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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O DEUS HEBREU VEIO DO MONTE SEIR

 


O Deus Hebreu não é originário do Povo Hebraico, ele é uma divindade estrangeira.

O Monte Seir em Hebraico se diz, Har Sēʿīr, é o nome antigo e bíblico de uma região montanhosa que se estende entre o Mar Morto e o Golfo de Aqaba, na região noroeste de Edom e sudeste do Reino de Judá. Também pode ter marcado o limite histórico mais antigo do Egito Antigo em Canaã. Um lugar chamado "Seir, na terra de Shasu, que se acredita estar perto de Petra, na Jordânia, é mencionado no templo de Amenófis III em Soleb (cerca de 1380 a.C.). O equivalente nabateu é šrʾ, e o equivalente árabe moderno é considerado al-Sharat em árabe, Jibāl ash-Sharāh, literalmente. ' Montanhas de Sharāh ' na Jordânia.

A Bíblia Hebraica menciona duas áreas geográficas distintas chamadas Seir: uma 'terra de Seir' e 'Monte Seir' no Sul, limitados pelo Arabá a oeste; e outro 'Monte Seir' mais ao norte, na fronteira norte de Judá , mencionado no Livro de Josué Josué 15:10.


Versículos sobre Deus vindo de Seir

Juízes 5:4: "Quando tu, Senhor, saíste de Seir, quando marchaste desde a terra de Edom, a terra tremeu, os céus se derramaram, as nuvens despejaram água." (Indica a majestade e poder de Deus em movimento).


Deuteronômio 33:2: "Ele disse: 'O SENHOR veio do Sinai e lhes alvoreceu de Seir; resplandeceu desde o monte Parã. Ele veio das miríades de santos; à sua direita, havia para eles o fogo da lei.'" (Mostra a vinda e a luz de Deus de várias direções, incluindo Seir).


Ezequiel 35:3: "E dize-lhe: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu estou contra ti, ó monte Seir, e estenderei a minha mão contra ti, e te porei em assolação e espanto." (Deus declara julgamento contra Edom/Seir por sua inimizade).


Josué 24:4: Menciona que Deus deu a Esaú (descendente de Abraão, cujo povo habitou Seir) o Monte Seir para possuir, mostrando a ligação histórica da região com as promessas de Deus. 


Habacuque 3:3: "Deus vem de Temã, o Santo vem do monte Parã. A sua glória cobre os céus, e a terra se enche do seu louvor."

▬Embora não mencione explicitamente Seir, é um versículo semelhante que descreve a vinda de Deus de uma região próxima (Temã, que ficava em Edom/Seir) com grande glória. 


Esses versículos usam o Monte Seir (região de Edom) como um ponto geográfico de onde a presença ou a glória de Deus se manifestou ao Seu povo, em conjunto com o Sinai e Parã, simbolizando Sua majestade e poder. 

Segundo escritos do Antigo Testamento, o Deus hebreu veio da região de Seir, significando assim que ele não é oriundo do povo Hebreu, e sim, uma entidade estrangeira, que foi importado da região de Seir, sendo portanto, uma entidade estrangeira, adotada pelo povo Hebreu.


OS HICSOS

 


Hicsos do egípcio Hekau-khasut, "Soberanos de Terras Estrangeiras" foram um povo asiático, provavelmente de origem semita ou hurrita (nunca saberemos), que dominou o Baixo Egito (Delta do Nilo) durante o Segundo Período Intermediário (c. 1638-1530 a.C.), introduzindo avanços militares como cavalos, carruagens e o arco composto, antes de serem expulsos por faraós tebanos, evento que marcou o início do Novo Reino.  

Ao contrário do que antes se pensava, novos estudos indicam que os hicsos não invadiram a região oriental do Delta do Nilo durante a décima segunda dinastia do Egito, mas que tomaram poder como dinastia dominante em 1638 a.C. numa revolta após várias ondas de migrações anteriores.

São mostrados na arte local vestindo os mantos multicoloridos associados com os arqueiros e cavaleiros mercenários de Mitani (ha ibrw) de Canaã, Aram, Cadexe, Sidom e Tiro. Eram arqueiros cavaleiros vizinhos a Mitani, sua origem iraniana ou cítica é bem mais provável que a semítica. Acontece que os hicsos não eram um único grupo étnico, mas sim uma confederação ou um grupo misto de povos de origem asiática e semita provenientes do Oriente Próximo, principalmente do corredor Sírio-Palestino e desertos limítrofes.

Quando dominaram o Egito, a capital dos Hicsos era a cidade de Ávaris ou Avaris, localizada no sítio arqueológico de Tell el-Dab'a, no Delta do Nilo, no nordeste do Egito, identificada por escavações que revelaram sua importância como centro comercial e militar com traços culturais cananeus/levantinos, sendo posteriormente abandonada após sua expulsão pelos egípcios. Em 1885, os arqueólogos descobriram ruínas da capital hicsa, a cidade de Aváris, cerca de 120 quilômetros ao norte do Cairo.


Identificados por Maneto

O sacerdote, escriba e historiador greco-egípcio Maneto, do século III a. C., é quem relata os Hicsos em seus documentos, em sua obra, intitulada: Aegyptiaca ou "História do Egito". Ele é uma das principais fontes antigas para a história dos Hicsos. Seu relato, preservado em fragmentos por escritores posteriores como Flávio Josefo, retrata os hicsos como invasores brutais que conquistaram o Egito, embora as evidências arqueológicas modernas sugiram uma história mais complexa de migração gradual e mudanças internas de poder.

Maneto descreve os Hicsos como uma "raça obscura" do Oriente que invadiu inesperadamente e "facilmente conquistou" o Egito "sem desferir um único golpe". Ele afirma que eles "incendiaram nossas cidades impiedosamente, arrasaram os templos dos deuses e trataram todos os nativos com cruel hostilidade, massacrando alguns e escravizando as esposas e os filhos de outros".

Ele afirma que eles estabeleceram a Décima Quinta Dinastia, com sua capital em Avaris, no Delta do Nilo, e governaram por um longo período. Ele relata que, eventualmente, reis egípcios nativos de Tebas se revoltaram, levando a uma longa guerra. Os hicsos foram finalmente sitiados e autorizados a deixar o Egito por tratado, após o qual vagaram pela Síria e construíram a cidade de Jerusalém.


Flávio Josefo

O historiador Flávio Josefo, do século I d.C., utilizou e parafraseou a obra de Maneto, ligando explicitamente a expulsão dos Hicsos à história bíblica do Êxodo, uma conexão não feita explicitamente pelo próprio Maneto. Flávio Josefo fala extensivamente dos Hicsos, principalmente em sua obra apologética chamada Contra Apião ou Contra Apionem.

Nesta obra, Josefo discute a história judaica em resposta a escritores egípcios helenizados, como Manetão e Apião, que apresentavam os judeus de forma negativa. Josefo utiliza e cita os escritos do historiador egípcio Maneto para argumentar que os Hicsos eram, na verdade, os antigos hebreus. 


Apião de Alexandria

Apião de Alexandria, um gramático e historiador do século I d.C., é conhecido por seus relatos polêmicos e hostis sobre os judeus, que incluíam menções aos Hicsos. Suas obras originais foram perdidas, mas suas visões são conhecidas principalmente através da refutação feita por Flávio Josefo em sua obra Contra Apionem ("Contra Apião"). 


Não houve invasão, e sim, assimilação.

