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terça-feira, 13 de outubro de 2026

SOLEB - NÚBIA - ATUAL SUDÃO



Soleb é uma antiga cidade na Núbia, no atual Sudão. O sítio arqueológico está localizado ao norte da terceira catarata do Nilo , na margem oeste do rio. Foi descoberto e descrito por Karl Richard Lepsius em 1844. O templo foi construído durante o reinado de Amenhotep III e dedicado a Amon , mas após Akhenaton assumir o poder, foi rededicado a Áton.


Necrópole

Soleb também abriga uma vasta necrópole com pequenas capelas funerárias decoradas com pirâmides . Os túmulos reais mais antigos datam da 18ª dinastia , enquanto alguns pertencem aos períodos raméssida e meroítico.


Período de Amarna

Durante o Período de Amarna (meados da 18ª Dinastia), vários faraós prestaram serviços a Soleb, como Amenófis III , Aquenáton , Tutancâmon e Ay.


Amenófis III

Um grande templo de arenito foi fundado aqui por Amenófis III. É o templo mais ao sul que se sabe ter sido construído por este faraó. O templo foi consagrado à divindade Amon-Rá e ao faraó, representado deificado com chifres de carneiro. O arquiteto pode ter sido Amenófis, filho de Hapu.

Em Sedeinga , um templo complementar foi construído por Amenhotep III para a Rainha Tiye como uma manifestação do Olho de Rá.

Os chamados Leões de Prudhoe originalmente serviam como figuras guardiãs neste templo com o nome de Amenhotep III inscrito. Eles representam uma leoa, como símbolos de Sekhmet, uma importante divindade que protegia os faraós.


Akhenaton

Durante o reinado de Akhenaton, ele é inicialmente mostrado adorando seu pai e Amon no templo. Mas mais tarde, ele rededicou o templo a Áton.


Tutancâmon

Durante o reinado de Tutancâmon, as reformas religiosas de seu pai, Akhenaton, foram revertidas e o templo foi rededicado a Amon-Rá. Tutancâmon terminou o segundo leão de granito e inscreveu seu nome nos Leões de Prudhoe.


Ay

Durante o reinado de Ay, ele também inscreveu seu nome nos Leões de Prudhoe.


Lista de Pessoas Aprisionadas

Em 1829, o major Félix realizou uma expedição ao local e reconheceu que as inscrições de prisioneiros em colunas visíveis comemoravam as vitórias de Amenófis III. Jude Flurry argumenta que essas listas de prisioneiros podem ser um exagero ou uma mentira sobre as vitórias egípcias, mas mostram quem eram os inimigos dos egípcios. No entanto, o setor IV do salão hipostilo estava em ruínas, demolido e parcialmente coberto por areia, e foi descoberto séculos depois. Na expedição de escavação de 1957-1963 liderada por Michela Schiff Giorgini , outras partes do templo, incluindo as inscrições restantes dos prisioneiros, foram reconstruídas com as peças identificadas.

Nas colunas do salão hipostilo, há uma lista dos povos que os egípcios conquistaram. Um total de três listas foram preservadas com os nomes de lugares estrangeiros e povos sobreviventes. Cada lista retrata a figura de um soldado prisioneiro com os braços amarrados e com seu escudo. Em cada escudo há uma inscrição descrevendo a qual cidade e lugar o soldado pertence.


Listas 

tꜣ šꜣsw trbr

tꜣ šꜣsw yhwꜣ

tꜣ šꜣsw smt

(destruído)


As três linhas transcritas referem-se à famosa lista de topônimos dos nômades Shasu, gravada originalmente nas paredes e colunas do Templo de Soleb (construído pelo faraó Amenófis III, por volta de 1400 a.C.) e posteriormente copiada no templo de Amara Ocidental (tempo de Ramessés II), no antigo Egito/Núbia.

O significado exato de cada linha e a razão de ter indicado "(destruído)" se contextualizam da seguinte forma:


O Significado das Inscrições

A palavra egípcia tꜣ significa "terra" e šꜣsw refere-se aos Shasu, um termo que os egípcios usavam para designar povos nômades, beduínos ou pastores que habitavam a região do Levante, Sinai e Transjordânia.

A lista dividia a grande "terra dos Shasu" em subregiões, clãs ou territórios específicos:

1. tꜣ šꜣsw trbr: "A terra dos Shasu de Terber" (uma região ou clã geográfico ainda não identificado com precisão).

2. tꜣ šꜣsw yhwꜣ: "A terra dos Shasu de Yhwꜣ" (Yahu/Yahweh). Esta é considerada a menção histórica mais antiga do nome Yahweh encontrada no mundo, ligando o nome do Deus bíblico a uma região ou tribo nômade séculos antes da formação do Reino de Israel.

3. tꜣ šꜣsw smt: "A terra dos Shasu de Semet" (outra subdivisão territorial ou de parentesco tribal vizinha).


O Termo ─ "Destruído"

A sua indicação de "(destruído)" faz total sentido no contexto arqueológico real dessas inscrições:

• Degradação Física dos Blocos: No Templo de Soleb (localizado no atual Sudão), os relevos foram esculpidos em colunas e paredes que sofreram severa erosão, vandalismo histórico e desmoronamentos ao longo de milênios. Muitas das listas de cartuchos e relevos que detalhavam os Shasu foram danificadas ou fragmentadas.

• A Cópia de Amara Ocidental: Quando os escribas de Ramessés II tentaram copiar essa mesma lista de Soleb nas paredes do templo de Amara Ocidental, partes da fonte original já estavam ilegíveis ou danificadas. Arqueólogos e epigrafistas frequentemente marcam como "destruído" ou "lacuna" os hieróglifos que desapareceram do registro físico na parede de pedra.


Coluna N4 

btꜥn/f?[...]

(destruído)


• Coluna N4 [ 9 ]: Indica a localização exata do fragmento no manuscrito ou estela original (Coluna N4, linha ou fragmento 9).

• btꜥn/f?[...]: É a transliteração de sinais egípcios.

• O caractere ꜥ (ayin) representa uma consoante faríngea (glutual) específica do egípcio.

• O caractere / ou a interrogação ? indicam que a leitura de um sinal específico (provavelmente entre as variações dos fonemas n ou f) é incerta ou ambígua para o epigrafista.

