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domingo, 17 de dezembro de 2023

CALDEU



O membro mais antigo da família dos Caldeus é Nabonassar, ele foi um grande Sumo Sacerdote, da cidade de Uruk do Templo da Eanna (Inana) Deusa  do amor, da guerra e da fertilidade e da beleza. Este templo também era a residência do Deus Anu (An em Sumério) ele era Deus do Céu, Deus dos Deuses. O Templo ficava na cidade de Uruk, que era a Ereke da Bíbia e hoje é o país do Iraque. Se Nabonassr era o Sumo Sacerdote na cidade de Uruk, isto quer dizer, que esta família é oriunda de Uruk. Nabonassar não era somente um simples Sumo Sacerdote, ele detinha todos os títulos sacerdotais Sumerianos: 

Mah- O Sumo Sacerdote chefe no culto prático religioso, e o Teólogo principal.

Ummia - Ele era o Professor, Filósofo, Mestre e Rabino da escola de Uruk.

En - Sacerdote e Governador de Uruk.

Šatammu - Sumo Sacerdote e Juiz Supremo da Coorte Judiciária de Uruk. O termo Šatammu vem de Šataran que é Juiz Supremo das Leis Jurídicas Sumérias, é daí que vem o termo Šatanás.

O nome original de Nabonassar é Nabû-Nāṣir que quer dizer 'Nabu (é) protetor'. O Deus Nabu é o deus Sumeriano da escrita e da sabedoria, da alfabetização, das artes, do conhecimento, deus dos escribas e o deus da educação. Na mitologia Sumeriana, Nabu foi quem deu a escrita para o homem. É o filho de Marduk e casado com Tasmetum. É mencionado na Bíblia como Nebo.

O Šatammu  ou Sumo Sacerdote Nabonassar foi chefe religioso no  templo Eanna em Uruk quando Assaradão reinava na Assíria 681-669 a.C. 

Nabonassar foi pai de Nabucodonosor I, Nabucodonosor I foi pai de NabopolassAr e Nabopolassar foi pai de Nabucodonosor II, Nabucodonosor II conquista o Reino de Judá.

O Caldeu Nabopolassar, pai de Nabucodonosor II, faz muitas coalisões com os reinos da Lídia, Média, Persa, Egito, etc. Seu nome original é Nabu Apla Usur, que quer dizer "Nebo Proteja o Filho"

Com dinheiro em caixa, com o exército armado, com comida estocada e com outros recursos em posse, o Rei Caldeu Nabopolassar, pai de Nabucodonosor II, faz guerra contra a Assíria, e com ajuda de outros reinos (países), vence com muita dificuldade o poderoso, glorioso e fortíssimo Reino da Assíria, vale ressaltar que o Rei Caldeu Nabopolassar, pai de Nabucodonossor vence com muita dificuldade a Assíria, e se não fosse com ajuda de outros reinos (países) ele não conseguiria vencer, pois a Assíria, mesmo com brigas internas, era um poderoso oponente. 

Vencido o forte Reino da Assíria, o Rei Caldeu Nabopolassar, pai de Nabucodonosor, começa a fortificar seu reino e fixa na cidade Sumeriana de Babel, a sede do seu vasto reinado. Nabopolassar, governou seu poderoso império na Cidade de Babel, seu filho e sucessor, Nabucodonosor também reina em Babel. Nabucodonosor foi um ótimo rei, assim como fora seu pai Nabopolassar, ele deu continuidade à riqueza da Caldeia, neste período, o Reino Caldeu era o maior reino do mundo. 

Não existiu o Reino Babilônico, por assim dizer, pois os Caldeus chamavam seu reinado de Reino Caldeu, o termo Reino Babilônico nunca foi citado por eles.

Nabucodonosor continua a expansão do reino da Caldeia e conquista muitos reinos, inclusive o reino de Jerusalém, no dia 16 de março de 597 a. C., seu nome original é Nabû Kudurri Uṣur quer dizer "Nabu ou Nebo, Vigie meu Herdeiro" Nebo, proteja as Fronteiras” ou “Nebo proteja meu Reinado”


Jerusalém cai nas mãos de Nabucodonosor

O último rei de Jerusalém foi o Rei Zedequias, o Rei Zedequias viu seus filhos serem presos, torturados e mortos na sua frente, ele foi preso, algemado, cegado e levado como prisioneiro para a cidade Sumeriana de Babel, onde morreu preso e humilhado em 586 a.C. 2 Reis 25:7 (ver 2Reis 25). A Capital do Reino de Judá era Jerusalém, tendo o templo sagrado no Monte Moriá. Nabucodonosor mandou queimar toda Jerusalém, destruiu o Templo Sagrado que ficava no Monte Moriá e destruiu toda Judá, deixando todo pais em ruínas. 

O declínio do Império Caldeu se dá quando o último rei Caldeu que foi o Rei Belsazar começa a gerenciar mal seu império.

Com a morte de Nabucodonosor, sua filha Nitócris reina junto com seu marido, o Rei Nabonido, Nitócris e Nabonido foram os pais de Belsazar, quando a rainha Nitócris morre, seu marido o rei Nabonido continua a reinar, neste período seu filho Belsazar reina junto com seu pai. Com o tempo, o rei Nabonido também morre e seu filho Belsazar reina sozinho em Babel, com a morte de seus pais, seu reinado é um reinado ruim e desastroso.

No ano 539 a.C. o rei indolente Belsazar dá uma festa para seus lordes, o número destes convidados de alta classe é de mil pessoas, animado pelo vinho, mandou trazer os vasos sagrados que o seu "pai" (ou, mais precisamente, avô) Nabucodonosor havia pilhado do templo de Jerusalém, e, com seus príncipes, bebeu neles. De repente, apareceu uma mão, que escreveu na parede o julgamento de Deus. As palavras eram Mene, Tequel e Parsim. Como ninguém descobriu o significado das palavras, chamaram um ex-sábio do rei Nabucodonosor, Daniel, que interpretou as escritas; na mesma noite, o reino dos caldeus chegou ao fim, e o rei foi morto no ano de 539 a.C. O reino foi tomado por Ciro da Tribo dos Aquemênidas e Rei dos Medos.

Sobre a Queda de Jerusalém, ler;

Jeremias 39 - 46 - 52

2Reis 25 

2 Crônicas 36

Durante muito tempo, a ausência de registros arqueológicos do nome do Rei Belsazar pôs em dúvida o texto do Livro de Daniel, porém em 1854 Sir Henry Rawlinson encontrou uma inscrição de Nabonido na qual ele se referia ao seu filho mais velho. No final do século XIX, foram encontrados documentos de recibos e contratos, com a data do terceiro ano de Marduquesaruzur, que corresponde a Belsazar.

sábado, 16 de dezembro de 2023

ASSÍRIA

 


O Reino da Assíria foi um grandioso império que abalou o mundo de sua época. Mas nem sempre foi assim, no começo o povo da Assíria era um povo pacato e manso.

Os assírios moravam no Norte da Suméria, e o terreno lá é montanhoso, seco e árido, que dificulta a pastagem e a agricultura, mas os assírios faziam o que davam para viver.

Acontece que eles começaram a ser invadidos e escravizados por muitos povos e nações, com o tempo, os assírios perceberam que se eles não fizerem alguma coisa, sua sina nunca iria mudar, então eles juntaram dinheiro, começaram a estudar as nações que estavam ao seu redor, estudaram a forma de organizar um exército, treinaram técnicas de lutas, fizeram armamentos e se dedicaram a também estudar estratégia de guerra. Também começaram a guardar munições, comida e começaram a se organizar.

