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domingo, 12 de janeiro de 2025

A VERDADE SOBRE OS GIGANTES DA INDÚSTRIA

 


Muito se fala dos grandes desbravadores da indústria, elogios se fazem para estes corajosos homens e com justiça.

Eles foram onde poucos ousaram ir, fizeram o que muitos não tiveram coragem de fazer, 

Estes gigantes da Indústria, de fato foram grandes visionários, empreendedores, desbaradores e pioneiros, não são chamados de Titãs da Indústria por acaso, eles navegarem em mares onde muitos não ousaram.

Homens como Andrew Carneger, John D. Rockefeller, JP Morgan, Cornelius Vander Bilt, Tomas Edson, Francesco Matarazzo, etc, foram homens renomados no empreendedorismo, foram vencedores e vitoriosos.

Mas eles não fizeram isso porque eram bonzinhos, ou generosos, eles fizeram isso para ganhar dinheiro, o que é compreensivo, e eu faria a mesma coisa. 

Mas o que os historiadores, biógrafos, documentaristas e palestrantes não contam, é o lado desumano destes homens. 


A PRIMEIRA GRANDE CRISE

Estes gigantes brigavam entre si somente para para ser mais rico que seu oponente, nessas brigas, eles acabaram provocando a primeira grande crise dos EUA.

A briga dos magnatas das ferrovias Comodoro Cornelius Vander Bilt e Tom Scott contra Rockefeller provocam a Grande Crise de 1873 sendo esta a primeira grande crise dos EUA e a primeira mundo moderno.

De 1873 a 1896, o sistema capitalista viveu sua primeira grande crise, chamada de Grande Depressão. 

Tudo começou quando o Comodoro Cornelius Vander Bilt se junta ao seu arquirrival nas ferrovias Tom Scott para coagir John D Rockefeller a pagar mais pelos serviços, pois estes dois gigantes do transporte ferroviário lucravam muito transportando o querosene de John D Rockefeller, mas eles queriam cobrar mais e Rockefeller não sede a pressão e faz seu transporte por gasoduto, quebrando os dois magnatas e provocando uma crise sem precedentes nos EUA no ano de 1873, esta crise foi tão grave que afetou todo o planeta.

Milhões de pessoas ficaram sem empregos, muitos passaram fome e a miséria nos EUA foi avassaladora.


Henry Frick

Um industrial e fornecedor de carvão, impiedoso, mal, cruel e sem escrúpulos, chamado Henry Frick fazia qualquer coisa por dinheiro. 

Andrew Carnegie contrata este desalmando sujeito para presidir sua empresa, sabendo que ele era um homem tirânico, terrível e maléfico.

Ele fez isso para cortar custos, e aumentar seus rendimentos, Henry Frick foi contratado.

E ele como era cruel, aumentou as horas trabalhadas que chegaram a durar 12 horas por dia de segunda a sexta, abaixou os salários dos trabalhadores que já eram irrisórios aumentando assim os acidentes de trabalhos, as condições de trabalho ficaram perigosas, causando a morte de alguns de trabalhadores.

As condições de trabalho ficam terríveis, enquanto isso o dono da empresa Andrew Carnegie está na próspera cidade de Dunfermline na Escócia passeando, tirando férias. Ele sabe o que está acontecendo, mas faz vista grossa.

Os trabalhadores fazem greve, mas Henry Frick chama mercenários para aplacar a greve, e eles matam muitos grevistas que protestavam por melhores condições de trabalho e por salário justo.


South Fork

Andrew Carnegie junto com Henry Frick foram os responsáveis pelo rompimento da barragem de South Fork.

Acontece que eles tinham um clube para ricaços, a construção deste clube, não estava de acordo com as normas, sendo que esta propriedade, estava impedindo o curso do rio Little que com suas águas acumuladas ao extremo, rompe a barragen de South Fork. 

No Dia  31 de maio de 1889 na cidade de Johstown Estado da Pensylvania é inundada com o altíssimo volume d'água, com o rompimento da Barragem de South Fork do Rio Little Conemaugh, mais de duas mil pessoas morreram, tendo também milhares de feridos e mais de mil e seiscentas casas, destruídas.

Foi o maior desastre provocado pelo rompimento de uma barragem da história da humanidade até então.

Foi maior desastre causado pelo homem da história dos Estados Unidos antes do ataque ao World Trade Center.


Fraundando Eleições

John D. Rockefeller, JP Morgan e Andrew Carneger 

compram as eleições para presidente dos EUA de 1896, eles fraudam as urnas, compram a imprensa subornando jornalistas e editores dos jornais e compram o candidato William Mckinley por 20 Milhões de Dólares, William Mckinley ganha mas agora é um presidente fantoche que está agora no bolso de John D. Rockefeller, JP Morgan e Andrew Carneger, mas em 1901 William Mckinley é assassinado à queima roupa por  Leon Czolgosz um ex funcionário de Andrew Carneger que agora estava desempregado.


Batalha das Correntes

Thomas Edson era Cruel, avarento, invejoso e ganancioso, ele não era um bom patrão como dizem, não ouvia conselhos, era teimoso, ranzinza e cobiçoso.

Como ele tinha vários cientistas e inventores trabalhando para ele, não creditava seus inventores, ao invés disso, ele ficava com todos os créditos e patentes dos inventos de seus empregados, por isso que muitos dos inventos que contam, são creditados a Thomas Edson, mas ele não inventou tanta coisa assim com dizem.

Na disputa contra Nicolas Tesla na Batalha das Correntes, ele matou um elefante eletrocutado, para provar que a corrente alternada de Tesla era ruim. 

Junto com JP Morgan, ele foi responsável pela morte de William Kemmler em 1890 ele foi presidiário que assassinou a machadadas Tillie Ziegler, sua companheira, no dia 29 de Março de 1889.

William Kemmler foi executado na cadeira elétrica, foi a primeira morte por cadeira elétrica da história.

Foi uma tragédia, pois Edson queria provar que a corrente alternada de Nikolas Tesla era perigosa, e usou esta corrente para a execução de Willian Kemmier, mas o que se viu, foi um desastre. 

Depois de  17 segundos com uma tensão de mais de 1000 volts aplicados sobre seu corpo, William Kemmler voltou a respirar, sendo ligado novamente dessa vez o choque por 2 longos minutos, gerando fumaça e mau cheiro na sala de execução, causando vômitos dos que estavam presentes e assim, Kemmler foi finalmente executado.

Esta história manchou definitivamente a carreira de Thomas Edson que foi expulso de sua empresa a General Eletric por seu parceiro JP Morgan.


Estes homens não fazem o que fazem para melhorar a vida das pessoas, estes empreendedores, não visam melhorar as condições de vida das pessoas menos favorecidas, eles fazem isso para melhorar a vida deles próprios, eles fazem tudo para melhorar suas vidas, assim como a vida de suas famílias e amigos, eles não fazem nada pensando no próximo, ou no altruísmo alheio. 

Eles fazem por eles, pra eles e para eles.

Pode ser, que às vezes, pessoas como você ou eu, sejamos agraciados no processo.


A PARTILHA DA ÁFRICA ENTRE OS EUROPEUS

 



Há quase 136 anos, em 1885, terminava na Alemanha um encontro de líderes europeus que ficou conhecido como Conferência de Berlim. O objetivo era dividir África e definir arbitrariamente fronteiras, que existem até hoje.

Tinha cinco metros o mapa que dominou o encontro em Berlim, que teve lugar na Chancelaria do Reich. Mostrava o continente africano, com rios, lagos, nomes de alguns locais e muitas manchas brancas.

Quando a Conferência de Berlim chegou ao fim, a 26 de fevereiro de 1885, depois de mais de três meses de discussões, ainda havia grandes extensões de África onde nenhum europeu tinha posto os pés.

Representantes de 13 países da Europa, dos Estados Unidos da América e do Império Otomano deslocaram-se a Berlim a convite do chanceler alemão Otto von Bismarck para dividirem África entre si, "em conformidade com o direito internacional". Os africanos não foram convidados para a reunião.

À excepção da Etiópia e da Libéria, todos os Estados que hoje compõem África foram divididos entre as potências coloniais poucos anos após o encontro. Muitos historiadores, como Olyaemi Akinwumi, da Universidade Estatal de Nasarawa, na Nigéria, consideram que a Conferência de Berlim foi o fundamento de futuros conflitos internos em África.

"A divisão de África foi feita sem qualquer consideração pela história da sociedade, sem ter em conta as estruturas políticas, sociais e económicas existentes." Segundo Akinwumi, a Conferência de Berlim causou danos irreparáveis e alguns países sofrem até hoje com isso.

