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terça-feira, 13 de janeiro de 2026
ANACRONISMOS NA BÍBLIA
FARSA DAS MURALHAS DE JERICÓ
O relato bíblico alega que os Hebreus derrubaram a muralha de Jericó com sete sacerdotes tocando trombetas (chifres de carneiros) e levando também a Arca da Aliança, com sigo:
"E sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas. Josué 6:4"
"Então Josué, filho de Num, chamou os sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da aliança; e sete sacerdotes levem sete trombetas de chifres de carneiros, adiante da arca do Senhor. Josué 6:6"
E o povo iria, ajudando na sonoridade, gritando, para o barulho, abalar as estruturas do muro:
"E será que, tocando-se prolongadamente a trombeta de chifre de carneiro, ouvindo vós o sonido da trombeta, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente. Josué 6:5"
Os guerreiros iam adiante, fazendo o pelotão de infantaria avançada:
"Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. Josué 6:3"
"E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado, passe adiante da arca do Senhor. Josué 6:7"
Todo o povo, deveria fazer isso por seis dias consecutivos:
⁸ E assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacerdotes, levando as sete trombetas de chifres de carneiros diante do Senhor, passaram e tocaram as trombetas; e a arca da aliança do Senhor os seguia.
⁹ E os homens armados iam adiante dos sacerdotes, que tocavam as trombetas; e a retaguarda seguia após a arca; andando e tocando as trombetas iam os sacerdotes.
¹⁰ Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca até ao dia que eu vos diga: Gritai. Então gritareis.
¹¹ E fez a arca do Senhor rodear a cidade, contornando-a uma vez; e entraram no arraial, e passaram a noite no arraial. Josué 6:8-11
E enfim, cai a grande Jericó, com sua colossal muralha:
"E sucedeu que, tocando os sacerdotes pela sétima vez as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos tem dado a cidade. Josué 6:16"
"Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as trombetas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da trombeta, gritou o povo com grande brado; e o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada um em frente de si, e tomaram a cidade. Josué 6:20"
Dados da Extraordinários Muralha
As muralhas de Jericó tinham cerca de 4 a 6 quilômetros de comprimento e uma altura de 9 a 12 metros, com 3,50 metros de espessura, isso é baseado em muralhas da época.
As muralhas de Jericó eram um complexo sistema de fortificação, consistindo em um muro de contenção de pedra na base e, sobre ele, um muro de tijolos de barro, formando uma estrutura forte, com uma segunda muralha ainda mais alta protegendo a cidade interna, construída ao longo de milênios com pedra e tijolos, sendo um exemplo da engenharia defensiva antiga.
Tamanho da População dos Hebreus
De acordo com a narrativa bíblica, o tamanho total da população de hebreus que participou da conquista de Jericó não é especificado, mas o livro de Josué menciona que cerca de 40.000 homens armados estavam prontos para a batalha e cruzaram o Rio Jordão em direção às planícies de Jericó.
A Bíblia relata que a população total de israelitas, incluindo homens em idade de lutar, mulheres e crianças, era de aproximadamente 600.000 homens, o que pode chegar a um total de 2 a 3 milhões de pessoas, embora esse número seja objeto de debate entre historiadores e arqueólogos. No entanto, nem todos participaram diretamente do cerco de Jericó, que envolveu uma estratégia específica liderada por Josué, com a arca da aliança e sacerdotes à frente.
Agora, vamos pensar um pouco...
Como sete sacerdotes, tocando sete berrantes cada um, e um amontoado de gente gritando, pode derrubar um muro como este?
Resposta: Pelo poder de Deus. O problema da religião é simplificar tudo, utilizando a frase "poder de Deus" ou "vontade de Deus"
Segundo a teologia cristã, o foco principal da história bíblica não é o número de pessoas, mas sim a intervenção divina que causou a queda das muralhas após o povo marchar ao redor da cidade por sete dias.
Arqueologia
Desde o século XIX, Tell es-Sultan tem sido identificado como o local da antiga Jericó. Os estudiosos chegaram a essa conclusão com base em sua localização no Vale do Jordão e na presença de uma nascente natural, que a Bíblia afirmava estar próxima da cidade.
A primeira equipe a escavar as ruínas da cidade foi liderada por Charles Warren, em 1868. Mas, após nada encontrarem além de terra e tijolos de barro, os pesquisadores desistiram. Quarenta anos mais tarde, novas escavações foram feitas em Jericó.
Os arqueólogos alemães, guiados por Ernst Sellin e Carl Watzinger, desenterraram parte do muro e de casas da cidade entre os anos de 1907 e 1909. Nada acharam que pudessem considerar como resultado do ataque de Josué.