Mas se eles moravam em uma região tão ruim, por quê eles foram invadidos? Eles foram invadidos devido ao que havia na região. O norte da Suméria que é onde eles moravam, tinha muito bronze onde eles obtinham o estanho. Criavam e comercializavam Gado, Ovelha, Cabras, etc. Os ricos moravam próximos ao Rio Tigre, já os pobres moravam nas regiões próximo às montanhas, sem contar que a região estava em um local estratégico para rotas comerciais.

O tempo passou e os Assírios agora estavam prontos a pararem de serem conquistados e passarem a ser conquistadores, e assim fizeram. O Império Assirio se ergueu efetivamente por volta de 1.300 a.C. e perdurou até 612 a.C. totalizando 688 anos de Império no Mundo, o povo da Assíria era Semita e seus reis eram todos guerreiros, este império foi um império cruel, sanguinário e violento. Os assírios caracterizaram-se, sobretudo, por serem uma nação de guerreiros, isto é, estavam enquadrados em uma sociedade militarizada, governada por uma aristocracia militar altamente organizada. O império Assírio era uma perfeita máquina de guerra. Para evitar revoltas ou insurreição dos povos que conquistavam, os assírios deportavam a população de sua região originária e levavam-nos como escravos para outras partes do império. Essa estratégia desagregava as outras culturas, retirava-lhes a unidade e impedia-as de se reorganizarem.

Os assírios com sua máquina de guerra extremamente violenta, causava medo nas outras nações, tinham países que se entregavam para os Assírios só pela sua fama, isto acontecia porque seu exército não hesitava em decapitar, empalar, castrar, enforcar, queimar, afogar, estrangular, estuprar, esquartejar e torturar seus inimigos. Alguns de seus escravos eram oferecidos em oferta ao deus Assur, no caso, eles queimavam pessoas em homenagem ao deus Assur Aš-šhur. O deus principal dos Assírios era o deus Assur, o deus Assur era o deus do Sol, deus da luz, deus da sabedoria e do conhecimento, também era o deus da guerra. O deus Assur foi marido da deusa Ninlil, a deusa Ninlil era a deusa da cura, deusa mãe.

O Reino da Assíria que até então era o Reino mais poderoso do mundo começou a ter muitas brigas internas entre seus governantes, algumas nações que estavam sob o domínio Assírio, começou a se rebelar, sem contar que a corrupção e mal governo de seus últimos reis somaram para a queda deste grande império.

Os últimos reis da Assíria foram o Rei Sin Sariscum SÎN-ŠAR-IŠKUN, quer dizer "Sim Estabeleceu ou Confirmou o Rei" e o Rei Assur Ubalite, ambos estes reis enfrentaram as tropas de Nabopolasar rei da Caldeu e pai de Nabucodonosor, o penúltimo Rei da Assíria o Rei Sin Sariscum até que tentou derrotar Nabopolassar, mas ele teve outra briga interna com seu irmão Aššur Etil Ilāni que reinava em outra parte do País, ambos eram filhos do grande Rei Assur Banípal, quando Assur Banípal morre, os irmãos brigam pelo poder. Nessa briga entre os irmãos, Sin Sariscum vence seu irmão Aššur Etil Ilāni que morre em 627 a.C.

O Rei Sin Sariscum morre em  612 a.C. em seu lugar reina o Rei Assurubalite, que pega um reino devastado, endividado, fraco e decadente.

As principais cidades da Assíria eram as cidades de Assur e Nínive, inclusive o profeta Jonas foi pregar nesta cidade; (ver livro profeta Jonas), o profeta Naum profetizou contra esta cidade (ver profeta Naum).

No ano 722 o Rei Salmanaser SALMĀNU-AŠARĒD 'Salmanu é o Principal' derrota Samaria, o último Rei de Samaria foi o Rei Oséias que não obedeceu a Deus, por conta disso, Salmanasser invadiu Samaria e devastou toda a região 2 Reis 17:1-4 ele levou o povo de Israel cativo para seu império, espalhando o povo. (ver 2Reis 17). O livro de Tobias registra que o povo de Israel realmente estava na Assíria (ver livro de Tobias).

Nessa época Samaria era a capital de Israel, tendo seu templo sagrado no Monte Gerizim. Salmanaser levou o povo de Israel (Samaria) como cativo e espalhou o povo por seu império 2 Reis 17: 6,7 (ver 2 Reis 17). Salmanasser mandou queimar toda Samaria, destruiu o Templo Sagrado que ficava no Monte Gerizim e destruiu todo Israel, deixando todo pais em ruínas.

ELAMITAS

 


Os Elamitas foram um povo antigo que viveu no Planalto Iraniano, ao sul do atual Irã. 
A civilização Elamita remonta desde 6 a 5 mil anos a.C. eles são a primeira civilização conhecida na região do atual Irã, ainda no final do Neolítico, tendo como capitais Anshan e depois Susa.
Segundo relatos bíblicos de Gênesis 10;22, Elam seria filho de Sem e neto de Noé. Portanto, seus descendentes seriam contados entre as nações semitas. 
Os Elamitas foram rivais dos Sumérios, Acádios, Mitanis, Hurritas, Amoritas, e Cassitas na disputa pela hegemonia da região da Suméria.
O Rei Sutruque-Nacunte Rei de Elam, por fim, derrota o último Rei Cassita, que foi o Rei Enlil Nadin Ahhe que reinou 2 anos. 
Os Elamitas falavam uma língua aglutinante, de afinidades desconhecidas, chamada Elamita. 
Foi a língua oficial do Império Aquemênida do século VI ao IV a.C.. Os registros escritos mais recentes do idioma datam da conquista do Império Aquemênida por Alexandre, o Grande. 
Os Elamitas viveram entre 2.500 a.C. e 539 a.C.. 
Em Atos 2,9, é destacado que haviam Elamitas presentes na descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes. 
O último Rei Elamita foi o Rei Tamaritu II que perdeu seu reinado para o Rei Assírio, Assurbanipal, no ano 647 a.C.. Por fim, os Elamitas foram derrotados Nabucodonosor II da Caldéia, o mesmo Nabucodonosor que capturou o Reino de Judá. 

HITITAS

 

"Os hititas foram um povo indo-europeu que se estabeleceu na região da Anatólia, também conhecida como Ásia Menor (atual Turquia), provavelmente antes de 2000 a.C. A partir de 1700 a.C., eles formaram um grande império na região, que chegou a rivalizar com o Império Egípcio (inclusive travando guerras contra eles). A Civilização Hitita exerceu sua hegemonia na região até aproximadamente 1200 a.C., quando foram conquistados pelos assírios.

As primeiras evidências da existência dos hititas foram localizadas ainda no século XIX, no entanto, a comprovação acerca desse povo aconteceu em dois grandes momentos. Primeiramente, em 1906, o arqueólogo alemão Hugo Winckler descobriu mais de 10 mil tábuas escritas pelos hititas.

As tábuas encontradas por Winckler registravam informações importantes da história dos hititas e de suas transações comerciais, por exemplo. O conhecimento sobre o conteúdo dessas placas só foi possível pelo trabalho do linguista checo Bedrich Hrozny, que, em 1916, conseguiu decifrar o idioma hitita e identificou-o como uma linguagem indo-europeia.

O trabalho de Hrozny pôde ser feito graças à tradução do trecho em hitita `Nu Ninda-An Ezzateni, Vatar-Ma Ekuteni’, que significa “você comerá pão, você beberá água”. A partir disso, ampliou-se a compreensão dos historiadores sobre a trajetória da civilização formada pelos hititas.

A história dos hititas foi organizada pelos historiadores com a seguinte cronologia:

Antigo Império Hitita (1700-1400 a.C.)

Médio Império (1400-1343 a.C.)

Novo Império ou Império Hitita (1343-1200 a.C.)

