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segunda-feira, 13 de julho de 2026

MACONHA USADA NA BÍBLIA


 

Não é surpresa que a Maconha e suas aplicações já fossem conhecidas pelos povos da Ásia e Oriente Médio há mais de 3 mil anos, e os israelitas bíblicos não são exceção, uma vez que estavam cercados por culturas que usavam a planta. Curiosamente, há evidências de que o cânhamo, uma variedade da planta Cannabis sativa, foi mencionado em textos antigos da Bíblia, fornecendo uma visão intrigante sobre o uso histórico dessa planta fascinante.


O cânhamo é uma planta da família das cannabaceae, que possui uma longa história de utilização por várias culturas em diferentes partes do mundo, sendo utilizado na produção de papel, tecidos, cordas, alimentos, cosméticos e até mesmo na construção civil. E há mais de um século, historiadores documentam referências ao cânhamo nas escrituras hebraicas originais (Antigo Testamento), onde existem evidências de que era utilizada tanto como incenso, integrando a celebração religiosa, quanto como antioxidante, dentre outras aplicações medicinais.

Em 1936, Sula Benet, uma etimóloga polonesa do Instituto de Ciências Antropológicas de Varsóvia, estabeleceu uma evidência profunda do uso de maconha na linguagem hebraica. Em seu estudo etimológico comparativo, Benet documentou que nas Escrituras Hebraicas e sua tradução em aramaico, o Targum Onculos, o cânhamo é referido como q’neh bosm, também traduzido como kaneh bosem, keneh bosem, kaniebosm, e em hebraico tradicional como kannabos ou kannabus. A raiz “kan” nesta construção significa “cana” ou “cânhamo”, enquanto “bosm” significa “aromático”. Essa palavra aparece em Êxodo 30:23, Cântico dos Cânticos 4:14, Isaías 43:24, Jeremias 6:20 e Ezequiel 27:19. A pesquisa etimológica de Benet mostrou a semelhança entre a pronúncia cognitiva de cannabis e qeneh bosem, e comparou o termo com os nomes usados para a cannabis em reinos contemporâneos, como o termo assírio e babilônico, qunubu.


De fato, o termo q’neh bosem é a tradução hebraica de um termo Indo-Europeu anterior para a planta, canna, o que indica que o uso ritual da cannabis chegou aos hebreus de fontes estrangeiras como um item comercial, mantendo os aspectos centrais de seu nome original. Isso mostra que a evidência do uso de maconha na linguagem hebraica remonta a tempos antigos, com raízes linguísticas profundas.


Inicialmente, a maconha era considerada favorável e fazia parte de um óleo sagrado de unção usado para consagrar indivíduos escolhidos, tornando-os “ungidos” (Messias ou Cristo). A crisma, que envolve derramar o óleo da unção sobre a cabeça, era usada para purificar e conferir poder ou majestade, sendo comum na coroação de reis, sacerdotes e profetas. A cannabis, identificada como “Cannabis sativa” ou “kaneh bosm” no Antigo Testamento, era combinada com especiarias perfumadas como canela, cássia e mirra. Essas especiarias também tinham propriedades estimulantes e medicinais.

No entanto, ao longo do tempo, a referência à cannabis foi substituída pela tradução “calamus” na Septuaginta e em outros textos bíblicos, o que levou ao desaparecimento da maconha das Escrituras Hebraicas. Passagens como Isaías 43:24 e Jeremias 6:20 condenam os hebreus por não oferecerem cannabis a Yahweh, indicando associações pagãs e estrangeiras com a planta.


O termo “Cristo” é uma tradução grega do Messias hebraico, que significa “ungido”, referindo-se ao uso de óleo de unção descrito em Êxodo 30:23. Nas Escrituras Cristãs, Jesus não batiza seus próprios discípulos, mas, conforme o evangelho sinóptico mais antigo, ele envia seus seguidores para curar com óleo de unção: “Eles expulsaram muitos demônios e ungiram com óleo muitos doentes e curados” (Marcos 6:13). Após a morte de Jesus, Tiago também menciona o uso de óleo de unção para cura: “Algum de vocês está doente? Ele deveria chamar os anciãos da igreja para orar sobre ele e ungi-lo com óleo em nome do Senhor” (Tiago 5:14).

Naquele tempo, doenças como a epilepsia eram frequentemente atribuídas a possessão demoníaca, e alguém se curar dela era considerado um milagre. Curiosamente, a cannabis tem se mostrado cada vez mais eficaz no tratamento não apenas da epilepsia, mas de muitas outras doenças que Jesus e seus discípulos curaram, como as doenças de pele (Mateus 8:1-4, 10:8, 11:5; Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-14, 7:22, 17:11-19), problemas oculares (João 9:6-15) ou menstruais (Lucas 8:43-48).


O livro apócrifo (não incluído no cânon oficial da Bíblia) de Tomás se refere aos efeitos enteógenos de uma pomada específica, mencionando que o óleo sagrado é dado para santificação, revelando mistérios ocultos e desdobrando partes escondidas. A pomada é comparada à planta da bondade, que humilha as ações teimosas e revela tesouros escondidos, e seu poder é invocado por meio da unção.

Lembrando que cristãos, ou aqueles que foram untados ou ungidos com o óleo sagrado, receberam o nome de “cristãos” em referência à prática da crisma com óleo de unção (João I 2:20).


Alguns textos apócrifos sugerem que Jesus Cristo poderia ter sido membro da Ordem dos Essênios, uma seita judaica antiga que compartilhava crenças em comum, como a pureza ritual, a importância da comunidade e a busca pela sabedoria espiritual. Eles eram conhecedores das propriedades medicinais das plantas e adeptos do uso de remédios à base de ervas para tratar doenças e promover a saúde. No entanto, a associação direta de Jesus com os Essênios ainda é objeto de debate entre os estudiosos. Faz pensar, né?


Descobertas arqueológicas reforçam o uso do cânhamo em rituais bíblicos

Pesquisas conduzidas por arqueólogos israelenses reforçam a presença do cânhamo na Bíblia e em contextos religiosos do Oriente Médio antigo. Em 2020, um estudo publicado no Journal of the Institute of Archaeology of Tel Aviv University revelou vestígios de compostos de cânhamo queimado em um santuário do século VIII a.C. localizado em Tel Arad, no deserto de Negev, Israel. Segundo os cientistas, a resina analisada continha traços claros de tetraidrocanabinol (THC), canabidiol (CBD) e canabinol (CBN), compostos encontrados na planta Cannabis sativa. O achado indica que a planta era usada como parte dos rituais religiosos israelitas, possivelmente para provocar estados de êxtase espiritual durante cerimônias de adoração.


O estudo, citado pela Reuters e pela Science News, foi conduzido por Eran Arie, curador de arqueologia da Idade do Ferro no Museu de Israel, e confirma que o cânhamo fazia parte de rituais em locais considerados sagrados. As análises químicas apontam que a substância foi misturada com esterco animal para facilitar a queima, gerando uma fumaça aromática e densa — prática que se alinha com descrições de “incensos aromáticos” encontrados em livros bíblicos, como Êxodo e Levítico, o que pode indicar o uso de cânhamo no Velho Testamento.


O cânhamo como elemento de conexão espiritual

A descoberta em Tel Arad abre espaço para novas interpretações sobre o papel do cânhamo na Bíblia e nas práticas religiosas do Antigo Israel. A planta, muitas vezes referida como “cana aromática” em traduções antigas, aparece em passagens como Êxodo 30:23, onde é citada como um dos ingredientes do óleo sagrado de unção. Essa “cana aromática” (ou kaneh bosem em hebraico) possuía propriedades aromáticas e medicinais, o que sugere que sua função transcendia o aspecto ritualístico, atuando também como um agente de purificação e cura. A utilização desse óleo nos rituais de consagração de reis e sacerdotes reforça a ideia de que o cânhamo tinha valor simbólico e espiritual, representando uma ponte entre o homem e o divino.


Diferenças entre o cânhamo e outras plantas bíblicas

Muitos estudiosos afirmam que o termo “calamus”, utilizado em versões posteriores da Bíblia, foi erroneamente interpretado em substituição ao cânhamo. Esse equívoco tradutório teria ocorrido durante a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento. O cânhamo, ao contrário de ervas aromáticas como a canela e a mirra, possuía uma função mais complexa e multifuncional. Ele era valorizado não apenas pelo aroma, mas também por suas propriedades terapêuticas e pela capacidade de gerar estados alterados de consciência — algo relevante para os rituais espirituais e experiências místicas de povos antigos.