• Os colchetes com reticências [...] mostram que o restante da palavra ou da frase está quebrado e se perdeu.

• ( destruído ): Confirma explicitamente que a continuação do texto naquele ponto físico do suporte (papiro, pedra, couro) foi danificada e não pode ser lida.


tꜣ šꜣsw Yhwꜣ

A transcrição de um dos povos conquistados é tꜣ šꜣsw Yhwꜣ , traduzida como "terra dos Shasu, aqueles de Yhwꜣ ", ou "terra dos nômades de Yhwꜣ ". Thomas Schneider vocaliza o nome como Yahwa, embora outras vocalizações, como Yehua , tenham sido propostas. Fleming relata que este Yhwꜣ estava localizado na Palestina e na Síria. De acordo com Kennedy, o que exatamente o nome Yhwꜣ significa tem sido "uma questão de debate", mas ele conclui que "logicamente se segue" que os Shasu poderiam ser identificados com os israelitas , dada a semelhança do termo com o nome do deus israelita Yahweh. Shalomi Hen, embora tenha notado o discurso acadêmico em torno do assunto, considera as evidências muito escassas para permitir tal identificação.


AMARA - NÚBIA - ATUAL SUDÃO



Amara, geralmente dividida em Amara Leste e Amara Oeste, é o nome moderno de uma antiga cidade egípcia na Núbia, no atual Sudão. Amara Oeste está localizada na margem oeste do Nilo, enquanto Amara Leste fica na margem leste. As cidades situam-se ao norte da Terceira Catarata do Nilo, perto da atual cidade de Abri.


Amara Oeste

Amara Ocidental foi fundada na 19ª Dinastia por Seti I e provavelmente foi, pelo menos temporariamente, um centro administrativo. Ali ficava a residência oficial do representante de Kush. A cidade fortificada tinha cerca de 200 x 200 m. Ali se erguia um grande templo de Ramsés II, escavado entre 1938 e 1950. O nome da cidade foi primeiro per-Menmaatre (Casa de Seti I), depois Per-Rameses-meri-Amon (Casa de Ramsés II) e finalmente mudou para Chenem-Waset.

O local está sendo escavado desde 2008 por uma equipe do Museu Britânico liderada por Neil Spencer.

Durante o Novo Império, os habitantes de Amara West criaram túmulos que compartilhavam culturas funerárias semelhantes aos modelos criados no Antigo Egito. A arquitetura da capela é semelhante à dos templos do Antigo Egito. Os túmulos de Amara West representavam a ênfase compartilhada na vida e na morte em relação ao sistema de crenças egípcio. 

Os objetos funerários em Amara West consistiam em escaravelhos, amuletos, divindades egípcias, joias, objetos de liga de cobre e muita cerâmica. 


Amara Leste

Amara Leste foi importante no período meroítico. O nome meroítico era Pedeme. Ali existia um templo construído por Natakamani. A expedição de Lepsius ainda viu e documentou parcialmente oito pilares decorados. Hoje, restam apenas alguns vestígios das muralhas da cidade.


Listas Topográficas de Amarah Oeste

As listas topográficas de Amarah-Oeste (um sítio arqueológico na Núbia, atual Sudão, situado cerca de 50 km ao norte de Soleb) datam do reinado do faraó Ramessés II (século XIII a.C.). Elas copiam e estendem listas anteriores de Amenotep III encontradas em Soleb, registrando os nomes de povos e territórios estrangeiros sob a influência ou conhecimento do Egito Antigo.

A seção específica citada refere-se aos Shasu (𓈖𓄿𓈓check𓅭𓏦 tꜣ šꜣsw — "a terra dos Shasu"), que eram grupos de nômades ou semitransmigrantes que habitavam as regiões do Levante, Sinai e Transjordânia.

Abaixo está a transliteração e a identificação correspondente de cada um dos seis nomes geográficos apresentados no trecho:

• tꜣ šꜣsw sꜥrr: A terra dos Shasu de Seir. Refere-se à região montanhosa de Seir, associada aos edomitas na Bíblia (sul do Mar Morto e Arabá).

• tꜣ šꜣsw rbn: A terra dos Shasu de Laban (ou Libnat). Possivelmente associada a uma localidade na Transjordânia ou no Sinai mencionada em textos bíblicos (como Labã em Deuteronômio 1:1).

• tꜣ šꜣsw pyspys: A terra dos Shasu de Pispe. Uma localidade ou tribo nômade cuja identificação geográfica exata ainda permanece incerta ou disputada entre os historiadores.

• tꜣ šꜣsw smt: A terra dos Shasu de Samati. Frequentemente associada à tribo ou região dos quenitas/shaswitas, localizada no deserto do Neguebe ou no Sinai.

• tꜣ šꜣsw yhwꜣ: A terra dos Shasu de Yahu (ou Yhwh). Este é um dos registros arqueológicos mais famosos do mundo, pois a maioria dos egiptólogos e historiadores considera esta a menção extra-bíblica mais antiga ao tetragrama YHVH (Iavé/Jeová), indicando um local ou um grupo de nômades associado a esse nome geográfico/divino na região do Edom/Midiã.

• tꜣ šꜣsw rbr: A terra dos Shasu de Turbas (ou Teraber). Outra localidade cujo posicionamento exato no mapa levantino-transjordaniano ainda carece de consenso arqueológico absoluto.



domingo, 11 de outubro de 2026

DEUSAS MÃES NA MITOLGIA SUMÉRIA



Na mitologia suméria, o conceito de "Deusa-Mãe" se manifesta tanto em divindades primordiais que deram origem ao universo quanto em deusas específicas da fertilidade, da terra e do nascimento. 


Ninhursag

É a Deusa-Mãe original e a mais importante do panteão sumério. Seu nome significa "Senhora da Montanha Sagrada", e ela é considerada a modeladora da humanidade a partir da argila e a mãe da maioria dos deuses e reis. 

A deusa mãe primordial que representa o oceano de águas doces e o caos primevo anterior à criação. Ela existia antes de tudo e deu à luz, sozinha, ao céu (Anu) e à terra (Ki). Foi Nammu quem deu a ideia e inspirou seu filho, Enki, a moldar os seres humanos para aliviar o trabalho dos deuses.

