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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

AS QUESTÕES RACISTAS SÃO POLÍTICOS E RELIGIOSOS - MENOS CIENTÍFICOS

 


Tudo isto era respaldado por uma intelectualidade que se apresentava como tutora do conhecimento, do saber e, ao mesmo tempo, assessora dos mentores metropolitanos.

Como vemos, a chamada “questão racial” não pode ser compreendida se a interpretarmos como uma questão meramente científica, cuja solução será encontrada pelos antropólogos entre as quatro paredes de um laboratório ou nas salas de congressos de especialistas. Pelo contrário. Devemos partir de uma posição crítica radical, através da reformulação política, da modificação dos pólos de poder, especialmente das áreas do chamado Terceiro Mundo. É uma situação que ficará sempre inconclusa se não a analisarmos como um dos componentes de um aparelho de dominação econômica, política e cultural.

No caso da América Latina, o racismo, como ideologia do colonialismo, penetrou fundo no pensamento da elite intelectual colonizada. Todo o arsenal “científico” que vinha da Europa sobre a questão racial era aqui repetido sem ser filtrado, não porque fosse a “última palavra da ciência”, mas porque já vinha com o julgamento das metrópoles. No lado oposto expressava-se uma visão democrática e não racista do problema; esta corrente progressista era desacreditada pela intelligentsia colonizada. O cientista russo Tchernichevsky, por exemplo, escreveu que “os escravistas eram pessoas da raça branca, os cativos eram negros; por isso a defesa da escravidão nos tratados científicos tomou a forma da teoria da diferença radical entre as diferentes raças humanas”. E Jean Finot, em seu livro O preconceito racial, declarou: “as raças como categorias irredutíveis existem somente como ficções nos nossos cérebros”. E mais: “as diferenças culturais existem e foram assinaladas neste livro, porém somente são produtos transitórios, como resultado de circunstâncias externas, e desaparecerão do mesmo modo”.

No entanto, essas conclusões antirracistas eram consideradas heresias científicas. Sílvio Romero, depois de citar o antropólogo alemão Lapouge, endossando-lhe a tese da superioridade do alemão em relação ao francês, escreve sobre o pensamento de Finot: “Fugir das tolices do russo que se assina Finot, e cujo nome antigo é João Finkelhaus, literato de segunda ordem, ignorantíssimo em antropologia e ciência em geral” (8).

Mas não era somente Sílvio Romero quem endossava o racismo no Brasil da época. E convém esclarecer que estávamos em pleno processo abolicionista e os escravistas e senhores de escravo tinham, como um dos suportes que legitimava a escravidão, a inferioridade biológica e cultural do africano. Euclides da Cunha, outro importante representante de nossa cultura dominante, repetia o mesmo pensamento racista. Sua posição em relação ao mestiço e ao negro não deixa dúvidas. Estuda o negro afirmando que “a raça dominada (negra) teve aqui dirimidas, pela situação social, as facilidades de desenvolvimento. Organização potente afeita à humanidade extrema, sem as rebeldias do índio, o negro teve, sobre os ombros, toda a pressão da vida colonial” (9).

Para ele, o negro é a “besta de carga”, o “filho das paisagens adustas e bárbaras”; Palmares é “grosseira odisseia” e por isto a ação dos bandeirantes destruindo-o foi um benefício à nossa civilização; são “vencidos e infelizes”; o escravo negro é “humilde”, mesmo sendo “temeroso”, “aguilhoado à terra”; são “foragidos”, a raça é “humilhada e sucumbida”. Para ele a desigualdade racial era um fato provado “ante as conclusões do evolucionismo”. O negro, como vemos, era o componente de uma raça inferior. O índio, por seu lado, não tinha capacidade de “se afeiçoar às mais simples concepções do mundo”. E, quanto ao mestiço desses cruzamentos, no seu “parênteses irritante” não há lugar para ele, é um desequilibrado, de um desequilíbrio incurável, pois “não há terapêutica para este embate de tendências antagonistas” (10).

A ideologia do colonialismo era, e ainda é, alimentada por toda uma literatura racista que nos vinha, ou nos vem, das metrópoles colonizadoras, para nos inferiorizar através da nossa própria autoanálise.


 O racismo brasileiro quer um país “eugênico”

Passada a fase da abolição, com sua conclusão negativa para a população negra, e concluído o golpe militar republicano, com a persistência das oligarquias agrárias, o racismo brasileiro procura novas roupagens “científicas”. Na Europa o racismo entra em ascensão e transforma-se em força agressiva, agressividade que terá a sua conclusão na vitória do nazismo na Alemanha. No Brasil há uma recomposição ideológica do mesmo sentido. Essa tendência racista elitista de nossa intelectualidade tradicional se revigora.

Na época da ascensão do nazismo e do fascismo, houve aqui no Brasil um trabalho ideológico racista feito pela nossa intelectualidade. Essa divulgação e essa prática concentraram-se na Liga da Higiene Mental, que congregou grandes nomes da ciência. Jurandir Freire Costa, autor do livro História da psiquiatria no Brasil, afirmou que o programa dessa entidade tinha como objetivo a intolerância e o obscurantismo. Fundada em 1923 e dedicada à prevenção de doenças mentais, longe de estabelecer uma abordagem científica de doença mental, adotava e enfatizava posições nitidamente ideológicas, elaborando propostas no sentido da adoção apaixonada e integral do arianismo, da superioridade racial, justamente as que prevaleceram na Alemanha nazista. Seus membros mais conspícuos passaram a defender na área profissional, e publicamente, a esterilização e a segregação perpétua de todos os indivíduos considerados loucos ou desequilibrados, segundo os critérios de sua avaliação; daí passaram a pregar o mesmo destino para as pessoas de “raça inferior”, ainda segundo os padrões que adotavam e que definiam como tais os não brancos puros.

 “Já se quis uma reforma “eugênica” dos salários: maiores para os brancos, menores para os negros”.

A pregação da Liga concentrou seus fogos particularmente na imigração: o Brasil deveria, nesse campo, adotar rigorosos critérios seletivos, em que se inseria a condenação à entrada de negros e asiáticos em nosso país – “rebotalho de raças inferiores” –, alegando que “já nos bastavam os nordestinos, os híbridos e os planaltinos miscigenados com negros”. Xavier de Oliveira, um dos membros da Liga, partidário do que entendia por eugenia, manifestava sua satisfação pela decadência incontestável e pela “extinção não muito remota” dos índios da Amazônia. A condenação ao fim próximo alcançava, também, os mestiços, cuja proibição de entrada no Brasil era encomendada pela Liga em 1928. Outra de suas reivindicações: a reforma eugênica dos salários, privilegiando os brancos. 

Reivindicava também concessão de benefícios econômicos e financeiros às famílias que procriassem indivíduos “superiores”. A mais audaciosa foi a criação de Tribunais de Eugenia, que decidiriam sobre a esterilização e o confinamento de membros das raças inferiores. Em 1934 a revista Arquivos Brasileiros de Higiene Mental, editada pela Liga, publicava a lei alemã de esterilização dos “doentes transmissores de taras”, com entusiástica introdução ao seu texto. “O mundo culto”, dizia a publicação, “tomava conhecimento da nova e grande lei alemã de esterilização dos degenerados”. A citada lei, de 14 de julho de 1933, era assinada por Hitler, além de Frick e Gurther, ministros do Interior e da Justiça, respectivamente.

Outro artigo esclarecedor dos Arquivos foi aquele no qual o seu autor procurava demonstrar que a Inquisição operara a partir de uma “filosofia eugênica”, pois as suas torturas e seus sacrifícios “tiveram uma consequência benéfica para a raça”. Em 1934, conta ainda Jurandir Freire Costa, a Liga associava-se à polícia em ações “sempre caracterizadas pela truculência”; a polícia fornecia, confidencialmente, nomes e endereços de alcoólatras, que eram, então, procurados pelos psiquiatras da Liga e internados em hospitais e centros ditos de saúde mental; ali eram submetidos a tratamentos de acordo com os métodos da Liga, que funcionou, ostensivamente, durante três décadas. Nela pontificavam médicos de renome, particularmente psiquiatras: representavam a ciência oficial, isto é, a ciência das classes dominantes, numa época em que o nazismo já se manifestava e apresentava a raça alemã como “raça eleita”.

Entre esses nomes famosos, figuravam Renato Kehl, presidente da Sociedade de Eugenia em 1929; Alberto Farani, presidente da Seção de Estudos de Cirurgia e Sistema Nervoso da Liga de Higiene Mental e chefe do serviço dos ambulatórios de Profilaxia Mental do Hospital Rivadávia Correia; Xavier de Oliveira, docente de Clínica Psiquiátrica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro e médico do Hospital Nacional de Psicopatas.

À época da Liga de Higiene Mental, a década de 1920 e a primeira metade da década de 1930, surgiram e se ampliaram consideravelmente em nosso país, no campo quase virgem das ciências sociais, as teses de Oliveira Vianna, com uma obra toda ela de cunho racista, elitista e neocolonialista. 