Funções simbólicas e práticas do cânhamo na tradição hebraica

Purificação espiritual e ritualística através da fumaça aromática;

Uso medicinal em unguentos e óleos de unção com propriedades curativas;

Simbolismo de renovação e elevação espiritual em práticas religiosas antigas;

Elemento essencial na mistura de incensos usados em altares e templos sagrados;

Possível função de mediação entre o homem e o divino nas cerimônias do Antigo Israel.


Interpretações modernas sobre o cânhamo na Bíblia

Pesquisadores contemporâneos vêm revisitando as escrituras e textos antigos com o auxílio de análises linguísticas e arqueológicas. O termo hebraico qaneh bosem, que deu origem à expressão “cana aromática”, é novamente reconhecido como uma referência direta ao cânhamo. Essa reinterpretação não apenas restaura o contexto original de passagens bíblicas, como também reforça a importância dessa planta na história espiritual do Oriente Médio. Em vez de ser apenas uma erva comum, o cânhamo representava o elo entre o mundo físico e o espiritual, utilizado em cerimônias de adoração e consagração desde os tempos mais antigos.


Além do aspecto simbólico, a redescoberta do uso ritual do cânhamo também tem impacto no entendimento da cultura bíblica. O reconhecimento de sua presença nos templos antigos contribui para a reconstrução histórica das práticas religiosas, demonstrando como o uso de plantas aromáticas desempenhava papel central na expressão da fé e na busca por experiências transcendentes. A pesquisa arqueológica de Tel Arad é, até hoje, uma das evidências mais concretas desse elo entre espiritualidade e natureza.



A RESSURREIÇÃO DE JESUS EM TRÊS DIAS É IMITAÇÃO DA DEUSA INANNA



Muito antes dos Evangelhos, antes de Paulo falar em Corinto, antes de qualquer comunidade cristã existir, já circulava uma história antiga: a de uma divindade que desce ao submundo, morre e regressa ao fim de três dias.

Essa história não nasceu na Judeia. Vem de muito mais longe, foi composta em argila na Suméria, lamentada na Babilónia e celebrada nos ritos da primavera na Grécia e em Roma.

A ressurreição não é uma invenção cristã. É o capítulo mais recente de uma tradição com quatro milénios.


O Limiar dos Três Dias

Antes de chegarmos a Inanna, vale a pena perceber porque é que “três dias” não é um número arbitrário.

No antigo Médio Oriente, três dias eram um limiar: o ponto em que um acontecimento deixava de ser reversível.


A documentação é clara:

•Código de Hamurábi c. 1754 a.C. - três dias para validar transacções importantes. Depois disso, o acordo ficava fechado.

•As Doze Tábuas 450 a.C. - sentenças confirmadas após três dias de mercado consecutivos.

•Crença médico‑mística antiga - o espírito pairava junto ao corpo até ao terceiro dia; ao quarto, a decomposição selava a morte.


E este padrão aparece também na tradição hebraica. Oseias 6:2 - “Ao fim de dois dias nos dará vida; ao terceiro dia nos ressuscitará”, interpretado pela tradição judaica posterior como fórmula de restauração divina - segue exatamente o mesmo esquema cultural.

É por isso que o “sinal de Jonas” (Mateus 12:40) se torna o molde bíblico da ressurreição. Não é poesia. É verificação.

Uma ressurreição “ao terceiro dia” significa que a morte foi real, e que o retorno é um acto de poder divino.

E Inanna já o fazia (em tábuas sumérias) dois mil anos antes de Jesus.


Inanna - O Primeiro Esqueleto Narrativo

A Descida de Inanna (~2100 a.C.) é o mais antigo relato conhecido de uma divindade que morre e regressa à vida.

O texto foi reconstruído a partir de trinta tábuas cuneiformes encontradas em Nippur, o centro espiritual da Suméria. Conta a descida voluntária da Rainha do Céu e da Terra ao domínio da sua irmã Ereshkigal, Rainha dos Mortos.

Inanna prepara‑se com rigor ritual. Reúne os sete me (os decretos divinos que sustentam a civilização), veste os seus símbolos de poder e inicia a descida.

A cada portão, perde um objecto: coroa, colar, peitoral, anel, vara de medir, manto real.

Chega nua e curvada diante de Ereshkigal. Os Anunna, os sete juízes do submundo, condenam-na. Ereshkigal fixa sobre ela o “olhar da morte”. Inanna é executada e pendurada num gancho, descrita como “um pedaço de carne a apodrecer”.

Três dias e três noites. Silêncio absoluto.

Antes de descer, Inanna deixara instruções ao seu vizir Ninshubur: espera três dias; se eu não regressar, pede ajuda.

Ninshubur pede. Enlil recusa. Nanna recusa. Só Enki (deus da sabedoria) intervém.

Do pó debaixo das unhas, Enki molda duas criaturas sem género e entrega‑lhes o alimento e a água da vida. Elas descem, encontram o corpo de Inanna e regam‑no com a água e o alimento da vida

Inanna revive. Ergue‑se. Ascende. Retoma o seu trono.

O paralelo com a narrativa cristã não é superficial. É estrutural.


A Cadeia de Transmissão

Inanna é a mais antiga. Mas não está sozinha.


Tammuz / Dumuzi - Sumeria ~3750 a.C.

A história começa quase por acidente: quando Inanna regressa do submundo, precisa de alguém que a substitua. Dumuzi torna‑se esse substituto, e, com isso, nasce o ciclo anual de morte e retorno. O lamento por Tammuz espalha‑se por todo o Médio Oriente, ao ponto de Ezequiel (pelo menos segundo a sua visão profética) o encontrar às portas do Templo em Jerusalém.


Osíris - Egito ~2400 a.C.

No Egipto, a lógica muda. Osíris não regressa para governar os vivos; torna‑se juiz dos mortos. A partir daqui, a morte deixa de ser apenas um fim biológico e passa a ser um limiar moral. É esta viragem (a sobrevivência da alma) que o judaísmo tardio e o Cristianismo vão herdar.


Baal - Canaã ~1300 a.C.

Entre os cananeus, o drama é climático: Baal é engolido por Mot, a terra seca, e só quando regressa é que as chuvas voltam. Não é uma ressurreição individual, mas um ciclo agrícola transformado em teologia, e Israel viveu lado a lado com este imaginário durante séculos.


Attis - Frígia

Já no período romano, Attis entra em cena com um detalhe desconfortável para os primeiros cristãos: o seu retorno ao terceiro dia, celebrado no festival da primavera, o Hilaria. As fontes são tardias e discutidas, mas o paralelo existia, e os apologistas cristãos sabiam disso.


Dioniso / Zagreu - Grécia

Na Grécia, o padrão assume outra forma: Dioniso é despedaçado pelos Titãs e renasce através de Zeus. Fragmentação, morte, retorno, um esquema que qualquer ouvinte greco‑romano de Paulo reconheceria de imediato.


Em todas estas culturas, a mesma sequência: morte → ausência → retorno → impacto cósmico

Uma nota: apesar de existirem tradições solares no Mediterrâneo tardio (como o Sol Invictus) os mitos de morte e retorno que antecedem o Cristianismo não são solares. São agrícolas, rituais e cosmológicos. O solstício entra na história muito mais tarde, e está ligado ao nascimento de Jesus, não à sua ressurreição.


O Exílio Babilónico - A Janela de Transmissão

Em 586 a.C., Jerusalém cai. A elite judaica é deportada para a Babilónia, meio século de contacto directo com a religião mesopotâmica.

A teologia judaica muda

Ressurreição dos mortos - surge explicitamente em Daniel 12:2.

Sheol - deixa de ser neutro; ganha dimensão moral.

Vocabulário de restauração - três dias, alimento da vida, água da vida.

E o culto de Tammuz já estava em Jerusalém antes do exílio. Ezequiel viu-o.


Paulo o Arquiteto da Transformação

Paulo pega num padrão narrativo que o seu público já conhecia, Attis, Adónis, Dioniso e dá‑lhe historicidade.

Em 1 Coríntios 15, coloca a ressurreição no centro: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé.”

Os seus três movimentos:

Jesus morre uma vez, não ciclicamente.

Jesus é “as primícias” de uma ressurreição futura.

O padrão recorrente torna-se um evento único na história.

A estrutura é herdada. A teologia é nova.

O molde nasceu na Suméria. Paulo deu‑lhe um nome.