Os Hicsos não invadiram o Egito e tomaram de vez o poder, eles foram chegando aos poucos, e a conquista foi feita devagar. Quem comprova isso é a escritora Margaret Bunson, que em 1985 escreveu o livro The Encyclopedia of Ancient Egypt (A Enciclopédia do Antigo Egito).

É comprovado em seu livro que evidências arqueológicas da capital dos Hicsos em Tell el-Dab'a (antiga Avaris) sugerem que a ascensão dos Hicsos ao poder foi provavelmente um processo mais gradual, envolvendo ondas de imigrantes cananeus que se estabeleceram na região do Delta ao longo de muitos anos, conquistando eventualmente o controle político durante um período de instabilidade interna egípcia.

Pesquisas com análise de isótopos em dentes indicam que muitos habitantes de Avaris eram migrantes de diversas origens no Oriente Próximo, sugerindo que os Hicsos não foram uma invasão repentina, mas um processo mais gradual de assimilação e poder.

Os Hicsos adotaram muitos costumes egípcios, incluindo títulos reais e o culto aos deuses egípcios (assimilando seu próprio deus da tempestade, Baal, ao deus egípcio Seth), ao mesmo tempo que mantiveram suas próprias práticas arquitetônicas e culturais do Levante.

Os hicsos foram de fato expulsos pelos faraós tebanos Kamose e Ahmose I, o que marcou o fim do Segundo Período Intermediário e o início da era imperial do Novo Reino. Essa ação militar foi posteriormente celebrada nos registros egípcios como uma libertação, o que provavelmente contribuiu para a representação histórica negativa encontrada nos escritos de Maneto. 


Eram Hebreus?

Os Hebreus não eram Hicsos, nem faziam parte do povo Hicso, pelo menos, por enquanto, não há provas históricas ou arqueológicas que confirmem que os Hebreus faziam parte dos Hicsos. Embora existam teorias e narrativas que tentam conectar os dois grupos, elas são consideradas fracas pela maioria dos historiadores e egiptólogos. Eles tinham conexões culturais ligando os dois povos.

Esse erro vem do historiador Flávio Josefo, a ideia de que hebreus e hicsos seriam o mesmo povo foi popularizada pelo historiador. Ele citou o historiador egípcio Mâneto para argumentar que a expulsão dos hicsos era, na verdade, o relato egípcio do Êxodo bíblico. Josefo identificou os hicsos como "reis pastores", conectando-os aos ancestrais dos judeus. Ambos os grupos têm raízes em povos semitas vindos da região de Canaã e do Levante. Os Hebreus pertencem ao povo Cananeu.

A expulsão dos hicsos por volta de 1550 a.C. pode ter gerado um clima de hostilidade contra outros povos semitas remanescentes, levando à perseguição e escravidão dos hebreus. 

Contudo, arqueólogos como Israel Finkelstein sugerem que a narrativa bíblica do Êxodo pode ter sido influenciada por memórias distantes da expulsão traumática dos hicsos do Egito.

 

Conclusão

Embora a história tradicional os descreva como invasores, há evidências crescentes de que os Hicsos foram um grupo complexo de migrantes asiáticos que se estabeleceram, se assimilaram e eventualmente tomaram o poder, mais por uma ascensão gradual e aproveitamento de instabilidade interna do que por uma conquista militar avassaladora. 


sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

LISTA DE IMPERADORES ROMANOS DO ORIENTE (BIZANTINOS)

 


Ao todo foram 107 Imperadores

Dinastia Constantiniana

Constantino, o Grande – 306-337 (Constantinopla) / 324-337

Constâncio II – 337-350 (Ásia e Egito); 350-361 (como único imperador)

Juliano – 360-363

Joviano – 363-364

Valentiniano I – 364-375 (Imperador do Ocidente)

Valente – 364-378 (Imperador no Oriente)

Graciano – 375-383 (378-379 governou o império do Oriente e do Ocidente)

Valentiniano II – 375-392 (Imperador do Ocidente)

Teodósio I – 379-395

Arcádio – 395-408

Honório – 393–423 (imperador do Oeste)

Teodósio II – 408-450

Valentiniano III – 423–455 (imperador do Oeste)

Pulquéria – 450-453

Marciano – 450-457

Leão I, o Trácio (Flavius Valerius Leo) – 457-474

Leão II (Flavius Leo Junior) – 474

Zenão I (Flávio Zenão) – 474-475

Basilisco – 475-476

Zenão I (Flávio Zenão) – 476-491

Anastácio I Dicoro – 491-518

Justino I – 518-527

Justiniano o Grande I – 527-565, junto com Teodora I – 527-548

Justino II – 565-578

Tibério II – 578-582

Maurício I Tibério – 582-602

Focas o tirano – 602-610

Heráclio 610-641

Constantino III – 641 (reinou apenas 3 meses)

Heraclonas 641 – 7 meses

Constante II – 641-668

Constatantino IV Pogonato (o barbudo) – 668-685

Justiniano II Rinotmeto (o nariz cortado) – 685-695

Leôncio – 695-698

Tibério III Apsímaro – 698-705

Justiniano II Rinotmeto – 705-711

Filípico Bardanes – 711-713

Anastásio II – 713-715

Teodósio III – 715-717

Leão III, o Isáurio – 717-741

Constantino V Coprônimo  741-775

Artabasdo – 742-743

Leão IV, o Cazar – 775-780

Constantino VI (o cego) – 780-797

Irene de Atenas (a ateniense) – 797-802

Nicéforo I, o Logóteta ou Genikos (em grego: ‘o Vitorioso’; nikos = vitória) – 802-811. 

Estaurácio 811 – reinou 3 meses

Miguel I – 811-813

Leão V, o Armênio – 813-820

Miguel II, o Amoriano – 820-829

Teófilo – 829-842

Teodora II – 842-855 Regente de Miguel III

Miguel III, o Ébrio – 842-867

Basílio I o Macedônico – 867-886

Leão VI o sábio – 886-912

Alexandre – 912-913

Constantino VII Porfirogênito – 908-959

Romano I Lecapeno – 920-944 Co-imperador com Constantino VII

Romano II Porfirogênito – 959-963

Nicéforo II Focas – 963-969

João I Tzimisces – 969-976

Basílio II Bulgaróctone (‘matador de búlgaros’) – 976-1025

Constantino VIII Porfirogênito – 1025-1028

Zoé Porfirogênita – 1028-1050

Romano III Argiro – 1028-1034 Primeiro esposo de Zoé

Miguel IV Paflagônio – 1034-1041 Segundo esposo de Zoé

Miguel V, o Calafate – 1041-1042

Teodora III – 1042. Irmã de Zoé. Governa pela primeira vez

Constantino IX Monômaco – 1042-1055 Terceiro esposo de Zoé

Teodora III – 1055-1056. Governa pela segunda vez

Miguel VI o Estratiótico  1056-1057

Isaac I Comneno – 1057-1059

Constantino X Ducas – 1059-1067

Miguel VII Ducas – 1067-1078

Romano IV Diógenes (O Armênio) – 1067-1071 Co-Imperador e padrasto de Miguel VII.

Nicéforo III Botaneiates – 1078-1081

Aleixo I Comneno – 1081-1118

João II Comneno – 1118-1143

Manuel I Comneno – 1143-1180

Aleixo II Comneno – 1180-1183

Andrônico I Comneno – 1183-1185

Isaac II Ângelo – 1185-1195

Aleixo III Ângelo – 1195-1203

Isaac II Ângelo – 1203-1204

Aleixo IV Ângelo – 1023-1024 Co-Imperador com o pai, Isaac II.

