O mercado de trabalho brasileiro vive um paradoxo: enfrenta a maior escassez de mão de obra de sua história e, ao mesmo tempo, tem vagas que não são preenchidas. Ou seja, tem as vagas, mas não tem interessados o suficiente para preenchê-las. E, ao mesmo tempo, em tudo isso, o Brasil tem taxas de desemprego recorde baixas.
Como entender tudo isso? Simples, o Brasil é o país da procrastinação, desorganização, descaso, analfabetismo funcional e a velha e boa falta de gestão.
O fenômeno é impulsionado pela falta de qualificação, precarização e uma mudança cultural em que profissionais buscam autonomia, gerando um abismo entre vagas e candidatos.
Apesar de o país registrar taxas de desocupação mínimas, cerca de 80% das empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas. A escassez de profissionais qualificados afeta gravemente setores como a indústria, a construção civil e o varejo, gerando atrasos em obras e encarecimento dos custos com pessoal.
Tem as vagas, mas não são Preenchidas.
O Brasil não tem falta de empregos, muito pelo contrário, tem vagas e de sobra, mas estas não são preenchidas, isso acontece por causa de vários fatores, tais como:
♦Baixos Salários: O Brasil é um dos países que mais pessimamente remunera seus empregados, é cultura no Brasil pagar salário de fome para seus trabalhadores.
♦Exigência x Qualificação: Há uma lacuna técnica. Candidatos não possuem as certificações ou a experiência prática exata que os empregadores buscam. Se o patrão ou chefe não tem qualificação, imagine os empregados.
♦Triagem Rigorosa: Sistemas automatizados costumam descartar currículos por detalhes, o que dificulta o avanço de profissionais qualificados.
♦Vagas Fantasma: Em alguns casos, as posições são mantidas abertas para simular crescimento corporativo, testar o mercado ou criar um banco de talentos sem a intenção de contratação imediata. Basicamente, são anúncios de emprego reais para postos de trabalho que não existem ou que a empresa não pretende preencher para manter um fluxo de currículos para quem sabe, necessidades futuras.
Esse truque serve para mostrar ao mercado e investidores que a empresa está expandindo e também serve para passar a falsa impressão aos funcionários sobrecarregados de que a ajuda está a caminho.
Não é o correto, mas você está em terras brasilis.

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