NOVAS FRONTEIRAS

Foram definidas novas fronteiras e muitas rotas de comércio desapareceram porque já não era permitido fazer negócios com pessoas fora da sua própria colónia.

Em muitos países, como foi o caso dos Camarões, os europeus desconsideraram completamente as comunidades locais e as suas necessidades, lembra o investigador alemão Michael Pesek, da Universidade de Erfurt.

"Os africanos aprenderam a viver com fronteiras que muitas vezes só existiam no papel. As fronteiras são importantes para a interpretação do panorama geopolítico de África, mas para as populações locais têm pouco significado", defende.

Na década de 1960, quando as colónias em África começaram a tornar-se independentes, os políticos africanos tiveram a oportunidade de rever os limites coloniais. No entanto, não o fizeram.

"Em 1960, grande parte dos políticos africanos disse: se fizermos isso, então vamos abrir a caixa de Pandora", explica Michael Pesek. "E provavelmente tinham razão. Se olharmos para todos os problemas que África teve nos últimos 80 anos, vemos que houve muitos conflitos internos, mas muito poucos entre Estados por causa de fronteiras."

COMPENSAÇÕES PELO COLONIALISMO

Em 2010, no 125º aniversário da Conferência de Berlim, representantes de muitos países africanos em Berlim exigiram compensações para reparar os danos do colonialismo. A divisão arbitrária do continente africano entre as potências europeias foi um crime contra a humanidade, disseram em comunicado.

Defendiam, por exemplo, o financiamento de monumentos em locais históricos, a devolução de terra e outros recursos roubados e a restituição de bens culturais.

Mas, até hoje, nada disso foi feito. O historiador Michael Pesek não se mostra surpreendido. "Fala-se muito em compensações por causa do comércio de escravos e do Holocausto. Mas pouco se fala dos crimes cometidos pelas potências coloniais europeias durante os anos que passaram em África."

O investigador nigeriano Olyaemi Akinwumi também não acredita que algum dia haverá qualquer tipo de indemnização.

 


DIATESSARON

 


O Diatessaron é uma antiga obra literária que combinava os quatro Evangelhos do Novo Testamento em uma única narrativa. A palavra Diatessaron pode ser entendida como "Harmonia dos Quatro"; é uma transliteração do grego dia tessaron ("através dos quatro Evangelhos"). O historiador romano Eusébio foi o primeiro a inventar o nome Diatessaron .

O Diatessaron foi compilado por volta de 170 d.C. por Taciano , um apologista cristão assírio e aluno de Justino Mártir. A harmonia dos Evangelhos de Taciano não foi a primeira do gênero, mas foi a mais influente. Fragmentos do Diatessaron foram descobertos em grego, siríaco, árabe, latim e muitas outras línguas — até mesmo em inglês antigo. Taciano teria escrito em grego ou siríaco, mas ninguém tem certeza de qual é a língua original do Diatessaron. Nenhuma cópia completa do Diatessaron sobreviveu intacta hoje, embora possamos juntar o texto completo de várias fontes.

Ao compor o Diatessaron, Taciano seguiu de perto a redação dos Evangelhos, mas usou uma sequência diferente para organizar os versos. Ele também removeu informações duplicadas — ele manteve apenas uma de cada passagem paralela. Assim, a alimentação dos cinco mil só aparece uma vez no Diatessaron, em vez de quatro vezes. Taciano também cortou algumas das supostas contradições nos Evangelhos. Por exemplo, ele omitiu as diferentes genealogias de Mateus 1 e Lucas 3. Também foi deixado de fora do Diatessaron o pericope adulterae (a história da mulher pega em adultério em João 8:1–11). O resultado final é uma narrativa única e abreviada da vida de Cristo — cerca de três quartos do tamanho dos quatro Evangelhos canônicos. O Diatessaron é responsável por todos, exceto 56 versos dos Evangelhos canônicos.

Na igreja primitiva, os quatro Evangelhos circularam independentemente. O Diatessaron de Taciano reuniu todos eles em um pacote conveniente. Vinte anos após Taciano concluir seu trabalho, Irineu, um dos primeiros pais da igreja , proclamou o Diatessaron como autoritativo. O Diatessaron se tornou uma das edições mais populares dos Evangelhos já produzidas. Ao longo dos anos, foi usado por cristãos católicos, cristãos judaicos, cristãos siríacos, maniqueus e missionários. Seu maior impacto foi na Síria, onde por séculos foi o texto padrão do evangelho antes de finalmente ser substituído pela Peshitta .

O Diatessaron não está isento de problemas. Parece que Taciano adicionou algum material não encontrado nos quatro Evangelhos originais, como a história extrabíblica de uma luz que iluminou o Rio Jordão no batismo de Jesus. Algumas leituras no Diatessaron são atribuídas pelos pais da igreja ao Evangelho dos Hebreus, o Evangelho dos Ebionitas e outras obras não canônicas.

Como resultado das mudanças de Taciano nas Escrituras, alguns líderes da igreja se opuseram ao Diatessaron. Alguns se opuseram ao homem também  Taciano era um encratita proeminente, um asceta vegetariano que se abstinha de toda atividade sexual. No século V, o Diatessaron caiu em desgraça com os líderes da igreja.

O principal valor do Diatessaron hoje é que ele fornece um testemunho antigo dos Evangelhos originais. Os quatro Evangelhos canônicos  Mateus, Marcos, Lucas e João  foram aceitos pela igreja primitiva como a Palavra de Deus, e grande cuidado foi obviamente tomado para preservar os textos e torná-los amplamente disponíveis. Como evidência do reconhecimento dos Evangelhos pela igreja primitiva, o Diatessaron ocupa uma posição de destaque nos estudos modernos do Novo Testamento.


sábado, 11 de janeiro de 2025

QUANDO SURGIU O ATEÍSMO?

 



O ateísmo existe desde a mesma época que existe a religião, ou seja, praticamente nasceram juntas.

Mas por conta das dificuldades, que o ser humano encontra no mundo, e por diversos fatores, como fome, guerra, injustiça, morte, etc, o ser humano procurava uma resposta para os inortúnios que o rodeia. Se as respostas não viam do mundo natural, ou seja, do mundo material, o ser humano buscava uma explicação, uma resposta, uma solução do mundo imaterial, do mundo abstrato, do mundo metafísico.

Com tudo isso, a religião ganha na corrida de aceitação de 7x1 enquanto que o ateísmo, perde de goleada.

Ainda no mundo Antigo, no mundo dos Helenos, mais conhecidos como Gregos, o filósofo Epicuro de Samos (341-270 a.C.) dizia "o acaso governava o Universo, os deuses - se existissem - não se importavam com a humanidade".

Para Epicuro quando uma pessoa morria, a alma perecia com o corpo. Epicuro negou qualquer vida após a morte e afirmou que ao aceitar isso é que se teria paz.

Isso mostra que nem todas as pessoas do mundo antigo, aceitava os conceitos religiosos e dos Deuses.

Teodoro de Cirene, mais conhecido como Teodoro o Ateu (c. 340-250 a.C.. Viveu na Grécia e em Alexandria, antes de terminar os seus dias na sua cidade nativa de Cirene. Como filósofo cirenaico, ensinava que o objetivo da vida era a obtenção da alegria e o evitar a dor. A primeira resultaria do conhecimento e o segundo da ignorância. Mas a característica principal que afamou o filósofo era o seu alegado ateísmo. Era normalmente designado por escritos antigos como o Ateu.

Carnéades de Cirene (214-129 a.c) dizia publicamente que os Deuses não existiam. Declarou isso no senado romano onde estava de representante de Atenas. Sua filosofia era extremamente influenciada pela filosofia epicurista.

 

É claro que mutas pessoas conhecem as idéias ateístas de Karl Marx, Engels, Nietzsche, Sam Harris, Feuerbach, Diderot, Leandro Karnal, etc. Mas uma idéia radical assim, ser conhecida ainda no mundo antigo, é muito raro.

O ateísmo não surgiu na Idade Média ou no final da Idade Média como se ensina, mas sim, sempre existiu na história do homem. Muitos ateus, são ateus por causa do péssimo exemplo dado pelos religioso, pois estes blasfemam o nome de Deus e o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa destas pessoas. Romanos 2:24.

 

RAÇA ARIANA

 



É um conceito surgido no século 19 e que hoje está desacreditado. “A raça ariana seria supostamente a linhagem mais pura dos seres humanos, constituída apenas por indivíduos altos, fortes, claros e inteligentes, representando assim, de acordo com critérios arbitrários, uma raça superior às demais”, afirma o biólogo Danilo Vicensotto, da Universidade de São Paulo (USP). A palavra “ariano” deriva de arya (“nobre”, em sânscrito) e serviu para denominar um povo de origem controversa. “Na verdade, os arianos não são uma raça, e sim um grupo lingüístico, mais conhecido como indo-europeu”, diz o historiador Robert Rozett, da biblioteca Yad Vashem, em Israel. Em meados do século 19, o diplomata e escritor francês conde de Gobineau propôs o conceito de “raça ariana”, defendendo a superioridade dos brancos sobre negros, amarelos e semitas.