Nicolau I Canabos – 1024 (1 mês)

Aleixo V Ducas – 1024 (2 meses)

Teodoro I Láscaris – 1204-1221

João III Ducas Vatatzes – 1221-1254

Teodoro II Láscaris – 1254-1258

João IV Láscaris – 1258-1261

Império Bizantino restaurado em Constantinopla, e unificado

Miguel VIII Paleólogo – 1261-1282

Andrônico II Paleólogo –1282-1328

Miguel IX Paleólogo – 1294-1320 

Andrônico III Paleólogo – 1328-1341

João V Paleólogo – 1341-1347 Governa pela primeira vez

João VI Cantacuzeno – 1347-1354

João V Paleólogo – 1354-1376 Governa pela segunda vez

Andrônico IV Paleólogo – 1376-1379

João V Paleólogo – 1379-1390 Governa pela terceira vez

João VII Paleólogo – 1390 (5 meses)

João V Paleólogo – 1390-1391 Governa pela quarta vez

Manuel II Paleólogo – 1391-1425

João VIII Paleólogo – 1425-1448

Constantino XI Paleólogo – 1448-1453 


quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

LISTA DOS IMPERADORES ROMANOS DO OCIDENTE

 


Ao todo foram 81 Imperadores

Augusto (27 a.C. – 14 d.C. )

Tibério (14–37 d.C. )

Calígula (37–41 d.C. )

Cláudio (41–54 d.C. )

Nero (54–68 d.C. )

Galba (68–69 d.C. )

Otão (janeiro–abril de 69 d.C. )

Aulo Vitélio (julho-dezembro de 69 d.C. )

Vespasiano (69–79 d.C. )

Tito (79–81 d.C. )

Domiciano (81–96 d.C. )

Nerva (96–98 d.C. )

Trajano (98–117 d.C. )

Adriano (117–138 d.C. )

Antonino Pio (138–161 d.C. )

Marco Aurélio (161–180 d.C. )

Lúcio Vero (161–169 d.C. )

Cômodo (177–192 d.C. )

Publius Helvius Pertinax (janeiro a março de 193 dC )

Marcus Didius Severus Julianus (março-junho de 193 dC )

Sétimo Severo (193–211 d.C. )

Caracala (198–217 d.C. )

Públio Sétimo Geta (209–211 d.C. )

Macrino (217–218 d.C. )

Elagábalo (218–222 d.C. )

Severo Alexandre (222–235 d.C. )

Maximino (235–238 d.C. )

Gordiano I (março–abril de 238 d.C. )

Gordiano II (março–abril de 238 d.C. )

Pupienus Maximus (22 de abril a 29 de julho de 238 dC )

Balbinus (22 de abril a 29 de julho de 238 dC )

Gordiano III (238–244 d.C. )

Filipe (244–249 d.C. )

Décio (249–251 d.C. )

Hostiliano (251 d.C. )

Galo (251–253 d.C. )

Emiliano (253 d.C. )

Valeriano (253–260 d.C. )

Galiano (253–268 d.C. )

Cláudio II Gótico (268–270 d.C. )

Quintilo (270 d.C. )

Aureliano (270–275 d.C. )

Tácito (275–276 d.C. )

Floriano (junho–setembro de 276 d.C. )

Probo (276–282 d.C. )

Carus (282–283 d.C. )

Numeriano (283–284 d.C. )

Carino (283–285 d.C. )

Maximiano (oeste, 286–305 d.C. )

Constâncio I (oeste, 305–306 d.C. )

Galério (leste, 305–311 d.C. )

Severo (oeste, 306–307 d.C. )

Maxêncio (oeste, 306–312 d.C. )

Constantino I (306–337 d.C .; reunificou o império)

Galério Valério Maximino (310–313 d.C. )

Licínio (308–324 d.C. )

Constantino II (337–340 d.C. )

Constâncio II (337–361 d.C. )

Constante I (337–350 d.C. )

Galo César (351–354 d.C. )

Juliano (361–363 d.C. )

Joviano (363–364 d.C. )

Valentiniano I (oeste, 364–375 d.C. )

Valente (leste, 364–378 d.C. )

Graciano (ocidental, 367–383 d.C .; coimperador com Valentiniano I)

Valentiniano II (375–392 d.C .; coroado ainda criança)

Arcádio (leste, 383–395 d.C. , coimperador; 395–402 d.C. , único imperador)

Magnus Maximus (oeste, 383–388 d.C. )

Honório (ocidental, 393–395 d.C. , coimperador; 395–423 d.C. , imperador único)

Constâncio III (ocidental, 421 d.C. , coimperador)

Valentiniano III (oeste, 425–455 d.C. )

Marciano (leste, 450–457 d.C. )

Petronius Maximus (oeste, 17 de março a 31 de maio de 455 dC )

Avitus (oeste, 455–456 d.C. )

Majoriano (ocidental, 457–461 d.C. )

Libius Severus (oeste, 461–465 d.C. )

Antêmio (oeste, 467–472 d.C. )

Olíbrio (oeste, abril–novembro de 472 d.C. )

Glycerius (oeste, 473–474 d.C. )

Julius Nepos (oeste, 474–475 d.C. )

Rômulo Augusto (oeste, 475–476 d.C. )


ENUMA ELISH É MAIS VELHO DO QUE A CRIAÇÃO BÍBLICA



O Enûma Eliš é o mito de criação babilônico. Foi descoberto por Austen Henry Layard em 1849 (em forma fragmentada) nas ruínas da Biblioteca de Assurbanípal em Nínive (Mossul, Iraque), e publicado por George Smith em 1876.


Segundo a Bíblia, El (“Deus”) criou Adão a partir do barro ou do “pó da Terra”. Na Antiga Suméria e por toda a Mesopotâmea e no Egito Antigo, o barro era uma força criadora. Com o barro fazia-se: tabuletas, cerâmicas, utensílios caseiros, tijolos para construção de casas e monumentos, cerâmicas ritualísticas para oferendas aos deuses. Sumérios acreditavam que após a morte o cadáver tornava-se pó ou barro devido ao processo de decomposição. Quando “Deus” soube que Adão havia comido do fruto proibido censurou-o dizendo: “por que tu és pó e ao pó voltarás” (Gn 3: 19). No Mito de Gilgamesh, percebemos que Gilgamesh ficou enlutado por causa da morte de seu amigo Enkidu: “Quero gritar, para que todos ouçam! O amigo que me era tão caro tornou-se pó; Enkidu, o meu amigo, tornou-se como argila”. Tanto no Gênesis como no Mito de Gilgamesh o ser humano é criado do barro e se torna pó após sua morte.

Podemos notar que, no mito de Adão e na Epopeia de Gilgamesh, há alguma similaridade. Tanto Adão como Enkidu são a “imagem e semelhança” dos deuses. Isso sugere que antes da queda esses dois personagens teriam adquirido qualidades divinas que se perderam no decorrer de suas estórias mitológicas.
No mito, Adão teve dois filhos: Caim e Abel. Isso é uma alegoria que serve para representar o mundo urbano (Caim) em contraste com o mundo rural (Abel). Segundo a pesquisa realizada pelos mestres: Pedro Sahium, Vera Regiane Brescovici Nunes e Washington Maciel da Silva (2016) Caim e Abel e seu assassinato estaria no campo do simbolismo ao invés de ser tratado como um fato histórico.
No que tange as semelhanças, entre: Adapa e Adão, se substituirmos: o “p” pelo “m” – temos “Adama” (que significa: “Solo ou Terra” a origem de Adão). Se tirarmos a letra “a” de “Adama”, fica: Adam, que em hebraico que significa: “Homem” (Adão, em português) (ANDREASEN, 1981, p 181).
O livro de Gênesis está cercado de elementos mitológicos comuns entre as diversas sociedades do Mundo Antigo. Adão, a Serpente e o Jardim do Éden foram produtos importados de uma superpotência religiosa e cultural, Sumeriana. Não há como negar que sua herança serviu de trampolim para que anos mais tarde, os Hebreus compilassem suas ideias no que chamamos de: Gênesis.

