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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

A HISTÓRIA DO PENTECOSTALISMO NO BRASIL

 


O primeiro grupo de pentecostais conseguiram sua membresia das igrejas Holiness Weslyanas - um grupo de metodistas e, em muitos casos, dos grupos renovados onde elas começaram (batistas, metodistas, presbiterianas). O primeiro grupo enfatizava o falar em línguas estranhas como evidência do Batismo no Espírito Santo. Em termos de data, foi provavelmente a abertura do Bethel Bible College em Topeka, Kansas, dirigido por Charles Parhan, em outubro de 1900.

Em primeiro de Janeiro de 1901 os alunos deste colégio estavam estudando a obra do Espírito Santo, e uma das alunas, Agnes Osman, pediu aos seus colegas que lhe impusessem as mãos para que ela recebesse o Espírito. Ela falou em línguas, e mais tarde, outros estudantes falaram em línguas também.

Parhan abriu outra escola em 1905, na cidade de Houston, Texas. Foi de lá que William J. Seimor, um aluno negro, ao receber o mesmo dom, tornou-se mais tarde o líder de uma missão no número 312 da Rua Azusa em Los Angeles, no ano de 1906. Falar em línguas se tornou comum nessa missão. Pessoas que vinham visitá-la tiveram experiências similares e levaram a mensagem para outros países. Pode-se dizer que a Missão da rua Azusa é a mãe do pentecostalismo mundial. Essa missão chamava-se "MISSÃO APOSTÓLICA DA FÉ". Este nome durou até 1914 quando foi mudado para "ASSEMBLÉIA DE DEUS".

Muitos jovens pregadores e aspirantes a pregadores iam ter com William J. Seimor para receber os dons. Foi assim que Gunnar Vingren e Daniel Berg, os fundadores da Assembléia de Deus no Brasil, tornaram-se pentecostais em 1908.

Em 1907, um pastor chamado William H. Durhan, recebeu de Seimor os dons. Durhan abriu sua própria missão também em Los Angeles. Ficava na North Ave, 943. Foi nesta missão que Louis Francescon, futuro fundador da Congregação Cristã do Brasil, recebeu os seus dons.


OS PENTECOSTAIS NO BRASIL

O pentecostalismo no Brasil se divide em três grupos distintos que surgiram em três épocas diferentes. São eles:

- Os pentecostais históricos que surgiram na primeira década deste século (Assembléia de Deus e Congregação Cristã do Brasil).

- Os pentecostais da segunda geração, surgidos a partir da década de 50 (Quadrangular, Brasil para Cristo, Casa da Bênção, Deus é Amor);

- E os neopentecostais, surgidos a partir da década de setenta sendo a principal a Universal do Reino de Deus.


A ORIGEM DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

A Congregação Cristã foi a primeira igreja pentecostal a se instalar no Brasil. Foi fundada no Brasil pelo missionário Louis Francescon, um italiano nascido em Cavasso Novo, Udine. Veio para os EUA em 1890. Lá se tornou presbiteriano em 1891. Nessa igreja chegou a ser diácono e, na ausência do pastor, causou distúrbios à fé presbiteriana, indo-se batizar por imersão juntamente com outros 18 membros. Um irmão de sua igreja batizou-os em 1903, mesmo não sendo ordenado para o ato. Em 1907 recebeu os dons na Igreja de William H. Durhan. Nesta mesma igreja foi-lhe revelado que deveria pregar à colônia italiana, o que fez com presteza.

Francescon visitou a Argentina em Setembro de 1909 e em Janeiro de 1910. Chegou ao Brasil em Março de 1910, na cidade de São Paulo. Através de um contato direto foi parar em Santo Antônio da Platina, Paraná, onde organizou sua primeira igreja no Brasil com colonos italianos. Foram onze ao todo. O crescimento desta igreja foi tímido até o meado dos anos 50. A partir desta data cresce expressivamente. No Sul e Sudeste do pais, muitas igrejas do interior que professavam a fé presbiteriana foram alvos de renovação por parte dos adeptos da Congregação.

Interessante é notar o dom de línguas que possuía. Em seu diário ele diz que por suas mãos muitas pessoas conseguiram estes dons. Mas acaba entrando em contradição na página 23 do mesmo. Lá ele diz: "Outra dificuldade que encontrei foi não conhecer uma palavra do idioma portuguesa, se achar sem dinheiro e doente". E o dom de línguas que possuía, servia para que?


A ORIGEM DA ASSEMBLÉIA DE DEUS NO BRASIL

Em 19 de Novembro de 1910 chegaram ao Brasil dois pastores. O primeiro era Gunnar Vingren, um ex-pastor batista que fora excluído do ministério pela Igreja Batista de Michigan. O segundo era Daniel Berg que também fora excluído da comunhão batista. Depois de receberem os dons, e para atender a um sonho de um irmão chamado Adolf Uldin, vieram para o Brasil.

Chegando em Belém de Pará se apresentaram a Eurico Nelson, um missionário batista no Amazonas. Identificando-se como batistas, ofereceram-se para ajudar no trabalho e pediram hospedagem. Como não tinham carta de recomendação, e nem podia ter pois eram excluídos, o missionário deixou-os usar o porão da igreja como casa.

Logo depois Eurico Nelson precisou viajar para o sul. Essa viagem deu oportunidade para que os dois recém chegados pedissem ingresso na igreja, declarando-se membros de uma igreja nos Estados Unidos. Vingren declarou sua condição de pastor e a igreja recebeu-os com alegria. Como não sabiam falar português e nem os membros inglês - com exceção de um - tudo ficou muito fácil. Nota-se uma certa desonestidade em como eles conseguiram a entrada na igreja. Primeiro que não falaram que eram membros excluídos. Depois porque não esperaram a volta do pastor titular que, naquele tempo, tinha que fazer a viagem de Belém de Pará ao sul de navio, e levaria meses para voltar.

Os dois foram mais desonestos ainda quando começaram a fazer cultos no porão da igreja. Só alguns membros eram convidados e as reuniões começavam após o término dos cultos regulares da igreja. Nessas reuniões havia estranhas línguas e estranhos ruídos. Alguns membros da igreja começaram a adotar as idéias dos falsos irmãos. Aumentando o número e chegando ao ponto de haver manifestações pentecostais numa reunião de oração da igreja, o evangelista Raimundo Nobre convocou, com o apoio da maioria dos diáconos, uma sessão extraordinária, e os adeptos de Vingren e Berg foram excluídos. Ao todo foram treze pessoas excluídas. (dezenove segundo o MP 06-96). No meio deles estava o moderador da Igreja, substituto direto de Eurico Nelson, José Plácito da Costa, homem culto e o provável tradutor das mensagens pentecostais nas reuniões do porão. A igreja contava com 170 membros, assim, é estranho que o historiador pentecostal, Emilio Conde, diga que a minoria excluiu a maioria.

Vingren e Berg não pararam por aí. Continuaram a fazer o trabalho de proselitismo dentro das igrejas batistas. Percorreram o Brasil inteiro na busca de novas renovações. Pode-se dizer que em muitos casos foram bem sucedidos. O próprio Vingren afirma em seu diário que: "Por onde íamos, buscávamos nas igrejas e nas casas dos batistas infundirem o novo batismo". Este novo batismo constituía de doar aos crentes já convertidos o dom de línguas.

Nisso Vingren também entra em contradição na questão dos dons de língua. Ele considerava-se o doador do dons de línguas a muitos crentes. Pois bem. Na página 34 de seu diário ele relata: "Agora com esforço começamos a estudar a língua, e durante esse tempo participamos dos cultos da igreja Batista. Por não termos dinheiro para pagar as aulas, Daniel teve de conseguir um emprego na fundição. Ali ele trabalhava de dia, enquanto eu estudava o idioma. Depois eu lhe ensinava de noite o que aprendera de dia. Assim, com esforço aprendemos o português." Esse foi o mesmo erro de Francescon. Que dom era esse que não foi usado para o fim que a Bíblia deixou, pois, em Atos 2, diz que as línguas faladas pelos apóstolos coincidia com a necessidade de cada ouvinte; Romano ouvia em Latim. Grego em grego. E nenhum dos apóstolos tiveram que entrar na escola para aprender idioma nenhum. Em 1911 os dois fundaram a Missão de Fé Apostólica que posteriormente mudou-se de nome para Assembleia de Deus. Cresceram muito após a década de 50 e são hoje o maior grupo de pentecostais no Brasil, chegando a mais de três milhões de adeptos.


A ORIGEM DOS PENTECOSTAIS DA SEGUNDA GERAÇÃO

A partir de 1950 multiplicou-se o número de denominações pentecostais. Esse fato deve-se principalmente pelas incentivadas cruzadas nacionais de evangelização que percorreram todo o país. Usavam-se tendas como templos improvisado e grandes anúncios nas rádios da época. Esse período é conhecido como a segunda geração de pentecostais.


IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR

Ela foi fundada no Brasil pelo missionário americano Harold Williams em 1953 na cidade de São Paulo. Foi inovadora em alguns pontos cruciais do pentecostalismo. Não eram tão intransigentes no uso da roupa e do cabelo como os assembleianos e os cristãs. Seus cultos eram ainda mais desorganizados que o de seus antecessores. Deixando a recomendação de Paulo em I Tm 2,8-13, atropelaram as escrituras e ordenam mulheres para o ministério, dando a estas o título de pastoras. Seus templos estão situados principalmente no Sul e Sudeste do país.

A febre do pentecostalismo estava a toda, nessa época. Em 1956 o ex-pastor assembleiano e depois quadrangular, Manuel de Melo, iniciou uma divisão nestas duas igrejas. Dessa divisão surgiu a IGREJA O BRASIL PARA CRISTO. 