Joseph Arthur de Gobineau classificava como “arianos” os povos nórdicos e germânicos, que para ele representavam o ápice da civilização, sendo responsáveis por todo o progresso da humanidade ao longo da história. As idéias do conde francês tiveram aceitação na Europa da época, em especial entre intelectuais alemães. Na Alemanha do século 20, o conceito foi assimilado pelo Partido Nazista e por seu líder Adolf Hitler, servindo de base para a política de extermínio de judeus e de outros “povos não-arianos”. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), porém, o conceito de Joseph Arthur de Gobineau foi totalmente repudiado pelos antropólogos. “No campo biológico, as supostas qualidades da raça ariana não fazem sentido. O próprio conceito de raça é equivocado. No século 19, acreditava-se que os seres humanos poderiam ser classificados em raças de acordo com sua característica física, mas na verdade o conceito de raça não pode ser aplicado aos humanos”, afirma Danilo.

Joseph Arthur de Gobineau  nasceu de uma bem estabelecida família aristocrática, foi um Maçom, Eugenista e Racista, foi também foi um diplomata, escritor e filósofo francês. Foi um dos mais relevantes racistas do século XIX.

 

Origem Asiática

Os arianos, ao contrário do que muitos pensam, não surgiram na Europa

Os especialistas não consideram os arianos uma raça, mas um grupo lingüístico. Eles seriam um povo pré-histórico, também chamado de indo-europeu, provavelmente originário da Ásia Central. Por volta de 1800 a.C., começaram a migrar para o sul e para o oeste. Assim, chegaram à Europa e a territórios que hoje são parte do Afeganistão, do norte da Índia e do Irã. Aliás, o nome deste último país vem de, ou “terra dos arianos” em persa antigo.



TEMPLÁRIOS - OS PADRES GUERREIROS

 



Com a criação da instituição religiosa católica, lugares como Éfeso, Damasco, Patmos, Megido, Jerusalém, Antioquia, etc começaram a ser visitadas e reverenciadas pois eram conhecidos como lugares sagrados, lugares santos. 

Antes mesmo da instituição religiosa católica já era costume dos religiosos que eram contrários aos ensinamentos dos Apóstolos a adorar objetos santos ou ungidos, rezavam pelos mortos, demonizavam quem era canhoto, faziam o uso de velas para os mortos e para os que eles chamavam de santos, já tinha uma proto teologia mariana, ou seja, já se adorava Maria à mãe de Jesus como uma santa e se dizia que ela morreu virgem, e como não podia deixar de ser, se fazia peregrinação as cidades que eles consideravam santas, destes lugares mencionados acima, Jerusalém era e é ainda hoje o lugar mais adorado, venerado e idolatrado pelos religiosos institucionais do mundo. 

Antes da criação da chamada Igreja Católica Apostólica Romana estes costumes heréticos que já foram mencionados era mortalmente combatidos pelos Apóstolos e por seus seguidores, já havia uma guerra teológica contra estes falsos ensinamentos, mas pessoas com poder e influência na sociedade tinham mais notoriedade e estes eram adeptos dos falsos ensinamentos, e estes costumes de se fazer tal doutrina errática era chamada na época de Gnosticismo que eram crenças políticas/religiosas que misturava todos os tipos de tradições doutrinárias e todos os tipos de usos e costumes religiosos, como também todos os tipos de dogmas eclesiásticos de vários povos, ou seja, o Gnosticismo que era combatida pelos Apóstolos e seus seguidores no terceiro século ganhou força atroz e monstruosa, quem era contra tal ensino era contra Deus e era brutalmente perseguido, muitos fidalgos e nobres romanos já eram adeptos a esse falso ensino e com o tempo, foi introduzidos mais heresias no movimento, como culto a Mitra que com o tempo foi misturado com a figura de Jesus Cristo e muito mais heresias foram postas ao longo do tempo, como a peregrinação das terras sagradas e destas, Jerusalém era a mais visitada e adorada. 

Com a ascensão de Constantino, é institucionalizada o Gnosticismo com o nome de Igreja Católica Apostólica Romana e o resto todos já sabem. 


Acontecimentos

Mas há um problema em Jerusalém, pois com a queda do Império Romano, Jerusalém e muitos lugares do Oriente Médio está sob o domínio do Império Árabe que expulsou os bizantinos da região e começaram a cobrar taxas para os peregrinos católicos que iam visitar à cidade. 

Jerusalém como toda Palestina é um lugar estratégico pois sua localidade favorece as rotas comerciais, é uma região que é possível estabelecer uma mobilização militar excepcional e sua posição favorece a comunicação com vários lugares, seja por terra, seja por mar, sem nos esquecer que é a cidade santa e terra mãe de Jesus, por isso, vários povos ao longo tempo, lutavam por causa desta região. 

O Império Árabe na época comandava aquele lugar, os infiéis, ou seja, todos aqueles que não eram da fé islâmica eram livres para adora na cidade, desde que pagassem uma taxa, o que era repudiado pelos Judeus e Católicos. 

Os imperadores Bizantinos por séculos eram conhecidos como os guardiões da Terra Santa, até serem expulsos e derrotados no ano 1071, quando o exército do Imperador Bizantino Alessio Comneno serem derrotadas pelo turcos e por conseguinte à cidade ficou sob o domínio islâmico. 

Mas algo tinha que ser feito, pois era inconcebível que Jerusalém ficasse nas mãos dos islamistas e não nas mãos dos católicos, com o tempo foi-se estudando uma solução do problema Árabe em Jerusalém e a única maneira de expulsar os islâmicos da região era guerreando contra eles. 

As cruzadas nasceram com a finalidade de expulsar os Árabes e outros povos que não pertenciam a fé Católica da Palestina, pois, segundo o pensamento europeu, eles não eram Cristãos e pagar tributo aos infiéis da fé islâmica era um absurdo, sem contar o perigo que era à viagem da Europa até à Palestina, e não nos esqueçamos que era um problema viajar e se estabelecer na Terra Santa, pois toda economia local era dominada pelos Islâmicos como hospedagem, comida, etc. 

Além de enfrentar os perigos da viagem da Europa até à Palestina, o peregrino enfrentava ladrões e todos os tipos de perigos de uma estafante e custosa viagem e chegando na região da à Cidade Santa, o mesmo tinha que comer, banhar-se, dormir, etc e tudo isto era dominado pelos Muçulmanos. 

Havia também a guerra religiosa, pois Judeus, Católicos e os Islamistas revindicavam cada um para si o título de "religião de Deus" e as outras eram a religião do demônio, tal epiteto claro trazia automaticamente embates teológicos e doutrinários ferrenhos, fervorosos e que muita vezes iam para o campo da violência e por conseguinte, brigas, lutas e combates. Não era só uma guerra de religiões, era também guerra étnica e comercial, eram povos que não se entendiam e que cada um dizia que sua respectiva religião era verdadeira em detrimento das demais. 


Nascimento da Ordem

Tais eventos trouxe reflexões na Europa, pois tinha que haver uma solução para o problema Palestino, como proteger os peregrinos? Como expulsar os Árabes da Terra Santa? Como voltar a dominar o Oriente Médio?  

No ano de 1095 estoura a primeira cruzada, piorando mais ainda a já deplorável situação em Jerusalém, o Papa Urbano II declara guerra oficialmente contra os Muçulmanos, havia de se fazer uma contra medida urgente, no ano de 1118 Hugo de Payns funda a Ordem dos Cavaleiros do Templo com oito cavaleiros, dos quais dois eram irmãos e todos eram seus parentes, alguns de sangue e outros de casamento, para formar a Ordem do Templo de Jerusalém.

Os outros cavaleiros eram: Godofredo de Saint-Omer, Arcambaldo de Saint-Aignan, Payan de Montdidier, Godofredo Bissot, Hugo Rigaldo, Rolando e Gondemaro e Hugo de Champanhe o famoso Conde de Champanhe. Este último jamais poderia ser ignorado, pois era um homem de muita influência, pertencente à casta mais alta das famílias francesas e tinha um absoluto controle da política de mais da metade da Europa. 

