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terça-feira, 9 de junho de 2026

A GRANDE MÍDIA CONTRA O RAP



Historicamente, o rap carrega um DNA contra hegemônico focado em denunciar o racismo, a exclusão social e a violência. Por desafiar o status quo e dar voz às periferias, o gênero sofreu e ainda sofre com a marginalização, o preconceito da mídia corporativa e a falta de espaço nos meios de comunicação tradicionais.

O rap legitima a territorialidade e expõe feridas sociais, como a violência policial e o sistema desigual. Essa postura crítica gera desconforto em setores conservadores.

Desde os primórdios do hip-hop, letras que relatam a dura realidade nas ruas foram frequentemente rotuladas de forma equivocada pela grande mídia como apologia ao crime ou à violência, em vez de serem tratadas como crônicas da realidade periférica.

Quando a mídia abraça o rap, muitas vezes o faz esvaziando seu conteúdo político, focando apenas no apelo comercial (como no caso do trap atual) e ignorando artistas que mantêm discursos mais politizados.

Isso acontece, porque o rap nasceu nas comunidades negras e pobres, denunciando o racismo e a violência policial. A mídia tradicional costumava associar o ritmo à criminalidade, ignorando seu valor artístico.

Letras cruas e críticas sociais incomodavam os detentores do poder econômico na televisão e nas rádio.


Rede Globo e a Mídia x Rap

A tensão entre a Rede Globo e o rap nacional ocorre devido a divergências históricas, políticas e de interesses. O rap brasileiro nasceu na rua como um movimento de denúncia social, racial e periférica, o que colide com a lógica comercial e a imagem institucional da emissora.

O rap clássico aborda questões como racismo, violência policial e desigualdade. Essas críticas sistêmicas muitas vezes entram em choque com a linha editorial e os interesses da grande mídia televisiva da TV aberta.

A relação entre o rap brasileiro e a Rede Globo é historicamente marcada por tensões e distanciamento.

Eu foco na Rede Globo, por que é a maior empresa de comunicação da América Latina e uma das maiores do planeta, tudo que a Rede Globo apoia ou boicota, todos os meios de comunicação do Brasil, irá segui-la sem pestanejar. 

Grupos lendários como os Racionais MC's sempre recusaram convites da emissora, criticando a linha editorial e o elitismo dos programas. E apresentações raras vieram acompanhadas de atritos, como quando o rapper MV Bill cantou músicas críticas à própria Rede Globo durante sua participação no antigo programa Domingão do Faustão no ano de 2004.


Música de Bandido

Quando surgiu o Rap Brasileiro nos anos 1980 em São Paulo, o gênero veio logo na jugular da sociedade branca, com letras fortes e impactantes, abordando assuntos do dia-dia do negro pobre da periferia, o Rap logo foi taxado como música de vagabundo e de criminoso.

Foi tanta propaganda negativa contra o Movimento Rap, que  sociedade, até hoje tem preconceito contra o gênero musical.

Quando na verdade, 70% das letras do Rap, aborda temas importantes para o preto favelado, dando-lhe conscientizações social e política.


O Funk Brasileiro

O Funk Brasileiro foi criado no Rio de Janeiro em 1980. Em 1989 foi quando o ritmo explodiu por todo o Brasil.

Em 1980 o gênero ganhou sua identidade local ao adotar as batidas do Miami Bass. Foi nesse período que DJs e frequentadores passaram a compor letras em português para retratar a realidade das favelas cariocas.

Em 1989 é amplamente considerado o marco de explosão do gênero, impulsionado pelo lançamento da primeira coletânea nacional, o disco "Funk Brasil" produzido pelo DJ Marlboro, que popularizou a inserção de baterias eletrônicas e a temática das comunidades.


Música do Crime Organizado

É provado que o Movimento Funk tem forte relação com o crime organizado envolve tanto dinâmicas de violência, lavagem de dinheiro e controle territorial, quanto a criminalização histórica de uma expressão cultural da periferia. Essa intersecção é frequentemente debatida sob a ótica do mercado de entretenimento, apologia e influência social.

Eventos realizados em espaços públicos e comunidades, muitas vezes sem alvará, são frequentemente dominados ou influenciados por facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo. Nesses locais, o crime organizado atua custeando a infraestrutura das festas (como som e iluminação), utilizando adegas e comércios locais no entorno para lavar o dinheiro do tráfico. Transformando aglomerações em pontos de comércio de drogas a céu aberto e locais para exibição de itens ilícitos.


O Fenômeno do Proibidão

As letras que fazem apologia direta a facções criminosas, ao tráfico e ao porte de armas vertente conhecida como funk "proibidão" geram tensões constantes com a Justiça. Foco em conteúdo adulto, explícito e letras pornográficas, montagens agressivas que lideram as Playlists de Funk Putaria no Spotify.

O funk com letras focadas em "putaria", também conhecido como funk proibidão, funk ousadia ou funk de fluxo, caracteriza-se pelo uso de linguagem explícita, referências diretas a experiências sexuais e descrições sem filtros.


Rede Globo

A Rede Globo teve um papel histórico e fundamental na massificação e popularização do funk brasileiro. Ao abrir espaço em sua grade de programação para o ritmo que nasceu nas periferias, a emissora ajudou a romper barreiras geográficas e sociais, levando o gênero para todo o país e pavimentando o caminho para o sucesso global.

Na década de 1990 e início dos anos 2000, atrações de grande audiência, como o Programa Xuxa Park (apresentado por Xuxa), foram vitrines essenciais. O DJ Marlboro, um dos maiores nomes do gênero, teve forte atuação nesses palcos, introduzindo a batida eletrônica para o público amplo.

A emissora carioca frequentemente inclui o funk nas trilhas sonoras de suas tramas. A exposição em novelas das 21h ajudou a normalizar o som em lares de diferentes classes sociais.

Transmissões de grandes festas, como o Carnaval, passaram a incorporar o ritmo em suas coberturas, consolidando o funk como parte da cultura popular brasileira.

A plataforma digital da emissora também registra a importância do ritmo, com conteúdos que exploram como o funk virou um fenômeno de massa e uma ferramenta de publicidade.


Movimento Funk no Site da Rede Globo: https://redeglobo.globo.com/sp/tvtribuna/splash/noticia/movimento-funk.ghtml

Globo News estreia série sobre o funk e homenageia Elis Regina: https://billboard.com.br/globonews-estreia-serie-sobre-o-funk-e-homenageia-elis-regina/

Funk brasileiro na Globo: a evolução do ritmo na maior emissora do país: https://wmusicabrasileira1.com/funkhiphop/2137.html

GloboNew no Facebook - Funk: Made in Brasil: https://www.facebook.com/watch/?v=669383728860926



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