Assim como aconteceu na época de Sílvio Romero, a produção cultural dominante espelhava a alienação social e, consequentemente, cultural a qual estava submetida. A obra de Oliveira Vianna, em particular, é um marco significativo de como a intelectualidade brasileira deixa-se vergar ideologicamente e refletia em sua produção uma rejeição à sua própria condição de ser humano e social. Esta atitude representava, e atualmente ainda representa, uma negação e/ou fuga de nosso ser étnico, cultural e político, expressa através de uma produção estimulada pelo neocolonialismo; em outras palavras, o imperialismo tecnocrático.


A ESTRUTURAÇÃO SOCIAL DO RACISMO

 


Sobre o racismo um dos temas mais polêmicos, instigantes e inesgotáveis do mundo moderno, concentram-se opiniões contraditórias, que discutem em vários níveis, as consequências de sua prática. A discussão sobre as diversas formas de sua atuação, significado e função vem sempre acompanhada de uma carga emocional, o que demonstra como a polêmica que se monta em torno de seu significado transcende em muito as questões acadêmicas, para atingir um significado mais abrangente, da ideologia de dominação. Somente admitindo o papel social, ideológico e político do racismo poderemos compreender sua força permanente e seu significado polimórfico e ambivalente.

Apenas desta forma poderemos compreender por que se trata de um conceito tão polêmico e, também, por que em determinados contextos políticos e momentos históricos o racismo adquire tanta vitalidade e se desenvolve com tanta agressividade, ele não é uma conclusão tirada dos dados da ciência, de acordo com pesquisas de laboratório que comprovem a superioridade de um grupo étnico sobre outro, mas uma ideologia deliberadamente montada para justificar a expansão dos grupos de nações dominadoras sobre aquelas áreas por eles dominadas ou a dominar. Expressa, portanto, uma ideologia de dominação, e somente assim pode-se explicar a sua permanência como tendência de pensamento. Vê-lo como uma questão científica cuja última palavra seria dada pela ciência é plena ingenuidade, pois as conclusões da ciência condenam o racismo e nem por isso ele deixa de desempenhar um papel agressivo no contexto das relações locais, nacionais e internacionais.

O racismo tem, portanto, em última instância, um conteúdo de dominação, não apenas étnico, mas também ideológico, político e religioso. É por isso ingenuidade, segundo pensamos, combatê-lo apenas através do seu viés acadêmico e estritamente científico, uma vez que ele transcende as conclusões da ciência e funciona como mecanismo de sujeição e não de explicação antropológica. Pelo contrário superpõe-se a essas conclusões com todo um arsenal ideológico justificatório de dominação. 

Lapouge, um dos teóricos, dizia: “Estou convencido de que no próximo século milhões de homens se matarão por um ou dois graus do índice cefálico”. Isso foi escrito em 1880. O que esse teórico do racismo queria expressar eufemisticamente é que a humanidade travaria a maior guerra de sua história e que as diferenças raciais seriam um dos pretextos ideológicos de que os agressores lançariam mão para justificar a conquista de territórios colonizáveis.

É uma constante o traço antropológico estar embutido na crista da ofensiva racista de dominação. Com isso não queremos dizer que toda antropologia é racista. Pelo contrário. Mas o que acontece é que a divulgação que se faz dessa ciência, especialmente para a opinião pública leiga, é nesse sentido. A expressão de Lapouge teve contestadores, mas o que se viu foi a florescência progressiva dessa posição no final do século XIX e início do século XX, a ponto de fazer com que milhões de pessoas dela compartilhassem. O racismo é um multiplicador ideológico que se nutre das ambições políticas e expansionistas das nações dominadoras e serve-lhe como arma de combate e de justificativa para os crimes cometidos em nome do direito biológico, psicológico e cultural de “raças eleitas”. Há também o racismo interno em várias nações, especialmente nas que fizeram parte do sistema colonial, através do qual suas classes dominantes mantêm o sistema de exploração das camadas trabalhadoras negras e mestiças.

Com a montagem do antigo sistema colonial e a expansão das metrópoles colonizadoras, esse racismo se desenvolveu como arma justificadora da invasão e da domínio das áreas consideradas “bárbaras”, “inferiores”, “selvagens” que, por isso mesmo, seriam beneficiadas com a ocupação de seus territórios e a destruição de suas populações pelas nações “civilizadas”.

O racismo larval que encontramos em todos os povos antes da aventura colonialista passa a revestir-se de uma roupagem científica a ser manipulado como se ciência fosse. No particular podemos dizer que o racismo moderno nasceu com o capitalismo. Referimo-nos ao racismo como o entendemos modernamente, o qual procura justificar a dominação de um povo, nação ou classe sobre outra invocando argumentos “científicos”. Antes do aparecimento do capitalismo, “as tentativas feitas para justificar a dominação europeia sobre os indígenas eram fundadas em crenças sobrenaturais. Como os europeus eram cristãos, ao contrário dos povos submetidos, nada mais lógico e natural de que o Deus todo-poderoso dos cristãos recompensasse os seus adeptos. Os donos de escravos negros podiam inclusive justificar a escravidão em uma passagem do Velho Testamento, no qual se lê que os filhos de Cam foram condenados a ser lenhadores e aguadeiros. Obviamente, essas razões sobrenaturais logo começaram a perder seu valor e em seguida os brancos imaginaram outras justificativas mais de acordo com a natureza. A doutrina da seleção natural e da sobrevivência do mais apto foi um argumento que veio a calhar. A rapidez com que esse conceito puramente biológico chegou a dominar em todos os campos e atividades do pensamento europeu nos dá a ideia da necessidade urgente que se precisava para justificar a dominação. Nessa teoria universalmente aceita, a dominação europeia encontrou a forma de justificar-se que estava procurando. Já que os brancos haviam conseguido mais êxito que as outras raças, tinham de ser, per si, superiores a ela. O fato de que essa dominação tinha data muito recente foi justificado alegando-se que o europeu médio não tinha perspectiva mundial, assim como os outros argumentos que procuravam demonstrar que as raças restantes ocupavam na realidade uma posição inferior na escala da evolução física”.

É exatamente nesta confluência do capitalismo com as doutrinas biológicas da luta pela vida e a sobrevivência do mais apto que o racismo se apresenta como corrente “científica”. Surge, então, a ideia de raça como chave da história. Ela aparece exatamente na Inglaterra com Robert Knox (Races of Men, 1850) e na França com Arthur de Gobineau (Essai sur l’inégalité des races humaines). Para Alan Davies, “do primeiro surgiu o mito do gênio racial saxão – mais tarde anglo-saxão – e do último surgiu o mito do gênio racial ariano; mas ambos os mitos eram variantes do tema geral da superioridade branca europeia sobre os não-brancos. Sua gênese foi política. Knox procurava provar que o homem saxão era democrata por natureza e por isso o futuro dominador da terra. Gobineau, por outro lado, não gostava da democracia e procurou provar que seu surgimento era um sinal certo de decadência e da morte iminente da civilização. Em ambos os casos as raças não brancas eram relegadas a uma posição inferior como símbolos dos elementos primitivos e não criativos na natureza humana”.

Deduz-se, portanto, sem muito esforço, que o racismo pode ser considerado – da forma como o entendemos atualmente – um dos galhos ideológicos do capitalismo. Não por acaso ele nasceu na Inglaterra e na França e depois desenvolveu-se tão dinamicamente na Alemanha. O racismo é atualmente uma ideologia de dominação do imperialismo em escala planetária e de dominação de classes em cada país particular.

Desta forma explica-se o sistema colonial e o pilar de seu êxito: de um lado, exterminar as populações autóctones das áreas ocupadas e, de outro, justificar o tráfico negreiro com a África, um dos fatores mais importantes da acumulação capitalista nos países europeus. As populações autóctones não tinham direito aos territórios onde viviam por serem primitivas; e às africanas, que já sofriam a maldição bíblica de Cam, juntava-se agora seu atraso biológico, sua semelhança e proximidade com os mais primitivos espécimes da raça humana, quer dizer, eram antropoides que se desviaram de sua árvore genealógica. Com isso, o chamado processo civilizatório tinha o respaldo da ciência. A afro-americana, que compreendia, no século XVIII, o Caribe (Antilhas, Guianas), e grande parte da América espanhola continental (costa do Peru, partes do que são hoje a Venezuela e a Colômbia) já estavam inteiramente dominadas, e a justificativa para a sua dominação era a mesma: a incapacidade inata (biológica) que os nativos tinham para se civilizarem.

Toda essa população nativa ou compulsoriamente trazida da África fazia parte de uma massa sem história, sem máscara, sem cultura, sem moral e sem perspectiva civilizatória. Já no início do século XIX os teóricos racistas substituíram as explicações um pouco vagas por explicações “científicas”, como já foi dito, enquanto as demais áreas da Ásia, África e Oceania eram ocupadas com o mesmo pretexto.

Foi a época áurea da antropometria, quando Gobineau, Ammon, Broca, Levi e Quarteares desenvolviam pesquisas no sentido de saber se os habitantes das cidades eram superiores (por questões biológicas) aos camponeses pela sua capacidade craniana; se os nórdicos eram superiores aos alpinos ou, como queria Levi, se os mediterrâneos eram superiores a outras “raças” europeias. 

