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terça-feira, 1 de setembro de 2026

A ORIGEM DO NOME ORIENTE MÉDIO



Onde hoje é o Oriente Médio, é novo. Foi criado depois de 1869.

Foi feito pelos ingleses após a construção do canal de Suez. Antes, o nome da região era África Oriental. O termo Oriente Médio, que foi dado pelos ingleses, vem de sua visão, onde eles dividiram o Oriente em três partes.

E estas partes são Oriente Próximo, Oriente Médio e Oriente Extremo. O Oriente Próximo, que eles chamam de Near East, referia-se à região dos Balcãs, onde estão Sérvia, Montenegro, Bulgária, Albânia, Grécia, Anatólia, que é a atual Turquia. Eles colocaram também neste bojo as regiões da Síria, Palestina e Egito.

O Oriente Médio, que eles chamam de Middle East, referia-se à região da Arábia e toda a Mesopotâmia. E o Golfo Pérsico. A Mesopotâmia são onde estão o atual Iraque e o Irã.

E, por fim, o Oriente Extremo, que eles chamam de Far East, que referia-se à região da China, Japão, as Coreias, Bangladesh, Singapura, Filipinas, Malásia, Índia, Nepal, Vietnã, Tailândia, Camboja, Taiwan e etc. Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos substituíram os ingleses e os franceses na região do Oriente Médio. E eles ampliaram a definição do termo Oriente Médio para incluir os países ocupados por ambos países europeus, além do Norte da África.

No Norte da África, nós sabemos que estão os locais onde hoje é o Egito, Tunísia, Argélia, Líbia e Marrocos. Para falarmos da modificação do nome da região, é precisamente importante entender a história do canal de Suez, pois o canal foi uma das causas que o nome da África Oriental foi modificado para Oriente Médio. Desde sua antiguidade, são frequentes os projetos que visam ou visavam criar novas rotas comerciais, ou seja, novas rotas de navegação na região.

E um destes projetos foi posto em prática na gestão do faraó da 12ª Dinastia, Sesóstris III. Ele construiu um canal no sentido oeste-leste, escavando através do Wadi Tumilat, unindo o Rio Nilo ao Mar Vermelho, para fazer o comércio direto com o reino de Punti. O reino de Punti pode ter sido ao que é hoje a Somália, parte da Etiópia, Sul da Núbia ou até mesmo Oman.

No reinado do faraó Ramsés II, o canal já era bastante utilizado. Por conta de guerras e outros fatores, a região fica desocupada, abandonada e desabitada. Isso até o ano 660 a.C., quando o Farao Neco, filho do faraó Psamédico II, voltou a escavar o canal.

Porém, não conseguiu completar seu projeto, por conta de guerras e outros fatores. No ano 500 a.C., o rei Dário empreende o projeto no canal. Isso porque a região voltou a ficar deserta, desocupada, etc.

E o rei Dário consegue concluir sua construção e o mesmo comemora seu feito com inúmeras estelas de granito, que ele ergueu às margens do Nilo, incluindo um próximo a Cabreira, a 130 km de Suiz. Após isso, o canal volta novamente a ficar desocupado, abandonado e deserto. E no ano 250 a.C., o canal novamente é restaurado pelo rei Pitolomeu II, Filadelfo.

Nos mil anos seguintes, o canal é sucessivamente modificado, sendo novamente destruído e abandonado. Isto foi acontecendo ao longo do tempo e, por vezes, o canal foi sendo destruído e reconstruído, até ter sido totalmente abandonado no século VIII, pelo Califa Abássida Almassor. No ano de 1859, entra em cena a Companhia de Suez, de Ferdinand de Lepers.

Esta empresa era de propriedade de Ferdinand Marie, que era, claro, mais conhecido como Ferdinand de Lepers, ou Visconde de Lepers, já que Ferdinand era um visconde. Além de ser visconde, Ferdinand de Marie foi também um grande diplomata, maçom e empresário muito influente. Ferdinand era um francês patriota e ele encarou o desafio de finalmente reconstruir por completo o canal de Suez.

