Serviam para consultar a Deus em questões de importância nacional, como um meio de adivinhação (cleromancia).
Alguns estudiosos veem referência a Jesus Cristo, pois o hebraico Urim e Tumim começam com a primeira e última letra do alfabeto, simbolizando "Princípio e Fim".
Urim e Tumim na Bíblia
♦ Êxodo 28:30 - Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do Senhor: assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente.
♦ Levítico 8:8 - Depois pôs-lhe o peitoral, pondo no peitoral o Urim e o Tumim
♦ Números 27:21 - E apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o Senhor; conforme a sua palavra sairão, e conforme a sua palavra entrarão, ele e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação.
♦ Deuteronômio 33:8 - E de Levi disse: Teu Tumim e teu Urim são para o teu amado, que tu provaste em Massá, com quem contendeste junto às águas de Meribá.
♦ 1 Samuel 28:6 - E perguntou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.
♦ Esdras 2:63 - E o governador lhes disse que não comessem das coisas consagradas, até que houvesse sacerdote com
♦ Neemias 7:65 - O governador lhes disse que não comessem das coisas sagradas, até que se apresentasse o sacerdote com Urim e Tumim.
Uma Cópia da Tábuas do Destino da Sumeriano
Em 1900, o Assiriólogo, Muss-Arnolt publicou um artigo postulando uma origem babilônica para as palavras Urim e Tumim na Bíblia. Este artigo apareceu originalmente no American Journal of Semitic Languages and Literatures - Revista de Línguas e Literaturas Semíticas e foi posteriormente publicado separadamente pela University of Chicago Press - Imprensa da Universidade de Chicago.
Urim e Tumim seriam uma reprodução religiosa, inspirada nas Tábuas dos Destinos usada por Marduk em seu peito, de acordo com a religião Suméria. Seu nome original em Sumério é: Amar Utu K ou Amar Utu, que quer dizer "Bezerro do sol; Bezerro Solar", na Bíblia, ele é conhecido como Merōdaḵ. Marduk era filho de Enki (Deus das águas doces subterrâneas, da sabedoria, dos ofícios, da magia e dos encantamentos) e Damgalnuna ou Damkina (Deusa da purificação ritualística e intercessora dos suplicantes).
O bibliotecário da Universidade de Michigan, William W. Bishop, escreveu que devia a Muss-Arnolt "uma grande preocupação com sua precisão bibliográfica". Elogiando-o por acertar de uma forma irrefutável, a relação do Urim e Tumim da Bíblia, com às Tábuas do Destino da Suméria. Ele também menciona que Muss-Arnolt era protestante, com ascendência judaica.
Você pode conferir isso, na publicação de William W. Bishop, "Dias de faculdade—1889–93: Fragmentos de autobiografia";Michigan Alumnus: Quarterly Review, Vol. LIV No. 10, 6 de dezembro de 1947; p.351.
Confira a publicação do Professor "Muss-Arnolt"
O Urim e Tumim: Uma sugestão sobre sua natureza e significado originais. - https://www.jstor.org/stable/pdf/527621.pdf?refreqid=fastly-default%3A27207ef8f74b786ba048146d372584c1&ab_segments=&initiator=&acceptTC=1
O Urim e Tumim: Uma sugestão sobre sua natureza e significado originais. - https://www.jstor.org/stable/527621?seq=1
O Que são as Tábuas do Destino?
Em Sumério se diz: Dub Namtarra. Em acádio se diz: ṭup šīmātu, ṭuppi šīmāti.
É uma tabuleta sagrada de argila com escrita cuneiforme e selos cilíndricos, contendo as leis e decretos fixos do universo. Quem os possui governa tudo; eles controlam a ordem cósmica e os destinos dos deuses e das pessoas.
Na mitologia Suméria, as "Tábuas dos Destinos", referem-se principalmente a um poderoso artefato da mitologia mesopotâmica, uma tabuleta de argila com leis cósmicas inscritas que concede ao seu possuidor autoridade suprema sobre deuses e humanos, famosamente disputada por deuses como Tiamat, Marduk e o pássaro Anzu, como visto no Enuma Elish.
As Tábuas são consideradas as mais importantes dos Mesh (ou Me) "Leis". Uma coleção de construções (leis) divinas, sociológicas e mágicas que formaram a base da cultura suméria.
Em essência, as "Tábuas do Destino" são um objeto específico de imenso poder na mitologia mesopotâmica, simbolizando um destino fixo, enquanto outras culturas personificam o destino em seres poderosos que manipulam os próprios fios da vida.
Mitologia Original
Na Mitologia Original, seu portador era o Deus Enlil, a recuperação das Tábuas, é frequentemente atribuída a Ninurta, em mitos como Anzû e a Tábua dos Destinos, destacando a luta pela ordem cósmica, ou seja, a eterna luta pelo poder e controle.
Enlil foi o principal possuidor, consolidando seu domínio como o "senhor do universo" e "decretador dos destinos",pois Enlil foi o principal divindade adorada pelos Sumérios. O pássaro demoníaco Anzû ou Zu roubou as Tábuas de Enlil, causando caos, até que Ninurta (Deus da agricultura, da caça e da guerra, filho de Enlil e Ninhursag) derrotou Anzû e as recuperou, restaurando a ordem.