Com o tempo há mais ingressos na ordem, pois havia um problema na Europa com os cavaleiros que não tinham uma guerra para lutar, eram profissionais militares que se encontravam desempregados, estes começaram a promover saques e roubos, quando não ofereciam seus serviços marciais como mercenários para algum senhor feudal ou para algum nobre, eram homens da guerra que viviam como bandidos, mas e se estes homens servissem a uma causa nobre, e se estes guerreiros prestassem seus serviços à causa de Deus? Eles teriam comida, moradia e uma causa justa a que lutar e ou até mesmo morrer, foi isso que fez Hugo de Payns ao convidar estes homens à Ordem do Templo. 

Foi complicado o ingresso destes na Ordem dos Templários pois eram homens sem disciplina, incultos, imorais e sem o mínimo de civilidade que não obedeciam regras, De Payns pede ajuda a Bernardo de Clairvaux um parente muito respeitado, segundo cartas que pertenciam à Abadia de Molesmes

Bernardo de Clarirvaux era parente de Hugo de Payns e de família nobre, assim como Payns, Bernardo havia escolhido o caminho do claustro as 21 anos, no ano de 1128, Bernardo participou do Concílio de Troyes, que delineou a regra monástica que guiaria os Cavaleiros Templários e que rapidamente tornou-se o ideal de nobreza utilizado no mundo Católico, Bernardo elaborou às regras doutrinárias dos Cavaleiros Templários. 


Fundação Oficial

Hugo de Paynes  e mais oito pessoas no ano de 1118 após a Primeira Cruzada com apoio do rei Balduíno II de Jerusalém que os acolheu em seu palácio, nasce assim os Pobres Cavaleiros de Cristo, por se estabelecerem no monte do Templo de Salomão ficaram conhecidos como A Ordem do Templo e também com Templários, o intuito da ordem era proteger os romeiros ou peregrinos que iam visitar Jerusalém, conhecida como Cidade Santa, pois era perigoso a jornada, muitos eram vítimas de ladrões e criminosos ao longo do caminho e uma vez na Palestina, os Católicos tinham o problema Muçulmano que estavam em guerra contra os Católicos. 

Hugo de Payens e mais 5 cavaleiros se dirigem à Roma visando solicitar ao papa Honório II o reconhecimento oficial da Ordem em 1127 eles conseguem não só o reconhecimento como também conseguem  o apoio e influência de Bernardo de Claraval, no Concílio de Troyes em 13 de janeiro de 1128, a ordem ganhou isenções e privilégios oficialmente no dia  29 de março de 1139 pelo papa Inocêncio II com a Bula Papal Omne Datum Optimum era subordinada somente ao Papa e a mais ninguém. 


As Regras

As regras que culto padre Bernardo de Clairvaux criou para os Templários tinham as seguintes diretrizes, fazer votos de pobreza, castidade e obediência, regra era bem típica de uma sociedade feudal,  abster-se de carne às quartas-feiras, como dois cavaleiros deveriam comer do mesmo prato, o termo correto para designar o maior superior hierárquico era Mestre do Templo e não grão-mestre, como lhe é referido nos dias atuais. Dos mais árduos mandamentos, o da castidade realmente era o mais espinhoso, e os membros da ordem tinham que seguir uma árdua rotina de missas, cultos, rezas e ritos que podiam durar nove horas. 

Muitos membros tinham dificuldades para se adaptar à uma vida com uma rotina pesada, ele não entendiam que agora eles eram padres, sim eram guerreiros, para estes, morrer no campo de batalha não tinha problema, mas esta dura rotina religiosa e o voto de castidade realmente eram problemas que foi complicado para adaptação. 

Mas estes deveriam obedecer o código do cavaleiro, ter um elevado senso de justiça, honra e ética. 

"Um cavaleiro templário é verdadeiramente um cavaleiro destemido e seguro de todos os lados, para sua alma, é protegida pela armadura da fé, assim como seu corpo está protegido pela armadura de aço. Ele é, portanto, duplamente armado e sem ter a necessidade de medos de demônios e nem de homens.

Bernard de Clairvaux, c. 1135, De Laude Novae Militae—In Praise of the New Knighthood"


Finanças Templárias

Mas nem tudo eram orações e guerras, os templários usavam as propriedades que lhes eram doadas para plantar trigo, cevada e criar animais. Assim a subsistência dos cavaleiros se dava com a venda de trigo, cevada, lã de carneiro, carne de bovinos e queijo feito com leite dos animais criados nas propriedades templárias. 

Os padres soldados também tinham o seu lado financeiro pois como custear comida, abrigo, montaria e principalmente, armas para os padres guerreiros? Pois era caro manter estes homens em Jerusalém para guerrear contra os Sarracenos. Os padres soldados viviam de doações e tudo que era doado a eles era convertido em dinheiro para tal custosa campanha religiosa/militar. 

Para os padres soldados era melhor sempre converter as doações em dinheiro por causa da sua logística, por causa da guerra, estavam sempre em movimento e precisavam trocar moedas, ou seja, sempre tinham que converter bens em moedas e depois converter o dinheiro na moeda local, a isso é chamado de câmbio e com o passar do tempo, estes padres guerreiros passaram a ter um hábil conhecimento em finanças e contabilidade, passando a não apenas ser padres e guerreiros, mas também grandes contabilistas e financistas. 

Com isso foi possível tais padres combatentes a ter grandes técnicas bancárias e financeiras e com o tempo se transformaram em grandes negociantes. 

Além das doações de seculares à ordem, os Templários também recebiam constantes benesses do Papado. 


1139 - Bula Omne Datum Optimum: A Ordem é oficialmente reconhecida pela Igreja Católica e lhe dá proteção.

1144 - Bula Milites Templi: Os Católicos são incentivados a doar bens à Ordem

1145 - Bula Milicia Dei: Aumenta a autonomia da Ordem junto à Igreja

1198 - Bula Dilecti Filli Nostri: Garantia à Ordem a usufruto completo das doações que recebiam.

1212 - Bula Cum Dilectis Filiis: Reafirma a Bula Dilecti Filli Nostri.

1229 - Bula Ipsa Nos Cogit Pietas: Isenta a Ordem do pagamento do dízimo da defesa da Terra Santa.


Estas Bulas Papais que beneficiaram por demais os padres soldados foi crucial também para aumentar o número de inimigos ao longo do tempo. 


Política e Diplomacia Templária

Os templários também eram hábeis diplomatas, eles se encontravam no centro das negociações políticas da época, desenvolvendo assim uma enorme capacidade relações públicas com Papas, Soberanos da Europa, Imperadores Bizantinos, nem tudo eram guerras, os padres também buscavam entendimento com os Muçulmanos, não era somente guerras e matanças com se acredita no imaginário contemporâneo. 

Por vezes alimentavam ou não as discórdias entre o inimigo do inimigo, eram às vezes amigo do inimigo ou inimigo do amigo, tudo dependia por onde ia pender a balança, o soldados padres eram habilidosos diplomatas e políticos, evitando por vezes mortes e carnificinas de ambos os lados. Estes monges tinham uma extrema habilidade política, chegando a ser em algumas ocasiões ter relações de cordialidade com alguns emires muçulmanos, para eles, ter uma boa convivência com estes, impunha ter o mais elementar respeito às reciprocidades. 


Inimigos

Os padres guerreiros tinham inimigos mortais, não me refiro aos Islâmicos que foi por causa destes que foi criada à Ordem dos Padres Guerreiros e sim aos Fidalgos, Nobres, Comerciantes e Ricos Senhores Feudais que eram da mesma religião dos Templários ou seja eram Católicos, estes odiavam os Cavaleiros Padres por eles terem algumas isenções fiscais, pois eram por sua vez sacerdotes e tinham suas obrigações sacerdotais como todos os sacerdotes tem, tinham apoio e proteção do Papa, aumentando assim seu prestígio e influência na sociedade medieval, os monges tinham também altos privilégios e para agravar o ódio de seus inimigos, os padres guerreiros tinham autonomia política e autonomia judiciária. 

Apesar de os Cavaleiros do Templo não possuírem nada eles tinham poder e influência, o que eles poderiam ter de bens materiais não poderia passar de quatro denários, tudo que ia além destes valores, tinham que ser empregados na guerra na Terra Santa,por essa razão que eles tinham isenção fiscal. 

Os templários usavam as propriedades que lhes eram doadas para plantar trigo, cevada e criar animais. Assim a subsistência dos cavaleiros se dava com a venda de trigo, cevada, lã de carneiro, carne de bovinos e queijo feito com leite dos animais criados nas propriedades templárias.


A Queda

As Cruzadas foram um infortúnio que custou caro para os Europeus, um enorme gasto de dinheiro e mortes de seus cidadãos que foram guerrear na Palestina sem o sucesso esperado, pois eles não conseguiram expulsar os Muçulmanos da região e a coisa saiu contrário ao que eles queriam, os Islâmicos ficaram mais fortes e ocuparam ainda mais a região.  