Tais conclusões eram baseadas em pesquisas históricas; na mensuração de crânios e esqueletos; na medição de índices cefálicos, e na capacidade craniana de cada grupo pesquisado. Tudo isso, no entanto, representava, em última instância, as contradições e os conflitos das nações européias em luta pela dominação continental. Convém notar que alguns deles, como é o caso de Gobineau, chegaram às suas conclusões antes de terem lido A origem das espécies, de Darwin, que surgiu em 1859 e deu novo alento a essas hipóteses com a sua teoria da “sobrevivência do mais apto”, criando a escola do darwinismo social. Como diz uma antropóloga, “havia-se descoberto uma razão” ;científicas que santificava o velho o poder.

Por outro lado, entrava-se na época aguda do colonialismo e as disputas pelos territórios conquistados ou a serem conquistados. Afirmou Ruth Benedict:  “O racismo converteu-se em grito de guerra durante este período nacionalista. A pátria, que necessitava de uma palavra-de-ordem aglutinadora, se outorgou um pedigree e um vínculo que levava a que qualquer homem podia compreender e sentir-se orgulhoso dele. O racismo foi, a partir daí, uma babel de vozes diferentes. Os franceses, os alemães, os eslavos, os anglo-saxões, todos produziram literatos e políticos consagrados a demonstrar que, desde o princípio da história europeia, os triunfos da civilização devem-se exclusivamente à sua ‘raça’”.

Como se vê, essa antropossociologia era reflexo e rescaldo de uma competição sociopolítica entre as nações da Europa. Era, por isso mesmo, uma ciência eurocêntrica. Com a instalação e o dinamismo do sistema colonial e seu desdobramento imperialista, ela se estende ao resto do mundo e aí procura ter uma visão mais abrangente e sistemática, unindo todas as diferenças étnicas europeias em um bloco compacto – o branco –, que passa a se contrapor ao restante das populações não civilizadas, dependentes, e racialmente diversas das matrizes daquele continente. Não se cogita mais nas diferenças entre o nórdico, o alpino, o mediterrâneo, que passam a ser, de modo genérico, componentes da raça branca. E essa raça tinha por questões de superioridade biológica o direito de tutelar os demais povos.

A partilha da África, feita por Bismarck na Alemanha, entre 15 de novembro de 1884 e 26 de fevereiro de 1885 criou uma trégua entre as nações conquistadoras, e com isso o mundo ficou dividido entre os brancos civilizados europeus e os povos não brancos “bárbaros” e “selvagens”.

Ordenado o colonialismo através do racismo, as nações dominantes sentiram-se à vontade para o saque às colônias e para as razias mais odiosas nas regiões da Ásia, América Latina, África e Oceania e para agir contra todos os que compunham as multidões de desamparados e anônimos da história. Não só roubaram-lhes as riquezas, mas suas culturas, crenças, costumes, língua, religião, sistemas de parentesco e tudo o que durante milênios esses povos constituíram, estruturaram e dinamizaram.

As explicações eram fáceis e já vinham pré-fabricadas pela sociologia antropológica desenvolvida na Europa para dar aparência de verdade científica ao crime. A própria opinião pública liberal ou pretensamente humanista europeia achava essa espoliação natural e defendia o direito dos ditos civilizados de tutelarem os povos colonizados. Renan, neste sentido, escreveu: “A regeneração das raças inferiores pelas raças superiores está dentro da ordem providencial da humanidade. O homem do povo é quase sempre, entre nós, um nobre renegado, sua mão pesada é mais acostumada ao manejo da espada do que ao utensílio servil. Prefere bater-se a trabalhar, isto é, regressa ao seu primeiro estado. Regere império populoso, eis a sua vocação. Derramai esta devorante atividade sobre os países que, como a China, concitam a conquista estrangeira. Dos aventureiros que desinquietam a sociedade europeia, um exame como dos francos, dos lombardos, dos normandos, e cada qual estará no seu papel. A natureza gerou uma raça de operários – é a raça chinesa – duma maravilhosa destreza de mão e quase nenhum sentimento de honra; governai-a com justiça, cobrando-lhe pelo benefício de tal governo um amplo erário em proveito da raça conquistadora, e ela ficará satisfeita; uma raça de trabalhadores da terra é o negro, sede para ele bom e humano e tudo estará em ordem; uma raça de senhores e soldados é a raça europeia. Que se reduza esta nobre raça a trabalhar no ergástulo como os negros e os chineses e ela revolta-se. Entre nós todo revoltado é, mais ou menos, um soldado que errou de vocação, um ser feito para a vida heroica e que constrangeram a uma tarefa contrária à sua raça, mau operário, soldado bom demais. 

Ora, a vida que revolta os nossos trabalhadores faria a felicidade de um chinês, dum fellah, seres de maneira alguma militares. ‘Que cada um faça aquilo para que nasceu e tudo correrá bem após;” . Os europeus – arianos, mediterrâneos, alpinos etc. – neste contexto eram os brancos. A grande massa de povos colonizados era a população indistinta, e o denominador que as igualava era a vocação de servir, trabalhar para os brancos, que tinham o dom divino e biológico de governá-la.

Com a passagem do colonialismo para o imperialismo (neocolonialismo), o racismo é remanejado em sua função instrumental. As metrópoles passam a ver as áreas coloniais como habitadas por povos indolentes, incuravelmente incapazes de criar uma poupança interna que os elevasse ao nível dos países brancos, que tinham estes predicados e se desenvolveram, ao contrário do mundo não branco que, por esta razão, permanece subdesenvolvido.

A teoria do pensamento pré-lógico desses povos, criada por L. Lévy Bruhl, condenava-os a uma posição de dependência circular, porque eram atrasados em consequência de sua própria estrutura psicológica, sendo refratários e impermeáveis à experiência e à razão e essencialmente religiosos. Estabelecia-se, assim, uma divisão estanque entre os povos dominados e os dominadores, pois esse paralogismo impedia-os de passar da economia natural para a economia monetária (lógica) levada pelos dominadores. Neste sentido, K. Marx e F. Engels escreveram, em 1848: “devido ao rápido desenvolvimento dos instrumentos de produção e dos meios de comunicação, a burguesia arrasta na corrente da civilização até as nações mais bárbaras. Os baixos preços de seus produtos são a artilharia pesada que destrói todas as muralhas da China e faz capitular os bárbaros mais tenazmente hostis aos estrangeiros. Sob pena de morte, ela obriga todas as nações a adotarem o modo burguês de produção. Numa palavra, modela o mundo à sua imagem”.

O imperialismo multiplica as formas do racismo, “moderniza-o” na medida em que há necessidade de uma arma de dominação mais sofisticada. Segundo a teoria de L. Lévy Bruhl, como éramos pré-lógicos, os movimentos de libertação que se dinamizavam nas regiões colonizadas ou dependentes não eram políticos, mas etnocêntricos, chauvinistas, xenófobos, nacionalistas ou messiânicos, ou seja, eram movimentos pré-políticos. Embora o conceito de movimentos pré-políticos tenha sido cunhado por um historiador grandemente ligado ao pensamento marxista – E. J. Hobsbawn – acreditamos que ele seja eurocêntrico, elitista e uma forma neoliberal de analisar e interpretar a dinâmica social. Se o aceitarmos, seriam excluídos como políticos todos os movimentos do chamado Terceiro Mundo; a luta de Zapata e Pancho Villa, no México; a de Sandino, na Nicarágua; o movimento camponês de Pugachov, na Rússia; todos os movimentos de libertação da África, como o kinganbista, incluindo os Mau Mau e o de Lumumba. Tudo seria englobado sob o rótulo de milenarismo, salvacionismo ou messianismo, e seria descartada sua essência política. Os povos “inferiores” não tinham condições de entrar no sentido universal da história, eram a-históricos. Com isto justificava-se a repressão contra eles e os seus líderes. Fora dos padrões normativos dos valores políticos europeus, civilizados e “normais”, não existiam movimentos que pudessem ser enquadrados como aceitos pelas nações dominadoras, como continuadores do “sentido” da civilização. As próprias lutas de libertação nacional eram (como acontece até hoje) consideradas revoltas intertribais, movimentos atípicos e perturbadores do processo civilizatório. Não tínhamos acesso à história, à civilização e à igualdade de direitos. A nossa inferioridade congênita e inapelável – biológica e psicológica – nos reduzia a satélites do processo civilizatório.


A HISLTÓRIA DO RACISMO

 


Quando se fala em "raça superior", campos de concentração e genocídio, sempre associamos a Alemanha nazista e ao holocausto judeu, ocorrido no período da II Guerra Mundial (1939/45). É como se essas atrocidades fossem um fato isolado na História, cometido apenas por um "monstro" degenerado chamado Adolf Hitler. Mas durante o neocolonialismo (dominação europeia na África e na Ásia), no século XIX, milhões de pessoas foram mortas por serem consideradas inferiores. Diversos grupos étnicos foram exterminados, enquanto isso, a alta sociedade na Europa, justificava tais atos, embasados no Darwinismo Social e posteriormente na Eugenia.

