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sábado, 27 de junho de 2026

JESUS HISTÓRICO - PARTE II

 


Antes de mais nada, devemos separar o Jeus Bíblico que nunca existiu do Jesus Histórico, não é provado exatamente que este Jesus Histórico existiu, mas há indícios, vislumbre ou conjectura de sua existência. 

Esse negócio de negar a existência de Jesus começou no Iluminismo que nasceu entre os anos de 1700 e 1715 na França. Os filósofos iluministas Vonet e De Pui, foram um dos primeiros a contestar a existência de Jesus Cristo.

Para se ter uma ideia do quanto a existência de Cristo é rica nas suas fontes, foram analisadas analogamente as biografias de Alexandre, o Grande e as de Jesus Cristo. As duas biografias mais antigas sobre a vida de Alexandre foram escritas por Adriano e Plutarco depois de mais de 400 anos da morte de Alexandre, ocorrida em 323 AC e mesmo assim os historiadores consideram-nas muito confiáveis. Para a maioria dos historiadores, nos primeiros 500 anos, a história de Alexandre ficou quase intacta. Portanto, comparativamente, é insignificante saber que os evangelhos foram escritos 60 ou 30 anos (isso no máximo) depois da morte de Jesus e esse tempo seria insuficiente para se mitificar uma pessoa.


Iluminismo

Antes do Iluminismo não temos relatos registrados de alguém negando a existência física de Jesus.

Após sua morte, seus próprios inimigos odiavam sua mensagem e seus discípulos, estes eram perseguidos sem dó, pena ou misericórdia, diziam que seus pregadores eram mentirosos, inventores de uma nova religião, seita e superstição, mas não diziam que Jesus nunca existiu.

Bruno Bauer filósofo alemão que viveu de 1809-1882, portanto, 72 anos. Ele era da escola Racionalista, que é uma corrente do Iluminismo, também defendia a "não existência de Jesus Cristo".

E olha que interessante, Bruno Bauer foi professor de Karl Marx! 

De 1839 a 1841, Bauer foi professor, mentor e amigo próximo de Karl Marx , mas em 1841 eles romperam. Marx, com Friedrich Engels , formulou um programa socialista e comunista que Bauer rejeitou firmemente. Marx e Engels, por sua vez, expressaram sua ruptura com Bauer em dois livros: A Sagrada Família 1845 e A Ideologia Alemã 1846.

E quem defendia a não existência de Jesus Cristo em seus discursos comunistas? Isso mesmo, Karl Marx. E da mesma proporção que crescia a pregação da não existência de Jesus Cristo, aumentava também o comunismo. Olha que interessante!

Não estou defendendo ou condenando um Estado Ateu, nem a existência ou inexistência do Sistema Religioso, pois Jesus Cristo não tem nada a ver com o sistema religioso.

Mas é fato que, esse negócio de Jesus Cristo não existir, vem do século XVIII com o advento do Iluminismo surgido na Europa, e com o nascimento do Iluminismo, temos de lambuja o Comunismo, que é a continuação do Iluminismo só que às avessas.

Eu concordo que o Iluminismo lutava contra a Igreja Católica e contra as Igrejas Evangélicas que eram advindas da Reforma Religiosa. Mas não tem como misturar uma pessoas com um segmento sistemático religioso, pois Jesus e o Sistema Religioso são por si próprios, antagônicos.


Judeus

Os próprios Judeus que odeiam a Cristo, nunca disseram que ele nunca tenha existido, a própria Religião Judaica não nega a existência de Jesus, como o próprio Talmud, Jesus é xingado, desvalorizado pela religião Judaica, mas nunca negado sua existência.

A própria história do Judaísmo, é visto que Jesus é ridicularizado, mas nunca negado sua existência, vemos isso no próprio livro de Atos dos Apóstolos, onde os religiosos judaicos perseguem os discípulos, detestam as mensagens de Cristo, rebaixam o movimento a uma mera seita de idólatras e de pessoas mal caráter, mas não negam a existência de Jesus Cristo.


Epístolas Autênticas de Paulo

Primeira aos Tessalonicenses, Filipenses, Primeira aos Coríntios, Segunda aos Coríntios, Gálatas e Romanos. Menos a carta a Filemon.

Além de termos os evangelhos apócrifos, por exemplo, o evangelho de Tomé que fala sobre Jesus.

A primeira escritura do Novo Testamento é a Epístola de Paulo aos irmãos que moravam na cidade de Tessalônica, como é conhecida, é a Carta aos Tessalonicenses, não foram os Evangelhos a serem escritos primeiro. A carta aos Tessalonicenses foi provavelmente escrita por volta de 50-51 d.C., durante a segunda viagem missionária de Paulo, enquanto este se encontrava em Corinto. A segunda carta aos Tessalonicenses foi escrita pouco tempo depois, possivelmente em 51 d.C., também em Corinto.

O próprio Paulo deve ter nascido por volta dos anos 5 a 10 d.C., em Tarso, na Cilícia (atual Turquia), ele próprio era um contemporâneo de Cristo. É fato que primeiramente ele era um árduo e temido perseguidor dos seguidores de Cristo, nem ele, quando perseguidor temível e terrível, ousou em negar a existência de Jesus Cristo.

Em sua primeira carta aos moradores de Tessalônica ou I Tessalonicenses, ele escreve que os Judeus são inimigos dos discípulos de Cristo, o seguidores da religião judaica fazem inúmeras acusações contra os Cristãos, mas não é mencionada na carta que os Judeus negaram a existência de Jesus Cristo.


Flávio Josefo

Historiador judeu 37-95, escreveu: "Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Porque Ele realizou coisas maravilhosas, foi o mestre daqueles que recebem com júbilo a verdade, e arrastou muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. Por denúncia dos príncipes da nossa nação, Pilatos condenou-o ao suplício da Cruz, mas os seus fiéis não renunciaram ao amor por Ele, porque ao terceiro dia ele lhes apareceu ressuscitado, como o anunciaram os divinos profetas juntamente com mil outros prodígios a seu respeito. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos" (Antiguidades Judaicas, XVIII, 63a).

Flávio Josefo também relata: "(O sumo sacerdote) Hanan reúne o Sinedrim em conselho judiciário e faz comparecer perante ele o irmão de Jesus cognominado Cristo (Tiago era o nome dele) com alguns outros" (Flavio Josefo, Antiguidades Judaicas, XX, p.1, apud Suma Católica contra os sem Deus, dirigida por Ivan Kologrivof. Ed José Olympio, Rio de Janeiro 1939, p. 254). E mais adiante, no mesmo livro, escreveu Flávio Josefo: "Foi naquele tempo (por ocasião da sublevação contra Pilatos que queria servir-se do tesouro do Templo para aduzir a Jerusalém a água de um manancial longínquo), que apareceu Jesus, homem sábio, se é que, falando dele, podemos usar este termo -- homem. Pois ele fez coisas maravilhosas, e, para os que aceitam a verdade com prazer, foi um mestre. Atraiu a si muitos judeus, e também muitos gregos. Foi ele o Messias esperado; e quando Pilatos, por denúncia dos notáveis de nossa nação, o condenou a ser crucificado, os que antes o haviam amado durante a vida persistiram nesse amor, pois Ele lhes apareceu vivo de novo no terceiro dia, tal como haviam predito os divinos profetas, que tinham predito também outras coisas maravilhosas a respeito dele; e a espécie de gente que tira dele o nome de cristãos subsiste ainda em nossos dias". (Flávio Josefo, História dos Hebreus, Antiguidades Judaicas, XVIII, III, 3 , ed. cit. p. 254). (1, pg. 311 e 3).


Talmud

O próprio Talmud não fala que Jesus Cristo não existiu, os 63 tratados em hebraico e aramaico que compõe o Talmud, tem-se algumas passagens sobre um tal Yeshu, que muitos interpretam como sendo Jesus, e esse Yeshu é muito mal falado no Talmud, mas não vemos os 63 tratados do Talmud negando a existência de Yeshu.

