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terça-feira, 13 de outubro de 2026

SHASÚ



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Os Shasu, em egípcio antigo: šꜣsw, possivelmente pronunciado šaswə eram nômades pastoris de língua semítica no Levante Meridional, desde o final da Idade do Bronze até o início da Idade do Ferro ou o Terceiro Período Intermediário do Egito. Eles viviam em tendas, organizados em clãs governados por um chefe tribal e eram descritos como bandidos ativos desde o Vale de Jezreel até Ashkelon, na Transjordânia e no Sinai. Alguns deles também trabalharam como mercenários para exércitos asiáticos e egípcios.

Forma Pejorativa
Em várias inscrições egípcias, os Shasú são descritos de forma pejorativa como salteadores de estradas, bandidos de deserto e ameaças às caravanas comerciais ou fronteiras do Egito. A palavra assimilada pelos egípcios carregava a conotação de "salteadores" ou "guerreiros nômades".
Deriva do verbo egípcio šꜣs, que significa "vagar", "andar a pé" ou "viajar". Assim, o termo descrevia literalmente "aqueles que se movem a pé" ou "nômades". E também quer dizer "saquear", "roubar" ou "atacar", refletindo a visão dos antigos egípcios que frequentemente os viam como salteadores ou bandidos das fronteiras.

Categoria ou Classe Social
Para os egípcios do Novo Império, "Shasu" não designava um único grupo étnico fechado, mas sim um termo descritivo/socioeconômico para povos pastoris nômades ou seminômades de língua semítica que habitavam o sul do Levante, Transjordânia, Sinai e Edom.

Relação com Israelitas
Certos achados — como inscrições que mencionam a "Terra dos Shasu de Yhw" (Yahweh) — levam historiadores a debater se parte desses grupos nômades esteve na origem ou na formação inicial dos antigos israelitas.


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