E no ano de 1859, o Visconde de Lepers, ou Ferdinand de Lepers, começa a construir o canal de Suez. Terminando dez anos depois, no ano de 1869, fazendo um projeto que na época era arrojado e muito importante. Esta grande obra fez de Ferdinand um homem muito notável em sua época.

E ele era considerado uma personalidade muito à frente de seu tempo. Ele foi considerado como um dos melhores empreendedores de sua época. Embora o mesmo se deu muito mal ao construir o canal do Panamá.

Depois da construção do canal de Suez, o poderoso Império Britânico muda o nome da região para Oriente Médio. Antes da mudança do nome, a região era chamada de África Oriental. Devemos saber que o termo África como uma região continental é nova.

Pois o termo África para região já era usado pelos antigos para denotar a temperatura alta da região. Onde hoje chamamos Oriente Médio, os antigos chamavam de África Oriental. O termo África quer dizer quente.

Pois África em grego se diz Afrique, que significa sem frio. E em latim se diz Áprica, que significa ensolarado. Já no final da Idade Média, ou seja, mais precisamente no ano de 1400, os europeus estenderam o nome para outras partes do continente.

Ou seja, os próprios europeus medievais já chamavam toda aquela região, onde hoje chamamos de Oriente Médio, de África Oriental. O escritor, historiador, poeta e filósofo Homero, chamava a região de Aitióps, ou Etiópia, como conhecemos hoje, que quer dizer queimado pelo sol. Portanto, a região onde é hoje chamada de Oriente Médio, se chama assim por causa dos ingleses, após os franceses construírem o canal de Suez.

Porque antes o nome da região era África Oriental. O nome de África sabemos que é um lugar quente. Todo aquele périplo é quentíssimo e oriental, porque fica ao oriente, fica a leste, fica à direita do nosso planeta.

Pois é onde nasce o sol. Inclusive, o nome Oriente quer dizer nascer, nascente. É uma palavra latina, de onde Oriri, que vem daí o nome Oriente, quer dizer nascer, nascido, surgir, surgido.

No caso, nascido do sol, surgido do sol. Contudo, o nome Oriente Médio não está assim tão errado de dizer. Isto porque o Oriente Médio fica realmente no centro da Eurásia.

Ou seja, o Oriente Médio fica entre a África, Europa e Ásia. O que é errado é não dar o entendimento racional para o seu nome antigo. E por que isto não é feito? Isto não é feito por causa de vários fatores.

O movimento sionista, eugenia e etc. A própria geopolítica não deixa. Se isso acontecer, vamos ter que dar mão a palmatória de que realmente as nações que estão onde é o Oriente Médio são negras, pretas, escuras.

Os povos antigos que moravam onde hoje é Oriente Médio são pretos, negros, escuros. Devemos lembrar que a região é quente por si só. O nome África quer dizer quente.

E Oriente é onde nasce o sol, onde surge o sol. E é uma região quentíssima. Lembremo-nos que é uma região saariana, uma região árida.

Portanto, não é crível que antigamente o povo lá seria branco. Como aparece nos filmes, desenhos, novelas, na internet, nos livros de geografia, história, filosofia e etc. E este ensinamento é feito nas faculdades da vida, nas escolas, nos cursos e etc.

Como, por exemplo, o povo de Israel bíblico, segundo a eugenia europeia, é branco. O pessoal do Egito é branco. E sabemos que este pessoal não pode ser branco porque estão situados no Oriente Médio ou África Oriental.

Infelizmente, esta falsa geografia e esta falsa história será contada, recontada e pregada a mundo afora. Isso quer dizer que temos também um problema racial. Lembre-se que eu falei da eugenia.

E a eugenia é um sistema de ciência que abrange todas as áreas do conhecimento de uma forma totalmente racial, separatista e para dar legitimidade aos conceitos religiosos dos personagens bíblicos brancos. Jesus, branco. Os povos da Bíblia, brancos.

Por quê? Porque assim tem que ser. Porque antes eles sempre foram pretos, negros, escuros. E também usar o nome Oriente Médio não vai obrigar a nós pensarmos em uma região onde viviam os pretos, os negros, os escuros.


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