Pelo seu papel central, ela absorveu ou manifestou-se através de diversos outros nomes e títulos ao longo do tempo:

Deusa Mãe  Qui - Terra 

Deusa Mãe Ninmah - Grande Senhora, Dama Exaltada, Senhora Excelsa

Deusa Mãe Nintu - A Senhora do Nascimento, A Senhora que dá à Luz, Senhora do Útero

Deusa Mãe Ninti - A Senhora da Vida, A Senhora da Costela, A Senhora que Faz Viver

Deusa Mãe Mama - Mãe

Deusa Mãe Ama - Mãe

Deusa Mãe Mami - Mãe

Deusa Mãe Aruru - Senhora dos Moldes?

Deusa Mãe Dingirma - Divindade Exaltada, Grande Deusa

Deusa Mãe Uraš - Solo Fértil, Terra Fértil 

Deusa Mãe Ninzinague - Senhora do Embrião

Deusa Mãe Ninzinnak - Senhora Embrião

Deusa Mãe Nindim - Senhora Modeladora

Deusa Mãe Nagarsagaque - Carpinteira de Interiores

Deusa Mãe Nagasaki - 

Deusa Mãe Ninbacar - Senhora Modeladora do Barro, A Senhora Oleira

Deusa Mãe Nin Baḫar - Senhora Modeladora do Barro, A Senhora Oleira

Deusa Mãe Ninmague - A Magnífica Senhora, A Exaltada Rainha

Deusa Mãe Ninsiguesigue - Senhora do Silêncio, Senhora da Calma

Deusa Mãe Mud Kéš Da - Aquela que Estanca o Sangue - A que Estanca o Sangue

Deusa Mãe Mudquesda - Aquela que Estanca o Sangue - A que Estanca o Sangue 

Deusa Mãe Amaduguebade - Mãe que Estende (Abre) os Joelhos

Deusa Mãe Amaududa - Mãe que dá a Luz

Deusa Mãe Sagzudingirenaque - Meio Esposa dos Deuses, A Parteira dos Deuses Soberanos, A Cabeça que Conhece o Segredo Divino dos Deuses

Deusa Mãe Ninmena - Senhora da Coroa

Deusa Mãe Nammu - Tudo?, Todas as Coisas?, Totalidade?

Deusa Mãe Namma - Tudo?, Todas as Coisas?, Totalidade?


Ki

A personificação da Mãe Terra. Ela emergiu do caos inicial ao lado de Anu (o céu). Da união cósmica entre Ki e Anu nasceram os grandes deuses sumérios (os Anunnaki), incluindo Enlil, o deus da atmosfera. Em muitas tradições tardias, seus atributos fundem-se diretamente com os de Ninhursag.


Inanna ou Ishtar

Embora seja mais conhecida como a deusa do amor, da sensualidade, da justiça e da guerra, Inanna possui um papel crucial na manutenção da fertilidade da vida na Terra. Seus ritos de "casamento sagrado" garantiam a renovação dos ciclos agrícolas e a reprodução da natureza e dos rebanhos.


Ninsun ou Ninsuna

Conhecida como a "Senhora da Vaca Selvagem", ela representa o arquétipo da mãe nutridora, sábia e protetora dos heróis. Ela é famosa na literatura mesopotâmica por ser a mãe humana e divina do lendário rei Gilgamesh.


quinta-feira, 8 de outubro de 2026

O TOURO COMO SÍMBOLO DE DEUSES SUMÉRIOS



Na religião e mitologia suméria (e na mesopotâmica de forma geral), o touro era um símbolo sagrado de força, fertilidade, poder régio e das tempestades. 

Símbolo Geral da Coroa de Chifres

Deuses maiores da Suméria (como Anu, Enki e outros) usavam tiaras ou coroas adornadas com chifres (de um a múltiplos pares), um reflexo direto do culto e do simbolismo ancestral do touro na região.

As principais figuras associadas a este símbolo são:

•An ou Anu: O deus supremo do céu. Nos períodos mais antigos da Suméria, An era concebido e representado diretamente como um grande touro. Mais tarde, essa forma bovina se dissociou dele para se tornar uma entidade separada, o Touro do Céu. Como herança dessa conexão, quase todos os deuses sumérios usavam coroas ou tiaras com chifres de touro para indicar seu poder divino.

• Ishkur ─ Adad para os Acádios): Deus das tempestades, dos ventos e dos trovões. Ele era frequentemente representado de pé sobre um touro, e seus trovões eram comparados ao mugido do animal.

• Gugalana: Conhecido como o "Grande Boi do Céu" ou Grande Touro do Céu, é a divindade associada à constelação de Touro, enviada pela deusa Inanna contra Gilgamesh.

Ele era uma divindade ligada à constelação que hoje conhecemos como Touro e foi o primeiro marido de Ereshkigal (a deusa do submundo). No famoso Epopeia de Gilgamesh, ele é enviado à Terra para punir o herói após este rejeitar a deusa Inanna.

• Nanna ou Suen / Sin: O deus Sumério da Lua e padroeiro da cidade de Ur. O formato de crescente da lua era frequentemente associado aos chifres de um touro celeste, e os hinos descrevem que ele "cavalgava um touro alado".

O touro era seu símbolo animal principal. Na iconografia, Nanna era frequentemente descrito cavalgando um touro alado, e a própria lua crescente era associada aos chifres de um touro que brilhava no céu. Ele também era poeticamente chamado de "o touro jovem e forte de Enlil".

• Enlil: O poderoso deus do ar e do vento, cuja autoridade suprema e vigor eram frequentemente celebrados pelo epíteto de "touro poderoso".


DEUSES QUE USAVAM TRIDENTE NA RELIGIÃO SUMÉRIA



Na mitologia suméria (e no contexto mesopotâmico em geral), o principal deus associado ao uso de um tridente ou garfo de três pontas é Ishkur (posteriormente conhecido como Adad na cultura acádia e babilônica).

Como deus das tempestades, do trovão, dos raios e da chuva, seus símbolos visuais mais comuns nas representações antigas e selos cilíndricos incluem o touro e o tridente, que representava a bifurcação ou trifurcação dos raios rasgando o céu.

Além de Ishkur, existem outras menções importantes em diferentes períodos da Mesopotâmia:

Ninurta: O deus sumério da guerra e da agricultura às vezes é retratado em relevos assírios posteriores segurando um feixe de raios duplo com pontas que se assemelham muito a tridentes acoplados.

