A palavra "Amorita" ou Marut foi o primeiro nome de casta dos vaixás indianos: artesãos, agricultores, criadores de gado, comerciantes, etc.
Inscrições sumérias e acádias da última parte do 3º milênio a.C. referem-se a um povo chamado MAR.TU do Sumério ou Amurru do Acádio, posteriormente denominado Amorita. Os amoritas já eram bem conhecidos pelos Sumérios. Aparentemente, eram um povo nômade do deserto, que migrava sistematicamente do oeste. Sua terra natal ficava a noroeste da Suméria. Eles foram descritos como "um povo que não conhece grãos e não vive em casas". Esses amoritas teriam um grande impacto na Mesopotâmia e no Egito, onde seriam conhecidos como Habiru ou hebreus!
G.D. Pande escreve em Geografia Antiga de Ayodhya: "Os Maruts (em hebraico, Emōrî) representavam o Visah. Os Maruts são descritos como formando tropas ou massas. Rudra, o pai dos Maruts, é o senhor do gado." (p. 177). Malita J. Shendge afirma: "...os Maruts são o povo." (Os Demônios Civilizados; p. 314). Não devemos nos surpreender ao encontrar os Khatti (hititas) e os Maruts (amoritas) atuando como pais (protetores) e mães (auxiliares ou assistentes) de Jerusalém.
Marut
Marut do sânscrito Marut, que significa "vento" ou "sopro" refere-se primariamente a um grupo de divindades da tempestade na mitologia hindu e védica.
Os Maruts (ou Marutagana) são deuses das tempestades e ventos, frequentemente descritos como jovens guerreiros agressivos e violentos.
São filhos de Rudra e Prisni (nos Vedas) ou de Kashyapa e Diti (nos Puranas).
Papel: Atuam como companheiros de Indra, o rei dos deuses, auxiliando-o em batalhas com seus raios e trovões.
Embora os textos variem de 27 a 60, a tradição purânica geralmente enumera 49 Maruts, divididos em sete grupos.
O termo está ligado ao elemento ar e, no contexto da Yoga, refere-se ao sopro vital ou à respiração (prana).
Vaiśya
Na estrutura varna, situam-se abaixo dos Brâmanes (sacerdotes) e Xátrias (guerreiros), mas acima dos Sudras (trabalhadores braçais). A tradição relata que nasceram das pernas ou coxas do deus Brahma, segundo a tradição Puruṣa Sūkta do Rigveda, simbolizando o suporte econômico da sociedade.
Eram fundamentais para o fornecimento de alimentos, têxteis e pedras preciosas, financiando templos e eventos.
Embora alguns se tornassem muito ricos, podiam ser alvo de regulamentação pelos Xátrias para evitar abusos no comércio.
Emōrî ou Mōrî
No Hebraico, 'emōrî refere-se aos Amorreus, um antigo povo semita que habitou a região da Síria e Canaã. Na Bíblia, são frequentemente citados como um dos povos que ocupavam a Terra Prometida antes da chegada dos israelitas.
MAR.TU
MAR.TU é o nome usado pelos sumérios. A referência mais antiga aos amoritas é encontrada em textos sumérios.
MAR.TU é geralmente interpretado na sumerologia como "os ocidentais" ou "povo do oeste", referindo-se às terras a oeste do rio Eufrates.
Em textos posteriores, a terra dos MAR.TU é frequentemente conectada com a região montanhosa de Jebel Bishri, no norte da Síria, referida como a "montanha dos Amoritas".
MAR.TU/Amurru também era o nome do deus adorado por este povo, personificando-os como um "senhor da montanha" ou um "pastor".
Amurru
A etimologia de Amurru, também grafado Amurrum ou Martu em sumério está ligada ao termo acadiano para "oeste" ou "ocidental". É um nome geográfico étnico e teofórico que refere-se aos povos nômades Amoritas que migraram do deserto sírio árabe para a Mesopotâmia no final do terceiro milênio a.C.
O termo acadiano Amurrum (e o sumério MAR.TU) descrevia geograficamente a região a oeste da Mesopotâmia (síria e levante) e, por extensão, seus habitantes. Inicialmente, os mesopotâmios usavam Amurru para se referir às terras a oeste (Syria/Libano) e aos povos que vinham de lá.
Amurru também é o nome de uma divindade mesopotâmica, frequentemente considerada a "personificação divina" ou o "deus ancestral" dos amoritas. Ele era conhecido como o "Senhor da Montanha" Bêlu šadê.
O Império
O Império Amorita durou cerca de 300 anos, de 1895 com Sumuabum sendo seu primeiro rei, até 1595 com Samsu Ditana sendo seu último rei. A sede de seu Império era Babel, que seria um dos muitos centros comerciais sumerianos graças à estratégica localização, cerca de 75 km da atual capital iraquiana Bagdá.
Os Amoritas nunca chamaram seu reinado de Reino Babilônico, e sim de, Reino Amorita ou Reino Amorreu, desde o seu primeiro rei, que foi o Rei Sumuabum, até seu último rei, que foi o Rei Samsu Ditana, chamavam seus domínios de Reino Amorita ou Reino Amorreu, e não Reino Babilônico.
A história clássica fala que Hamurabi escreveu o primeiro código de Leis, mas isso não é verdade, pois o Rei de Lagash Urucaguina é quem escreveu o primeiro código de leis que ficou conhecido como "O Código de Urucaguina”, temos também o Rei da cidade de Ur, Ur Namur que também escreveu um código de leis, o código de Ur Namur foi descoberto somente em 1952, pelo assiriólogo e professor da Universidade da Pensilvânia, Samuel Noah Kramer.
Apesar de tomar a cidade dos antigos povos Sumérios e Acadianos, que desenvolveram suas próprias culturas, os Amoritas adotaram a mesma escrita, arte, literatura e sistema de educação, apesar de manterem seu idioma de origem semita.
Na prática comercial, os mercadores eram subordinados ao Estado na venda de produtos artesanais, auxiliando a monarquia na cobrança de impostos dos contribuintes. De fato, as atividades privadas eram subsidiadas pelo Estado, que fornecia propriedades agrícolas aos funcionários públicos e arrendatários, fazendo com que o poder público controlasse o giro da economia.
Samsu Ditana foi o último rei Amorita, ele perde seu reinado para os Hititas, o Rei Hitita Mursil I, com a derrota do povo Amorita, os Cassitas tomam o poder na região.
Nenhum comentário:
Postar um comentário