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terça-feira, 8 de setembro de 2026

O SER HUMANO VIVIA MAIS ANTIGAMENTE



O ser humano vivia mais antigamente ou não? Porque é muito comum as pessoas dizerem que antigamente se vivia mais. Muitos alegam ter na família uma tia, ou uma avó, ou sei lá quem, que viveu com mais de 80, 90 ou 100 anos de idade. Mas será que antigamente nós vivíamos mais mesmo? Muita gente destaca o livro de Gênesis do mito bíblico do gênero de fantasia para alegar esse argumento, porque nós temos neste livro homens que viveram muitos anos, e todos eles nasceram antes do dilúvio. Adão, Sete, Enos, Kenan, Jared, Matusalém e Noé viveram mais de 900 anos de idade. 
Paralelo a esses dados, no livro dos Salmos 90, versículo 10, que a vida dura apenas entre 70 a 80 anos. Está escrito, os dias da nossa vida chegam a 70 anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a 80 anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando. 
O que muitos não sabem é que o livro dos Gênesis é uma escrita que contém alguns elementos da mitologia sumeriana, nada do livro de Gênesis e da própria Bíblia é original.
No também mito do gênero de fantasia da Suméria, tem a lista dos reis sumerianos, por exemplo, a vida destes reis era exageradamente longa, muito mais que os patriarcas bíblicos. Se você acha a vida dos patriarcas bíblicos longa, é que vocês não sabem sobre a lista de alguns reis da antiga Suméria. Esses viveram muito mais que os patriarcas bíblicos pré-diluvianos, como Adão ou Matusalém, por exemplo. 
Nós temos o caso de um rei chamado Alulim, ele foi rei de Eridu. Segundo o registro sumeriano, ele viveu 28.800 anos. Tem também o rei Alalgad, que também foi rei de Eridu, ele reinou por 36.000 anos. 
Temos também o rei Dumuzi, ele foi rei de Urutu, ele viveu 36.000 anos. Um outro caso é o rei Ubur-Tutu, ele foi rei de Churupaque, ele viveu 18.600 anos. E segundo a mitologia sumeriana, depois desse rei, o Ubur-Tutu, rei de Churupaque, aconteceu o dilúvio. 
Há muito mais reis sumérios com essa expectativa exagerada de vida. Mas todos esses homens que viveram muito, tanto no relato bíblico quanto no relato sumeriano, tem duas coisas em comum para ter uma vida tão longa. A primeira, todos eram homens.
Sendo homens, eles não iriam engravidar e não teriam as dores de parto. Antigamente, infelizmente, mesmo as mulheres ricas, corriam risco de morte ao dar a luz. E o segundo fator, todos eles eram ricos, todos eram chefes. 
Vocês podem reparar, todos serão reis, no caso dos sumérios, ou serão patriarcas, no caso dos personagens bíblicos. É claro que tais idades são exageradas, mas eles viveram muito. Dito isso, é sabido então que todos eram oriundos de uma casta social elevada, então eles tinham privilégios.
Novamente, eu sei que é exagerado essas expectativas longevas desses dois grupos. No caso da bíblia, ou dos reis sumérios, estas expectativas de vida exageradas são aspectos meramente mitológicos, que no seu grosso modo, vão nos dar uma conotação de proximidade com Deus ou com os deuses, e também se verificará com isso o fator da obediência, honra e virtude. Com essas premissas, os deuses, ou Deus, concederá uma vida longa e próspera para quem obedece.
É claro que o ser humano não pode viver 950 anos ou 36 mil anos. Outra coisa que tem que ser levado em conta, são as variáveis que podem ou não fazer com que as pessoas vivam mais ou menos. Como por exemplo, o fator socioeconômico. 
Já acabamos de falar desses reis ou patriarcas que tiveram vidas longas. Assim como antigamente, como até nos dias de hoje, quem nasce em uma posição privilegiada, tem todas as condições de viver mais. E quem nasce pobre, já tem seu destino traçado, infelizmente.
Temos também o fator guerra. Antigamente, as pessoas viviam em guerras ou em guerrilhas. É claro que as guerras e guerrilhas ainda existem nos dias atuais, mas no âmbito mundial, tem diminuído drasticamente.
Isso permite que as pessoas vivam mais, porque no mundo antigo, com as constantes guerras, o pobre era obrigado a ir para a guerra. E o rei também, por muitas vezes, iria à guerra. E sendo, portanto, um fator muito importante para longevidade de vida ou morte precoce.
Nos dias de hoje, nós temos, infelizmente, a violência urbana, que é um fator socioeconômico que impacta na vida de quem mora nas regiões pobres. A violência urbana das grandes cidades contribui drasticamente para a baixa durabilidade de vida das pessoas que moram nessas localidades. E as pessoas que moram nessas regiões são, claro, pobres.
E onde está a pobreza, explode a violência. O período histórico também interfere na sua longevidade ou não. Dependendo do período histórico que você nasce, você pode ter ou não uma vida longa.
Isso vai depender de epidemias, guerras e etc. O clima é outro elemento que permitirá que as pessoas vivam mais ou não. Os seres humanos vão ou não cultivar a terra para obter alimentos.
E vão ou não ter as condições de criar animais ou caçar ou pescar. Tudo isso irá depender do clima. Uma seca, por exemplo, já contribui para a baixa qualidade de vida.
Isso vai nos remeter à região geográfica. Junto com o clima, a região geográfica irá influenciar positivamente ou negativamente na longevidade e na qualidade de vida das pessoas de uma determinada região. Um fator que nunca é levado em conta é o trabalho.
Principalmente o trabalho braçal. Por causa da classe social inferior e por causa da região que nasce, o pobre geralmente irá executar trabalhos que uma pessoa rica certamente não executará. E isso vem acontecendo ao longo da história humana.
E isso não importa a época. Em todos os períodos da história da humanidade, o pobre é forçado a trabalhar carregando peso. Executando trabalhos que exigem força física, geralmente debaixo de sol ou dentro de algum galpão sem ar-condicionado e com péssimas qualidades de trabalho, a saúde do pobre irá cair consideravelmente.
E isso, juntado com uma alimentação pífia, pobre e rudimentar, vai contribuir com certeza na curta vida deste pobre trabalhador. Então, a expectativa de vida do pobre é baixa. Pode ser que ele viva mais aqui e ali, mas basicamente é isso.
Porque o trabalho braçal que o pobre é obrigado a executar, vai interferir na sua baixa expectativa de vida. E esses são os elementos que fazem uma pessoa viver mais ou não. Ok, aí você me pergunta.