A ressurreição de Jesus é a versão mais recente de uma história que a humanidade conta há quatro mil anos, das tábuas de argila da Suméria aos túmulos escavados na rocha da Judeia, a narrativa de descida, morte e retorno serve sempre o mesmo propósito: dizer que a morte não é o fim.

O Cristianismo não inventou esta esperança; recebeu-a de tradições muito mais antigas, reinterpretou-a à sua maneira e acabou por lhe dar uma escala universal.

Inanna desceu há quatro mil anos.

A pedra foi rolada.

Mas a história já existia.

Isto não é mitologia como ornamento. É mitologia como instinto de sobrevivência.

E isto não é um ataque ao Cristianismo. É a arqueologia de uma ideia.



SETE PROVAS DE QUE MOISÉS NUNCA EXISTIU



O argumento de que Moisés é mítico e não histórico é forte e sólido, pelas seguintes sete razões de senso comum:


MOTIVO DE SENSO COMUM Nº 1

Que provas indiscutíveis teriam sido deixadas por 2 a 3 milhões de pessoas após vagarem por 40 anos no deserto do Sinai? Esqueçam fragmentos de cerâmica e pontas de lança. Milhões de pessoas teriam deixado centenas de milhares de sepulturas e esqueletos . Mas nada disso existe, apesar dos extensos esforços de arqueólogos judeus e cristãos para encontrar evidências do Êxodo. Por que não há tais evidências? Porque o suposto "Êxodo" nunca aconteceu. Embora existam fatos arqueológicos relacionados que confirmam que nunca houve um "Êxodo", esse simples fato é suficiente se usarmos o bom senso.


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 2

Moisés permaneceu sem menção fora da Bíblia por mil anos após sua suposta vida, que teria ocorrido por volta de 1400 a.C., segundo a opinião média dos especialistas. Mas se Moisés tivesse liderado um grupo heterogêneo de escravos desarmados a uma vitória surpreendente sobre o poderoso Império Egípcio, matando um faraó no processo, ele teria sido o assunto do mundo antigo. Pense em figuras famosas como Leônidas , Espártaco e Joana d'Arc , que lutaram contra adversidades. O bom senso confirmará o óbvio.

Todos torcem pelo azarão, especialmente quando o favorito vem oprimindo a nação . O Egito era o valentão da região, e as nações que haviam sido oprimidas pelo Egito teriam celebrado uma derrota tão ignominiosa nas mãos de escravos desarmados. Portanto, saberíamos o nome do faraó em questão, que a Bíblia, curiosamente, omite, apesar de mencionar muitos outros reis menores.

Mas ninguém fora da Bíblia mencionou Moisés por quase mil anos . A referência extrabíblica mais antiga a Moisés aparece nos escritos de Hecateu de Abdera, um historiador grego do século IV a.C. Isso representa um intervalo de mil anos , e quando Hecateu finalmente mencionou Moisés, ele estava claramente citando um boato que ouvira, em vez de fatos históricos.


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 3

Além disso, nenhum dos profetas hebreus mencionou Moisés na Bíblia durante mil anos após a sua suposta época, até os livros proféticos escritos posteriormente, como Esdras, Neemias e Daniel! Aparentemente, os profetas mais antigos nunca tinham ouvido falar de Moisés, o que parece incompreensível se ele de fato tivesse promulgado a Lei e liderado o Êxodo. Assim, temos intervalos de mil anos coincidentes entre o momento em que Moisés aparece pela primeira vez fora da Bíblia e o momento em que ele aparece pela primeira vez na Bíblia, de acordo com os profetas.


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 4

O nome Moisés é uma pista. Em hebraico, significa "tirar da água". Mas por que uma princesa egípcia daria ao seu filho um nome hebraico, o nome de um escravo , se a Bíblia estiver correta sobre os antigos israelitas serem escravizados no Egito? Mas é claro que a Bíblia está errada, como estamos vendo aqui.


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 5

Camelos e palha são pistas importantes. Os chamados "livros de Moisés" mencionam camelos 24 vezes, mas os camelos não foram domesticados no Egito e no Levante até muito mais tarde. Os ossos de camelos domesticados mais antigos do Levante foram datados de 930 a.C., meio milênio depois da época de Moisés . Além disso, os egípcios não usavam palha para fabricar tijolos, como afirma a Bíblia. Esse anacronismo parece ter origem no cativeiro babilônico, quase mil anos depois da época de Moisés.

Será que estamos testemunhando uma tendência?


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 6

A arqueologia moderna e textos históricos extrabíblicos indicam que as “leis de Moisés” foram amplamente ignoradas e aparentemente desconhecidas na Judeia até o século II a.C. Isso inclui:

A falta de estrita observância do sábado é um crime capital segundo a Torá. A Bíblia diz que Moisés mandou matar um homem por recolher gravetos no sábado!

A ausência de monoteísmo estrito (veja o próximo item da lista para uma verdadeira surpresa).

A falta de respeito à regulamentação que proíbe imagens esculpidas.

As moedas judaicas anteriores ao século II a.C. apresentavam imagens de animais, seres humanos e até mesmo deuses como Zeus, Atena e o muito desprezado Melqart, também conhecido como Baal .

A falta de adesão às normas da dieta kosher.

Antes do século II, por exemplo, há evidências de que os judeus comiam peixe-gato, um animal considerado impuro, e deixavam os ossos no lixo.

Os tefilin mais antigos que se conhece datam de cerca do século II.

Assim, temos fortes indícios de que várias das principais "leis de Moisés" foram inventadas por volta do terceiro ao segundo século a.C.


RAZÃO DE SENSO COMUM Nº 7

A história do Êxodo na Bíblia é um conto de fadas mal contado .

Por que?

Vou dar dois exemplos rápidos.

Primeiro, considere esta grande mentira: a Bíblia diz que, depois que seu deus Javé transformou toda a água do Egito em sangue, os magos humanos do Egito fizeram a mesma coisa .

Mas se os magos egípcios tivessem conseguido transformar o poderoso Nilo em sangue, os faraós do Egito teriam governado o mundo sem o incômodo e o custo de exércitos. Eles teriam governado o mundo com varinhas mágicas .

E ainda havia a minúscula complicação de que não havia mais água egípcia para se transformar em sangue.

Além disso, os magos não teriam transformado a própria água em sangue teriam transformado a água dos israelitas em sangue, minando a autoridade de Moisés e pondo fim à rebelião dos escravos.

E quanto aos cavalos?

A Bíblia diz que todos os cavalos, jumentos, camelos e outros animais dos egípcios morreram durante a quinta praga. Mesmo assim, o faraó ainda tinha cavalos para 600 carros de guerra e seus cavaleiros, para perseguir os israelitas e afogá-los no Mar Vermelho.

Nada nessa história de conto de fadas mal contada faz sentido:

Se Javé quisesse que o faraó libertasse seu povo, por que endureceu o coração do faraó para que este o desafiasse?

Por que Javé endureceu o coração do faraó para que ele pudesse demonstrar sua "glória" assassinando inocentes em massa?

Por que não amolecer o coração do faraó e evitar todo o derramamento de sangue desnecessário?

Por que um deus todo-poderoso se envolveria em disputas insignificantes com fantoches humanos que ele controla, à custa da vida de multidões de crianças, bebês e animais?

Por que um deus todo-poderoso não poderia ter poupado as crianças, os bebês e os animais, se ele estava com raiva de um homem? E um homem que ele controlava!

A Bíblia está cheia de contos de fadas mal contados. Infelizmente, Deus precisava de editores melhores!

 


FLÁVIO JOSEFO PROVOU A HISTORICIDADE DE JESUS



Na verdade, Flávio Josefo não comprovou a historicidade de Jesus nem quaisquer milagres. Ele não era contemporâneo de Jesus; relatou histórias que ouvira de terceira ou quarta mão, mas há um problema ainda maior com Josefo. Não existem evidências de suas obras anteriores ao século XI. Não há documentos originais. Tudo o que existe são cópias de cópias de cópias, algumas das quais diferem de outras cópias de cópias de cópias. Muitas dessas cópias foram obviamente alteradas ou modificadas para apoiar as alegações de alguns cristãos. Parcialmente autênticas? Não. A evidência é que cristãos de vários grupos alteraram os escritos e, a menos que alguém encontre um conjunto original de escritos, não há razão para aceitar que qualquer um dos "relatos de Jesus e milagres" tenha sido escrito por um homem que nasceu depois da suposta crucificação de Jesus.
Qualquer estudioso que se preze desconfiará de tais relatos. Um relato de terceira ou quarta mão geralmente é considerado praticamente inútil, a menos que seja confirmado por outros relatos contemporâneos verídicos.
A maioria dos estudiosos atuais não concorda que o Flávio Josefo, tal como apresentado no século XI, seja autêntico, mesmo para o próprio Josefo, muito menos que prove algo sobre Jesus ou quaisquer milagres.

