Luciano de Samósata já via os cristãos como tolos naquela época no ano de 165 a 170 DEC (Depois da Era Comum).
“Essas criaturas infelizes convenceram-se de que são imortais e viverão para sempre. Por isso desprezam a morte e muitos se entregam voluntariamente a ela. Além disso, o seu primeiro legislador os convenceu de que são todos irmãos… Depois de renunciarem aos deuses gregos, adoram aquele sofista crucificado e vivem segundo suas leis.”
“Se um impostor habilidoso, capaz de explorar as circunstâncias, chega entre eles, rapidamente enriquece, zombando dessas pessoas ingênuas.”
Luciano de Samósata escreveu uma sátira chamada A Morte de Peregrino (c. 165–170 d.C.)
Vamos falar de história e arqueologia, não de fé
O Jesus bíblico nunca existiu, tanto a história como a arqueologia nega um homem que nasceu de uma virgem, que andou sobre as águas, que transformou água em vinho e muito menos ressuscitou como um zumbi.
Aprenda separar o Jesus bíblico e o Jesus histórico.
Vamos aos fatos do que temos hoje para tentar provar ou não, a existência de um homem normal chamado Jesus.
1. Flávio Josefo
No livro As Antiguidades Judaica" escrito por volta de 93 a 94 DEC (Depois da Era Comum).
Josefo nem era nascido na suposta época em que Jesus estaria vivo. Logo, nunca esteve cara a cara com Jesus.
Como podemos ver o livro tbm foi escrito décadas depois do suposto Jesus.
2. Tácito
Nasceu em 55 e 58. Nasceu depois da suposta época de jesus. Nunca esteve cara a cara com jesus e muito menos na suposta crucificação de Jesus.
Ele comenta sobre Jesus em Anais no ano de 116 DEC.
Tácito dependeu de fontes cristãs, sem acesso direto a fontes judaicas ou palestinas. Acadêmicos como Gerd Theissen e Annette Merz notam que ele não demonstra conhecimento independente da Palestina ou do judaísmo, sugerindo segunda mão, o que compromete a originalidade.
Ausência de Detalhes
Tácito omite datas exatas, cargos de Pilatos (chamado apenas "procurador", termo posterior) e contexto da execução, limitando-se a "Pôncio Pilatos". Isso indica imprecisão, já que historiadores romanos como Suetônio oferecem paralelos vagos, sem prova de pesquisa autônoma.
3. Plínio, o Jovem
Por volta de 112 d.C., escreveu que os cristãos cantavam hinos a Cristo “como a um deus”.
Isso demonstra a existência de comunidades cristãs, mas não constitui evidência direta da existência de Jesus.
Também nunca esteve cara a cara com jesus.
4. Suetônio
Menciona um “Chrestus” relacionado a distúrbios entre judeus em Roma.
Há debate sobre se “Chrestus” realmente se refere a Cristo ou cristãos também.
Suetônio, em sua obra Vida dos Doze Césares (escrita por volta de 121 d.C.), faz uma única referência clara a Jesus (ou "Chrestus") no capítulo sobre Cláudio (25.4): "Os judeus, instigados por Chrestus, causavam tumultos constantes em Roma, de modo que Cláudio os expulsou da cidade".
Para a academia de história, essa citação apresenta falhas metodológicas e interpretativas significativas. Ambiguidade de "Chrestus"O nome "Chrestus" (uma variante comum de "Chrestos", significando "bom" em grego) não é explicitamente ligado a Jesus de Nazaré.
Historiadores como Robert E. Van Voorst argumentam que pode se referir a um agitador judeu contemporâneo em Roma, não ao Cristo cristão, já que o texto não menciona execução ou messianismo.
A confusão entre "Chrestus" e "Christus" era recorrente, mas Suetônio não esclarece, diferentemente de Tácito (Anais 15.44), que distingue "Christus" executado sob Tibério.
Erro Cronológico
A expulsão dos judeus por Cláudio ocorreu por volta de 49 d.C., conforme Atos 18:2 e evidências epigráficas (edito de Cláudio). Jesus morreu em 30-33 d.C., tornando impossível que ele "instigasse" distúrbios pessoalmente duas décadas após sua morte. Acadêmicos como E. Mary Smallwood veem isso como evidência de que Suetônio confunde Jesus com debates entre judeus e cristãos primitivos em Roma, possivelmente influenciado por rumores cristãos.