Entre 1930 e 1936, John Garstang, da Universidade de Liverpool, após algumas semanas de escavações, surpreendeu o mundo. Ele encontrou tijolos de barro e os restos de uma muralha antiga que teriam sido destruídos por um terremoto que ajudou na conquista do local por Josué. Segundo ele, esses achados estavam relacionados com a conquista de Josué, o que provaria a historicidade da narrativa. Alan Millard destaca que Garstang teria encontrado dois muros, paralelos, com um espaço de 4,5 metros entre eles. A ideia era de que um dia houve construções assentadas sobre o topo desses muros, e um violento incêndio arrasou a cidade. Segundo Garstang, isso aconteceu por volta de 1400 AEC.
Alguns anos depois, Garstang solicitou à arqueóloga britânica Kathleen Kenyon que verificasse novamente os resultados de suas pesquisas. Em 1952, Kenyon iniciou sua jornada de escavações, que duraram até 1958. Ela chegou a conclusões diferentes das de Garstang, que tinha datado seu achado por volta de 1400 AEC, enquanto Kenyon os datou por volta de 1550 AEC. Ela atribuiu a destruição de 1550 AEC à atividade egípcia, associada à expulsão dos hicsos e aos primórdios da hegemonia do Egito na região. Evento que confirma sua tese, pois a expulsão dos hicsos do Egito ocorreu por volta de 1550 a.C., marcando o fim do Segundo Período Intermediário e o início do Império Novo.
Uma descoberta que foi posteriormente confirmada pela datação por radiocarbono realizada na década de 1990. Os israelitas, por outro lado, supostamente conquistaram a cidade centenas de anos depois. Mas a data da destruição de Jericó não foi a única coisa que as escavações de Kenyon confirmaram. Ela descobriu que um grande incêndio consumiu a cidade na época de sua destruição, em 1550 a.C., mas o que o causou?
Após sua destruição, essa cidade foi desocupada por vários séculos e então reocupada brevemente durante a Idade do Bronze Final. A arqueóloga baseou-se, em grande medida, no fato de não haver encontrado cerâmica cipriota no local, o que justificaria sua datação. As paredes da cidade foram datadas por ela como sendo pelo menos mil anos mais antigas do que a época de Josué. Kenyon confiou fortemente na ausência de cerâmica cipriota para sua datação, porém Garstang encontrou fragmentos desse tipo. As análises mais recentes de ativações de nêutrons mostraram que esse tipo de cerâmica era de produção local e não importado. Essa evidência ainda sugere que os oleiros em Jericó ou em torno conheciam esse tipo de cerâmica.
A questão envolvendo a extensão da conquista é complicada, pois, ao mesmo tempo que o texto de Josué diz que a “terra toda” fora conquistada, também diz que os israelitas não puderam conquistar toda a terra (Js 11:23; 13). As narrativas do livro de Juízes apresentam inúmeros conflitos entre os israelitas e seus vizinhos na terra. Em Juízes 11:26 encontramos um diálogo de Jefté com o rei de Amom no qual o leitor é informado de que os israelitas já estavam há 300 anos na terra; Jefté tem sido datado em 1100 AEC. Se assim for, os israelitas chegaram na terra em torno de 1400 AEC, data aproximada para a conquista de Jericó, e durante todo esse período houve conflito com os demais moradores da terra. Assim, a conquista da terra não deve ser vista como momentânea e completa, antes, foi uma conquista gradual que levou centenas de anos.
Dominação Egípcia
Egito controlava Canaã durante a Idade do Bronze Final (1550-1200 AEC) e tinha guarnições lá, não há menção de atividade israelita na esfera de influência do Egito, e por que não há referência no livro de Josué para a presença das forças egípcias.
Os egípcios começam sua saga de conquistas com Amósis, por volta de 1540 AEC, quando este expulsa os hicsos das terras egípcias. Pouco mais tarde, sob a liderança de Tutmósis III, aproximadamente 1490-1436 AEC, o Egito atinge o ápice de seu poder. Durante esse tempo, o seu império estendeu-se para o Norte até uma linha que ia aproximadamente do Eufrates até o afluente do Oriente, e para o Sul até a Quarta Catarata do Nilo, na Núbia.
Após esse período de conquistas militares, o controle egípcio sobre a região era indireto; os pequenos reis pagavam tributos ao faraó, e, ao que tudo indica, esses tributos eram pesados ao ponto de eles não poderem fortificar suas cidades. As cartas de Tell El-Amarna nos informam de que apenas três centros siro-palestinos eram sede dos governantes egípcios: Gaza, na costa meridional; Kumidi, na Beq’a libanesa; e Sumura, na costa setentrional. Ainda devemos observar que não mais do que 700 pessoas estavam responsáveis pela gestão desse “império”.