Annunitum: Uma deusa guerreira (inicialmente um aspecto de Inanna/Ishtar que depois se tornou independente no período Neo-Sumério) também tinha o tridente como um de seus símbolos de autoridade militar e destruição, representando chamas ou relâmpagos.


O CÉU SUMERIANO



A concepção do universo na Mesopotâmia apresentava o céu não como um vazio, mas como uma estrutura sólida e estratificada. Embora as raízes desse pensamento venham do período Sumério (onde o universo era o An-Ki, a união indissociável de Céu e Terra), a descrição teológica detalhada e sistemática das três cúpulas celestes feitas de pedras preciosas foi imortalizada e consolidada nos textos cuneiformes do período Babilônico posterior e Assírio.


🌌O Céu Superior ─ O Domínio Absoluto de An

♦A Pedra Celeste: Feito inteiramente de Pedra Luludānītu. Historiadores e mineralogistas associam essa pedra mística a minerais multicoloridos ou brilhantes, assemelhando-se ao visual da opala, do jaspe listrado ou do meteorito.

♦Composição: Pedra Luludānītu era feita de Quartzo, Sardônica (que é uma variedade do Quartzo) e Calcedônia (que é uma variedade do Quartzo). 

♦Governante e Habitantes: Era a morada privada e exclusiva de An (Anu), o deus supremo do firmamento. Junto com ele, habitavam os 300 deuses Igigi (as divindades celestes mais elevadas).

♦Função Teológica: Funcionava como o tribunal supremo do universo. O Céu Superior era considerado totalmente inacessível para os seres humanos (mesmo após a morte) e para a maioria dos deuses de patentes inferiores. É onde o destino do mundo era selado e decretado.

De acordo com os textos médicos e rituais, a luludānītu era considerada uma pedra de dignidade e um amuleto potente para afastar o terror de espíritos malignos (gilittu-terror).


💎O Céu Médio ─ O Domínio de Saggilmut

♦A Pedra Celeste: Feito de Pedra Saggilmud (ou saggilmut). Esta pedra possuía uma tonalidade azul profunda e mística, sendo universalmente identificada pelos arqueólogos como o Lápis-lazúli.

♦Composição: Saggilmut é o Lápis Lazuli.

♦Governante e Habitantes: Sob o governo babilônico, este céu era o assento de poder de Bel (Marduk), que ali reinava em um trono monumental de joias. Em outras tradições, era também o domínio de deuses astrais como Nanna (o deus da Lua). Era a morada dos deuses conhecidos como Igigi.

♦Função Teológica: Era a zona de transição e o palácio administrativo do cosmos. Do Céu Médio, as divindades gerenciavam a mecânica do universo e as grandes decisões que afetavam a atmosfera terrestre.


🎨O Céu Inferior ─ O Céu das Estrelas Visíveis Ašpû ou Yašpû

♦A Pedra Celeste: Feito de Ašpû ou Yašpû, a pedra Jaspe (frequentemente descrito como jaspe transparente ou calcedônia azul esverdeada).

♦Composição: Ašpû ou Yašpû é a Pedra Jaspe.

♦Governante e Habitantes: Pertencia ao reino das estrelas, planetas e constelações. De acordo com o mito de criação Enuma Elish, o deus Marduk esculpiu e desenhou as constelações diretamente nesta abóbada de jaspe para servir de espelho dos deuses na Terra.

♦Função Teológica: Esta é a única camada visível aos olhos humanos. Ela funcionava como uma tela onde os deuses projetavam suas mensagens. Fenômenos como eclipses, cometas e o movimento dos planetas eram lidos pelos sacerdotes mesopotâmicos como mensagens diretas gravadas no Céu Inferior para guiar os reis humanos. Abaixo desta camada, encontrava-se a atmosfera livre por onde voavam os pássaros e sopravam os ventos de Enlil.




quarta-feira, 7 de outubro de 2026

NÚMEROS EM SUMÉRIO



Em sumério, a palavra geral para "número" ou "contagem" é associada à raiz Šid ou Šida.

A pronúncia dos numerais cardinais de 1 a 10 é detalhada abaixo de acordo com os estudos linguísticos da escrita cuneiforme.

Na Escrita Cuneiforme, os sumérios não usavam necessariamente palavras longas para grafar os números no dia a dia comercial, mas sim um sistema misto de base 10 e base 60 (sexagesimal) com símbolos em forma de cunha: um traço vertical para o 1 (diš) e uma marca deitada ou em ângulo para o 10 (u).

Eles não viam os números de forma totalmente abstrata isolada; os nomes e os símbolos escritos em argila podiam variar sutilmente dependendo do contexto ou do tipo de objeto (como animais, grãos ou tempo) que estava sendo contabilizado.


Números de 1 a 10

• 1: diš ou aš (também dili)

• 2: min

• 3: eš (ou eš₅)

• 4: límmu

• 5: ía (forma mais antiga: ya)

• 6: aš (ou àš, forma mais antiga: yāš)

• 7: imin (forma mais antiga: ymin)

• 8: ussu

• 9: ilimmu

• 10: u


Dezenas e Grandes Quantidades

• 20: niš

• 30: úšu

• 40: nimin

• 50: ninnu

• 60: ĝéš (base do sistema sexagesimal)

• 600: ĝéš-u (60 × 10)

• 3.600: šár

• 36.000: šaru

• 216.000: šár-gal





terça-feira, 22 de setembro de 2026

HOMO - HOMEM



Os termos;

Homo Orans - Homo Frater - Homo Faber - Homo Ludens - Homo Quaerens

São conceitos filosóficos e antropológicos usados para definir a essência da natureza humana a partir de diferentes facetas, comportamentos ou capacidades.

Foram criados por vários pensadores. Pertencem a antropologia filosófica e antropológica.


Homo Orans "O Homem que Reza/Adora": 

Embora sua origem conceitual remeta à antiguidade cristã, o termo ganhou força na antropologia teológica do século XX, sendo muito associado aos escritos de teólogos como Hans Urs von Balthasar e amplamente utilizado no magistério católico (como por Bento XVI.