O que os escritores rabínicos do Talmud fazem é escrever argumentações blasfêmias, ofensas e todo xingamento contra Yeshu (Jesus), mas estas argumentações são escárnios e menções pejorativas contra Cristo, mas não contra sua existência, ou seja, o Talmud não nega a existência de Cristo, ele afirma a existência de Cristo, ele escarneia Jesus, mas não rejeita sua existência.


Manuscritos do Mar Morto

Os MM são uma grande quantidade de documentos encontrados em várias cavernas próximas ao Mar Morto, na Palestina. Foi provavelmente em 1947 que surgiram os primeiros deles numa caverna em Wadi Qumran, situada nas escarpas ocidentais do norte desse mar. Depois disso, foram achados outros tantos fragmentos de rolos de papiro e até livros inteiros, como o de Isaías. Paul Frischauer escreveu o seguinte em seu livro Está Escrito – Documentos que Assinalaram Épocas (p. 105) sobre o Rolo de Isaías: “O texto mais antigo em língua hebraica, o Rolo de Isaías, encontrado em 1947 em Ain Fekskha, no Mar Morto, provém de uma época ao redor do ano 100 antes da nossa era. Seu conteúdo confere, palavra por palavra, com os trechos textuais correspondentes do Códex Petropolitanus, escrito no ano 916 da nossa era e que, antes do achado de Isaías, era tido como o mais antigo original em língua hebraica do Velho Testamento.”

A esse acervo de documentos deu-se o nome de Manuscritos do Mar Morto. E “os Manuscritos do Mar Morto são, talvez, o acontecimento arqueológico mais sensacional do nosso tempo!”[1] Os estudos demonstraram que esses manuscritos foram escritos no período que vai do século 2 a.C. até o século 2 d.C., portanto, cerca de duzentos anos antes do tempo de Jesus Cristo, e cerca de 1000 anos antes da cópia mais antiga até então.

Esse fato é, também, confirmado pelo pesquisador Hugh J. Schonfield, no livro A Bíblia Estava Certa – Novas Luzes Sobre o Novo Testamento. Ali, na página 39, o autor diz: “Quando os pergaminhos do Mar Morto foram desencavados de uma gruta em Khirbet Qumran, lá pelas margens do noroeste daquele mar, o primeiro de todos a ser desenrolado e examinado em Jerusalém, em 1948... era precisamente um dos livros, ou rolos, do profeta Isaías. Perpassou por todo o orbe um calafrio ao fazer-se saber que esse manuscrito datava de cerca de 100 anos antes de Cristo. Era um milênio mais antigo do que qualquer cópia conhecida.” O manuscrito mais antigo, no entanto, é um fragmento do livro de Samuel, do ano 225 a.C., achado na caverna número 4.

A datação do edifício principal de Khirbet Qumran foi facilitada pelo fato de que muitas moedas foram ali achadas. Como de Vaux observou, “as datas são confirmadas [também] pela cerâmica em diferentes partes do edifício” (Citado por S. J. Schwantes, em Arqueologia, p. 135).

Já foram encontrados fragmentos de todos os livros da Bíblia, exceto Ester. E o fato de que há somente variações mínimas entre o texto dos manuscritos de Qumran e o texto tradicional do Antigo Testamento, testemunha do cuidado extremo com que o texto hebraico foi transmitido de geração em geração. “As variações têm que ver em geral com ortografia, divisão de palavras e substituição de uma palavra por um sinônimo, etc., mas não afetam o sentido fundamental do texto” (Ibidem, p. 136).

Durante alguns anos, a tradução dos manuscritos permaneceu restrita a um reduzido número de especialistas, o que trouxe algumas suspeitas. Felizmente, em novembro de 1991 a biblioteca Huntington, da Califórnia, acabou com as especulações, tornando públicas fotocópias de todos os fragmentos. Com isso, a exclusividade sobre o material trancafiado em Jerusalém perdeu o sentido. Venceu a transparência.

No livro Para Compreender os Manuscritos do Mar Morto (Ed. Imago, 1993), à página 150, Frank Moore Cross afirma que “Willian Foxwell Albright, o mais notável arqueólogo especializado em Oriente Próximo e epigrafista hebraico da sua geração, imediatamente saudou o achado como a maior descoberta de manuscritos dos tempos modernos”.

E esses manuscritos, “longe de apontar contradições oriundas de copistas descuidados ou erros que empanassem a verdade do Livro de Deus, confirmaram tudo o que se encontra na nossa Bíblia hoje”. “Graças aos rolos do Mar Morto, reaprendemos a ler o Antigo e o Novo Testamentos. O próprio Jesus, com Suas reações frente a temas tão diversos quanto a pureza, a monogamia, o divórcio, torna-Se mais compreensível. Porque os textos evangélicos reencontraram um pano de fundo histórico, um país, um território.”[3] “Os famosos Manuscritos do Mar Morto trouxeram tantas evidências em favor da exatidão das cópias da Bíblia que possuíamos, que as críticas feitas às Escrituras Sagradas perderam completamente sua razão de ser e algumas delas caíram até no ridículo.


Didaquê 

Também conhecido como Instrução dos Doze Apóstolos ou Doutrina dos Doze Apóstolos.

É um manual de instrução cristã primitiva que contém algumas citações e referências sobre Jesus. Ela não é uma coleção de citações diretas de Jesus, mas sim um texto que se baseia nos ensinamentos e exemplo de Jesus para guiar a vida dos cristãos.  É um dos textos mais antigos da literatura cristã não canônica. 

São escritos anteriores a destruição do templo de Jerusalém, entre os anos 60 e 70 d.C. Outros estimam que foi escrito entre os anos 70 e 90, contudo são coesos quanto a origem sendo na Judeia ou Síria. 

A Didaquê foi descoberta em 1873 pelo grego Filoteu Bryennios, em um manuscrito do século XI. Desde então, tem sido objeto de estudo e debate entre os estudiosos da Bíblia e da história do cristianismo.


Documentos de Escritores Romanos 110-120

Tácito: Por volta do ano 116, falando do incêndio de Roma que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta: "Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma" (Anais XV,44).


Plínio o Jovem: Governador romano da Bitínia (Asia Menor), escreveu ao imperador Trajano, em 112: "...os cristãos estavam habituados a se reunir em dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus" (Epístolas, I.X 96).


Suetônio: No ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio (41-54), afirma que este "expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Chrestós (forma grega equivalente a Christós), se haviam tornado causa frequente de tumultos" (Vita Claudii, XXV). Esta informação coincide com o relato de Atos 18,2 ("Cláudio decretou que todos os judeus saíssem de Roma"); esta expulsão ocorre por volta do ano 49/50. Suetônio, mal informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as desordens.


Tertuliano 155-220 d.C.

Escritor latino. Seus escritos constituem importantes documentos para a compreensão dos primeiros séculos do cristianismo. Ele escreveu: "Portanto, naqueles dias em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo...".


Personagem Estudado

Nenhum personagem fora tanto escrutinado como o homem de Nazaré; cientistas, arqueólogos, paleontólogos, antropólogos, historiadores, sociólogos, psicólogos, teólogos, ateus, agnóstico... Enfim, todos querem comentar sobre esse personagem chamado Jesus! Uns para abordar sua importância sociológica e o teor de suas mensagens, outros para absorver sua teologia e ensinamentos. Entretanto, os que mais chamam atenção e batem recordes de vendas de livros e revistas, são aqueles que querem desmistificar o homem Jesus ou aqueles que arvoram a não existência do Cristo. A mídia atual sabe que, apesar da morte de Deus ter sido anunciada pelos iluministas, o mundo está cada vez mais voltado à religiosidade e ao espiritualismo, por isso as abordagens sobre o tema se tornam cada vez mais acirradas e controvertidas.