Assim, o Egito começa suas conquistas de forma avassaladora, mas isso não continua mais tarde. Em outras palavras, durante o período em que os israelitas buscam conquistar alguns territórios, o Egito não tinha uma presença forte em todos os locais. As cartas de Tell El-Amarna exibem queixas de reis que estariam sendo alvo de um grupo chamado ‘apiru. Há amplo debate sobre a identidade desse grupo: alguns eruditos veem uma relação semântica com a palavra hebreus, enquanto outros não.
Um trecho de uma carta reflete bem essa realidade: Carta 286: (1-4) Fala ao rei, meu senhor; assim ʿAbdi-Ḫeba, teu servo: aos pés do meu senhor, o rei, sete vezes e sete vezes caí. (5-8) O que fiz ao rei, meu senhor? Eles estão me difamando; estou sendo caluniado perante o rei, meu senhor: “ʿAbdi-Ḫeba abandonou o rei, seu senhor.” (9-15) Olha, quanto a mim, nem meu pai nem minha mãe me colocaram neste lugar. O braço forte do rei me colocou na casa de meu pai. Eu (de todas as pessoas) cometo um crime contra o rei, ‹meu› senhor? (16-24) Enquanto (enquanto) o rei, meu senhor, direi ao comissário do rei, meu senhor: “Por que você ama os ʿapîrue e odeia a cidade [governantes]?” Assim sou caluniado na presença do rei, meu senhor, porque estou dizendo: “Perdidas estão as terras do rei, meu senhor”, assim sou caluniado ao rei, meu senhor. [...] Os homens ʿapîru saquearam todas as terras do rei. Se existem tropas regulares neste ano, ainda haverá terras do rei, ‹meu› senhor. Mas se não há tropas regulares, as terras do rei, meu senhor, estão perdidas. (61-64) [Para o escriba do rei, meu senhor, assim ʿAbdi-Ḫeba, seu [servo]: “Apresente palavras eloquentes ao rei, meu senhor; [todas] as terras do rei, meu senhor, estão perdidas!” (SCHNIEDEWIND, 2015 et al., p. 1.108-1.110).
Parece realmente razoável que existam relações entre os hebreus e os ‘apiru, porém não se pode argumentar que todos os ‘apiru fossem hebreus.
Entrando no mérito da questão, os arqueólogos normalmente não escavam para provar nada da Bíblia, mas para encontrar a verdade sobre um sítio. Os arqueólogos que se deixam influenciar por convicções religiosas como Rodrigo Silva exemplo, normalmente partem de um princípio errado.
Na verdade, ninguém sabe bem quando os judeus chegaram (ou se chegaram) na Terra Prometida. Não há um registro histórico preciso que ateste esse evento. Normalmente a data mais comum entre os exegetas é aquela de 1.200 antes de Cristo, mas essa certeza não existe.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
O DEUS DE ISRAEL TEM CHIFRES?
Este é o Deus original de Isra-El, o Deus semiótico Pai El com chifres de touro e tudo mais. Sua Bíblia afirma que Abraão não conhecia Yahweh, ele só conhecia El-Shaddai [ver Êxodo 6,2-4]. Então quem é El? ” A palavra ‘il é usada mais de 500 vezes nos textos de Ugarit. O uso mais óbvio da palavra é o nome do Deus patriarcal divino, que era o chefe do panteão. El tem um papel de pai (‘ab) do panteão e da humanidade. Ele está sentado diante do conselho divino (a família de El) como seu chefe [ver Salmo 82 & Deuteronômio 32,8]. Ele é retratado como sendo idoso e barbudo e é frequentemente chamado de “o sem idade” ou “pai dos anos”. Ele age como uma ajuda tanto para os Deuses menores quanto para a humanidade. Curiosamente, El também é visto como o criador em um texto hurriano-hittita descoberto na Anatólia. El senta-se no trono com sua consorte e esposa Athirat, ou a Asherah bíblica em hebraico, a “Progenitora dos Deuses”. Os atributos de El como um pai bondoso são expressos na frase “El bondoso, o Compassivo”. Outro epíteto importante associado a El é o de “Boi”, encontrado em quase todos os textos mitológicos ou épicos. ” – (Robinson, Jed. ” The God of the Patriarchs and the Ugaritic Texts: A Shared Religious and Cultural Identity”. Studia Antiqua 8, no. 1 (2010)). Veja a foto mencionando El como um homem velho, é uma tradução do Texto do ugarítico Ciclo de Baal. Ba’al era um filho de El no panteão cananeu. Baal, os “Baalim” e Asherah foram adorados pelos israelitas na Bíblia também no devido tempo [ver 2 Reis 17,16].