OS MANUSCRITOS DO MAR MORTO REFUTAM O ATEÍSMO



Para esclarecer, creio que o argumento aqui apresentado é que os Manuscritos do Mar Morto comprovam que a Bíblia não foi alterada, o que, por sua vez, comprova sua veracidade.

Assim, a Ilíada foi escrita por volta de 700-800 a.C., e os manuscritos mais antigos que sobreviveram datam do século II d.C. Quase mil anos depois. Isso significa que a história foi copiada repetidamente ao longo dos séculos, mas o papel e o papiro são frágeis e as cópias originais se deterioraram com o tempo.

Imagine que descobrimos uma caverna ou tumba em um deserto árido, onde as condições eram tão perfeitas que um manuscrito original da Ilíada , com 3.000 anos, sobreviveu. Agora imagine que esse texto antigo correspondesse exatamente a todas as cópias posteriores, palavra por palavra.

Isso significaria que a história era historicamente verdadeira e que deuses gregos reais existiram e participaram de uma batalha real em Troia?

Se assim fosse, isso invalidaria o cristianismo.

Mas é claro que não seria assim. Era simplesmente o modo como funcionava a profissão de transcritor. Os escribas copiavam manuscritos palavra por palavra, sem alterá-los. Era o trabalho deles, e não era mais extraordinário que produzissem cópias precisas do que um oleiro conseguir fazer vasos que retenham água ou um alfaiate conseguir costurar um tecido com perfeição.

Além disso, os transcritores nem precisavam entender o idioma que estavam copiando. Copiar era um processo mecânico, não feito de memória.

Escribas eram contratados para transcrever ditados e simplesmente escreviam os sons que ouviam. Muitas línguas antigas não possuíam vogais escritas, apenas consoantes, e as palavras eram escritas sem espaços porque o escriba analfabeto que anotava os ditados apenas registrava o fluxo contínuo de sons.

Aqueles que sabiam ler nem sempre sabiam escrever. Os textos eram lidos em voz alta por leitores, que pronunciavam os sons escritos para traduzir o que estava escrito de volta à fala.

O fato de os manuscritos terem permanecido consistentes ao longo do tempo não significa, de forma alguma, que a história original fosse literalmente verdadeira. Existem muitos exemplos de histórias, especialmente religiosas, que foram copiadas, preservadas e transmitidas por milhares de anos.

Os Manuscritos do Mar Morto não provam que Deus existe e, portanto, não refutam o ateísmo.

 

domingo, 12 de julho de 2026

JEOVAH E ASERAH ADORADOS DENTRO DO TEMPLO DE JERUSALÉM



Aserá ou Asherah foi amplamente adorada como consorte de Javé no antigo Israel, incluindo os recintos do Templo de Salomão em Jerusalém.

Relatos bíblicos e registros arqueológicos mostram a presença de um poste sagrado de Asherah dentro do próprio templo. A arqueóloga Kathleen Kenyon também descobriu centenas de estatuetas femininas quebradas próximas ao Templo de Jerusalém, indicando que objetos de adoração à deusa foram ali depositados quando reformas religiosas determinaram sua destruição.


Textos Bíblicos

O livro de 2 Reis 21:7 relata explicitamente que o rei Manassés de Judá colocou uma imagem esculpida de Aserá dentro do próprio templo de Jerusalém.

•2 Reis 21:7 - Também pôs uma imagem de escultura, do bosque que tinha feito, na casa de que o Senhor dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre.


O livro de 2 Reis 23:7 menciona que mulheres viviam e trabalhavam nas dependências do Templo de Salomão tecendo mantos e véus rituais destinados ao culto de Aserá.

•2 Reis 23:7 - Também derrubou as casas dos sodomitas que estavam na casa do Senhor, em que as mulheres teciam casinhas para o ídolo do bosque.


Inscrições de Kuntillet Ajrûd e Khirbet el-Qom 

Datadas do século VIII a.C., que são pedaços de cerâmica e paredes de tumbas que contêm bênçãos escritas invocando "Javé e sua Aserá" (em hebraico: Yahweh ve Ascheratah), indicando que a deusa era vista como a companheira do Deus de Israel.


Estatuetas de Fertilidade

Centenas de estatuetas femininas de argila associadas a Aserá foram encontradas em escavações arqueológicas por toda a região da Judeia, inclusive nas proximidades da área do templo, indicando forte devoção popular.


Reforma do Rei Josias

O culto conjunto durou até o final do século VII a.C., quando o rei Josias promoveu uma purificação religiosa, retirando a estátua (ou poste sagrado) de Aserá de dentro do templo para destruí-la.


Apagamento

Com a transição para o monoteísmo estrito e a centralização do culto (especialmente sob o reinado do Rei Josias), a religião israelita foi reformada. Aserá foi marginalizada, e nos textos bíblicos posteriores seu nome passou a ser frequentemente ocultado ou traduzido como simples "bosques" ou "postes-ídolos".

Originalmente, Javé absorveu os atributos do deus cananeu El, que era casado com Aserá. À medida que o reino de Judá passou por crises políticas e pelo exílio babilônico, os escribas e profetas reescreveram a história de Israel para focar exclusivamente no culto masculino e monoteísta a Javé, transformando a antiga deusa nacional em um símbolo de idolatria proibida


JEOVÁ E ASSERAH

 


Um bom pesquisador considerará todas as evidências disponíveis e, em seguida, se as evidências parecerem contraditórias, procurará determinar quais evidências parecem mais credíveis e/ou como as contradições podem ser reconciliadas ou melhor explicadas.

Tomemos como exemplo as descobertas arqueológicas de artefatos que retratam o deus israelita Javé com a deusa Aserá , juntamente com a inscrição "Javé e sua Aserá".

Embora isso entre em conflito com a Bíblia, que em alguns trechos afirma que Javé é o “único” deus, existem muitos indícios de que, durante a evolução da Bíblia, ela é politeísta

Quando o texto massorético da Bíblia é comparado a cópias mais antigas dos Manuscritos do Mar Morto, da Septuaginta e do Pentateuco Samaritano, torna-se óbvio que certos versículos politeístas foram alterados para parecerem “monoteístas”.

Em particular, versículos em que os Elohim (“filhos de Deus”) foram alterados para “filhos de Israel”, “anjos”, “servos” ou até mesmo “escravos”.

No entanto, os estudiosos da Bíblia sabem, através dos textos ugaríticos, que os Elohim eram os 70 filhos do deus supremo El e de sua consorte Asherah , a Rainha dos Céus.

A Bíblia diz que as nações foram "herdadas" pelos Elohim — mudou de "filhos de Deus" para "filhos de Israel", o que não faz o menor sentido — e havia exatamente 70 nações na tabela das nações da Bíblia (encontrada em Gênesis, capítulo 10), correspondendo exatamente ao número de Elohim .

Estudiosos da Bíblia também sabem que, com o tempo, El e Javé foram fundidos em um único deus, então faz sentido que, durante esse processo de fusão, Javé e Aserá possam ter se tornado um casal, antes que os escribas levitas que escreveram e reescreveram a Bíblia decidissem que Javé era o “único” deus.

Além disso, a própria Bíblia, infelizmente, admite que Javé e Aserá eram adorados juntos no templo de Salomão.

Assim, ao considerar todas as evidências, os estudiosos podem usar a arqueologia e os textos para chegar à explicação mais plausível para a aparente contradição: a princípio, El e Aserá eram o casal divino, depois El/Javé e Aserá, depois Javé e Aserá, até que os escribas decidiram que havia apenas um deus, Javé.


sexta-feira, 10 de julho de 2026

QUAL É O REGISTRO HISTÓRICO MAIS ANTIGO DE JESUS FORA DA BÍBLIA



A referência mais antiga a Jesus na Bíblia encontra-se na Primeira Epístola de Paulo aos Tessalonicenses , escrita em 50 ou 51 d.C.

A referência não bíblica mais antiga a Jesus encontra-se em Antiguidades Judaicas de Flávio Josefo , escrita em 93 ou 94 d.C.

No entanto, não há menções a Jesus nem durante sua vida, nem nos 20 anos seguintes, até que Paulo o menciona.