O MITO
O universo primordial e o surgimento dos deuses
Antes de surgirem o céu e a terra, havia apenas as águas doces do fértil Apsu (do Sumério Ab= longe e Zu = água, era o deus das águas doces  de fontes subterrâneas, lagos, rios, poços) e as águas salgadas da oceânica Tiamat, que se misturavam indistintamente num único corpo abissal. 
Nada absolutamente havia aparecido, nem o pântano, nem o caniço (cana), nem mesmo os deuses, nada havia ganho nome ou destino determinado. Foi dessa massa líquida informe que os deuses começaram a ser formados e por seus nomes chamados: Lahmu e Lahamu, e em breve Anshar (a linha de horizonte do céu) e Kishar (a linha de horizonte da terra), que foram os pais de Anu, o céu – que gerou à sua imagem, entre outros, o poderoso e sábio Ea ou Enki deus das águas doces, deus da criação e deus da sabedoria.
Contudo, em seus movimentos incessantes, ruidosos e arbitrários os deuses perturbavam a entranhas de sua nutriz Tiamat e irritavam a seu pai Apsu, o qual (com ajuda de seu filho e ministro Mummu) tentou em vão convencer a mãe a extinguirem sua prole. Indignada com a proposta, Tiamat sugeriu relevarem pacientemente as atitudes dos deuses, mas Apsu preferiu dar ouvidos aos conselhos de Umun ou Mummu favoráveis ao extermínio. Umun que seu nome original Sumeriano, é o deus do conhecimento prático e da habilidade técnica, ele simboliza ou representa o mundo mental, o logos, a lógica.
Os deuses emudeceram ao saber o que contra eles se tramava, mas o sábio Ea ou Enki concebeu e executou um estratagema: elaborou, recitou e lançou um feitiço que, disseminando-se no abismo, adormeceu profundamente Apsu e imobilizou Mummu. Então, despindo Apsu de sua aura protetora, matou-o, construindo sobre o corpo abissal sua própria morada sagrada e deixando aprisionando Mummu. Ali habitando com sua esposa Damkina, Ea com esta gerou o poderoso e sábio Marduk, Amar UK - Amar Utu - Merodak ou Mer Odak "bezerro do sol; bezerro solar" deus da tempestade, deus da agricultura, deus da justiça, perdão ou compaixão, deus da cura, perdão, regeneração e da magia, senhor das tempestades e detentor dos raios, o mais belo, poderoso e altivo dos deuses.

A Ira de Tiamat Contra os Deuses
O torvelinho do poderoso quádruplo vento – que Anu criou e com o qual presenteou a Marduk – molestava a Tiamat, assim como a tempestade atormentava os deuses, que recorreram à mãe de todos: – Ó, Tiamat, mataram Apsu, teu esposo sem que tu o ajudasses; agora criaram o quádruplo vento que incomoda teus órgãos e nos tira o repouso. Recorda-te do que fizeram a teu esposo e ao vencido Mummu, de como fostes deixada sozinha! Vinga-te, para que repousemos! Então Tiamat fez terríveis criaturas para lutarem contra os deuses e encarregou Hubur (rio, curso d’água, rio do submundo, mundo inferior) – a que dá forma a todas as coisas – de armá-las terrivelmente com monstruosas serpentes venenosas e dragões que paralisam de medo a quem os vê. Assim foram criados a Víbora, o Dragão, a Esfinge, o Leão Gigante, o Cão Louco, o Homem-Escorpião, os Demônios-Leões, o Dragão de Asas e o Centauro. E convocou Assembleia para exigir união de todos a ela e para estabelecer comandante supremo a seu filho Kingu, a quem tomou como esposo e para quem entregou as Tábuas do Destinoque de direito pertenciam a Anu, as quais dotavam de poder irresistível suas palavras de comando. Diante desses preparativos, Ea ponderou e decidiu recorrer a Anshar, seu avô, que, tomado de pânico, ordenou-lhe que matasse Kingu como matara a Apsu. Mas ao ver de perto os planos de Tiamat, Ea amedrontou-se e retornou sem ousar ir ter com ela. Então Anshar enviou seu filho Anu para com palavras acalmar a ira de Tiamat, mas tampouco ele ousou dela aproximar-se.
Desanimados, os deuses se calaram sem esperança de encontrar quem ousasse desafiar Tiamat, mas finalmente Ea incumbiu seu filho Marduk de apresentar-se destemidamente diante de Anshar e convencê-lo a lhe dar sua bênção para comparecer diante de Tiamat e apaziguá-la. Marduk aceitou a terrível missão mas impôs uma condição: Pai, que os deuses em Assembleia me proclamem seu soberano, que minha palavra de comando passe a determinar para sempre os destinos e que tudo oque ela trouxer à existência seja inalterável, não possa ser renomeado nem alterado! 

O Combate Entre Marduk e Tiamat
Enviado a Anshar, este convenceu-se dos méritos de Marduk e ordenou a seu ministro Gaga ou Kakka (deus mensageiro de Anshar e An) ir buscar o apoio dos ancestrais Lahmu e Lahamu e dos demais deuses para, em Assembleia, instituírem Marduk como seu vingador. Temerosos, compareceram todos diante de Anshar e no Ubshukinna confraternizaram e solenemente aceitaram fazer de Marduk seu comandante, reconhecendo-o como soberano dos deuses e do universo, seus decretos instituídos como inalteráveis. Para pôr à prova sua palavra de comando, foram colocadas diante dele umas vestes, e ele venceu o desafio de fazê-las desaparecer e novamente reaparecer, confirmando-se assim aeficácia de seus decretos. Proclamado e coroado rei, Marduk foi armado e a ele os deuses confiaram
sua salvação: – Vai e mata Tiamat! Que os ventos espalhem seu sangue pelos mais ocultos recantos do universo! Marduk fez para si um arco para lançar suas flechas e armou-se da maça, do raio e de uma rede de cujos cantos encarregou os ventos Sul, Norte, Leste e Oeste. E criou Imhullu (a Ventania Nefasta), o Turbilhão, o Furacão, o Quádruplo Vento, o Sétuplo Vento, o Ciclone e o Vento Incomparável, reservando-os para enviá-los às entranhas de Tiamat. Finalmente ergueu a inundação torrencial, e à Tempestade (sua mais poderosa arma) atrelou quatro mortíferos e destruidores animais, pondo ainda, de cada lado de sua carruagem, os terríveis Golpeador e Combatente. 
Vestindo sua armadura de terror e portando sua aura temível, Marduk pôs-se a caminho para enfrentar a face indomável de Tiamat. Seus lábios proferiam um feitiço, e veneno ele levava em suas mãos, enquanto os deuses, seus pais, desferiam golpes em volta dele. Marduk aproximou-se para observar as entranhas de Tiamat e a estratégia de Kingu, e enquanto olhava perdeu-se nos caminhos, distraiu-se e seus atos se confundiram, para desespero dos seus companheiros.
Tiamat então lançou aos gritos um terrível desafio, e Marduk, levantando a tempestade do Dilúvio, bradou-lhe: – Porque teu coração exaltado suscitou conflitos; porque os filhos rejeitaram seus pais enquanto tu não mais os amas; porque desposastes a Kingu e impiamente lhe entregastes o que pertencia a Anu; porque buscas o mal a Anshar e aos deuses, meus pais, eu te desafio a combate singular! Então atiraram-se um contra o outro, atracando-se em batalha de armas e feitiços. Finalmente, Marduk estendeu sobre ela sua rede, lançou lhe contra o rosto a Ventania Nefasta e enquanto Tiamat abria a boca para devorá-lo orientou-a para o interior, que os terríveis ventos incharam.
Então Marduk empunhou o arco e atravessou o ventre de Tiamat com sua flecha, abrindo suas entranhas, rasgando seu coração e extinguindo-lhe a vida. Ao ver cair o cadáver de Tiamat, que agora servia de solo aos pés de Marduk, os inimigos bateram em retirada, mas foram cercados, aprisionados, desarmados e imobilizados sob a rede do vencedor, ficando à mercê de sua ira assim como as onze criaturas que Tiamat tinha enchido com o terror e seu comandante Kinguque foi amarrado e entregue a Uggae, o deus da morte, após ser-lhe retomada a Tábua dos Destinos. Finalmente, Marduk esmagou com sua maça o crânio de Tiamat e cortou suas artérias, e o Vento Norte espalhou seu sangue para os lugares mais remotos.

