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domingo, 5 de abril de 2026

A VERDADE SOBRE A PÁSCOA


 

Pessach do hebraico, quer dizer "passar por cima", "saltar" ou "passagem". O termo refere-se ao momento bíblico em que Deus "passou sobre" as casas dos hebreus no Egito, poupando-as da última praga (morte dos primogênitos), simbolizando a libertação da escravidão para a liberdade.

Isso é o que é vendido no sistema religioso, pois na realidade, nada disso aconteceu na vida real.

O Pessach comemora a libertação descrita no livro de Êxodo e é celebrado com um jantar ritual chamado Seder.


»Deus influencia Faraó a não deixar o povo sair

A Bíblia relata em várias passagens que Deus "endureceu o coração" de Faraó para que ele não deixasse o povo sair

Êxodo 4:21: "...Mas eu vou endurecer o coração de Faraó, para que não deixe o povo ir".

Êxodo 7:3: "Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas."

Êxodo 9:12: "Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, e ele não os ouviu...".

Êxodo 10:1: "...endureci o seu coração e o coração dos seus servos, para que eu faça estes meus sinais no meio deles".

Êxodo 10:20: "O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.

Êxodo 10:27: "Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, e ele não quis deixá-los ir".

Êxodo 11:10: "Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir os filhos de Israel da sua terra."

Êxodo 14:4: "Endurecerei o coração de Faraó... e sabendo os egípcios que eu sou o Senhor".

Romanos 9:17-18: "Porque diz a Escritura a Faraó: 'Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra'. Logo, pois, tem ele misericórdia de quem quer, e endurece a quem quer."


»O Castigo do Faraó

Faraó paga por uma decisão que vem do próprio Deus de não deixar o povo de Israel sair do Egito. Deus faz com que o povo de Israel não saia do Egito, influenciando a decisão, ou decisões de Faraó, então, Deus pune o Faraó de não deixar o povo de Israel sair do Egito, por este ser influenciado ou manipulado pelo próprio Deus. Assim, Deus faria os milagres que ele já queria fazer, para o povo de Israel adorá-lo e por conseguinte temê-lo e depois, acreditar no seu poder. Isso tudo, faz sentido para você?


»Anjo da Morte

Outro problema aqui é o tal de Anjo da Morte, ninguém sabe quem é, tudo que temos é um nome genérico. 

Em Êxodo 12:23, o texto diz que o Senhor passará para ferir os egípcios e não permitirá que o Destruidor entre nas casas dos israelitas.

Segundo a tradição religiosa foi o próprio Deus quem executou o juízo, sem intermediários, baseando-se em Êxodo 12:12: "Eu passarei pela terra do Egito... e eu ferirei todos os primogênitos". Embora o nome não apareça no livro de Êxodo, a Bíblia não dá um nome próprio a esse executor no texto de Êxodo, mas tradições teológicas e folclóricas posteriores sugerem alguns nomes:

Destruidor: do hebraico Ha-Mashchit ou Mašḥît que quer dizer:  "corrupção", "ruína" "extermínio" "exterminador".

Olethreuon: do grego "O Exterminador, usado na tradução de Hebreus 11:28 ao referir-se a este evento.

Azrael: é reconhecido nas tradições islâmica e judaica como o Anjo da Morte, responsável por separar a alma do corpo no momento final e guiá-la para o post-mortem. Conhecido como "aquele a quem Deus ajuda", ele atua como um mensageiro divino benevolente, não cruel, sendo o quarto arcanjo no Islã. 

Samael: no judaísmo é o responsável por retirar a alma dos seres humanos. Em algumas tradições, é considerado o chefe dos demônios e o marido de Lilith.

Anjo do Senhor: algumas tradições cristãs sugerem que "o Destruidor" poderia ser o Anjo do Senhor, uma figura que muitos estudiosos identificam como uma aparição pré-encarnada de Jesus Cristo.


»Sangue nos Umbrais

A prática de passar sangue nos umbrais, batentes e vergas das portas era um ritual conhecido no antigo Oriente Médio, com significados apotropaicos, ou seja, de proteção contra maus espíritos, demônios ou o "anjo exterminador". Na antiguidade, o sangue era visto como portador da vida e possuía um caráter sagrado e de selamento de alianças. O uso de sangue (e outros elementos) nas entradas das casas servia para marcar um espaço sagrado e protegido.

Toda Mesopotâmia e Egito, tinham o costume de passar sangue no batente (umbrais) das portas, para protegerem-se dos maus espíritos, que traziam, pobreza, miséria, doenças e morte. Neste período destas localidades, portas eram vistas como pontos de transição entre o mundo profano e o sagrado, sendo comum o uso de inscrições, óleo ou sangue para pedir proteção divina.

Para estes povos, o sangue ou óleo em batentes selava "alianças de limiar", também conhecida como aliança de hospitalidade, refere-se a um conceito cultural oriental profundo, que simboliza a proteção e o acolhimento oferecidos por um anfitrião a um hóspede. 