Um desses autores que tem batido recordes de vendas é a escritora K. Armstrong, ela afirma o seguinte sobre a existência de Jesus:

"Sabemos muito pouco sobre Jesus. O primeiro relato mais abrangente sobre sua vida aparece no evangelho segundo Marcos, que só foi escrito por volta do ano 70, cerca de 40 anos depois de sua morte. Aquela altura, os fatos históricos achavam-se misturados a elementos míticos... É esse significado, basicamente, que o evangelista nos apresenta, e não uma descrição direta e confiável".

E tem mais, embora os Gathas de Zoroastro, que datam de 1000 a.C., sejam consideradas autênticas, a maior parte das escrituras do zoroastrismo só foram postas por escrito no século III d.C. A biografia Persa mais popular de Zoroastro foi escrita em 1278 d.C. Os escritos de Buda, que viveu no século VI a.C., só foram registrados depois da era cristã. A primeira biografia de Buda foi escrita no século I d.C. Embora as palavras de Maomé (570-632 d.C.) estejam registradas no Alcorão, sua biografia só foi escrita em 767 d.C., mais de um século depois de sua morte. Portanto, o caso de Jesus não tem paralelo, e é impressionante o quanto podemos aprender sobre ele fora do Novo Testamento... Ainda que não tivéssemos nenhum dos escritos do Novo Testamento e nenhum outro livro cristão, poderíamos ter um prisma nítido do homem que viveu na Judéia no século I. Saberíamos, em primeiro lugar, que Jesus era um professor judeu; segundo, muitas pessoas acreditavam que ele curava e fazia exorcismos; terceiro, algumas acreditavam que ele era o Messias; quarto, ele foi rejeitado pelos líderes judeus; quinto, foi crucificado por ordem de Pöncio Pilatos durante o reinado de Tibério; sexto, apesar de sua morte infame, seus seguidores, que ainda acreditavam que ele estivesse vivo, deixaram a Palestina e se espalharam, assim é que havia muitos deles em Roma por volta de 64 d.C.; sétimo, todo tipo de gente, da cidade e do campo, homens e mulheres, escravos e livres, o adoravam como se ele fosse Deus. Sem dúvida a quantidade de provas corroborativas extrabíblicas é muito grande. Com elas, podemos não somente reconstruir a vida de Jesus sem termos de recorrer à Bíblia como também ter acesso à informação sobre Cristo por meio de um material mais antigo do que os próprios evangelhos. (Adaptado de 7 pg. 113 e 114).


Sua Divindade e Milagres

A questão da divindade de Jesus e sobre dos atos milagrosos que supostamente ele tenha feito, nem pode ser objeto de estudos, pois nenhuma destas coisas aconteceram. Os milagres de Jesus nunca aconteceram e ele não ressussitou ao terceiro dia, e nem é deus. 

Mas não é possível negar que não tenha existido um homem chamado Jesus que pregou uma forma diferente e especial sua mensagem. 

Não posso provar o Jesus Deus, nem provar o Jesus Milagreiro, mas posso concluir com a absoluta razão que o Jesus com tais feitos de prédica e eloquência e sabedoria, realmente existiu.

Como também não dá para provar que Pitágoras existiu, Sócrates é outro personagem histórico que não se tem prova de sua existência, Homero, Aleijadinho, Shakespeare, Papisa Joana, Confúcio, Guilherme Tell, etc.


JESUS HISTÓRICO - PARTE I



A história nega que o deus Jesus, já a questão do dito Jesus histórico não é um consenso de que ele tenha existido, no máximo, o que se tem, são suposições e algumas evidências. Mas o que é concreto é que o personagem bíblico e religioso Jesus é apenas mais um deus inventado como todos os outros.

A personagem Jesus Cristo, não é citado nunca por qualquer historiador, pensador ou narrador durante os séculos I e II, ou por quem quer que seja em todo o mundo daquela era.

Autores daquela época como Sêneca, nascido 4 anos antes da era comum e falecido 65 anos depois da era comum, Plínio, o Velho (23 - 79), Quintiliano (39–96), Epitectus (55–135), Marcial (38–103), Juvenal (55–127), Plutarco (46–119), Plínio, o Jovem (61–113), Suetónio (69–122), Tácito (56-120), Philo-Jadaeus conhecido como Fílon de Alexandria (15 aec 50 ec), Flavius Josephus, (37–103), Justus de Tiberíades (35-100), nenhum deles cita um Jesus Cristo em seus textos. 

As breves referências sobre ele supostamente feitas por F. Josefo, Suetónio e Tácito, ou Plínio o jovem, foram consideradas criminosas adulterações levadas a cabo pelos criminosos do Vaticano com interpolações tardias, posteriores feitas pelo tenebroso bispo Eusébio de Cesareia e logo não são referências autênticas.

Todos os relatos existentes dos séculos I e II sobre a História Romana e Judaica ou outra qualquer de qualquer parte do mundo, não mencionam J. Cristo nenhum. 

O nome de Jesus Cristo, só aparece nas narrativas do Império romano, a partir da adoção do Cristianismo no ano 325, data do Concilio de Niceia que criou a divindade Jesus, Concilio esse feito pelo Imperador Constantino e pelo bispo Eusébio de Cesareia e seus capangas cristãos do Vaticano. 

Segundo os relatos cristãos, Jesus teria enfrentado e convulsionado o Império Romano já nos primeiros séculos, mas a História Romana, Judaica ou outra qualquer daquela era, não menciona os fatos alegados pelos farsantes do cristianismo, o Vaticano e seus acólitos mafiosos. 

Como poderia, por exemplo, Jesus, ser oriundo de Nazaré e ser conhecido como o nazareno, se a aldeia de Nazaré só veio a surgir no século III-IV?

De entre os escritores daquela era mais conhecidos, só Filon de Alexandria foi contemporâneo da dita vida do dito Jesus Cristo e este poderia ser testemunha da dita existência de Jesus, porém nem nunca tal nome ele o menciona. 

Suetónio, Plinio, Tácito e até o grande Flávio Josefo, todos eles nasceram depois do ano 33, mas os farsantes, os falsificadores e os ingênuos crentes, acham que eles pode ter mencionado o nome de Jesus, o que não é verdade, pois se provou que os escritos desses autores foram adulterados por vigaristas cristãos na vã tentativa de fazerem crer que Jesus existiu, criando falsas provas. 

Ora esses autores nunca poderiam ter mencionado o nome de J. Cristo, pelo simples fato de que antes deles, ninguém o ter mencionado em parte alguma, não só em Roma, Egito, Síria, Palestina, etc, mas em todo o mundo e de portanto, não existirem fontes anteriores.

Logo se não há, se não havia fontes anteriores a esses escritores, como poderiam tais autores responsáveis e sérios, mencionarem um nome de uma personagem, se não tinham fontes anteriores a eles para se basearem? 

É evidente que é uma falsa prova e uma burla, com adulteração de escritos desses escritores.

Já sobre aquele que poderia ser a verdadeira testemunha da existência do inventado do J. Cristo, Fílon de Alexandria nada de nada em seus escritos Filon refere tal vida e morte de tal dita personagem e claro, que os tolos que se acham historiadores e os crentes religiosos e a própria ICAR e suas filiais da cristandade, a isto se omitem e nada de nada o comentam, pois não lhes convêm.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

O REAL SIGNIFICADO DO NOME MOISÉS



Vamos lembrar que o profeta mais famoso da Bíblia Hebraica nunca existiu. Isso mesmo, Moisés nunca existiu, é um personagem fictício. 

Tendo isso em mente, vamos analisar o real significado de seu nome. Moisés que nasceu no Egito, teria, claro, nome egípcio. Seu nome não poderia ser hebraico. 