Nos mitos Sumério e Akádio, Ninurta foi o campeão dos deuses contra o pássaro Anzû, depois que este roubou a Tábua dos Destinos de seu pai Enlil. No mito babilônico (nunca existiu o império babilônico) Marduk, filho de Enki, é o possuidor das Tábuas.
No poema sumério Ninurta e a Tartaruga, o deus Enki detém a Tábua; portanto, ela reside com Enki no Abzu (o mar primordial abaixo do espaço vazio do submundo (Kur) e da terra (M) acima). Tanto este poema quanto o poema acádio Anzû tratam do roubo da tábua pelo pássaro Imdugud (sumério) ou Anzû (acadiano) de seu dono original (Enki ou Enlil dependendo da versão). No final, a Tábua é recuperada pelo deus Ninurta e devolvida a Enlil.
O Mito - Anzu e as Tábuas do Destino
Anzû é um pássaro divino da tempestade e a personificação do vento sul e das nuvens de trovão. Anzu desejou o poder supremo, que era controlado por Enlil, o rei dos deuses. Enquanto Enlil estava se banhando e seu poder estava desprotegido (pois ele tirou a Tábua de seu peitoral), Anzu roubou a "Tábua dos Destinos" ou Tábuas dos Destinos. Com esse artefato, Anzu ganhou controle sobre o universo e os decretos divinos.
Com a Tábua, Anzu fugiu para Montanha Hehe, interrompendo a ordem cósmica (as Leis ou Mesh) e deixando os deuses desesperados. As regras divinas foram quebradas, causando uma crise de autoridade.
A maioria dos deuses temia enfrentar Anzu, que estava armado com a Tábua. Ninurta, o deus guerreiro e filho de Enlil (ou Ningirsu em algumas versões sumérias), foi incumbido de recuperar o artefato. Após uma batalha feroz e perigosa, Ninurta derrotou Anzu e devolveu a Tábua a Enlil.
O monstro, metade homem e metade pássaro, foi eventualmente derrotado pelo deus Ninurta, que recuperou as tábuas. A vitória de Ninurta reafirma a hierarquia divina e a restauração da ordem sobre o caos, mostrando que a estabilidade do universo deve ser defendida contra forças rebeldes.
Variação da Mitologia - Enuma Elish - Versão Babilônica
A Tábua dos Destinos é um importante dispositivo no épico Enuma Elish, no qual Tiamat concede esta tábua a Kingu (Comandante do exército de Tiamat no Enūma Eliš) quando o toma como seu consorte e lhe dá o comando de seu exército.
Tiamat recompensa Kingu com as Tábuas do Destino, que legitimam o governo de um deus e controlam os destinos, e ele as usa orgulhosamente no seu peitoral. Com Kingu como seu campeão, Tiamat convoca as forças do caos e cria onze monstros horríveis para destruir seus filhos.
Marduk mata Kingu e depois mata Tiamat, derrotar a deusa do caos Tiamat, ele assume o controle de seu exército e de seus tesouros.
Em reconhecimento à sua vitória e soberania, os outros deuses entregam a Marduk as Tábuas do Destino. Na Tábua V, Marduk decide não guardar o poder para si, mas o entrega a Anu (o deus do céu e seu avô), estabelecendo uma nova ordem cósmica onde ele (Marduk) se torna o legislador supremo, e Anu o guardião das Tábuas.
Senakeribe
A Tábua dos Destinos é referenciada de uma cópia de uma inscrição de Senakeribe em escrita neobabilônica, agora no Museu Britânico.
As Tábuas do Destino em Outras Mitologias
Mitologia Grega "Moiras ou As Parcas": As Moiras ou As Parcas eram três deusas, sendo Nona (Cloto), Décima (Láquesis) e Morta (Átropos), sendo figuras poderosas que nem Zeus podia contestar, personificando o destino inevitável.
Nona (Cloto - A Fiandeira): Fia o fio da vida na roca, simbolizando o início da existência.
Décima (Láquesis - A Distribuidora): Mede o comprimento do fio, determinando a duração e o curso da vida.
Morta (Átropos - A Inflexível): Corta o fio com sua tesoura, selando o fim da vida, independentemente da vontade dos deuses ou mortais.
Mitologia Nórdica "Nornas": As Nornas são três sábias divindades femininas da mitologia nórdica, moradoras das raízes de Yggdrasil, a Árvore do Mundo, que tecem e determinam o destino de deuses e mortais, representando o passado (Urd), o presente (Verdandi) e o futuro (Skuld), e são as responsáveis por regar a árvore e manter o destino do cosmos.
Urd ou Urðr: A mais velha, representa o passado, o que já foi, e olha para trás.
Verdandi: A mulher madura, simboliza o presente, o que está sendo.
Skuld: A jovem encapuzada, representa o futuro, o que virá, e carrega um pergaminho fechado.
Confira os Sites sobre a versão Original do mito Urim e Tumim
O Urim e Tumim: Uma sugestão sobre sua natureza e significado originais. - https://www.jstor.org/stable/pdf/527621.pdf?refreqid=fastly-default%3A27207ef8f74b786ba048146d372584c1&ab_segments=&initiator=&acceptTC=1
O Urim e Tumim: Uma sugestão sobre sua natureza e significado originais. - https://www.jstor.org/stable/527621?seq=1

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