Em 1803, os britânicos conquistam a Tasmânia. Lá viviam cerca de 5 mil nativos isolados do restante do mundo. Aquela ilha serviu de lar para aquele povo por cerca de 10 mil anos. Porém os tasmanianos foram dizimados num espaço de tempo extremamente curto. Dez milênios de história e cultura foram arrasados em menos de um século. A chamada "Guerra Negra", o combate desleal onde os colonizadores ingleses assassinavam os tasmanianos, na década de 1820, manchava a reputação britânica de "império benevolente, defensor dos fracos e oprimidos". O que os outros iriam pensar se descobrissem que a "nação abolicionista" estava matando os aborígenes da Oceania?

O governador da Tasmânia, George Arthur, inicia então uma campanha de integração social, cabendo ao Missionário Robinson, a tarefa de "civilizar" 300 tasmanianos, fazendo com que eles passassem a residir em uma vila que ficava localizada numa pequena ilha vizinha. Essa tentativa fracassa na medida em que os tasmanianos começam a morrer um a um, ora infectados por vírus europeus, ora depressivos por verem que o seu povo, seus parentes foram exterminados, não sobrando muita coisa de sua terra e de sua cultura. Nessa época, a mentalidade cristã, de que os povos nativos eram irmãos, apesar de inferiores, criados por Deus e descendentes de Adão, ainda gerava um sentimento de culpa no colonizador europeu, que enxergava como um ato de nobreza, cristianizar e civilizar aqueles "pobres seres primitivos".

Não tardará para que a ideia de cristianização dos povos nativos seja descartada. Anatomistas, como o inglês Robert Knox, estudando cadáveres de negros, ameríndios e aborígenes, concluem que essas "raças" estão mais para animalescas do que para humanas, com isso, é uma baita perca de tempo concretizar esforços para ensinar "os bons costumes à seres tão bestiais". Essa concepção aumenta quando Charles Darwin lança A Origem das Espécies, em 1859. A sua teoria da Seleção Natural, diz que só as espécies mais fortes se adaptam ao processo evolutivo e sobrevivem. Os mais fracos ficam pelo caminho, a própria natureza se encarrega de extingui-los. Isso iria respaldar, posteriormente, o "Holocausto Vitoriano" ocorrido na Índia e o extermínio de 3500 nativos da Namíbia, pelos colonizadores alemães na Shark Island (1904 à 1909).

O Darwinismo Social é baseado na teoria da Seleção Natural, porém Darwin em sua obra refere-se apenas aos animais. Mas a lógica dos darwinistas sociais era a seguinte: Se entre os insetos, há insetos que dominam insetos, o mesmo aplica-se aos seres humanos. O próprio Charles Darwin será favorável a tal argumentação, anos mais tarde. Assim, os europeus passam a ser considerados os mais aptos enquanto que os nativos dos outros continentes passam a ser os menos aptos. No topo dessa cadeia estão os ingleses, detentores de um vasto império, e pioneiros da industrialização.

De acordo com essa nova perspectiva, a caridade é tida como sendo uma interferência no processo natural de selecionar os que vão continuar vivendo e os que devem morrer. Durante a Era Vitoriana (Reinado de Vitória que vai de 1837 à 1901), a Inglaterra vivia o seu apogeu econômico. Falar de Era Vitoriana é falar de um período esplendoroso para o Império Britânico, que expandiu seu território e aumentou a sua riqueza. Nessa época, a Índia era uma importantíssima colônia britânica, pois abastecia a sua metrópole urbanizada com produtos alimentícios. Toda a pompa da corte da Rainha Vitória contrastava com a miséria que assolava o povo indiano. Cerca de 30 milhões de pessoas morreram por inanição. Havia comida, mas estava estocada nos portos com direção a "Terra da Rainha". Esse episódio foi encarado com bastante naturalidade. Se os indianos estavam morrendo, era porque não tinham aptidão para sobreviverem. Tudo não passava da ação da própria natureza eliminando os fracos da "face da terra", deixando apenas os fortes.

Já em 1880, o primo de Darwin, o também inglês Francis Galton, transformará os problemas sociais em problemas biológicos. Isso porque a sua "ciência" considerava a criminalidade e a pobreza, como sendo traços genéticos herdados de pai para filho. Sendo assim, para construir um novo mundo, era necessário regulamentar a produção humana. Os "débeis" deveriam ser impedidos de se reproduzirem. Esse era o fundamento da Eugenia (bem nascer), que cruzou o Atlântico e se tornou "febre" entre os intelectuais estadunidenses.

Nas primeiras décadas do século XX, os EUA decretam uma "cruzada eugenista" com o objetivo de conter o avanço do "lixo humano". Aqueles que eram tidos como incapazes não integravam um grupo racial exclusivo. Eles eram os pobres da cidade e do campo. Eram imigrantes europeus, negros, judeus, mexicanos, índios, alcóolatras, epilépticos, deficientes físicos, deficientes mentais e criminosos banais.Na década de 1930, batidas policiais iam a caça dessas pessoas, arrancando-as de suas casas ou das ruas. Os "débeis" eram enviados até abrigos, onde eram submetidos a esterilizarão. Só no final da década de 1940, 36 mil homens e mulheres foram castrados ou esterilizados nos 29 estados norte-americanos que aprovaram as leis de esterilização involuntária.

Quando essa parte obscura da História, que foi propositalmente apagada dos livros didáticos, vem à tona, concluímos que o Nazismo não criou o conceito de "superioridade da raça". Adolf Hitler apenas adaptou esse conceito já existente para reerguer o brio de uma nação que além de derrotada na I Guerra Mundial (1914/19) havia sido humilhada pelo Tratado de Versalhes e arruinada economicamente. A Alemanha nazista foi tão monstruosa quanto a Inglaterra imperialista do século XIX e os EUA eugenista do início do século passado. 

A HISTÓRIA DO PENTECOSTALISMO NO BRASIL

 


O primeiro grupo de pentecostais conseguiram sua membresia das igrejas Holiness Weslyanas - um grupo de metodistas e, em muitos casos, dos grupos renovados onde elas começaram (batistas, metodistas, presbiterianas). O primeiro grupo enfatizava o falar em línguas estranhas como evidência do Batismo no Espírito Santo. Em termos de data, foi provavelmente a abertura do Bethel Bible College em Topeka, Kansas, dirigido por Charles Parhan, em outubro de 1900.

Em primeiro de Janeiro de 1901 os alunos deste colégio estavam estudando a obra do Espírito Santo, e uma das alunas, Agnes Osman, pediu aos seus colegas que lhe impusessem as mãos para que ela recebesse o Espírito. Ela falou em línguas, e mais tarde, outros estudantes falaram em línguas também.

Parhan abriu outra escola em 1905, na cidade de Houston, Texas. Foi de lá que William J. Seimor, um aluno negro, ao receber o mesmo dom, tornou-se mais tarde o líder de uma missão no número 312 da Rua Azusa em Los Angeles, no ano de 1906. Falar em línguas se tornou comum nessa missão. Pessoas que vinham visitá-la tiveram experiências similares e levaram a mensagem para outros países. Pode-se dizer que a Missão da rua Azusa é a mãe do pentecostalismo mundial. Essa missão chamava-se "MISSÃO APOSTÓLICA DA FÉ". Este nome durou até 1914 quando foi mudado para "ASSEMBLÉIA DE DEUS".

Muitos jovens pregadores e aspirantes a pregadores iam ter com William J. Seimor para receber os dons. Foi assim que Gunnar Vingren e Daniel Berg, os fundadores da Assembléia de Deus no Brasil, tornaram-se pentecostais em 1908.

Em 1907, um pastor chamado William H. Durhan, recebeu de Seimor os dons. Durhan abriu sua própria missão também em Los Angeles. Ficava na North Ave, 943. Foi nesta missão que Louis Francescon, futuro fundador da Congregação Cristã do Brasil, recebeu os seus dons.


OS PENTECOSTAIS NO BRASIL

O pentecostalismo no Brasil se divide em três grupos distintos que surgiram em três épocas diferentes. São eles:

- Os pentecostais históricos que surgiram na primeira década deste século (Assembléia de Deus e Congregação Cristã do Brasil).

- Os pentecostais da segunda geração, surgidos a partir da década de 50 (Quadrangular, Brasil para Cristo, Casa da Bênção, Deus é Amor);

- E os neopentecostais, surgidos a partir da década de setenta sendo a principal a Universal do Reino de Deus.


A ORIGEM DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

A Congregação Cristã foi a primeira igreja pentecostal a se instalar no Brasil. Foi fundada no Brasil pelo missionário Louis Francescon, um italiano nascido em Cavasso Novo, Udine. Veio para os EUA em 1890. Lá se tornou presbiteriano em 1891. Nessa igreja chegou a ser diácono e, na ausência do pastor, causou distúrbios à fé presbiteriana, indo-se batizar por imersão juntamente com outros 18 membros. Um irmão de sua igreja batizou-os em 1903, mesmo não sendo ordenado para o ato. Em 1907 recebeu os dons na Igreja de William H. Durhan. Nesta mesma igreja foi-lhe revelado que deveria pregar à colônia italiana, o que fez com presteza.