Texto da Doutora em Teologia, escritora, professora, linguista e teóloga, Angela Natel. Licenciada em Letras - Português-Inglês pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Bacharel em Teologia pela Faculdade Fidelis, Curitiba/PR. Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR. Doutora em Teologia Exegese e interpretação da Bíblia) pela PUCPR.
Link do Site: https://angelanatel.wordpress.com/2023/12/15/el-o-deus-de-israel/
El como "Touro El" (Shor El)
No panteão cananeu (especialmente nos textos de Ugarit), El era frequentemente chamado de Shor El (ou Thoru El), que significa literalmente "Touro El". Este título simbolizava sua força, supremacia como deus pai e poder gerador.
Em estatuetas e relevos da Idade do Bronze e do Ferro, El é comumente representado como um patriarca entronizado usando um tocado adornado com chifres de touro, que eram símbolos universais de autoridade divina e proteção no Antigo Oriente Próximo.
O culto ao "bezerro de ouro" (como o mencionado no Êxodo ou por Jeroboão I) é frequentemente interpretado por estudiosos como uma representação física de El (ou de sua fusão posterior com Yahweh), usando o touro como um pedestal ou símbolo de sua presença.
Na Bíblia, Deus é comparado à força de um touro selvagem, especialmente em passagens que descrevem o poder e a libertação de Israel do Egito, como em Números 23:22 e 24:8, e na bênção de Moisés a José, onde seus filhos são vistos como chifres de touro selvagem, simbolizando sua força para lutar e subjugar inimigos, como em Deuteronômio 33:17. A imagem do touro selvagem (ou boi selvagem) representa uma força imponente, indomável e divina, usada para descrever tanto o poder de Deus quanto a força do povo de Israel.
Referências Bíblicas ao "Touro Selvagem"
Números 23:22: Deus os tirou do Egito; ele tem a força de um boi selvagem (ou touro selvagem, dependendo da tradução).
Números 24:8: Deus o tirou do Egito; as suas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e com as suas setas os atravessará.
Deuteronômio 33:17: Refere-se aos "chifres de um boi selvagem" como símbolos de majestade e poder para ferir nações.
Salmos 92:10: "Tu aumentaste o meu poder como o do boi selvagem".
Essas metáforas refletem uma continuidade cultural onde o touro selvagem em hebraico, muitas vezes traduzido como auroque (boi selvagem ou primitivo ou unicórnio em versões antigas), representava a força indomável e a glória da divindade.
Teologias à parte, a questão é que, na época em que foi escrito o texto, é a questão da influência estrangeira na cultura hebraica desde os primórdios do nascimento da religião dos hebreus.
O estrangeirismo religioso revela que os hebreus, como todos os povos do planeta, fabricaram suas crenças, religião e teologia, a partir de povos que estavam ao seu redor e povos antigos, o que é muito comum na história antropológica de nosso planeta.
O problema é a forçação de barra que os religiosos fazem para manipular os textos, dizendo que Deus é uma entidade originária do povo hebreu, o que não é verdade, cometendo desonestidade intelectual.
O DEUS HEBREU VEIO DO MONTE SEIR
O Deus Hebreu não é originário do Povo Hebraico, ele é uma divindade estrangeira.
O Monte Seir em Hebraico se diz, Har Sēʿīr, é o nome antigo e bíblico de uma região montanhosa que se estende entre o Mar Morto e o Golfo de Aqaba, na região noroeste de Edom e sudeste do Reino de Judá. Também pode ter marcado o limite histórico mais antigo do Egito Antigo em Canaã. Um lugar chamado "Seir, na terra de Shasu, que se acredita estar perto de Petra, na Jordânia, é mencionado no templo de Amenófis III em Soleb (cerca de 1380 a.C.). O equivalente nabateu é šrʾ, e o equivalente árabe moderno é considerado al-Sharat em árabe, Jibāl ash-Sharāh, literalmente. ' Montanhas de Sharāh ' na Jordânia.
A Bíblia Hebraica menciona duas áreas geográficas distintas chamadas Seir: uma 'terra de Seir' e 'Monte Seir' no Sul, limitados pelo Arabá a oeste; e outro 'Monte Seir' mais ao norte, na fronteira norte de Judá , mencionado no Livro de Josué Josué 15:10.
Versículos sobre Deus vindo de Seir
Juízes 5:4: "Quando tu, Senhor, saíste de Seir, quando marchaste desde a terra de Edom, a terra tremeu, os céus se derramaram, as nuvens despejaram água." (Indica a majestade e poder de Deus em movimento).
Deuteronômio 33:2: "Ele disse: 'O SENHOR veio do Sinai e lhes alvoreceu de Seir; resplandeceu desde o monte Parã. Ele veio das miríades de santos; à sua direita, havia para eles o fogo da lei.'" (Mostra a vinda e a luz de Deus de várias direções, incluindo Seir).