As alegações sobre os detalhes de seu nascimento, mencionadas nos Evangelhos de Mateus e Lucas, só foram escritas em meados da década de 80 d.C., com autoria desconhecida, e, além de apresentarem datas conflitantes e outros detalhes sobre o nascimento, servem apenas como um suposto cumprimento de uma profecia do Antigo Testamento (Miquéias 5:2) de que um 'governante de Israel' nasceria em Belém.

Será que os teístas nunca se perguntam por que nenhum dos supostos milagres ou da alegada ressurreição foi registrado na época? Parece que não! Mesmo levando em conta os altos níveis de analfabetismo e as precárias condições de comunicação na Judeia do século I, se ao menos um desses eventos tivesse ocorrido, haveria múltiplos relatos independentes se espalhando rapidamente. 

A única conclusão racional é que a figura bíblica de Jesus é inteiramente mítica, uma visão corroborada pelo fato de que pelo menos uma dúzia de figuras religiosas anteriores foram postumamente atribuídas a um deus como pai, à capacidade de realizar milagres e à ressurreição. Entre elas, incluem-se Osíris do Egito, Átis da Frígia, Krishna da Índia, Inanna da Suméria, Dionísio da Grécia e Mitra da Pérsia.

É bem possível que Paulo tenha baseado e posteriormente deificado a figura de Jesus em uma pessoa real, talvez um dos muitos pregadores messiânicos da época que viajavam pela região da Galileia pregando uma visão diferente do judaísmo e que acabaram presos e crucificados por isso, mas não há absolutamente nenhuma evidência disso.

Mas o fato é que não há registros de Jesus nem durante sua vida, nem por quase 20 anos depois: seria absolutamente incrível se ele tivesse sido uma pessoa real e realizado ao menos um dos atos que posteriormente lhe foram atribuídos.


OS MILAGRES DE JESUS E A MITOLOGIA GREGA



O grande problema do culto cristão primitivo era que ele competia com cultos cujos "salvadores" tinham currículos muito mais convincentes (e mais interessantes).

Para convencer gregos e romanos de que Jesus era o verdadeiro "Filho de Deus" Divi Filius, título também usado pelo imperador Augusto), os relatos bíblicos precisavam demonstrar que ele tinha poderes superiores aos dos deuses e imperadores vigentes.

Na história das religiões, esses paralelos não são necessariamente plágios diretos, mas reflexos do ambiente cultural helenístico e das tradições judaicas pré-existentes em que os Evangelhos foram escritos.


•Dionísio transformou água em vinho. Relatos antigos afirmavam que, durante suas festas em Elis, jarros vazios deixados no templo amanheciam cheios de vinho.

•Poseidon, tinha o poder de acalmar tempestades instantaneamente. Poseidon e seus filhos conseguiam andar sobre a água.

•Órion, filho de Poseidon, recebeu de seu pai a habilidade de caminhar sobre as ondas do mar como se fosse terra firme.

•Asclépio (Esculápio), o deus grego da medicina, era famoso por curar cegos, coxos e até ressuscitar os mortos. 

•Apolônio de Tiana: Um filósofo neopitagórico grego contemporâneo de Jesus. Relatos escritos sobre Apolônio afirmam que ele curava doentes, expulsava demônios e até ressuscitou uma jovem de família nobre em Roma, usando métodos muito parecidos com os descritos nos Evangelhos.

•Rômulo nasceu de uma virgem.

•Após sua morte e ressurreição, Rômulo apareceu a amigos em uma estrada, onde explicou-lhes sua divindade.

•Elementos de deuses que morrem e ressuscitam como Osíris, Tamuz, Adônis e Átis teriam influenciado a narrativa sobre a ressurreição de Cristo, passavam por processos de morte violenta, descida ao mundo dos mortos e posterior ressurreição ou regeneração, geralmente ligada aos ciclos agrícolas e à vida eterna.


E uma série de "salvadores" eram "filhos de Deus" que "nasceram de virgens" ou de alguma outra forma sobrenatural: Hórus, Krishna, Átis, Dionísio, Rômulo, Perseu, entre outros.

Etc.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

A FARSA DA ESTRELA DE BELÉM



A ideia de um astro que se moveu e parou exatamente sobre a manjedoura de Jesus é uma fantasia teológica exclusivamente inventada. Não existe na vida real, um objeto espacial que tenha alguma relação com as crenças religiosas terrenas, ainda mais sendo uma particularidade logística espacial, onde o dia, hora e endereço, estejam perfeitamente alinhados.


As Escrituras

Somente o Evangelho de Mateus relata esse fenômeno, tá na cara que é uma construção teológica posterior, totalmente mitológica fantasiosa. O objetivo do autor era legitimar Jesus como o Messias esperado, conectando o seu nascimento a uma profecia do Antigo Testamento  de Números 24:17 "Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete.


Reis Magos

Os "Reis Magos" eram, na verdade, astrólogos e sábios da região do Iraque ou Pérsia. Para eles, uma "estrela" não precisava ser um ponto físico brilhante se movendo no céu como um GPS, mas sim uma configuração astrológica específica (como planetas se alinhando em uma constelação ligada ao povo judeu) que sinalizava o nascimento de um grande rei.


Comprovações e Registros

Não existem registros históricos ou astronômicos, nem mesmo da época do Imperador Augusto, que comprovem uma estrela pairando sobre uma casa específica. Especialistas apontam que a narrativa se utiliza de tropos astrológicos, o que reforça o seu caráter literário.


Astrônomos

Astrônomos como Johannes Kepler teorizaram que o evento foi uma conjunção entre Júpiter e Saturno, ou Vênus e Júpiter, que teriam criado um ponto muito brilhante no céu, mas não tem comprovações na história da astronomia.


Teoria da Explosão Estelar

Outra teoria explorada é a observação de uma explosão estelar, que resultaria em um brilho incomum visível por vários dias, para ver que esta história não passa de uma mitologia inventada.


Conjunção Planetária Rara

Em 7 a.C., Júpiter e Saturno se aproximaram na constelação de Peixes três vezes no mesmo ano. Em 2 a.C., ocorreu uma conjunção ainda mais brilhante entre Júpiter e Vênus.


Cometa

Registros astronômicos da China antiga apontam para a passagem de um cometa brilhante por volta do ano 5 a.C.


Supernova

Uma explosão estelar massiva poderia ter surgido no céu, brilhando intensamente por semanas antes de desaparecer.



JESUS - O ERRO HISTÓRICO QUE MUDOU O MUNDO


 

Jesus, uma figura excepcional, que provavelmente nunca tenha existido, revoltou a história da humanidade.

Diz que ele nasceu em Bethlehem (Belém), na Palestina, a poucos quilômetros de Jerusalém. Diz-se que Jesus nasceu em um estábulo deste vilarejo, no dia 25 de dezembro, que precede o que é para nós, hoje, o ano 1 (calendário católico). A mãe do filho, Maria, é muito jovem, menos de 20 anos, talvez 14 ou 16 anos e José, teria uns 70 anos. 

E os carpinteiros, ou mercadores de madeira. Quando Jesus nasceu, três magos, vindo do Oriente, Balthasar, Gaspar e Melquior, ofereceram-lhe presentes, de ouro, de incenso e de mirra. As abelhas também estão presentes.

Seu nome e sua mensagem fundaram a religião cristã. Hoje, se ninguém contesta a existência terrestre de Jesus, os eventos de sua vida são, em grande parte, os mais profundos mistérios. Começando pelos de sua nascença.


O Nascimento da Mitologia

Para todos, a história começa no dia 25 de dezembro, mas esta data não é verdadeira. Nenhum dos Evangelhos menciona esta data do dia 25 de dezembro. É apenas três séculos depois da morte de Jesus, após o imperador Constantino converter o Império Romano ao cristianismo, que o Papa Liberio, fixa no dia 25 de dezembro, no ano de 354 a festa da natividade.

O dia 25 de dezembro, então, era uma data sagrada, muito antes da nascença de Jesus. Era a festa de Mitra, cujo culto se espalhou em todo o Império Romano. O culto de Mitra, na verdade, era o culto do sol renascido, e era a festa da luz. E Jesus seria o sol divino no lugar de Mitra. O que faz com os teólogos cristãos, dizerem que Cristo é a luz, Ele é o sol renascido. Então, o sol é um bom símbolo, de certa maneira, pois os dias vão se prolongar a partir do solstício de inverno, para mostrar que Jesus é a luz do mundo. É, então, um Papa que, em 354, fixou Natal no dia 25 de dezembro.