O Antigo Império iniciou-se aproximadamente em 1700 a.C., com a fixação dos hititas na região e com a formação de um império. O estabelecimento dos hititas aconteceu a partir das campanhas promovidas contra os Hatitas, um povo natural da região da Anatólia. Os ataques dos hititas concentraram-se contra a capital Hatita, que se chamava Hattusa.

Com a derrota dos Hatitas e a destruição de sua capital, os hititas reconstruíram-na pouco tempo depois e fizeram dessa cidade a capital de seu império. A conquista de Hattusa e a fundação do Império Hitita deram-se sob a liderança do rei Hatusil I. Atribui-se a esse rei o mérito de ter conseguido unificar o reino hitita e ter governado as grandes cidades da região com a ajuda de seus familiares.

Dessa forma, os hatitas foram gradualmente assimilados pelos hititas, e os historiadores afirmam ter existido uma grande influência da cultura hatita na cultura hitita. No entanto, sobre o curto período do Médio Império, o conhecimento desses especialistas é extremamente limitado por causa da falta de fontes com informações dessa fase da história dos hititas.

Durante o Novo Império, os hititas alcançaram o seu auge, principalmente durante os anos de reinado do rei Supiluliuma I, considerado o mais importante e mais poderoso rei dos hititas e que teria assumido o poder em 1344 a.C. Sob o governo dele, os hititas conseguiram derrotar o Reino dos Mitani (reino dos hurritas), transformando seus habitantes em vassalos.

Além disso, durante o reinado de Supiluliuma I, os hititas conquistaram os territórios do Levante (que corresponde a parte do Líbano, Síria e Israel). Essa região era controlada pelos egípcios, que foram sucessivamente derrotados com o crescimento e fortalecimento do exército dos hititas. Supiluliuma I ampliou seu ataque contra os egípcios após um de seus filhos ter sido morto por um general do exército egípcio.

Na campanha militar contra os egípcios, o rei Supiluliuma I morreu vítima de uma praga que se espalhou na região em 1322 a.C.. O seu filho, Arnuwanda II, sucedeu-o durante um breve período como rei hitita, porém também foi vítima da praga, e o poder passou para Mursili II, o filho mais novo de Supiluliuma I. Mursili II foi rei hitita no período de 1321 a.C. a 1295 a.C.

O reinado de Mursili II também foi bastante próspero, com o rei garantindo o controle sobre as terras já conquistadas e dominando novos territórios. Durante esse reinado, os historiadores acreditam que os hititas travaram guerras contra um povo chamado Ahhiyawa, que, muito provavelmente, trata-se dos micênicos. Existe, inclusive, uma teoria que afirma que a Guerra de Troia foi, na verdade, uma guerra travada entre micênicos e hititas na Ásia Menor.

Após os reinados de Supiluliuma I e Mursili II, os hititas entraram em um processo de decadência, que coincidiu com o fortalecimento dos assírios na Mesopotâmia. A região foi gradualmente conquistada por esse povo, e a capital Hattusa foi destruída por volta de 1200 a.C. Os historiadores acreditam que a região de Hattusa permaneceu esvaziada até por volta de 800 a.C.

O último rei Hitita foi o Rei Supiluliuma II que pode ter sido morto no grande saque de Hatussa em 1190 a.C. Hatussa foi destruída e ficou por mais de 500 anos abandonada, foi reocupada pelos Frígios, por Cuzi Tessube, um governante de Carquemis e descendente de Supiluliuma II. 


Os hititas e a Bíblia

Os hititas são mencionados na Bíblia em diversas passagens, com algumas traduções da Bíblia usando a denominação heteus. São listados no livro de Gênesis 10,15 (a tabela das nações) como a segunda das doze nações cananeias, descendentes de Hete (חת ḤT no alfabeto hebraico de consoantes). Sob os nomes בני - חת (BNY-HT "filhos de Hete") ou חתי (HTY "nativos de Hete"), eles são mencionados várias vezes como vivendo em ou próximo a Canaã, desde o tempo de Abraão (estimado entre 2 000 a.C. e 1 500 a.C.) até o tempo de Esdras após o retorno do cativeiro babilônico (cerca de 450 a.C.). Hete (hebraico: חֵת, moderno: Het, Tiberiano: Ḥēṯ) é descrito em Gênesis como sendo um dos filhos de Canaã, filho de Cam, filho de Noé.

Os hititas são contados desse modo entre os Cananeus. São descritos geralmente como pessoas que viveram entre os Israelitas mas que tinham seus próprios reis e território, e eram suficientemente poderosos para pôr um exército sírio em fuga segundo o registro bíblico. Urias, marido de Betsabá, era hitita segundo a Bíblia (Segundo Livro de Samuel).



quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

EGITO - KHEMET

 



Os Egípcios são originalmente conhecidos como Khemet que quer dizer, Quente, referindo-se ao povo Negro que mora na região. O Kemet ou Egito fica na África, portanto, o povo que morava lá naquela época era Negro, Preto, Escuro.

A vida egípcia estava regulada pelas cheias do rio Nilo. Quando as águas voltavam ao leito normal deixavam o solo recoberto com um limo que fertilizava a terra para a agricultura.

Os egípcios no começo usavam o sistema de escrita dos Sumérios, com o tempo eles formularam seu próprio sistema de escrita.

O Egito Antigo foi formado a partir da mistura de diversos povos, a população era dividida em vários clãs, que se organizavam em comunidades chamadas nomos. Estes funcionavam como se fossem pequenos Estados independentes.

Por volta de 3500 a.C., os nomos se uniram formando dois reinos: o Baixo Egito, ao Norte e o Alto Egito, ao Sul. Posteriormente, em 3200 a.C., os dois reinos foram unificados por Menés, rei do alto Egito, que tornou-se o primeiro faraó, criando a primeira dinastia que deu origem ao Estado egípcio.

Começava um longo período de esplendor da civilização egípcia, também conhecida como a era dos grandes faraós.

A antiga sociedade egípcia estava dividida de maneira rígida e nela praticamente não havia mobilidade social.

No topo da sociedade encontrava-se o Faraó e sua imensidão de parentes. O faraó era venerado como um verdadeiro deus, pois era considerado como o intermediário entre os seres humanos e as demais divindades. Por isso, era uma monarquia teocrática, ou seja, um governo baseado nas ideias religiosas.

Abaixo do faraó e de sua família vinham as camadas privilegiadas como sacerdotes, nobres e funcionários. Na base da pirâmide social egípcia estavam os não privilegiados que eram artesãos, camponeses, escravos e soldados.

Os sacerdotes formavam, junto com os nobres, a corte real. Tanto a nobreza como o sacerdócio eram hereditários compondo a elite militar e latifundiária.

Os escribas estavam a serviço do Estado para planejar, fiscalizar e controlar a economia. Por isso, sabiam ler e escrever e eram eles que anotavam os feitos do faraó durante o seu reinado. Estes textos seriam colocados nos seus túmulos quando morressem.

Já o exército era constituído por jovens que eram convocados em tempo de guerra e soldados mercenários estrangeiros contratados pelo Estado.

Por sua parte, os artesãos eram trabalhadores assalariados que exerciam diferentes ofícios como cortadores de pedra, carpinteiros, joalheiros, etc. Os camponeses formavam a maior parte da população, trabalhavam na agricultura, na criação de animais e deviam pagar altos impostos.

Na sociedade egípcia, as mulheres tinham uma posição de prestígio. Podiam exercer qualquer função política, econômica ou social em igualdade com os homens de sua categoria social. Isto significava, inclusive, que poderiam ser faraós, como foi o caso de Cleópatra.

