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quarta-feira, 20 de maio de 2026

HUMANISMO

 


O Humanismo é um movimento intelectual Antropocêntrico, nasceu na Itália no ano 1300 séc. XIV por Francesco Petrarca, poeta, escritor e diplomata italiano, considerado um dos poetas mais influentes de todos os tempos.

Francesco Petrarca, buscando sustento e independência, Petrarca ingressou na carreira religiosa em 1333 e recebeu as ordens menores. Ele trabalhou para figuras influentes da Igreja, como o Cardeal Giovanni Colonna.

Na época de Francesco Petrarca, as ordens menores eram: 

♦Ostiário (Porteiro): Responsável por guardar as portas da igreja, proteger os objetos sagrados e tocar os sinos para as horas canônicas.

♦Leitor: Encarregado de ler as Sagradas Escrituras (exceto o Evangelho) em voz alta durante as celebrações e instruir os fiéis.

♦Exorcista: Recebia autoridade para rezar e invocar o nome de Deus sobre os catecúmenos, impondo as mãos para expulsar a influência do mal.

♦Acólito: Tinha a função de auxiliar o sacerdote e o diácono no altar, preparando a água e o vinho, e acendendo as velas.


Sendo assim, Francesco Petrarca não era padre. Ele fez parte do clero e recebeu as chamadas "ordens menores" por volta de 1330, o que lhe garantia proteção religiosa, rendas e facilidades para viajar, mas não o obrigava ao celibato estrito nem lhe dava poderes para celebrar missas ou confessar fiéis.


O Humanismo Gerou o Renascimento

O Humanismo foi a base intelectual e filosófica que deu origem ao Renascimento. Ele representou a transição da mentalidade medieval para a moderna.

O pensamento humanista mudou do teocentrismo (Deus no centro de tudo) para o antropocentrismo (o ser humano e suas capacidades no centro das atenções). O Humanismo estimulou a valorização da razão, da ciência e o resgate da cultura greco-romana.

O Renascimento foi a aplicação prática desses ideais nas artes, na literatura e nas ciências. Enquanto o Humanismo preparou o terreno filosófico, o Renascimento floresceu como a grande expressão cultural e científica desse novo período.


O Humanismo Gerou o Iluminismo

O Humanismo foi a base intelectual e filosófica que deu origem ao Iluminismo. O pensamento humanista iniciou a transição da mentalidade medieval para a moderna, preparando o terreno intelectual onde as ideias iluministas floresceriam séculos depois.

O Humanismo (especialmente durante o Renascimento nos séculos XV e XVI) substituiu o teocentrismo medieval pelo antropocentrismo. Ao colocar o ser humano e sua capacidade intelectual no centro das preocupações, o Humanismo encorajou a crença de que a razão e o conhecimento científico poderiam explicar o mundo, um pilar que viria a ser o coração do Iluminismo no século XVIII.


O Iluminismo Apoiou o Método Científico

O Iluminismo valorizou o estudo científico, capacitando o homem estudar a natureza através do empirismo. Isso inspirou os precursores da revolução científica como Galileu e Newton, cujas descobertas foram essenciais para que os pensadores iluministas defendessem o uso da razão contra o misticismo e o dogmatismo religioso.


Autonomia Intelectual 

A autonomia intelectual defendida pelo Humanismo deu aos pensadores iluministas a coragem de questionar o poder absoluto dos Reis Católicos e a hegemonia da Igreja.

Em resumo, o Humanismo iniciou a libertação da mente humana ao promover a confiança na razão. O Iluminismo pegou esse legado e o transformou em um projeto político, social e filosófico completo contra o Antigo Regime Cristão Absolutista dos Reis e da Igreja.

A autonomia intelectual no Iluminismo foi o pilar que permitiu questionar dogmas e expor o abuso de poder, a censura e o controle social exercidos pelo clero. Ao priorizar o uso da razão e a liberdade de pensamento, o movimento combateu os privilégios da Igreja Católica no Antigo Regime.

A crítica iluminista não buscava extinguir a espiritualidade, mas sim retirar a Igreja do monopólio do poder e da verdade, defendendo que a fé deveria ser uma expressão individual. Essa virada filosófica foi o principal motor intelectual que inspirou revoluções como a Francesa e a consolidação dos direitos civis modernos.


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