O grande problema do culto cristão primitivo era que ele competia com cultos cujos "salvadores" tinham currículos muito mais convincentes (e mais interessantes).
Para convencer gregos e romanos de que Jesus era o verdadeiro "Filho de Deus" Divi Filius, título também usado pelo imperador Augusto), os relatos bíblicos precisavam demonstrar que ele tinha poderes superiores aos dos deuses e imperadores vigentes.
Na história das religiões, esses paralelos não são necessariamente plágios diretos, mas reflexos do ambiente cultural helenístico e das tradições judaicas pré-existentes em que os Evangelhos foram escritos.
•Dionísio transformou água em vinho. Relatos antigos afirmavam que, durante suas festas em Elis, jarros vazios deixados no templo amanheciam cheios de vinho.
•Poseidon, tinha o poder de acalmar tempestades instantaneamente. Poseidon e seus filhos conseguiam andar sobre a água.
•Órion, filho de Poseidon, recebeu de seu pai a habilidade de caminhar sobre as ondas do mar como se fosse terra firme.
•Asclépio (Esculápio), o deus grego da medicina, era famoso por curar cegos, coxos e até ressuscitar os mortos.
•Apolônio de Tiana: Um filósofo neopitagórico grego contemporâneo de Jesus. Relatos escritos sobre Apolônio afirmam que ele curava doentes, expulsava demônios e até ressuscitou uma jovem de família nobre em Roma, usando métodos muito parecidos com os descritos nos Evangelhos.
•Rômulo nasceu de uma virgem.
•Após sua morte e ressurreição, Rômulo apareceu a amigos em uma estrada, onde explicou-lhes sua divindade.
•Elementos de deuses que morrem e ressuscitam como Osíris, Tamuz, Adônis e Átis teriam influenciado a narrativa sobre a ressurreição de Cristo, passavam por processos de morte violenta, descida ao mundo dos mortos e posterior ressurreição ou regeneração, geralmente ligada aos ciclos agrícolas e à vida eterna.
E uma série de "salvadores" eram "filhos de Deus" que "nasceram de virgens" ou de alguma outra forma sobrenatural: Hórus, Krishna, Átis, Dionísio, Rômulo, Perseu, entre outros.
Etc.

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