No geral, salvo alguns casos isolados, o empresário brasileiro é tosco, igualmente aos políticos, não tem visão e nem projeto de futuro. É míope, obtuso, arrogante, arcaico e medieval.
A escola de Administração de Empresas até que é eficiente, mas os poucos que estudam não colocam em prática o que aprenderam.
Os próprios donos de empresas, chefes e superiores no geral, são analfabetos empresariais, não sabem gerir as pessoas, não sabem gerir os processos e nem o produto.
O mal-preparo do patrão brasileiro é uma crítica recorrente ao modelo de gestão focado no comando e controle em vez de liderança, impulsionado pela dificuldade de lidar com a complexa legislação trabalhista e pela falta de qualificação técnica para gerir pessoas.
Essa falta de preparo gera alta rotatividade de funcionários, queda na produtividade e climas organizacionais tóxicos. Para os colaboradores que sofrem com esse cenário em São Paulo, o caminho legal inclui a documentação de abusos (como mensagens e testemunhas) e a denúncia aos canais competentes. Para amparo e formalização de reclamações trabalhistas, você pode utilizar o sistema oficial do Ministério do Trabalho e Emprego ou buscar auxílio jurídico do sindicato da sua categoria. Casos de assédio moral grave podem ser reportados diretamente ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
Falta de Inteligência Emocional
Muitos chefes confundem autoridade com autoritarismo, recorrendo a gritos, ameaças ou microgerenciamento. Esse tipo de comportamento é classificado como assédio moral e pode gerar pesadas indenizações na Justiça do Trabalho.
A ideia de que horas trabalhadas na empresa são sinônimo de produtividade impede muitos gestores de adotarem modelos mais modernos e flexíveis de trabalho.
Bons Profissionais Mas Péssimos Patrões
Frequentemente, o empreendedor brasileiro é um ótimo técnico na sua área (um excelente padeiro, mecânico ou programador), mas não recebe treinamento adequado para lidar com finanças, estratégias e, principalmente, com a complexa Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Muitos empresários, antes de serem empreendedores, eram e são bons profissionais tais como (pedreiro, marceneiro, encanador, motorista, eletricista, vendedor, jardineiro, gesseiro, borracheiro, vidraceiro, etc.), tanto é verdade, que por serem bons ou ótimos no que fazem, decidiram empreender, mas aí é onde mora o problema, eles são excelentes profissionais, mas péssimos gestores, administradores e afins, são horríveis. Salvo algumas exceções, a maioria é deplorável, péssima, reprovável. Muitos não servem nem como empregados, mas infelizmente são patrões, e fazem da vida dos seus empregados o inferno na terra.
Isso acontece por causa do perfil do empresariado brasileiro que é: despreparado para liderar, não é qualificado, não é instruído na arte da administração, é um tanto arrogante, não toma decisões de uma forma técnica, toma decisões pela emoção (raiva, ódio, desespero, furor, irritação, raiva, ira, alegria desmedida, etc.).
Baixo Nível Educacional
Junta tudo isso com o baixo nível educacional do empresário brasileiro, a cultura do país é não ter cultura, a falta de instrução, leitura e informação técnica, prejudica e muito a saúde da empresa e de seus funcionários. O brasileiro normalmente que já não tem instrução e cultura, quando vira chefe ou patrão, leva esta truculência intelectual, se transformando em um gestor ou patrão bronco, estúpido e ignorante.
O patrão brasileiro não é inclinado a gerir sua organização e sua equipe por procedimentos táticos, estratégicos e metodológicos.
O empresário médio brasileiro não tem técnica, disciplina e organização.
Gestores menos instruídos enfrentam forte resistência para adotar tecnologias modernas, automação e inteligência artificial. O resultado é uma economia baseada em processos manuais de baixo valor agregado.
Empreendedores sem treinamento de liderança tendem a gerir por meio do autoritarismo ou do empirismo informal. Há pouca abertura para conceitos cruciais como Inteligência Emocional no Trabalho ou planos de carreira estruturados.
De acordo com o Observatório Sebrae, as microempresas (ME) e os microempreendedores individuais (MEI) representam mais de 80% do tecido empresarial ativo do Brasil. Por ser um "empreendedorismo por necessidade" (gerado pelo desemprego ou falta de renda), a maioria inicia o negócio sem nenhum preparo prévio de administração, contabilidade ou planejamento estratégico.
Quando O Patrão é Ruim
Tem um conceito que ninguém fala no mundo do trabalho pião que é: quando o pião é ruim, ele é mandado embora, isso é fácil de se resolver, mas e quando o patrão é ruim? O que se há de fazer?
Tem muitos patrões que não servem para ser empregados, não sabem fazer entrevista, não sabem lidar com conflitos, não sabem fazer negociações, são péssimos em tudo, e aí? O empregado tem que perder o emprego por conta de um patrão bronco, burro, idiota e obtuso? Não tem como mandar o patrão embora, mas o empregado então deve ser punido, perdendo seu emprego por causa de um patrão tapado, ignorante, néscio, lerdo e brucutu? Não tem um procedimento ou protocolo que defenda o empregado de um péssimo patrão.
E quando eles não leem nem os currículos enviados a eles. Dizem que a demanda é alta, por isso não leem os currículos, mas não têm uma equipe para ajudar? Sei que é cultural no Brasil a não leitura e o alto grau de analfabetismo funcional, mas ao menos, leiam os currículos dos candidatos separados para entrevista. Mas nem isso acontece, aí o candidato tem que ser obrigado a responder perguntas toscas, chulé e idiotas, com sorriso na voz e educadamente.
Rotatividades nas Empresas
Quase todas as empresas brasileiras sofrem com a alta rotatividade que ocorre em suas corporações.
Estas altas rotatividades ocorrem sempre nos cargos de baixas qualificações, que são mais conhecidos como cargos de pião. Sempre são serviços braçais de carregar peso, tomando chuva e sol, funções que ninguém quer, mas alguém tem que executar.
Empregos que são perigosos e mal remunerados, onde o trabalhador ganha salário de fome, enfrentando condução lotada.
Todos estes empregos são desvalorizados por todos.
Os Empregados
O problema da falta de cultura empresarial que ocorre no Brasil começa com o patronato e toda chefia que são (como já disse) despreparados, analfabetos, amadores e ridículos. Automaticamente, isso ocorre da mesma forma com os empregados.
Mais de 91% deles são desqualificados, assim como os patrões e chefias, eles são ruins, a mão de obra é de péssima qualidade, gerando muitos retrabalhos. É cultural não ter cultura no Brasil, e o empregado geralmente é desmotivado e desincentivado a querer melhorar.
Mas tem os que querem superar estas barreiras, infelizmente, estes são taxados como puxa sacos, são ridicularizados por seus colegas de trabalho e não são valorizados nem pelos patrões.
Sem contar quando o patrão ou chefia pega as ideias do empregado e depois manda o infeliz embora, ocasionando roubo intelectual.
É muito comum no Brasil o dono da empresa ver um bom ou ótimo funcionário, se sentir ameaçado por conta da alta experiência e conhecimento deste pião e simplesmente desvalorizá-lo o mais que puder. Eles reclamam da falta de mão de obra qualificada, quando aparece um pião que seja bom, ele logo é descartado, é desvalorizado para ontem.
Todos falam que o Pião tem que crescer, melhorar e tal, mas na prática, poucos recebem incentivos ou ajuda do patrão, pois muitos destes patrões ou chefes não querem pagar um salário melhor para o empregado diferenciado. Temos aí um círculo vicioso interminável.

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