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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

AS BRUXAS DE SALÉM

 


No dia 19 de agosto de 1692, em uma pequena cidade rural do estado de Massachusetts, aconteceu o famoso julgamento das bruxas de Salem, onde cerca de 200 mulheres foram presas, torturadas e acusadas de bruxaria e 20 delas foram infelizmente condenadas a morte, sendo que 5 delas foram executadas naquele mesmo dia. Tudo isso aconteceu por causa da religião, e a religião, nós sabemos, comanda toda a vida do ser humano. Neste caso em questão é a religião chamada de Ciência Cristã.


Ciência Cristã

A Ciência Cristã foi fundada por uma falsa profetisa chamada Mary Baker Eddy no ano de 1866. Mary Baker Eddy pertencia à Igreja Congregacional Trinitária, e os adeptos desta religião acreditavam que o mundo material é uma ilusão e que as doenças são erros mentais e não distúrbios físicos, e por isso os doentes deviam ser curados por meio de orações e hipnoses. A hipnose é um conceito do Espiritismo que é claro, não é de Deus.

Hoje em dia a hipnose recebe outro nome pelos religiosos, e este nome é entrar em mistério. A religião Ciência Cristã é um espiritismo camuflado, é um cambalacho religioso, que hoje é chamado de Teologia da Libertação, e nós vemos essa enganação nos cultos evangélicos que são hoje conhecidos como sessão de descarrego, cultos de cura e libertação, cultos de milagres e etc. Mas, qual é a verdadeira história por trás das chamadas Bruxas de Salém? 


A História

A história começa no mês de fevereiro do ano de 1692, quando Elisabeth Paris, filha de nove anos do reverendo de Salém Samuel Paris, como também sua sobrinha Abigail, começam a apresentar comportamentos estranhos e acabam ficando doente, se contorcendo de dor.

Algumas pessoas alegavam que elas diziam que foram picadas por insetos. Não dá para saber ao certo o que aconteceu, pois as histórias ganham muitas versões quando se relata as doenças das meninas. Mas é fato que, entre gritos tenebrosos e sons esquisitos, é chamado um médico metafísico adepto desta religião ciência cristã.

O nome desse falso médico era Daniel Spoford. É sabido que, na verdade, ele não era médico, mas é fato que Daniel Spoford era um espírita evangélico da pior qualidade. E ele faz uma visita às meninas e ele alega absolutamente que elas estariam amaldiçoadas, ou seja, endemoniadas.

O caso cresceu quando outra menina do mesmo vilarejo, de nome Anne Putnam, começou a exibir os mesmos sintomas preocupantes. Essas doenças deveriam, claro, ser tratadas pela medicina convencional, com médicos sérios e profissionais. Mas estamos falando de religião, e sabemos que o sistema religioso é disso aí para pior.

E uma vez se tratando de um caso típico de controle religioso mental, obviamente que a religião e não a ciência séria iria tomar conta dos eventos. Os casos, infelizmente, foram tratados como fenômenos paranormais diabólicos, e não como uma doença de quadro clínico. Então, este fenômeno sinistro, fraudulento e mentiroso foi atribuído às obras do diabo.

Só para variar. Sendo assim, o que ocorreu com as meninas foi atribuído a três mulheres. E estas mulheres acusadas eram Tibuta, que era uma escrava indígena, em seguida foi acusada Sarah Gold, uma mendiga, e por último Sarah Osborn, uma idosa pobre.

Estas mulheres eram vistas como servas do diabo. É óbvio que elas não tinham nada a ver com essas doenças, e elas não eram bruxas. E também não tinha nada que comprovasse que essas mulheres eram do demônio.

Mas, na boca de quem não presta, ninguém tem valor. E o negócio no sistema religioso é o mesmo, que é sempre julgar as pessoas pela aparência. Isso é típico dos religiosos e da sociedade hipócrita, que é dita de bem.


E outra coisa, essas três mulheres acusadas, todas eram pobres. E o pobre, claro, sempre serviu e sempre servirá de bode expiatório e também de boite piranha nas mãos de políticos e dos religiosos. E o caso da indígena Tibuta merece aqui uma nota, porque ela foi envolvida na história sem ter nada a ver com o peixe.

É claro que Sarah Gold e Sarah Osborn também não tinham nada a ver com isso. 


Tibuta

Mas no caso da indígena Tibuta, ela foi obrigada a se envolver, infelizmente neste caso. Sendo uma indígena oriunda da América do Sul, Tibuta foi levada para a Salém como escrava e ela foi convocada, ou seja, intimada a fazer o que chamavam de bolo de bruxa.

Este bolo, em tese, curaria as meninas que estavam sofrendo destes sintomas demoníacos. E entre os ingredientes deste bolo, teria a urina das meninas e centeio para sua confecção. E este bolo seria dado aos cachorros delas, com a promessa de que uma vez que os cachorros comessem o tal bolo de bruxa, esta maldição que pairava sobre as meninas seria quebrada.