Os egípcios, como todos os povos da Antiguidade, eram ótimos astrônomos e observando a trajetória do sol dividiram o calendário em 365 dias e um dia em 24 horas, que é usado até hoje pela maioria dos povos ocidentais.

Na medicina, os egípcios escreveram vários tratados sobre remédios para cura das doenças, cirurgias e descrição do funcionamento dos órgãos. Também existiam os médicos especialistas e seus ajudantes, equivalentes aos atuais enfermeiros.

Na escrita, a sociedade egípcia desenvolveu a escrita pelos hieróglifos. Estes eram figuras de animais, partes do corpo ou objetos do cotidiano que era utilizado para registrar a história, os textos religiosos, a economia do reino, etc.

A principal arte desenvolvida no Egito Antigo foi a arquitetura. Profundamente marcada pela religiosidade, as construções voltaram-se principalmente para a edificação de grandes templos como os de Karnac, Luxor, Abu-Simbel e as célebres pirâmides de Gizé, que serviam de túmulos aos faraós, entre as quais se destacam Quéops, Quéfren e Miquerinos.

A terra pertencia ao faraó e os camponeses eram obrigados a dar parte de seus produtos para o Estado em troca do direito de cultivar o solo. No entanto, a construção de diques, reservatórios e canais de irrigação era tarefa do Estado, que empregava tanto mão de obra livre quanto escrava para fazê-lo.


SUMÉRIA - ÙĜ SAĜ GÍG GA

Os Sumérios são de longe a civilização organizada mais antiga que existe.

Suméria em sumério: 𒋗𒈨𒊒;  ki-en-ĝir; em hebraico: שִׁנְעָר‎;  Šinʿar, que é a bíblica Sinar; em egípcio: Sangar; em hitita: Šanhar(a); em acádio: Šumeru ou Shumer , lit. "terra de reis civilizados" ou "terra nativa".  Os Sumérios referiam-se a si próprios como ùĝ saĝ gíg-ga, numa transcrição fonética uŋ saŋ giga, literalmente "o povo de cabeça negra". Querendo dizer assim, que este povo é Negro, Preto, Escuro.

As comunidades Sumérias eram cidades organizadas em torno de um templo e governadas por um sacerdócio. Dessa forma, a maior parte do povo da comunidade era considerada serva-escrava do deus do templo, devendo dedicar suas vidas a agradar os deuses. O papel do sacerdócio era evitar que problemas causados por deuses descontentes afligissem as cidades.

A estrutura política da Suméria era cidade-estado independente.

"Um dos poucos pontos em comum partilhados pelas cidades Sumérias era o próprio idioma Sumério, uma vez que essas cidades constantemente travavam guerras entre si para impor sua hegemonia sobre a região e para garantir acesso às terras mais férteis. Por causa disso, uma cidade-estado Suméria era extremamente fortificada e possuía muralhas altas.

Nas cidades Sumérias, houve um processo que causou desigualdade social, com a ascensão de uma elite que controlava grande quantidade de terras. Esse processo, especulam os historiadores, provavelmente iniciou-se ainda no período dos Ubaídas e intensificou-se com os Sumérios.

Cada cidade Suméria era governada por um rei, e o primeiro registro que se tem a respeito de um rei refere-se a Alulim de Eridu, segundo a Lista de Reis da Suméria, Alulim foi o primeiro governante Sumeriano, ele teria governado a cidade de Eridu por 28,800 anos, de 454 600 até 388 800 a.C. Segundo a lenda, o Deus Enk, o deus das águas doces, trouxe a civilização para a Suméria. 

Alulim de Eridu, o mítico Adapa e o bíblico Adão, podem ter sidos a mesma pessoa, não se sabe ao certo, contudo, depois de mais de 28 mil anos de reinado, o rei Alulim foi precedido pelo rei Alalngar de Eridu, que foi o segundo rei de Eridu e da Suméria, segundo consta, Alalngar reinou por 36.000 anos.

Os reis Sumérios moravam em luxuosos palácios, enquanto a maioria da população formada por camponeses viviam em casas de palha. As cidades Sumérias também possuíam grandes templos dedicados aos deuses, chamados Zigurates.

Os reis Sumérios eram chamados de Lugal, Lugal  é o termo Sumério para "rei, governante". Literalmente, o termo significa "grande homem". Em sumério, lu  é "homem" e gal é "grande" ou "enorme".

A palavra Patesi ou Ensi quer dizer "Senhor da lavoura" é um termo usado para designar o chefe político-religioso de dado império que viveu na região. O Patesi alegava ser o vice-rei na terra de seu deus, e que ainda estava dentro do limite de seus próprios domínios. Uma inscrição confirma a sugestão de que não havia grande distinção entre os títulos de Lugal e Patesi.

Dingir (em sumério:  DIĜIR, Dinguir) é o termo que traduz, na língua Suméria, a palavra deus ou deusa. 

O símbolo cuneiforme por si só era originalmente um ideograma para a palavra suméria am ("céu" ou "firmamento"); seu uso foi estendido a um logograma para a palavra dingir ("deus" ou "deusa") e a suprema divindade do panteão sumério, Am, e um fonograma para a sílaba /an/. O acadiano assumiu todos esses usos e adicionou-lhes uma leitura logográfica para o "ilum" nativo e de que uma leitura silábica de /il/. Na ortografia hitita, o valor silábico do sinal era novamente apenas /an/.

O conceito de "divindade" em sumério está intimamente associado com o céu, como é evidente pelo fato de que o signo cuneiforme dobra como o ideograma para "céu", e que sua forma original é a imagem de uma estrela. A associação original de "divindade" é assim com hierofanias "brilhantes" no céu

Os Sumérios usavam a palavra Yaru par se referir ao mundo dos mortos ou ao mundo dos Espíritos.

Os Sumérios são os percursores do que se conhece como cidades, pois eles inventaram a Escrita, os Números, a Matemática e todo Sistema Decimal, eles inventaram o Dízimo, o Batismo nas Águas, a Agricultura, o Arado, inventaram a Roda, a Enxada, Picareta, as Estradas, o que se conhece hoje como Boulevard é invenção Sumeriana, ele inventaram as Bigas, inventaram todo o Corpo Jurídico, como os Códigos de Leis com seus Artigos e Incisos, Juiz, Advogado de defesa, Promotoria, inventaram a Arquitetura, a Geografia, inventaram o calendário como os 12 meses do ano, o dia de 24 horas tendo 12 horas para o dia e 12 horas para a noite, os 7 dias da semana, inventaram os feriados os anos bixestos, inventaram a Astrologia e a Astronomia, descobriram os Planetas, as fases da Lua, as estações do Ano, inventaram a Escola, o método como fazemos contas hoje é invenção dos Sumérios, eles inventaram a Aritmética, o que se chama de Teorema de Pitágoras é invenção dos Sumérios, a fórmula de Báskara é outra invenção dos Sumérios, eles inventaram as frações, a divisão, subtração e soma, inventaram a raiz quadrada, inventaram régua, a geometria, inventaram o que conhecemos como compasso, transferidor, inventaram o astrolábio e sextante, inventaram a cerâmica, inventaram os tijolos, inventaram o relógio de sol, foram os construtores das primeiras pirâmides que são conhecidas como ziguratis, a irrigação do solo, a medicina, faziam cirurgias como a trepanação, cirurgia do coração, faziam circuncisão, inventaram a poesia, inventaram o sistema de esgoto fazendo tratamento dos rios Tigres e Eufrates, eles tomavam banhos diários, cuidavam da higiene bucal, nas casas dos ricos já tinha água encanada, etc.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

HISTÓRIA ANTIGA


História Antiga ou Idade Antiga, é um período histórico que abrange mais ou menos de 4 Mil a.C. com o aparecimento da Escrita com os Negros Sumerianos e vai até o ano 476 d.C. com a queda do Império Romano do Ocidente, na Itália.