IGREJA O BRASIL PARA CRISTO

Esta igreja foi um pouco mais rígida que a quadrangular e um pouco menos exigente que a Assembléia. Seu crescimento foi espantoso. Na época áurea de Manuel de Melo ele chegou a ordenar mais de trezentos pastores num só dia (a maioria ex-presbíteros da Assembléia de Deus). Chegaram a ter o maior templo protestante no Brasil na cidade de São Paulo. Seus programas de rádio eram largamente ouvidos em todo o país. Chegaram a ter mais de um milhão de membros. Na última pesquisa feita o número foi de 197.000. Com a morte do missionário o trabalho deixou de ter o crescimento expressivo que marcou o seu início. Tem perdido muitos membros para as divisões das assembléias e para os neopentecostais.

As igrejas pentecostais continuaram a rachar. Em 1960 surgiu a IGREJA NOVA VIDA no Rio de Janeiro. O missionário David Martins Miranda, que tem origem assembleiana, deixou-a e fundou a IGREJA DEUS É AMOR em 1962. Esta igreja ainda está em ascensão. Cresce muito entre a população mais carente do país. O fato de seu fundador e líder ainda estar vivo ajuda muito a sua propagação. Seus programas de rádio têm grande audiência na camada mais pobre, e principalmente, nos moradores da zona rural. Muito parelha a esta igreja em doutrinas e costumes a IGREJA SÓ O SENHOR É DEUS, que tem como fundador o missionário Miranda Leal (Que dizem ser primo de Davi Miranda). Esta igreja que tem a sua sede em Maringá, no Paraná, e seus templos, quando construídos por Miranda Leal, tem a forma de uma Arca, como a de Noé. Em 1964 surge A CASA DA BENÇÃO, fundada pelo missionário Doriel de Oliveira. É quase inexpressiva nas cidade de pequeno porte, mas é bem representada nos grandes centros. Esta igreja até hoje costuma usar tendas improvisadas como templos para iniciar seus trabalhos.


OS NEOPENTECOSTAIS

Neopentecostalismo é o nome que se dá aos pentecostais da terceira geração. São assim chamados porque diferem muito dos pentecostais históricos e dos da segunda geração. Realmente é um novo pentecostalismo. Não se apegam à questão de roupas, de televisão, de costumes, e têm um jeito diferente de falar sobre Deus. Dualizam o mudo espiritual dividindo-o entre Deus e o Diabo. Para eles o mundo está completamente tomado por demônios, e é sua função expulsá-los. Pregam a prosperidade como meio de vida. Pobreza é coisa de Satanás. Doença só existe em quem não acredita em Deus e sua origem é o demônio. Seus cultos são sempre emotivos objetivando uma libertação do mundo satânico. Em muitos pontos pode-se dizer que suas doutrinas são bem parecidas com as doutrinas das religiões orientais, tais como Seicho-No-E, induísmo e budismo. Para eles o crente não pode sentir dor, ser pobre ou estar fraco.

Este movimento começou no início da década de setenta. Seu crescimento deve-se muito aos programas de rádio e televisão, nos quais, devido ao anúncio de curas e milagres, tiveram uma grande audiência. Seus ouvintes e telespectadores geralmente são recrutados para dentro de suas igrejas. O sistema de testemunho é forte, e isso certamente encoraja outros a tomar o mesmo caminho.

No Brasil a maior igreja neopentecostal é a UNIVERSAL DO REINO DE DEUS (IURD). Já conta com mais de dois mil templos em todo o Brasil e é a terceira maior igreja evangélica do país, ficando atrás apenas da Assembléia e da Cristã. Fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo, tem procurado estabelecer um sistema episcopal como o católico. Possui um forte esquema de comunicação, que é sem dúvida o fator de peso na divulgação e crescimento de seus trabalhos.

Depois da Universal a maior igreja neopentecostal no Brasil é a IGREJA INTERNACIONAL DA GRAÇA. Esta igreja foi fundada em 1980 pelo missionário R. R. Soares no Rio de Janeiro. Na intenção de imitar o trabalho de Kenneth Hagen (um dos maiores apresentadores de igrejas televisionadas dos EUA), Soares investe muito na apresentação de seus programas. Outra Igreja forte no ramo neopentecostal é a RENASCER EM CRISTO, que trabalha principalmente com a camada alta da sociedade. Há pouco tempo quase comprou uma rede de Televisão. A tendência é crescer. Seu fundador se autodeclarou "apóstolo".


AS DIVISÕES DO PENTECOSTALISMO

Os pente os tais alegam que o aparecimento do Espírito Santo dentro das igrejas surgiu como resposta de Deus ao modernismo teológico (MP pg 04, 06-96). Quer dizer que o Espírito Santo tinha sumido das igrejas por quase dois mil anos? Poucos sabem, quando afirmam uma coisa dessas, que quando os pentecostais estavam renovando os trabalhos batistas no começo do século, estes mesmo "crentes frios", estavam dando suas vidas em campos missionários de todo o mundo. Antes de dividir as igrejas de Jesus seria bom que lessem Provérbios 6,19.


OS BATISTAS RENOVADOS

A renovação das Igrejas Batistas no Brasil como denominação começou no ano de 1958. Desde esta data até o ano de 1965, quando realmente houve a divisão, muitas reuniões foram feitas no intuito de evitar o racha nas igrejas batistas de todo Brasil.

O iniciador do movimento divisório nas igrejas batistas do Brasil foi um pastor da Igreja Batista de Vitória da Conquista chamado José Rego do Nascimento. Era um grande orador e logo conseguiu fazer fileiras e conquistar algumas pessoas de nome para o seu movimento. Foi o caso do pastor Enéias Tognini, pastor da Igreja Batista de Perdizes. Essa união de forças levou o caso a ser analisado várias vezes. Houve muitas reuniões de um comitê organizado para este fim, formado por 11 membros, buscando uma solução conciliadora para a questão pentecostal dentro das igrejas batistas. A decisão estabeleceu que: "A atuação do Espírito Santo na vida dos crentes, se faz através de um processo chamado santificação progressiva; que manifestações emotivas, por mais sinceras que sejam, não podem ser apresentadas como um padrão a ser seguido por todos; que a ênfase dada à doutrina do batismo no Espirito Santo tem causado reuniões barulhentas, carregadas de emocionalismo e provocado manifestações de orgulho espiritual, bem como proselitismo de crentes que não adotam tais idéias." Isso aconteceu em 1963.

Em 1965, ao realizar-se a Convenção em Niterói, com 3.035 mensageiros, as preocupações maiores era a grande Campanha de Evangelização marcada para o mesmo ano. No plenário mais uma vez surgiu o problema da renovação. O presidente vendo que isso atrapalharia a campanha pediu que a questão fosse resolvida no ano seguinte. Porém a intransigência dos reavivalistas foi tanta, que precisou ser resolvida naquela convenção. Decidiu-se então pela exclusão da comunhão as igrejas renovadas. Só naquele ano mais de trezentas igrejas se rebelaram e tiveram que ser excluídas. Juntas formaram uma convenção a qual denominaram CONVENÇÃO BATISTA NACIONAL. Assim, pela primeira vez, houve uma divisão entre os batistas brasileiros como um grupo.


OS CARISMÁTICOS

O movimento pentecostal iniciado em 1900 por Parhan conseguiu invadir todas as denominações antigas (batistas, presbiterianas, metodistas, etc.). Até então falar em línguas era para os pregadores pentecostais uma resposta de Deus condenando as denominações tradicionais. Todos os grupos renovados que saiam de suas igrejas originais condenavam os que não aceitavam o pentecostalismo. De repente o mundo pentecostal teve uma surpresa. Essa surpresa foi a chegada dos pentecostais católicos, ou CARISMÁTICOS.

No início de 1960 explodiu a mania carismática nas antigas denominações Episcopais da Califórnia. Seu líder principal foi Dennis Bennet de Van Nuys. Um discípulo dele, Jean Stone, espalhou o seu ensino através da revista Trinity entre os anos de 1961-66. Por esse mesmo período Larry Christensen liderou o avivamento carismático entre as igrejas luteranas nos E.U.A.

Em 1967 foi a vez da Igreja Católica Romana formar seu grupo de carismáticos. Tudo começou num retiro de Universitários na Universidade de Duquesne, Pittsbush. Houve muitos que falaram em línguas naquele retiro. O primeiro grande líder dos carismáticos Católicos parece ter sido Ralph Keifer. Em fevereiro de 1967 ele levou a mensagem carismática para a Universidade de Notre Dame, e muitos alunos e professores falaram em línguas.

De princípio tanto os pastores pentecostais, como padres católicos, condenaram o mais novo movimento pentecostal. Na verdade os padres até tinham uma certa razão, pois, era um ensino totalmente contrário às doutrinas do Vaticano. Já os pastores pentecostais condenavam mais por ciúme, afinal, a grande vantagem de falar em línguas, que foi a bandeira dos pentecostais por mais de seis décadas, estava agora na boca dos idólatras católicos. A diferença dos carismáticos com os pentecostais é: Primeiro que eles se renovam e permanecem nas suas próprias congregações, enquanto os pentecostais históricos dividiam as igrejas. Os carismáticos usualmente pertenciam à classe média, são separatistas, urbanizados, de tendência ecumênica e pluralistas em sua teologia. As igrejas pentecostais clássicas eram originalmente constituídas de operários e eram barulhentas em seus cultos. Na questão de barulho os carismáticos atuais já alcançaram seus primos pentecostais clássicos. Os carismáticos são idólatras e os pentecostais não. No demais são bem parecidos.

Os carismáticos católicos só conseguiram o agrado do Papa - não o aval - em 1975. Neste ano o movimento reuniu dez mil carismáticos em Roma. Num pronunciamento ecumênico o Papa Paulo falou simpaticamente à assembléia. Foi uma vitória ao movimento carismático. De princípio João Paulo II não aprovou muito o movimento. Mas atualmente ele é favorável, principalmente porque os carismáticos já se organizaram em quase todo o mundo, e no Brasil, que é o maior país Católico do mundo, o movimento está esparramado em quase todas as suas paróquias. Para dizer com mais sinceridade é o movimento carismático que está conseguindo deter o movimentos pentecostal e neopentecostal na América Latina, que aliás, é o grande reduto católico do mundo.


