Antes do Vaticano ser o que conhecemos hoje, antigamente era um cemitério. Hoje é a sede central da Igreja Católica Apostólica Romana. Mas por mais de 3.000 anos, onde hoje é o Vaticano, sempre foi um cemitério.
O nome Vaticano possui vários significados. E este cemitério era um cemitério etrusco, porque antes dos romanos morarem na região, os etruscos já viviam lá há mais de 3.000 anos. E eram os etruscos que chamavam o nome da região de Vaticano, ou Vático, na sua linguagem.
Vários Significados
O nome Vático ou Vaticano, possui vários significados na língua Etrusca. Na língua Etrusca era o nome de uma das sete colinas de Roma, que se chamava Vático. Era também o nome de um cemitério que ficava nesta colina. E era o nome do Deus da Morte Aita. Era também o nome do Deus do Nascimento Vaginatus. E era o nome de uma uva amarga, de baixa qualidade, que se chamava Vático, ou Vática.
Ager Vaticanus - Ripa Veientana - Ripa Etrusca - Margem Direita Etrusca
Na Roma Antiga, essa denominação era usada para se referir à margem direita (oeste) do Rio Tibre, que ficava oposta à cidade de Roma ou Ripa Romana.
Ficava na margem direita (oeste) do Rio Tibre, abrange hoje o famoso e movimentado bairro de Trastevere, cujo nome vem de Trans Tiberim, ou seja, "além do Tibre", além de partes da planície do Vaticano "Ager Vaticanus". Durante o período monárquico de Roma 753–509 a.C., o rio Tibre servia como uma fronteira natural. A margem esquerda era controlada pelos romanos e a margem direita, a Ripa Etrusca estava sob o domínio da civilização etrusca, ligando-se mais ao norte com a poderosa cidade etrusca de Veios.
Os nomes deste lado direito do Rio Tibre variavam, tais como; Ager Vaticanus ou Margem de Veios - Colina Vaticana ou Mons Vaticanus - Monte Vaticano. O nome vem do latim clássico rīpa, que significa "margem de um rio", "borda" ou "encosta escarpada".
•Ripa Etrusca - O termo Ripa Etrusca remonta ao período arcaico e indica o domínio ou a forte influência dos etruscos (vizinhança com a cidade de Veios) na margem oposta ao núcleo original de Roma. Devido às inundações frequentes do Tibre e ao terreno pantanoso, os romanos consideravam a área inicialmente insalubre e pouco propícia para habitação.
•Ripa Veientana - Significa literalmente "Margem de Veios" ou "Costa Veiente" o nome vem do latim clássico Rīpa, que significa "margem de um rio", "borda" ou "encosta escarpada". Já o nome Veientana é o adjetivo feminino derivado de Veios (Veii em latim), uma das mais ricas e poderosas cidades-estado etruscas da antiguidade, significa "pertencente a Veios" ou "proveniente de Veios". A designação original arcaica costumava ser Ripa Veiens.
Confusão com Cemitério
A Ripa Etrusca não era um cemitério, mas sim uma região geográfica e uma margem de rio. Traduzido do latim, o termo significa literalmente "Margem Etrusca". Na Roma Antiga, essa era a designação dada à margem direita (oeste) do rio Tibre, que originalmente pertencia aos etruscos, os grandes rivais históricos dos romanos.
Os etruscos ficaram mundialmente conhecidos na arqueologia por suas gigantescas e ricas necrópoles (as "cidades dos mortos"), como as de Cerveteri e Tarquinia. Como os túmulos eram construídos imitando casas reais e continham afrescos e tesouros impressionantes, a cultura pop e os estudos históricos ligam frequentemente a palavra "etrusco" a contextos funerários, consistiam em túmulos esculpidos na rocha que imitavam perfeitamente o interior de casas reais. Como quase todo o conhecimento popular sobre a civilização etrusca deriva da impressionante arquitetura funerária que sobreviveu ao tempo, qualquer termo que contenha a palavra "Etrusca" é automaticamente associado pelo público a túmulos e cemitérios. Eventualmente, a região da planície do Vaticano (que fazia parte daquela margem) passou a abrigar cemitérios e áreas de sepultamento na época imperial romana, incluindo a necrópole onde São Pedro foi enterrado.
Em resumo, a Ripa Etrusca era a fronteira territorial e ribeirinha de Roma com os povos etruscos, e não um cemitério planejado.
Embora a Ripa Etrusca original denotasse apenas o território geográfico (a margem oposta à Roma inicial), essa mesma faixa de terra passou por transformações séculos depois. A lei romana proibia enterros dentro dos limites sagrados da cidade Pomerium (além dos muros). O espaço era demarcado por sacerdotes através de rituais e marcado com pedras sagradas Cippi, em Sumério quer dizer Kudurrus" ou Narûs
Consequentemente, as áreas periféricas da margem direita, como o Ager Vaticanus, passaram a ser utilizadas para grandes necrópoles da religião romana e cristãs durante o Império Romano. O fato de a antiga margem etrusca ter eventualmente recebido cemitérios romanos criou um elo confuso na linha do tempo histórica.
