O Design Inteligente, da forma como o conhecemos hoje (com essa terminologia e estrutura "científica"), surgiu oficialmente em 1989, com raízes no livro The Mystery of Life's Origin: The Continuing Controversy "O Mistério da Origem da Vida: A Controvérsia Persistente" 1984, de Charles Thaxton, que questionava as origens químicas da vida. Ganhou força estruturada em 1993, com reuniões de cientistas em Pajaro Dunes (Califórnia), liderados por Phillip Johnson.
A ideia central é que certas características do universo e da vida são melhor explicadas por uma "causa inteligente" do que por processos naturais não direcionados (seleção natural).
Embora o argumento de que a natureza exige um projetista exista há séculos (como a "Analogia do Relojoeiro" de William Paley em 1802), o movimento moderno tem marcos específicos:
1989 - O Lançamento de Of Pandas and People: Este livro didático é considerado o "marco zero". Foi a primeira vez que o termo "Design Inteligente" foi usado sistematicamente para substituir termos como "criacionismo" e "ciência da criação", após a Suprema Corte dos EUA proibir o ensino do criacionismo em escolas públicas em 1987.
Início da década de 1990: O movimento ganhou corpo acadêmico com a publicação de "Darwin on Trial" (1991), de Phillip E. Johnson, que traçou a estratégia política e filosófica do movimento (conhecida como "Estratégia da Cunha").
1996: A fundação do Center for Science and Culture dentro do Discovery Institute, em Seattle, consolidou o DI como um movimento organizado e financiado.
A mudança de nome em 1989 foi uma estratégia deliberada para tentar contornar impedimentos jurídicos, apresentando uma face "secular" para ideias de origem religiosa.
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