Francescon visitou a Argentina em Setembro de 1909 e em Janeiro de 1910. Chegou ao Brasil em Março de 1910, na cidade de São Paulo. Através de um contato direto foi parar em Santo Antônio da Platina, Paraná, onde organizou sua primeira igreja no Brasil com colonos italianos. Foram onze ao todo. O crescimento desta igreja foi tímido até o meado dos anos 50. A partir desta data cresce expressivamente. No Sul e Sudeste do pais, muitas igrejas do interior que professavam a fé presbiteriana foram alvos de renovação por parte dos adeptos da Congregação.

Interessante é notar o dom de línguas que possuía. Em seu diário ele diz que por suas mãos muitas pessoas conseguiram estes dons. Mas acaba entrando em contradição na página 23 do mesmo. Lá ele diz: "Outra dificuldade que encontrei foi não conhecer uma palavra do idioma portuguesa, se achar sem dinheiro e doente". E o dom de línguas que possuía, servia para que?


A ORIGEM DA ASSEMBLÉIA DE DEUS NO BRASIL

Em 19 de Novembro de 1910 chegaram ao Brasil dois pastores. O primeiro era Gunnar Vingren, um ex-pastor batista que fora excluído do ministério pela Igreja Batista de Michigan. O segundo era Daniel Berg que também fora excluído da comunhão batista. Depois de receberem os dons, e para atender a um sonho de um irmão chamado Adolf Uldin, vieram para o Brasil.

Chegando em Belém de Pará se apresentaram a Eurico Nelson, um missionário batista no Amazonas. Identificando-se como batistas, ofereceram-se para ajudar no trabalho e pediram hospedagem. Como não tinham carta de recomendação, e nem podia ter pois eram excluídos, o missionário deixou-os usar o porão da igreja como casa.

Logo depois Eurico Nelson precisou viajar para o sul. Essa viagem deu oportunidade para que os dois recém chegados pedissem ingresso na igreja, declarando-se membros de uma igreja nos Estados Unidos. Vingren declarou sua condição de pastor e a igreja recebeu-os com alegria. Como não sabiam falar português e nem os membros inglês - com exceção de um - tudo ficou muito fácil. Nota-se uma certa desonestidade em como eles conseguiram a entrada na igreja. Primeiro que não falaram que eram membros excluídos. Depois porque não esperaram a volta do pastor titular que, naquele tempo, tinha que fazer a viagem de Belém de Pará ao sul de navio, e levaria meses para voltar.

Os dois foram mais desonestos ainda quando começaram a fazer cultos no porão da igreja. Só alguns membros eram convidados e as reuniões começavam após o término dos cultos regulares da igreja. Nessas reuniões havia estranhas línguas e estranhos ruídos. Alguns membros da igreja começaram a adotar as idéias dos falsos irmãos. Aumentando o número e chegando ao ponto de haver manifestações pentecostais numa reunião de oração da igreja, o evangelista Raimundo Nobre convocou, com o apoio da maioria dos diáconos, uma sessão extraordinária, e os adeptos de Vingren e Berg foram excluídos. Ao todo foram treze pessoas excluídas. (dezenove segundo o MP 06-96). No meio deles estava o moderador da Igreja, substituto direto de Eurico Nelson, José Plácito da Costa, homem culto e o provável tradutor das mensagens pentecostais nas reuniões do porão. A igreja contava com 170 membros, assim, é estranho que o historiador pentecostal, Emilio Conde, diga que a minoria excluiu a maioria.

Vingren e Berg não pararam por aí. Continuaram a fazer o trabalho de proselitismo dentro das igrejas batistas. Percorreram o Brasil inteiro na busca de novas renovações. Pode-se dizer que em muitos casos foram bem sucedidos. O próprio Vingren afirma em seu diário que: "Por onde íamos, buscávamos nas igrejas e nas casas dos batistas infundirem o novo batismo". Este novo batismo constituía de doar aos crentes já convertidos o dom de línguas.

Nisso Vingren também entra em contradição na questão dos dons de língua. Ele considerava-se o doador do dons de línguas a muitos crentes. Pois bem. Na página 34 de seu diário ele relata: "Agora com esforço começamos a estudar a língua, e durante esse tempo participamos dos cultos da igreja Batista. Por não termos dinheiro para pagar as aulas, Daniel teve de conseguir um emprego na fundição. Ali ele trabalhava de dia, enquanto eu estudava o idioma. Depois eu lhe ensinava de noite o que aprendera de dia. Assim, com esforço aprendemos o português." Esse foi o mesmo erro de Francescon. Que dom era esse que não foi usado para o fim que a Bíblia deixou, pois, em Atos 2, diz que as línguas faladas pelos apóstolos coincidia com a necessidade de cada ouvinte; Romano ouvia em Latim. Grego em grego. E nenhum dos apóstolos tiveram que entrar na escola para aprender idioma nenhum. Em 1911 os dois fundaram a Missão de Fé Apostólica que posteriormente mudou-se de nome para Assembleia de Deus. Cresceram muito após a década de 50 e são hoje o maior grupo de pentecostais no Brasil, chegando a mais de três milhões de adeptos.


A ORIGEM DOS PENTECOSTAIS DA SEGUNDA GERAÇÃO

A partir de 1950 multiplicou-se o número de denominações pentecostais. Esse fato deve-se principalmente pelas incentivadas cruzadas nacionais de evangelização que percorreram todo o país. Usavam-se tendas como templos improvisado e grandes anúncios nas rádios da época. Esse período é conhecido como a segunda geração de pentecostais.


IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR

Ela foi fundada no Brasil pelo missionário americano Harold Williams em 1953 na cidade de São Paulo. Foi inovadora em alguns pontos cruciais do pentecostalismo. Não eram tão intransigentes no uso da roupa e do cabelo como os assembleianos e os cristãs. Seus cultos eram ainda mais desorganizados que o de seus antecessores. Deixando a recomendação de Paulo em I Tm 2,8-13, atropelaram as escrituras e ordenam mulheres para o ministério, dando a estas o título de pastoras. Seus templos estão situados principalmente no Sul e Sudeste do país.

A febre do pentecostalismo estava a toda, nessa época. Em 1956 o ex-pastor assembleiano e depois quadrangular, Manuel de Melo, iniciou uma divisão nestas duas igrejas. Dessa divisão surgiu a IGREJA O BRASIL PARA CRISTO. 


IGREJA O BRASIL PARA CRISTO

Esta igreja foi um pouco mais rígida que a quadrangular e um pouco menos exigente que a Assembléia. Seu crescimento foi espantoso. Na época áurea de Manuel de Melo ele chegou a ordenar mais de trezentos pastores num só dia (a maioria ex-presbíteros da Assembléia de Deus). Chegaram a ter o maior templo protestante no Brasil na cidade de São Paulo. Seus programas de rádio eram largamente ouvidos em todo o país. Chegaram a ter mais de um milhão de membros. Na última pesquisa feita o número foi de 197.000. Com a morte do missionário o trabalho deixou de ter o crescimento expressivo que marcou o seu início. Tem perdido muitos membros para as divisões das assembléias e para os neopentecostais.

As igrejas pentecostais continuaram a rachar. Em 1960 surgiu a IGREJA NOVA VIDA no Rio de Janeiro. O missionário David Martins Miranda, que tem origem assembleiana, deixou-a e fundou a IGREJA DEUS É AMOR em 1962. Esta igreja ainda está em ascensão. Cresce muito entre a população mais carente do país. O fato de seu fundador e líder ainda estar vivo ajuda muito a sua propagação. Seus programas de rádio têm grande audiência na camada mais pobre, e principalmente, nos moradores da zona rural. Muito parelha a esta igreja em doutrinas e costumes a IGREJA SÓ O SENHOR É DEUS, que tem como fundador o missionário Miranda Leal (Que dizem ser primo de Davi Miranda). Esta igreja que tem a sua sede em Maringá, no Paraná, e seus templos, quando construídos por Miranda Leal, tem a forma de uma Arca, como a de Noé. Em 1964 surge A CASA DA BENÇÃO, fundada pelo missionário Doriel de Oliveira. É quase inexpressiva nas cidade de pequeno porte, mas é bem representada nos grandes centros. Esta igreja até hoje costuma usar tendas improvisadas como templos para iniciar seus trabalhos.


OS NEOPENTECOSTAIS

Neopentecostalismo é o nome que se dá aos pentecostais da terceira geração. São assim chamados porque diferem muito dos pentecostais históricos e dos da segunda geração. Realmente é um novo pentecostalismo. Não se apegam à questão de roupas, de televisão, de costumes, e têm um jeito diferente de falar sobre Deus. Dualizam o mudo espiritual dividindo-o entre Deus e o Diabo. Para eles o mundo está completamente tomado por demônios, e é sua função expulsá-los. Pregam a prosperidade como meio de vida. Pobreza é coisa de Satanás. Doença só existe em quem não acredita em Deus e sua origem é o demônio. Seus cultos são sempre emotivos objetivando uma libertação do mundo satânico. Em muitos pontos pode-se dizer que suas doutrinas são bem parecidas com as doutrinas das religiões orientais, tais como Seicho-No-E, induísmo e budismo. Para eles o crente não pode sentir dor, ser pobre ou estar fraco.