A Necrópole
A Necrópole do Vaticano ficava na margem direita do rio Tibre, na antiga área pantanosa conhecida como Ager Vaticanus. Hoje, o antigo cemitério a céu aberto está soterrado entre 5 e 12 metros abaixo do piso da Basílica de São Pedro. A encosta sul da colina do Vaticano foi usada no século I d.C. como um cemitério a céu aberto ao longo de uma via secundária.
No ano 326 d.C., o imperador Constantino converteu-se ao cristianismo e decidiu construir uma grande basílica em homenagem a São Pedro. Ele exigiu que o altar principal ficasse exatamente sobre o túmulo do apóstolo. Para nivelar o terreno inclinado da colina, as partes superiores dos mausoléus foram demolidas e os interiores foram preenchidos com terra e detritos.
Como era o nome de uma das sete colinas de Roma, conhecida com o nome de Vático, esta enorme região serviu para, além de ser um cemitério para o povo etrusco, servia também como uma cidade. Por ser imenso, seria portanto uma cidade cemitério. Sendo um cemitério, obviamente tinha no local monumentos funerários, mausoléus e túmulos ornamentados, bem como pequenos altares aos deuses etruscos, coisas que tem em qualquer cemitério.
Campus Martius ou Campo de Marte - Margem Esquerda Roma Antiga
Ficava na margem esquerda (leste) do rio Tibre, onde ficavam o Coliseu, o Fórum Romano, As Sete Colinas e, portanto, a Cidade de Roma.
A colina onde hoje é o Vaticano, sempre foi um lugar especial no mundo dos antigos Etruscos. Ainda mais por ser um cemitério. E também servia de lugar de adoração às divindades etruscas.
Mas como era um planalto, estes acreditavam que estavam mais perto dos deuses. E faziam ali, com frequência, sacrifícios de animais e sacrifícios de seres humanos.
Acreditando assim que os deuses e sua religião receberiam suas oferendas mais rápido pela altura do lugar. Há mais de 3 mil anos antes da lendária fundação de Roma, por Rômulo e Remo, no dia 21 de abril de 753 a.C., os etruscos já viviam nesta região.
Deusa Vatika
A história sobre a deusa etrusca Vatika (ou Vatica) ser a origem do nome do Vaticano é, na verdade, uma lenda urbana da internet e um mito etimológico. Embora o texto circule amplamente em redes sociais e fóruns de curiosidades, ele não possui embasamento histórico, arqueológico ou linguístico real. Não existem registros históricos, arqueológicos ou linguísticos de qualquer divindade etrusca com esse nome na cultura Etrusca.
A história que circula na web afirma que a Colina Vaticana recebeu esse nome por causa de Vatika, uma deusa que guardaria uma necrópole etrusca e estaria ligada a profecias, vinhos e ervas alucinógenas. Embora a região do Vaticano realmente tenha abrigado um cemitério antigo, a origem do termo é completamente diferente.
Escritores antigos como Aulo Gelio mencionam o deus romano Vaticanus ou Vagitanus. Ele não era uma divindade do submundo, mas sim uma divindade menor que presidia o primeiro choro dos bebês 'Vagitus', abrindo a boca da criança para o início da fala humana, era o deus do nascimento. Os romanos acreditavam que o bebê nascia mudo e que essa divindade era responsável por abrir a boca da criança, permitindo que ela soltasse o primeiro vagitus, o que acalmava a mãe ao sinalizar que o filho havia nascido com vida.
Deus Vaginatus
Vaticinia, plural de vaticinium significa "profecias", "predições" ou "oráculos" ou do deus romano menor Vaticanus ou Vagitanus, associado aos primeiros sons e à fala dos recém-nascidos.
O deus Vaginatus era o deus romano do nascimento, era o deus do primeiro choro, era o deus da vida, era o deus do recomeço. Paradoxalmente, o cemitério Vático, ou Vática, era também o local de culto a este deus, que justamente era o deus das parteiras, o deus das mulheres grávidas, o deus do próprio nascimento e do primeiro choro, o deus da primeira respiração, o deus da vida, o deus do recomeço de tudo, o deus da esperança.
Sendo assim, o Vático, ou Vaticano, ou Vática, não era somente o local do fim da vida, não era somente o local da morte, era também o local do recomeço, era o local onde a vida florescia, era o local do nascimento, da renovação. Havia um grande templo para o deus Vaginatus, onde seus seguidores faziam cultos cerimoniais, sacrificais, ritualísticos. Daí o motivo do local ser, ao mesmo tempo, o lugar onde é o fim da vida, ou seja, o fim de tudo, através da deusa Vática, ou do deus Aita, e também ser um lugar do começo da vida, através do deus Vaginatus.