Então, o dia, conhecemos a ano de nascimento de Jesus. No mundo cristão, nós contamos os anos a partir desse nascimento. Jesus deveria, então, ser nascido em um ano virtual, em zero. O famoso ano zero. Mas ninguém nasceu no ano zero.


O Problema de seu Nascimento

Jesus foi nascido, segundo as Escrituras, sob Heródes o Grande, morreu menos 4 a.C. Então, Jesus foi nascido entre menos sete e menos quatro a.C. Não sabemos exatamente a data, menos cinco, menos seis, para a maioria das escrituras. Mas, em Lucas, nos dizem que Jesus foi nascido durante o recenseamento de Quirinus, e esse recenseamento de Quirinus pode ser dado de seis a.C. Então, nós temos problemas de fontes que não são totalmente compatíveis. Os relatórios religiosos, então, apresentam incoerências.

Se Jesus foi nasceu sob o reino do rei Heródes, é mais de quatro anos antes da data oficial. Se ele foi nascido durante o recenseamento romano, é mais de seis anos depois. Para esclarecer este mistério, os cientistas chamaram o céu.


A Estrela de Belém

Nos Evangelhos, a nascença de Jesus é anunciada pela aparição do que chamamos de Estrela de Bethlehem. Mas, para os cientistas, há uma explicação para esta estrela de Bethlehem. O fenômeno se reduz ou ao passar de uma cometa, ou a uma conjunção muito particular de planetas Saturno e Júpiter.

Esta segunda hipótese é suficientemente sólida para justificar que magos se colocaram na estrela de Bethlehem. foi construída no mês de agosto, vindo da Mesopotâmia, portanto, vindo do Iraque ou Irã, e funcionou por algumas semanas. Portanto, esta época corresponde na astrologia de estes magos não a uma astrologia baseada na nascença, mas a uma astrologia baseada na concepção, como era a tradição, e pode justificar, portanto, o fato de que eles se interessaram ao fenômeno, pensando que aconteceu em todo o mundo algo muito importante.


Os Magos

Os magos, na verdade, eram sábios e não reis, conquistavam a astronomia. Eles estavam perto do rei Heródes para estudar esta conjunção astral e para lhe explicar que ela era para anunciar a nascença de um novo rei dos juízes. Um rei está pronto para vir ao mundo.

Um rei. Naturalmente, a Igreja se enfocou na questão desta data de nascença. No século VI, o monge Denis o Pequeno, também conhecido como Dionísio, o Exíguo até foi encarregado pelo Papa Simplício de calcular a data exata.

É aquela que hoje ainda serve de referência. Porém, Denis o Pequeno cometeu uma grande errada de calculo. Se nos considerarmos o fenômeno astronômico e a errada de calculo do monge, parece-se que a data de nascença de Jesus se situa ao redor do mês de setembro do ano VII a.C., o que, retificação feita, nos situa não mais no ano 2011, mas no ano 2019 d.C. Na época em que nasceu Jesus, a Palestina é uma terra ocupada.


Ocupação Romana

Os romanos, como Pompeu em sua cabeça, se ocuparam de Jerusalém em 63 a.C. Eles dirigem o país através de Herodes o o Grande, mas o poder religioso fica nas mãos dos preteres juízes e toda a população espera o Messias, que deveria liberá-lo no dia romano. Um tempo antes da nascença de Jesus, José e Maria saíram do domicílio de Nazareth. Os romanos, em busca de um novo imposto, ordenaram um recenseamento.

José, originário de Bethlehem, deve, então, ir para sua cidade natal, acompanhado de Maria, que espera seu filho. Na parte de cima do recenseamento há a rocha da gruta da natalidade. Em frente ao recenseamento há o hotel dos mágicos ou magos.

Os mágicos vêm do Oriente, trazendo o ouro, o sangue (incenso) e a mira, a porta ao filho de José. Aqui, a arqueologia e a literatura convergem para justificar que este lugar é a nascença de Jesus. A pedra e os escritos estão de acordo para dizer que, desde o primeiro século, os cristãos, sem dúvida, veneram aqui a nascença de Jesus.


Belém ou Nazaré?

É cero dizer que Jesus nasceu Bethlehem? Não seria mais em Nazareth, como suportam alguns históricos? Ainda assim, os Evangelhos de Lucas e de Mateus parecem se contradizer. Eles tiveram que emigrar quando Maria estava em Bethlehem, porque havia um recenseamento ordenado pelo prefeito Quirinus, que era o prefeito de Síria, que governava toda esta região do mundo. O recenseamento aconteceu quando Jesus tinha 12 anos, então não tem sentido dizer que ele nasceu em Bethlehem.

Por isso, é muito provável que seja um adicionamento teológico e que Jesus simplesmente nasceu em Nazareth, onde viviam seus pais. Os arqueólogos israelenses realizaram os vestígios de uma casa que deveria ser da época de Jesus. É um pouco difícil de entender, porque as pesquisas ainda não terminaram.

Nós encontramos os vestígios de uma casa graças à pedra descoberta ao redor e no interior da casa. Por outro lado, podemos dizer que este sítio foi construído no primeiro século antes de Jesus Cristo, ou seja, desde o fim da dominação grega até a ocupação romana. Isso corresponde à época em que Jesus vivia.

Nós temos certeza que Jesus veio de Nazareth por várias razões. A primeira razão é que a arqueologia mostrou uma grande burguesia em Nazareth na época de Cristo. Também descobrimos há 30 anos uma casa chamada Casa de Maria que era um sítio de culto desde o segundo século.

Então é muito provável que os primeiros cristãos veneravam a casa onde Jesus vivia e nasceria. A terceira razão é que em todos os Evangelhos ele é chamado de Nazareno, ou seja, aquele que vem de Nazareth. Isso é um problema, pois Jesus sempre se enfrentava com os grandes pastores de Jerusalém e eles diziam que de Nazareth não pode sair um profeta.

Então é um problema que Jesus nasceu em Nazareth. Então, por que os Evangelhos ficariam embaraçados de falar de Nazareth se Jesus não saísse de Nazareth? Seria muito melhor se ele fosse de Jerusalém ou de Bethlehem. Seria muito menos difícil ser reconhecido como o Messias.


Os Escritos

O fato cristão se torna massivo, palpável, até mesmo mais que palpável, a partir de Constantino. Constantino decide fazer uma cristianidade visível e triunfante. Então, é óbvio que a Terra Santa está coberta de lugares santos.

Eles se enganaram? Talvez, talvez não. Ou muito, ou muito pouco. Mas, na verdade, a arqueologia cristã começa com Constantino.

E depois, 60 outros Evangelhos, oficiais, chamados apócrifos, os Evangelhos escondidos. E, finalmente, há os textos muito raros dos historiadores da Antiguidade. O mais antigo dos Evangelhos foi escrito quase 40 anos após a morte de Jesus.

As testemunhas oculares inspirados pelos autores desses textos foram os discípulos de Jesus. Então, os Evangelhos não são histórias de primeira mão. Porém, eles são reconhecidos como fontes históricas.


Codéx Sinaiticus

Alguns dos mais antigos escritos cristãos são conservados no Monastério de Santa Catarina, no meio do Sinaí Egípcio. Este texto se chama o Codex Sinaiticus. O manuscrito seria escrito aproximadamente em 325, no tempo do Império Constantino, quando a Cristianidade se tornou a religião oficial.

É o único manuscrito escrito em 4 colunas por página. Até hoje, é o mais antigo do Novo Testamento. No fim do século IV, a Igreja só retomou como oficial os quatro Evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João por duas razões.

A primeira razão é que foram reconhecidos pela tradição desde o início, desde o fim do século I, como os mais autênticos. Então, eles já eram muito conhecidos, enquanto muitos outros provocavam discussões e não existia a unanimidade. A segunda razão é que são os mais antigos, são os mais próximos das fontes.


Apócrifos

Alguns históricos consideram esta escolha como arbitrária. Documentos importantes sobre a vida de Jesus em os Evangelhos apócrifos teriam sido deixados de lado. Mas, vários desses Evangelhos ocultos são tão antigos quanto aqueles reconhecidos pela Igreja. 60 Evangelhos dizem apócrifos. Apócrifos não significa falso. O grego Apokrofos é escondido.