A FARSA DO POVO BRANCO JUDEU - ELES SÃO KHAZARIANOS

 


Os Judeus brancos que vemos na TV, Revista, Jornais e na Internet, não são pertencentes às 12 tribos, não pertencem à linhagem de Abraão e nunca foram de fato, descendentes de Jacó. 

Estes se auto intitularam Judeus por causa de seu rei, Rei Bulan, que queria ter outra religião, uma que fosse monoteísta e de fácil aceitação para seu povo. Estes ditos "Judeus" são na verdade um antigo povo Khazari que quer dizer Errante, eles dominaram o centro asiático por volta do século VII até o século X, a região centro asiática que eles dominaram é nada mais nada menos que a famosa Turquia, ou seja, os Khazari são um povo branco seminômade turcomana que depois de se estabelecerem na Turquia, se converteram ao Judaismo.  Este povo foi aliado do Império Bizantino e se opuseram ao Império Sassânida e guerrearam também contra o domínio Árabe. 

Fugindo dos ataques dos Mongóis e derrotados pelo reinado de Kiev, os Khazari foram para Europa Oriental, ocupando lugares onde hoje é a Polônia, Hungria e Ucrânia, com o tempo estes ficaram conhecidos como Ashkenazes quando foram morar na Europa Central. O termo Ashkenaz é um termo hebraico medieval para Alemanha que foi um dos locais da Europa Central onde muitos deles foram morar. 

Segundo a Bíblia os  descendentes de Ashkenaz conforme a tradição, seriam os Citas um antigo povo Iraniano que viviam nas proximidades do Monte Ararate e eram chamados Ashkuza nas inscrições Assírias. A região da Ascânia na Anatólia deriva seu nome desse grupo, que se acredita ter avançado até a Europa. 

No ano de 740  em uma terra confinada entre o Mar Negro e Mar Cáspio conhecida como Khazaria, uma terra que hoje é predominantemente ocupada pela Georgia, mas também alcança dentro da Rússia, Polônia, Lituânia, Hungria e Romênia, surgiu o que se conhece hoje como Judeu branco, como vemos hoje na mídia.  Eles viviam cercados, pois tinham os muçulmanos de um lado deles e os católicos do outro lado, e constantemente temiam ataques de ambos os lados. O povo da Khazaria não era de nenhuma das duas crenças, ao invés disso praticavam adoração a ídolos e eram politeístas. O Rei da Khazaria, Rei Bulan, decidiu de modo a proteger sua gente contra o ataque, o povo da Khazaria deveriam converter-se a uma das crenças, mas qual? Se eles se convertessem ao islamismo eles estariam sob risco de ataque dos católicos e vice versa.

Havia outra religião que era capaz de negociar com católicos e muçulmanos. Esta era a raça dos judeus. O Rei Bulan decidiu se ele instruísse seu povo a converter-se ao judaísmo ele poderia manter ambas felizes, desde que eram desejosos de negociar com os judeus, e assim ele fez.

Tiveram que aprender a falar o Hebraico pois o povo Khazaria falava Yiddish, um idioma totalmente diferente do hebreu e adotou os princípios do livro mais sagrado dos judeus, o Talmud.

 

Khazaria

O que o mundo chama de Movimento Sionista, na verdade é uma colonização branca, uma invasão. Tudo orquestrado por um Jornalista maçom chamado Theodor Herzl 1860 - 1904 ele é considerado o Fundador do sionismo moderno

O povo Judeu branco de hoje é maçom, desde sua conversão à religião na Idade Média, Israel por si só é uma região de povo predominantemente negra, não com feições europeias como se vê hoje na mídia. A Israel moderna é hoje infelizmente uma cultura voltada à maçonaria illuminati, o Estado de Israel que nasceu no ano de 1948 na ONU, foi feita por Maçons, vemos até hoje os Estados Unidos, Inglaterra e outros países sempre ajudando a Israel branca maçônica em detrimento de outros povos e minorias que clamam por ajuda humanitária. 

O povo Judeu é negro, essa gente que todos vêem hoje em dia, é o povo da Khazaria que é branco e que resolveu se converter ao judaísmo, isso não é problema, mas se torna um problema, quando resolvem invadir o país e mudar toda a história da região e implantar uma cultura maçônica como vemos hoje.


Rei Bulan

Rei Bulan foi um lendário governante do Império Cazar (séculos VIII-IX) que, segundo as fontes históricas, liderou a conversão de seu povo ao judaísmo após um debate teológico entre representantes de várias fés, buscando uma religião unificadora e neutralidade geopolítica entre os poderes cristãos e muçulmanos, estabelecendo uma linhagem de governantes judeus (Dinastia Bulanid), embora o debate sobre sua exata posição (Bek ou Khagan) e a profundidade dessa conversão no povo permaneçam abertos à interpretação histórica. 

A história mais conhecida, contada na Correspondência Khazar, narra que embaixadores bizantinos e árabes tentaram converter Bulan ao Cristianismo e ao Islamismo, respectivamente. Bulan organizou um debate, e tanto os muçulmanos quanto os cristãos acabaram admitindo que o judaísmo era superior, levando-o a adotar a fé.

A conversão ao judaísmo foi vista como uma forma pragmática de manter a independência do Império Cazar, evitando a subordinação a potências vizinhas como o Império Bizantino e o Califado Abássida. 


Dinastia Bulanid

Após Bulan, seus descendentes, como o Rei Obadias, fortaleceram o judaísmo no reino, convidando estudiosos judeus e estabelecendo instituições.

A dinastia Bulanid (ou Bulanidas) governou os Cazares, com seus descendentes se tornando os reis (Khagans) que continuaram a tradição judaica. 


Fontes Históricas

Correspondência Khazar: Cartas entre o rei José de Khazaria e o estudioso judeu Hasdai ibn Shaprut detalham a conversão.

Relatos Árabes: O escritor árabe al-Bakri também menciona a conversão, embora com uma narrativa ligeiramente diferente.

A data exata e a extensão da conversão (apenas a elite ou o povo todo) são debatidas, com alguns estudiosos questionando a historicidade literal de algumas fontes. 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

GROELÂNDIA

 


Groenlândia (no inglês, Greenland) quer dizer “terra verde”. É um nome estranho para um lugar em que mais de 80% do território está coberto por gelo permanente. 

Mas a alcunha não nasceu de um erro de tradução nem de um mapa malfeito. Foi uma tentativa proposital para convencer pessoas a se mudarem para uma colônia distante, arriscada e difícil de sustentar. 

O marqueteiro que espalhou esse nome foi Erik, o Vermelho, um viking do fim do século 10 que virou líder de colonos no sudoeste da ilha. A história dele aparece nas sagas islandesas – textos medievais escritos a partir de tradições orais e preservados como parte da memória histórica da Islândia. 

Erik nasceu por volta de 950 d.C., na Noruega, durante o reinado de Haakon, o Bom, numa época em que o norte da Europa passava por transformações profundas. A Era Viking, que costuma ser situada entre os séculos 8 e 11, foi um ciclo de expansão marítima, comércio e colonização. 

Enquanto reinos europeus se reorganizavam após séculos de instabilidade e fragmentação, escandinavos dominavam rotas no Atlântico Norte, conectando Noruega, ilhas britânicas, Islândia e, depois, Groenlândia. 

O próprio Erik cresceu dentro desse movimento de migração. Seu pai, Thorvald Asvaldson, foi banido da Noruega por assassinato, e a família atravessou o mar até a Islândia. A ilha havia começado a ser povoada por nórdicos em 874, e, em poucas décadas, deixou de ser um “novo mundo” vazio para virar uma sociedade com competição por terra, disputas por prestígio e regras próprias. 

A Islândia não era um reino, mas uma comunidade de chefes locais que resolvia conflitos em assembleias chamadas Thing, que funcionavam ao mesmo tempo como parlamento e tribunal.

Viking ruivo e barbudo (daí o “Vermelho”), Erik tentou se firmar ali. Casou-se com Thjodhild Jorundardottir e teve filhos, entre eles Leif Erikson (que, anos depois, viria a morar no atual Canadá). Só que a vida islandesa, para ele, foi marcada por discórdias. 

As sagas descrevem um primeiro conflito após um deslizamento de terra destruir a fazenda de um vizinho chamado Valthjof. Os escravos de Erik foram acusados de provocar o desastre. Eyjolf, parente do fazendeiro, matou os escravos. Erik matou Eyjolf em retaliação. 

O segundo conflito foi ainda mais sério e envolveu os chamados setstokkr, que são pilares ornamentais com valor religioso e simbólico. Erik pediu que um homem chamado Thorgest os guardasse enquanto ele se mudava.

Quando Erik tentou recuperá-los, Thorgest se recusou a devolver. O Vermelho tomou os itens à força. Houve perseguição, confronto e mortes. Ele matou os filhos de Thorgest e outros homens.


O caso chegou ao Thing e, em 982, Erik foi condenado ao exílio por três anos. Naquele contexto, isso era uma pena pesada, uma vez que significava perder rede de apoio, acesso à terra e proteção política.

Por outro lado, também podia ser uma chance de recomeço, se o condenado conseguisse encontrar outro lugar onde sobreviver e reconstruir prestígio. Foi isso que Erik fez.

Ele navegou para oeste com alguns companheiros. Não partiu completamente no escuro. Um viking chamado Gunnbjorn Ulfsson teria avistado terras naquela direção quase um século antes, após se desviar da rota. E, na década de 970, outro fora da lei, Snaebjorn Galti Holmsteinsson, teria tentado fundar um assentamento ali, que acabou em violência interna e colapso.

Esse detalhe é importante porque mostra que a Groenlândia já circulava como possibilidade no imaginário escandinavo: um lugar distante e difícil, mas real.

Em 985, Erik chegou ao sudoeste da ilha, a região mais “mansa” dentro do padrão groenlandês, com fiordes (braços de mar com paredões no entorno) protegidos, alguma água doce e faixas de terra que permitiam pasto no verão. 