A História Antiga ou Idade Antiga é um período longo, é um período que dura mais de 6 mil anos, só não é mais longo que a Pré-História.

A História Antiga ou Idade Antiga, é o período histórico que remonta o final do Neolítico, pois foi nesse período que surge com o povo Negro Sumeriano a agricultura, o arado, a pecuária, a roda, casa de tijolos e, a escrita.

Quando surge a escrita com o povo Negro Sumeriano ainda no Neolítico, dizemos que existe uma história, pois temos um registro escrito, sendo assim, temos uma história, e é antiga, pelo simples motivo deste povo ser de um período muito arcaico.

Com o registro escrito, temos por tanto uma história, por assim dizer, apesar de que muitos povos nesse período ainda viverem no Neolítico, ou seja, Pré-História.

Nesta fase de nosso estudo, conhecemos os povos desse longo período histórico, tais como: Sumérios, Acádios, Amoritas, Cassitas, Assírios, Chineses, Hindus, Egípcios, Persas, Hititas, Cretenses, Hebreus, Catargineses, Romanos, Gregos, etc.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

IDADE DOS METAIS

 


A Idade dos Metais é o período do Neolítico onde o ser humano começa a fundir os metais, ou seja, a Metalurgia.

Nesse período a mudança social ocorre mais uma vez, pois os objetos e ferramentas que eram feitos de ossos ou pedras, agora eram feitos de metal, dentre estes objetos, incluímos o arado, que antes era de madeira, arco e flecha, facas, agulhas que eram feitos de ossos, lanças, bijuterias ornamentais, etc.

O primeiro metal que o ser humano utiliza na metalurgia é o Cobre, centenas de anos depois, o homem utiliza o Estanho, com o passar dos séculos, ele mistura o Estanho e o Cobre, nesse resultado, tem-se o Bronze, que é mais duro e resistente.

A Metalurgia surgiu na Suméria, no Neolítico, os Negros Sumérios já eram a civilização mais avançada do planeta, não demorou muito para eles inventarem a escrita ainda neste período do Neolítico.

As cidades fixas, como também a forma de vida sedentária era absurdamente melhor que o estilo de vida nômade, mas ainda a vida nômade era dominante neste período, mas a partir destas revoluções tecnológicas ocorridas nas cidades, o estilo nômade começou a declinar, contudo, ainda nos dias de hoje, temos sociedades que ainda tem o antigo estilo nômade de viver, e não são poucas, temos como exemplo os: Banjara (ciganos da Índia), Beduínos Árabes que vivem em desertos do Oriente Médio e Norte da África, Aborígenes Australianos, Tribos do Tibete e Mongólia, algumas tribos Brasileiras e do Continente Americano, etc.

De uma certa forma, a Pré-História ainda existe para alguns povos ainda nos dias de hoje, pois muitas civilizações ainda tem o antigo estilo de vida rudimentar, por assim dizer, onde não fazem o uso da escrita e mantém a maneira de viver de seus antigos ancestrais.

 

 

PERÍODO MESOLÍTICO

 

O nome Mesolítico é grego, este nome quer dizer Pedra Média, de onde Meso quer dizer Médio e Lithos quer dizer Pedra. É o período entre o Paleolítico e o Neolítico.

Nesse período da história da humanidade, o homem ainda é nômade e fica vagando de região em região procurando caça, pesca e melhores recursos para sua subsistência, entre as fazes do Paleolítico e Neolítico, uma pequena e ínfima parte de pessoas, não querem mais ter uma vida nômade, estas querem ficar morando em um lugar fixo, sendo sedentárias. Isso acontece por vários motivos:

Algumas pessoas ficaram irritadas por ficarem vagando atrás de comida, água e proteção, romper com o costume milenar de vida nômade não foi fácil, teve resistência da sociedade itinerante que já tinha por milhares de anos o costume de ter este estilo de vida, tal mudança trouxe atritos ferozes por parte da cultura da época. A poucas pessoas que não queriam mais este estilo de vida, começaram a ficar onde estavam, não queriam prosseguir com a maioria dos bandos, estas que ficaram, deram adeus a seus parentes e amigos, muitos destes nunca mais se viram, cada qual seguiu-se com sua vida.

Estes poucos e raros que romperam com a sociedade andarilha dominante da época, realmente não abriram mão de seus objetivos, que era de ficar morando fixo onde estavam, com isso, foi se fazendo uma nova sociedade, que era a sociedade sedentária, onde o ser humano fica vivendo no mesmo lugar, até sua morte.

Estas pouquíssimas pessoas, sem querer, mudaram a forma de se viver, pois hoje, a maioria das pessoas moram no mesmo lugar, somos hoje uma sociedade sedentária, fixa, que vive no mesmo lugar, até nossa morte.

Na época não foi assim tão fácil, pois romper com o status quo da época, significava romper com o antigo costume, estas pessoas se fixaram em vários lugares do planeta, e temos registros arqueológicos de pessoas ou comunidades morando em montanhas, cavernas, desertos, lugares gelados, florestas, como também registros de pessoas ou comunidades vivendo próximos de lugares marítimos e próximos dos rios.

É claro que a maioria dos seres humanos da época, ainda tinha o costume de ter o estilo de vida nômade, e um costume milenar, não iria mudar assim tão de repente.

Todos os tipos e estilos de moradias sedentárias tiveram suas inovações, evoluções e melhorias com o passar do tempo, mas os seres humanos que moravam perto dos rios, se saíram melhor no quesito inovação, evolução e progresso.

Foi às margens desses rios que a humanidade deu o pontapé inicial do que chamamos hoje de cidades, rios onde começou a civilização fixa ou sedentária.

 

Rios Tigre e Eufrates - Suméria 

A Civilização Sumeriara surgiu através dos Rios Tigre e Eufrates.

 

Rios Ganges e Shindhu ou Indo - India

A Civilização da Índia surgiu através dos Rios Ganges e Shindhu

O nome da India vem através do Rio Indo ou Shindhu portanto o nome do País original é Shindhu.

 

Rio Amarelo ou Huang He e Rio Azul ou Yangtzé - China 

A China surgiu através do Rio  Huang He Amarelo e do Yangtzé Rio Azul

 

Rio Nilo - Egito

Através do Rio Nilo que surgiu o Egito. O nome original do Egito é Khemeth.


Estes povos criaram grandes cidades e, portanto, grandes civilizações, mas o povo que morou perto dos rios Tigre e Eufrates foram mais inovadores, foram mais inventivos e tiveram mais sucesso do que os outros povos. O povo da Suméria cria a Agricultura e com a agricultura, eles começam a criar animais, estas técnicas revolucionam a forma do homem viver, e a partir disso, nascem às cidades.

Tudo que se conhece por cidade como temos hoje, se deve ao povo Sumério os ÙĜ SAĜ GÍG GA e estas inovações, com o passar do tempo, foram chegando às outras civilizações que moravam perto desses rios, e por conseguinte foi se espalhando para o resto da humanidade.

Entre o Paleolítico e o Neolítico, poucas pessoas ousaram em romper com o antigo regime Nômade e montaram o novo regime Sedentário que dura até atualmente, é uma das maiores mudanças ocorridas na história da humanidade.

 

IDADE DA PEDRA POLIDA - NEOLÍTICO

 

O nome Neolítico quer dizer Pedra Nova, é um termo grego de onde Neo quer dizer Novo e Lithos, quer dizer Pedra. O temo Pedra Polida é por devido ao uso da pedra de uma forma mais ornamental.