Tem alguns que são extremamente interessantes, especialmente o Evangelho de Jacques, conhecido simplesmente por especialistas. Um dos principais testemunhos exteriores aos Evangelhos é o de Flavius Joseph. Em suas Antiguidades Juízes, ele diz, ter  uma passagem que fala de Jacques, o irmão de Jesus, que morreu, e de Jesus, um pouco mais longe, que foi crucificado por Pontes Pilatos.


Maria

Aqui, realmente, parece ser totalmente autêntico. Então, o que dizem essas fontes sobre Maria, a mãe de Jesus? São os Evangelhos que falam disso. Eles falam que Maria é virgem e que foi o arcanjo Gabriel que lhe anunciou que ela estava pregada de um filho apresentado como o Filho de Deus.

Sempre, segundo os Evangelhos, Maria era a esposa de Joseph de Nazareth. Na Antiguidade, os relatórios de concepções miraculosas não são realmente raros, parecem não surpreender ninguém. Muitos nascimentos miraculosos são famosos nas mitologias, não é uma exclusividade o nascimento miraculoso de Jesus.

O próprio fundador do Zoroastrismo, Zaratustra tem um nascimento também miraculoso. Esse tipo de concepção, que conhecemos em outros casos da Antiguidade, pode ser visto como uma forma de expressar a relação imediata que lida, antes mesmo da nascença, Jesus com Deus. Os Evangelhos nos dizem que Marie era uma escolhida. 


José

Maria teria sido uma adolescente casada com um pastor ou carpinteiro chamado Joseph, um homem que não tinha mais de 70 anos. Não é ainda questão, então, que Marie se torne sua esposa. Eu deixei à guarda do carpinteiro, um mercador de madeira, Joseph, que estava muitas vezes em viagem e que tinha seis filhos de uma ex-esposa, quatro meninos e duas filhas.

Ela ficou em casa durante uma longa ausência de Joseph, que estava indo comprar madeira, com quatro grandes meninos. Eu não vou relatar exageradamente a imaginação das pessoas, dizendo que o inevitável chegou. O mais provável é que seja Joseph com quem Maria foi esposa, que seja o pai de Jesus.

E alguns poderão dizer que talvez ela teve uma história com alguém, e foi por isso que Joseph estava incomodado em ver que ela estava presa. Então, todas as hipóteses são permitidas. No plano histórico, a nascença de Jesus pode ser repostada no seu contexto.


O Messias

Nessa época, o povo juiz espera a vinda de um messias que o enviaria do dia romano. Para ser reconhecido assim, esse messias deve ser nascido em Bethlehem e ter sido criado por uma virgem. Por que Bethlehem? Bem, na história juiz, Bethlehem é o lugar de onde nasceu o rei David, o segundo rei dos juízes, um personagem fundamental da Bíblia.

Então, se os juízes disseram que ele não pode ser o messias porque sua mãe não é virgem, automaticamente, os cristãos deveriam dizer que ela era virgem. Então, devem ter construído um recado desenvolvendo o tema da virgindade de Maria. Seu culto já era muito popular entre os primeiros cristãos.


Irmãos de Jesus

Alguns evangelhos dizem que Jesus tinha irmãos e irmãs. Outros dizem que ele tinha meio irmão e meio irmã, ou até mesmo cunhado. No fim dos anos 1970, em Talpiot, no bairro de Jerusalém, no prédio de construção de um vasto conjunto de proprietários, os ribeirinhos fizeram uma descoberta surpreendente.

Um tombo contendo os óculos datando da Antiguidade. O mais surpreendente são os nomes gravados em seus óculos, Maria de Magdala, José, Jesus, Jacó, e também o de um garoto chamado Judas. Segundo alguns arqueólogos, pode ser o tombo de Jesus e de sua família.

Hoje em dia, este tombo é difícil de encontrar. A entrada foi selada em uma sala de concreto no meio da residência. O sentido dos nomes gravados em os óculos de Talpiot deixa ascéticos a maioria dos arqueólogos.

A cripta da Escola Bíblica de Jerusalém também recebe algumas surpresas. Este tombo data da mesma época que o de Talpiot. A Arqueologia não dá nenhuma informação a propósito dos possíveis irmãos e irmãs de Jesus.

Mas o que dizem os textos religiosos sobre o tema? O pai de Jesus é José, que não seria seu pai biológico, mas o pai que ele criou. E os Evangelhos dizem que ele tem irmãos e irmãs. O problema é que, seja em hebreu ou grego, o termo irmãos e irmãs também pode significar irmão ou primo.

Então não sabemos exatamente. O que vemos claramente é que, no início de sua vida de pregação, quando Jesus começou a pregar, nos dizem que seus irmãos e irmãs não acreditavam em ele. E Jesus diz que ninguém é profeta em seu país.


A Infância de Jesus

Então parece que ele é acompanhado por seus irmãos e irmãs. Isso faz pensar que são seus irmãos e irmãs ou meio irmãos e meio irmãs. Entre o ido de sete anos e o ido de trinta, onde ele viajou? Quem ele encontrou? Nós falamos de Jesus no momento de sua nascença.

Nós falamos sobre isso no ido de doze anos, em que nos diz que ele foi ao templo, a Jerusalém, em pregação, e que ele discutia com os médicos da lei e que eles estavam surpresos pela sua inteligência. O que é certo é que Jesus era judeu e que ele cresceu em um mundo judeu hierarquizado, segmentado, complexo. Que ele tivesse, tão jovem, a orelha dos pregadores do templo de Jerusalém seria um indício de sua precoce.


Os Essênios

Mas se as Escrituras nos dizem pouca coisa sobre a nascença de Jesus, por contra, elas mencionam seu descanso no deserto. O que ele iria fazer no deserto? O que ele iria fazer no deserto? E quem ele encontrou lá? Os manuscritos da Mãe Morte não mencionam em lugar nenhum o nome de Jesus, mas eles dão indicações preciosas sobre o modo de vida dos essênios, seus contemporâneos. Um mensagem que lembra a palavra de Jesus.

Os essênios moravam na pequena cidade de Qumran, a cerca de 30 quilômetros de Jerusalém. Qumran supera a Mãe Morte na costa oeste do rio Jordão. Jesus talvez estivesse lá.

Algumas ideias, algumas práticas religiosas da comunidade esseniana são, de qualquer forma, muito próximas das que Jesus pregou depois. Todo mundo se perguntou, num certo momento, mas é tão próximo do cristianismo primitivo, o que sabemos dessas sectas, que provavelmente são essenianos, é tão próximo que os dois são ligados. Ou seja, os textos lembram que os essênios praticavam um jantar mais ou menos sagrado, com bendição, pão e vinho.

Os indígenas do deserto essenianos que eram inimigos ferozes dos clérigos de Jerusalém. De onde vem a animosidade? Jesus não pode falhar por ter sido influenciado pela animosidade dos essenianos em relação aos clérigos de Jerusalém. Então vemos que há influências muito certas do essenismo em Jesus. 


João Batista

João o Batista era um asceta que anunciava a fim do mundo. Ele vivia no deserto e o coração religioso que havia criado pregava a salvação e a redenção pelo batismo. Jesus teve que postular para entrar com os essenianos e foi batizado no Jardim. Este rito exclusivamente, especificamente, dos essenianos, é formal. Na costa oriental do Jardim, hoje em Jordânia, se encontra o sítio de Wadi Karar. Há 5 anos, os arqueólogos descobriram um vasto complexo religioso datando do 3º século.

Tudo leva a acreditar que este é o lugar onde Jesus teria vivido e teria sido batizado por João o Batista. De acordo com 4 fontes, a Bíblia, as testemunhas cristãs, a carta em mosaico da Terra Sagrada e as descobertas arqueológicas, é claro para nós que este é o lugar onde Jesus foi batizado e onde a cristandade começou. Este é o sítio onde se faziam os batismos.

Os Evangelhos dizem que Jesus tinha um relacionamento familiar com Jean o Batista. Jesus teria compartilhado muitas ideias com esse irmão afastado. O que é original, porque é bastante distinto dos outros correntes do judaísmo, é o fato de que João Batista, assim como Jesus, insiste mais no fato de que os pecados podem ser erradicados pelo batismo ou por ações, e que, então, a puridade é necessária no final, mas que não é necessária, se eu puder dizer, no início.

Jesus pode mesmo ser considerado como um dos discípulos de João o Batista, pois ele é batizado por ele. Pode-se dizer que, em seguida, os autores dos Evangelhos se deram muito trabalho para minimizar o papel de João. A partir do momento em que ele começará a sua predicação pública, é o contrário do que vai acontecer.