A Criação do Cosmos por Marduk
Observando o cadáver de Tiamat, Marduk viu que poderia com dele realizar inteligentemente grandes obras. Então como a um molusco ele o dividiu em dois, com a metade superior cobrindo o céu e puxando as bordas para baixo a fim de não permitir que as águas escapassem. No céu, mediu e delimitou o Apsu, morada de Ea, e estabeleceu o Esharra, a grande morada celeste na qual destinou as regiões de Anu, de Enlil (deus do  vento, ar, terra e tempestades) e de Ea demarcando com as estrelas do Zodíaco as estações dos grandes deuses, determinando assim o ano e suas divisões, com três constelações para cada um dos doze meses. E tendo definido os dias do ano mediante figuras celestes, fundou a estação de Nebiru, a Estrela Polar, a fim de que os astros em movimento não se extraviassem. E nas extremidades das estações dos grandes deuses abriu portões com fortes ferrolhos, estabelecendo o o ponto mais alto do ventre de Tiamat como o Zênite que é o ponto mais alto do céu. Criou a Lua brilhante para encarregar-se da noite e demarcar os dias do mês de acordo com o aspecto de sua coroa, que doravante apareceria nos seis primeiros dias de cada mês como um par de chifre luminoso a elevar-se sobre a terra, crescendo a coroa até a metade no sétimo dia e seguindo se um período de quinze dias em que a outra metade estará iluminada, passando a perder a luz quando o Sol dela se aproxima na base do céu (de onde vão juntos exercer julgamentos), antes de no trigésimo dia novamente se oporem. E criou o Sol, ao qual destinou a luz do dia, perfazendo assim a separação das noites e dos dias.
Em seguida tomou Marduk da saliva de Tiamat para formar as nuvens, que ele encheu de água, e distribuiu os ventos, a chuva, o frio e o nevoeiro, tudo planejado e criado por ele. Modelando a cabeça de Tiamat fez os montes, nos quais abriu lugares para o fluxo das águas das profundezas, fazendo jorrar de suas órbitas o Tigre e o Eufrates, mas estancando o fluxo de suas narinas; e dos seios fez as altas montanhas, nas quais perfurou poços para conter água. E assim tudo foi estabelecido sobre o Apsu.
Deste modo, foram cobertos os céus e estabilizada a terra, e se lhes impuseram limites e regras, e então Marduk fundou os lugares sagrados e deles encarregou Ea, e devolveu a Anu a Tábua dos Destinos retomada de Kingu. Quanto aos prisioneiros, ele os conduziu à presença dos deuses, seus pais, e as das onze criaturas suscitadas por Tiamat fez estátuas e as postou no portão do Apsu, para lembrança eterna. Os deuses se alegraram imensamente e lhe trouxeram presentes, e a Usmi, que lhe trouxe oferendas da parte de sua mãe Damkina, ele concedeu a chancelaria do Apsu e a administração dos santuários. Todos lhe rendem homenagem e o conclamam Rei, nomeando-o Lugaldimmerankia. Então Marduk
anunciou que entre o Apsu e o celeste Esharra, na terra, construiria para si uma rica morada, Babilônia, com um grande templo em que haveria aposentos para hospedar os deuses quando em
trânsito para Assembleia, ou dela retornando.

A Criação do Homem
Os deuses suplicaram que se encarregasse Ea de organizar esse domicílio dos deuses na terra, a fim de que não lhes faltassem jamais suprimentos e que, assim, todos pudessem exercer suas tarefas no universo. Foi então que Marduk concebeu a ideia de um ser, o homem, a ser criado com sangue e ossos e a quem se encarregaria de servir aos deuses, liberando-os de seus trabalhos para que melhor administrassem o céu e a terra. Visando a amenizar o plano concebido Marduk, Ea sugeriu: – Escolhe um dos deuses derrotados e poupa os outros! Que se julgue diante da Assembleia o mais culpado pela revolta de Tiamat, e que pereça para que dele seja feito o homem! Marduk então convocou os deuses e ordenou que lhe dissessem, sob juramento, quem concebeu a revolta e levou Tiamat a desejar a guerra. E eles denunciaram a Kingu, que foi então amarrado e suspenso diante de Ea, e este ordenou que se lhe cortassem as veias, e do sangue jorrado criou o homem imaginado por Marduk.

A Morada dos Deuses
Como mostra de gratidão pelos benefícios de que passariam a desfrutar, os deuses ofereceram-se para construir o santuário de Marduk em Babilônia, o Esagila (templo, zigurati), destinado ao repouso dos deuses. Para tanto, durante um ano inteiro moldaram tijolos e no segundo ano o elevaram à altura do Apsu, acrescentando-lhe uma torre de degraus tão alta quanto este, além de moradas para os grandes deuses – das quais se contemplava a própria base do celeste Esharra.
Concluído o Esagila, os deuses nele banquetearam-se e nele foram fixados os ritos e as normas e repartidas as estações do céu e da terra – trezentos deuses para cada, segundo a decisão dos
cinquenta grandes deuses e dos sete deuses do destino. Diante dos deuses, então, Enlil ergueu seu arco, que Anu adotou e ao qual deu nomes, destinando-o a brilhar no céu. Os deuses, prostrados, exaltaram o destino de Marduk e solenemente juraram empenhar suas vidas por sua soberania.
Os cinquenta nomes de Marduk
Finalmente, Anshar começou a proclamar os cinquenta nomes de Marduk: – Reverenciemos seu nome Asarluhi, e que suas declarações sejam determinações supremas tanto em cima como em baixo! Que conduza como um pastor suas criaturas! Que seja o sustento de seus pais! Que se lhes assemelhem na terra os caminhos que ele determinou no céu! Que se proclamem
os seus cinquenta nomes! Anshar, Lahmu e Lahamu proclamam cada um, a seguir, mais três dos nomes divinos, que – da mesma forma que o primeiro – evocam os atributos e façanhas do deus: Marduk, Marukka, Marutukku; Barashakushu, Lugaldimmerankia, Nari-Lugaldimmerankia; Asaruludu, Namtillaku eNamru.
Foi então solicitado aos outros deuses proclamá-los também. E eles, com efeito, sentaram-se e puseram-se a determinar destinos, pronunciando os nomes no santuário: Asaru, Asarualim, Asarualimnunna, Tutu, Ziukkinna, Ziku, Agaku, Tuku, Shazu, Zisi, Suhrim, Suhgurim, Zahrim, Zahgurim, Embilulu, Epadun, Enbilulugugal, Hegal, Sirsir, Malah, Gil, Gilma, Agilma, Zulum, Mummu, Gishnumunab, Lugalabdubur, Pagualguenna, Lugaldurmah, Aranunna, Dumuduku, Lugallanna, Lugalugga, Irkingu, Kinma, Esizkur, Gibil, Addu, Asharu e Nebiru.
E porque Marduk formou a terra firme, Enlil o chamou Senhor das Terras. E Ea, reconhecendo no filho sua própria natureza, chamou-o Ea, pois estava destinado a administrar e realizar os ritos e as instruções do pai.
A narração de seus feitos foi posta por escrito pelo próprio Marduk, para lembrança e instrução eterna, a fim de que se preserve para sempre em sua habitação o relato de como venceu a Tiamat e conquistou a soberania o deus cujas palavras de comando devem sempre impor-se para que o universo persista prospere.