Na língua egípcia, a raiz msy (frequentemente traduzida para o inglês como mose , mosis ou mses ) significa "nascido de" ou "criança". Essa raiz era usada quase exclusivamente como um sufixo anexado ao nome de uma divindade específica para criar o que os historiadores chamam de nome teofórico. Por exemplo, o nome Ramsés significa "nascido de Rá" (o deus sol), Tutmés significa "nascido de Thoth" (o deus da sabedoria) e Ptahmés significa "nascido de Ptah" (o deus criador).

Estudiosos acreditam que o Moisés bíblico originalmente tinha um nome egípcio padrão que incluía um prefixo divino. Com o tempo, esse prefixo foi omitido. Isso provavelmente ocorreu por meio de um encurtamento linguístico natural ou porque os israelitas posteriores removeram intencionalmente o nome de um deus estrangeiro do título de seu patriarca fundador. Quando o prefixo é removido, o nome simplesmente se torna "Criança" ou "Aquele que Nasceu".

Essa realidade linguística se conecta diretamente a figuras históricas do Novo Império Egípcio, principalmente Amenmesse. Amenmesse ("nascido de Amon") foi um faraó do final da 19ª Dinastia que governou brevemente por volta de 1202–1199 a.C. Ele foi um usurpador que tomou o trono do legítimo herdeiro, Seti II. Após um breve conflito civil, a facção de Amenmesse foi derrotada, seus monumentos foram destruídos e ele desapareceu dos registros históricos.

Como Amenmesse era uma figura real rebelde com um nome que começa com "Moisés" e que entrou em conflito com a corte estabelecida durante o período associado ao Êxodo, alguns historiadores e egiptólogos propuseram teorias que o ligam ao Moisés bíblico. O egiptólogo alemão Rolf Krauss, por exemplo, argumentou que a história de Moisés fugindo do Egito poderia ser uma memória cultural do príncipe Amenmesse fugindo após sua tentativa fracassada de usurpação.

A egiptologia tradicional considera amplamente a identificação direta de Amenmesse como Moisés como especulativa. No entanto, a conexão linguística permanece indiscutível. O nome Moisés é autenticamente egípcio, encaixando-se perfeitamente nas convenções de nomenclatura aristocrática da era em que o Êxodo é tradicionalmente situado.


POR QUE NÃO EXITEM RELATOS DE TESTEMUNHAS OCULARES DE JESUS



Parece estranho que ninguém, além de Paulo, tenha escrito sobre Jesus até pelo menos quarenta anos após sua morte. Mesmo Paulo nos diz que apenas transmitiu o que lhe fora contado. O Evangelho de Tomé, que alguns acreditam ser o primeiro evangelho escrito, contém apenas ditos atribuídos a Jesus, mas nada que confirme a existência de um Jesus histórico. No Evangelho de Marcos, o primeiro evangelho narrativo a ser escrito, muitos dos eventos são tão claramente baseados em histórias do Antigo Testamento ou no folclore grego que é improvável que sejam verdadeiros. Portanto, devemos a nós mesmos investigar se de fato existiu um Jesus histórico e, em caso afirmativo, se ele realizou algum dos milagres ou disse alguma das coisas que lhe são atribuídas. Possíveis respostas para essa pergunta incluem:

Jesus foi originalmente adorado como um Filho celestial de Deus que nunca esteve na Terra, mas foi eufemizado como um grande líder religioso;

Jesus era um pregador itinerante, provavelmente um dos vários que viveram na Galileia no início do primeiro século, cuja vida teria sido esquecida se o autor do evangelho não tivesse optado por embelezar a narrativa com ditos, milagres e exorcismos que atraíam os crédulos;

Houve testemunhas oculares de alguns dos eventos atribuídos a Jesus, mas, devido ao baixíssimo índice de alfabetização na Galileia, nenhuma dessas testemunhas conseguiu registrar o que viu: elas podem ter transmitido suas experiências a evangelistas que escreveram os evangelhos, possivelmente de forma exagerada ou distorcida.


sábado, 20 de junho de 2026

JESUS NÃO DEIXOU MARCA NA HISTÓRIA



Acredito que existam duas explicações para Jesus ser completamente desconhecido da história…

Ou Jesus era inteiramente mítico e nunca existiu de fato, ou Jesus era um rabino judeu irremediavelmente obscuro sobre quem ninguém escreveu uma palavra durante sua vida, e que se tornou um mito após sua morte, graças à propaganda do culto cristão.

Em ambos os casos, o resultado final é o mesmo: os "milagres" eram um disparate inventado, os evangelhos e o livro de Atos são ficções de fãs, as profecias de que Jesus "retornaria" enquanto seus discípulos, acusadores e executores ainda estivessem vivos falharam, e Jesus agora é um mito.


Exemplos de absurdos  nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos

A história absurda do "nascimento virginal" faz com que os autores de Mateus e Lucas se contradigam a cada passo com absurdos incompreensíveis e irreconciliáveis. Enquanto isso, o apóstolo Paulo, os autores dos evangelhos de Marcos e João e os primeiros pais da igreja nada sabiam sobre um "nascimento virginal". Como isso é possível, a menos que o "nascimento virginal" tenha sido inventado muito tempo depois? (Se é que de fato existiu.)


A Estrela de Belém

A estrela mágica de Belém era conhecida apenas pelo mentiroso descarado que escreveu o Evangelho de Mateus.

E como é que uma “estrela” muda de curso de Jerusalém para Belém e depois aponta para uma casa específica?

Por que Deus não enviou os Magos diretamente para Belém, em vez de guiá-los para Jerusalém para que Herodes pudesse instigar o " massacre dos inocentes ", desconhecido por todos os outros escritores da Bíblia e por todos os historiadores judeus?

Por que o anjo não avisou TODOS os pais dos bebês em perigo, salvando suas vidas, em vez de avisar apenas o menino Jesus?

Por que José não avisou seus vizinhos antes de fugir com sua família?

Será que Deus ressuscitou Herodes, que morreu em 4 a.C., para que ele pudesse massacrar bebês durante o censo de Quirino uma década depois?

Será que Deus, os anjos e José ajudaram e instigaram o "massacre dos inocentes", ou será que o autor de Mateus inventou essa maldade absurda em sua tentativa de retratar Jesus como um Moisés novo e melhorado?

Você provavelmente já imagina qual é a minha opinião.


Zumbis Bíblicos

No entanto, minha parte favorita das bobagens bíblicas é o ridículo Apolápio Zumbi. Segundo o fabuloso mentiroso que escreveu Mateus, “muitos” cadáveres reanimados apareceram para “muitas” pessoas em Jerusalém, mas ninguém mais se deu ao trabalho de mencionar esse evento surpreendente, fora da Bíblia, ou mesmo dentro dela.

“Ah, que chato. Lá vai Jesus, ressuscitando mortos aos montes e provando que ele é o Messias pelo qual todos temos orado. Não vamos contar para ninguém. Ah, que chato.”

Além disso, Jesus teria sido as últimas frutas, e não as primícias da ressurreição, se essa bobagem fosse verdade, já que a Bíblia diz que Jesus ressuscitou três dias depois .

Ouso afirmar que nenhum outro escritor bíblico se atreveria a abordar o Apolápio Zumbi nem com uma vara de dez metros?


Eclipse Mundial 

E não são só os zumbis. Mateus afirma que houve um eclipse mundial de três horas enquanto Jesus supostamente estava sendo crucificado. Como o eclipse mais longo já registrado durou pouco mais de sete minutos, um eclipse de três horas teria aterrorizado metade do planeta. Mas ninguém, em lugar nenhum, mencionou o fim do mundo.

Por quê? Porque isso nunca aconteceu.


Terremoto

Mateus também afirma que houve um terremoto que partiu rochas e abriu sepulturas quando Jesus supostamente morreu. Mas as rochas têm mais integridade estrutural do que as casas do primeiro século, então um terremoto desse tipo teria arrasado Jerusalém, e sabemos que isso não aconteceu.