Este movimento começou no início da década de setenta. Seu crescimento deve-se muito aos programas de rádio e televisão, nos quais, devido ao anúncio de curas e milagres, tiveram uma grande audiência. Seus ouvintes e telespectadores geralmente são recrutados para dentro de suas igrejas. O sistema de testemunho é forte, e isso certamente encoraja outros a tomar o mesmo caminho.

No Brasil a maior igreja neopentecostal é a UNIVERSAL DO REINO DE DEUS (IURD). Já conta com mais de dois mil templos em todo o Brasil e é a terceira maior igreja evangélica do país, ficando atrás apenas da Assembléia e da Cristã. Fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo, tem procurado estabelecer um sistema episcopal como o católico. Possui um forte esquema de comunicação, que é sem dúvida o fator de peso na divulgação e crescimento de seus trabalhos.

Depois da Universal a maior igreja neopentecostal no Brasil é a IGREJA INTERNACIONAL DA GRAÇA. Esta igreja foi fundada em 1980 pelo missionário R. R. Soares no Rio de Janeiro. Na intenção de imitar o trabalho de Kenneth Hagen (um dos maiores apresentadores de igrejas televisionadas dos EUA), Soares investe muito na apresentação de seus programas. Outra Igreja forte no ramo neopentecostal é a RENASCER EM CRISTO, que trabalha principalmente com a camada alta da sociedade. Há pouco tempo quase comprou uma rede de Televisão. A tendência é crescer. Seu fundador se autodeclarou "apóstolo".


AS DIVISÕES DO PENTECOSTALISMO

Os pente os tais alegam que o aparecimento do Espírito Santo dentro das igrejas surgiu como resposta de Deus ao modernismo teológico (MP pg 04, 06-96). Quer dizer que o Espírito Santo tinha sumido das igrejas por quase dois mil anos? Poucos sabem, quando afirmam uma coisa dessas, que quando os pentecostais estavam renovando os trabalhos batistas no começo do século, estes mesmo "crentes frios", estavam dando suas vidas em campos missionários de todo o mundo. Antes de dividir as igrejas de Jesus seria bom que lessem Provérbios 6,19.


OS BATISTAS RENOVADOS

A renovação das Igrejas Batistas no Brasil como denominação começou no ano de 1958. Desde esta data até o ano de 1965, quando realmente houve a divisão, muitas reuniões foram feitas no intuito de evitar o racha nas igrejas batistas de todo Brasil.

O iniciador do movimento divisório nas igrejas batistas do Brasil foi um pastor da Igreja Batista de Vitória da Conquista chamado José Rego do Nascimento. Era um grande orador e logo conseguiu fazer fileiras e conquistar algumas pessoas de nome para o seu movimento. Foi o caso do pastor Enéias Tognini, pastor da Igreja Batista de Perdizes. Essa união de forças levou o caso a ser analisado várias vezes. Houve muitas reuniões de um comitê organizado para este fim, formado por 11 membros, buscando uma solução conciliadora para a questão pentecostal dentro das igrejas batistas. A decisão estabeleceu que: "A atuação do Espírito Santo na vida dos crentes, se faz através de um processo chamado santificação progressiva; que manifestações emotivas, por mais sinceras que sejam, não podem ser apresentadas como um padrão a ser seguido por todos; que a ênfase dada à doutrina do batismo no Espirito Santo tem causado reuniões barulhentas, carregadas de emocionalismo e provocado manifestações de orgulho espiritual, bem como proselitismo de crentes que não adotam tais idéias." Isso aconteceu em 1963.

Em 1965, ao realizar-se a Convenção em Niterói, com 3.035 mensageiros, as preocupações maiores era a grande Campanha de Evangelização marcada para o mesmo ano. No plenário mais uma vez surgiu o problema da renovação. O presidente vendo que isso atrapalharia a campanha pediu que a questão fosse resolvida no ano seguinte. Porém a intransigência dos reavivalistas foi tanta, que precisou ser resolvida naquela convenção. Decidiu-se então pela exclusão da comunhão as igrejas renovadas. Só naquele ano mais de trezentas igrejas se rebelaram e tiveram que ser excluídas. Juntas formaram uma convenção a qual denominaram CONVENÇÃO BATISTA NACIONAL. Assim, pela primeira vez, houve uma divisão entre os batistas brasileiros como um grupo.


OS CARISMÁTICOS

O movimento pentecostal iniciado em 1900 por Parhan conseguiu invadir todas as denominações antigas (batistas, presbiterianas, metodistas, etc.). Até então falar em línguas era para os pregadores pentecostais uma resposta de Deus condenando as denominações tradicionais. Todos os grupos renovados que saiam de suas igrejas originais condenavam os que não aceitavam o pentecostalismo. De repente o mundo pentecostal teve uma surpresa. Essa surpresa foi a chegada dos pentecostais católicos, ou CARISMÁTICOS.

No início de 1960 explodiu a mania carismática nas antigas denominações Episcopais da Califórnia. Seu líder principal foi Dennis Bennet de Van Nuys. Um discípulo dele, Jean Stone, espalhou o seu ensino através da revista Trinity entre os anos de 1961-66. Por esse mesmo período Larry Christensen liderou o avivamento carismático entre as igrejas luteranas nos E.U.A.

Em 1967 foi a vez da Igreja Católica Romana formar seu grupo de carismáticos. Tudo começou num retiro de Universitários na Universidade de Duquesne, Pittsbush. Houve muitos que falaram em línguas naquele retiro. O primeiro grande líder dos carismáticos Católicos parece ter sido Ralph Keifer. Em fevereiro de 1967 ele levou a mensagem carismática para a Universidade de Notre Dame, e muitos alunos e professores falaram em línguas.

De princípio tanto os pastores pentecostais, como padres católicos, condenaram o mais novo movimento pentecostal. Na verdade os padres até tinham uma certa razão, pois, era um ensino totalmente contrário às doutrinas do Vaticano. Já os pastores pentecostais condenavam mais por ciúme, afinal, a grande vantagem de falar em línguas, que foi a bandeira dos pentecostais por mais de seis décadas, estava agora na boca dos idólatras católicos. A diferença dos carismáticos com os pentecostais é: Primeiro que eles se renovam e permanecem nas suas próprias congregações, enquanto os pentecostais históricos dividiam as igrejas. Os carismáticos usualmente pertenciam à classe média, são separatistas, urbanizados, de tendência ecumênica e pluralistas em sua teologia. As igrejas pentecostais clássicas eram originalmente constituídas de operários e eram barulhentas em seus cultos. Na questão de barulho os carismáticos atuais já alcançaram seus primos pentecostais clássicos. Os carismáticos são idólatras e os pentecostais não. No demais são bem parecidos.

Os carismáticos católicos só conseguiram o agrado do Papa - não o aval - em 1975. Neste ano o movimento reuniu dez mil carismáticos em Roma. Num pronunciamento ecumênico o Papa Paulo falou simpaticamente à assembléia. Foi uma vitória ao movimento carismático. De princípio João Paulo II não aprovou muito o movimento. Mas atualmente ele é favorável, principalmente porque os carismáticos já se organizaram em quase todo o mundo, e no Brasil, que é o maior país Católico do mundo, o movimento está esparramado em quase todas as suas paróquias. Para dizer com mais sinceridade é o movimento carismático que está conseguindo deter o movimentos pentecostal e neopentecostal na América Latina, que aliás, é o grande reduto católico do mundo.


A FARSA DO POVO BRANCO JUDEU - ELES SÃO KHAZARIANOS

 


Os Judeus brancos que vemos na TV, Revista, Jornais e na Internet, não são pertencentes às 12 tribos, não pertencem à linhagem de Abraão e nunca foram de fato, descendentes de Jacó. 

Estes se auto intitularam Judeus por causa de seu rei, Rei Bulan, que queria ter outra religião, uma que fosse monoteísta e de fácil aceitação para seu povo. Estes ditos "Judeus" são na verdade um antigo povo Khazari que quer dizer Errante, eles dominaram o centro asiático por volta do século VII até o século X, a região centro asiática que eles dominaram é nada mais nada menos que a famosa Turquia, ou seja, os Khazari são um povo branco seminômade turcomana que depois de se estabelecerem na Turquia, se converteram ao Judaismo.  Este povo foi aliado do Império Bizantino e se opuseram ao Império Sassânida e guerrearam também contra o domínio Árabe. 

Fugindo dos ataques dos Mongóis e derrotados pelo reinado de Kiev, os Khazari foram para Europa Oriental, ocupando lugares onde hoje é a Polônia, Hungria e Ucrânia, com o tempo estes ficaram conhecidos como Ashkenazes quando foram morar na Europa Central. O termo Ashkenaz é um termo hebraico medieval para Alemanha que foi um dos locais da Europa Central onde muitos deles foram morar. 