O "limiar" ou soleira da porta é o ponto que separa o mundo exterior do ambiente familiar e seguro da casa, significando hospitalidade divina ou a consagração do lar a uma divindade. Este era um ritual real de purificação e proteção. Um dos procedimentos envolvia o āšipu (exorcista) esfregar o sangue de um animal no limiar, na verga e nos umbrais das portas do palácio.

Essa prática Suméria influenciou a da Páscoa Judaica ou Pessach, onde o sangue do cordeiro nos batentes servia como um sinal de proteção contra o "destruidor".


»Ritual de Bīt Rimki

Embora essa prática seja mais famosa pelo relato bíblico do Êxodo no Egito, rituais semelhantes existiam em culturas Suméria, Acádia, Assíria, Caldéia, Gútia, Amorita e por todo povo da Mesopotâmia.

Era um ritual real de purificação e proteção, onde um dos procedimentos envolvia o āšipu (exorcista) que esfregava o sangue de um animal no limiar, na verga ou batente ou umbrais das portas do palácio.

Na Suméria e toda Mesopotâmia, o sangue era visto como um símbolo potente de vida e uma forma de apaziguar divindades ou afastar entidades negativas.

O Ritual de Bīt Rimki era um rito religioso praticado por todo povo da Suméria e por toda Mesopotâmia. Bīt Rimki quer dizer “Casa de Ablução” ou “Casa de Banho, o ritual  destinado a limpar o rei e seus familiares de males, feitiçarias ou presságios ruins, como eclipses lunares. A cerimônia envolvia banhos rituais, encantamentos e, frequentemente, o uso de um "rei substituto" para assumir o infortúnio.

O ritual era central no "ritual do rei substituto", onde um plebeu era coroado temporariamente para assumir o perigo, permitindo ao rei verdadeiro passar pela purificação sem risco de morte. O Bīt Rimki focava no uso do espaço, com a "Casa de Banho" agindo como um local seguro para a transformação e proteção da realeza. 

Reis assírios, como Esarhaddon, submeteram-se a essa cerimônia várias vezes. Frequentemente, o ritual fazia parte da prática do "rei substituto", quando o rei se disfarçava de "agricultor" para evitar um mau agouro. 


»Morte do Cordeiro ou Ritual de Pūḫu

O ritual Bīt Rimki ou "Casa de Ablução" era uma cerimônia profilática e de purificação de alto nível na antiga Suméria e toda Mesopotâmia, para se limparem de presságios malignos, como eclipses lunares ou feitiçaria. Dentro desse contexto, o cordeiro desempenhava um papel fundamental como substituto ritual Pūḫu. Pūḫu é um termo sumério e acádio que significa "substituto", "troca" ou "equivalente".

O Pūḫu era amplamente usado na Suméria, referia-se a substitutos vivos (pessoas ou animais) ou figuras (barro/madeira) em rituais expiatórios para transferir doenças, maldições ou a morte.

Pūḫu era o "bode expiatório" ou representante que assumia o mal, a doença ou a morte em nome de alguém, muitas vezes descrito como dinānu (sinônimo).

A porta era considerada um ponto de transição vulnerável entre o mundo exterior e o ambiente seguro da casa, exigindo rituais específicos de proteção.

Em tempos de crise, um "substituto" (pūḫu) assumia o trono enquanto o rei real se ocultava, sendo o substituto sacrificado após o fim do perigo (como um eclipse).

O sacrifício do cordeiro e outros rituais apotropaicos tinham como objetivo cancelar presságios negativos e garantir a longevidade do rei. Em alguns textos, o animal é referido como Mašḫultuppû (um tipo de bode ou cordeiro) que agia como bode expiatório.

Pode significar também um equivalente, substituto ou compensação, particularmente em trocas comerciais ou empréstimos. Pūḫu é o conceito Sumério para a troca de um substituto (pessoa, animal ou objeto) em rituais de proteção ou substituição comercial.


»Não Existia Povo de Israel e Não Existiu o Êxodo

A arqueologia indica é que o próprio povo de Israel era uma dissidência dos cananeus – gente que teria se previsto em novas vilas nas montanhas por razões que ainda não foram totalmente esclarecidas. Os arqueólogos não acharam nem sinal deles na área durante uma época – por volta de 1300 a. C.. 

Não houve um povo israelita vivendo escravo no Egito, nunca existiu a escravidão do povo de Israel no Egito.

A nação de Israel surgiu a partir de tribos que sempre haviam morado em Canaã mesmo, ou seja, os Hebreus eram Cananeus e não um grupo isolado.

Nunca, jamais, moraram no Egito. Muitos cananeus proto-israelitas (cujos netos e bisnetos formariam o povo de Israel lá na frente) certamente foram escravos de egípcios – inclusive dentro de Canaã, já que esse era o destino de vários habitantes de regiões dominadas. Daí teria surgido a história de que toda a comunidade israelita formou-se como nação enquanto era escrava.