Havia outro problema, a falta de gente necessária para combater e expulsar os Muçulmanos da região, desde o início das Cruzadas os Católicos tiveram de enfrentar o problema de contingente necessário para lutar na Terra Santa, pois somente os Padres Templários não eram suficiente para guerrear, o exército europeu sempre foi ínfimo se comparar ao exército Islâmico. 

O Rei Felipe o Belo da França estava em constantes desentendimento com o Papa Bonifácio VIII.

Os progressos islâmicos na Terra Santa tornavam sempre mais distante a esperança de reconquistar Jerusalém e as guerras se tornavam cada vez mais raras, de fato, já inúteis, dada a prevalência do inimigo, o Templo havia lentamente se adaptado às novas condições históricas, procurando valorizar o setor financeiro que, já no curso daquele século, estava se tornando a sua atividade principal: o quartel-general de Paris tornou-se a tesouraria da Coroa francesa e foi enriquecida por uma imponente torre para alojar os seus cofres. 

O progresso no campo financeiro acabou por alterar sensivelmente o equilíbrio interno da instituição: antigamente, os verdadeiros Templários eram apenas milites, isto é, profissionais da guerra a cavalo, pertencentes à condição cavalheiresca, sendo que aqueles que desenvolvessem atribuições de serviço se colocavam em um nível inferior. Se naquela época as relações de poder eram unicamente ligadas à função bélica, a evolução ocorrida na segunda metade do século reavaliou muitíssimo um tipo particular de atividade: a mercantil-financeira. 

Para prosperar na atividade que os tempos forçosamente impunham ao Templo, ou seja, a estocagem e o investimento de dinheiro recolhido para a cruzada, era necessária a utilização de contabilistas, administradores, escrivães: esse gênero de atividade requeria uma espécie de instrução técnico-prática que era especialidade das famílias burguesas, dedicadas ao comércio, atividade desprezada pela nobreza a que pertenciam os milites que continuavam a fundar o seu negócio baseado na arte da guerra. Esse estado de coisas fez que, na segunda metade daquele século, alguns encarregados em gestão, um tipo inexistente ou subestimado, transformassem-se em atividades de grande poder que, todavia, não eram acessíveis aos cavaleiros por motivos de incompetência: como exemplo, havia o cargo de Tesoureiro central, administrador que residia na fortaleza da Torre do Templo de Paris e que tinha um papel central nas finanças de todo o reino da França, ou então a atividade de Recebedor da região de Champagne, que arrecadava e fazia render os impostos régios, pagos pelo riquíssimo condado onde estavam sediadas as mais importantes feiras do Ocidente. Tanto o Recebedor quanto o Tesoureiro central deviam necessariamente empenhar-se em manter com a Coroa da França uma boa reciprocidade, dadas as relações entre as duas instituições.

Assim, nos últimos anos do século, formavam-se como dois pólos de poder na Ordem Templária: o do Chipre, composto sobretudo de militares sempre empenhados no diálogo diplomático com os governos cristãos do Oriente, a fim de estudar novos planos de recuperação da Terra Santa, e o do Ocidente, guiado por sargentos financeiros e cavaleiros com funções administrativas e diplomáticas que tinham prioridade nos acordos com as coroas europeias. Logo depois da morte de Guillaume de Beaujeu, o Grão-Mestre tombado heroicamente na tentativa de defender Acri, os Templários refugiados no Chipre tiveram de eleger seu sucessor em caráter emergencial. Antes disso, porém, um cavaleiro do condado franco chamado Jacques De Molay, que havia ganhado notoriedade após obter importantes cargos pouco após entrar na Ordem, exortou os demais dirigentes a tomar certas providências para erradicar certos fenômenos de corrupção e imoralidade que se difundiam com os hábitos dos Templários, antes que esses costumes pudessem causar a eles sérios problemas. Jacques De Molay era um experiente padre guerreiro que assumiu a chefia da ordem, mas que teve problemas com os nobres franceses e o Rei Felipe IV o Belo que via nos Templários uma instituição rica e próspera, que em nada lembrava à ordem que fora um dia, de uma instituição religiosa guardiã, tornou-se uma milionária instituição financeira, o Rei e seus correligionários queria a dissolução da Ordem do Templo. Acusados de Simonia, Avareza, Bruxaria e Homossexualismo, os Cavaleiros da Ordem do Templo foram presos, torturados e assassinados a mando do Rei, que morreram queimados no ano 1312. Claro que a Ordem do Templo era uma instituição religiosa, eles adoravam Maria, rezavam pelos mortos, ascendiam velas para os mortos, cultuavam anjos, criam no purgatório, adotaram o celibato clerical, etc, eram Católicos, acreditavam nessa falsa religião institucional, mas as acusações que eram feitas a eles não foram provadas até hoje, de várias investigações que se fez na época, de provas concretas não houve nenhuma, é provado que o Rei Felipe o Belo e seus correligionários subornou, ameaçou e manipulou testemunhas, como também manipulou a situação, contando com um Papa omisso e fraco, foi fácil acabar com à Ordem do Templo para assim confiscar seus bens, dinheiro e propriedades.  


A Maldição de Jacques De Molay

Antes de morrer, De Molay disse suas últimas palavras:

"NEKAN, ADONAI !!! CHOL-BEGOAL !!! PAPA CLEMENTE... CAVALEIRO GUILHERME DE NOGARET... REI FILIPE: INTIMO-OS A COMPARECER PERANTE O TRIBUNAL DE DEUS DENTRO DE UM ANO PARA RECEBEREM O JUSTO CASTIGO. MALDITOS! MALDITOS! TODOS MALDITOS ATÉ A DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO DE VOSSAS RAÇAS!!!"

Do Palácio Real, Filipe IV o Belo assistia a morte de De Molay e ouvira suas maldições. Mais tarde comentou com Nogaret: "Cometi um erro, devia ter mandado arrancar a língua de De Molay antes de queimá-lo."

Quarenta dias depois, Filipe e Nogaret recebem uma mensagem: "O Papa Clemente V morrera em Roquemaure na madrugada de 19 para 20 de abril, por causa de uma infecção intestinal", (o Papa já se encontrava doente já havia muito tempo) Filipe e Nogaret olharam-se e empalideceram.

Rei Filipe IV, o Belo, faleceu em 29 de novembro de 1314, com 46 anos de idade, quando caiu de um cavalo durante uma caçada em Fountainebleau.

Guillaume de Nogaret acabou falecendo numa manhã da terceira semana de dezembro, envenenado.

Após a morte de Filipe, a sua dinastia, que governava a França a mais de 3 séculos, foi perdendo a força e o prestígio. Junto a isso veio a Peste Negra e a Guerra dos Cem Anos, a qual tirou a dinastia dos Capetos do poder, passando para a dinastia dos Valois.


Ligação com a Maçonaria?

Os Cavaleiros da Ordem do Templo por vezes são associados a Maçonaria, a maçonaria começou no ano de 1460, nas cidades de Alberdeen e Killwning na Escócia, tem-se já, atas oficiais que provam que ainda na Idade Média, já existiam agremiações maçônicas. Isso dá 148 anos depois da Ordem dos Padres Solados ser extinto pelo Rei Felipe IV em 1312.

Na época de seu declínio os Templários foram brutalmente caçados, muitos foram presos, torturados e assassinados, os membros da ordem e seus simpatizantes não podiam dizer abertamente seu apreço pela Ordem do Templo, eles se escondiam, ocultando-se da sociedade e se comunicavam por gestos e sinais, se reuniam em lugaras ocultos e viviam sumidos da vista da sociedade, tornando-se um grupo secreto e camuflado.

Nos seus 194 anos de existência não existia nada que nos lembrasse a Maçonaria ou os Illuminatis, nem se cogitava tal coisa. Antes da Maçonaria o que existia no mundo era o Movimento do Gnosticismo que era uma mistura de tudo que na época era dito como Paganismo, os Gnósticos misturavam todas as religiões, seitas e denominações que existiram na época, juntaram e harmonizaram todas, criando assim uma nova religião e no ano 313 é criada enfim a Religião Católica Romana.

Quando morreram os Apóstolos, seus seguidores continuaram a divulgar as mensagens de Cristo, e sofreram arduamente contra outros ensinos que não eram verdadeiros, foram brutalmente perseguidos por aqueles que adotaram esse conceito errôneo Gnóstico, tudo isso antes de existir como Instituição Católica, eram divulgados doutrinas estranhas e à mulher ao longo da Idade Média, dentro já da criada Igreja Católica Apostólica Romana não tinha direitos e nem liberdade, à mulher não podia ler, aprender teologia e nem se expressar, e tudo isso era feito nos moldes do catolicismo romano, que era o antigo movimento Gnóstico. Havia também o costume de matar quem era canhoto, o costume de se alto flagelar que tem até hoje na Opus Day por exemplo, todas essas doutrinas diabólicas eram pregados no movimento do Gnosticismo ainda na era Apostólica, que foi ganhando força e que entrou na Instituição Católica Romana, e quem era contrário a essas doutrinas eram caçados e assassinados, por acusação de heresia ou bruxaria.

