O significado do seu nome é "o rei/aquele que estabelece Nahhunte". Nahhunte (ou Nacunte) é o deus do sol no panteão Elamita, sendo um elemento comum em nomes reais da Dinastia Sutrúquida para invocar proteção divina.
▼Nahhunte/Nacunte: Refere-se à divindade solar elamita, frequentemente traduzida como "Sol" ou o deus do sol.
▼Sutruque/Shutruk: Elemento que, em contexto com nomes elamitas, está associado ao ato de estabelecer, reinar ou à própria função de liderança.
O nome reflete a teoforia, comum na Mesopotâmia e Elão, onde o nome do deus é incorporado ao nome do rei para legitimar seu poder e invocar a proteção divina, semelhante a outros reis como Cutir-Nacunte ("protegido de Nacunte")
Sutruque-Nacunte ─ Sutruque-Nacunte I ─ Shutruk-Nahhunte,foi rei de Elão que reinou por volta de 1185 a.C. à 1155 a.C. tendo um reinado de 30 anos. Ele e seus filhos Cutir-Nacunte III e Silaque-Insusinaque trouxeram seu apogeu ao reino Elamita.
Nascido em Susã (Pérsia), Sutruque-Nacunte lançou várias expedições militares contra o Império Babilônico, cuja história é registrada em várias estelas. O exército foi assim implantado no sul da Babilônia, atravessando o rio Carum, conquistando cidades e vilas e impondo pesados tributos de ouro e prata a seus habitantes. Assim caíram Esnuna, Dur-Curigalzu e Sipar. Depois de tomar as cidades do baixo rio Diala, seguiu para o oeste, em direção ao Eufrates, conquistando Sipar, dividindo a Babilônia em duas partes, descendo para o sul, em direção a Quis e conquistando a capital, quase sem resistência.
Houve também uma imensa invasão de obras de arte, que foram trazidas a Susa: uma estátua de Manistusu, de Esnuna, a Estela de Narã-Sim da Acádia, de Sipar, o obelisco de Manistusu, de Acádia e, talvez, uma estela com o Código de Hamurabi. Extraindo dos templos os testemunhos de seu passado de prestígio, Sutruque-Nacunte tentou conquistar, de alguma maneira, não apenas o país, mas as fontes dessa civilização.
Durante seu reinado, a escrita acadiana foi abandonada e ele começou a usar a palavra Elamita, também uma escrita cuneiforme, mas mais complexa.
Sutruque-Nacunte I foi um dos reis mais poderosos de Elão, expandindo seu território e construindo templos, consolidando a dinastia sutrúquida.
Sutruque-Nacunte Derrota Enlil-Nadin-Ahe
O nome Enlil-nadin-ahe (ou Enlil-nādin-aḫe) é de origem acadiana/babilônica e significa, literalmente, "Enlil dá um irmão".
O nome é teofórico (contém o nome de uma divindade) e divide-se em três partes:
▲Enlil: O nome do deus sumério-acadiano do vento, ar e tempestades. Etimologicamente, En significa "Senhor" e Líl é interpretado como "Vento", "Ar" ou "Espírito".
▲Nādin: Particípio do verbo acadiano nadānu, que significa "dar" ou "conceder".
▲Ahe (aḫe/aḫḫē): Plural ou forma flexiva da palavra acadiana aḫu, que significa "irmão".
Nomes com estrutura similar eram comuns na época para invocar a bênção ou proteção de uma divindade sobre a descendência:
Enlil-nadin-apli: "Enlil dá um herdeiro".
Enlil-nadin-shumi: "Enlil dá um nome".
Marduk-nadin-ahhe: "Marduk dá irmãos".
Enlil-Nadin-Ahe foi o último rei Cassita, a derrota deste rei para Sutruque-Nacunte marca o fim da dinastia Cassita na Babilônia e um período de domínio elamita na Mesopotâmia.
Sutruque-Nacunte foi um poderoso rei de Elão (atual sudoeste do Irã) que invadiu a Mesopotâmia, depôs o rei cassita Zababa-shuma-iddina e colocou seu filho, Kutir-Nahhunte II, para governar a região.
Sutruque-Nacunte, rei de Elão, liderou uma série de campanhas militares contra a Mesopotâmia. Ele depôs o predecessor de Enlil-nadin-ahi, Zababa-shuma-iddin, e finalmente derrotou Enlil-nadin-ahi em uma invasão em larga escala.
Enlil-nadin-ahi, o último rei da dinastia Cassita, assumiu o trono e tentou resistir à ocupação elamita, mas foi derrotado pelas forças comandadas por Kutir-Nahhunte (filho de Sutruque-Nacunte, que assumiu o comando após o pai).
Após a derrota, Enlil-nadin-ahi foi levado acorrentado para Susa, a capital elamita como prisioneiro para Susa, a capital elamita, onde morreu como prisioneiro. Os elamitas saquearam os templos babilônicos, roubando tesouros importantes, incluindo a famosa estela do Código de Hamurabi e a estátua de culto de Marduk.
Este evento encerrou séculos de domínio cassita (c. 1595–1155 a.C.) na Babilônia, tornando-a provisoriamente uma província elamita.
Conclusão
A vitória de Sutruque-Nacunte é historicamente significativa não apenas pela mudança política, mas pelos tesouros babilônicos que ele saqueou e levou para Susa:
O Código de Hamurabi: A famosa estela de leis foi levada como espólio de guerra para Elão.
A Estela de Naram-Sin: Outro monumento importante capturado durante suas campanhas.
Estátua de Marduque: A estátua do deus patrono da Babilônia também foi removida, simbolizando a completa submissão da cidade.
O controle elamita sobre a Babilônia após essa vitória foi mantido brevemente pelo filho de Sutruque-Nacunte, Cutir-Nacunte III, antes de ser desafiado pela ascensão da Segunda Dinastia de Isin.

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