Ezequiel 35:3: "E dize-lhe: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu estou contra ti, ó monte Seir, e estenderei a minha mão contra ti, e te porei em assolação e espanto." (Deus declara julgamento contra Edom/Seir por sua inimizade).
Josué 24:4: Menciona que Deus deu a Esaú (descendente de Abraão, cujo povo habitou Seir) o Monte Seir para possuir, mostrando a ligação histórica da região com as promessas de Deus.
Habacuque 3:3: "Deus vem de Temã, o Santo vem do monte Parã. A sua glória cobre os céus, e a terra se enche do seu louvor."
▬Embora não mencione explicitamente Seir, é um versículo semelhante que descreve a vinda de Deus de uma região próxima (Temã, que ficava em Edom/Seir) com grande glória.
Esses versículos usam o Monte Seir (região de Edom) como um ponto geográfico de onde a presença ou a glória de Deus se manifestou ao Seu povo, em conjunto com o Sinai e Parã, simbolizando Sua majestade e poder.
Segundo escritos do Antigo Testamento, o Deus hebreu veio da região de Seir, significando assim que ele não é oriundo do povo Hebreu, e sim, uma entidade estrangeira, que foi importado da região de Seir, sendo portanto, uma entidade estrangeira, adotada pelo povo Hebreu.
OS HICSOS
Hicsos do egípcio Hekau-khasut, "Soberanos de Terras Estrangeiras" foram um povo asiático, provavelmente de origem semita ou hurrita (nunca saberemos), que dominou o Baixo Egito (Delta do Nilo) durante o Segundo Período Intermediário (c. 1638-1530 a.C.), introduzindo avanços militares como cavalos, carruagens e o arco composto, antes de serem expulsos por faraós tebanos, evento que marcou o início do Novo Reino.
Ao contrário do que antes se pensava, novos estudos indicam que os hicsos não invadiram a região oriental do Delta do Nilo durante a décima segunda dinastia do Egito, mas que tomaram poder como dinastia dominante em 1638 a.C. numa revolta após várias ondas de migrações anteriores.
São mostrados na arte local vestindo os mantos multicoloridos associados com os arqueiros e cavaleiros mercenários de Mitani (ha ibrw) de Canaã, Aram, Cadexe, Sidom e Tiro. Eram arqueiros cavaleiros vizinhos a Mitani, sua origem iraniana ou cítica é bem mais provável que a semítica. Acontece que os hicsos não eram um único grupo étnico, mas sim uma confederação ou um grupo misto de povos de origem asiática e semita provenientes do Oriente Próximo, principalmente do corredor Sírio-Palestino e desertos limítrofes.
Quando dominaram o Egito, a capital dos Hicsos era a cidade de Ávaris ou Avaris, localizada no sítio arqueológico de Tell el-Dab'a, no Delta do Nilo, no nordeste do Egito, identificada por escavações que revelaram sua importância como centro comercial e militar com traços culturais cananeus/levantinos, sendo posteriormente abandonada após sua expulsão pelos egípcios. Em 1885, os arqueólogos descobriram ruínas da capital hicsa, a cidade de Aváris, cerca de 120 quilômetros ao norte do Cairo.
Identificados por Maneto
O sacerdote, escriba e historiador greco-egípcio Maneto, do século III a. C., é quem relata os Hicsos em seus documentos, em sua obra, intitulada: Aegyptiaca ou "História do Egito". Ele é uma das principais fontes antigas para a história dos Hicsos. Seu relato, preservado em fragmentos por escritores posteriores como Flávio Josefo, retrata os hicsos como invasores brutais que conquistaram o Egito, embora as evidências arqueológicas modernas sugiram uma história mais complexa de migração gradual e mudanças internas de poder.
Maneto descreve os Hicsos como uma "raça obscura" do Oriente que invadiu inesperadamente e "facilmente conquistou" o Egito "sem desferir um único golpe". Ele afirma que eles "incendiaram nossas cidades impiedosamente, arrasaram os templos dos deuses e trataram todos os nativos com cruel hostilidade, massacrando alguns e escravizando as esposas e os filhos de outros".
Ele afirma que eles estabeleceram a Décima Quinta Dinastia, com sua capital em Avaris, no Delta do Nilo, e governaram por um longo período. Ele relata que, eventualmente, reis egípcios nativos de Tebas se revoltaram, levando a uma longa guerra. Os hicsos foram finalmente sitiados e autorizados a deixar o Egito por tratado, após o qual vagaram pela Síria e construíram a cidade de Jerusalém.