A Sombra de Pedro

Outra bobagem bíblica favorita é a do apóstolo Pedro curando todos os doentes em Jerusalém e cidades vizinhas, aparentemente com a sua sombra!

Se essa história fosse verdade, Pedro seria a pessoa mais famosa da Judeia e de toda a Palestina, mas ninguém mencionava o seu nome ou a sua igreja milagrosa em Jerusalém, exceto na propaganda da seita cristã.

Eu poderia continuar falando sem parar, mas você entendeu a ideia.


Erros dos Historiadores Clássicos

Quanto a Flávio Josefo, impressionantes 92,4% dos estudiosos que expressaram opiniões sobre o texto de Josefo chamado Testimonium Flavianum consideraram-no uma falsificação cristã, seja em grande parte ou totalmente. De fato, alguns especialistas acreditam conhecer o falsificador: o notório falsificador cristão Eusébio. Em todo caso, não há uma única testemunha confiável da historicidade de Jesus no primeiro século d.C. , fora do altamente duvidoso culto cristão.

Tácito escreveu um século depois do ocorrido (ou da ficção) e errou o título do cargo de Pilatos, dizendo-nos que ele estava repetindo boatos cristãos, e não consultando os arquivos romanos, onde Jesus permanece desconhecido até hoje.

Boatos não são provas, especialmente quando se originam de uma seita conhecida por suas inúmeras mentiras e falsificações. Especialistas consideram metade das epístolas de Paulo como falsificações, assim como todas as epístolas de Pedro, Tiago e João.

Em conclusão, a Bíblia é uma coleção de contos de fadas antigos. E são contos de fadas tão mal contados que fazem o deus bíblico parecer um idiota maligno e incompetente.

Deus precisava de editores melhores.


Jesus é Falso ou Verdadeiro?

Se Jesus realmente existiu ou não, no fim das contas, não faz diferença. Quer ele tenha começado como um mito ou se tornado um mito, Jesus agora é uma mistura mítica de "salvadores" muito mais antigos, como Osíris, Hórus, Dionísio, Rômulo, Krishna, Mitra, Átis e outros.

A Bíblia foi escrita com base no princípio: "Tudo o que o seu 'deus' pode fazer, o nosso 'deus' pode fazer melhor!"

Independentemente do que outros "deuses" fizeram, os autores da Bíblia disseram que Jesus também fez. E assim, Jesus transformou água em vinho como Dionísio, andou sobre a água e controlou as ondas como Poseidon, ressuscitou os mortos como Asclépio e Inana, e encontrou amigos em uma estrada após sua "ressurreição" para explicar sua divindade a eles, como Rômulo, etc.


O JESUS REAL



Se Jesus fosse uma completa invenção, criado do nada, então não haveria necessidade da história totalmente ridícula do nascimento de Jesus.

Não há registro histórico de um censo realizado pelos romanos naquela época. O problema é que Herodes, o Grande, faleceu comprovadamente no ano 4 a.C.. No entanto, o famoso Censo de Quirino na Judeia foi registrado pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no ano 6 d.C., cerca de dez anos após a morte de Herodes, o que não bate com o relato bíblico.

O censo real, aconteceu mesmo no ano 6 d.C.. Este recenseamento é amplamente documentado fora da Bíblia. Ele ocorreu quando o Império Romano destituiu Herodes Arquelau (filho de Herodes, o Grande) e transformou a Judeia diretamente em uma província romana, mas não foi antes de Cristo, e sim depois de Cristo, no ano 6, mas Jesus nasceu antes, então, temos um probleminha ai.

Além disso, que tipo de censo exigiria que alguém viajasse por semanas até suas terras ancestrais? E mesmo que José pertencesse a uma tribo com direito a voto (pesquise), por que ele simplesmente não diria isso ao recenseador em sua casa?

Quer dizer, qual o sentido de fazê-lo viajar até Belém para ser "inscrito num recenseamento"? Que utilidade teria esse recenseamento? José não tinha literalmente nada em Belém. Nem mesmo um lugar para urinar.

Além disso, por que diabos ele precisaria colocar sua esposa grávida de nove meses em um jumento e levá-la consigo? E eu disse esposa? Quis dizer mulher com quem ele ainda não era casado. Naquela época e lugar, as mulheres tinham um status que ficava entre o de animais de criação e o de objetos de decoração. Então, por que ele precisaria levá-la consigo?

É tão incrivelmente estúpido que, quanto mais você pensa nisso, mais estúpido fica.

Então, por que essa história ridícula? Bem, a antiga profecia judaica sobre o Messias dizia que Ele nasceria em Belém. E lembremos que Jesus de Nazaré, muitas vezes chamado de "O Nazareno", era um residente de... Isso mesmo, Nazaré.

Se ele fosse inteiramente fictício, seria apenas Jesus de Belém. Em vez disso, é provável que Jesus fosse de fato uma pessoa real que viveu no Levante na época correta e que provavelmente era um pregador itinerante, como tantos outros que infestam a região desde tempos imemoriais.

Muito provavelmente, ele foi preso pelos romanos numa operação contra os "encrenqueiros" locais e executado. Provavelmente, ele nunca teve a chance de falar com Pilatos ou com qualquer outra pessoa. Provavelmente, simplesmente o agarraram e o colocaram na cruz algumas horas depois ou no dia seguinte.

Ele não era o filho de Deus e provavelmente era apenas um cara qualquer que foi crucificado por dizer como seria ótimo se fôssemos todos gentis uns com os outros e não julgássemos uns aos outros. E tem mais, ele continua mortinho da silva, não ressuscitou. 


REGISTROS DO JULGAMENTO DE JESUS



O Império Romano da época de Cristo mantinha registros meticulosos. Por que, então, não há registro do julgamento de Jesus?
É literalmente impossível conceber o quão pouco sobreviveu dos registros mundanos do império.
Considere, por exemplo, que o exército imperial romano manteve entre 250.000 e 450.000 homens em serviço ativo continuamente desde a época de Augusto até pelo menos o século IV. Isso representaria entre 4 e 6 milhões de baixas ao longo dos três primeiros séculos do império.
Só temos essas placas porque eram de bronze: um veterano precisaria delas para reivindicar sua pensão e comprovar sua cidadania, por isso foram feitas para serem duráveis.
Não temos nenhuma cópia do governo. Nenhuma.
No mundo romano, as tábuas de madeira com revestimento de cera eram o equivalente aos cadernos modernos. Existem cerca de 500 exemplares sobreviventes : aproximadamente um para cada ano do Império Romano do Ocidente… representando praticamente todas as transações cotidianas em todo o império .
Imagine tentar reconstruir a história cotidiana dos Estados Unidos, desde sua fundação até os dias atuais, com apenas cerca de 400 folhas de papel. A maioria dos estudantes produz mais do que isso a cada semestre.
Apesar dessas perdas incríveis, temos vislumbres da vida burocrática do império — acidentes climáticos (particularmente no Egito, onde o clima é muito favorável ao papiro ) nos deixaram todo tipo de fragmentos fascinantes: mas são apenas fragmentos.
Assuntos que os romanos consideravam muito mais importantes do que o destino de um provinciano insignificante em um território remoto estão completamente ausentes dos registros que sobreviveram: não temos um censo romano completo nem os registros oficiais de impostos de um único ano (temos apenas estimativas aproximadas para um período vagamente definido no primeiro século). Não temos os poemas de Júlio César , as canções que Nero cantou nos Jogos Olímpicos , os escritos históricos do imperador Cláudio , nem mesmo um relato contemporâneo do mais poderoso conquistador de Roma , Trajano. A trágica verdade da história antiga é que as perdas são inimaginavelmente vastas.
As chances de qualquer registro individual sobreviver são minúsculas: muito piores do que as chances de 5000 para 1 de uma placa de bronze de dispensa médica. Supondo que os registros tenham sido escritos, sua sobrevivência seria nada menos que, digamos, "milagrosa".