Homo Frater: "O Homem como Irmão"

Uma derivação filosófica e teológica ligada ao conceito de fraternidade universal. A expressão correlata mais antiga e institucionalizada é "Homo homini frater" ("O homem é irmão do homem"), adotada historicamente por ordens humanistas, ritos filosóficos e fortemente reavivada pelo pensamento social cristão contemporâneo (como na encíclica Fratelli tutti do Papa Francisco).


Homo Faber: "O Homem que Fabrica/Trabalha"

Popularizado pelo filósofo francês Henri Bergson em sua obra A Evolução Criadora (1907). Mais tarde, foi profundamente debatido pela filósofa Hannah Arendt.


Homo Ludens: "O Homem que Brinca/Joga"

Criado pelo historiador e teórico da cultura holandês Johan Huizinga em seu famoso livro homônimo publicado em 1938.


Homo Quaerens: "O Homem que Pergunta/Busca"

Usado na filosofia e na pedagogia contemporânea (frequentemente citado por pensadores da interdisciplinaridade) para definir o ser humano como um eterno investigador. O filósofo Leonard C. Feldstein publicou uma obra central com esse título exato em 1978 (Homo Quaerens: The Seeker and the Sought).



domingo, 20 de setembro de 2026

PROFECIAS ERRADAS DITAS PELOS FALSOS PROFETAS



Todos os falsos profetas que fizeram previsões sobre o fim do mundo e a volta de Cristo erraram categoricamente. 

Nenhum deles acertou e mesmo assim estes falsários da fé continuam a ter milhares de seguidores fanáticos que acreditam em suas falsas profetadas. 


Hoje vamos falar das profecias erradas ditas pelos falsos profetas. 

No ano 300 e 65 o bispo de Poitiers anunciou que o mundo acabaria naquele ano e terminou o ano 300 e 65 e o mundo continua até hoje. 


No ano 500 Hipólito de Roma, Sexto Júlio Africano e Irineu de Leão previram o fim do mundo para este ano e terminou o ano 500 e a tríade destes falsos profetas veio a bancarrota pois eles anunciaram aos quatro ventos que o mundo acabaria no ano 500 e nada aconteceu. 

Não contente em errar a data para o fim do mundo no ano 500, Sexto Júlio Africano refez seus cálculos e cravou a data para o fim do mundo para o ano 800. É claro que ele errou outra vez foi um erro retumbante. 


Entre os anos de 799 a 806 Gregório de Tours calculou que o fim do mundo aconteceria entre estes anos e terminou o ano de 806 veio o ano 807 808 809 e o mundo continuou sendo o mundo que conhecemos. 


No dia 5 de abril de 1534 Diamantis previu que o apocalipse aconteceria naquele dia e que apenas a cidade de Manster na Alemanha seria poupada. Aí chegou o dia 6 de abril de 1534 aí virou 7 de abril 8 de abril completou um ano 1536 e nada aconteceu e Diamantis foi dado como mais um falso profeta. 


O famoso astrólogo vidente e médico francês Nostradamus previu quatro datas para o fim do mundo que foram os anos de 1587 1544 1801 e 1814. 

É claro que ele errou todas porque vieram os anos de 1587 e o mundo não acabou.

Ele previu então que o mundo acabaria em 1544 e o mundo não acabou. 

Ele previu que o mundo acabaria no ano de 1801 e o mundo obviamente não acabou. 

E a última previsão foi para 1814 e o mundo continuou como conhecemos. Nostradamus errou todas estas datas. 


O reformador Martinho Lutero previu que o mundo acabaria no ano de 1600. 

Chegou o ano de 1600 e é claro que o mundo não acabou. Mais uma profecia errada. 


No ano de 1814 Joana Sotikor que na época contava com 64 anos anunciou para todo mundo que ela estava grávida de Jesus. 

Ou seja, ela estava grávida do menino Jesus. E o menino Jesus que estava em sua barriga iria nascer no dia de Natal do ano de 1814. E aconteceu que ela morreu no dia 25 de dezembro de 1814 e foi provado é claro que ela não estava grávida. 

Ela era mais uma mentirosa e enganadora. 


No mês de julho de 1999 alguns intérpretes de alguns textos do Nostradamus davam conta de que o fim do mundo estava marcado para aquele mês. O mês de julho que por ser o sétimo mês e o ano de 1999 era um ano auspicioso viria portanto do céu um grande rei do terror. 

É claro que esta profecia jamais aconteceu. 


No ano de 2008 o falso profeta Ronald Whelan da igreja de Deus disse que centenas de milhões de pessoas morreriam a partir do ano de 2006 e que começaria o pior momento da história humana. Ele previu também que no outono de 2008 os Estados Unidos deixariam de ser uma potência e não existiriam mais. É claro que este falso profeta errou retumbantemente. 


Em 2011 Harold Campin previu o fim do mundo e uma série de terremotos devastadores a partir do dia 21 de maio de 2011. Segundo ele apenas 3% da população mundial iria para o céu. 

Ao errar a data é claro ele refez uma outra data que seria agora para o dia 21 de outubro do mesmo ano de 2011 e alegou o que ocorreu em maio foi um julgamento espiritual que preparava para o grande dia que seria no dia 21 de outubro de 2011. É claro que Harold Campin era mais um falsário da fé. 



PREVISÕES ERRADAS DE SEITAS E SUÍCIDOS COLETIVOS

Todos os falsos profetas que fizeram previsões sobre o fim do mundo e a volta de Cristo, erraram categoricamente. 

Nenhum deles acertou e mesmo assim, estes falsários da fé, continuam a ter milhares de seguidores fanáticos que acreditam em suas falsas profetadas. Mas mesmo assim, os gados religiosos continuam a seguir e acreditar nestes impostores eclesiásticos.


Hoje vamos falar dos erros de previsões de seitas criminosas e suicídios coletivos inspirados pelo fim do mundo. 

No dia 21 de dezembro de 1954, a Irmandade dos Sete Raios avisava que o mundo seria destruído por uma enchente nesta data. No ano de 1969, Charles Manson previu uma guerra racial apocalíptica. 

Por conta disso, ele ordenou dois assassinatos, inclusive o assassinato da atriz Sharon Tate. Sharon Tate era esposa do diretor de cinema Roman Polanski. Charles Manson está preso até hoje.


No dia 23 de abril de 1990, a falsa profetisa Elizabeth Clary disse que uma guerra nuclear começaria neste dia e ela refugiou-se com seus gados religiosos para o abrigo. E a tal guerra nuclear nunca aconteceu. Bom, pelo menos até hoje.



No dia 28 de outubro de 1992, o falso profeta Lee Jang-hyun da seita religiosa Igreja Dami da Coreia do Sul marcou o dia do arrebatamento para esta data. As autoridades sul-coreanas evitaram o suicídio coletivo de milhares de seguidores que esperavam o fenômeno, mas quatro pessoas cometeram suicídio nos dias anteriores. 


No dia 26 de março de 1997, Marshall A. White, líder da seita Heaven's Gate, disse que uma nave espacial viajava atrás do cometa Haley-Bopp e que a NASA ocultava esta informação do grande público.

E ele propôs, é claro, o suicídio de seus seguidores. E o suicídio apareceria como uma forma de sair da Terra para que as almas dos seguidores pudessem embarcar na tal nave e conhecer outro nível da existência humana. O líder da seita Heaven's Gate e seus 38 seguidores cometeram suicídio coletivo.


Cuidado com estes religiosos! Cuidado com as religiões! Cuidado com os falsos profetas! Religião mata! 


PREVISÕES ERRADAS DA 2º VINDA DE CRISTO E DO JUÍZO FINAL



Todos os falsos profetas que fizeram previsões sobre o fim do mundo e a volta de Cristo erraram categoricamente. 

Nenhum deles acertou e mesmo assim estes falsários da fé continuam a ter milhares de seguidores fanáticos que acreditam em suas falsas profetadas. 

Mas mesmo assim os gados religiosos continuam a seguir e acreditar nesses impostores eclesiásticos. 


Hoje vamos falar das previsões erradas da segunda vinda de Cristo e do juízo final. 

No século I, mais conhecido como século I, os primeiros cristãos esperavam a segunda vinda de Cristo na geração seguinte à sua morte e isto não se cumpriu.


No ano de 1260, o místico italiano Joaquim de Fiore determinou que o reinado de Cristo sobre a Terra começaria entre os anos de 1200 a 1260. Depois do erro, seus seguidores revisaram a data para 1290 e depois para 1335 e é claro, isto não aconteceu.


No ano de 1504, o pintor Sandro Botticelli acreditava que o reinado de Cristo sobre a Terra começaria em até três anos e meio depois de 1500. É claro que isto nunca aconteceu. 


No ano de 1533, o anabatista Melchior Hoffmann previu que apenas 144 mil pessoas seriam salvas na segunda vinda de Cristo que começaria em Estrasburgo e o restante da humanidade seria consumida pelo fogo. 


No dia 19 de outubro de 1533, o matemático Michael Stifel calculou que o juízo final começaria às 8 horas da manhã neste dia e isto não aconteceu. 


Entre os anos de 1892 e 1911, o piramidologista Charles Beatty Smith concluiu a partir dos estudos das dimensões da pirâmide de Gizé que Jesus Cristo voltaria entre os anos de 1892 e 1911. 


Uma ramificação da igreja católica apostólica romana, denominada Igreja Católica Apostólica, fundada no ano de 1831, previu que Jesus voltaria quando seus 12 fundadores estivessem mortos. O último morreu em 1901 e Jesus ainda não veio. 


O fundador da coalizão cristã, Pat Robertson, informou a seus seguidores que o juízo final aconteceria até no final do ano de 1982 e, é claro, não veio o juízo e nem veio também o final. 


Cuidado com estes religiosos, cuidado com as religiões, cuidado com os falsos profetas. Religião mata. 


FALSAS PROFECIAS EVANGÉLICAS SOBRE A VOLTA DE CRISTO



O sistema religioso, por si só, já é uma fraude. A coisa fica pior quando eles querem profetizar a volta de Jesus. Mas esses falsos profetas insistem em marcar uma data, dado claro as suas ridículas interpretações erradas das escrituras. 

E é claro que, cabalmente, todas essas profecias nunca se cumpriram, e nem irão se cumprir. 


Igreja Batista

Vamos começar esta lista com a Igreja Batista. Antigamente, nos anos de 1500, eles tinham o nome de Anabatistas, e agora eles mudaram o nome para Batistas. 

Eles previram a volta de Jesus no ano de 1533. É óbvio que nada aconteceu. Quando eles erraram esta profecia, eles deram a desculpa esfarrapada de que as duas testemunhas, Enoch e Elias, tinham efetivamente vindo, mas na forma de John Matins e John Wilkinson, que eram, na época, dois falsos profetas líderes do movimento religioso falacioso Anabatista, que hoje são conhecidos por Batistas. 


Igreja Adventista do Sétimo Dia

A nossa próxima integrante na lista é a Igreja Adventista do Sétimo Dia. O falso profeta William Miller, previu que a volta de Jesus Cristo ocorreria no ano de 1844. Ele marcou até uma data, dia 21 de março de 1844, mas a sua profecia, obviamente, não se cumpriu. 

Ele então marcou uma nova data para a volta de Cristo, que seria no dia 18 de abril de 1844. E, novamente, nada aconteceu. É pouco dizer que a vergonha foi para lá de estarrecedora. 

E é quando entra em cena Ellen White, que faz uma nova profecia sobre a volta de Jesus. Ela disse que Jesus Cristo voltaria antes da escravidão negra acabar. E, é claro, nada disso aconteceu. 

Com essas profecias para lá de erradas, esses falsos profetas, obviamente, deram uma de migué. Eles disseram que Jesus já tinha vindo, só que ele está no santuário celestial para fazer a obra de purificação. E essa mentira que vem sendo contada nas igrejas adventistas do sétimo dia, desde então. 


Assembleia de Deus

Não podemos deixar de fora da lista a Igreja Assembleia de Deus. Durante a Primeira Guerra Mundial, a Assembleia de Deus, lá dos Estados Unidos, publicou em sua revista semanal, chamada The Weekly Evangel, que quer dizer o Evangelho Semanal. E, nessa revista semanal, eles disseram, categoricamente, que Jesus Cristo voltaria antes do final da Primeira Guerra. 

É claro que foi uma profetada para lá de errada. Fizeram um papelão sem tamanho. 