É que João o Batista vai designar Jesus como sendo o escolhido de Deus, o enviado de Deus, e ele vai se colocar em retraso. O que faz com que um certo número de discípulos de João o Batista saiam de João o Batista para ir para Jesus. E, em seguida, João o Batista vai ser detido, ele vai ser preso, ele vai ser assassinado, o que faz com que Jesus esteja sozinho na cena.


Escrituras da Terra Morte

Mas se as Escrituras nos dizem poucas coisas sobre a nascença de Jesus, por outro lado, elas mencionam seu passeio no deserto. O que ele foi fazer no deserto? E quem ele conheceu lá? As fascinantes Escrituras da Terra Morte foram descobertas em Qumran no final da Segunda Guerra Mundial.

Hoje elas são preciosamente conservadas em Jerusalém. Essas Escrituras são as mais antigas traços escritas do Antigo Testamento. Também são os últimos escritos religiosos juízes. 

Os textos que virão depois serão textos cristãos. As Escrituras da Terra Morte não mencionam em lugar nenhum o nome de Jesus, mas eles dão indicações preciosas sobre o modo de vida de seus contemporâneos. Para eles, era necessário uma vida virtuosa, uma vida, eu diria, casta, uma vida de pobreza, em que se dedicava à espera do Reino de Deus.


As Marias

E, a partir deste momento, todos os discípulos de João o Batista irão seguir Jesus, pois ele foi designado como seu sucessor por João o Batista. Há um debate entre os ortodoxos e os católicos sobre o personagem de Maria Magdalene, pois Maria Magdalene não é um nome, ela se chama Maria. Magdalene foi adicionado, ela vem de Magdala, foi adicionada depois para designar, na tradição católica, três mulheres, que foram reunidas em uma, Maria de Magdala, Maria de Bethany, que é a irmã de Marta e de Lazaro, e que vai, em um momento, espalhar o perfume sobre a cabeça de Jesus, antes de sua morte, e uma terceira mulher, apresentada no Evangelho de Lucas, que vem, no início da predicação de Jesus, que vem espalhar o perfume sobre seus pés, espalhar seus pés, e Jesus vai lhe dizer que, porque ela amou muito, todos os seus pecados foram perdidos.

E então, essas três mulheres são apresentadas como três mulheres diferentes, nos Evangelhos, e a tradição católica considera que, na verdade, é uma única mulher, e os nomes diferentes vêm do fato de que, quando ela está em Bethany com seu irmão, ela é chamada Mary de Bethany, quando ela está em Magdala com ela, ela não vivia, no começo, com seu irmão, ela é chamada Mary de Magdala, que é um pequeno vilarejo, ao lado do lago de Tiberíades. Para a Igreja Católica, Mary Magdalene seria, então, apenas uma e mesma pessoa. Seu nome varia de acordo com os lugares onde ela se encontra.

No entanto, dentro da cristandade, a Igreja Ortodoxa refuta essa interpretação. A partir dos mesmos Evangelhos, os ortodoxos dão uma versão totalmente diferente da história de Mary Magdalene. Uma particularidade da Igreja Ortodoxa é que nós não reunimos todas as marias em um único personagem chamado Mary Magdalene.

Nós fazemos a distinção entre Mary Magdalene e, por exemplo, outra maria que espalha o perfume sobre as cabelos de Jesus ou aquelas que lavam os pés do profeta com suas lágrimas e seus cabelos. É o Vaticano que fez essa amalgama. Para nós, Mary Magdalene é igual aos apóstolos.

Que ela seja ou não igual aos apóstolos, essa Mary Magdalene ocupa uma posição particularmente importante. Até o ponto que, seis séculos após a morte de Jesus, o Papa Gregorio o Grande decide clarificar a posição da Igreja. Mary Magdalene será uma única mulher e ela incarnar agora, ao mesmo tempo, uma pobreza e uma desculpa.


Maria a Virgem Santa

Maria é a Virgem, a Santa, a que nunca pecou. É difícil se identificar com uma mulher que nunca pecou, pois todos os seres humanos são pecadores. E, portanto, teremos necessidade na Igreja de outro personagem que seja um pecador repentino.

E Maria Magdalene é maravilhosa, pois é uma mulher que tinha sete demônios, que é uma pobreza, provavelmente uma prostituta. E ela tem uma grande posição nos Evangelhos e no coração de Jesus. Hoje, alguns exegetos vão mais longe.

A multiplicação de Maria Magdalene nos Evangelhos parece-lhes dissimular outra verdade. Um ponto muito importante que nunca se aborda com os juízes é que o fato de um homem não estar casado foi totalmente anormal. Isso não existia, não era concebível.


Deus Solteiro

A multiplicação de Maria Magdalene nos Evangelhos parece-lhes dissimular outra verdade. Um ponto muito importante que nunca se aborda com os juízes é que o fato de um homem não estar casado foi totalmente anormal. Isso não existia, não era concebível.

Um homem deveria formar um casamento com uma mulher. Para mim, ela não poderia ser sua mestreza, isso não existia. A adulteria, a relação física não consagrada era inconcebível.

Um casamento é muito real, muito terrestre, muito cotidiano. Queremos deuses solitários. É um esquema mental das populações.

Um deus solitário é muito mais impressionante do que um deus casado. A partir do momento em que Jesus começa a pregar, sua vida é muito melhor documentada. E é em Galileu, nas prateleiras do lago de Tiberíades, na antiga cidade romana de Cafarnaum, que se encontra a maior traça de Jesus e os primeiros cristãos, nas pedras e nos textos.

 

Casa de Pedro?

Talvez se encontre algumas traços muito tênues de uma presença cristã. Por exemplo, Cafarnaum é um dos mais bons exemplos, que se cita muitas vezes, com uma pequena casa ao redor do lago da Galileia que teria sido a casa de pedras porque havia, nas pedras conservadas de uma sala, grafites de Maria, de pedra, com fórmulas rituais. Então, estamos absolutamente certos que neste lugar os cristãos se reuniram.

É embaixo desta igreja moderna que se encontram as ruínas da casa onde Jesus viveu em companhia de seus primeiros apóstolos, de quem Pedro fazia parte. Aqui estamos em frente à casa, a tradição gostaria que fosse a casa de Pedro, com os edifícios que foram construídos, uma pequena igreja ronda, depois uma igreja octogonal, do tempo dos bizantinos, IV e V séculos, e a igreja moderna que foi construída. Mas o interesse é, precisamente, poder ver a casa de Pedro que está a seus pés, onde Jesus vivia, praticamente, na casa de Pedro.

Evidentemente, os primeiros discípulos de Jesus são os juízes. Mas, bem à frente da casa de Pedro, se encontra a antiga sinagoga de Cafarnaum, na qual Jesus se reunia para celebrar as festas do calendário religioso. Esta sinagoga está ligada ao Evangelho, principalmente a São João, no capítulo 6, em que Jesus pronuncia um sermão, um discurso sobre o tema do Pão de Vida, sobre o tema da anúncio da Eucaristia.


Cafarnaum

E João, justamente, o diz no seu Evangelho, em conclusão, este foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum. Estamos, então, aqui. É aqui, em Cafarnaum, que Jesus teria cumprido seus primeiros milagres.

Os apóstolos o contaram por muito tempo. Se tivesse que substituir o Evangelho pela narração de seus milagres, um terço do texto desapareceria. Um dia, nas costas do lago de Tiberíades, Jesus cumpriu um milagre para convencer dois pescadores de peixe de sua natureza divina.

E eles, que estavam em pena, viram, de repente, seus fios se encher. Convencidos, eles se tornaram seus discípulos. Há também o episódio famoso da festa de casamento de cana, durante o qual eles mudam a água para vinho.


O Curandeiro

Se você quer falar de alguém e quer dizer que ele é super-humano, que ele é um profeta, que ele é um rei, ou seja, que ele é mais do que um humano comum, então, logicamente, você tem de apresentá-lo como fazedor milagres. Alguns dizem que eles não existiram e foram inventados para que os discípulos finalmente tentassem convencer os escribas que não conheciam Jesus, que Jesus era o enviado de Deus, que ele era o Filho de Deus, que ele tinha poder sobre a matéria. Sobre as curas, podemos imaginar que não há intervenção especial, maravilhosa, quer dizer, que não há intervenção sobrenatural.

Jesus, ao mesmo tempo, vai ativar algo que faz com que as pessoas, sendo persuadidas que vão se curar, possam se curar.

Há muitos na época. Ele cura. Ele cura, assim, miraculosamente.