Esqueleto Narrativo

A Descida de Inanna (~2100 a.C.) é o mais antigo relato conhecido de uma divindade que morre e regressa à vida.

O texto foi reconstruído a partir de trinta tábuas cuneiformes encontradas em Nippur, o centro espiritual da Suméria. Conta a descida voluntária da Rainha do Céu e da Terra ao domínio da sua irmã Ereshkigal, Rainha dos Mortos.

Inanna prepara‑se com rigor ritual. Reúne os sete me (os decretos divinos que sustentam a civilização), veste os seus símbolos de poder e inicia a descida.

A cada portão, perde um objecto: coroa, colar, peitoral, anel, vara de medir, manto real.

Chega nua e curvada diante de Ereshkigal. Os Anunna, os sete juízes do submundo, condenam-na. Ereshkigal fixa sobre ela o “olhar da morte”. Inanna é executada e pendurada num gancho, descrita como “um pedaço de carne a apodrecer”.

Três dias e três noites. Silêncio absoluto.

Antes de descer, Inanna deixara instruções ao seu vizir Ninshubur: espera três dias; se eu não regressar, pede ajuda.

Ninshubur pede. Enlil recusa. Nanna recusa. Só Enki (deus da sabedoria) intervém.

Do pó debaixo das unhas, Enki molda duas criaturas sem género e entrega‑lhes o alimento e a água da vida. Elas descem, encontram o corpo de Inanna e regam‑no com a água e o alimento da vida

Inanna revive. Ergue‑se. Ascende. Retoma o seu trono.

O paralelo com a narrativa cristã não é superficial. É estrutural.


A Cadeia de Transmissão

Inanna é a mais antiga. Mas não está sozinha.


Tammuz / Dumuzi - Sumeria ~3750 a.C.

A história começa quase por acidente: quando Inanna regressa do submundo, precisa de alguém que a substitua. Dumuzi torna‑se esse substituto, e, com isso, nasce o ciclo anual de morte e retorno. O lamento por Tammuz espalha‑se por todo o Médio Oriente, ao ponto de Ezequiel (pelo menos segundo a sua visão profética) o encontrar às portas do Templo em Jerusalém.


Osíris - Egito ~2400 a.C.

No Egipto, a lógica muda. Osíris não regressa para governar os vivos; torna‑se juiz dos mortos. A partir daqui, a morte deixa de ser apenas um fim biológico e passa a ser um limiar moral. É esta viragem (a sobrevivência da alma) que o judaísmo tardio e o Cristianismo vão herdar.


Baal - Canaã ~1300 a.C.

Entre os cananeus, o drama é climático: Baal é engolido por Mot, a terra seca, e só quando regressa é que as chuvas voltam. Não é uma ressurreição individual, mas um ciclo agrícola transformado em teologia, e Israel viveu lado a lado com este imaginário durante séculos.


Attis - Frígia

Já no período romano, Attis entra em cena com um detalhe desconfortável para os primeiros cristãos: o seu retorno ao terceiro dia, celebrado no festival da primavera, o Hilaria. As fontes são tardias e discutidas, mas o paralelo existia, e os apologistas cristãos sabiam disso.


Dioniso / Zagreu - Grécia

Na Grécia, o padrão assume outra forma: Dioniso é despedaçado pelos Titãs e renasce através de Zeus. Fragmentação, morte, retorno, um esquema que qualquer ouvinte greco‑romano de Paulo reconheceria de imediato.


Em todas estas culturas, a mesma sequência: morte → ausência → retorno → impacto cósmico

Uma nota: apesar de existirem tradições solares no Mediterrâneo tardio (como o Sol Invictus) os mitos de morte e retorno que antecedem o Cristianismo não são solares. São agrícolas, rituais e cosmológicos. O solstício entra na história muito mais tarde, e está ligado ao nascimento de Jesus, não à sua ressurreição.


O Exílio Babilónico - A Janela de Transmissão

Em 586 a.C., Jerusalém cai. A elite judaica é deportada para a Babilónia, meio século de contacto directo com a religião mesopotâmica.