Tratava-se da parte mais ao sul da Groenlândia, em latitude mais baixa do que a Islândia. Isso ajuda a entender por que os primeiros colonos se concentraram ali. A ilha é enorme, mas a maior parte é impraticável para agricultura ou criação de animais. Menos de um quarto da área é habitável, e mesmo essa fração é fragmentada e sazonal.

Há um segundo fator que pode ter facilitado a ocupação: o clima. Evidências extraídas de núcleos de gelo e de conchas de moluscos sugerem que, entre 800 e 1300, o sul da Groenlândia foi mais quente do que é hoje. Não se tratava de um paraíso verde, mas de um cenário menos hostil, com verões capazes de sustentar gramíneas e alguma produção em fazendas.

Ou seja, ainda que Erik tenha exagerado ao batizar ali de “terra verde”, esse nome não era algo totalmente desconectado do que se via no melhor momento do ano, num dos poucos trechos possíveis de ocupar.

Durante esse período, Erik percorreu a costa, nomeou regiões e marcou presença. Um dos lugares associados a ele é o Eriksfjord, hoje chamado Tunulliarfik Fjord. Ali ele teria montado sua fazenda, conhecida nas sagas como Brattahlið (“encosta íngreme”), perto do atual povoado de Qassiarsuk.

O local virou centro político do assentamento. Em colônias desse tipo, a fazenda do líder funcionava como ponto de reunião, distribuição de recursos e articulação de alianças.

Quando o exílio terminou, Erik voltou à Islândia e reuniu colonos para atravessar o Atlântico. As sagas falam em cerca de 300 pessoas. A viagem foi arriscada. Em um relato, 25 navios partiram e 11 se perderam no caminho.

Em outro, fala-se em 35 embarcações, com apenas 14 chegando. A discrepância é típica de tradições narrativas que circulam em versões diferentes, mas o padrão é o mesmo: o mar eliminou uma parte significativa da expedição.

Os sobreviventes fundaram dois núcleos principais: o Assentamento Oriental e o Assentamento Ocidental, ambos na costa sul. Erik se instalou no Oriental e virou a principal liderança local. Foi nesse momento que o nome “Groenlândia” virou peça central do projeto. 

O termo vem do nórdico antigo Grœnland, que depois aparece em versões modernas como Grænland (islandês), Grønland (dinamarquês e norueguês) e Greenland em inglês.

As sagas atribuem a ele a justificativa de que um nome agradável atrairia mais gente. Uma colônia precisava de população suficiente para produzir comida, manter gado, construir estruturas e sobreviver a invernos longos. Sem fluxo de pessoas e recursos, o assentamento morria.

Essa escolha também conversa com um costume nórdico mais amplo: batizar lugares a partir do que se observava. Reykjavik, por exemplo, significa “baía fumegante”, referência às fumarolas (aberturas na crosta, geralmente em áreas vulcânicas, que exalam vapor d’água e gases).

E Leif Erikson, filho de Erik, teria chamado uma região de “Vinland” ao encontrar uvas silvestres ou frutos parecidos na costa do que hoje é o Canadá. Só que, no caso da Groenlândia, o nome não era apenas descritivo, mas também persuasivo.


A vida na colônia foi um exercício de adaptação. Os nórdicos construíram fazendas perto de água doce e criaram gado, ovelhas e cabras. Produziam laticínios e lã, e tentavam cultivar o que fosse possível.

Depósitos encontrados em sítios arqueológicos nórdicos na Groenlândia, os sambaquis, guardam ossos de focas em grande quantidade. Há também vestígios de caça a caribus (da família dos cervos).

Análises químicas indicam que, conforme os anos passaram, os colonos dependeram cada vez mais de proteína marinha. Isso sugere que quando a criação de animais e a agricultura ficavam mais instáveis, o mar virava o suporte principal.

Outro eixo de sobrevivência foi o comércio. Morsas eram abundantes em certas áreas, e o marfim de morsa tinha valor na Europa medieval. Isso deu aos assentamentos uma mercadoria de exportação.

Pesquisadores discutem se esse foi um objetivo desde o início ou se virou um mercado lucrativo depois, quando os colonos perceberam a oportunidade. De qualquer forma, a economia groenlandesa dependia de ligação com o resto do mundo nórdico e com a Europa – assim como hoje em dia.

Erik morreu em 1003, segundo relatos, durante uma epidemia que teria atingido a colônia com a chegada de novos imigrantes. O local de sepultamento dele permanece incerto. Mas a história da família continuou com Leif, que navegou ainda mais para oeste e chegou ao atual Canadá.

Os assentamentos que ele montou foram breves, mas a viagem ficou como um marco: os vikings alcançaram a América do Norte quase 500 anos antes de Cristóvão Colombo.

domingo, 18 de janeiro de 2026

LISTA DE PAÍSES DITADORES



Ao todo, temos no mundo, 35 países com regimes ditadores.

Burkina Faso: Liderado por Ibrahim Traoré, após golpes em 2022. O país enfrenta forte isolamento regional e repressão.

Camarões: Paul Biya (no poder desde 1982), com 92 anos de idade, consolidou o poder através da manipulação eleitoral e restrição da oposição.

Djibuti: Ismail Omar Guelleh (no poder desde 1999).

Eritreia: Isaias Afwerki (no poder desde a independência em 1993), governando sem eleições nacionais.

Eswatini (Suíça da África): Monarquia absoluta onde partidos políticos são proibidos.

Gabão: Junta militar no poder desde agosto de 2023. 

Guiné Equatorial: Teodoro Obiang Nguema Mbasogo (no poder desde 1979 - mais de 46 anos), considerado o ditador com mais tempo no poder no mundo.

Guiné: Governo militar desde 2021.

Mali: Governado por junta militar desde os golpes de 2020 e 2021, enfrentando pressão por insegurança.

Níger: Junta militar no poder desde o golpe de julho de 2023.

República Centro-Africana: Alta instabilidade e repressão à oposição, com presença de mercenários.

República do Congo: Denis Sassou Nguesso (no poder desde 1997, governou também entre 1979-1992).

Sudão: O país enfrenta guerra civil e é governado em partes por facções militares rivais (SAF e RSF), com colapso total dos direitos civis.

Togo: Faure Gnassingbé (no poder desde 2005), assumiu após a morte de seu pai (que governou por 38 anos), consolidando uma ditadura dinástica.

Uganda: Yoweri Museveni (no poder desde 1986). Em janeiro de 2026, relatos indicaram a vitória de Museveni para seu 7º mandato consecutivo.

Zimbabwe: Regime autoritário com forte repressão a ativistas e oposição. 

Bielorrússia (Belarus): É frequentemente citada como a "última ditadura da Europa". Alexander Lukashenko, no poder há mais de 30 anos, mantém um regime repressivo, com eleições antidemocráticas e forte perseguição à oposição. Relatos de 2025 indicam a continuidade do seu governo autoritário.

Rússia: Sob o governo de Vladimir Putin, o país tem consolidado um regime autocrático, com a supressão de vozes dissidentes, restrições severas à liberdade de imprensa e o fortalecimento do poder centralizado, agravando-se após a invasão da Ucrânia. 

Cuba: Embora não seja uma ditadura militar recente, o regime de partido único continua restritivo à liberdade política e de expressão, sendo um ponto de atrito constante. 

Venezuela: Considerada um regime autoritário sob Nicolás Maduro, com acusações de violação de direitos humanos e manipulação eleitoral, sendo alvo de forte pressão internacional e intervenções dos EUA, conforme notícias de janeiro de 2026.

Arábia Saudita: Classificada como monarquia absoluta, com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman consolidando o poder de forma autoritária, frequentemente caracterizada como uma autocracia.

Bahrein, Jordânia, Emirados Árabes Unidos: Monarquias constitucionais/autoritárias que mantêm forte controle centralizado. 

Egito: Sob o governo do presidente Abdel Fattah el-Sisi, o país é frequentemente descrito como um regime autoritário militarizado após o golpe de Estado de 2013.

Iêmen: O país vive em um cenário de guerra civil e instabilidade, com diferentes facções operando de forma autoritária e sob um "Inverno de Autoritarismo".

Irã: Identificado como uma ditadura teocrática/religiosa, o regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei enfrenta intensos levantes populares, repressão brutal e protestos que começaram em 2026, com relatos de milhares de prisões. Há análises sugerindo que o regime teocrático está "por um fio" devido à opressão extrema.

Oman: Monarquia absoluta onde o sultão detém o poder supremo.

Qatar: Identificado em relatos recentes (início de 2026) como um regime que, apesar de influência diplomática, opera com um histórico de "ditadura brutal" e direitos humanos limitados sob o Emir Tamim bin Hamad Al Thani.

Síria: Continua sob um regime autoritário, com o governo de Bashar al-Assad, que se mantém no poder após anos de guerra civil e através de forte repressão.

Tunísia: Apontada como uma nação que inverteu o progresso democrático da Primavera Árabe, com o presidente Kais Saied centralizando o poder em 2022/2023 e mantendo controle com repressão, afastando-se da democracia.

China: Sob Xi Jinping, o país consolidou um regime de partido único, eliminando espaços para dissidência e mídia independente.

Coreia do Norte: Considerada uma das ditaduras mais totalitárias e dinásticas do mundo, com liberdade zero.

Laos: Regime comunista de partido único.

Mianmar: Atualmente governado por uma junta militar após o golpe de 2021, com repressão violenta contra opositores e resistência ao retorno da democracia.

Turcomenistão: Caracterizado como um dos regimes mais fechados e autoritários da Ásia Central. 

Vietnã: Regime comunista que restringe fortemente o pluralismo cívico e intelectual.





GÊNESIS DE ERIDU - O GÊNESIS ORIGINAL SUMERIANO




A história do dilúvio sumério (também conhecida como Gênesis de Eridu, história do dilúvio, mito da criação sumério, mito do dilúvio sumério) é o texto mesopotâmico mais antigo que relata a história do grande dilúvio, que apareceria em obras posteriores como Atrahasis (século XVII a.C.) e A Epopeia de Gilgamesh (2150-1400 a.C.). 