Escritores antigos como Aulo Gelio mencionam o deus romano Vaticanus ou Vagitanus. Era uma divindade menor que presidia o primeiro choro dos bebês 'Vagitus', abrindo a boca da criança para o início da fala humana, era o deus do nascimento. Os romanos acreditavam que o bebê nascia mudo e que essa divindade era responsável por abrir a boca da criança, permitindo que ela soltasse o primeiro Vagitus, o que acalmava a mãe ao sinalizar que o filho havia nascido com vida.
Deus Aita
Aita ou Eita é o deus do submundo e dos mortos na mitologia Etrusca, correspondente direto ao deus grego Hades e ao romano Plutão. Ele governava o reino pós-morte ao lado de sua esposa, Phersipnai, a Perséfone etrusca. O deus Aita era muito cultuado e temido na religião etrusca.
Ele era também o patrono do cemitério, onde eram feitos, em sua homenagem, oferendas ritualísticas.
É frequentemente retratado em afrescos de tumbas antigas como um homem barbado que veste uma capa ou capacete feito de cabeça de lobo. Surgiu em um período mais tardio do panteão etrusco, fortemente influenciado pela rica iconografia e mitos vindos da Grécia Antiga.
Ele governava o reino dos mortos, mas não decidia o destino individual das almas com base na moralidade. Sua função era garantir a ordem no submundo e manter as almas ali.
Em vez de julgar os pecados, esses demônios serviam como guias físicos para a jornada da alma até o além. Vanth, por exemplo, era uma figura reconfortante que ajudava as boas almas a aceitarem a morte. Para os etruscos, o que garantia um pós-vida feliz para uma pessoa boa não era um julgamento moral de Aita, mas sim os rituais funerários corretos feitos pela família na Terra (como banquetes, jogos e sacrifícios). Se os rituais fossem seguidos, a alma da pessoa ia para uma espécie de paraíso onde se reunia com seus ancestrais em um banquete eterno, representado nas pinturas das tumbas.
Vinho e Plantação de Uva
Os etruscos dominaram o cultivo de videiras e a produção de vinho na região central da Itália antes da expansão romana definitiva. Utilizavam ânforas de terracota para armazenamento e realizavam comércio ativo da bebida pelo Mediterrâneo. Suas práticas agrícolas e variedades de uvas influenciaram diretamente a viticultura desenvolvida posteriormente pelos romanos na mesma região.
Na região do Vaticano, ou Vática, tinha várias plantações de uva. Estamos falando de um local enorme, e o Vaticano, como conhecemos hoje em dia, é um local enorme. Sendo assim, não seria somente um cemitério, propriamente dito, era também um local onde moravam pessoas pobres, e essas plantavam várias culturas para sobreviver.
Por serem pobres, os moradores da região tinham mais acesso para comprar e plantar uma uva de baixa qualidade, uma uva amarga. Sendo assim, a palavra Vática, ou Vaticano, ou Vático, também era o nome de uma uva amarga, de sabor ruim, que era usada pelos camponeses. Eles produziam vinhos, claro que eram vinhos baratos, para seu consumo e comercialização.
Profecia e Oráculos
Por ser um vinho de péssima qualidade, ruim para danar, eles combinavam essa substância com uma grama, que também tinha o mesmo nome. Ingerindo esta bebida misturada com esta grama, virava mais ou menos uma poção alucinógena. Ingerida esta bebida, as pessoas basicamente ficavam viajando na maionese, tendo visões, revelações, e ficavam lá em estado alfa.
De tão ruim que era esta uva, ou seja, este vinho, beber puro era uma tarefa complicada. Como o pessoal ficava bebendo muito este alucinógeno, e tinha lá visões, reforçou mais ainda o lado místico da região. Aí você mistura um lugar alto, que surgiu de culto, virou cemitério, também virou uma espécie de berçário, e depois virou um local de profecia, ponto.
Mais místico do que isto, impossível. E com o tempo, a palavra latina, preditor, começou a significar predizer, profetizar, que vem da palavra vates, que quer dizer também poeta, oráculo, médium, professor, preceptor, professador, ou profeta. Deste modo, o termo vática, foi definida também como premonição, profecia, apocalíptica, etc.
A Relação do Nome Vaticano com Profecia
O nome Vaticano tem relação direta com a ideia de profecia e adivinhação. A palavra vem do latim vaticanus, derivado de vates, que significa "vidente", "profeta" ou "adivinho". Na Roma Antiga, o Ager Vaticanus "Campo Vaticano" era uma região pantanosa localizada do outro lado do rio Tibre, fora das muralhas originais de Roma. O local era associado a práticas oraculares, profecias e a divindades menores ligadas ao sobrenatural. Esse local era frequentado por adivinhos etruscos e profetas romanos que faziam previsões e rituais oraculares.
