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quarta-feira, 19 de março de 2025

CRISTÓVÃO COLOMBO

 


O explorador genovês do século XV Cristóvão Colombo 1451- 1506 era um judeu sefardita da Europa Ocidental, a expedição foi financiada pela Espanha a partir da década de 1490, abrindo caminho para a conquista, quer dizer, invasão europeia nas Américas. 

Colombo é creditado como o primeiro explorador europeu a estabelecer e documentar rotas comerciais para as Américas, apesar de ele ter sido precedido por uma expedição viking liderada por Leif Erikson 500 anos antes, no ano 100 ou 1021.

A primeira expedição de Colombo foi resultado de anos de atuação dele para convencer os reis espanhóis a financiarem sua viagem. Ao longo de sua vida, realizou o total de quatro viagens ao continente americano, ele morreu acreditando que havia chegado à Ásia. A partir da década de 1470, Cristóvão Colombo iniciou sua carreira profissional participando de viagens comerciais realizadas por duas famílias genovesas, com os Di Negro e com os Spinola. Essas viagens foram realizadas entre 1474 e 1475, e nelas Colombo navegou pelas águas do Mar Egeu. Em 1476, esteve em Lisboa, em Portugal, e em Bristol, na Inglaterra.

Mesmo que Colombo nunca tenha ido às Índias, portugueses e espanhóis já tinham ido, Portugal, por exemplo, foi até ao Japão, portanto, a geografia da Ásia já era um pouco conhecida, Cristóvão Colombo e outros, pelo sim, pelo não, tinham, nem que seja um pouco, da informação geográfica da Ásia. 

Morando em Portugal, Colombo procurou convencer o rei português, d. João II, a financiar uma expedição sua ao oeste. Seu objetivo era chegar às Índias, e para isso, procurava financiamento. A essa altura, Colombo já tinha uma grande experiência em navegação porque tinha participado de uma série de expedições pelo Atlântico. Colombo argumentava que, navegando para o oeste, conseguiria chegar a Cipango (atual Japão), e de lá iria para a Índia, mas a sua teoria foi desacreditada por outros navegantes de confiança do rei, e por isso ele não teve o apoio de que precisava.

Mas o rei de Portugal, provavelmente, queria contar com os serviços de Colombo para explorar a costa africana, mas Colombo estava determinado a seguir seu plano. Assim, depois que sua esposa faleceu (o ano do falecimento é incerto), ele partiu com seu filho para a Espanha. Instalou-se em Palos de la Frontera e, tempos depois, teve autorização para apresentar seus planos aos reis espanhóis.

A rainha Isabel de Castela e Fernando de Aragão, reis católicos, interessaram-se pelo projeto de Colombo, principalmente porque ele explorou as possibilidades religiosas de sua expedição, mas não quiseram financiá-lo. Isso porque, em 1486, os reis católicos estavam engajados na luta contra os mouros instalados em Granada.

Com a negativa espanhola, Colombo foi novamente atrás do apoio do rei português, mas, após nova rejeição, tentou obter o apoio de Henrique VII, rei da Inglaterra, e manteve contato por carta com a coroa francesa, mas ambas as tentativas também fracassaram. Somente em 1492, depois que a Espanha conquistou Granada, é que ele obteve o apoio dos reis católicos.

O contrato de Colombo (chamado de Capitulações) com a coroa espanhola foi assinado em 17 de abril de 1492. Suas exigências foram várias, e, apesar de uma recusa inicial, os reis católicos aceitaram todas, que foram:

Título de almirante;

Nomeação como vice-rei e governador das terras que ele descobrisse;

Recebimento do título de Don;

Recebimento de dois milhões de maravedis para preparar três caravelas;

Recebimento de uma porcentagem sobre todas as mercadorias e lucros obtidos por meio de sua expedição.


A primeira viagem de Colombo 1492-1493

A expedição de Colombo chegou à região das Antilhas, aportando em uma das ilhas que formam as Bahamas. Não existe comprovação a respeito de qual ilha a expedição alcançou primeiramente, mas acredita-se que pode ter sido a Watling’s Island. Os nativos chamavam-na Guanahani, mas Colombo renomeou-a de San Salvador.