Flávio Josefo
O historiador Flávio Josefo, do século I d.C., utilizou e parafraseou a obra de Maneto, ligando explicitamente a expulsão dos Hicsos à história bíblica do Êxodo, uma conexão não feita explicitamente pelo próprio Maneto. Flávio Josefo fala extensivamente dos Hicsos, principalmente em sua obra apologética chamada Contra Apião ou Contra Apionem.
Nesta obra, Josefo discute a história judaica em resposta a escritores egípcios helenizados, como Manetão e Apião, que apresentavam os judeus de forma negativa. Josefo utiliza e cita os escritos do historiador egípcio Maneto para argumentar que os Hicsos eram, na verdade, os antigos hebreus.
Apião de Alexandria
Apião de Alexandria, um gramático e historiador do século I d.C., é conhecido por seus relatos polêmicos e hostis sobre os judeus, que incluíam menções aos Hicsos. Suas obras originais foram perdidas, mas suas visões são conhecidas principalmente através da refutação feita por Flávio Josefo em sua obra Contra Apionem ("Contra Apião").
Não houve invasão, e sim, assimilação.
Os Hicsos não invadiram o Egito e tomaram de vez o poder, eles foram chegando aos poucos, e a conquista foi feita devagar. Quem comprova isso é a escritora Margaret Bunson, que em 1985 escreveu o livro The Encyclopedia of Ancient Egypt (A Enciclopédia do Antigo Egito).
É comprovado em seu livro que evidências arqueológicas da capital dos Hicsos em Tell el-Dab'a (antiga Avaris) sugerem que a ascensão dos Hicsos ao poder foi provavelmente um processo mais gradual, envolvendo ondas de imigrantes cananeus que se estabeleceram na região do Delta ao longo de muitos anos, conquistando eventualmente o controle político durante um período de instabilidade interna egípcia.
Pesquisas com análise de isótopos em dentes indicam que muitos habitantes de Avaris eram migrantes de diversas origens no Oriente Próximo, sugerindo que os Hicsos não foram uma invasão repentina, mas um processo mais gradual de assimilação e poder.
Os Hicsos adotaram muitos costumes egípcios, incluindo títulos reais e o culto aos deuses egípcios (assimilando seu próprio deus da tempestade, Baal, ao deus egípcio Seth), ao mesmo tempo que mantiveram suas próprias práticas arquitetônicas e culturais do Levante.
Os hicsos foram de fato expulsos pelos faraós tebanos Kamose e Ahmose I, o que marcou o fim do Segundo Período Intermediário e o início da era imperial do Novo Reino. Essa ação militar foi posteriormente celebrada nos registros egípcios como uma libertação, o que provavelmente contribuiu para a representação histórica negativa encontrada nos escritos de Maneto.
Eram Hebreus?
Os Hebreus não eram Hicsos, nem faziam parte do povo Hicso, pelo menos, por enquanto, não há provas históricas ou arqueológicas que confirmem que os Hebreus faziam parte dos Hicsos. Embora existam teorias e narrativas que tentam conectar os dois grupos, elas são consideradas fracas pela maioria dos historiadores e egiptólogos. Eles tinham conexões culturais ligando os dois povos.
Esse erro vem do historiador Flávio Josefo, a ideia de que hebreus e hicsos seriam o mesmo povo foi popularizada pelo historiador. Ele citou o historiador egípcio Mâneto para argumentar que a expulsão dos hicsos era, na verdade, o relato egípcio do Êxodo bíblico. Josefo identificou os hicsos como "reis pastores", conectando-os aos ancestrais dos judeus. Ambos os grupos têm raízes em povos semitas vindos da região de Canaã e do Levante. Os Hebreus pertencem ao povo Cananeu.
A expulsão dos hicsos por volta de 1550 a.C. pode ter gerado um clima de hostilidade contra outros povos semitas remanescentes, levando à perseguição e escravidão dos hebreus.
Contudo, arqueólogos como Israel Finkelstein sugerem que a narrativa bíblica do Êxodo pode ter sido influenciada por memórias distantes da expulsão traumática dos hicsos do Egito.