PERSEGUIÇÃO ROMANA AOS CRISTÃOS

 




A perseguição romana aos cristãos começou no reinado do imperador Nero em 64 d.C. e continuou por cerca de 250 anos até o reconhecimento do cristianismo por Constantino em 313. Os romanos rejeitaram os cristãos como sendo um povo desagradável, que acreditava apenas em Deus e que não se rendia à idolatria e à adoração ao imperador. Os imperadores consideravam o cristianismo ilegal e o oprimiram severamente com o pretexto de unificar o império e fazê-lo prosperar sob a proteção dos deuses.

As perseguições romanas aos cristãos prosseguiram por vários motivos e métodos, dependendo dos governantes e das situações da época, e as dez maiores perseguições lideradas pelos imperadores são representativas. Nero culpou os cristãos pelo grande incêndio de Roma que ocorreu no ano 64 e os perseguiu severamente. Isso continuou até a sua morte em 68 d.C. Ele jogou os cristãos em anfiteatros para serem despedaçados por animais selvagens ou os amarrou ao feno e os queimou como “tochas humanas” para iluminar o ar livre. Mas naquela época, a perseguição era limitada à cidade de Roma, e não a todo o Império Romano.


A Causa e o Motivo da Perseguição Romana aos Cristãos

No começo da época apostólica, o cristianismo foi perseguido pelos judeus que não reconheciam Jesus como Cristo. Mais tarde, quando o cristianismo se espalhou não apenas em Jerusalém, mas também para a Ásia Menor e Roma, ele foi oprimido pelo Império Romano. Naquela época, o Império Romano implementou uma política de tolerância moderada para as políticas e religiões de seus estados subordinados, ou seja, os povos conquistados, para a estabilidade do império. No entanto, o cristianismo era uma exceção, porque eles consideravam que os cristãos prejudicariam a estabilidade do império.

Os cristãos adoravam apenas o seu único Deus e não participavam de rituais sociais ou cerimônias religiosas da época. Eles nem mesmo se misturavam com os pagãos no templo ou no teatro. Isso era considerado como prejudicial à estabilidade e à união do império. Em particular, a recusa dos cristãos em adorar os deuses romanos era considerada como uma ameaça à paz e prosperidade que os “deuses trouxeram” ao império.

Além disso, os cristãos se recusavam a adorar o imperador, porque não podiam adorar ninguém além de Deus. Para os romanos, a adoração ao imperador era o meio mais poderoso para unificar o império e o padrão de lealdade ao império. O governo romano considerou a atitude dos cristãos como desleal e rebelde contra o imperador e o império, e assim, o cristianismo foi perseguido como uma religião ilegal.


Domiciano foi o próximo imperador que perseguiu o cristianismo depois de Nero. Domiciano se declarou como o deus vivo e forçou o povo a adorá-lo. Quando os cristãos se recusaram a seguir isso, ele os perseguiu com a acusação de que “todos os deuses estavam zangados porque os cristãos não obedeciam ao culto de adoração ao imperador”. Ele confiscou suas propriedades e os deixou lutar com feras selvagens. Nesse tempo, o apóstolo João foi exilado na ilha de Patmos e escreveu o livro do Apocalipse após receber uma revelação. Os cristãos fugiram de Roma, buscando pela liberdade da fé, ou foram para o subsolo; e foi a partir daí que o culto começou a ser guardado nos túmulos subterrâneos, as catacumbas, para escaparem da perseguição.

Diocleciano foi o imperador que perseguiu mais severamente os cristãos em todo o Império Romano. Diocleciano emitiu um édito em 303, condenando os cristãos, que não prestaram homenagem à estátua do imperador, como traidores e confiscou suas propriedades. Ele proibiu as reuniões cristãs, destruiu todos os edifícios da igreja e ordenou a queima de livros cristãos e Bíblias. Se eles não obedecessem à ordem de sacrificar aos deuses pagãos, ele cruelmente os torturou e matou. Durante esse período, os cristãos foram demitidos do governo e do exército, sendo privados de seus direitos sociais. Todos os sacerdotes foram exilados ou executados.


A Perseguição de Nero (64-68)

Perseguiu os cristãos apontando-os como responsáveis pelo grande incêndio de Roma.

Executou os cristãos como alimento para feras selvagens ou como tochas para iluminar locais de festas ao ar livre.

A maior parte das perseguições aconteceu dentro da cidade de Roma.


A Perseguição de Domiciano (90-96)

Oprimiu os cristãos sob a acusação de que todos os deuses estavam zangados por causa deles.

Atacou as religiões não-romanas e até mesmo aqueles que simpatizam com elas, sob a acusação de traição.

Exilou o apóstolo João para a Ilha de Patmos.

Os cristãos ofereceram culto a Deus em tumbas subterrâneas (catacumbas) para escaparem da perseguição.


A Perseguição de Trajano (98-117)

Perseguiu os cristãos, definindo-os como criminosos por se recusarem à adoração ao imperador.

Inácio, o bispo da igreja em Antioquia, foi martirizado.


A Perseguição de Adriano (117-138)

Levantou estátuas do imperador e de vários deuses e forçou a adorá-las. Executou aqueles que se recusaram.

Puniu inclusive os que protegiam os cristãos.


A Perseguição de Marco Aurélio (161-180)

Perseguiu os cristãos, culpando-os por todos os desastres naturais, como a peste, a fome e a seca.

Deu os cadáveres dos cristãos como alimento para cães famintos.


A Perseguição de Sétimo Severo (202-211)

Forçou os cristãos a adorarem o deus sol e proibiu a conversão ao cristianismo.

Proclamou um decreto declarando que a conversão ao cristianismo é legalmente punível com a morte.


A Perseguição de Maximino (235-236)

Perseguiu os cristãos, dizendo que apoiaram o ex-imperador que foi assassinado.

Executou os cleros cristãos.


A Perseguição de Décio (249-251)

Emitiu um édito para espalhar a perseguição por todo o Império Romano.

Ordenou a todos os cidadãos a adorar os deuses romanos, e aqueles que desobedeceram foram executados por se recusarem a obedecer ao édito.

Conciliou os cristãos para se tornarem apóstatas, a fim de erradicar o cristianismo.

Foi nesse período que houve mais mártires e apóstatas.


A Perseguição de Valeriano (259-260)

Proibiu reuniões de cristãos e confiscou suas terras e propriedades.

Executou os cleros e os exilou.


A Perseguição de Diocleciano (303-311)

A pior perseguição que privou os cristãos de todos os seus direitos.

