A maioria dos estudiosos de crítica textual concorda que os versículos 9 a 20 de Marcos 16, conhecidos como o "final longo", provavelmente não faziam parte do manuscrito original, terminando abruptamente no versículo 8. Os manuscritos mais antigos e confiáveis, como o Codex Sinaiticus e Vaticanus encerram no v. 8, sendo os versículos finais considerados uma adição posterior.
Os manuscritos mais antigos (século IV) terminam em Marcos 16:8. O "final longo" (9-20) só aparece em cópias posteriores e em grande parte da tradição bizantina.
O versículo 8 termina com as mulheres com medo e em silêncio após ouvirem sobre a ressurreição. Acredita-se que o final longo foi adicionado para harmonizar o Evangelho de Marcos com os relatos de ressurreição em Mateus, Lucas e João.
Embora considerado um acréscimo, esse trecho é antigo e aceito pela tradição cristã, presente na Vulgata e na versão King James.
Muitas traduções modernas colocam os versículos 9-20 entre colchetes ou com notas de rodapé, indicando sua ausência nos manuscritos mais antigos.
É conhecido que Marcos tenha terminado abruptamente ou que o final original tenha sido perdido. O final longo (9-20) é uma adição, considerada por muitos como um "final secundário" incluído para completar a narrativa.

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