Como não existia a Maçonaria na época dos Templários e os mesmos viviam escondidos era inconcebível na época vincular a Maçonaria aos Templários, mas depois de instituído e feito a Maçonaria, seus integrantes adquiriram os conceitos da Ordem do Templo de Salomão, eles também associaram todo conceito da religião Mitra e do Gnosticismo, como também conceitos da Cabala, Religião Judaica, Religião Grega, Romana, Religião Indu, Catolicismo etc.

Claro que desde quando foi criada a Maçonaria e foi introduzidos conceitos da Ordem do Templo, a ligação com os antigos Cavaleiros da Ordem Templária é forte, pois estes antes perseguidos e esquecidos, hoje eles são reverenciados pelos Maçons.

Portanto, só é possível hoje vincular a Maçonaria com os Templários porque os Maçons resgataram todo o conceito dos Cavaleiros da Ordem do Templo, mas lembremos que quando foi criada à Ordem dos Padres Soldados, nem se sonhava existir a Maçonaria.


A RADIAÇÃO

 


O estudo da radiação existe desde 1896. E de lá para cá, este estudo foi benéfico para o progresso científico, pois por milênios acreditava-se que o átomo era indivisível, e com os estudos avançados da química e da física, foi provado que os átomos são divisíveis, que alguns elementos atômicos produzem radiação.

O primeiro material ou minério a ser estudado nesse campo da radioatividade foi o Pechblenta

O minério Pechblenda foi descoberto por Antoine Henri Becquerel, a pechblenda é uma variedade, impura, de uraninita. Desse mineral é retirado o urânio, que é constituinte de muitas rochas. É extraído do minério, purificado e concentrado sob a forma de um sal de cor amarela, conhecido como "yellowcake". Yellowcake significa, literalmente, “bolo amarelo”. Deve seu nome à intensa coloração amarela, característica dos compostos secundários de urânio.

O minério de urânio é retirado da mina e, após processos de extração, é enviado para usina de beneficiamento para obtenção do concentrado de urânio, cuja composição química é o octóxido de urânio, conhecido como yellowcake (U3O8).

O Brasil tem a quinta maior reserva de urânio do mundo, de aproximadamente 300 mil toneladas.

Foi a base da descoberta da radioatividade, após experimentos de Becquerel, que notou que essa pedra emitia uma forte luz, capaz de atravessar objetos opacos. Como o Raio X, por exemplo. Também foi base de estudo do casal Curie.

Foi numa amostra de pechblenda que Marie Curie e Pierre Curie conseguiram isolar 2 elementos muito mais radioativos que o urânio, que foram o Polônio (Bem mais radioativo que o urânio), e o Rádio (Cerca de um milhão de vezes mais radioativo que o urânio).

Foi através da radioatividade que nasceram tecnologias como o Raio-x, Eletroencefalograma, A Bomba Atômica, Radiografia, Quimioterapia, e tudo que envolve a Radiação.

Não se pode falar sobre o estudo da radioatividade sem falar no casal Curie, Marie e Pierre Curie dedicaram suas vidas ao estudo da radioatividade.

No dia 20 de abril de 1902, o casal Marie e Pierre Curie conseguiu isolar sais de rádio radioativo do mineral pechblenda (uraninita) em seu laboratório em Paris. Em 1898, o casal Curie tinha descoberto a existência dos elementos radio e polônio em sua pesquisa do pechblenda. Um ano após terem isolado o rádio, dividiriam o Prêmio Nobel de Física de 1903 com o cientista francês Henri Becquerel por suas investigações pioneiras da radioatividade.

Marie Curie, cujo nome de solteira era Maria Sklodowska, nasceu em Varsóvia, Polônia em 1867. Filha de um professor de física, logo se mostrou uma estudante especialmente dotada. Em 1891 partiu para estudar na Sorbonne em Paris. Com o mais alto louvor, recebeu o diploma em ciências físicas em 1893 e em matemática em 1894. Nesse mesmo ano, encontra-se com Pierre Curie, um notável físico e químico francês que vinha desenvolvendo importante trabalho em magnetismo. Marie e Pierre casaram-se em 1895, dando início a uma parceria científica que iria alcançar renome mundial.

Em busca de um tema para a sua tese de doutorado, Marie Curie começou a estudar o elemento urânio que estava no centro da descoberta de Becquerel sobre a radioativdade em 1896. O termo radioatividade, que descreve o fenômeno da radiação causada pela decomposição atômica, foi de fato cunhado por Marie Curie. No laboratório de seu marido estudou o mineral pechblenda, do qual o urânio é elemento primário e relatou a provável existência de um ou mais outros elementos radioativos nesse mineral. Pierre e Marie Curie investigaram-nos a todos e em 1898 descobriram dois novos elementos, um que Pierre quis que se denominasse polônio em homenagem à terra natal de sua esposa, e o rádio.

Enquanto Pierre investigava as propriedades físicas dos novos elementos, Marie se dedicou a isolar quimicamente o rádio do pechblenda. Diferentemente do urânio e do polônio, o rádio não ocorre isoladamente na natureza. Marie e seu assistente Andre Debierne refinaram diversas toneladas de pechblenda de modo a separar um décimo de grama de cloreto de rádio puro. Devido aos resultados dessa pesquisa, conquistou o grau de doutora em ciências em junho de 1903 e mais tarde nesse mesmo ano dividiu o Prêmio Nobel de Física com seu marido e com Becquerel. Foi a primeira mulher a conquistar um Prêmio Nobel.

Pierre Curie foi indicado para a cátedra de física na Sorbonne em 1904 e Marie continuou em seus esforços para isolar rádio puro e não cloreto. Em 19 de abril de 1906, Pierre Curie morreu em 19 de abril de 1906, ao sair de um almoço na Associação de Professores da Faculdade de Ciências, quando atravessava distraído a Rue Dauphine em Paris durante forte chuva. A sua cabeça foi esmagada pela roda de uma carruagem. Embora arrasada, Marie Curie jurou em carta ao marido morto continuar trabalhando. Em maio de 1906 foi indicada para substituir seu esposo na cátedra de física, tornando-se a primeira professora mulher da Universidade de Sorbonne. Em 1910, auxiliada por Debierne, é bem-sucedida em isolar o rádio metálico puro. Por esta conquista recebeu sozinha o Prêmio Nobel de Química de 1911, sendo a primeira pessoa a receber um segundo Nobel e a única em duas disciplinas.

Interessou-se pela aplicação médica de substâncias radioativas, trabalhando em radiologia durante a Primeira Guerra Mundial e no potencial do rádio na terapia do câncer. Sob direção de Marie Curie, o Instituto Rádio da Universidade de Paris começou a funcionar em 1918 e desde o princípio firmou-se como o maior centro de física nuclear e de química.

A filha de Curie, Irene Curie, foi também renomada cientista e, com seu marido, Frederic Joliot, que em homenagem à mãe de sua mulher, incorporou Curie ao seu sobrenome, foi galardoada em 1935 com o Prêmio Nobel de Química pela descoberta da radioatividade artificial.

Marie Curie morreu em 1934 de leucemia provocada por quatro décadas de exposição a substâncias radioativas.

POR QUE O POVO JUDEU É BRANCO?

 


Os Judeus brancos que vemos na TV, Revista, Jornais e na Internet não são pertencentes às 12 tribos, não pertencem à linhagem de Abraão e nunca foram, de fato, descendentes de Jacó. 

Estes se autointitularam Judeus devido a seu rei, rei Bulan, que queria ter outra religião, uma que fosse monoteísta e de fácil aceitação para seu povo. Estes ditos "Judeus" são, na verdade, um antigo povo Khazari que quer dizer Errante, eles dominaram o centro asiático por volta do século VII até o século X, a região centro asiática que eles dominaram é nada mais nada menos que a famosa Turquia, ou seja, os Khazari são um povo branco seminômade turcomano que após se estabelecerem na Turquia, se converteu ao Judaismo.  Este povo foi aliado do Império Bizantino e se opuseram ao Império Sassânida e guerrearam também contra o domínio Árabe. 

Fugindo dos ataques dos Mongóis e derrotados pelo reinado de Kiev, os Khazaris foram para a Europa Oriental, ocupando lugares onde hoje é a Polônia, Hungria e Ucrânia. Com o tempo, estes ficaram conhecidos como Ashkenazes quando foram morar na Europa Central. O termo Ashkenaz é um termo hebraico medieval para Alemanha que foi um dos locais da Europa Central onde muitos deles foram morar. 