*Obs: Tais datas apresentadas nesta matéria, são totalmente fictícias.*

O conto também é o mais famoso contado como a história de Noé e sua arca do livro bíblico de Gênesis (a data mais antiga possível é 1450 a.C., a mais recente é 800-600 a.C.). A história é datada de aproximadamente 1600 a.C em sua forma escrita, mas acredita-se que seja muito mais antiga, preservada pela tradição oral até ser escrita.

A obra existente está muito danificada, com várias linhas importantes faltando, mas ainda pode ser lida e facilmente compreendida como uma história antiga do Grande Dilúvio. Os estudiosos que estudaram o texto geralmente se baseiam no texto posterior - Atrahasis acadiano/babilônico que conta a mesma história para preencher os espaços em branco do texto que faltava na tábua quebrada. A história influenciou provavelmente a "história do dilúvio" egípcia conhecida como O Livro da Vaca Celestial (datada, em parte, do Primeiro Período Intermediário do Egito, 2181-2040 a.C.), mas foi certamente a inspiração para as obras mesopotâmicas posteriores, bem como para a narrativa bíblica de Noé.

A história foi descoberta pela primeira vez em 1893, durante o período de expedições e escavações generalizadas em toda a Mesopotâmia, financiadas por instituições ocidentais. O homem bom nessa versão do conto, escolhido para sobreviver ao dilúvio e preservar a vida na Terra, é o sacerdote-rei Ziusudra da cidade de Suruppak (cujo nome significa "vida de longos dias"). Essa mesma figura aparece em Instruções de Churupaque (2000 a.C.) e como Atrahasis ("extremamente sábio") na obra posterior que leva seu nome, como Utnapishtim ("ele encontrou a vida") no Épico de Gilgamesh como Noé ("descanso" ou "paz") no Livro de Gênesis.


No século XIX, instituições ocidentais, incluindo museus e universidades, financiaram expedições à Mesopotâmia na esperança de encontrar evidências físicas que corroborassem a historicidade das narrativas bíblicas. O século XIX presenciou a prática sem precedentes de leituras cada vez mais críticas da Bíblia, que questionavam crenças de longa data sobre sua origem divina e suposta infalibilidade.

Essa era de ceticismo veria a publicação de A Origem das Espécies, de Darwin, em 1859, sugerindo que os seres humanos, em vez de serem criados por Deus como "um pouco mais baixos que os anjos" (Salmo 8:5), evoluíram de primatas. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche publicou sua obra The Gay Science, que contém a famosa frase "Deus está morto e nós o matamos", aludindo ao aparente triunfo da tecnologia e do secularismo sobre a crença religiosa tradicional.

Antes do surgimento do ceticismo secular, e mesmo durante o período em que Darwin e Nietzsche estavam escrevendo, a Bíblia era considerada o livro mais antigo do mundo, completamente original e de origem divina. Essa visão foi incentivada pelo trabalho do arcebispo James Ussher (l. 1581-1656), criador da Cronologia de Ussher que, baseando-se principalmente no Livro de Gênesis e fazendo referência a outras narrativas bíblicas, data a criação do mundo em 22 de outubro de 4004 a.C., às 18 horas. Como se acreditava que a Bíblia havia sido escrita por Deus, ela era infalível e podia ser confiável não apenas para datar a idade da Terra, mas para qualquer outro aspecto da existência humana.

As expedições enviadas à Mesopotâmia deveriam encontrar evidências que apoiassem essa visão, mas encontraram exatamente o oposto. As tábuas cuneiformes, decifradas a partir de meados do século XIX, desafiaram diretamente a visão tradicional da Bíblia, pois continham várias histórias, motivos e símbolos que apareciam nas narrativas bíblicas e eram anteriores a elas; entre elas estava a história suméria do dilúvio, o primeiro relato conhecido da história que as pessoas da época conheciam como a Arca de Noé.

A tábua muito danificada foi descoberta nas ruínas da antiga cidade de Nippur por uma expedição financiada pela Universidade da Pensilvânia em 1893. Ela ficou sem tradução até 1912, quando o assiriologista alemão Arno Poebel (l. 1881-1958) a decifrou como parte de seu trabalho para a Universidade da Pensilvânia. A existência de um relato pré-bíblico do Dilúvio de Noé, que já havia ficado claro com a tradução de George Smith da Epopeia de Gilgamesh em 1876, sugeriu a alguns que a interpretação tradicional da Bíblia precisava ser repensada, enquanto, para outros, um relato mesopotâmico de um grande dilúvio corroborava a história bíblica, apenas sob outro ponto de vista.

O arqueólogo britânico Sir Leonard Wooley (1880-1960) contestou essa última afirmação por meio de suas escavações nas ruínas da antiga Ur na década de 1920. Durante a temporada de escavações de 1928-1929, Wooley afundou uma série de poços no solo e determinou que havia ocorrido uma inundação significativa na região, mas que se tratava de um evento local, não global, e que, além disso, não era um incidente singular, mas que havia ocorrido várias vezes quando os rios Tigre e Eufrates transbordavam de suas margens.

As escavações de Wooley foram reproduzidas em outros lugares da Mesopotâmia por outros arqueólogos que chegaram à mesma conclusão. A historicidade e a originalidade da narrativa bíblica do Grande Dilúvio não podiam mais ser mantidas, e a Cronologia de Ussher foi contestada e descartada pelos estudiosos (embora ambas ainda sejam mantidas pelos cristãos atualmente que defendem a chamada Visão da Terra Jovem). A acadêmica Stephanie Dalley, comentando sobre outras escavações na Mesopotâmia ao longo do século XX, escreve: "Nenhum depósito do dilúvio é encontrado em estratos do terceiro milênio, e a data do Arcebispo Ussher para o Dilúvio de 2349 a.C., que foi calculada usando números em Gênesis pelo valor nominal e que não reconhecia como a cronologia bíblica é altamente esquemática para tempos tão antigos, está agora fora de questão."

A pequena tábua da história suméria do dilúvio encontrada em Nippur, sem grande parte de sua narrativa, proporcionou a Wooley a liberdade acadêmica para fazer o tipo de afirmação sobre o dilúvio na década de 1920 que teria sido impensável apenas um século antes.


A história suméria do dilúvio começa com a criação do mundo, o "povo de cabeça preta" (os sumérios) e, em seguida, os animais. Os deuses sumérios que realizam o ato da criação, An (Anu), Enlil, Enki e Ninhursag,permaneceriam entre as mais poderosas divindades sumérias por séculos até serem eclipsados pelos paradigmas teológicos amoritas sob Hamurabi da Babilônia (1792-1750 a.C.) e, mais tarde, pelos assírios.

Depois que os seres humanos e os animais são criados, os deuses decretam o estabelecimento de cidades, começando por Eridu, que era considerada a cidade mais antiga do mundo. Cada uma das cidades é dada a um deus para supervisionar, estabelecendo assim, a tradição de cada cidade ter sua divindade padroeira, e parece ser feita referência ao estabelecimento posterior de sistemas de irrigação.

Após essa seção da narração, faltam algumas linhas que devem ter explicado por que os deuses An e Enlil, líderes do panteão sumério, decidiram destruir a humanidade com um grande dilúvio. No Atrahasis posterior, o motivo é que as pessoas se tornam numerosas e barulhentas demais e perturbam o descanso de Enlil. Em Atrahasis, Enlil envia uma seca, depois uma praga e, em seguida, a fome à Terra para diminuir a população e acalmar o rugido dos humanos, mas, a cada vez, Enki (deus da sabedoria e amigo da humanidade) diz às pessoas o que elas devem fazer para reverter as pragas de Enlil e elas podem continuar com suas vidas como antes. É provável que esses detalhes também apareçam na história suméria anterior sobre o dilúvio, na qual Enki tem o mesmo papel.

A história continua, observando como todos os deuses fazem um juramento, presumivelmente de que não interferirão na decisão de An-Enlil de destruir a humanidade e, em seguida, o personagem central do conto é apresentado: Ziusudra, um rei da cidade de Suruppak e um sacerdote. Como Enki, presumivelmente, fez o juramento de não interferir no dilúvio junto com todos os outros deuses, ele não pode avisar Ziusudra diretamente e, por isso, fala para uma parede, sabendo que Ziusudra, do outro lado dela, o ouvirá. Nesse ponto, faltam mais linhas que detalhariam a criação de um grande barco por Ziusudra, que ele encheu de animais e "a semente da humanidade".

A narrativa é retomada com uma descrição do dilúvio, que dura sete dias e sete noites, até que os mares se acalmam e Utu (Utu-Shamash, o deus do sol) aparece. Ziusudra faz um buraco na lateral do barco e Utu, na forma dos raios de sol, entra. Ziusudra obedientemente faz um sacrifício ao deus, mas o que acontece depois se perde em mais linhas ausentes. No final, An e Enlil parecem ter se arrependido de sua decisão, pois são gratos por Ziusudra ter preservado suas criações. Eles lhe concedem vida eterna no paraíso da terra de Dilmun. Com base em fragmentos da tábua, parece que a história continuou após essa aparente conclusão por mais 39 linhas, mas o conteúdo se perdeu.


O texto a seguir foi extraído do livro A literatura da antiga Suméria, traduzido pelos acadêmicos Jeremy Black, Graham Cunningham, Eleanor Robson e Gabor Zolyomi. A linha de abertura que faz referência à interrupção da "aniquilação de minhas criaturas" pode estar sugerindo que os deuses inicialmente deram aos seres humanos uma longa vida útil como colaboradores dos deuses que assumiriam seu trabalho e tornariam a terra agradável para eles, como a história é contada em Atrahasis.

No Atrahasis, após o dilúvio, os deuses tomam medidas para limitar o tempo de vida humano e aumentar a mortalidade, e esses tipos de detalhes podem ter constituído o texto que faltava na história suméria anterior sobre o dilúvio, que segue: "Impedirei a aniquilação de minhas criaturas e farei com que as pessoas retornem de seus locais de moradia. Que eles construam muitas cidades para que eu possa me refrescar em sua sombra. Que eles assentem os tijolos de muitas cidades em lugares puros, que estabeleçam lugares de adivinhação em lugares puros e, quando a extinção do fogo... for providenciada, os ritos divinos e os poderes elevados forem aperfeiçoados e a terra for irrigada, estabelecerei o bem-estar ali.