Raiz Latina Vates: O termo deriva do latim vates, que significa "profeta", "vidente" ou "poeta inspirado".
Adivinhação Vaticinium: A palavra evoluiu para vaticinium, que se traduz exatamente como "profecia" ou "oráculo".
Localização Geográfica (Ager Vaticanus): Na Roma Antiga, a região pantanosa além do Rio Tibre era chamada de Colina do Vaticano (Mons Vaticanus).
Portanto, o nome "Vaticano" significa essencialmente "lugar de profecias" ou "colina dos adivinhos". A Igreja Católica herdou o nome simplesmente por ter construído a Basílica de São Pedro em cima daquela antiga colina romana. Como ficava fora das muralhas originais de Roma, o local era associado a práticas místicas, oráculos e profecias realizados por adivinhos e sacerdotes.
Templo de Sibele
E este sistema funcionou para os etruscos, há mais de três mil anos, antes de Roma ser fundada, no ano 753 a.C. Mas, como nada é para sempre nesta vida, tudo mudou. Quando os romanos começaram a conquistar a região e o mundo, o templo dos etruscos, bem como sua religião, o seu cemitério, etc., começou a perder força. E a região do vatico, ou vatica, ou vaticano, mais tarde foi demolido, para dar lugar ao templo da deusa Frigia Sibeli.
Até o templo do deus Aita, foi demolido. Tudo foi dado para a nova religião. Agora, eles cultuavam, no vatico, a deusa Sibeli.
E foi feito lá um templo enorme, frutuoso, que depois foi demolido pelos católicos, para fazer o vaticano. O templo da deusa Sibeli, era conhecido como Frigiano, que quer dizer, casa dos frígios. A mudança se deu por conta da potência que Roma se transformou.
E com isso, a adoração aos deuses vatico, vatica, aita, vaginatos, etc., foi, obviamente, suprimida, esmagada e desaparecida. Porque os novos conquistadores romanos impôs uma nova ordem no mundo antigo. E sabemos que Roma foi, de longe, o maior império já visto na história da humanidade.
Circo Romano
Calígula ─ Quando Roma virou um império, o imperador Calígula, teve a ideia de fazer o seu circo neste lugar. Para os romanos, os circos ou círculos, era um grande espaço de eventos a céu aberto, utilizado para diversos fins, principalmente para a corrida de bigas. E Calígula, faz os seus enormes círculos máximos no local.
Quando seu Circo estava sendo construído, Calígula mandou trazer do Egito (Khemet) um Obelísco da cidade de Heliópolis. Só que Calígula, não chega a terminar sua obra, porque ele foi assassinado no ano 41.
Nero ─ O imperador Nero, conclui sua obra, e deixa mais suntuosa, do que a versão original de Calígula. Megalomaníaco como era Nero, ele chama este círculo, de Circus Gael et Nerones quer dizer Circo de Gaio e Nero. E Nero, manteve o obelisco que Calígula, mandou trazer de Heliópolis, lá no Egito (Khemet).
E esse mesmo Obelísco ainda está onde é hoje a Praça São Pedro, no Vaticano, onde é a Basílica de São Pedro.
Curiosidade
Agora só uma curiosidade, a região do Vaticano, que é a sede da religião católica, é chamada de Basílica de São Pedro, ou Praça São Pedro, porque segundo a mitologia católica, os ossos de Pedro, foram achados nesse cemitério. Que Vaticano foi um cemitério, todo mundo concorda, só que o problema, é quando os católicos falam, que foi achado, a ossada de Pedro.
Vamos pensar um pouco, nessa região, existe um cemitério, como acabamos de aprender, e este cemitério, funcionou por mais de 3.000 anos, e isso antes da fundação de Roma, em 753 a.C. Então, este cemitério funcionou, por mais de 3.000 anos, antes do ano 753. Se for somar, os 3.000 anos, com o ano da fundação de Roma, vai dar 3.753 anos, e tudo isso, antes de Cristo. Vocês não acham que, iria ter, muitos ossos, enterrados ali? E naquela época, não existia, raio-x, também não existia, DNA.
Era complicado, fazer um exame, na arcada dentária de Pedro, ou de alguém. Como é, que os católicos, acreditam, que, neste cemitério, foram, achados, os ossos de Pedro? É só para pensar, a conclusão, fica, com vocês. Não é errado, chamar o local de Vaticano, não tem problema nenhum.
O problema, é dar toda uma, conotação, e, denotação, religiosa, no local. Dizendo que, esta região, é uma região de Deus, e usam da Bíblia, para, alegar, que de fato, esta religião, é de Deus. É muito complicado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário