El-Gabal ou Elagábalo foi inicialmente venerado em Emesa, atual Homs na Síria, onde a dinastia árabe de Emesa atuava como seus sacerdotes. O nome é a forma latinizada do árabe Ilah al-Jabal, que quer dizer 'Deus da Montanha'.
O culto da divindade espalhou-se para outras partes do Império Romano no século II, onde ele seria reverenciado como Elagábalos pelos gregos e Elagabalus pelos romanos, uma dedicação foi encontrada tão longe quanto Woerden, na atual Holanda.
Representação
A divindade não era representada por uma estátua com forma humana, mas sim por um betilo, uma grande pedra negra cônica de origem meteorítica que os devotos acreditavam ter caído do céu.
Chegada a Roma
O Imperador Romano Marco Aurélio Antonino, mais conhecido por seus apelidos póstumos de Heliogábalo ou Heliogábalo. O culto ganhou projeção mundial no século III d.C., quando o jovem imperador romano, que era o sumo sacerdote hereditário da divindade, tentou impô-lo como a principal divindade de todo o Império Romano.
Quando o imperador assumiu o trono em 218 d.C., ele transportou a imensa rocha sagrada da Síria para a capital romana em uma carruagem luxuosa. Ele construiu um templo grandioso no monte Palatino, chamado Elagabalium, para abrigar o artefato.
A elite de Roma e a Guarda Pretoriana rejeitaram fortemente a religião por considerarem seus rituais exóticos e extravagantes. O imperador realizava danças ritualísticas públicas e chegou a forçar um "casamento sagrado" simbólico entre El-Gabal e a deusa romana Minerva (e depois com a deusa Vesta). Após o assassinato do imperador em 222 d.C., a pedra foi devolvida para Emesa e o culto foi banido de Roma.
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