Depois que An, Enlil, Enki e Ninhursag criaram o povo de cabeça negra, eles também fizeram com que os animais se multiplicassem por toda parte e fizeram com que houvesse rebanhos de animais de quatro patas nas planícies, como convém. [Aqui faltam aproximadamente 32 linhas].

Eu supervisionarei o trabalho deles. Que... o construtor da Terra cave um alicerce sólido.

Depois que o... da realeza desceu do céu, depois que a coroa e o trono exaltados da realeza desceram do céu, os ritos divinos e os poderes exaltados foram aperfeiçoados, os tijolos das cidades foram colocados em lugares sagrados, seus nomes foram anunciados e os... foram distribuídos. A primeira das cidades, Eridu, foi dada a Nudimmud, o líder. A segunda, Bad-tibira, foi dada à Senhora. A terceira, Larag, foi dada a Pabilsag. O quarto, Zimbir, foi dado ao herói Utu. A quinta, Suruppag, foi dada a Sud. E depois que os nomes dessas cidades foram anunciados e os... foram distribuídos, o rio... foi regado. [Aqui faltam aproximadamente 34 linhas].

… assento no céu… inundar… a humanidade. Então ele fez... Então Nintud... Inanna sagrada fez um lamento por seu povo. Enki se aconselhou consigo mesmo. An, Enlil, Enki e Ninhursag fizeram com que todos os deuses do céu e da terra fizessem um juramento invocando An e Enlil. Naqueles dias, Ziusudra, o rei, o sacerdote gudug... Ele formou... O humilde, comprometido, reverente... Dia após dia, permanecendo constantemente em... Algo que não era um sonho apareceu, conversando... fazendo um juramento invocando o céu e a terra. No Ki-ur, os deuses… uma parede."

Ziusudra, de pé ao seu lado, ouviu: "Parede lateral, de pé ao meu lado esquerdo, ... Parede lateral, falarei palavras a você; preste atenção às minhas palavras, preste atenção às minhas instruções. Um dilúvio varrerá o... em todo o... A decisão de que a semente da humanidade será destruída foi tomada. O veredicto, a palavra da assembleia divina, não pode ser revogado. A ordem anunciada por An e Enlil não pode ser anulada. Sua realeza, seu mandato foi cortado; seu coração deve estar descansado sobre isso... [Aqui faltam aproximadamente 38 linhas]

Todos os vendavais e tempestades se juntaram e o dilúvio varreu a terra. Depois que o dilúvio varreu a terra e as ondas e tempestades de vento agitaram o enorme barco por sete dias e sete noites, Utu, o deus-sol, apareceu, iluminando o céu e a terra. Ziusudra conseguiu fazer uma abertura no enorme barco e o herói Utu entrou no enorme barco com seus raios. O rei Ziusudra se prostrou diante de Utu. O rei sacrificou bois e ofereceu inúmeras ovelhas. [Aqui faltam aproximadamente 33 linhas].

"Eles o fizeram jurar pelo céu e pela terra... An e Enlil o fizeram jurar pelo céu e pela terra..."

Mais e mais animais desembarcaram na terra. O rei Ziusudra se prostrou diante de An e Enlil. An e Enlil trataram Ziusudra com bondade... concederam-lhe vida como a de um deus, trouxeram-lhe a vida eterna. Naquela época, devido à preservação dos animais e da semente da humanidade, eles estabeleceram o rei Ziudsura em um país estrangeiro, na terra de Dilmun, onde o sol nasce... [Aqui faltam aproximadamente 39 linhas]


A história do dilúvio sumério é considerada o primeiro relato escrito do mito popular de um dilúvio mundial enviado pelos divinos, que aparece em quase todas as culturas do mundo antigo. O tratamento aparentemente universal da mesma história sugeriu a alguns que deve ter havido um evento desse tipo, ao qual pessoas de diferentes culturas, independentemente, responderam com a criação da história.

Os estudiosos modernos tendem a rejeitar essa interpretação e, em vez disso, sugerem que uma história antiga sobre um Grande Dilúvio e a destruição da humanidade repercutiu em um público antigo e passou a ser amplamente repetida, viajando pelo comércio de uma região para outra. Cada cultura adaptou a história às suas próprias necessidades e visão e, assim, o original foi alterado, em maior ou menor grau, à medida que era contado e depois escrito em diferentes locais. O original pode ou não ter sido a história suméria do dilúvio, mas muitos estudiosos atuais, inclusive Stephanie Dalley, acreditam que sim. Dalley escreve: "Todas essas histórias de inundação podem ser explicadas como derivadas de um único original mesopotâmico, usado em contos de viajantes por mais de dois mil anos, ao longo das grandes rotas de caravanas da Ásia Ocidental: traduzido, bordado e adaptado conforme os gostos locais para dar origem a uma miríade de versões divergentes."


O conceito da ira de um deus ou o descontentamento coletivo de muitos deuses causando eventos catastróficos era entendido simplesmente como o funcionamento do mundo pelas civilizações antigas ao redor do mundo. A história do Grande Dilúvio teria servido a vários propósitos, mas, principalmente, explicava a criação do mundo como as pessoas o conheciam, ao mesmo tempo, em que sugeria fortemente que elas prestassem mais atenção à vontade divina em suas vidas diárias.

Em cada versão da história do dilúvio mencionada acima, os deuses ou Deus se arrependem de sua decisão; na história de Gênesis, Deus até coloca o arco-íris no céu como uma promessa de que nunca mais inundará o mundo; mas, para um público antigo, isso não significaria que o Divino não poderia facilmente enviar alguma punição igualmente terrível para a transgressão humana de sua vontade em algum momento no futuro, sempre que quisesse. A história teria, então, incentivado as pessoas a errarem por excesso de cautela ao aderirem aos preceitos religiosos e culturais para manter a boa vontade de uma divindade ou divindades que poderiam tão facilmente destruí-las quanto apoiá-las.


sábado, 17 de janeiro de 2026

URIM E TUMIM ORIGINAL SUMÉRIO

 


Segundo o mito bíblico, Urim e Tumim eram objetos sagrados no Antigo Testamento, associados ao peitoral l (hoshen) do Sumo Sacerdote, usados para discernir a vontade de Deus em Israel, funcionando como um oráculo de "sim ou não", "luz e perfeição", possivelmente pedras (cristais?) ou objetos gravados, cujos significados exatos são desconhecidos, mas representavam a revelação divina antes do fim do período do Segundo Templo. 

Serviam para consultar a Deus em questões de importância nacional, como um meio de adivinhação (cleromancia). 

Alguns estudiosos veem referência a Jesus Cristo, pois o hebraico Urim e Tumim começam com a primeira e última letra do alfabeto, simbolizando "Princípio e Fim".


Urim e Tumim na Bíblia

♦ Êxodo 28:30 - Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do Senhor: assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente.

♦ Levítico 8:8 - Depois pôs-lhe o peitoral, pondo no peitoral o Urim e o Tumim

♦ Números 27:21 - E apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o Senhor; conforme a sua palavra sairão, e conforme a sua palavra entrarão, ele e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação.

♦ Deuteronômio 33:8 - E de Levi disse: Teu Tumim e teu Urim são para o teu amado, que tu provaste em Massá, com quem contendeste junto às águas de Meribá.

♦ 1 Samuel 28:6 - E perguntou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. 

♦ Esdras 2:63 - E o governador lhes disse que não comessem das coisas consagradas, até que houvesse sacerdote com  

♦ Neemias 7:65 - O governador lhes disse que não comessem das coisas sagradas, até que se apresentasse o sacerdote com Urim e Tumim.


Uma Cópia da Tábuas do Destino da Sumeriano

Em 1900, o Assiriólogo, Muss-Arnolt publicou um artigo postulando uma origem babilônica para as palavras Urim e Tumim na Bíblia. Este artigo apareceu originalmente no American Journal of Semitic Languages ​​and Literatures - Revista de Línguas e Literaturas Semíticas e foi posteriormente publicado separadamente pela University of Chicago Press - Imprensa da Universidade de Chicago.

Urim e Tumim seriam uma reprodução religiosa, inspirada nas Tábuas dos Destinos usada por Marduk em seu peito, de acordo com a religião Suméria. Seu nome original em Sumério é: Amar Utu K ou Amar Utu, que quer dizer "Bezerro do sol; Bezerro Solar", na Bíblia, ele é conhecido como Merōdaḵ. Marduk era filho de Enki (Deus das águas doces subterrâneas, da sabedoria, dos ofícios, da magia e dos encantamentos)  e Damgalnuna ou Damkina (Deusa da purificação ritualística e intercessora dos suplicantes).

O bibliotecário da Universidade de Michigan, William W. Bishop, escreveu que devia a Muss-Arnolt "uma grande preocupação com sua precisão bibliográfica". Elogiando-o por acertar de uma forma irrefutável, a relação do Urim e Tumim da Bíblia, com às Tábuas do Destino da Suméria. Ele também menciona que Muss-Arnolt era protestante, com ascendência judaica.

Você pode conferir isso, na publicação de William W. Bishop, "Dias de faculdade—1889–93: Fragmentos de autobiografia";Michigan Alumnus: Quarterly Review, Vol. LIV No. 10, 6 de dezembro de 1947; p.351.

Confira a publicação do Professor "Muss-Arnolt"

O Urim e Tumim: Uma sugestão sobre sua natureza e significado originais. -  https://www.jstor.org/stable/pdf/527621.pdf?refreqid=fastly-default%3A27207ef8f74b786ba048146d372584c1&ab_segments=&initiator=&acceptTC=1

O Urim e Tumim: Uma sugestão sobre sua natureza e significado originais. - https://www.jstor.org/stable/527621?seq=1



O Que são as Tábuas do Destino?