Segundo a Bíblia os  descendentes de Ashkenaz conforme a tradição, seriam os Citas um antigo povo Iraniano que viviam nas proximidades do Monte Ararate e eram chamados Ashkuza nas inscrições Assírias. A região da Ascânia na Anatólia deriva seu nome desse grupo, que se acredita ter avançado até a Europa. 

No ano de 740  em uma terra confinada entre o Mar Negro e Mar Cáspio conhecida como Khazaria, uma terra que hoje é predominantemente ocupada pela Georgia, mas também alcança dentro da Rússia, Polônia, Lituânia, Hungria e Romênia, surgiu o que se conhece hoje como Judeu branco, como vemos hoje na mídia.  Eles viviam cercados, pois tinham os muçulmanos de um lado deles e os católicos do outro lado, e constantemente temiam ataques de ambos os lados. O povo da Khazaria não era de nenhuma das duas crenças, ao invés disso praticavam adoração a ídolos e eram politeístas. O Rei da Khazaria, Rei Bulan, decidiu de modo a proteger sua gente contra o ataque, o povo da Khazaria deveriam converter-se a uma das crenças, mas qual? Se eles se convertessem ao islamismo eles estariam sob risco de ataque dos católicos e vice versa.

Havia outra religião que era capaz de negociar com católicos e muçulmanos. Esta era a raça dos judeus. O Rei Bulan decidiu se ele instruísse seu povo a converter-se ao judaísmo ele poderia manter ambas felizes, desde que eram desejosos de negociar com os judeus, e assim ele fez.

Tiveram que aprender a falar o Hebraico pois o povo Khazaria falava Yiddish, um idioma totalmente diferente do hebreu e adotou os princípios do livro mais sagrado dos judeus, o Talmud.

 

Khazaria

O que o mundo chama de Movimento Sionista, na verdade é uma colonização branca, uma invasão. Tudo orquestrado por um Jornalista maçom chamado Theodor Herzl 1860 - 1904 ele é considerado o Fundador do sionismo moderno

O povo Judeu branco de hoje é maçom, desde sua conversão à religião na Idade Média, Israel por si só é uma região de povo predominantemente negra, não com feições europeias como se vê hoje na mídia. A Israel moderna é hoje infelizmente uma cultura voltada à maçonaria illuminati, o Estado de Israel que nasceu no ano de 1948 na ONU, foi feita por Maçons, vemos até hoje os Estados Unidos, Inglaterra e outros países sempre ajudando a Israel branca maçônica em detrimento de outros povos e minorias que clamam por ajuda humanitária. 

O povo Judeu é negro, essa gente que todos vêem hoje em dia, é o povo da Khazaria que é branco e que resolveu se converter ao judaísmo, isso não é problema, mas se torna um problema, quando resolvem invadir o país e mudar toda a história da região e implantar uma cultura maçônica como vemos hoje.


Rei Bulan

Rei Bulan foi um lendário governante do Império Cazar (séculos VIII-IX) que, segundo as fontes históricas, liderou a conversão de seu povo ao judaísmo após um debate teológico entre representantes de várias fés, buscando uma religião unificadora e neutralidade geopolítica entre os poderes cristãos e muçulmanos, estabelecendo uma linhagem de governantes judeus (Dinastia Bulanid), embora o debate sobre sua exata posição (Bek ou Khagan) e a profundidade dessa conversão no povo permaneçam abertos à interpretação histórica. 

A história mais conhecida, contada na Correspondência Khazar, narra que embaixadores bizantinos e árabes tentaram converter Bulan ao Cristianismo e ao Islamismo, respectivamente. Bulan organizou um debate, e tanto os muçulmanos quanto os cristãos acabaram admitindo que o judaísmo era superior, levando-o a adotar a fé.

A conversão ao judaísmo foi vista como uma forma pragmática de manter a independência do Império Cazar, evitando a subordinação a potências vizinhas como o Império Bizantino e o Califado Abássida. 


Dinastia Bulanid

Após Bulan, seus descendentes, como o Rei Obadias, fortaleceram o judaísmo no reino, convidando estudiosos judeus e estabelecendo instituições.

A dinastia Bulanid (ou Bulanidas) governou os Cazares, com seus descendentes se tornando os reis (Khagans) que continuaram a tradição judaica. 


Fontes Históricas

Correspondência Khazar: Cartas entre o rei José de Khazaria e o estudioso judeu Hasdai ibn Shaprut detalham a conversão.

Relatos Árabes: O escritor árabe al-Bakri também menciona a conversão, embora com uma narrativa ligeiramente diferente.

A data exata e a extensão da conversão (apenas a elite ou o povo todo) são debatidas, com alguns estudiosos questionando a historicidade literal de algumas fontes. 


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

GROELÂNDIA

 


Groenlândia (no inglês, Greenland) quer dizer “terra verde”. É um nome estranho para um lugar em que mais de 80% do território está coberto por gelo permanente. 

Mas a alcunha não nasceu de um erro de tradução nem de um mapa malfeito. Foi uma tentativa proposital para convencer pessoas a se mudarem para uma colônia distante, arriscada e difícil de sustentar. 

O marqueteiro que espalhou esse nome foi Erik, o Vermelho, um viking do fim do século 10 que virou líder de colonos no sudoeste da ilha. A história dele aparece nas sagas islandesas – textos medievais escritos a partir de tradições orais e preservados como parte da memória histórica da Islândia. 

Erik nasceu por volta de 950 d.C., na Noruega, durante o reinado de Haakon, o Bom, numa época em que o norte da Europa passava por transformações profundas. A Era Viking, que costuma ser situada entre os séculos 8 e 11, foi um ciclo de expansão marítima, comércio e colonização. 

Enquanto reinos europeus se reorganizavam após séculos de instabilidade e fragmentação, escandinavos dominavam rotas no Atlântico Norte, conectando Noruega, ilhas britânicas, Islândia e, depois, Groenlândia. 

O próprio Erik cresceu dentro desse movimento de migração. Seu pai, Thorvald Asvaldson, foi banido da Noruega por assassinato, e a família atravessou o mar até a Islândia. A ilha havia começado a ser povoada por nórdicos em 874, e, em poucas décadas, deixou de ser um “novo mundo” vazio para virar uma sociedade com competição por terra, disputas por prestígio e regras próprias. 

A Islândia não era um reino, mas uma comunidade de chefes locais que resolvia conflitos em assembleias chamadas Thing, que funcionavam ao mesmo tempo como parlamento e tribunal.

Viking ruivo e barbudo (daí o “Vermelho”), Erik tentou se firmar ali. Casou-se com Thjodhild Jorundardottir e teve filhos, entre eles Leif Erikson (que, anos depois, viria a morar no atual Canadá). Só que a vida islandesa, para ele, foi marcada por discórdias. 

As sagas descrevem um primeiro conflito após um deslizamento de terra destruir a fazenda de um vizinho chamado Valthjof. Os escravos de Erik foram acusados de provocar o desastre. Eyjolf, parente do fazendeiro, matou os escravos. Erik matou Eyjolf em retaliação. 

O segundo conflito foi ainda mais sério e envolveu os chamados setstokkr, que são pilares ornamentais com valor religioso e simbólico. Erik pediu que um homem chamado Thorgest os guardasse enquanto ele se mudava.

Quando Erik tentou recuperá-los, Thorgest se recusou a devolver. O Vermelho tomou os itens à força. Houve perseguição, confronto e mortes. Ele matou os filhos de Thorgest e outros homens.


O caso chegou ao Thing e, em 982, Erik foi condenado ao exílio por três anos. Naquele contexto, isso era uma pena pesada, uma vez que significava perder rede de apoio, acesso à terra e proteção política.

Por outro lado, também podia ser uma chance de recomeço, se o condenado conseguisse encontrar outro lugar onde sobreviver e reconstruir prestígio. Foi isso que Erik fez.

Ele navegou para oeste com alguns companheiros. Não partiu completamente no escuro. Um viking chamado Gunnbjorn Ulfsson teria avistado terras naquela direção quase um século antes, após se desviar da rota. E, na década de 970, outro fora da lei, Snaebjorn Galti Holmsteinsson, teria tentado fundar um assentamento ali, que acabou em violência interna e colapso.

Esse detalhe é importante porque mostra que a Groenlândia já circulava como possibilidade no imaginário escandinavo: um lugar distante e difícil, mas real.

Em 985, Erik chegou ao sudoeste da ilha, a região mais “mansa” dentro do padrão groenlandês, com fiordes (braços de mar com paredões no entorno) protegidos, alguma água doce e faixas de terra que permitiam pasto no verão. 

Tratava-se da parte mais ao sul da Groenlândia, em latitude mais baixa do que a Islândia. Isso ajuda a entender por que os primeiros colonos se concentraram ali. A ilha é enorme, mas a maior parte é impraticável para agricultura ou criação de animais. Menos de um quarto da área é habitável, e mesmo essa fração é fragmentada e sazonal.

Há um segundo fator que pode ter facilitado a ocupação: o clima. Evidências extraídas de núcleos de gelo e de conchas de moluscos sugerem que, entre 800 e 1300, o sul da Groenlândia foi mais quente do que é hoje. Não se tratava de um paraíso verde, mas de um cenário menos hostil, com verões capazes de sustentar gramíneas e alguma produção em fazendas.