Ninguém sabe ao certo quanto tempo durou a fase Neolítica ou Pedra Polida, uns dizem 20 mil anos de duração, outros dizem 18 mil anos, há quem diga de 10 mil ou 8 mil anos de duração, é certo e honesto dizer que não se sabe quanto tempo durou de fato.

Nesse período o ser humano melhorou os aspectos religioso e mitológicos, a caça e a pesca eram mais frequentes e melhores, pois o ser humano já dominava as técnicas de caça e pesca, com o domino do fogo desde o paleolítico, o ser humano assava ou cozinhava carnes, o que melhorou suas dieta e digestão, frutas e legumes eram coletados de uma forma melhor, e o ser humano já dominava boa parte dos animais.

Com melhores instrumentos e ferramentas de caça e pesca, o ser humano podia vagar para lugares mais longes à procura de alimentos, com isso, à exploração do planeta fica intenso. A vida nômade melhora, e outras técnicas comandam a forma de vida do ser humano, que são a Agricultura e a Pecuária. A tecelagem era conhecida desde o Paleolítico, e nesse período a técnica melhora substancialmente.

No período Mesolítico nascem a Agricultura e a Pecuária na Suméria, e os Sumerianos também desenvolvem a roda, porém, mesmo com a insistência de algumas pessoas a se dedicarem ao sedentarismo, às vezes, as mesmas tinham que migrar, pois dependendo de onde eles estavam morando, ou dependendo do clima, as plantações e os animais não davam a produção que eles tanto precisavam.

Devemos entender que os seres humanos deste período falavam todos uma mesma língua, pois seria difícil, senão complicado, estes se entenderem.  A religião e o culto aos mortos, como também a mitologia, estavam muito bem solidificadas na sociedade deste período.

 

IDADE DA PEDRA LASCADA - PALEOLÍTICO

 

O nome Paleolítico quer dizer Pedra Antiga, de onde Paleo ou Palaiós  do grego quer dizer Antigo e a palavra Litos ou Lithos quer dizer Pedra. Já o termo Lascado, era porque o ser humano lascava ou seja,  batia, esfregava as pedras para moer, fabricar instrumentos rudimentares para poder se virar.

É o período arcaico da humanidade, o ser humano era mais uma presa dos animais caçadores, vivíamos em bandos sobrevivendo e não vivendo. Comíamos restos de caça, ou seja carniça e disputávamos com outros animais o que sobrava da caça, como também pegávamos (coletávamos) frutas e legumes.

O ser humano nesta fase é dominado, tinha medo da noite, da morte, do frio e do calor extremos, ele também tinha medo dos terremotos, chuvas e tempestades e do fogo, todos os animais, incluindo o homem, tinham medo do fogo.

A religião o culto aos mortos e a mitologia nascem nesse período, como também a hierarquia social e a técnica da tecelagem (costura) mas tudo isso só é possível, quando o homem faz sua maior revolução na época, que é o Domínio do Fogo e, a partir desse período, o ser humano é o único animal do planeta que começa a não temer mais o fogo.

Foi através do domínio do fogo que o ser humano consegue seus grandes feitos, sem o domínio do fogo, não haveria nenhuma tecnologia ou melhoria.

Mas ainda assim, o ser humano é mais um dos muitos bandos de animais nômades, dormia em árvores, na selva, grutas, cavernas ou ao ar livre mesmo.

Para se proteger das chuvas do frio e de animais ferozes, lugares como cascas de árvores, grutas, cavernas e até buracos no chão, serviam de abrigos. Não é errado dizer que esta fase da humanidade é conhecido como Homem das Cavernas.

Porém o nome que damos para esse período de Pedra Lascada não é a toa, pois o homem se lascava mesmo, e também lascava às pedras, batendo, esfregando as mesmas, eles fizeram os primeiros instrumentos ou ferramentas rudimentares para sua sobrevivência, tais como: flechas, facas, agulhas, anzóis, e nessa fase ele começa a desenhar nas paredes das cavernas, caçar, pescar, etc. Mas ainda era coletor de alimentos e era nômade.

Com o domínio do fogo, a humanidade começa seu domínio sobre os animais e por toda vida na terra, o domínio do fogo é a maior revolução da humanidade, na verdade, é a maior revolução da história de todos os tempos, nenhuma tecnologia até hoje não superou a técnica de domino do fogo, pois todas as coisas que foram criadas, inventadas ou dominadas, vieram a partir do domínio do fogo. Nada supera e nem irá superar a maior técnica revolucionária da humanidade.

É certo dizer que o domínio do fogo é a maior revolução tecnológica feita pelo homem, nenhuma outra técnica impactou a humanidade de uma forma tão revolucionária quanto ao domínio do fogo feita ainda no período Paleolítico ou Pedra Lascada.

 

PRÉ - HISTÓRIA

A Pré-História é o período que abrange milhares de anos, até o aparecimento da escrita.

Ninguém sabe ao certo como surgiu a vida na Terra, religiosos, cientistas e estudiosos afins, procuram cada um à sua maneira, explicar a origem da vida no nosso planeta, mas ninguém pode provar e nem confirmar.

Nem tem como confirmar também a tal "evolução do homem", a saber: os Hominídeos, o Australopithecus, Pithecanthropus Erectus, Homem de Java, Homem de Pequim, Homem de Neandertal, Cro-Magnon, Homo Sapiens, etc. Pois foi provado que há farsas nestas supostas e duvidosas teorias, e tudo isso não passam de teorias forjadas e inventadas.

Veja o Link para ver o Vídeo: A FARSA DA EVOLUÇÃO DO HOMEM - https://youtu.be/rc4EQvjNlKU

É honesto dizer que não sabemos nada sobre o aparecimento do ser humano, mas especular não é errado, só não pode confirmar o que não é possível confirmar.

Dito isso dizer que tudo que envolve nossa sociedade atual, vem da pré-história e é o assunto que iremos abordar a partir de agora.

Antes de aparecer a Escrita na Suméria, o ser humano ao longo do tempo vinha tendo seus hábitos e seu modo de vida, registros que são achados nesse período, nós os historiadores chamamos de Pré-História. Ninguém sabe ao certo quanto tempo durou esta fase do ser humano, e não se sabe, por justamente não existir registros escritos.

A pré-história é dividida em três períodos, que são:

Idade da Pedra Lascada ou Paleolítico - Idade da Pedra Polida ou Neolítico e Idade dos Metais. Tem também o período Mesolítico que não é tão conhecido.

Neste curso, vamos abordar separadamente destes períodos, para melhor aprendizado.

É na pré-história que temos os nascimentos da: Religião, Mitologia, Sociedade, Agricultura, Pecuária, etc.

 

HISTÓRIA - O QUE É - DIVISÃO DA HISTÓRIA



A palavra "História" vem do grego que significa: verificação, exame, apuração, esquadrinhamento, pesquisa, observação, investigação, inquirição. No latim se diz "Historeín" e o significado é o mesmo.

História é a ciência que estuda as ações humanas no tempo e no espaço. O trabalho do historiador consiste em analisar documentos para estudar o passado. Os historiadores estudam o passado de pessoas, povos e nações para entender o presente.

A história também estuda interpreta as ações humanas e eventos que moldam nosso mundo atual. Portanto, a história não estuda somente o passado, mas também como o presente.

Ela busca investigar e analisar evidências, como documentos escritos, registros arqueológicos, vestígios materiais e relatos orais, a fim de reconstruir os acontecimentos e compreender os contextos em que ocorreram.

A disciplina histórica abrange uma ampla variedade de tópicos, como política, economia, geografia, sociologia, antropologia, arqueologia, paleontologia, cronologia, estuda também a cultura, sociedade, religião, guerra, migração e muitos outros aspectos da experiência humana. Os historiadores utilizam métodos de pesquisa e análise para examinar as fontes disponíveis e desenvolver interpretações baseadas em evidências.