Testemunhas de Jeová

Não vamos esquecer das Testemunhas de Jeová

Charles Tate Russell disse que Jesus voltaria no ano de 1874. Ele também previu que o arrebatamento da igreja aconteceria neste mesmo ano. E, mais uma vez, a profetada falhou. 

Joseph Franklin Rutherford, outro líder das testemunhas de Jeová, previu que o início do milênio aconteceria no ano de 1925. E que figuras bíblicas como Abraão, Isaac, Jacó e o Rei Davi, ressuscitariam como príncipes. As testemunhas de Jeová até compraram o enorme terreno e construíram uma mansão, que eles deram o nome de Beth Sarim, na Califórnia, para os tais príncipes ressurretos.

E é claro que nada disso aconteceu. Não veio o milênio. E Abraão, Isaac, Jacó e Davi não ressuscitaram. 

Imagine a confusão que aconteceu. No ano de 1966, eles fizeram outra previsão e disseram que o Armagedon aconteceria agora no ano de 1975. E, novamente, tal profecia, mais uma vez, não se cumpriu. 

E a confusão foi enorme, gigantesca. E tiveram que arrumar várias desculpas esfarrapadas para tentar tapar esse buraco.


Porque quando essas religiões fizeram essas profecias, que, óbvio, não se cumpriram, seus seguidores venderam suas propriedades, venderam seus bens. E eles venderam para quem? Para os líderes desses movimentos religiosos. Todos eles ganharam muito dinheiro com a ignorância de seus seguidores. 

Porque é costume dos seguidores não se instruírem. É costume dos seguidores idolatrar seus líderes. Esse é o problema. 

Sempre devemos suspeitar. Mas, enquanto o povo não ler e não se instruir, eles sempre serão presas fáceis nas mãos desses lobos devoradores. 


ERROS DE PREVISÕES DE FALSOS EVENTOS



Todos os falsos profetas que fizeram previsões sobre o fim do mundo e a volta de Cristo, erraram categoricamente. 

Nenhum deles acertou. E mesmo assim, estes falsários da fé, continuam a ter milhares de seguidores fanáticos que acreditam em suas falsas profetadas. 

Mas mesmo assim, os gados religiosos continuam a seguir e acreditar nestes impostores eclesiásticos. Hoje, vamos falar dos erros de previsões de falsos eventos. 


Entre o ano 66 a 70, os essênios, que era uma seita judaica que existiu na Palestina, esperavam que a batalha que tiveram com os romanos fosse a batalha final da humanidade. 

Para eles, o mundo acabaria entre os anos 66 a 70. No ano de 1346 a 1351, a peste negra que assolou a Europa, foi interpretada como o sinal do fim do mundo. Muitos religiosos pregavam que o mundo acabaria entre estes anos. 

No ano de 1648, o Rabino Shabtai-Tzvi esperava a vinda do Messias para este ano, que seria o ano de 1648. Depois que ele errou a data, é claro, ele mudou o ano para 1666. É claro que ele errou outra vez. 

O ano de 1666 para os europeus foi tido como o número da peste, porque 1 seguido por 666 era encarado, entendido e anunciado como o ano da peste, o ano do anticristo, o ano do apocalipse. E o medo aumentou depois que ocorreu um grande incêndio em Londres. Este grande incêndio foi encarado e entendido como o sinal da ira de Deus. 

E o ano de 1666 era o ano da besta, o ano da perdição, o ano do meia meia meia, o ano do fim do mundo. É claro que o mundo não acabou e os religiosos europeus deram com burro na água. No ano de 1806, na cidade de Leeds, na Inglaterra, uma galinha começou a botar ovos com a inscrição Cristo está chegando. 

Isto causou um grande estrondo na cidade de Leeds. As igrejas começaram a lotar, o pessoal começou a acreditar nesta galinha profetiza. Aí depois descobriram que tudo não passava de uma grande farsa, porque a mensagem escrita Cristo está chegando era escrita tinta pelo dono do animal. 

Após descoberta a fraude, a confusão foi esclarecida. 

Religião mata. 


ERROS DE PREVISÕES DE DATAS SIMBÓLICAS



Todos os falsos profetas que fizeram previsões sobre o fim do mundo e a volta de Cristo erraram categoricamente. 

Nenhum deles acertou e mesmo assim estes falsários da fé continuam a ter milhares de seguidores fanáticos que acreditam em suas falsas profetadas. 


No ano 389 a.C. os romanos temiam que a cidade de Roma, que era obviamente o centro do Império Romano, fosse destruída neste ano. Para eles isto significava o fim da civilização moderna. 

É claro que eles erraram feio, porque a queda da cidade de Roma aconteceu no ano 476 d.C. No dia 1º de janeiro do ano 1000 a igreja católica apostólica romana dizia que a virada do milênio traria o fim do mundo. É claro que os europeus medievais acreditaram na igreja católica e no dia 2 do ano 1000 o mundo continuou sendo o mundo que conhecemos. E essa profecia da igreja católica apostólica romana deu com os burros na água. Foi uma profecia errada. 


No ano de 1033 a igreja católica dizia que o apocalipse aconteceria no milésimo ano da morte de Jesus Cristo. É claro que no ano de 1033 completava, segundo o calendário católico, o milésimo ano da morte de Jesus Cristo. 

Mesmo assim, esta profecia deu errado. A previsão errática da igreja católica foi revisada e agora está anunciado que o apocalipse acontecerá no ano 2033. E é claro que muitos católicos acreditam nesta data errática. Sabemos que nada disso irá acontecer. 


No ano de 1284 o Papa Inocencio III previu que o fim do mundo acabaria no ano que marca os 666 anos do surgimento do islamismo. É claro que o Papa Inocencio III, sendo um falso profeta, errou a data. 


No ano de 1656 alguns católicos acreditavam que o fim do mundo estava marcado para este ano, que era o ano de 1656, que para eles é o suposto número de anos entre a criação e o dilúvio, isto segundo a interpretação da bíblia na visão deles. E é claro que eles levaram em conta o calendário católico. No ano de 1658 Cristóvão Colombo concluiu que o mundo foi criado no ano 5343 a.C. e duraria 7 mil anos. 

Logo, segundo os cálculos de Cristóvão Colombo, o mundo terminaria no ano de 1658. E é claro que ele errou. 

Segundo, ele não contou com o ano zero. 

Terceiro, ele usou o calendário católico. 