O CRISTIANISMO HISTÓRICO



Em primeiro lugar, não há provas de que Jesus tenha sido crucificado, exceto pelo Novo Testamento, que foi amplamente falsificado, e por alguns poucos escritores que citaram o que parece ser propaganda cristã, um século ou mais depois do ocorrido (ou, muito mais provavelmente, ficção) .

E não há nenhuma evidência de que algum dos apóstolos tenha sido uma pessoa real, muito menos que tenha sido "martirizado por sua fé", Quanto tempo levou para o cristianismo surgir?

Significativamente mais tempo do que os cristãos gostariam de acreditar.

Parece muito improvável que o cristianismo fosse algo comum na Judeia do primeiro século.

Embora tenha havido escritores e arquivistas judeus prolíficos no primeiro século, como Filo, Josefo e os essênios, nenhum deles jamais mencionou uma igreja cristã em Jerusalém, a religião cristã ou a "rocha" que supostamente liderou a primeira igreja cristã, o apóstolo Pedro, cuja existência é desconhecida na história.

Na verdade, Jesus e todos os apóstolos são desconhecidos da história real.

Além disso, todo o Novo Testamento foi escrito em grego, por autores que cometeram erros crassos sobre a geografia da Palestina, a cultura judaica e as práticas jurídicas, erros que não poderiam ter sido cometidos por nativos ou por autores com acesso a testemunhas oculares.

Por exemplo, o primeiro evangelho escrito, Marcos, narra Jesus assassinando 2.000 porcos inocentes ao fazê-los pular em um "mar" que estava a 56 quilômetros de distância.

Por que Jesus matou 2.000 porcos inocentes? Curiosamente, para apaziguar demônios!

Além disso, o "mar" era na verdade um pequeno lago de água doce que podia ser atravessado em duas horas remando em uma canoa, e ainda assim o autor de Mark o descreveu como um mar enorme e ameaçador que levava um dia e uma noite para ser cruzado, e que aterrorizava até mesmo pescadores experientes. Absurdo total.

Por essas e outras razões, acredito que o culto cristão teve início na diáspora judaica durante o século II d.C. Quando surgiram questionamentos sobre as origens do culto, começaram as inúmeras mentiras que resultaram nos evangelhos confusos e cheios de contradições e no livro absurdo dos Atos dos Apóstolos.

Por exemplo, o autor de Atos afirmou que Pedro curava todos os doentes em Jerusalém e nas cidades vizinhas, aparentemente com a sua sombra . Se algo assim fosse verdade, Pedro teria sido o homem mais famoso de toda a Judeia e Flávio Josefo, que cresceu em Jerusalém, teria escrito sobre ele. Mas ninguém o fez.

Quanto aos " julgamentos " de Jesus de Nazaré, acredito que foram plagiados dos julgamentos de Jesus ben Ananias na Guerra Judaica de Flávio Josefo, publicada por volta de 75 d.C. Em outro artigo no Quora, documentei mais de 20 paralelos entre os julgamentos dos profetas loucos, incluindo o fato de que foram julgados primeiro pelo Sinédrio, depois pelo governador romano, e tudo acontece na mesma ordem .

A QUAL RELIGIÃO AS PESSOAS TINHAM QUE SEGUIR NA ÉPOCA DE JESUS?



A que Jesus estava pedindo que as pessoas de sua época se convertessem? Ninguém sabe.

Há muita discordância na Bíblia sobre o que Jesus ensinava.

O primeiro escritor cristão, Paulo, não citou nenhum dos ensinamentos terrenos de Jesus e contradisse o que Jesus supostamente ensinou nos evangelhos.

Nos evangelhos, Jesus dava muita importância às obras, dizendo em Mateus 5:18 que todas as 613 leis mosaicas permaneceriam em vigor até o fim dos tempos, e ainda assim Paulo descartou a lei e as obras como se fossem lixo velho e fedorento.

Em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem , nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido. (Mateus 5:18)

De acordo com Mateus 5:18, os cristãos não devem comer frutos do mar, carne de porco, etc.

No entanto, em outras passagens dos evangelhos, Jesus claramente contradisse a lei mosaica. Por exemplo, ele disse que era permitido colher alimentos e trabalhar no sábado, o que Moisés proibiu estritamente. Aliás, Moisés mandou executar um homem por recolher gravetos no sábado.

Por que os cristãos não observam todas as 613 leis mosaicas se acreditam em cada palavra da Bíblia?

Em certos momentos, Jesus soou como um típico líder de culto, quando disse que seus seguidores deveriam odiar seus pais, irmãos, cônjuges e filhos, e nem sequer se preocupar em enterrar seus entes queridos quando morressem. Líderes de culto querem substituir famílias e amigos pelo culto.

Em outras ocasiões, Jesus pareceu um idiota, por exemplo, quando disse que seus seguidores nunca deveriam fazer planos para o futuro e nunca se preocupar com como iriam se alimentar.

Muitos cristãos morreram de fome ao longo dos séculos, então esse foi um conselho terrível.


Como podemos explicar essa confusão?

Podemos explicar essa confusão aceitando o fato de que muitos escritores humanos diferentes expressaram muitas ideias humanas diferentes, algumas malignas, outras estúpidas, colocando suas palavras na boca de Jesus.

Jesus se tornou um porta-voz dos escritores e redatores da Bíblia cheia de furos.

Não há provas de que Jesus tenha sido uma pessoa real, mas, se foi, não temos ideia do que ele disse, em contraste com os absurdos que charlatães lhe atribuíram.


JESUS E OS OUTROS DEUSES



Por que Jesus não é mencionado em nenhuma obra histórica de sua suposta "época de vida", mas apenas na Bíblia e em outras publicações/propaganda de cultos cristãos?

Comecemos a investigação fazendo a mesma pergunta sobre as figuras mais semelhantes a Jesus: os outros deuses, semideuses e supostos “salvadores” de cultos antigos que precederam o cristianismo, alguns por muitos séculos, outros por milênios…

Por que não encontramos figuras muito semelhantes a Jesus em obras históricas?


♦Inanna foi a primeira deusa "salvadora" a morrer e ressuscitar, cerca de 2.500 anos antes de Jesus.

Inanna foi ressuscitada pelo deus pai El , o deus original da Bíblia, cujo nome aparece em figuras bíblicas proeminentes como Israel, os arcanjos Miguel e Gabriel, os profetas Joel e Ezequiel, etc.

Conhecemos a história de Inanna, que morreu empalada em um gancho por três dias e depois ressuscitou do inferno (o submundo) graças ao deus pai El, porque a história está inscrita em antigas tábuas de argila sumérias.

Inanna foi despida de suas vestes, assim como Jesus, aproximadamente 2.500 anos depois.

Hórus era um semideus egípcio antigo que morria e ressuscitava, cuja iconografia com sua mãe Ísis apresenta semelhanças impressionantes com a do menino Jesus com Maria.

Dionísio era o semideus grego antigo que transformava água em vinho muitos séculos antes de Jesus.


♦Zeus ressuscitou Dionísio através da virgem Sêmele.

Os membros do culto a Dionísio eram batizados muito antes dos cristãos, e havia até batismo pelos mortos , o que explica um versículo bíblico que, de outra forma, seria inexplicável (1 Coríntios 15:29).

Rômulo era o antigo semideus romano que morreu, ressuscitou e apareceu a amigos em uma estrada para explicar sua divindade. Parece familiar? Se não tiver certeza, leia a passagem em Lucas sobre Jesus aparecendo a amigos no caminho para Emaús (Lucas 24:13-35).