Além de seu papel acadêmico, a história também desempenha um papel importante na formação da identidade coletiva de diferentes grupos e sociedades, ajudando a construir narrativas sobre o passado que moldam a visão de mundo e valores culturais.

A história é uma disciplina em constante evolução, com novas descobertas, interpretações e abordagens sendo desenvolvidas continuamente a partir do estudo e da análise crítica do passado e do presente. Sendo assim, a história nunca para, a história é uma ciência em movimento.

 

Idade Antiga

Do aparecimento da Escrita

Até a queda do Império Romano do Ocidente Italiano em 476 d.C.

 

Idade Média

Da queda do Império Romano do Ocidente Italiano em 476 d.C.

Até a queda do Império Romano do Oriente que é a cidade de Constantinopla em 1453, hoje é a cidade de Istambul na Turquia.


 Idade Moderna

Da queda do Império Romano do Oriente que é a cidade de Constantinopla em 1453, hoje é a cidade de Istambul na Turquia.

Até a Revolução Francesa em 1789.


Idade Contemporânea

Da Revolução Francesa em 1789

Até nos dias de hoje.

 

 

 

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Nzame - O Ser supremo da etnia Fang – Congo

 


Obs.: Não confunda com Nzambi, o deus dos Bakongo.


No princípio das coisas, não havia nada, nem o homem, nem animais, nem plantas, nem céu, nem terra. Mas Deus existia e se chamava Nzame.

Os três que são Nzame, nós chamamos de Nzame, Mebere e Nkwa.

No princípio Nzame fez o céu e a terra e reservou o céu para si.

Em seguida, ele soprou sobre a terra, e o chão e a água foram criados, cada qual em seu lado.

Na história, Nzame, o Criador, faz céu, terra, sol, lua, estrelas, animais, plantas – tudo.

Depois chama Mebere e Nkwa e pede suas opiniões.

Mebere e Nkwa respondem: Vemos muitos animais, mas não o chefe deles, vemos muitas plantas, mas não a senhora delas.

Então, os três que são um só, trabalharam juntos e criaram um ser quase como eles mesmos que chamaram de Fam (poder).

Um lhe deu poder, o segundo, autoridade e o terceiro, beleza.

Então os três disseram: Fique com a terra para si.

Daqui por diante você é o senhor de tudo que existe. Como nós, você tem vida, todas as coisas lhe pertencem.

Porém, Fam se tornou orgulhoso de seu poder, beleza e capacidade de derrotar todos os animais, se transformando em alguém perverso e arrogante que não queria mais cultuar Nzame, zombando dele.

Fam fazia músicas que diziam que Deus estava no céu e o homem é quem manda na terra, cada qual em sua casa, cada um por si!

Então, o Deus que se chamava Nzame fez fogo cair do céu sobre a terra: as plantações queimaram como tochas enormes, as árvores arderam, tudo se ressequiu, animais, pássaros, peixes... todos foram aniquilados, tudo estava morto.

Mas Deus tinha dito para Fam, quando o criou:

Nunca morrerás. Então, o primeiro ser ardeu em chamas, mas não morreu.

Nzame olhou para terra queimada, preta, sem forma e vazia e quis reconstruir.

Os três reuniram-se e colocaram uma nova camada de solo sobre a terra que estava coberta de carvão. Então, as árvores cresceram e os animais, peixes e aves nasceram.

Os três deuses que são um só reuniram-se novamente para fazer um chefe para comandar os animais.

Então fizeram outro homem a sua imagem, como antes tinham feito com Fam, mas que era mortal.

Nzame chamou-o Sekume. Disse que não era bom que ele estivesse só e fez uma mulher para ele. A mulher se chamou Mbongwe.

Sekume e Mbongwe foram criados em duas partes – uma externa chamada Gnoul (corpo), e a outra que vive no corpo chamada Nsissim (sombra).

Nsissim é o que produz a alma; Nsissim é a alma – são a mesma coisa.

É o que faz Gnoul viver. Nsissim vai embora quando o homem morre, mas Nsissim não morre. Sabe onde ele mora? Mora no olho.

Aquele pontinho brilhante que você vê no meio, esse é Nsissim.

Sekume e Mbongwe tiveram muitos filhos na terra. Fam foi aprisionado por Deus, mas escapou.

Ele ficou furioso quando viu que um novo homem tinha ocupado o seu lugar e passou a perseguir a Sekume e Mbomgwe.


Fang (Pamue, Pahouin, Pangwe)


O território Fang é extenso, as variedades dialetais numerosas.

É difícil entende-los como uma entidade étnica, principalmente se ignorarmos suas características culturais e históricas comuns.

Segundo se depreende de sua tradição oral emigraram para o sudoeste do sul do Sudão, pressionados pelos muçulmanos, até o território compreendido entre o Congo e a Nigéria.

Sua belicosidade lhes permitiu ir submetendo os diferentes povos que encontravam pelo caminho e assentar-se nas suas terras.

Os curandeiros fang têm grande prestigio por seu conhecimento no uso de ervas medicinais e pelos bons resultados que obtém na cura de todo tipo de enfermidades.

Além disso, empregam todo tipo de sortilégios e representações de figuras humanas para curar os males físicos ou psíquicos das pessoas.

A religião tradicional Fang está centrada ao redor do culto aos antepassados, especialmente dos que foram líderes importantes em vida, acreditando que continuam controlando a vida das pessoas após sua morte.

A religião tradicional considera que os crâneos e ossos desses homens detém um poder sobre o bem estar da família.

Normalmente as relíquias se mantêm ocultas longe dos não iniciados e das mulheres.

Para a conservação dos restos se faziam relicários de madeira, com a representação das figuras dos defuntos.

Muitos destes relicários foram parar no comercio da arte nas galerias europeias e americanas, sem pensar naquilo que continham e que a família os conservava ha séculos. Uma atitude sacrílega.




Fonte: 

God Chequer . Com

African Mythology

The Gods and Spirits of Africa

http://www.godchecker.com/pantheon/african-mythology.php


terça-feira, 7 de novembro de 2023

NUNGAL - DEUSA DAS PRISÕES


 


Nungal ( sumério : 𒀭𒎏𒃲 d Nun-gal , "grande princesa"), também conhecida como Manungal e possivelmente Bēlet-balāṭi , era a deusa mesopotâmica das prisões , às vezes também associada ao submundo . Ela foi adorada especialmente no período Ur III em cidades como Nippur , Lagash e Ur .

Seu marido era Birtum , e ela era considerada cortesão e nora de Enlil . Os textos também a associam a divindades como Ereshkigal , Nintinugga e Ninkasi .

Grande parte da informação disponível sobre o seu papel nas crenças mesopotâmicas vem de um hino sumério que fazia parte do currículo dos escribas no período da Antiga Babilônia.

O nome de Nungal significa “Grande Princesa” em sumério. Uma forma plural do nome atestada em alguns documentos pode ser considerada análoga a um dos termos coletivos para divindades mesopotâmicas, Igigi.

Uma forma alternativa do nome, Manungal, era possivelmente uma contração da frase ama Nungal , "mãe Nungal". É atestado pela primeira vez em documentos do período Ur III, enquanto em épocas posteriores comumente aparece no lugar da forma básica em textos escritos em acadiano ou no dialeto Emesal do sumério. Uma série de grafias variantes do nome são atestadas em fontes de Ugarit , por exemplo d Nun-gal-la , d Ma-ga-la , d Ma-nun-gal-la ou d Ma-nun-gal- an-na.

