O livro "A Bíblia Não Tinha Razão" dos autores: Finkelstein e Neil Asher Silberman, enfatiza que, apesar das pesquisas arqueológicas modernas e dos meticulosos registros egípcios do período de Ramessés II, há uma diferença óbvia de qualquer evidência sobre a migração de um povo semítico através da Península do Sinai, exceto os Hicsos. Ainda que os Hicsos sejam de alguma maneira uma boa coincidência, deixando Aváris (posteriormente renomeado 'Pi-Ramessés') como seu centro principal, no coração da região correspondente à 'Terra de Goshen' e de que posteriormente Manetão escreveu que finalmente os Hicsos fundaram o Templo de Jerusalém, isso gera outros problemas, já que os hicsos não foram escravos e sim governantes, foram expulsos em vez de perseguidos para trazê-los de volta. No entanto, o livro argumenta que a narrativa do êxodo talvez tenha evoluído a partir de vagas memórias da expulsão dos hicsos, revertido para incentivar a resistência ao domínio de Judá pelo Egito no século VII a. C.
◘Leiam a história completa dos Hicsos neste mesmo Blog, clique no link: https://adalbersantos.blogspot.com/2026/01/os-hicsos.html
Finkelstein e Silberman argumentam que em vez de que os israelitas, depois do Êxodo, tenham conquistado Canaã (como está sugerido no livro de Josué); de fato, a maioria deles já estava aí desde sempre; os Israelitas eram simplesmente cananeus que se desenvolveram em uma nova cultura.
◘Leiam o artigo: "OS ISRAELITAS SÃO CANANEUS" neste mesmo Blog: https://adalbersantos.blogspot.com/2025/05/os-israelitas-sao-cananeus.html
Relatórios recentes sobre padrões de assentamentos prolongados nos centros israelitas não mostram sinais de invasões violentas ou ainda de infiltrações pacíficas, mas sim uma transformação demográfica até 1200 a. C. na qual aparecem aldeias em lugares previamente despovoados; estes assentamentos têm uma aparência similar aos campos beduínos atuais, sugerindo que os habitantes foram, em alguma ocasião, pastores nômades, levados à agricultura na Idade do Bronze tardia pelo colapso da 'cultura de cidade' canaanita.
Os autores tomam o assunto da descrição do livro de Josué onde os israelitas conquistam Canaã em poucos anos, muito menos que o tempo de vida de um indivíduo, em que são destruídas as cidades de Hazor, Ai e Jericó. Finkelstein e Silberman veem este relato como o resultado do efeito longínquo e difuso da memória popular sobre destruições causadas por outros eventos; a pesquisa arqueológica atual destes lugares mostra que sua destruição abrangeu um período de muitos séculos, quando Hasor foi destruída de 100 a 300 anos depois de Jericó, enquanto que Ai (cujo nome de fato significa 'montículo de ruínas') esteve completamente abandonada cerca de um milênio antes da destruição de Jericó e não foi reocupada até 200 anos depois.

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