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quinta-feira, 21 de maio de 2026

ASSEMBLEIA NACIONAL FRANCESA E O CRISTIANISMO



A relação entre a Assembleia Nacional e a Igreja Católica em 1789 foi marcada por forte ruptura. A Assembleia aboliu os privilégios feudais e o dízimo (agosto) e confiscou os bens e terras do clero (novembro), nacionalizando o patrimônio da Igreja para sustentar a economia do país.

Em 4 de agosto de 1789, a Assembleia Nacional Constituinte aboliu o dízimo e os privilégios feudais, minando a base de financiamento e a autonomia financeira do clero.

Em 2 de novembro de 1789, a Assembleia aprovou a secularização e o confisco das vastas propriedades da Igreja Católica (que correspondiam a cerca de 20% do território francês). Esses bens passaram a ser propriedade do Estado e serviram de lastro para a emissão de uma nova moeda, os assignats. Os assignats foram títulos e, posteriormente, papel-moeda emitidos pelo governo da França entre 1789 e 1796, durante a Revolução Francesa. Inicialmente concebidos como bônus do tesouro, foram transformados em moeda corrente para tentar estabilizar a caótica economia da época.

Pouco tempo depois, em 1790, a Assembleia estabeleceu essa medida que transformou os padres em funcionários públicos. Eles passaram a ser eleitos pelo povo e remunerados pelo Estado, perdendo a autoridade papal e sendo obrigados a fazer um juramento de fidelidade à nação.

A exigência de juramento dividiu o clero francês entre os "jurados" (que aceitaram a Constituição) e os "refratários" (fiéis a Roma). A situação piorou quando o Papa Pio VI condenou formalmente a Constituição Civil do Clero, desencadeando perseguições severas aos padres que resistiram às ordens da Assembleia.


O Iluminismo 

A Assembleia Nacional Constituinte 1789 na França operou uma profunda redefinição do Estado, guiada pelo Iluminismo, que resultou na supressão dos privilégios e na subordinação da Igreja Católica ao poder civil, transformando-a em uma instituição estatal.

A filosofia iluminista criticava o Antigo Regime Religioso Cristão e defendia a razão, a tolerância, o secularismo e a limitação do poder religioso na política. Esses ideais inspiraram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão 1789, que instituiu a liberdade de credo e a igualdade jurídica, minando a base da sociedade católica tradicional.

Essa tentativa de controlar a religião gerou um cisma e posterior perseguição aos padres que recusaram o juramento. Nos anos seguintes (durante a fase do Terror), o movimento radicalizou-se na Descristianização da França, com o fechamento de igrejas e a promoção do Culto à Razão.


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