Em Sumério se diz: Dub Namtarra. Em acádio se diz: ṭup šīmātu, ṭuppi šīmāti.

É uma tabuleta sagrada de argila com escrita cuneiforme e selos cilíndricos, contendo as leis e decretos fixos do universo. Quem os possui governa tudo; eles controlam a ordem cósmica e os destinos dos deuses e das pessoas.

Na mitologia Suméria, as "Tábuas dos Destinos", referem-se principalmente a um poderoso artefato da mitologia mesopotâmica, uma tabuleta de argila com leis cósmicas inscritas que concede ao seu possuidor autoridade suprema sobre deuses e humanos, famosamente disputada por deuses como Tiamat, Marduk e o pássaro Anzu, como visto no Enuma Elish.

As Tábuas são consideradas as mais importantes dos Mesh (ou Me) "Leis". Uma coleção de construções (leis) divinas, sociológicas e mágicas que formaram a base da cultura suméria. 

Em essência, as "Tábuas do Destino" são um objeto específico de imenso poder na mitologia mesopotâmica, simbolizando um destino fixo, enquanto outras culturas personificam o destino em seres poderosos que manipulam os próprios fios da vida.


Mitologia Original

Na Mitologia Original, seu portador era o Deus Enlil, a recuperação das Tábuas, é frequentemente atribuída a Ninurta, em mitos como Anzû e a Tábua dos Destinos, destacando a luta pela ordem cósmica, ou seja, a eterna luta pelo poder e controle.

Enlil foi o principal possuidor, consolidando seu domínio como o "senhor do universo" e "decretador dos destinos",pois Enlil foi o principal divindade adorada pelos Sumérios. O pássaro demoníaco Anzû ou Zu roubou as Tábuas de Enlil, causando caos, até que Ninurta (Deus da agricultura, da caça e da guerra, filho de Enlil e Ninhursag) derrotou Anzû e as recuperou, restaurando a ordem.

Nos mitos Sumério e Akádio, Ninurta foi o campeão dos deuses contra o pássaro Anzû, depois que este roubou a Tábua dos Destinos de seu pai Enlil. No mito babilônico (nunca existiu o império babilônico) Marduk, filho de Enki, é o possuidor das Tábuas.

No poema sumério Ninurta e a Tartaruga, o deus Enki detém a Tábua; portanto, ela reside com Enki no Abzu (o mar primordial abaixo do espaço vazio do submundo (Kur) e da terra (M) acima). Tanto este poema quanto o poema acádio Anzû tratam do roubo da tábua pelo pássaro Imdugud (sumério) ou Anzû (acadiano) de seu dono original (Enki ou Enlil dependendo da versão). No final, a Tábua é recuperada pelo deus Ninurta e devolvida a Enlil.


O Mito - Anzu e as Tábuas do Destino

Anzû é um pássaro divino da tempestade e a personificação do vento sul e das nuvens de trovão. Anzu desejou o poder supremo, que era controlado por Enlil, o rei dos deuses. Enquanto Enlil estava se banhando e seu poder estava desprotegido (pois ele tirou a Tábua de seu peitoral), Anzu roubou a "Tábua dos Destinos" ou Tábuas dos Destinos. Com esse artefato, Anzu ganhou controle sobre o universo e os decretos divinos.

Com a Tábua, Anzu fugiu para Montanha Hehe, interrompendo a ordem cósmica (as Leis ou Mesh) e deixando os deuses desesperados. As regras divinas foram quebradas, causando uma crise de autoridade.

A maioria dos deuses temia enfrentar Anzu, que estava armado com a Tábua. Ninurta, o deus guerreiro e filho de Enlil (ou Ningirsu em algumas versões sumérias), foi incumbido de recuperar o artefato. Após uma batalha feroz e perigosa, Ninurta derrotou Anzu e devolveu a Tábua a Enlil.

O monstro, metade homem e metade pássaro, foi eventualmente derrotado pelo deus Ninurta, que recuperou as tábuas. A vitória de Ninurta reafirma a hierarquia divina e a restauração da ordem sobre o caos, mostrando que a estabilidade do universo deve ser defendida contra forças rebeldes. 


Variação da Mitologia - Enuma Elish - Versão Babilônica

A Tábua dos Destinos é um importante dispositivo no épico Enuma Elish, no qual Tiamat concede esta tábua a Kingu (Comandante do exército de Tiamat no Enūma Eliš) quando o toma como seu consorte e lhe dá o comando de seu exército. 

Tiamat recompensa Kingu com as Tábuas do Destino, que legitimam o governo de um deus e controlam os destinos, e ele as usa orgulhosamente no seu peitoral. Com Kingu como seu campeão, Tiamat convoca as forças do caos e cria onze monstros horríveis para destruir seus filhos.

Marduk mata Kingu e depois mata Tiamat, derrotar a deusa do caos Tiamat, ele assume o controle de seu exército e de seus tesouros.

Em reconhecimento à sua vitória e soberania, os outros deuses entregam a Marduk as Tábuas do Destino. Na Tábua V, Marduk decide não guardar o poder para si, mas o entrega a Anu (o deus do céu e seu avô), estabelecendo uma nova ordem cósmica onde ele (Marduk) se torna o legislador supremo, e Anu o guardião das Tábuas. 


Senakeribe

A Tábua dos Destinos é referenciada  de uma cópia de uma inscrição de Senakeribe em escrita neobabilônica, agora no Museu Britânico.


As Tábuas do Destino em Outras Mitologias

Mitologia Grega "Moiras ou As Parcas": As Moiras ou As Parcas eram três deusas,  sendo Nona (Cloto), Décima (Láquesis) e Morta (Átropos), sendo figuras poderosas que nem Zeus podia contestar, personificando o destino inevitável.

Nona (Cloto - A Fiandeira): Fia o fio da vida na roca, simbolizando o início da existência.

Décima (Láquesis - A Distribuidora): Mede o comprimento do fio, determinando a duração e o curso da vida.

Morta (Átropos - A Inflexível): Corta o fio com sua tesoura, selando o fim da vida, independentemente da vontade dos deuses ou mortais.


Mitologia Nórdica "Nornas":  As Nornas são três sábias divindades femininas da mitologia nórdica, moradoras das raízes de Yggdrasil, a Árvore do Mundo, que tecem e determinam o destino de deuses e mortais, representando o passado (Urd), o presente (Verdandi) e o futuro (Skuld), e são as responsáveis por regar a árvore e manter o destino do cosmos.

Urd ou Urðr: A mais velha, representa o passado, o que já foi, e olha para trás.

Verdandi: A mulher madura, simboliza o presente, o que está sendo.

Skuld: A jovem encapuzada, representa o futuro, o que virá, e carrega um pergaminho fechado.


Confira os Sites sobre a versão Original do mito Urim e Tumim

O Urim e Tumim: Uma sugestão sobre sua natureza e significado originais. -  https://www.jstor.org/stable/pdf/527621.pdf?refreqid=fastly-default%3A27207ef8f74b786ba048146d372584c1&ab_segments=&initiator=&acceptTC=1

O Urim e Tumim: Uma sugestão sobre sua natureza e significado originais. - https://www.jstor.org/stable/527621?seq=1



quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O NAZISMO ERA DE ESQUERDA OU DE DIREITA?

 




O nazismo é uma questão complexa. Não se encaixa facilmente no sistema tradicional de "esquerda versus direita" que tanto apreciamos.

No mundo inteiro (menos no Brasil), o Nazismo é considerado como um movimento de direita ou ultradireita. Toda Academia de historiadores e cientistas políticos, tanto de viés de esquerda, quanto de direita, veem o Nazismo como sendo um movimento totalitário de direita. Menos, claro, no Brasil.


Por que o termo "Socialista" no nome?

O termo "socialista" no Partido Nazista (NSDAP) era uma tática para atrair a classe trabalhadora, mas sua ideologia era fundamentalmente oposta aos verdadeiros princípios socialistas (como a solidariedade internacional e a igualdade econômica), focando-se, em vez disso, na unidade nacional sob um regime autoritário. 

O nome completo do partido nazista era "Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães" (em alemão: Nationalsozialistische Deutsche Arbeiter Partei). O termo "Nazista" é a abreviação de "nacional-socialista".


Mas, e o nome "Socialista"?

O fato de a palavra "socialista" aparecer no nome deles não os torna automaticamente socialistas. Já ouviu falar da "República Democrática Alemã"? Era assim que a ditadura comunista da Alemanha Oriental se autodenominava oficialmente. O mesmo vale para a "República Popular Democrática da Coreia" - Coreia do Norte , um dos países mais antidemocráticos da história. Hitler e seus asseclas nazistas admitiram abertamente que só adicionaram "socialista" (junto com "nacional") ao nome do partido em 1920 para ampliar seu apelo (o partido se chamava originalmente "Partido dos Trabalhadores Alemães").


Duas Facções no Partido - Esquerda e Direita

Quando os nazistas não estavam no poder, existia de fato uma ala anticapitalista e revolucionária, que poderia ser vista como tendo objetivos socialistas. Mas isso só acontecia porque se queria conquistar a esquerda dessa maneira. A figura principal desse movimento, Gregor Strasser, foi assassinado em 1934. E isso significou o fim desse pensamento. É claro que, após a tomada do poder, Hitler queria "manter seu povo" de bom humor — inclusive por meio de benefícios sociais. No entanto, esses benefícios não alteraram o caráter fundamentalmente de extrema direita do regime.

Gregor Strasser não era comunista de fato, contudo, defendia reformas sociais e econômicas socialistas em termos de redistribuição de riqueza e participação nos lucros, mas sempre dentro de uma estrutura nacionalista e racista, que era fundamentalmente anti-marxista.  Strasser ocupou altos cargos no Partido Nazista, sendo o chefe da organização política do partido e, por um período, o segundo em comando depois de Hitler em poder e popularidade.

Suas visões mais radicais em relação a políticas econômicas e sua oposição à aproximação de Hitler com a grande indústria geraram conflitos internos.