No hino Nungal no Ekur , e em um fragmento de uma composição desconhecida, Ninegal funciona como um epíteto de Nungal. Este nome é atestado como um epíteto de várias deusas, especialmente Inanna, ou como uma divindade menor independente, associada aos palácios reais. 

É possível que Bēlet-balāṭi, "senhora da vida", uma deusa conhecida por fontes do primeiro milênio aC, fosse uma forma tardia de Manungal. 

Jeremiah Peterson descreve punição e detenção como o domínio principal de Nungal. Sua personagem é descrita no hino Nungal no Ekur , conhecido por um grande número de cópias da Antiga Babilônia graças ao seu papel no currículo escolar dos escribas. Miguel Civil propôs que fosse originalmente composto por um escriba acusado de um crime que justificaria uma pena severa. Descreve o destino daqueles que se encontram sob os auspícios de Nungal. Segundo esta composição, a prisão mantida por esta deusa separa os culpados dos inocentes, mas também dá aos primeiros a oportunidade de serem redimidos, o que é metaforicamente comparado ao refinamento da prata e ao nascimento. O texto provavelmente refletia opiniões sobre o propósito idealizado e os resultados da prisão, uma punição bem atestada nos registros mesopotâmicos. O uso da prisão temporária como parte do processo judicial destinado a ajudar a determinar se uma pessoa é culpada também é atestado no Código de Ur-Nammu.

Apesar de ser a deusa das prisões, Nungal era considerada uma divindade compassiva. A prisão era presumivelmente vista como compassiva em comparação com a pena de morte, e é provável que a deusa fosse considerada capaz de reduzir as punições mais severas. Ela também foi retratada em vários papéis menos temíveis, por exemplo, como uma deusa da justiça ou como uma associada à medicina e talvez ao nascimento.

Nungal também era uma deusa do submundo, como evidenciado por sua associação com Ereshkigal e pelo epíteto Ninkurra , “senhora do submundo”, aplicado a ela em encantamentos.


Adoração

Wilfred G. Lambert propôs que originalmente Manungal e seu cônjuge Birtum eram adorados em uma cidade atualmente desconhecida que declinou no terceiro milênio aC, levando à transferência de suas divindades tutelares para Nippur. Um processo análogo provavelmente ocorreu também quando se trata de outras divindades, como Nisaba , cujo culto foi transferido de Eresh, que desaparece dos registros após o período Ur III, para Nippur.

Embora Nungal já seja atestada na lista de deuses da Dinastia Antiga de Fara, sua adoração é melhor atestada no período Ur III, quando ela era adorada em Lagash , Nippur, Umma, Susa , Ur e possivelmente Uruk. Em Nippur ela era adorada como uma das divindades pertencentes à corte e família de Enlil, enquanto em Ur ela recebia oferendas como um dos membros do círculo de Gula. Um único atestado de Nungal recebendo oferendas em um templo de Inanna, ao lado de Anu , Ninshubur , Nanaya , Geshtinanna e Dumuzi também é conhecido. Também há registros de oferendas feitas a ela junto com Inanna, Ninegal e Annunitum.

De acordo com Miguel Civil , é improvável que o Ekur mencionado no Hino a Nungal fosse o mesmo que o templo de Enlil em Nippur , contrariamente às primeiras suposições dos estudiosos. Outros locais propostos para isso incluem o templo Egalmah em Ur, ou a cidade de Lagash.

No período da Antiga Babilônia ela também era adorada em Sippar , onde tinha um templo, bem como um portão da cidade nomeado em sua homenagem, e possivelmente em Dilbat. No último local havia um templo conhecido como Esapar, "casa da rede", dedicado a Ninegal. No entanto, em um documento que lista vários templos, Esapar é considerado o nome de um templo de Nungal, sem localização listada. Devido à existência de uma associação bem atestada entre essas duas deusas, é possível que tenha havido apenas uma Esapar.

Sob o nome de Bēlet-balāṭi Nungal continuou a ser adorado em Nippur no primeiro milênio aC, por exemplo, no templo da deusa local Ninimma. Ela também é atestada em fontes ligadas à Babilônia , Borsippa , Der e Uruk. De acordo com um documento econômico do final do primeiro milênio aC, na última dessas cidades ela era adorada no templo Egalmah (sumério: "palácio exaltado"), que em vez disso aparece em associação com Ninisina em uma inscrição do rei Sîn -kāšid do período da Antiga Babilônia. Na chamada versão "Babilônica Padrão" da Epopéia de Gilgamesh , ele é descrito como um templo de Ninsun. De acordo com Andrew R. George , é possível reconciliar os diferentes relatos assumindo que todas essas três deusas estavam ligadas a Gula e possivelmente funcionavam como suas manifestações.

Nomes teofóricos que invocam Nungal são conhecidos a partir de registros do período Ur III, sendo um exemplo Ur-Manungal. 


Associações com outras divindades 

A esposa de Nungal era Birtum , cujo nome significa "grilhão" ou "algema" em acadiano. Embora a palavra seja gramaticalmente feminina, a divindade era considerada masculina. Birtum também aparece entre os deuses do submundo ligados a Nergal nas listas de deuses. Como Nungal é chamada de nora de Enlil, Birtum provavelmente era seu filho. Nungal também foi chamada de "verdadeira aeromoça de Enlil", agrig-zi- d En-lil-lá. Na lista de deuses An = Anum , a divindade Dullum, cujo nome foi traduzido como " servidão " ("Frondienst") por Antoine Cavigneaux e Manfred Krebernik, aparece como filho de Nungal. De acordo com o Hino a Nungal , sua mãe é Ereshkigal, enquanto seu pai é Anu, embora seja possível que a declaração posterior não seja literal.

Vários cortesãos de Nungal são atestados em textos sumérios e acadianos. Seu sukkal (divindade atendente) era Nindumgul ("senhora/senhor poste de amarração" ), possivelmente considerada uma divindade feminina. Ela parece desempenhar o papel de promotora no Hino a Nungal. Outro de seus cortesãos foi Igalimma , um deus que se originou como filho de Ningirsu no panteão de Lagash. A divindade Eḫ (acadiano: Uplum), uma deificação do piolho , também aparece em seu círculo, por exemplo, na lista de deuses de Nippur. Supõe-se também que a deusa Bizila , associada à deusa do amor Nanaya , também ocorre na corte de Nungal em algumas fontes, embora Jeremiah Peterson considere possível que possa ter havido duas divindades com nomes semelhantes, um associado a Nungal e outro a Nanaya.

Nas listas de deuses Isin , An = Anum e Weidner, Nungal é classificado como uma das divindades do submundo. Um texto literário fragmentário a associa a Nintinugga e Ereshkigal. Com exceção de Nungal no Ekur e deste fragmento, ela é muito rara em obras conhecidas da literatura mesopotâmica. A lista de deuses de Weidner coloca as divindades da cerveja Ninkasi e Siraš entre Maungal e Laṣ , a esposa de Nergal, que também era uma divindade associada ao submundo. Da mesma forma, a deusa d KAŠ.DIN.NAM, provavelmente lida como Kurunnītu, que é considerada uma forma tardia de Ninkasi aparece em associação com Bēlet-balāṭi. Foi proposto que a possível conexão entre a cerveja e as divindades do submundo pretendia servir como um reflexo dos efeitos negativos do consumo de álcool. 

O texto Nin-Isina e os Deuses parece sincretizar Nungal com a deusa de mesmo nome. Da mesma forma, Bēlet-balāṭi é atestada como uma forma ou membro da comitiva de outra deusa da medicina, Gula. 

Nungal aparece na descrição de uma viagem de culto de Pabilsag a Lagash. Foi proposto que ele estava associado a ela como uma divindade juíza, mas também é possível que ele tenha adquirido uma conexão com o submundo por causa dela.