A teologia judaica muda

Ressurreição dos mortos - surge explicitamente em Daniel 12:2.

Sheol - deixa de ser neutro; ganha dimensão moral.

Vocabulário de restauração - três dias, alimento da vida, água da vida.

E o culto de Tammuz já estava em Jerusalém antes do exílio. Ezequiel viu-o.


Paulo o Arquiteto da Transformação

Paulo pega num padrão narrativo que o seu público já conhecia, Attis, Adónis, Dioniso e dá‑lhe historicidade.

Em 1 Coríntios 15, coloca a ressurreição no centro: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé.”

Os seus três movimentos:

Jesus morre uma vez, não ciclicamente.

Jesus é “as primícias” de uma ressurreição futura.

O padrão recorrente torna-se um evento único na história.

A estrutura é herdada. A teologia é nova.

O molde nasceu na Suméria. Paulo deu‑lhe um nome.


A ressurreição de Jesus é a versão mais recente de uma história que a humanidade conta há quatro mil anos, das tábuas de argila da Suméria aos túmulos escavados na rocha da Judeia, a narrativa de descida, morte e retorno serve sempre o mesmo propósito: dizer que a morte não é o fim.

O Cristianismo não inventou esta esperança; recebeu-a de tradições muito mais antigas, reinterpretou-a à sua maneira e acabou por lhe dar uma escala universal.

Inanna desceu há quatro mil anos.

A pedra foi rolada.

Mas a história já existia.

Isto não é mitologia como ornamento. É mitologia como instinto de sobrevivência.

E isto não é um ataque ao Cristianismo. É a arqueologia de uma ideia.



SETE PROVAS DE QUE MOISÉS NUNCA EXISTIU



O argumento de que Moisés é mítico e não histórico é forte e sólido, pelas seguintes sete razões de senso comum:


MOTIVO DE SENSO COMUM Nº 1

Que provas indiscutíveis teriam sido deixadas por 2 a 3 milhões de pessoas após vagarem por 40 anos no deserto do Sinai? Esqueçam fragmentos de cerâmica e pontas de lança. Milhões de pessoas teriam deixado centenas de milhares de sepulturas e esqueletos . Mas nada disso existe, apesar dos extensos esforços de arqueólogos judeus e cristãos para encontrar evidências do Êxodo. Por que não há tais evidências? Porque o suposto "Êxodo" nunca aconteceu. Embora existam fatos arqueológicos relacionados que confirmam que nunca houve um "Êxodo", esse simples fato é suficiente se usarmos o bom senso.


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 2

Moisés permaneceu sem menção fora da Bíblia por mil anos após sua suposta vida, que teria ocorrido por volta de 1400 a.C., segundo a opinião média dos especialistas. Mas se Moisés tivesse liderado um grupo heterogêneo de escravos desarmados a uma vitória surpreendente sobre o poderoso Império Egípcio, matando um faraó no processo, ele teria sido o assunto do mundo antigo. Pense em figuras famosas como Leônidas , Espártaco e Joana d'Arc , que lutaram contra adversidades. O bom senso confirmará o óbvio.

Todos torcem pelo azarão, especialmente quando o favorito vem oprimindo a nação . O Egito era o valentão da região, e as nações que haviam sido oprimidas pelo Egito teriam celebrado uma derrota tão ignominiosa nas mãos de escravos desarmados. Portanto, saberíamos o nome do faraó em questão, que a Bíblia, curiosamente, omite, apesar de mencionar muitos outros reis menores.

Mas ninguém fora da Bíblia mencionou Moisés por quase mil anos . A referência extrabíblica mais antiga a Moisés aparece nos escritos de Hecateu de Abdera, um historiador grego do século IV a.C. Isso representa um intervalo de mil anos , e quando Hecateu finalmente mencionou Moisés, ele estava claramente citando um boato que ouvira, em vez de fatos históricos.