»Moisés Nunca Existiu

Descobertas de historiadores e arqueólogos têm lentamente desmontado a saga de Moisés. O libertador dos israelitas talvez seja uma figura quase tão mitológica quanto Daenerys Targaryen, a heroína de Guerra dos Tronos. É verdade que um líder tribal chamado Moisés, ou algo parecido, pode até ter existido há 3 mil anos, mas basicamente nenhum feito atribuído a ele passa pela peneira do escrutínio histórico.

Por outro lado, a saga que está na Bíblia não surgiu do nada. Ela é fruto de um longo processo histórico, que culminou na criação do monoteísmo. Essa saga, embora não contenha milagres e talvez seja complexa demais para virar novela, é tão fascinante quanto a narrada pelo Livro Sagrado.


»ONISCIÊNCIA DE DEUS

A Onisciência de Deus é o atributo divino de possuir conhecimento pleno, perfeito e ilimitado de todas as coisas — passado, presente e futuro. Significa que Ele conhece pensamentos, intenções, ações e toda a criação sem restrições. Esse conhecimento total, muitas vezes ligado à Sua soberania, traz segurança, pois implica que Deus compreende profundamente o ser humano.

Mas a tal Onisciência de Deus não funciona quando passa o tal do Anjo da Morte, que tipo de divindade que tem o poder da onisciência para tudo, mas não tem o poder de saber qual portal, umbral ou batente é do seu povo ou não. Tanto é que o povo de deus tem que marcar as portas com sangue, porque o tal deus onisciente não consegue distinguir quem é seu povo ou não, se não tem um sinal. E este sinal, tem que ser feito com sangue.

A Onisciência de Deus não funcionou neste caso! Pois se ele precisa de um marcador visual com sangue para não errar o endereço e assim não matar o primogênito de seu próprio povo por engano, então, não existe a tal Onisciência.


»Discordância dos Evangelhos

•Em Mateus Marcos e Lucas  Jesus come a refeição da Páscoa aos moldes da religião Judaica e morre logo após. Jesus seguiu os ritos tradicionais, como o pão sem fermento "Matzá", o vinho e os salmos de louvor "Hallel".

Mateus 26:17-30, Marcos 14:12-26 e Lucas 22:7-23 descrevem que, no primeiro dia da festa dos pães sem fermento (quando se sacrificava o cordeiro pascal), Jesus e seus discípulos preparam e comem a refeição da Páscoa. Após a ceia (quinta-feira à noite), Jesus é traído, preso e, no dia seguinte (sexta-feira, ainda durante o período pascal), é crucificado, morrendo como o "Cordeiro de Deus" no mesmo período em que os cordeiros pascais eram sacrificados.


•No livro de João capítulo 19 Jesus morre antes do Cordeiro ser Degolado

Em João 19, Jesus é condenado e crucificado no dia da "Preparação da Páscoa", por volta da hora sexta (meio-dia) [João 19:14-16]. Ele entrega o espírito antes do pôr do sol [João 19:30-31], momento em que os cordeiros pascais eram sacrificados no Templo.

O ritual da Páscoa exigia que os cordeiros fossem mortos na tarde de sexta-feira, dia 14 de Nisã. João 19:36 destaca que "nenhum dos seus ossos será quebrado", uma referência direta à lei do cordeiro pascal (Êxodo 12:46).

Esta cronologia difere sutilmente dos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos, Lucas), que retratam a Última Ceia como a refeição pascal. 


»A Ressurreição de Jesus

A Páscoa é a principal comemoração do Cristianismo. Embora o Natal seja amplamente popular, a Páscoa é considerada a festa mais importante porque celebra a ressurreição de Jesus Cristo após sua morte na crucificação, o que é o fundamento central da fé cristã, pois celebra a vitória de Jesus sobre a morte e a promessa de salvação.

A Páscoa é o ápice da Semana Santa, que inclui a Sexta-Feira Santa (crucificação) e o Domingo de Páscoa (ressurreição).

Após o Ritual de Bīt Rimki e o Ritual de Pūḫu, o rei, assim como seu reinado, eram renovados, reanimados, revividos, renascidos, refortalecidos, ressuscitados. 

O Jesus ressuscitado, seria portanto o reino dos reis Sumérios, Acádios, Gútios, Amoritas, Cassitas, Elamitas, Assírios, Caldeus, etc, serem também renovados ou ressuscitados, pois os Rituais Bīt Rimki e Pūḫu, davam esse avalia de sobrevida aos reinos destes monarcas.

Com Jesus, sendo o Pūḫu o Cordeiro, ele é agora, no cristianismo o ressurreto e renovado, depois de passar pelo Bīt Rimki Sumério ou Pessach. 

A Páscoa é mais um evento de cunho religioso que tem origens na Suméria, não é uma festa original do povo hebreu ou israelita. 


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