♦Rômulo foi condenado pelo Senado Romano, o equivalente ao Sinédrio judaico.

Quando Rômulo morreu, o céu escureceu, assim como aconteceu com Jesus muitos séculos depois.

O corpo de Rômulo não foi encontrado, assim como aconteceu com Jesus muitos séculos depois.

Rômulo ascendeu aos céus, como Jesus no Evangelho de Lucas, cuja narrativa da ressurreição é claramente inspirada na de Rômulo, o que explica as principais diferenças em relação aos outros evangelhos.


♦Lucas transformou Jesus no Rômulo judaico.

Rômulo era um ser divino preexistente, como o Jesus do primeiro capítulo do Evangelho de João.

Adônis foi ressuscitado por Zeus.

Asclépio ressuscitou pessoas dos mortos, assim como Jesus muitos séculos depois.


♦Baal, o modelo anterior de deus da tempestade para o deus bíblico Javé, morre, ressuscita e ganha poder sobre Mot, o deus do submundo.


♦Dumuzi, também conhecido como Dumuzid


♦Hércules morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus.


♦Krishna apresenta muitos paralelos com Jesus.


♦Mitra, também conhecido como Mitra, foi um salvador que sofreu, mas há quem argumente que ele não morreu. Contudo, os "deuses" não precisam ser idênticos para influenciar outros cultos, como o cristianismo.


♦Odin foi empalado por uma lança, como Jesus, e pendurado em Yggdrasil, a Árvore do Mundo, proibindo que alguém o ajudasse; então, morreu para sua antiga forma e ressuscitou para uma nova vida com sabedoria e poder.


♦Osíris era o deus egípcio do sol, que morria e renascia. Assim como Jesus, ele morria quando a lua estava cheia (na Páscoa) e ressuscitava no terceiro dia.


♦Tamuz era o “bom pastor”, frequentemente retratado com um cajado.


♦Zalmoxis morreu, ressuscitou, apareceu aos seus discípulos e ofereceu-lhes a salvação no paraíso, usando a sua ressurreição para provar que eles também viveriam para sempre.


Esses são antigos deuses cultuais, semideuses e/ou figuras de "salvadores" que precederam Jesus e nos quais ele obviamente foi inspirado, tomando emprestada uma cena da transformação da água em vinho aqui, um batismo ali, um "massacre dos inocentes" acolá, uma "ascensão" ali, etc.

Por que esses deuses e semideuses não são encontrados na história real? Por que Merlin, Gandalf e Harry Potter não existem na história real? O mesmo vale para Jesus.


JESUS ​​EXISTIU?



Não há evidências históricas de que Jesus ou qualquer um de seus apóstolos realmente tenha existido.

Ninguém que viveu na época em que Jesus supostamente viveu escreveu uma única palavra sobre ele, o que é impossível de compreender, pois os evangelhos afirmam:

Jesus foi aclamado por enormes multidões em Jerusalém como o Messias profetizado e o Rei dos Judeus;

Foi julgado em público por Pilatos, e a mesma multidão, repentinamente e inexplicavelmente, começou a exigir a execução de Jesus;

Em seguida, foi cruelmente crucificado, resultando em:

um eclipse mundial de três horas que teria aterrorizado todo o Império Romano e metade do globo;

um terremoto capaz de rachar rochas e abrir sepulturas, que teria arrasado Jerusalém completamente;

e um apocalipse zumbi ridículo com "muitos" cadáveres reanimados aparecendo para "muitas" pessoas em Jerusalém.


Essas coisas costumam chamar a atenção, mas, curiosamente, ninguém percebeu.

"Ah, que chato. Lá vai Jesus, ressuscitando mortos aos montes e provando que é o Messias pelo qual todos temos orado. Melhor não contar para ninguém. Ah, que chato."

A resposta simples, óbvia e única é que os evangelhos são propaganda de culto cristão e fanfic maluca.

Nada disso aconteceu, ou alguém teria notado e relatado os acontecimentos sobrenaturais.


POR QUE JESUS NÃO É MENCIONADO NOS LIVROS DE HISTÓRIA?



Você se refere aos relatos históricos contemporâneos de Jesus enquanto ele estava vivo. Basicamente, você quer saber por que as pessoas não escreveram sobre ele e seu ministério na época. A resposta é que Jesus não era uma figura tão importante durante sua vida. Na verdade, não era. Naquele período, havia inúmeros autoproclamados Messias que se propunham a liderar o povo judeu. Existiam diversas seitas judaicas que pregavam diferentes interpretações da Torá. Parece que uma boa parte da mensagem de Jesus pode ter vindo das comunidades essências. Seus ensinamentos também foram influenciados pelo Rabino Hillel (falecido por volta de 10 d.C.). Jesus tinha um pequeno número de seguidores dedicados e, se não fosse por Paulo, provavelmente teria simplesmente desaparecido. Foi Paulo quem disse que a mensagem de Jesus não era apenas para os judeus, mas também para os gentios. Foi então que as pessoas começaram a prestar atenção ao ministério e às obras de Jesus. Foi então que as pessoas começaram a escrever sobre isso. É daí que vem a evidência documental.

Agora, será que Paulo inventou tudo isso? Talvez, mas lembre-se de que, quando Paulo estava envolvido em seu trabalho, os contemporâneos de Jesus e alguns dos apóstolos ainda estavam vivos. Isso significa que, se Paulo tivesse inventado tudo, haveria uma boa chance de que isso tivesse causado um problema para o qual teríamos alguma evidência. Não temos essa evidência, então podemos dizer que é muito provável que Jesus, a pessoa, realmente tenha existido. Ele simplesmente não era importante o suficiente durante sua vida para que as pessoas escrevessem sobre ele.

É claro que existe a ideia de que ele foi crucificado pelos romanos, e os romanos mantinham registros meticulosos de tudo. Então, por que não temos nenhum registro romano sobre sua crucificação? Provavelmente existiam alguns registros da época, mas esses registros teriam passado de Pôncio Pilatos para os secretários do imperador. Considerando o tempo decorrido entre a crucificação e a aceitação do cristianismo no Império (no mínimo algumas centenas de anos, dependendo de como se define "aceitação"), não seria surpreendente se esse registro tivesse se perdido, se deteriorado ou sido destruído. Por que os romanos não o teriam preservado? Porque crucificar pessoas consideradas problemáticas nas províncias não era um grande problema. Acontecia o tempo todo e, de modo geral, *não* temos registros escritos oficiais da época sobre esses casos.

Tudo isso significa que não é realmente surpreendente que não tenhamos nenhuma evidência documental escrita de Jesus durante sua vida. Na verdade, seria muito mais surpreendente se tivéssemos.


sexta-feira, 19 de junho de 2026

ÁFRICA BÍBLICA


A Bíblia não é um livro de História, então, por favor, tenha isso em mente.

Por que não há chineses, japoneses, africanos, etc., na Bíblia? Por que só pessoas brancas?

A ideia de que a Bíblia contém apenas "pessoas brancas" não se baseia no texto em si, mas em imagens culturais posteriores, especialmente na arte europeia dos períodos medieval e renascentista. Quando lemos a Bíblia dentro de seu contexto histórico e geográfico, o panorama se apresenta de forma bem diferente.

O mundo bíblico situa-se na intersecção entre a África e a Ásia Ocidental, e terras e povos africanos aparecem ao longo da narrativa.

Cuxe, frequentemente traduzido como Etiópia e associado à Núbia e regiões ao sul do Egito, aparece desde os primeiros capítulos do Gênesis. Um dos rios que fluem do Éden é descrito como circundando a terra de Cuxe, inserindo a geografia africana na narrativa fundacional da humanidade. Os cuxitas aparecem repetidamente em relatos históricos, escritos proféticos e histórias pessoais.