O que eu quero saber é se as pessoas viviam mais ou não. Certo, eu vou responder. As pessoas não viviam mais. É fato. As pessoas não tinham uma vida longa como dizem na rádio peão. A questão é que o saudosismo do passado faz com que muita gente romantize os tempos de outrora.
Mas antigamente se vivia menos. Principalmente quem fosse pobre. É claro, o rico teria mais condições de viver mais que o pobre.
Isso é fato. E isso acontece até nos dias de hoje. Se você nasce pobre ou fosse escravo no mundo antigo, ou pior, se fosse uma mulher, ou piorando ainda, uma mulher grávida, certamente você morreria cedo.
É claro, tinha as exceções. Mas o problema é que essas exceções eram raras. Eu falei de guerra, né? Um guerreiro de baixa patente teria uma chance de 80% de morrer cedo em batalhas.
Sendo pobre, você não teria o mesmo acesso à alimentação de uma pessoa rica. Aí você me fala, mas o pobre ainda não tem esse acesso. Pois é, o pobre ainda não tem o acesso livre à alimentação.
Nunca teve, nunca tem e pelo visto nunca terá. As pessoas nessas condições não viviam muito. E também continuam não vivendo muito.
Desde antigamente, assim como nos dias de hoje, 30 ou estourando 50 anos era a expectativa de vida das pessoas. Isso com muita sorte. Levando em conta que esse fator de vida continua o mesmo ainda nos dias atuais.
É claro, existem alguns fatores inexplicáveis e milagrosos que o ser humano não é capaz de compreender. E nesses fatores inexplicáveis e milagrosos, há pessoas pobres que tiveram um parente ou um conhecido, por tudo, que viveu entre 80 a 100 anos. Mas isso é muito raro.
Hoje em dia, o ser humano tem uma expectativa de vida longa, se comparado a algumas décadas ou séculos atrás. Hoje a vida média de uma pessoa comum é de 70 a 90 anos. Nunca na história da humanidade o pobre viveu tanto.
Prova disso são as reformas que os governos fazem por causa da alta expectativa de vida que os pobres têm. E com isso, o pobre velho de 70 anos continua trabalhando. Eu sei que isso é errado, mas infelizmente é o que acontece.
Principalmente em um país chamado Brasil. Eu acho que você já ouviu falar nesse país. Eu estou visando a expectativa de vida de pessoas pobres de propósito.
Porque nós sabemos que ao longo da história da humanidade, os ricos comem bem e vivem bem. Já o pobre, infelizmente tem vários fatores que reduzem sua taxa de vida.

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