Devido a essas divergências e à crescente rivalidade pelo poder, Strasser renunciou aos seus cargos em 1932 e foi assassinado em 1934, durante a "Noite das Facas Longas", uma purga na qual Hitler eliminou rivais e dissidentes, incluindo a ala mais "socialista" do partido.  Hitler ordenou o assassinato de Gregor e dos demais "strasseristas" na "Noite das Facas Longas", para evitar conflitos internos no partido. Isso pôs fim definitivamente àquela ala "socialista" do partido.  Gregor Strasser tinha um irmão, o nome dele era Otto Strasser, que era partidário de seu irmão, compartilhando de seus ideais, Otto foi obrigado a se exilar, para não ter o mesmo destino de seu irmão.

Lembrando que os irmãos Strassers eram do Partido Nazista (Partido dos Trabalhadores Alemães) e eram antissemitas, pregavam a supremacia ariana e todo pacote nazista, mas a forma de aplicar a economia social para o povo alemão, eles comungavam com os ideais comunistas.


Direita ou Esquerda?

O próprio Hitler dizia que o nazismo não era nem de esquerda, nem de direita. Se você perguntasse a Hitler se o partido dele era de esquerda ou de direita, ele diria que não era nenhum dos dois (pouco antes de mandar prendê-lo).

Apesar das ideias de extrema direita, o governo nazista não tinha problema nenhum em roubar ideias da esquerda. Eles nacionalizaram algumas indústrias, implementaram alguns programas socialistas, como o sistema nacional de saúde, e até assumiram o controle dos sindicatos.


Ódio ao Comunismo

Adolf Hitler tinha uma aversão profunda ao comunismo, que ele via como uma ideologia destrutiva e uma conspiração judaico-bolchevique. O ódio ao comunismo foi um pilar central da ideologia nazista e da política externa do Terceiro Reich, justificando a perseguição de comunistas e a invasão da União Soviética. 

Diferente do que muitos acreditam atualmente, o futuro tirano nazista destilou todo seu ódio contra o “bolchevismo implantado na nação” na República de Weimar. Hitler também chegou a debochar de quem chamava os nazistas de esquerdistas.

Hitler via o comunismo "marxismo" e "bolchevismo" não apenas como uma teoria econômica ou política concorrente, mas como uma ideologia inventada e controlada pela "comunidade judaica internacional". Essa crença reforçou seu antissemitismo e apresentou a luta como uma batalha racial global pela sobrevivência.

O nazismo baseava-se no nacionalismo extremo e na unidade do povo alemão (Volk) segundo critérios raciais. Em contraste, o comunismo defendia a solidariedade internacional da classe trabalhadora, transcendendo as fronteiras nacionais. Hitler rejeitou esse internacionalismo, por acreditar que ele apagaria as identidades nacionais e raciais e levaria à submissão da Alemanha.

Enquanto os comunistas enfatizavam a luta de classes entre trabalhadores e capitalistas, Hitler desejava que todas as classes sociais na Alemanha trabalhassem juntas em harmonia para o bem da nação sob um único governo totalitário. Ele acreditava que o conflito de classes era caótico e destrutivo.

Uma vez no poder, um dos primeiros grandes atos de Hitler foi eliminar o Partido Comunista da Alemanha  como força política. O incêndio do Reichstag em 1933 foi usado como pretexto para prender dezenas de milhares de comunistas, socialistas e sindicalistas, que estiveram entre as primeiras vítimas enviadas para os recém-criados campos de concentração.

Embora o nome do partido nazista incluísse "Socialista", as visões econômicas de Hitler estavam longe das do socialismo ou comunismo tradicionais. Ele protegia a propriedade privada e o lucro, considerando-os essenciais para a produtividade, desde que as empresas aderissem às diretrizes nazistas e servissem aos interesses do Estado. Ele se opunha à ideia comunista de propriedade pública dos meios de produção. 

Em essência, o ódio de Hitler pelo comunismo era profundo e multifacetado, servindo como uma poderosa ferramenta para unir vários segmentos da sociedade alemã, desde empresários e latifundiários assustados até militares e nacionalistas, contra um inimigo comum percebido.

Em seu discurso ao Reichstag, Hitler, entre outras coisas, enfatiza seu ódio ao Comunismo, confira o discurso;

Discurso ao Reichstag - Berlim, 17 de maio de 1933: https://der-fuehrer.org/reden/english/33-05-17.htm


Entrevista no The Guardian

Em 1923, o jornal britânico The Guardian publicou uma entrevista que o repórter George Sylvester Viereck fez com Führer. Durante o episódio, isso fica ainda mais evidente, o ódio que Hitler tinha do Comunismo.

Intitulada de “Não há espaço para o estrangeiro, não há utilidade para o vagabundo”, o futuro tirano destila todo seu ódio contra o pensamento esquerdista e joga toda a culpa da falência da Alemanha no “bolchevismo implantado na nação” pela República de Weimar. Confira um trecho da entrevista:

“Quando eu tomar conta da Alemanha, acabarei com o tributo externo e o bolchevismo em casa”, declarou Adolf Hitler esvaziando a xícara como se não contivesse chá, mas a alma do bolchevismo.


O “bolchevismo”, continuou, o chefe dos camisas pardas da Alemanha fascistas, olhando fixamente para mim “é nossa maior ameaça. Matar o bolchevismo na Alemanha e restaurar 70 milhões de pessoas ao poder. A França deve sua força não aos seus exércitos mas às forças do bolchevismo e da dissensão em nosso meio”.


“O Tratado de Versalhes e o Tratado de St Germain são mantidos vivos pelo bolchevismo na Alemanha. O Tratado de Paz e o bolchevismo são duas cabeças de um monstro. Devemos decapitar ambos”, concluiu.

Por que, perguntei a Hitler, você se define como um nacional-socialista se o programa de seu partido é a própria antítese do que é comumente associado ao socialismo?


“O Socialismo”, ele retruca, abaixando sua xícara de chá, firmemente “é a ciência de lidar com o bem comum. Comunismo não é socialismo. Marxismo não é socialismo. Os marxistas roubaram o termo e confundiram seu significado. Eu tirarei o socialismo dos socialistas”.


“O socialismo é uma instituição ariana germânica antiga. Nossos ancestrais alemães mantinham certas terras em comum. Eles cultivavam a ideia do bem comum. O marxismo não tem o direito de se disfarçar de socialismo. O socialismo, ao contrário do marxismo, não repudia a propriedade privada. O marxismo não envolve negação da personalidade e, ao contrário do marxismo, é patriótico”.

“Poderíamos nos chamar Partido Liberal. Optamos por nos chamar de Nacional-Socialistas. Não somos internacionalistas. Nosso socialismo é nacional. Exigimos o cumprimento das reivindicações justas das classes produtivas pelo Estado com base na solidariedade racial.” Para nós, estado e raça são um”.

O que — continuei meu interrogatório — são as tábuas fundamentais da sua plataforma?


“Hitler: “Acreditamos em uma mente saudável em um corpo saudável. O corpo político deve ser sadio se a alma quiser ser saudável. A saúde moral e física são sinônimas”, disse.

Mussolini, o interrompi, disse o mesmo para mim. Hitler sorriu.


“As favelas”, ele acrescentou “são responsáveis ​​por nove décimos, o álcool por um décimo de toda depravação humana. Nenhum homem saudável é marxista. Homens saudáveis ​​reconhecem o valor da personalidade”.


Mein Kampf contra o Comunismo

Adolf Hitler expressa fortes críticas e ódio pelo comunismo em seu livro Mein Kampf. O anticomunismo é um tema central na ideologia nazista, conforme descrito na obra. 

Mein Kampf é o título do livro de dois volumes de autoria de Adolf Hitler, no qual ele expressou suas ideias antissemitas, anticomunistas, antimarxistas, racialistas e nacionalistas de extrema direita, então adotadas pelo Partido Nazista. O primeiro volume foi escrito na prisão e editado em 1925, o segundo foi escrito por Hitler fora da prisão e editado em 1926. Mein Kampf tornou-se um guia ideológico e de ação para os nazistas, e ainda hoje influencia os neonazistas, sendo chamado por alguns de "Bíblia Nazista". É importante ressaltar que as ideias propostas em Mein Kampf não surgiram com Hitler, mas são oriundas de teorias e argumentos então correntes na Europa. Na Alemanha nazista, era uma exigência não oficial possuir o livro. Era comum presentear o livro a crianças recém-nascidas, ou como presente de casamento. Todos os estudantes o recebiam na sua formatura.

No livro, Hitler descreve o comunismo como uma ideologia que ele despreza profundamente, ligando-o frequentemente a conspirações judaicas, uma característica fundamental do seu virulento antissemitismo.

Dedicou um capítulo inteiro, intitulado "A Luta Contra a Frente Vermelha", para detalhar sua oposição e estratégia contra os movimentos de esquerda, incluindo social-democratas e comunistas.

Ria e considerava "idiota" a ideia de que o nazismo fosse uma forma de socialismo ou estivesse alinhado com a esquerda, enfatizando a diferença ideológica fundamental e oposição entre as duas correntes. 

A aversão ao comunismo foi um dos pilares da política interna e externa de Hitler, culminando na perseguição de comunistas na Alemanha e na invasão da União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial.


"Nesse tempo, abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum modo, se me apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo germânico: marxismo e judaísmo.”


“Nos anos de 1913 e 1914 manifestei a opinião, em vários círculos, que, em parte, hoje estão filiados ao movimento nacional-socialista, de que o problema futuro da nação alemã devia ser o aniquilamento do marxismo”


Conclusão: 

Depois de tantas provas apresentadas, não tem como um indivíduo dizer que o Movimento Nazista era de Esquerda.

No Brasil, o extinto Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), órgão de repressão política e social ativo durante a ditadura, classificou o nazismo como um extremismo da direita. "Vigilantes estamos para todas as formas de extremismo aqui alimentadas, sejam da esquerda, como o comunismo, sejam da direita, como o fascismo e o nazismo", apontou o órgão em nota registrada nos arquivos do Acervo Estadão, datada de 27 de julho de 1949.