Cuidado com estes religiosos. Cuidado com as religiões. Cuidado com os falsos profetas. Religião mata. 


ERROS DE PREVIÕES DOS FENÔMENOS NATURAIS



No ano 1186 João de Toledo previu o fim do mundo a partir de um alinhamento de vários planetas. 

João Toledo errou feio. O mundo continua a existir. 


No dia 1º de fevereiro do ano de 1524 foi previsto que o fim do mundo começaria a partir de uma enchente que iria acontecer em Londres. 

Aí chegou o dia 1º de fevereiro de 1524 e não choveu. Na verdade, os meses de janeiro, fevereiro e março foram meses de pouca chuva em todo o Reino Unido. 


No dia 20 de fevereiro de 1524 o astrólogo Johannes Stoffler previu o alinhamento dos planetas em peixes. 

Johannes Stoffler interpretou isto como o fim do mundo, o fim dos tempos. Aí chegou o dia 20 de fevereiro de 1524 e nada aconteceu. No dia 5 de abril de 1719 o matemático Jacob Bernoulli previu que um cometa iria se chocar contra o planeta Terra. 


E no dia 5 de abril de 1719 todo mundo ficou atento olhando para o céu, pois o cometa iria se chocar com a Terra. O matemático Jacob Bernoulli passou o que se chama hoje de vergonha alheia, pois nenhum meteoro se chocou com a Terra. Foi um lindo dia de céu aberto e nada aconteceu.


No ano de 1780, alguns moradores da Nova Inglaterra nos Estados Unidos pregaram que o fim do mundo aconteceria quando uma tempestade de neve escura caiu na região. O fenômeno ocorreu por causa da fumaça, das queimadas das florestas e também da neblina e o tempo encoberto. Eles previram que o mundo iria acabar no ano de 1780 e é claro que nada disso aconteceu.


No ano de 1805, o falso profeta presbiteriano Christopher Love previu que o mundo iria acabar depois de um terremoto e depois deste terremoto o mundo iria seguir por uma era de paz onde Deus seria conhecido por todos. Pois é, o falso profeta presbiteriano Christopher Love errou categoricamente, pois não chegou este grande terremoto e o mundo não vive em uma era de paz e o mundo está a pouco se lixando para Deus. No ano de 1881, o astrônomo Camille Flammarion descobriu que as caudas dos cometas tem um gás mortal e ele chamou este gás de gás cianogênio.


Como o cometa Halley estava previsto para passar na terra em 1910, o pânico coletivo e a histeria social ficou muito em evidência. Isto porque as pessoas temiam que a humanidade fosse intoxicada pelo gás mortal que vinha na cauda do cometa Halley. No dia 29 de abril de 1988, o cometa Halley passa sobre a terra, só que desta vez Leiland Jansen previu que ele seria puxado para a órbita da terra nesta data, causando grande destruição e o cometa Halley passou, a televisão mostrou a passagem do cometa e a profecia de Leiland Jansen não aconteceu.


No dia 5 de maio de 2000, Richard Nonn previu que um alinhamento dos planetas no céu faria com que uma espessa camada de gelo congelasse todo o planeta. E no dia 5 de maio de 2000, veio o tal alinhamento dos planetas e nenhuma camada de gelo congelou o planeta. Mais uma previsão errada. 


Cuidado com estes Religiosos. Cuidado com as Religiões. Cuidado com os Falsos Profetas.


sábado, 19 de setembro de 2026

MELISSA TOBIAS


O livro de ficção científica "A Realidade de Madhu", escrito pela autora brasileira Melissa Tobias e publicado em 2014 (escrito em 2013), viralizou no início de 2020 por conter um trecho que muitos leitores interpretaram como uma "previsão" exata da pandemia de COVID-19.

Quando o trecho viralizou nas redes sociais no início de 2020, a própria autora declarou que não se lembrava de ter escrito essa parte específica e que levou um susto com a coincidência temporal.

Na página 183 da obra, um personagem alienígena explica a história da Terra com as seguintes palavras:

"– Em 2020, quando a Terceira Realidade terminou de envolver o planeta Terra, uma pandemia global matou mais de 3 bilhões de terráqueos. Foi um momento muito caótico que durou dois anos. Foi uma pandemia viral psicossomática que penetrava somente em corpos incompatíveis com a vibração de amor ao próximo. Não havia para onde fugir..."


Outro trecho interligado menciona que, após esse caos, o sistema financeiro global falia, dando lugar a um sistema baseado em filantropia e energias limpas.


Ficção vs. Realidade

Embora a coincidência do ano (2020) e do evento de uma pandemia global viral tenha assustado a internet e a própria autora na época, os desdobramentos da ficção diferem drasticamente do que aconteceu no mundo real


Número de Vítimas

O livro cita a morte de mais de 3 bilhões de pessoas (quase metade da população mundial), enquanto a pandemia real de COVID-19 causou a morte de cerca de 7 milhões de pessoas globalmente.


Natureza da Doença 

Na obra, a peste é descrita como "psicossomática" e ligada à "vibração de amor ao próximo", uma abordagem puramente mística/espiritualista da ficção científica. Na realidade, o coronavírus é um agente biológico que infecta as pessoas independentemente de suas inclinações morais ou espirituais.


Contexto da Obra

O livro não é sobre virologia ou saúde pública. A trama central acompanha Madhu, uma jovem que é abduzida por uma nave intergaláctica. Ela descobre ser uma "Semente Estelar" com a missão de ajudar a Terra a fazer uma transição dimensional e enfrentar forças ligadas a Lúcifer (na figura do personagem Marduk).

Em entrevistas dadas após o surto de atenção que o livro recebeu, Melissa Tobias declarou no YouTube que a história nasceu de um sonho em 2013 e que ela mesma havia esquecido os detalhes daquele parágrafo específico, levando um susto ao ver a página compartilhada massivamente em grupos de mensagens. Trata-se, portanto, de uma feliz coincidência literária de timing que ajudou a impulsionar a literatura de ficção científica nacional no período de isolamento.


Religião 

Ela é praticante do Esoterismo e seguidora da doutrina Holística. Além disso, ela é uma ávida formação em: Naturologia, Medicina Tradicional Chinesa, Ayurveda (medicina tradicional indiana), Theta Healing (uma técnica de meditação e cura energética espiritual).