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 3

Além disso, nenhum dos profetas hebreus mencionou Moisés na Bíblia durante mil anos após a sua suposta época, até os livros proféticos escritos posteriormente, como Esdras, Neemias e Daniel! Aparentemente, os profetas mais antigos nunca tinham ouvido falar de Moisés, o que parece incompreensível se ele de fato tivesse promulgado a Lei e liderado o Êxodo. Assim, temos intervalos de mil anos coincidentes entre o momento em que Moisés aparece pela primeira vez fora da Bíblia e o momento em que ele aparece pela primeira vez na Bíblia, de acordo com os profetas.


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 4

O nome Moisés é uma pista. Em hebraico, significa "tirar da água". Mas por que uma princesa egípcia daria ao seu filho um nome hebraico, o nome de um escravo , se a Bíblia estiver correta sobre os antigos israelitas serem escravizados no Egito? Mas é claro que a Bíblia está errada, como estamos vendo aqui.


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 5

Camelos e palha são pistas importantes. Os chamados "livros de Moisés" mencionam camelos 24 vezes, mas os camelos não foram domesticados no Egito e no Levante até muito mais tarde. Os ossos de camelos domesticados mais antigos do Levante foram datados de 930 a.C., meio milênio depois da época de Moisés . Além disso, os egípcios não usavam palha para fabricar tijolos, como afirma a Bíblia. Esse anacronismo parece ter origem no cativeiro babilônico, quase mil anos depois da época de Moisés.

Será que estamos testemunhando uma tendência?


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 6

A arqueologia moderna e textos históricos extrabíblicos indicam que as “leis de Moisés” foram amplamente ignoradas e aparentemente desconhecidas na Judeia até o século II a.C. Isso inclui:

A falta de estrita observância do sábado é um crime capital segundo a Torá. A Bíblia diz que Moisés mandou matar um homem por recolher gravetos no sábado!

A ausência de monoteísmo estrito (veja o próximo item da lista para uma verdadeira surpresa).

A falta de respeito à regulamentação que proíbe imagens esculpidas.

As moedas judaicas anteriores ao século II a.C. apresentavam imagens de animais, seres humanos e até mesmo deuses como Zeus, Atena e o muito desprezado Melqart, também conhecido como Baal .

A falta de adesão às normas da dieta kosher.

Antes do século II, por exemplo, há evidências de que os judeus comiam peixe-gato, um animal considerado impuro, e deixavam os ossos no lixo.

Os tefilin mais antigos que se conhece datam de cerca do século II.

Assim, temos fortes indícios de que várias das principais "leis de Moisés" foram inventadas por volta do terceiro ao segundo século a.C.


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 7

A história do Êxodo na Bíblia é um conto de fadas mal contado .

Por que?

Vou dar dois exemplos rápidos.

Primeiro, considere esta grande mentira: a Bíblia diz que, depois que seu deus Javé transformou toda a água do Egito em sangue, os magos humanos do Egito fizeram a mesma coisa .

Mas se os magos egípcios tivessem conseguido transformar o poderoso Nilo em sangue, os faraós do Egito teriam governado o mundo sem o incômodo e o custo de exércitos. Eles teriam governado o mundo com varinhas mágicas .

E ainda havia a minúscula complicação de que não havia mais água egípcia para se transformar em sangue.

Além disso, os magos não teriam transformado a própria água em sangue teriam transformado a água dos israelitas em sangue, minando a autoridade de Moisés e pondo fim à rebelião dos escravos.

E quanto aos cavalos?

A Bíblia diz que todos os cavalos, jumentos, camelos e outros animais dos egípcios morreram durante a quinta praga. Mesmo assim, o faraó ainda tinha cavalos para 600 carros de guerra e seus cavaleiros, para perseguir os israelitas e afogá-los no Mar Vermelho.

Nada nessa história de conto de fadas mal contada faz sentido:

Se Javé quisesse que o faraó libertasse seu povo, por que endureceu o coração do faraó para que este o desafiasse?

Por que Javé endureceu o coração do faraó para que ele pudesse demonstrar sua "glória" assassinando inocentes em massa?