5. As cartas autênticas de Paulo de Tarso
Datadas entre aproximadamente 50 e 60 d.C.
São os documentos cristãos mais antigos preservados, mas Paulo nunca esteve cara a cara com Jesus e não acreditava que Jesus nasceu de uma virgem.
Paulo afirma que Jesus foi crucificado e tinha irmãos, mencionando Tiago, irmão de Jesus.
Contudo, Paulo fornece poucos detalhes biográficos sobre a vida de Jesus ficando apenas na crendice do que em fatos históricos que pudesse comprovar que Jesus realmente existiu.
Das 13 cartas de Paulo, somente 7 são autênticas por enquanto. 6 cartas já foram tiradas de sua autoria.
6. Os Evangelhos
São as principais narrativas sobre Jesus.
Geralmente são datados entre cerca de 70 e 100 d.C. Nenhum livro foi escrito na suposta época de jesus.
São considerados fontes religiosas, escritas décadas após os acontecimentos, por autores anônimos e só foram ganhar autorias somente no segundo século depois da era comum pela igreja. Por isso, historiadores acadêmicos os utilizam com cautela.
Limitações dessas evidências
Nenhuma dessas fontes oferece:
* Uma inscrição contemporânea mencionando Jesus
* Documentos oficiais romanos sobre seu julgamento
* Moedas com sua imagem
* Cartas escritas por Jesus
* Relatos de testemunhas oculares preservados
Por isso, não existe uma “prova” arqueológica ou documental direta da existência de Jesus comparável às disponíveis para algumas outras figuras da Antiguidade.
Também temos algumas fontes mais tardia
O principal texto é o Toledot Yeshu. Trata-se de uma narrativa satírica e polêmica, composta e ampliada entre a Antiguidade Tardia e a Idade Média (com diferentes versões), não de um registro histórico contemporâneo aos acontecimentos.
Nessas versões, geralmente se afirma que:
* Maria teria sido seduzida por um homem chamado Pantera (ou Pandera), e Maria teria cometido adultério com ele.
* Jesus seria filho desse homem, e não de uma concepção milagrosa.
* Os milagres de Jesus seriam explicados como magia aprendida no Egito. E para não ser apedrejada por adultério, teria inventado o nascimento virginal de Jesus.
Grafite de Alexamenos Jesus com cabeça de jumento
O Grafite de Alexamenos é um antigo desenho riscado em uma parede de Roma, geralmente datado entre os séculos II e III d.C. É considerado uma das mais antigas representações conhecidas da crucificação de Jesus e um dos primeiros exemplos de sátira dirigida aos cristãos, tornando-se uma peça importante para o estudo da religião e da sociedade no Império Romano.
O grafite retrata uma figura crucificada com cabeça de jumento, enquanto outra pessoa, identificada pela inscrição como Alexamenos, aparece em atitude de adoração. A inscrição em grego costuma ser traduzida como “Alexamenos adora seu deus”, indicando que o desenho provavelmente pretendia ridicularizar um cristão chamado Alexamenos e sua fé.
Contexto histórico
Na época em que foi produzido, o cristianismo ainda era uma religião minoritária dentro do Império Romano. Cristãos frequentemente eram alvo de incompreensão, rumores e zombarias. A associação de sua divindade a uma cabeça de jumento reflete uma acusação falsa que circulava em alguns ambientes da Antiguidade, usada como forma de desprezo contra determinados grupos religiosos.
Importância arqueológica
Embora seja uma caricatura, o grafite é uma fonte histórica valiosa. Ele demonstra que:
* A crucificação já era reconhecida como elemento central da identidade cristã.
* Cristãos eram conhecidos o suficiente em Roma para se tornarem alvo de sátiras.
* A obra oferece um raro testemunho direto das atitudes populares em relação ao cristianismo antes de sua legalização e posterior expansão pelo Império.
Descoberta e preservação
O grafite foi descoberto no século XIX durante escavações no Monte Palatino, em Roma, em um edifício que fazia parte do complexo imperial. Atualmente, é preservado no Antiquarium do Palatino, onde permanece como um dos artefatos mais estudados sobre as primeiras percepções do cristianismo na Antiguidade.
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