Conclusão
Embora a história tradicional os descreva como invasores, há evidências crescentes de que os Hicsos foram um grupo complexo de migrantes asiáticos que se estabeleceram, se assimilaram e eventualmente tomaram o poder, mais por uma ascensão gradual e aproveitamento de instabilidade interna do que por uma conquista militar avassaladora.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
LISTA DE IMPERADORES ROMANOS DO ORIENTE (BIZANTINOS)
Ao todo foram 107 Imperadores
Dinastia Constantiniana
Constantino, o Grande – 306-337 (Constantinopla) / 324-337
Constâncio II – 337-350 (Ásia e Egito); 350-361 (como único imperador)
Juliano – 360-363
Joviano – 363-364
Valentiniano I – 364-375 (Imperador do Ocidente)
Valente – 364-378 (Imperador no Oriente)
Graciano – 375-383 (378-379 governou o império do Oriente e do Ocidente)
Valentiniano II – 375-392 (Imperador do Ocidente)
Teodósio I – 379-395
Arcádio – 395-408
Honório – 393–423 (imperador do Oeste)
Teodósio II – 408-450
Valentiniano III – 423–455 (imperador do Oeste)
Pulquéria – 450-453
Marciano – 450-457
Leão I, o Trácio (Flavius Valerius Leo) – 457-474
Leão II (Flavius Leo Junior) – 474
Zenão I (Flávio Zenão) – 474-475
Basilisco – 475-476
Zenão I (Flávio Zenão) – 476-491
Anastácio I Dicoro – 491-518
Justino I – 518-527
Justiniano o Grande I – 527-565, junto com Teodora I – 527-548
Justino II – 565-578
Tibério II – 578-582
Maurício I Tibério – 582-602
Focas o tirano – 602-610
Heráclio 610-641
Constantino III – 641 (reinou apenas 3 meses)
Heraclonas 641 – 7 meses
Constante II – 641-668
Constatantino IV Pogonato (o barbudo) – 668-685
Justiniano II Rinotmeto (o nariz cortado) – 685-695
Leôncio – 695-698
Tibério III Apsímaro – 698-705
Justiniano II Rinotmeto – 705-711
Filípico Bardanes – 711-713
Anastásio II – 713-715
Teodósio III – 715-717
Leão III, o Isáurio – 717-741
Constantino V Coprônimo 741-775
Artabasdo – 742-743
Leão IV, o Cazar – 775-780
Constantino VI (o cego) – 780-797
Irene de Atenas (a ateniense) – 797-802
Nicéforo I, o Logóteta ou Genikos (em grego: ‘o Vitorioso’; nikos = vitória) – 802-811.
Estaurácio 811 – reinou 3 meses
Miguel I – 811-813
Leão V, o Armênio – 813-820
Miguel II, o Amoriano – 820-829
Teófilo – 829-842
Teodora II – 842-855 Regente de Miguel III
Miguel III, o Ébrio – 842-867
Basílio I o Macedônico – 867-886
Leão VI o sábio – 886-912
Alexandre – 912-913
Constantino VII Porfirogênito – 908-959
Romano I Lecapeno – 920-944 Co-imperador com Constantino VII
Romano II Porfirogênito – 959-963
Nicéforo II Focas – 963-969
João I Tzimisces – 969-976
Basílio II Bulgaróctone (‘matador de búlgaros’) – 976-1025
Constantino VIII Porfirogênito – 1025-1028
Zoé Porfirogênita – 1028-1050
Romano III Argiro – 1028-1034 Primeiro esposo de Zoé
Miguel IV Paflagônio – 1034-1041 Segundo esposo de Zoé
Miguel V, o Calafate – 1041-1042
Teodora III – 1042. Irmã de Zoé. Governa pela primeira vez
Constantino IX Monômaco – 1042-1055 Terceiro esposo de Zoé
Teodora III – 1055-1056. Governa pela segunda vez
Miguel VI o Estratiótico 1056-1057
Isaac I Comneno – 1057-1059
Constantino X Ducas – 1059-1067
Miguel VII Ducas – 1067-1078
Romano IV Diógenes (O Armênio) – 1067-1071 Co-Imperador e padrasto de Miguel VII.
Nicéforo III Botaneiates – 1078-1081
Aleixo I Comneno – 1081-1118
João II Comneno – 1118-1143
Manuel I Comneno – 1143-1180
Aleixo II Comneno – 1180-1183
Andrônico I Comneno – 1183-1185
Isaac II Ângelo – 1185-1195
Aleixo III Ângelo – 1195-1203
Isaac II Ângelo – 1203-1204
Aleixo IV Ângelo – 1023-1024 Co-Imperador com o pai, Isaac II.