Declarou os quatro decretos contra o cristianismo.

Forçou os soldados cristãos a abandonarem sua fé e os executou se desobedecessem.

Destruiu edifícios da igreja, queimou a Bíblia, proibiu o culto e expulsou os cristãos de cargos públicos.


Dessa maneira, embora o Império Romano tenha perseguido o cristianismo por muito tempo, ele não conseguiu quebrar a fé dos cristãos. Os cristãos pregaram o evangelho sem medo ou hesitação, mesmo tendo sido queimados na fogueira, comidos por animais selvagens nos anfiteatros, e mortos por torturas terríveis. Sua fé era como uma árvore de mirra, que emite uma fragrância mais bela quando é cortada e raspada. Apesar da perseguição severa, o número de cristãos aumentou e o evangelho se espalhou mais vigorosamente por todo o Império Romano e por toda a costa do mar Mediterrâneo.


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

DEUSES ETERNOS ALÉM DO DEUS DA BÍBLIA

 




A ideia central em muitas religiões monoteístas (Cristianismo, Islamismo, Judaísmo) é que Deus nunca nasceu, Ele é eterno, existindo antes do tempo e do espaço, sendo a causa primeira de tudo o que existe, não tendo começo nem fim, e estando além das limitações humanas como nascer, morrer ou ser criado. Textos sagrados descrevem Deus como "Eu Sou", o Alfa e o Ômega, que não foi gerado nem criou-se a si mesmo, mas sempre existiu. 

Mas e se eu te dissesse que a ideia da eternidade de Deus não é original e exclusiva do Cristianismo, Islamismo e Judaísmo? Povos muito mais antigos (mais antigos mesmo) já tinham seus Deuses ou Deus como uma divindade verdadeira e eterna.


Nammu

A Deusa Nammu é a própria criação em si, ela personifica a eternidade, o que a torna a figura materna suprema nos mitos da Mesopotâmia antiga. Ela também é conhecida pelo nome Engur.

Nammu era a deusa primordial suméria do mar primordial, considerada a "Mãe de Tudo", que deu à luz espontaneamente o cosmos, incluindo o céu (An) e a terra (Ki), e os primeiros deuses, representando as águas férteis e vivificantes (Apsu) sob a terra, e também ajudou a criar a humanidade com seu filho, Enki.

Seu nome está ligado à palavra suméria para água, simbolizando a vida, a fertilidade e o potencial ilimitado e eterno do cosmos.

Embora ela fosse uma Deusa que sempre existiu, nunca nasceu ou surgiu, somente existe, seu papel diminuiu à medida que Enki e, posteriormente, Marduk assumiram responsabilidades de criação mais proeminentes, embora ela tenha permanecido importante o suficiente para que Ur-Nammu se nomeasse em sua homenagem. 

Em essência, Nammu é a entidade ancestral e atemporal da qual tudo, incluindo deuses e humanos, se origina, uma verdadeira "Deusa Mãe" do princípio.


Ninhursag

Ninhursag, a Deusa Mãe sumeriana, é fundamental no nascimento da humanidade, atuando como parteira e criadora, moldando humanos de argila misturada com a carne de um deus sacrificado, em um processo descrito no mito da criação, para aliviar os deuses do trabalho pesado, simbolizando fertilidade, maternidade e a própria vida. Ela também é conhecida por diversos nomes como Ninmah, Mami e Nintu (Senhora do Nascimento) e tem representações icônicas como o útero (Ômega) com uma faca de corte de cordão umbilical. Seu nome foi mudado de Ninmah para Ninhursag por seu filho Ninurta.

Ela criou a humanidade após a invenção da enxada por Enki, que “descobriu” a necessidade de seres para o trabalho agrícola. Frequentemente representada pelo símbolo grego ômega com uma faca, simbolizando o útero e o corte do cordão umbilical.

Ninhursag não nasceu, sempre existiu, ela é a Mãe original, criadora da humanidade, sendo uma Deusa eternal, ela não tem começo de tempo, não tem início de vida e nem começo de existência. Ela não tem início de dias, ela é a Mãe eterna e longeva da humanidade. 

É retratada como uma criadora primordial, que molda a vida a partir do barro e da água, e é central nos mitos sumérios sobre as origens da vida e o mundo natural, simbolizando o cuidado e a própria terra. 


Tiamat

Na mitologia babilônica, Tiamat não teve um "nascimento" no sentido convencional, pois era uma das duas divindades primordiais que existiam no início de tudo, antes mesmo de os deuses mais jovens serem criados.

Sendo assim, Tiamat era uma deidade eterna, sempre existindo, sem uma origem ou nascimento, pois, sendo uma Deusa primordial, ela somente existe, ela é a própria personificação da existência eterna.  Tiamat personificava o mar salgado e o caos (origem) primordial.

Isso a torna uma das primeiras entidades eternas nos mitos de criação babilônicos (o Enuma Elish ), mãe dos primeiros deuses e, posteriormente, uma encarnação monstruosa do caos que lutou contra seus próprios filhos, sendo finalmente morta pelo deus Marduk, que usou seu corpo para formar os céus e a terra. Ela simboliza o oceano caótico e indomável e é uma figura importante na mitologia mesopotâmica antiga, aparecendo também na fantasia moderna como uma poderosa deusa dragão. 

Seu nome vem da palavra acádia para "mar" (tiamtum ou tamtum). Ela sempre existiu, isso quer dizer que ela somente personifica tanto a criação (como o mar primordial) quanto o caos (como o oponente monstruoso).


Vishnu

O Senhor Vishnu, como o Deus Supremo eterno no Hinduísmo, é considerado não nascido, não criado,  ele é simplesmente eterno, existindo além do ciclo de nascimento e morte, a fonte de toda a criação. O próprio Vishnu não tem um nascimento tradicional. Ele aparece em diferentes formas (avatares), como Krishna ou Rama, para manter a ordem cósmica, e esses avatares nascem de pais humanos, sendo o nascimento de Krishna a partir de Devaki um exemplo famoso em que Vishnu se manifestou brevemente antes de se tornar um bebê. 

O Senhor Vishnu é a suprema consciência divina (Param Brahman) e não está sujeito ao nascimento ou à morte; Ele é a causa de todas as causas, sendo por si só, eterno, sempre existindo pela eternidade. Mas quando o equilíbrio cósmico é ameaçado, Vishnu desce à Terra em várias formas (avatares) para defender o dharma (retidão).

No caso de Krishna (um avatar de Vishnu), Ele apareceu a Devaki e Vasudeva em Sua forma de Vishnu com quatro braços antes de se transformar em um bebê, cumprindo uma bênção para eles. Vishnu, como Maha Vishnu, é a fonte da qual os universos emergem, expandindo-se a partir de Seu sopro, e Ele é responsável por sua preservação. 

Assim, Vishnu não nasce como os mortais; em vez disso, Ele aparece ou se manifesta no mundo, muitas vezes nascendo como um avatar para cumprir propósitos divinos, pois ele sempre existiu, ele é a própria eternidade em si mesmo.


Shiva

Shiva não "nasceu" no sentido humano, pois é considerado Swayambhu,  é uma divindade sem começo nem fim, uma energia cósmica que transcende o tempo e o espaço, por isso não tem um nascimento, simplesmente existe desde sempre. A palavra Swayambhu: Significa que ele se manifestou por conta própria, não vindo de pais.