Por que não amolecer o coração do faraó e evitar todo o derramamento de sangue desnecessário?

Por que um deus todo-poderoso se envolveria em disputas insignificantes com fantoches humanos que ele controla, à custa da vida de multidões de crianças, bebês e animais?

Por que um deus todo-poderoso não poderia ter poupado as crianças, os bebês e os animais, se ele estava com raiva de um homem? E um homem que ele controlava!

A Bíblia está cheia de contos de fadas mal contados. Infelizmente, Deus precisava de editores melhores!

 


FLÁVIO JOSEFO PROVOU A HISTORICIDADE DE JESUS



Na verdade, Flávio Josefo não comprovou a historicidade de Jesus nem quaisquer milagres. Ele não era contemporâneo de Jesus; relatou histórias que ouvira de terceira ou quarta mão, mas há um problema ainda maior com Josefo. Não existem evidências de suas obras anteriores ao século XI. Não há documentos originais. Tudo o que existe são cópias de cópias de cópias, algumas das quais diferem de outras cópias de cópias de cópias. Muitas dessas cópias foram obviamente alteradas ou modificadas para apoiar as alegações de alguns cristãos. Parcialmente autênticas? Não. A evidência é que cristãos de vários grupos alteraram os escritos e, a menos que alguém encontre um conjunto original de escritos, não há razão para aceitar que qualquer um dos "relatos de Jesus e milagres" tenha sido escrito por um homem que nasceu depois da suposta crucificação de Jesus.
Qualquer estudioso que se preze desconfiará de tais relatos. Um relato de terceira ou quarta mão geralmente é considerado praticamente inútil, a menos que seja confirmado por outros relatos contemporâneos verídicos.
A maioria dos estudiosos atuais não concorda que o Flávio Josefo, tal como apresentado no século XI, seja autêntico, mesmo para o próprio Josefo, muito menos que prove algo sobre Jesus ou quaisquer milagres.

OS MANUSCRITOS DO MAR MORTO REFUTAM O ATEÍSMO



Para esclarecer, creio que o argumento aqui apresentado é que os Manuscritos do Mar Morto comprovam que a Bíblia não foi alterada, o que, por sua vez, comprova sua veracidade.

Assim, a Ilíada foi escrita por volta de 700-800 a.C., e os manuscritos mais antigos que sobreviveram datam do século II d.C. Quase mil anos depois. Isso significa que a história foi copiada repetidamente ao longo dos séculos, mas o papel e o papiro são frágeis e as cópias originais se deterioraram com o tempo.

Imagine que descobrimos uma caverna ou tumba em um deserto árido, onde as condições eram tão perfeitas que um manuscrito original da Ilíada , com 3.000 anos, sobreviveu. Agora imagine que esse texto antigo correspondesse exatamente a todas as cópias posteriores, palavra por palavra.

Isso significaria que a história era historicamente verdadeira e que deuses gregos reais existiram e participaram de uma batalha real em Troia?

Se assim fosse, isso invalidaria o cristianismo.

Mas é claro que não seria assim. Era simplesmente o modo como funcionava a profissão de transcritor. Os escribas copiavam manuscritos palavra por palavra, sem alterá-los. Era o trabalho deles, e não era mais extraordinário que produzissem cópias precisas do que um oleiro conseguir fazer vasos que retenham água ou um alfaiate conseguir costurar um tecido com perfeição.

Além disso, os transcritores nem precisavam entender o idioma que estavam copiando. Copiar era um processo mecânico, não feito de memória.

Escribas eram contratados para transcrever ditados e simplesmente escreviam os sons que ouviam. Muitas línguas antigas não possuíam vogais escritas, apenas consoantes, e as palavras eram escritas sem espaços porque o escriba analfabeto que anotava os ditados apenas registrava o fluxo contínuo de sons.

Aqueles que sabiam ler nem sempre sabiam escrever. Os textos eram lidos em voz alta por leitores, que pronunciavam os sons escritos para traduzir o que estava escrito de volta à fala.

