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segunda-feira, 30 de março de 2026

ESPÍRITO EM SUMÉRIO PARTE II

 


Na mitologia e cosmologia suméria, o conceito de "Espírito Santo", conforme entendido no cristianismo (como a terceira pessoa da Trindade), não existe. No entanto, o pensamento sumério era rico em conceitos de espiritualidade, ventos, "sopros" divinos e forças da natureza que animavam o mundo.


Como Sopro de Vida

Na mitologia suméria, o "sopro de vida" ou energia vital estava frequentemente ligado a deuses como Enlil, deus do ar/vento e Enki, que ajudou a dar vida ao homem com argila.

Enlil (O Senhor do Ar/Vento) Enlil era uma das divindades mais importantes, considerado o senhor do ar, do vento e das tempestades. Ele era visto como a força ativa, o "sopro" divino que separou o céu da terra, organizou o cosmos e deu o fôlego de vida aos homens.

O deus Enki é retratado nos mitos como o criador astuto e benevolente que deu forma física e fôlego aos homens. Após modelar o barro, Enki e a deusa da fertilidade, Ninhursag (ou Ninmah), dotaram essas criaturas com o fôlego de vida, o deus principal associado à criação da humanidade e à concessão do "primeiro fôlego de vida" (ou sopro de vida) é Enki.


Ruach Ruha Ruuh

Ruach No Antigo Testamento a palavra hebraica Ruach é traduzida como vento,  respiração, vento, espírito ou fôlego dos humanos, é o mesmo que o dos animais Ec 3:19 quando morre o indivíduo seu espírito volta para Deus que o criou Jó 34:14,15  Ec 12:7.

No Novo Testamento a palavra grega Pneuma é igualmente traduzida como fôlego, respiração, vento.

O Espírito também é estado de espírito, atitude Rm 8:15,16  1Co 4:21 2Tm 1:7.

Ruha do Siríaco e Ruuh do Árabe (Espíritos do Ar) Ruha é uma palavra semítica para "espírito", e não uma palavra Suméria, embora os conceitos de vento e sopro vital fossem centrais para ambos os povos.

Mas estudos arqueológicos e linguísticos, como na "Epopeia de Gilgamesh", mencionam ventos poderosos e entidades aéreas que agiam como espíritos do ar. Esses ventos eram vistos como mensageiros ou forças que se compadeciam ou atacavam, semelhantes a espíritos atuantes.


Anunáqui (Deuses que vieram do céu) Os deuses sumérios eram chamados Anunáqui, o que pode ser traduzido como "aqueles que do céu vieram", representando seres espirituais/divinos de alta hierarquia que intervinham no mundo material.

Ninlil (Deusa do Vento) Esposa de Enlil, ela é associada aos campos e aos ventos suaves, purificando a atmosfera.

Exorcismo e Espiritismo: Os sumérios acreditavam em múltiplos espíritos, bons e maus, e recorriam a divindades como Nammu (a deusa mãe primordial) para exorcizar espíritos malignos. 

Em resumo, o "espírito" na Suméria estava intrinsecamente ligado aos elementos da natureza especialmente o vento e o sopro (Enlil) e à energia divina (Anunáqui) que animava o universo, agindo como forças cósmicas ativas, e não como uma entidade teológica cristã.


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