Shiva é considerado Swayambhu (autoexistente, sem criador) e eterno, existindo antes e depois da criação do universo, sendo conhecido como Aadi (o começo) e Ananth (o fim). Embora algumas tradições o vejam como originado da raiva de Vishnu ou nascido do pensamento de Brahma, mas a crença comum é que ele sempre foi e sempre é, além de ser uma energia infinita, sem um nascimento mortal ou data de morte, sendo o "Destruidor" e transformador na Trindade Hindu. 

Shiva teve várias encarnações na Terra, como o Avatar Piplaad, nascido de um sábio, mas estas são manifestações, não seu nascimento original. 

Em essência, Shiva é a própria realidade eterna, existindo como o princípio e o fim, além da necessidade de ter nascido. 


Shang Ti 

Shang Ti  ou Shang Di é a  divindade suprema na antiga religião chinesa, a natureza de Shang Ti é vista como transcendente, eterna e criadora, o que implica que essa entidade não teve um começo, ou nascimento, e existe perpetuamente. Shang Ti não nasceu, sempre existiu, ele é a representação da própria eternidade contida em sua existência eternal. 

Shang-Ti (ou Shangdi), significa "Senhor Supremo", particularmente reverenciado pela elite governante da Dinastia Shang (c. 1600–1046 a.C.) ele era o Deus do destino, das colheitas e das batalhas, mas era considerado distante demais para ser adorado diretamente pelo povo. Não era uma figura histórica, mas um conceito poderoso, que evoluiu do culto aos ancestrais para a figura de um ser divino supremo, sendo eventualmente associado a Tian (Céu) durante a Dinastia Zhou e, posteriormente, adotado por missionários cristãos como um nome para Deus. Contudo, todas as dinastias que vieram depois da Dinastia Shang. O tinham como o ser não somente primordial, mas eterno, sempre existindo, dando a alusão também da eternidade da Dinastia Shang. A família real Shang o considerava seu ancestral divino, o que lhes permitia atuar como intermediários para o povo. Ele determinava o sucesso das colheitas, a vitória na guerra e o destino do reino. 

Ele não possuía um culto direto devido à sua natureza suprema e distante, com a adoração fluindo através de seus ancestrais reais. Em essência, Shang-Ti era um conceito teológico fundamental que representava um poder divino supremo e eterno no pensamento chinês antigo, e não um indivíduo histórico. 


Kök Tengri

É o Deus dos antigos Turcos e Mongóis Tengri é o Deus do Céu, seu nome completo é Kök Tengri, que quer dizer Céu Azul. Ele é a divindade suprema do céu na antiga religião xamânica e animista dos povos Kök Tengri

É o Deus dos antigos Turcos e Mongóis Tengri é o Deus do Céu, seu nome completo é Kök Tengri, que quer dizer Céu Azul. Ele é a divindade suprema do céu na antiga religião xamânica e animista dos povos Turcos e Mongóis, sendo o deus principal do Tengrismo, que adora os Tengris (deuses do céu) e a Mãe Terra (Umay Ana). Ele controla o firmamento, é visto como o criador do cosmos, e os governantes turcos eram considerados seus representantes na Terra, recebendo títulos como "filhos de Tengri". A crença em Kök Tengri, ou Gök Tanrı, envolve adoração de ancestrais, xamanismo e rituais dedicados ao céu, montanhas e rios, com sacrifícios de animais e oferendas de leite e chá. 

Kök Tengri é o chefe do panteão, frequentemente associado ao "Tian" chinês e ao conceito indo-europeu de Dyeus, o deus do céu, governa o céu e, em algumas tradições, é pai do Sol (Koyash) e da Lua (Ay Tanrı).

Em diversas tradições, Tengri é considerado "autocriado" (Möngke Tngri). Ele é frequentemente identificado com o próprio céu azul infinito, incognoscível e atemporal, e é a fonte de toda a existência. Sendo portanto, eterno, sempre existindo, sendo o próprio tempo, ele é o começo e o fim de tudo, sua eternidade não tem começo e nem fim de dias, anos ou eras. A eternidade é encarnada no próprio Kök Tengri, sendo esta divindade tão antiga, que o próprio tempo se encarrega de ser ele mesmo em sua essência, assim como o céu é infinito, Kök Tengri é portanto o próprio céu, eterno, atemporal e existindo desde sempre.

Um importante mito da criação turco descreve Tengri na forma de um ganso branco puro voando sobre uma imensidão de água (representando o tempo). Incitado por Ak Ana ("Mãe Branca"), ele iniciou o processo de criação para superar sua solidão. Esse ganso em questão continua sendo o próprio Tengri, que, além de ser eterno, pode se manifestar de várias formas e maneiras para os mortais que habitam em suas posses, pois tudo que está debaixo dos céus pertence a Tengri, e este pode se manifestar em qualquer objeto, animal ou humano, pois tudo na terra está abaixo do alto céu azul, sendo o próprio Deus.

Embora o próprio deus não nasça, pois ele próprio nunca nasceu e nunca morreu, governantes históricos (Chágans) como Genghis Khan e Bilge Kaghan alegavam ser "nascidos de Tengri" ou ter um "destino dado por Tengri". Isso estabelecia seu direito divino de governar como seus representantes na Terra.

Sendo o deus principal do Tengrismo, que adora os Tengris (deuses do céu) e a Mãe Terra (Umay Ana). Ele controla o firmamento, é visto como o criador do cosmos, e os governantes turcos eram considerados seus representantes na Terra, recebendo títulos como "filhos de Tengri". A crença em Kök Tengri, ou Gök Tanrı, envolve adoração de ancestrais, xamanismo e rituais dedicados ao céu, montanhas e rios, com sacrifícios de animais e oferendas de leite e chá. 

Kök Tengri é o chefe do panteão, frequentemente associado ao "Tian" chinês e ao conceito indo-europeu de Dyeus, o deus do céu, governa o céu e, em algumas tradições, é pai do Sol (Koyash) e da Lua (Ay Tanrı).

Em diversas tradições, Tengri é considerado "autocriado" (Möngke Tngri). Ele é frequentemente identificado com o próprio céu azul infinito, incognoscível e atemporal, e é a fonte de toda a existência. Sendo portanto, eterno, sempre existindo, sendo o próprio tempo, ele é o começo e o fim de tudo, sua eternidade não tem começo e nem fim de dias, anos ou eras. A eternidade é encarnada no próprio Kök Tengri, sendo esta divindade tão antiga, que o próprio tempo se encarrega de ser ele mesmo em sua essência, assim como o céu é infinito, Kök Tengri é portanto o próprio céu, eterno, atemporal e existindo desde sempre.

Um importante mito da criação turco descreve Tengri na forma de um ganso branco puro voando sobre uma imensidão de água (representando o tempo). Incitado por Ak Ana ("Mãe Branca"), ele iniciou o processo de criação para superar sua solidão. Esse ganso em questão continua sendo o próprio Tengri, que, além de ser eterno, pode se manifestar de várias formas e maneiras para os mortais que habitam em suas posses, pois tudo que está debaixo dos céus pertence a Tengri, e este pode se manifestar em qualquer objeto, animal ou humano, pois tudo na terra está abaixo do alto céu azul, sendo o próprio Deus.

Embora o próprio deus não nasça, pois ele próprio nunca nasceu e nunca morreu, governantes históricos (Chágans) como Genghis Khan e Bilge Kaghan alegavam ser "nascidos de Tengri" ou ter um "destino dado por Tengri". Isso estabelecia seu direito divino de governar como seus representantes na Terra.


Todas estas divindades são muito mais velhas do que o Deus bíblico, muito antes de existir o povo Cananeu (pois os Hebreus são Cananeus), as religiões destas nações, são milhares de anos mais velhas que a própria existência do povo canaanita hebraica.