O fato de os manuscritos terem permanecido consistentes ao longo do tempo não significa, de forma alguma, que a história original fosse literalmente verdadeira. Existem muitos exemplos de histórias, especialmente religiosas, que foram copiadas, preservadas e transmitidas por milhares de anos.

Os Manuscritos do Mar Morto não provam que Deus existe e, portanto, não refutam o ateísmo.

 

domingo, 12 de julho de 2026

JEOVAH E ASERAH ADORADOS DENTRO DO TEMPLO DE JERUSALÉM



Aserá ou Asherah foi amplamente adorada como consorte de Javé no antigo Israel, incluindo os recintos do Templo de Salomão em Jerusalém.

Relatos bíblicos e registros arqueológicos mostram a presença de um poste sagrado de Asherah dentro do próprio templo. A arqueóloga Kathleen Kenyon também descobriu centenas de estatuetas femininas quebradas próximas ao Templo de Jerusalém, indicando que objetos de adoração à deusa foram ali depositados quando reformas religiosas determinaram sua destruição.


Textos Bíblicos

O livro de 2 Reis 21:7 relata explicitamente que o rei Manassés de Judá colocou uma imagem esculpida de Aserá dentro do próprio templo de Jerusalém.

•2 Reis 21:7 - Também pôs uma imagem de escultura, do bosque que tinha feito, na casa de que o Senhor dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre.


O livro de 2 Reis 23:7 menciona que mulheres viviam e trabalhavam nas dependências do Templo de Salomão tecendo mantos e véus rituais destinados ao culto de Aserá.

•2 Reis 23:7 - Também derrubou as casas dos sodomitas que estavam na casa do Senhor, em que as mulheres teciam casinhas para o ídolo do bosque.


Inscrições de Kuntillet Ajrûd e Khirbet el-Qom 

Datadas do século VIII a.C., que são pedaços de cerâmica e paredes de tumbas que contêm bênçãos escritas invocando "Javé e sua Aserá" (em hebraico: Yahweh ve Ascheratah), indicando que a deusa era vista como a companheira do Deus de Israel.


Estatuetas de Fertilidade

Centenas de estatuetas femininas de argila associadas a Aserá foram encontradas em escavações arqueológicas por toda a região da Judeia, inclusive nas proximidades da área do templo, indicando forte devoção popular.


Reforma do Rei Josias

O culto conjunto durou até o final do século VII a.C., quando o rei Josias promoveu uma purificação religiosa, retirando a estátua (ou poste sagrado) de Aserá de dentro do templo para destruí-la.


Apagamento

Com a transição para o monoteísmo estrito e a centralização do culto (especialmente sob o reinado do Rei Josias), a religião israelita foi reformada. Aserá foi marginalizada, e nos textos bíblicos posteriores seu nome passou a ser frequentemente ocultado ou traduzido como simples "bosques" ou "postes-ídolos".

Originalmente, Javé absorveu os atributos do deus cananeu El, que era casado com Aserá. À medida que o reino de Judá passou por crises políticas e pelo exílio babilônico, os escribas e profetas reescreveram a história de Israel para focar exclusivamente no culto masculino e monoteísta a Javé, transformando a antiga deusa nacional em um símbolo de idolatria proibida


JEOVÁ E ASSERAH

 


Um bom pesquisador considerará todas as evidências disponíveis e, em seguida, se as evidências parecerem contraditórias, procurará determinar quais evidências parecem mais credíveis e/ou como as contradições podem ser reconciliadas ou melhor explicadas.

Tomemos como exemplo as descobertas arqueológicas de artefatos que retratam o deus israelita Javé com a deusa Aserá , juntamente com a inscrição "Javé e sua Aserá".

Embora isso entre em conflito com a Bíblia, que em alguns trechos afirma que Javé é o “único” deus, existem muitos indícios de que, durante a evolução da Bíblia, ela é politeísta

Quando o texto massorético da Bíblia é comparado a cópias mais antigas dos Manuscritos do Mar Morto, da Septuaginta e do Pentateuco Samaritano, torna-se óbvio que certos versículos politeístas foram alterados para parecerem “monoteístas”.