Segundo a Bíblia, os descendentes de Ashkenaz conforme a tradição, seriam os Citas, um antigo povo iraniano que viviam nas proximidades do Monte Ararate e eram chamados Ashkuza nas inscrições Assírias. A região da Ascânia na Anatólia deriva seu nome desse grupo, que se acredita ter avançado até a Europa. 

No ano de 740  em uma terra confinada entre o Mar Negro e Mar Cáspio conhecida como Khazaria, uma terra que hoje é predominantemente ocupada pela Georgia, mas também alcança dentro da Rússia, Polônia, Lituânia, Hungria e Romênia, surgiu o que se conhece hoje como Judeu branco, como vemos hoje na mídia. Eles viviam cercados, pois tinham os muçulmanos de um lado deles e os católicos do outro lado, e constantemente temiam ataques de ambos os lados. O povo da Khazaria não era de nenhuma das duas crenças, ao invés disso praticavam adoração a ídolos e eram politeístas. O Rei da Khazaria, Rei Bulan, decidiu, de modo a proteger sua gente contra o ataque, que o povo da Khazaria deveria converter-se a uma das crenças, mas qual? Se eles se convertessem ao islamismo, eles estariam sob risco de ataque dos católicos. E eles se convertessem ao catolicismo, eles estariam sob risco de ataque do islã.

Havia outra religião que era capaz de negociar com católicos e muçulmanos. Esta era a religião dos judeus. O Rei Bulan decidiu que, se ele instruísse seu povo a se converter ao judaísmo, ele poderia manter ambos os povos felizes, a saber, católicos e muçulmanos. Desde que fossem desejosos de negociar com os judeus, e assim ele fez.

Eles tiveram que aprender a falar o Hebraico, pois o povo Khazaria falava Yiddish, uma língua germânica falada por judeus, principalmente na Europa Central e Oriental, escrita com caracteres hebraicos. A palavra "Yiddish" significa "judeu" na língua, um idioma totalmente diferente do hebraico, e adotaram os princípios do livro mais sagrado dos judeus, o Talmud. 


Khazaria

O que o mundo chama de Movimento Sionista, na verdade, é uma colonização branca, uma invasão. Tudo orquestrado por um Jornalista maçom chamado Theodor Herzl 1860 - 1904 ele é considerado o Fundador do sionismo moderno

O povo Judeu branco de hoje é maçom, desde sua conversão à religião na Idade Média, Israel por si só é uma região de povo predominantemente negra, não com feições europeias como se vê hoje na mídia. A Israel moderna é hoje infelizmente uma cultura voltada à maçonaria illuminati, o Estado de Israel que nasceu no ano de 1948 na ONU, foi feita por Maçons, vemos até hoje os Estados Unidos, Inglaterra e outros países sempre ajudando a Israel branca maçônica em detrimento de outros povos e minorias que clamam por ajuda humanitária. 

O povo Judeu é negro, essa gente que todos veem hoje em dia, é o povo da Khazaria que é branco e que resolveu se converter ao judaísmo. Isso não é problema, mas se torna um problema quando resolvem invadir o país e mudar toda a história da região e implantar uma cultura maçônica como vemos hoje.




domingo, 5 de janeiro de 2025

OS NASCIMENTOS DOS IMPÉRIOS ROMANO-GERMÂNICO E BIZANTINO

 


No ano de 751 d.C. quando a cidade de Ravena na Itália, cai, derrotada pelos Lombardos, o último exarca Etios foi morto quando a cidade caiu. Nesse período, a cidade de Ravena era a capital do governo italiano. 

Anos antes, o Papa tinha pedido ajuda dos Francos para proteger Roma e a Itália contra os Lombardos que estavam dominando a região. O Papa pediu ajuda para os Francos porque Constantinopla e os exarcas falharam em proteger a Itália contra os Lombardos. E por conta de brigas devido a questões religiosas entre a Itália (Roma) e Constantinopla, depois do ano de 751, Roma e Constantinopla se afastaram, por isso que Roma pediu ajuda para os Francos. 

Os Francos, por fim, derrotaram os Lombardos pela liderança do Rei dos Francos, Carlos Magno, e Roma ficou sob a proteção dos Francos desde então. Em agradecimento, o Papa Leão III coroa, no ano 800, o Rei Carlos Magno como sendo o Rei do Sacro Império Romano- Germânico, ou seja, Santo Império Romano Alemão, por assim dizer. Seria, portanto, um novo império romano ocidental? Isso carece de discussões. A questão é que o Império Romano do Oriente que é Constantinopla, seria visto como Gregos e não como fazendo parte do Império de Roma como sempre foi, Ocidente e Oriente já não se davam bem há séculos, com isso, a Igreja Católica faz renascer, ou pelo menos tenta renascer a antiga glória de Roma, mas já existia uma Roma no Oriente, mas por causas de diferenças religiosas, pautas de usos e costumes, diferenças linguísticas (pois os Italianos falavam o Latim e os de Constantinopla falavam o grego) e outras diferenças idiotas, os Católicos Romanos deslegitimar o domínio ou influência de Constantinopla da Itália.

Os séculos se passaram, a deslegitimação ficou mais enraizada, para tanto que, na época, os Italianos chamavam o Império de Constantinopla de Império Grego. Nessa altura do campeonato, as diferenças culturais estavam pra lá de diferentes e distintos.

Para os Católicos Romanos da Itália, só poderia haver um Império Romano e para os habitantes de Constantinopla, só poderia haver um Império Romano, pois eles diziam que sempre foram o Império Romano legítimo, que certamente é uma verdade, mas Roma não via assim.

Com a queda da cidade de Ravena em 751, onde o antigo Império Romano da Itália cai sob as mãos dos Lombardos e, por conseguinte, a influência de Constantinopla sobre Ravena e Roma cai em definitivo, que as diferenças, brigas e querelas que já existiam, ficaram mais acentuadas. Embora Constantinopla ainda mantivesse possessões ou domínios no sul da Itália incrivelmente por mais de três séculos, os Francos começaram a ter influência cultural na região. 

Foi a partir de 751 que os Romanos da Itália começaram a se distanciar dos Romanos de Constantinopla em definitivo, e desde então, os Reis Germânicos eram chamados de Imperadores Romanos e, os Imperadores Romanos de Constantinopla, eram chamados de Imperadores Gregos. 

É por isso que, atualmente, historiadores chamam o Império Romano do Oriente, ou seja, de Constantinopla, de Império Bizantino. O nome Império Bizantino nasceu em 1557, quando o historiador alemão Hieronymus Wolf publicou sua obra Corpus Historiæ Byzantinæ. Isso foi feito para deslegitimar os Romanos do Oriente e, atualmente, muitos pensam erroneamente que o Império Bizantino não era o Império Romano.

domingo, 22 de dezembro de 2024

A HISTÓRICA RELAÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA E A MAÇONARIA

 




Contrariando o pensamento de alguns líderes protestantes contemporâneos em solo nacional, a Igreja Protestante (evangélica) nem sempre foi inimiga declarada da Maçonaria, pelo contrário, lutaram lado a lado em favor da Liberdade Religiosa. Buscando incessantemente a verdade, tentando entender qual o pensamento ligava a filosofia Maçônica com a protestante achei um artigo no Caderno de Estudos Maçônicos – Antologia Maçônica, onde o autor Ambrósio Peters nos diz que: “A maçonaria era reduto dos intelectuais que buscavam um ambiente onde pudessem expor suas ideias a coberto das ações dos governos autoritários e das interveniências da igreja católica através de sua inquisição. Também aí encontravam interlocutores a altura para seus diálogos em torno de suas ideias inovadoras. Os recintos reservados das lojas eram o lugar ideal, protegidas contra os intolerantes e contra a nefasta ignorância ativa da maioria dos homens públicos.” . Bem, se pensarmos que antes da explosão do protestantismo, estes também foram perseguidos por pregarem a busca da verdade nas escrituras sagradas e por serem considerados progressistas, era muito comum que um maçom fosse protestante. Agora que traçamos um elo, vamos aos fatos históricos que comprovam essa teoria.

No site da Igreja Metodista (2015) em matéria sobre a História da Maçonaria diz que:

“Segundo o historiador Martin Dreher, em 1863, os Maçons conseguiram que fosse aprovada a legalização do matrimônio dos não católicos”.

O artigo não dá mais detalhes de quem foram, mas nos diz ainda que “Em 1864, obtiveram autorização para que fosse publicada a ‘Imprensa evangélica’.”. O Livro Handbook of Freemasonry editado por Henrik Bogdan e Joannes Augustinus Maria Snoek, em livre tradução nos traz informações valiosas acerca do assunto.