Nicolau I Canabos – 1024 (1 mês)
Aleixo V Ducas – 1024 (2 meses)
Teodoro I Láscaris – 1204-1221
João III Ducas Vatatzes – 1221-1254
Teodoro II Láscaris – 1254-1258
João IV Láscaris – 1258-1261
Império Bizantino restaurado em Constantinopla, e unificado
Miguel VIII Paleólogo – 1261-1282
Andrônico II Paleólogo –1282-1328
Miguel IX Paleólogo – 1294-1320
Andrônico III Paleólogo – 1328-1341
João V Paleólogo – 1341-1347 Governa pela primeira vez
João VI Cantacuzeno – 1347-1354
João V Paleólogo – 1354-1376 Governa pela segunda vez
Andrônico IV Paleólogo – 1376-1379
João V Paleólogo – 1379-1390 Governa pela terceira vez
João VII Paleólogo – 1390 (5 meses)
João V Paleólogo – 1390-1391 Governa pela quarta vez
Manuel II Paleólogo – 1391-1425
João VIII Paleólogo – 1425-1448
Constantino XI Paleólogo – 1448-1453
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
LISTA DOS IMPERADORES ROMANOS DO OCIDENTE
Ao todo foram 81 Imperadores
Augusto (27 a.C. – 14 d.C. )
Tibério (14–37 d.C. )
Calígula (37–41 d.C. )
Cláudio (41–54 d.C. )
Nero (54–68 d.C. )
Galba (68–69 d.C. )
Otão (janeiro–abril de 69 d.C. )
Aulo Vitélio (julho-dezembro de 69 d.C. )
Vespasiano (69–79 d.C. )
Tito (79–81 d.C. )
Domiciano (81–96 d.C. )
Nerva (96–98 d.C. )
Trajano (98–117 d.C. )
Adriano (117–138 d.C. )
Antonino Pio (138–161 d.C. )
Marco Aurélio (161–180 d.C. )
Lúcio Vero (161–169 d.C. )
Cômodo (177–192 d.C. )
Publius Helvius Pertinax (janeiro a março de 193 dC )
Marcus Didius Severus Julianus (março-junho de 193 dC )
Sétimo Severo (193–211 d.C. )
Caracala (198–217 d.C. )
Públio Sétimo Geta (209–211 d.C. )
Macrino (217–218 d.C. )
Elagábalo (218–222 d.C. )
Severo Alexandre (222–235 d.C. )
Maximino (235–238 d.C. )
Gordiano I (março–abril de 238 d.C. )
Gordiano II (março–abril de 238 d.C. )
Pupienus Maximus (22 de abril a 29 de julho de 238 dC )
Balbinus (22 de abril a 29 de julho de 238 dC )
Gordiano III (238–244 d.C. )
Filipe (244–249 d.C. )
Décio (249–251 d.C. )
Hostiliano (251 d.C. )
Galo (251–253 d.C. )
Emiliano (253 d.C. )
Valeriano (253–260 d.C. )
Galiano (253–268 d.C. )
Cláudio II Gótico (268–270 d.C. )
Quintilo (270 d.C. )
Aureliano (270–275 d.C. )
Tácito (275–276 d.C. )
Floriano (junho–setembro de 276 d.C. )
Probo (276–282 d.C. )
Carus (282–283 d.C. )
Numeriano (283–284 d.C. )
Carino (283–285 d.C. )
Maximiano (oeste, 286–305 d.C. )
Constâncio I (oeste, 305–306 d.C. )
Galério (leste, 305–311 d.C. )
Severo (oeste, 306–307 d.C. )
Maxêncio (oeste, 306–312 d.C. )
Constantino I (306–337 d.C .; reunificou o império)
Galério Valério Maximino (310–313 d.C. )
Licínio (308–324 d.C. )
Constantino II (337–340 d.C. )
Constâncio II (337–361 d.C. )
Constante I (337–350 d.C. )
Galo César (351–354 d.C. )
Juliano (361–363 d.C. )
Joviano (363–364 d.C. )
Valentiniano I (oeste, 364–375 d.C. )
Valente (leste, 364–378 d.C. )
Graciano (ocidental, 367–383 d.C .; coimperador com Valentiniano I)
Valentiniano II (375–392 d.C .; coroado ainda criança)
Arcádio (leste, 383–395 d.C. , coimperador; 395–402 d.C. , único imperador)
Magnus Maximus (oeste, 383–388 d.C. )
Honório (ocidental, 393–395 d.C. , coimperador; 395–423 d.C. , imperador único)
Constâncio III (ocidental, 421 d.C. , coimperador)
Valentiniano III (oeste, 425–455 d.C. )
Marciano (leste, 450–457 d.C. )
Petronius Maximus (oeste, 17 de março a 31 de maio de 455 dC )
Avitus (oeste, 455–456 d.C. )
Majoriano (ocidental, 457–461 d.C. )
Libius Severus (oeste, 461–465 d.C. )
Antêmio (oeste, 467–472 d.C. )
Olíbrio (oeste, abril–novembro de 472 d.C. )
Glycerius (oeste, 473–474 d.C. )
Julius Nepos (oeste, 474–475 d.C. )
Rômulo Augusto (oeste, 475–476 d.C. )
ENUMA ELISH É MAIS VELHO DO QUE A CRIAÇÃO BÍBLICA
O Enûma Eliš é o mito de criação babilônico. Foi descoberto por Austen Henry Layard em 1849 (em forma fragmentada) nas ruínas da Biblioteca de Assurbanípal em Nínive (Mossul, Iraque), e publicado por George Smith em 1876.