Em particular, versículos em que os Elohim (“filhos de Deus”) foram alterados para “filhos de Israel”, “anjos”, “servos” ou até mesmo “escravos”.

No entanto, os estudiosos da Bíblia sabem, através dos textos ugaríticos, que os Elohim eram os 70 filhos do deus supremo El e de sua consorte Asherah , a Rainha dos Céus.

A Bíblia diz que as nações foram "herdadas" pelos Elohim — mudou de "filhos de Deus" para "filhos de Israel", o que não faz o menor sentido — e havia exatamente 70 nações na tabela das nações da Bíblia (encontrada em Gênesis, capítulo 10), correspondendo exatamente ao número de Elohim .

Estudiosos da Bíblia também sabem que, com o tempo, El e Javé foram fundidos em um único deus, então faz sentido que, durante esse processo de fusão, Javé e Aserá possam ter se tornado um casal, antes que os escribas levitas que escreveram e reescreveram a Bíblia decidissem que Javé era o “único” deus.

Além disso, a própria Bíblia, infelizmente, admite que Javé e Aserá eram adorados juntos no templo de Salomão.

Assim, ao considerar todas as evidências, os estudiosos podem usar a arqueologia e os textos para chegar à explicação mais plausível para a aparente contradição: a princípio, El e Aserá eram o casal divino, depois El/Javé e Aserá, depois Javé e Aserá, até que os escribas decidiram que havia apenas um deus, Javé.


sexta-feira, 10 de julho de 2026

QUAL É O REGISTRO HISTÓRICO MAIS ANTIGO DE JESUS FORA DA BÍBLIA



A referência mais antiga a Jesus na Bíblia encontra-se na Primeira Epístola de Paulo aos Tessalonicenses , escrita em 50 ou 51 d.C.

A referência não bíblica mais antiga a Jesus encontra-se em Antiguidades Judaicas de Flávio Josefo , escrita em 93 ou 94 d.C.

No entanto, não há menções a Jesus nem durante sua vida, nem nos 20 anos seguintes, até que Paulo o menciona.

As alegações sobre os detalhes de seu nascimento, mencionadas nos Evangelhos de Mateus e Lucas, só foram escritas em meados da década de 80 d.C., com autoria desconhecida, e, além de apresentarem datas conflitantes e outros detalhes sobre o nascimento, servem apenas como um suposto cumprimento de uma profecia do Antigo Testamento (Miquéias 5:2) de que um 'governante de Israel' nasceria em Belém.

Será que os teístas nunca se perguntam por que nenhum dos supostos milagres ou da alegada ressurreição foi registrado na época? Parece que não! Mesmo levando em conta os altos níveis de analfabetismo e as precárias condições de comunicação na Judeia do século I, se ao menos um desses eventos tivesse ocorrido, haveria múltiplos relatos independentes se espalhando rapidamente. 

A única conclusão racional é que a figura bíblica de Jesus é inteiramente mítica, uma visão corroborada pelo fato de que pelo menos uma dúzia de figuras religiosas anteriores foram postumamente atribuídas a um deus como pai, à capacidade de realizar milagres e à ressurreição. Entre elas, incluem-se Osíris do Egito, Átis da Frígia, Krishna da Índia, Inanna da Suméria, Dionísio da Grécia e Mitra da Pérsia.

É bem possível que Paulo tenha baseado e posteriormente deificado a figura de Jesus em uma pessoa real, talvez um dos muitos pregadores messiânicos da época que viajavam pela região da Galileia pregando uma visão diferente do judaísmo e que acabaram presos e crucificados por isso, mas não há absolutamente nenhuma evidência disso.

Mas o fato é que não há registros de Jesus nem durante sua vida, nem por quase 20 anos depois: seria absolutamente incrível se ele tivesse sido uma pessoa real e realizado ao menos um dos atos que posteriormente lhe foram atribuídos.