“O Brasil nos dá outro exemplo. O crescimento do presbiterianismo e protestantismo brasileiro foi paralelamente acompanhado pela ideia liberal. Foi no seio das lojas maçônicas que protestantes americanos encontraram pessoas dispostas a ajudarem a fundamentar as congregações presbiterianas e metodistas. O primeiro missionário presbiteriano foi o reverendo Ashbel Green Simonton (1833 – 1867), que chegou ao Brasil em 1859 e encontrou em São Paulo cerca de 700 protestantes. Ele supervisionou a organização formal da primeira congregação (igreja presbiteriana do Rio de Janeiro). Depois de negociar com uma Loja Maçônica, os presbiterianos foram convidados a se encontrar na sala de conferências maçônica no Rio de Janeiro (acredito que um auditório, ou a própria sala da Loja). Mais tarde, os maçons também ajudaram a criar Igrejas Calvinistas (bastian 1944). Entre 1873 e 1875, o brasil encontrou-se dividido por uma profunda crise entre a igreja católica romana e a monarquia. Alguns sacerdotes liberais deixaram a igreja católica romana para se tornarem protestantes”

Lá fora a história nos apresenta inúmeros reverendos e pastores dessa nova denominação cristã que pertenceram às nossas fileiras, e o mais famoso deles creio que seja James Anderson. E aqui no Brasil houve algum?

Segundo Armando Araújo (2017), em seu  artigo “Os jornais evangélicos e a formação da mentalidade protestante no Brasil (The evangelical journals and the development of the protestant mentality in Brazil)”  Simonton fundou o Jornal “Imprensa Evangélica“, e como vimos acima, tinha ligações com a maçonaria a época. 

A ligação da Igreja Presbiteriana com a Maçonaria pode ser reforçada com uma confissão do Reverendo Álvaro Reis, pastor da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro no início do Século XX em entrevista a João do Rio, que relata uma cisão em detrimento da ligação desta igreja com a maçonaria:

Talvez entre os de casa não existisse essa harmonia há bem pouco tempo… É simples. Na última reunião do Sínodo Presbiteriano houve, uma cisão que se refletiu francamente na igreja do Rio. Um membro do concílio imaginou que a maçonaria fazia pressão nas deliberações do Sínodo, propondo logo que a igreja banisse do seu seio a heresia maçônica. Não era verdade a pressão. O concílio discutiu largamente e aprovou a seguinte resolução.

“O Sínodo julga inconveniente legislar sobre o assunto!” A tolerante aprovação deu em resultado separarem-se sete ministros, que formaram uma igreja independente e antimaçônica. À nova igreja ligaram-se ex-membros da nossa.

Ainda sobre a imigração de protestantes no Brasil, com o advento da Guerra Civil Americana (1861 a 1865), muitos deixaram os EUA, principalmente família sulistas e vieram para o Brasil. Sendo de fé protestante continuaram com suas convicções em seu íntimo, o que impulsionou a disseminação dessa “nova” modalidade de fé.

Vamos ressaltar agora os precursores da Igreja Batista no País. Segundo Prober (1986) um grupo de famílias oriundas do Alabama, embarcaram para o Brasil em 1868. Em 1871, esse grupo de imigrantes, na cidade de Santa Bárbara d’Oeste em São Paulo, foi responsável pela fundação da Primeira Igreja Batista no Brasil, sob a gestão do maçom Richard Ratcliff. Esse grupo sob a liderança do Coronel Norris que foi Grão Mestre da Grande Loja do Alabama, mais tarde fundaria também a Loja maçônica Washington Lodge com carta constitutiva de 1874 do Grande Oriente Unido do Brasil. 

O Site da A:.R:.L:.M:. Indústria e Caridade Nº49 de Friburgo, Rio de janeiro, nos esclarece que cerca de oito batistas que compunham a loja, pelo menos cinco foram fundadores da igreja em Santa Bárbara também, e que entre esses estava o Pr. Robert Porter Thomas. Em 1879 foi fundada a Igreja da Estação pelo Pastor Elias Hoton Quilin. Em Julho de 1880 foi feito um concílio reunindo essas duas igrejas com a finalidade de consagrar Antonio Teixeira de Albuquerque, um ex-padre. Esta reunião teve como seu cerimonialista o irmão Pr. Thomas no Salão da loja maçônica. É isto mesmo que acabaram de ler o primeiro Pastor Batista Brasileiro foi consagrado em um templo maçônico por um maçom.

Salomão Luiz Ginsburg foi outro ícone Batista que muito fez tanto pela igreja, quanto pela nossa Augusta Ordem. Além de ter sido o primeiro editor do “Cantor Cristão”, fundou a loja maçônica Auxílio à Virtude em julho de 1894 na cidade de São Fidelis no Rio de Janeiro, e a primeira igreja batista da mesma cidade 25 dias depois.  Ainda conseguiu a proeza de construir o Primeiro Templo Batista do Brasil que em sua própria autobiografia declara que teve o auxílio de seus irmãos maçons. Para a minha surpresa este nobre homem e irmão foi o primeiro Pastor da Primeira Igreja Batista de São João de Meriti, cidade em que resido.

Existem inúmeros outros casos de ligações entre os evangélicos e a maçonaria aqui no Brasil, mas como a ideia desta pequena exposição é condensar as informações de modo a não ficar cansativa, terminaremos por aqui. Como a maçonaria, o protestantismo não tem um representante específico, e a única posição oficial que consegui achar foi a da igreja metodista que diz: “O Colégio Episcopal da Igreja Metodista tem uma Carta Pastoral tratando do tema, na qual afirma que a Igreja sempre manteve relações respeitosas com a maçonaria. Mas alerta que nenhum envolvimento com instituição, qualquer que seja, deve afetar o vínculo e o trabalho com a Igreja.”.



Matéria escrita por Cloves Gregorio - Data de publicação - 26/01/2022


JOHN KNOX - MAÇOM PRESBITERIANO

 



John Knox foi um Pastor Escocês que é o pilar da Reforma na Escócia, ele é o fundador da Igreja Presbiteriana. Antes de tudo isso, Knox se formou na Universidade de St Andrews, trabalhou para o Reformador Escocês George Wishart que morreu queimado por conta das críticas que fazia ao Catolicismo Romano, Knox também estava envolvido no assassinato do Arcebispo da região de St Andrews,  David Beaton em 1546, onde foi feito prisioneiro pelas forças francesas, no ano seguinte e exilado para a Inglaterra quando foi solto em 1549.

Durante o exílio, Knox foi licenciado para trabalhar na Igreja da Inglaterra, onde subiu na hierarquia para servir ao rei Eduardo VI da Inglaterra como capelão real, quando Maria I ascendeu ao trono da Inglaterra e restabeleceu o catolicismo romano, Knox foi forçado a renunciar ao cargo e deixar o país. Knox mudou-se para Genebra. Em Genebra, ele conheceu João Calvino, de quem ganhou experiência e conhecimento da teologia reformada e do governo presbiteriano. Ele criou uma nova ordem de serviço, que foi finalmente adotada pela igreja reformada na Escócia. 

Knox liderou a Reforma Protestante na Escócia, em parceria com a nobreza maçônica protestante escocesa. Não há dúvidas de que John Knox foi um grande maçom escocês e também um importante líder reformista da Escócia. A questão está na sua visão da criação da Igreja Presbiteriana com caráter totalmente Calvinista na Escócia em contraponto ao Catolicismo Romano com sua Contrarreforma. 

Para compreender a história, devemos primeiro lembrar o contexto, ou seja, em primeiro lugar, que a chegada do reformador calvinista John Knox (1514-1572) na Escócia 1555 e depois em 1559 para ali fundar a Reforma escocesa estava na origem de profundas convulsões no plano da organização das irmandades maçônicas escocesas que até então eram católicas. Como resultado das suas novas conversões, alguns maçons que se tornaram presbiterianos, por sua vez, desejavam reformar a prática das antigas regras maçônicas e retornar a uma leitura escriturística das obrigações maçônicas/religiosas. A reorganização das obrigações maçônicas levou a muitas mudanças nas lojas maçônicas operativas que se tornaram mais abertas à livre interpretação das Escrituras (Bíblia) segundo o princípio da liberdade de julgamento dos reformadores. Além disto, a abolição do culto aos santos, a rejeição da estética católica e a controvérsia da época sobre a arte da memória levou os maçons das lojas presbiterianas a desenvolver um método de simbolização baseado mais em diálogos e metáforas literárias do que nos símbolos gráficos das Antigas obrigações maçônicas.