E uma vez obrigada a fazer este bolo, porque Tibuta era uma escrava, infelizmente este bolo levou Tibuta a também ser acusada de bruxaria e por conta disso ela foi condenada a fogueira. Isto porque o tal bolo de bruxa que os cachorros comeram não aliviou o sofrimento das meninas e ela foi acusada de confeccionar este bolo que ao invés de ser uma benção para as meninas, na verdade se tornou uma maldição. E sob fortíssimos interrogatórios a base de torturas, Tibuta foi obrigada a confessar seu crime e ela foi acusada de ter feito pacto com o demônio.

E nesta acusação ela foi obrigada a confessar que realmente tinha feito pacto com o demônio e que o tal bolo de bruxa era na verdade para continuar a maldição sobre as meninas. Ela também foi obrigada a afirmar nessas sessões de interrogatórios barra torturas que ela assinou um livro com o diabo e neste livro que ela assinou ela garantiu que mais bruxas estavam espalhadas pelo vilarejo com o objetivo de acabar com a religião que tomava conta do lugar. É fato que a religião causa histeria, paranoia e fanatismo e isso aconteceu no caso das bruxas em Salem.


Marta Corey

Uma destas personagens foi Marta Corey, ela foi uma das acusadas de bruxaria que causou grande escândalo sobre o vilarejo. Marta Corey era mulher devolta da igreja no caso desta religião e ela era dedicada frequentemente às questões religiosas. Essa confirmação em particular deixou a comunidade em pânico, porque se até uma mulher ligada a igreja poderia ser feiticeira ou bruxa, então ninguém conseguiria ser temente a Deus o suficiente para ser apanhado pelo diabo.


Dorothy

Outro caso chocante foi o caso de Dorothy, a filha de 4 anos de Sarah Gould, que após horas de interrogatório, as autoridades acabaram acusando a menina Dorothy de 4 anos de bruxaria. Por conta disso, a histeria, a paranoia e o fanatismo religioso só aumentou, porque Marta Corey, que era uma devota religiosa assídua, foi acusada de bruxaria e uma menina de 4 anos também foi acusada de bruxaria, então realmente ninguém estava seguro. Muitos fugiram deste vilarejo, mas os fujões que foram pegos foram executados sem julgamento.


Um Basta na Histeria

O ministro Cotton Mater e seu filho Ingris Mater, que na época presidia a universidade de Harvard, sabendo da grande histeria que se passava sobre Salem, pediram ao governo da cidade para que parassem de considerar sonhos e visões como evidências reais de testemunhos que estavam levando à morte pessoas inocentes. Os pedidos claramente foram ignorados e começaram somente a ser considerados pelo governador William Phipps, quando sua própria esposa foi acusada pela comunidade religiosa de também estar praticando bruxaria. Com isso, o governador William Phipps deu um basta nesta paranoia coletiva que havia se instaurado no vilarejo e com o passar do tempo as condenações diminuíram.

O governador William Phipps atendeu a um pedido do presidente da universidade de Harvard que denunciou o uso de evidências especulativas contra pessoas inocentes. E é claro que estas evidências especulativas eram sonhos e visões. E nós sabemos que visões e revelações são muito fortes na religião evangélica.

O presidente da universidade de Harvard escreve ao governador Phipps a seguinte carta. Abre aspas. É melhor que 10 bruxas suspeitas escapem do que uma pessoa inocente ser condenada.

Fecha aspas. 


Fim do Julgamento

O fim do julgamento foi dado no dia 29 de outubro daquele mesmo ano. Após o fim do julgamento, muitas pessoas admitiram o erro do que havia acontecido.

As mulheres que ainda estavam presas e vivas acabaram sendo libertadas em maio de 1693. Com o fim das acusações, dos julgamentos, das prisões e das sentenças de morte, a comunidade acabou pedindo perdão publicamente pelos casos que foram julgados. No dia 14 de janeiro de 1697, o tribunal geral de Salem promoveu um dia de jejum em respeito às almas das mulheres assassinadas.

No ano de 1702, os julgamentos foram considerados ilegais. E nove anos depois, a colônia de Salem determinou que os nomes dos condenados fossem limpos. Houve também outras retratações.

No ano de 1711, por exemplo, os parentes das vítimas receberam 600 libras como forma de indenização pelos abusos e pelas mortes, ou seja, assassinatos de seus familiares. No entanto, Massachusetts, onde fica o vilarejo de Salem, só se desculpou formalmente pelas barbaridades no ano de 1957, depois de ter passado os longos 250 anos após os julgamentos e assassinatos. Hoje em dia, Salem é um vilarejo turístico exatamente por conta destes casos e sendo o Museu das Bruxas de Salem como o ponto mais visitado da cidade.


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