Ele passou por outras ilhas do Caribe, como Cuba, que chamou de Juana, e a ilha onde fica o Haiti, chamando-a de Hispaniola. O contato com os indígenas foi tranquilo, mas Colombo relata que ele levou consigo alguns nativos à força para que eles pudessem dar detalhes da terra onde sua expedição tinha chegado. Colombo acreditou estar na Índia e chamou os nativos de “índios".

Nessa expedição, Colombo formou um pequeno assentamento (chamado Navidad) em Hispaniola, deixando nele algumas dezenas de homens de sua expedição. Em seguida, retornou à Europa para dar as notícias da sua viagem aos reis espanhóis.

Ao todo, Colombo realizou quatro viagens para a América, e em nenhuma delas se convenceu de que havia chegado a um continente desconhecido pelos europeus. Ele manteve-se acreditando que havia chegado à Ásia e que algumas das ilhas do Caribe eram parte do Japão. Os achamentos realizados por Colombo deram início a uma série de discussões entre Espanha e Portugal pela divisão das terras. Dessas negociações, nasceu o Tratado de Tordesilhas.


A segunda viagem de Colombo 1493-1496

A segunda viagem de Colombo partiu da Espanha em 23 de setembro de 1493. Formada por cerca de 1200 homens, essa expedição tinha como objetivo iniciar a colonização das novas terras. Quando chegou a Hispaniola, percebeu que o assentamento de Navidad havia sido destruído. Assim, Colombo decidiu formar outro assentamento em um local diferente da ilha. Isso levou à fundação de Isabela, em homenagem à rainha Isabel de Castela. Colombo também explorou novas ilhas do Caribe e lutou contra os nativos pelo controle de Hispaniola.


A terceira viagem de Colombo 1498-1500

A terceira viagem de Colombo iniciou-se em 30 de maio de 1498 e tinha como objetivo levar novos trabalhadores e suprimentos para Hispaniola. Colombo também estava dedicado a seguir explorando a região para encontrar a China. Essa expedição levou-o à América do Sul, pois encontrou a ilha de Trinidad (que forma Trinidad e Tobago atualmente) e navegou pelo delta do Orinoco, rio que passa pela Venezuela.

Quanto retornou para Isabela, Colombo encontrou a cidade em estado lamentável. Os colonos viviam em estado de grande pobreza, muitos haviam desistido do assentamento e tinham retornado à Europa, e os nativos tinham sido escravizados. Colombo foi acusado de tratar colonos e nativos de maneira negligente e, por isso, foi preso pelo inquisidor real Francisco de Bobadilla.

Basicamente, ele foi acusado de tirania, pois não distribuía as provisões aos colonos e autorizava a escravização dos nativos. O retorno dele à Espanha (ele viajou algemado) marca o fim do prestígio que ele havia adquirido com o feito da primeira viagem. Na Espanha, ele foi liberto, porém, perdeu o título de governador das colônias espanholas.


A quarta viagem de Colombo 1502-1504

Em 9 de maio de 1502, Colombo partiu para a sua quarta e última viagem para a América. Proibido de ir para a ilha de Hispaniola, ele explorou a costa da América Central e, em contatos com nativos no Panamá, recebeu a informação de que existia outro mar a oeste (Oceano Pacífico). Retornou para a Espanha em 1504.


Fim da carreira e Morte

Ao retornar para a Espanha, Colombo estabeleceu-se em Sevilha. Em descrédito, ele não recebeu a quantia em riquezas que lhe havia sido prometida no contrato com a coroa espanhola. 

Colombo morreu em Valhadolid a 20 de maio de 1506, com cerca de 55 anos, com uma considerável riqueza proveniente do ouro que os seus homens haviam acumulado em Hispaniola. À data da sua morte, Colombo estava ainda convencido de que as suas expedições tinham sido realizadas ao longo da costa oriental da Ásia. De acordo com um estudo publicado em fevereiro de 2007, realizado por Antonio Rodriguez Cuartero, do Departamento de Medicina Interna da Universidade de Granada, Colombo morreu de parada cardíaca causada por artrite reactiva. Segundo os seus diários pessoais e anotações deixadas pelos seus contemporâneos, os sintomas desta doença (ardor doloroso quando se urina, dor e inchamento das pernas, e conjuntivite) eram claramente evidentes nos três últimos anos da sua vida. Seus filhos, Diego e Fernando, entraram na justiça contra a Coroa da Espanha para receberem o que tinha sido prometido ao seu pai.


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