Ou seja, ainda que Erik tenha exagerado ao batizar ali de “terra verde”, esse nome não era algo totalmente desconectado do que se via no melhor momento do ano, num dos poucos trechos possíveis de ocupar.

Durante esse período, Erik percorreu a costa, nomeou regiões e marcou presença. Um dos lugares associados a ele é o Eriksfjord, hoje chamado Tunulliarfik Fjord. Ali ele teria montado sua fazenda, conhecida nas sagas como Brattahlið (“encosta íngreme”), perto do atual povoado de Qassiarsuk.

O local virou centro político do assentamento. Em colônias desse tipo, a fazenda do líder funcionava como ponto de reunião, distribuição de recursos e articulação de alianças.

Quando o exílio terminou, Erik voltou à Islândia e reuniu colonos para atravessar o Atlântico. As sagas falam em cerca de 300 pessoas. A viagem foi arriscada. Em um relato, 25 navios partiram e 11 se perderam no caminho.

Em outro, fala-se em 35 embarcações, com apenas 14 chegando. A discrepância é típica de tradições narrativas que circulam em versões diferentes, mas o padrão é o mesmo: o mar eliminou uma parte significativa da expedição.

Os sobreviventes fundaram dois núcleos principais: o Assentamento Oriental e o Assentamento Ocidental, ambos na costa sul. Erik se instalou no Oriental e virou a principal liderança local. Foi nesse momento que o nome “Groenlândia” virou peça central do projeto. 

O termo vem do nórdico antigo Grœnland, que depois aparece em versões modernas como Grænland (islandês), Grønland (dinamarquês e norueguês) e Greenland em inglês.

As sagas atribuem a ele a justificativa de que um nome agradável atrairia mais gente. Uma colônia precisava de população suficiente para produzir comida, manter gado, construir estruturas e sobreviver a invernos longos. Sem fluxo de pessoas e recursos, o assentamento morria.

Essa escolha também conversa com um costume nórdico mais amplo: batizar lugares a partir do que se observava. Reykjavik, por exemplo, significa “baía fumegante”, referência às fumarolas (aberturas na crosta, geralmente em áreas vulcânicas, que exalam vapor d’água e gases).

E Leif Erikson, filho de Erik, teria chamado uma região de “Vinland” ao encontrar uvas silvestres ou frutos parecidos na costa do que hoje é o Canadá. Só que, no caso da Groenlândia, o nome não era apenas descritivo, mas também persuasivo.


A vida na colônia foi um exercício de adaptação. Os nórdicos construíram fazendas perto de água doce e criaram gado, ovelhas e cabras. Produziam laticínios e lã, e tentavam cultivar o que fosse possível.

Depósitos encontrados em sítios arqueológicos nórdicos na Groenlândia, os sambaquis, guardam ossos de focas em grande quantidade. Há também vestígios de caça a caribus (da família dos cervos).

Análises químicas indicam que, conforme os anos passaram, os colonos dependeram cada vez mais de proteína marinha. Isso sugere que quando a criação de animais e a agricultura ficavam mais instáveis, o mar virava o suporte principal.

Outro eixo de sobrevivência foi o comércio. Morsas eram abundantes em certas áreas, e o marfim de morsa tinha valor na Europa medieval. Isso deu aos assentamentos uma mercadoria de exportação.

Pesquisadores discutem se esse foi um objetivo desde o início ou se virou um mercado lucrativo depois, quando os colonos perceberam a oportunidade. De qualquer forma, a economia groenlandesa dependia de ligação com o resto do mundo nórdico e com a Europa – assim como hoje em dia.

Erik morreu em 1003, segundo relatos, durante uma epidemia que teria atingido a colônia com a chegada de novos imigrantes. O local de sepultamento dele permanece incerto. Mas a história da família continuou com Leif, que navegou ainda mais para oeste e chegou ao atual Canadá.

Os assentamentos que ele montou foram breves, mas a viagem ficou como um marco: os vikings alcançaram a América do Norte quase 500 anos antes de Cristóvão Colombo.

domingo, 18 de janeiro de 2026

LISTA DE PAÍSES DITADORES



Ao todo, temos no mundo, 35 países com regimes ditadores.

Burkina Faso: Liderado por Ibrahim Traoré, após golpes em 2022. O país enfrenta forte isolamento regional e repressão.

Camarões: Paul Biya (no poder desde 1982), com 92 anos de idade, consolidou o poder através da manipulação eleitoral e restrição da oposição.

Djibuti: Ismail Omar Guelleh (no poder desde 1999).

Eritreia: Isaias Afwerki (no poder desde a independência em 1993), governando sem eleições nacionais.

Eswatini (Suíça da África): Monarquia absoluta onde partidos políticos são proibidos.

Gabão: Junta militar no poder desde agosto de 2023. 

Guiné Equatorial: Teodoro Obiang Nguema Mbasogo (no poder desde 1979 - mais de 46 anos), considerado o ditador com mais tempo no poder no mundo.

Guiné: Governo militar desde 2021.

Mali: Governado por junta militar desde os golpes de 2020 e 2021, enfrentando pressão por insegurança.

Níger: Junta militar no poder desde o golpe de julho de 2023.

República Centro-Africana: Alta instabilidade e repressão à oposição, com presença de mercenários.

República do Congo: Denis Sassou Nguesso (no poder desde 1997, governou também entre 1979-1992).

Sudão: O país enfrenta guerra civil e é governado em partes por facções militares rivais (SAF e RSF), com colapso total dos direitos civis.

Togo: Faure Gnassingbé (no poder desde 2005), assumiu após a morte de seu pai (que governou por 38 anos), consolidando uma ditadura dinástica.

Uganda: Yoweri Museveni (no poder desde 1986). Em janeiro de 2026, relatos indicaram a vitória de Museveni para seu 7º mandato consecutivo.

Zimbabwe: Regime autoritário com forte repressão a ativistas e oposição. 

Bielorrússia (Belarus): É frequentemente citada como a "última ditadura da Europa". Alexander Lukashenko, no poder há mais de 30 anos, mantém um regime repressivo, com eleições antidemocráticas e forte perseguição à oposição. Relatos de 2025 indicam a continuidade do seu governo autoritário.

Rússia: Sob o governo de Vladimir Putin, o país tem consolidado um regime autocrático, com a supressão de vozes dissidentes, restrições severas à liberdade de imprensa e o fortalecimento do poder centralizado, agravando-se após a invasão da Ucrânia. 

Cuba: Embora não seja uma ditadura militar recente, o regime de partido único continua restritivo à liberdade política e de expressão, sendo um ponto de atrito constante. 

Venezuela: Considerada um regime autoritário sob Nicolás Maduro, com acusações de violação de direitos humanos e manipulação eleitoral, sendo alvo de forte pressão internacional e intervenções dos EUA, conforme notícias de janeiro de 2026.

Arábia Saudita: Classificada como monarquia absoluta, com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman consolidando o poder de forma autoritária, frequentemente caracterizada como uma autocracia.

Bahrein, Jordânia, Emirados Árabes Unidos: Monarquias constitucionais/autoritárias que mantêm forte controle centralizado. 

Egito: Sob o governo do presidente Abdel Fattah el-Sisi, o país é frequentemente descrito como um regime autoritário militarizado após o golpe de Estado de 2013.

Iêmen: O país vive em um cenário de guerra civil e instabilidade, com diferentes facções operando de forma autoritária e sob um "Inverno de Autoritarismo".

Irã: Identificado como uma ditadura teocrática/religiosa, o regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei enfrenta intensos levantes populares, repressão brutal e protestos que começaram em 2026, com relatos de milhares de prisões. Há análises sugerindo que o regime teocrático está "por um fio" devido à opressão extrema.

Oman: Monarquia absoluta onde o sultão detém o poder supremo.

Qatar: Identificado em relatos recentes (início de 2026) como um regime que, apesar de influência diplomática, opera com um histórico de "ditadura brutal" e direitos humanos limitados sob o Emir Tamim bin Hamad Al Thani.

Síria: Continua sob um regime autoritário, com o governo de Bashar al-Assad, que se mantém no poder após anos de guerra civil e através de forte repressão.

Tunísia: Apontada como uma nação que inverteu o progresso democrático da Primavera Árabe, com o presidente Kais Saied centralizando o poder em 2022/2023 e mantendo controle com repressão, afastando-se da democracia.

China: Sob Xi Jinping, o país consolidou um regime de partido único, eliminando espaços para dissidência e mídia independente.

Coreia do Norte: Considerada uma das ditaduras mais totalitárias e dinásticas do mundo, com liberdade zero.

Laos: Regime comunista de partido único.

Mianmar: Atualmente governado por uma junta militar após o golpe de 2021, com repressão violenta contra opositores e resistência ao retorno da democracia.

Turcomenistão: Caracterizado como um dos regimes mais fechados e autoritários da Ásia Central. 

Vietnã: Regime comunista que restringe fortemente o pluralismo cívico e intelectual.