A Líbia, chamada Pute ou Phut nos textos bíblicos, é citada entre as nações antigas e aparece em contextos militares e proféticos. Regiões do norte da África, como Cirene, estão presentes no Novo Testamento, incluindo indivíduos que se tornaram parte do movimento cristão primitivo.
Outras regiões africanas associadas incluem Seba, Sabá e referências ao Egito como a terra de Cam.
A Bíblia também menciona indivíduos africanos específicos. Taharqa, um faraó cuchita, é citado nos livros históricos. Simeão, chamado Níger, aparece entre os primeiros líderes cristãos em Atos, sendo que o termo Níger historicamente significa escuro ou negro.
Eunuco etíope, um oficial de alta patente a serviço da Kandake ou Candace da Etiópia, torna-se um dos primeiros africanos convertidos ao cristianismo de que se tem registro. Ebed Melech, o cuxita, resgata o profeta Jeremias.
Zera, o etíope, lidera uma campanha militar descrita em Crônicas. Diz-se que Moisés tinha uma esposa cuxita, demonstrando conexões familiares diretas entre israelitas e povos africanos.
Até mesmo figuras famosas como a Rainha de Sabá estão fortemente ligadas, por meio de antigas tradições, a regiões da África e da região do Mar Vermelho.
Se alguém presume que a Bíblia contém apenas europeus ou “pessoas brancas”, isso geralmente reflete expectativas modernas em vez de realidades antigas. As populações descritas na Bíblia eram povos afro-asiáticos que viviam ao longo do Vale do Nilo, no Chifre da África, no Norte da África, no Levante e na Mesopotâmia. As tradições visuais europeias posteriormente remodelaram a forma como muitos leitores imaginam essas figuras, mas essas imagens não devem ser confundidas com o contexto histórico do próprio texto.
Em resumo, as terras africanas e os indivíduos africanos estão presentes desde o Gênesis até o Novo Testamento. Reconhecer isso não exige reinterpretação ou ideologia moderna. Requer simplesmente ler o texto dentro de sua geografia histórica, em vez de através de pressupostos artísticos posteriores.


OS ESCRITOS DE PAULO



A história da dramática conversão de Paulo indo para Damasco é um marketing criado pelo evangelista Lucas; o próprio Paulo nunca narrou a história de ser cegado pela visão de Jesus. Embora Paulo não tenha divulgado quaisquer detalhes sobre sua conversão, ele insistiu incontáveis vezes que foi o próprio testemunha de Jesus ressuscitado, assegurando que essa experiência deu-lhe a mesma autoridade apostólica dos Doze. Veja, ele construiu um semideus e, esse mesmo semideus deu a ele, Paulo, a autoridade de apóstolo. Bom, é no mínimo suspeito.

O próprio Lucas desconfiava da autoridade apostólica de Paulo seu e amigo e mestre. Para Lucas existiam apenas doze apóstolos, um para cada tribo de Israel, conforme a intenção de Jesus. Judas Iscariotes foi substituído por Matias. Dessa forma, Lucas ainda observa que, o novo "estagiário" precisava ter acompanhado os discípulos o tempo todo em que Jesus entrou e saiu dentre eles, começando com o batismo de João até o dia em que Jesus fora crucificado, e, Paulo não fez isso, nem de longe.

Não só isso, Paulo exibe uma extraordinária falta de interesse pelo Jesus histórico mesmo em contato com os apóstolos genuínos. Porém, ele escreve em 1Tessalonicenses (4:16–17) que (parafraseado), o "cristo" da fé, o mesmo que ele criou, nos seus textos irá retornar. Veja o tamanho da enrolação que, acabou dando certo, proposta por Paulo e testada nos judeus helenistas e nos novos gentios convertidos.

Apesar de dois milênios de apologética cristã, o fato é que a crença num messias morto e ressuscitado simplesmente não existia no judaísmo. Como isso pode ter acontecido? Como poderia um messias fracassado, que morreu de forma vergonhosa como um criminoso, ser transformado, no espaço de poucas décadas, no criador dos céus e da terra: no Deus encarnado? Paulo. Sua doutrina sobre "cristo" ressuscitado soava, naquela época, como uma nova religião, em contraste com o cristianismo palestino original. E, a crença de que ele, Jesus iria retornar um dia - foram endossadas pelas ideias de Paulo. De resto, os textos que afirmam esse mesmo retorno foram todos influenciados pelos escritos paulinos.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

MONTE ARARATE

 


O lendário Monte Mashu, famoso na Epopeia de Gilgamesh como uma montanha de picos gêmeos que guardava o nascer e o pôr do sol, é o atual Monte Ararat. Embora seja o principal símbolo nacional armênio, ele fica fisicamente localizado no extremo leste da Turquia, na fronteira com a Armênia.

O nome "Monte Mashu" refere-se a uma montanha mitológica da antiga Mesopotâmia, mas sua conexão histórica e geográfica real está diretamente ligada ao Monte Ararat, o maior símbolo cultural da Armênia. Na Epopeia de Gilgamesh, o Monte Mashu é descrito como uma montanha gêmea de onde o sol nasce e se põe. Na tradição e nos estudos acadêmicos da região, esse conceito de montanha dupla corresponde perfeitamente ao Maciço do Ararat, conhecido tradicionalmente pelos armênios como Masis, que é formado por dois cones vulcânicos: o Grande e o Pequeno Ararat. 

A montanha hoje chamada Ararat era originalmente chamada Mashu pelos Sumérios; aliás, por ser uma montanha dupla, era chamada de Masu-Mashu. O nome deriva diretamente do termo Sumério e depois Acádio que significa "Gêmeos". O nome descreve perfeitamente o perfil da montanha, que possui picos duplos, simbolizando a barreira entre o mundo mortal e o divino.

Ela aparece tanto nas histórias sumérias de Gilgamesh quanto na do Noé original, Utnapishtim. Os armênios chamavam as montanhas gêmeas de Sis-Masis e os gregos de Masios-Masion. A terra onde elas estavam situadas era chamada de Uratatu, a terra dos armênios. Essas montanhas nunca foram chamadas de Ararat até a Idade Média, provavelmente para fomentar o turismo de peregrinação. Portanto, não, a suposta arca (na verdade, uma formação geológica) não estava no lugar certo.


Reino de Urartu

O Reino de Urartu, também conhecido como Reino de Van ou Biainili foi uma poderosa civilização da Idade do Bronze e do Ferro que floresceu na região do planalto armênio entre os séculos IX a.C. e VI a.C.. Seu território abrangia o que hoje corresponde ao leste da Turquia, à Armênia e ao noroeste do Irã, centralizado ao redor do Lago Van. Os urartianos destacaram-se como rivais formidáveis do Império Assírio e são considerados um dos principais componentes da etnogênese do povo armênio.

Os termos Ararat e Urartu estão profundamente conectados na história, na geografia e na linguística, descrevendo a mesma região no Planalto Armênio, leste da atual Turquia e Armênia.

O termo "Urartu" deriva de uma palavra assíria que significa "lugar alto", uma alusão direta à topografia montanhosa da região. A palavra também compartilha raízes linguísticas e históricas com o bíblico Monte Ararat.


O Nome Ararate

O nome Ararat não tem uma data exata de nascimento, pois deriva do antigo reino de Urartu e da língua hebraica. O termo ganhou o registro que conhecemos quando foi mencionado pela primeira vez na Bíblia (no Livro de Gênesis), escrito no século VII a.C.

Naquela época, referia-se a uma vasta região geográfica e a um antigo reino na Armênia, e não a uma montanha específica.

Foi durante o período medieval e a Antiguidade Tardia que a tradição religiosa fundiu as descrições bíblicas da região de Ararat com a montanha física atual. A partir desse momento, os europeus e, posteriormente, a cultura global passaram a designar o pico de Monte Ararat.

Historicamente, o povo nativo armênio sempre chamou o monte por outro nome tradicional, Masis ou Massis.